Ainda hoje acredita-se que os Estados Unidos são uma nação rica porque exploraram outras nações.

Acreditam em “Imperialismo Americano”.

Aliás, uma das figuras políticas que mais cita o termo “imperialismo americano” é justamente o ditador venezuelano Nicolás Maduro, o que só contribui para desqualificá-lo ainda mais.

Não é por aí.

O que acontece é que praticamente TODAS as tecnologias que nós, da colônia, usamos, desde a revolução industrial até a revolução tecnológica, como energia elétrica, lâmpada elétrica, telégrafo, rádio, telefone, televisão, informática, software, celulares, redes sociais, automóveis, aviões etc etc etc e milhões de etc’s, vieram essencialmente dos Estados Unidos e de algumas poucas nações europeias.

Nenhum americano nos forçou a comprar esses itens, nós pagamos por eles de bom grado, porque eles melhoram a nossa vida (e pagamos caro, mais por causa dos nossos próprios impostos, do que pelo custo real daqueles produtos).

Para cada itenzinho tecnológico que você está usando aí, agora, algum americano recebeu alguns dólares.

Depois de um século e meio vendendo tecnologia para o mundo, é óbvio que os americanos iriam enriquecer.

Repita comigo:

Depois de um século e meio vendendo tecnologia para o mundo, é óbvio que os americanos iriam enriquecer.

Mas o que nossa classe intelectual gosta de acreditar é que os americanos são ricos porque exploram as nações subdesenvolvidas…

Nem mesmo a hipótese que envolve o petróleo se sustenta. E Dubai é uma prova disso. Quem constrói os arranha-céus de Dubai são os próprios árabes, com dinheiro da venda do petróleo para o Ocidente. Se os americanos realmente estivessem expropriando o petróleo do oriente médio, Dubai e outras cidades árabes abastadas não existiriam.

Evidentemente os americanos são bastante interventores mundo afora, no entanto, as intervenções deles visam manter as sociedades estáveis a ponto de poderem se concentrar em comércio, e não em ficarem se matando. O que eles querem? Claro que é dinheiro, mas não roubando, porque riqueza se gera com as pessoas em paz, trabalhando e comprando.

Espanha e Portugal são os maiores exemplos de países que enriqueceram – momentaneamente – explorando, ou usando um termo mais adequado, expropriando bens de suas colônias. Mas se você explora demais, uma hora o pau-brasil se extingue, o ouro acaba; as colônias se revoltam e pedem independência. Hoje, o que são Espanha ou Portugal comparadas à Inglaterra, onde surgiu a revolução industrial e aos EUA, locomotivas da revolução tecnológica que vivenciamos hoje?

Sobre o Brasil

Quais são os produtos de exportação brasileiros? São poucos, mas eu cito um:

Jogadores de Futebol.

Os passes dos nossos jogadores valem milhões de dólares, o que é claramente um sinal de sucesso. Mas nós estamos tão desacostumados a criar e valorizar o que criamos, que achamos um absurdo um jogador valer “tanto”.

Imperialismo Brasileiro – Só dentro de campo

Imagina o quão ricos seríamos, como nação, se além de jogadores de futebol, também exportássemos tantos outros produtos inovadores com alto valor agregado.

Em termos de tecnologia energética, o Brasil sempre teve um trunfo na mão, o Etanol. Geração de energia limpa e sustentável através da bio-massa. Altíssima tecnologia que poderia estar impulsionando os automóveis de boa parte das cidades do mundo.

Mas eu nem vou dizer quem foi o governo que quebrou a petroleira que conduzia o setor do Etanol e que demonstrou claramente a péssima ideia que é largar o desenvolvimento tecnológico de um país nas mãos de governos.