Resolvido!!!

Resolvido!!!

A maior contradição que já encontrei na vida, em relação à característica evidente e inegável de nossa existência de que aqui estamos para nos desenvolver, evoluir, nos tornar mais conscientes, etc, é justamente o fato de que na maioria das vezes nós só despertamos e crescemos mediante eventos traumáticos como acidentes, doenças, dificuldades financeiras, ou mesmo sentimentais.

Quando está tudo bem conosco, quando nosso dia a dia segue uma rotina clássica e bem definida, nossa tendência é ficar cada vez mais inconscientes, no piloto automático. Quando tudo vai bem, nossa criatividade tende a diminuir, nós refletimos menos, pensamos menos, enfim, vamos nos apagando através da acomodação. Quando digo “nós” digo a maioria das pessoas, grupo dentro do qual me coloco 🙂 Há, evidentemente certos tipos de pessoas, cujo gênio forte e incansável aliado a uma grande energia interna não as deixa estagnar. Mas convenhamos, são poucas.

Já a maioria, definitivamente vive na contramão da vida. Fugimos dos problemas como o diabo foge da cruz. Não conseguimos, ou não queremos enxergar que é sob dificuldades que exigimos ao máximo nossa capacidade para resolvê-las, e daí sempre saímos com um saldo positivo de superação, vitória, auto-descoberta, auto-confiança, EXPERIÊNCIA, etc.

É na tempestade que o marinheiro se forma

É na tempestade que o marinheiro se forma

A adversidade desperta em nós capacidades que, em circunstâncias favoráveis, teriam ficado adormecidas.
Horácio

Anos atrás eu acompanhava o programa Flip This House, na A&N. Era um programa americano em que o empresário comprava casas a preços baixíssimos, as reformava e as vendia a preço de mercado. E num determinado episódio, o empresário entrou numa casa para avaliar o que precisava ser feito nela e dizia: A cada problema que encontro, sei que é mais dinheiro que ganho. Quanto mais problemas uma casa tiver, mais estou ganhando. E seguia seu caminho pelo interior da casa apontando as rachaduras e outras avarias e dizendo: Aquilo ali é dinheiro, ali tem mais dinheiro, aqui tem mais dinheiro… Descontando o leve exagero, a mensagem era clara. Eu havia acabado de ver o que era de fato uma atitude positiva.

Se o vento soprar de uma única direção, a árvore crescerá inclinada.

O hábito de reclamar e se esquivar das dificuldades nos está tão arraigado que achamos super normal reagir assim. Já observou a imensa energia que gastamos com o hábito de reclamar? E a boa vontade, a pró-atividade, onde ficam? Quando é que vamos viver nossos dias com o pensamento pronto de que é de dificuldades que é feito o material de nosso progresso?

Será que isso é possível?

O que você acha?

Nunca diga a DEUS que você tem um grande problema. Diga ao problema que você tem um grande DEUS.

Texto de 4 de fevereiro de 2010.

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