Perdoar é aceitar as pessoas como são.

Elas não “deveriam” ser do jeito que você quer, nem do jeito que você espera. Elas não “deveriam” ser de acordo com um ideal que você mantém em suas expectativas e que provavelmente assimilou da opinião geral das pessoas. Opinião baseada num ideal que praticamente ninguém consegue praticar.

Ora, as pessoas são simplesmente do jeito que são, com suas virtudes e muitos defeitos.

Se você se machucou, foi VOCÊ que esperou demais, nessa sua cabeça imaginativa e sonhadora.

Responda: quem tem a obrigação de ser perfeito? Quem tem a obrigação de atender às suas expectativas?

Sim, algumas pessoas realmente nos prometem terra e céus, mas mesmo que alguém assuma um compromisso com você ou uma determinada postura, você não deve esquecer que é humana, corruptível, fraca e vulnerável às tentações que encontra pelo meio do caminho.

E você, consegue de fato corresponder às expectativas alheias o tempo todo? Como exigir um comportamento perfeito se nós mesmos não poderemos jamais retribuir com um comportamento perfeito?

A pessoa que zela por seus valores como a um tesouro, está mais para exceção, do que para a regra.

Quando você perdoa de verdade, aceitando e “deixando” as pessoas serem como são, sem cobranças, no fundo, o(a) maior beneficiado(a) será você. Será beneficiado(a) com a liberdade de poder seguir seu próprio caminho, deixando o outro fazer o mesmo. Sua vida ficará mais leve sem o peso da necessidade psicológica de que tudo funcione de modo certinho o tempo todo.

Quando você liberta alguém, está na verdade SE libertando, na medida em que se livra do apego mental e egoísta. Se houver algum prazer em seguir juntos, ótimo. Do contrário…