Mais machuca do que faz bem

Amor, a grande ilusão. Mais machuca do que faz bem.

Somos criados sob um impulso cultural e biológico voltado para os relacionamentos.

Relacionamentos, principalmente os amorosos, são a base de toda literatura.

Enquanto não “temos alguém”, não descansamos.

A autoestima geral do povo é muito baixa, portanto vivem de relacionamento em relacionamento procurando um mínimo de valor, reconhecimento e validação.

Seduzidos e corrompidos pelo prazer sexual, ou fragilizados por um ego carente de elogios, pagam um preço muito caro por essa suposta valorização do olhar alheio, que quase nunca vem como gostariam.

As pessoas seguem atendendo esses impulsos, sem se darem conta de algo que é muito claro e perceptível:

(a maioria dos) Relacionamentos são cansativos, desgastantes e esgotantes.

A verdade é que relacionamentos de forma geral – não só os amorosos – só trazem problemas, responsabilidades desgastantes e nos puxam pra trás.

A solidão é perigosa e viciante. Quando você se dá conta da paz que existe nela, não quer mais lidar com as pessoas. (Frase atribuída a Carl Jung)

São raros os relacionamentos que realmente vêm pra somar, ajudar e crescer juntos.

Nós só nos damos conta disso depois de algum tempo de vida. É quando notamos que o tempo passou e não se cresceu. Passou-se anos com um freio de mão puxado cuidando de problemas que não se resolvem nunca. É quando você se toca que se você não cair fora, será assim até o último dia da sua vida.

Porque as pessoas se acomodam em certos problemas, e nem elas querem resolver, e você fica meio que obrigado a conviver com esses problemas (que são dela) pro resto da vida.

DEUS. QUE. NOS. LIVRE.

Tudo isso que eu falo não vale somente para relacionamentos amorosos. Relacionamentos em geral são assim. As pessoas são muito carentes de tudo, de atenção, de autoestima, de recursos, de dinheiro, então estão sempre sugando esses recursos de quem tem mais que elas – no caso, você.

Pensamos que vampiros são seres mitológicos. Que nada, todos estamos cercados por um tanto deles.

Uns 8 anos atrás, eu vinha vencendo uma certa fobia social que sempre tive. E fazia questão de conhecer as pessoas, e adicioná-las nas minhas redes sociais.

Que grande ilusão.

Hoje, já não faço a menor questão de rever certas pessoas, de forma plenamente deliberada;  eu excluo dos meus contatos quem tá lá só pra bonito; e as sugestões de amizade que o Facebook ou Instagram vem me dando, vou apenas removendo. Já não tenho coragem de ficar adicionando ninguém, já não tenho o menor ânimo para ir a festas e encontros.

Porque a chance de conhecer alguém que venha somar é mínima, mas a chance de sair de um desses encontros com alguma tarefa ou responsabilidade a mais é enorme (te mando um email, te chamo no whats, te envio aquelas fotos, te envio aquele documento, vamos marcar sim).

Não quero enviar nada pra ninguém. Não quero marcar nada com ninguém. Não quero assumir tarefas que não me retornam nada.

Quero a minha volta pessoas que vêm para agregar.

Senão, quero ficar aqui sozinho com minha paz.

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