Se o Jornal Nacional noticiasse todas as pessoas de bem, que trabalham, pagam suas contas, ajudam os outros, e que passam pela vida de forma anonimamente ordeira, faltariam milhares de horas diárias para conseguirem noticiar todas as pessoas que se encaixam nessa descrição.

Elas são muitas, e não só muitas, como são a ampla maioria da humanidade.

Bastam, no entanto, 3 ou 4 notícias ruins para que toda a grade do jornal seja preenchida. E é o que basta para nos influenciarem com a falsa percepção de que o mundo é um lugar ruim, e que as pessoas são más.

Volta e meia ouvimos alguma notícia tenebrosa, em que alguém agiu maquiavelicamente, e concluímos um tanto desanimados:

“É… esse mundo está perdido”.

Não está não! A imensa maioria da humanidade é geralmente boa, inofensiva. As pessoas em geral são sensatas, solidárias e generosas. E é só por isso mesmo que a humanidade conseguiu chegar tão longe, se multiplicar ao redor do globo de forma espantosa, e usufruir hoje de mais conforto do que tinham os nobres da Idade Média.

O espírito colaborativo humano é forte, mas passa desapercebido nesse ruído negativo que ouvimos diariamente nas mídias.

E hoje, eventualmente, as redes sociais nos trazem vídeos como esse:

Temos sim uma parcela mínima da população, bem mínima mesmo, formada por criminosos, terroristas e psicopatas. Mas são muito poucos, conseguindo, no entanto, grande visibilidade na mídia, devido ao horror insano e impensável de seus atos cruéis.

Não nos enganemos. Embora às vezes a mídia, e nossa própria experiência nos gritem o contrário, a realidade é que as pessoas são boas, e o mundo, um lugar bom.