Sacrifício necessário

Sacrifício necessário

Em algumas ocasiões, de tempos em tempos, ouvimos aquela metáfora da “poda” – na qual uma árvore precisa ser podada para crescer mais forte, etc, etc, etc – como uma forma de entender os momentos difíceis e de perdas. Confesso que nunca compreendi muito bem essa metáfora. Essa história sempre me soava como algo desculpista, como um consolo para os acontecimentos da vida que nos colocam sob dificuldades, para os quais não se pode encontrar um motivo razoável que não esteja nos domínios da espiritualidade. Desta foma nos dizem que somos como uma planta que passa por um momento de poda.

Sim, muito bonito e poético, mas bem no fundo preferimos não precisar passar por esses momentos de idílica reflexão. O termo “poda” é frequentemente associado a atividades restritivas, o que faz com que possamos vê-lo como algo negativo e indesejável.

Mas hoje essa moça aqui escreveu algo muito esclarecedor. Escreveu sobre a “poda” no sentido de manutenção prática de projetos, no caso específico, de blogs. Sabe quando você encontra uma mensagem que realmente te faz mudar o ponto de vista de certos temas? Pois bem, esse texto foi uma delas, para mim.

Entendi que precisamos sim, de tempos em tempos, dar aquela parada, se distanciar um pouco dos projetos com os quais estamos envolvidos, para conseguirmos enxergar sob um ângulo mais isento quais direcionamentos merecem mais atenção e quais estão nos fazendo perder tempo e energia. Acho que todos passam por essa necessidade. Pode também ser uma questão de se podar relacionamentos destrutivos, atividades e hábitos estéreis, objetos inúteis de dentro de casa, roupas velhas, enfim.

Todos sabemos que precisamos nos livrar das coisas que não nos servem mais, mas observar essa necessidade sob o ponto de vista de se estar podando nossa própria vida voluntariamente, sob reflexão e ação consciente, para que ela se desenvolva fortalecida no direcionamento que esperamos seguir, nos mostra que essa tarefa é muito mais importante do que pensamos. É uma necessidade. Não é? 😉

Texto de 26 de maio de 2010.