Mordeu, morreu!

De um ponto de vista mais pessimista, o sexo é um suborno que a natureza nos promete para nos forçar a nos mantermos em relacionamentos para, como espécie, nos reproduzirmos.

A isca que chama pra arapuca.

Se relacionar nos exige esforço sobre-humano: A mobilização de gastos e riscos para a conquista; o desgaste emocional resultante das rejeições e incertezas; quando a conquista se sucede, daí vem o compromisso, o ciúme, a insegurança proveniente da iminência de um abandono e, para reduzir esta possibilidade, vem a responsabilidade, trabalhando 10 horas por dia em algo que você nem sempre suporta para manter gastos com carro, casa, viagens, filhos etc.

Tanto que alguns não aguentam e entram em colapso emocional a certa altura da vida, mergulhando na amargura, depressão, drogas e remédios.

Mesmo o sexo sem compromisso dá um trabalho desgraçado pra conseguir; exige certo comprometimento 🙂 Ora, a prostituição, obviamente, tem seu preço e, como todo “produto”, quanto melhor, mais caro. Já a conquista fortuita nos bares e boates também não sai barata.

A noite pode ser uma criança mas, como toda criança, dá uma certa despesa. Conseguir sexo fácil na noite não é exatamente uma tarefa fácil, e muito menos democrática; é tarefa mais acessível para os agraciados pelos deuses da beleza e da boa conversa. Para o restante dos pobres mortais, há gastos, riscos, fracassos, decepções e a certeza da solidão.

Quando não, é sempre a qualidade compensada pela “quantidade”, se é que esta palavra se adéqua ao caso.

Enfim, o desgaste físico e emocional da manutenção do relacionamento – nos âmbitos material e emocional – é tanto, que quem tem noção e um mínimo de auto-suficiência, prefere ficar sozinho.

Mas é só um ponto de vista pessimista 🙂

Não, não, não! Não vale a pena.

Não, não, não! Não vale a pena.