Pés no chão, para que o tombo não seja grande

Pés no chão, para que o tombo não seja grande

Religião, futebol e política são temas que acirram os ânimos. E agora estamos na hora da política. É só o que se fala.

Porém uma postura que a sobriedade intelectual evitaria numa eleição brasileira (qualquer eleição, mas sobretudo nesta de 2014) seria a de empolgação.

To vendo uns amigos e conhecidos se empolgando tanto para o lado do PT como para o lado do PSDB, como se fossem escolhas íntegras e dignas de apoio pleno e sinto uma certa reserva com tal envolvimento da parte deles com partidos reconhecidamente corruptos e que, assim como acertaram, também cometeram erros gravíssimos na condução da nação pelos últimos 20 anos.

Você pode querer votar na Dilma, ou pode querer votar no Aécio, mas não se permita bradar seu apoio aos quatro ventos por essas candidaturas como se esses candidatos estivessem próximos da santidade política.

Eu voto no Aécio, mas quase com vergonha de assumir isso publicamente. A vergonha só seria maior se eu optasse pela Dilma e por isso mesmo, não opto por ela e se optasse, não admitiria publicamente 🙂

É bom sempre lembrar que há denúncias graves para ambos os lados, e sabemos que se há fumaça, é porque tem fogo.

Escolher um dos lados, agora, neste segundo turno, significa escolher qual dos candidatos nos parecem menos desonestos. Significa, sobretudo, escolher quais crimes políticos e de corrupção são mais aceitáveis para nós, e com os quais nos sentiremos menos mal com nós mesmos durante o próximo mandato.

Porque certeza eu só tenho uma: Esses crimes aconteceram e vão continuar acontecendo.