Bebendo pouco, oras! NÃO beber também é uma ótima forma de não passar mal. Tirei esse título daqui:

Se não souber beber, o Google te explica

Se não souber beber, o Google te explica

Se precisar aprender como beber tequila, cerveja e inclusive ÁGUA, já sabe onde procurar… ;)

Cada uma, hein?

Falando sério, agora. Sempre digo que os maiores problemas da sociedade advém da falta de noção geral do povo. E mais, vem da distorção generalizada de alguns conceitos. Crescemos e nos desenvolvemos sob certas crenças amplamente aceitas de tal forma que as tomamos como verdades.

Uma delas diz respeito as drogas, mais propriamente àquela droga aceita e consumida de forma livre, sob a permissão da lei e sob escancarada motivação publicitária – o álcool.

O código brasileiro de autorregulamentação publicitária diz no seu anexo “p”, que trata das cervejas: “eventuais apelos à sensualidade não constituirão o principal conteúdo da mensagem; modelos publicitários jamais serão tratados como objeto sexual;não serão utilizadas imagens, linguagem ou argumentos que sugiram ser o consumo do produto sinal de maturidade ou que ele contribua para maior coragem pessoal, êxito profissional ou social, ou que proporcione ao consumidor maior poder de sedução.”

Ou seja, autorregulamentação serve para mostrar que ela não funciona. O desvirtuamento do álcool domina a mente dos consumidores e a publicidade só faz reforçá-las.

Já trabalhei num mini-mercado à beira da praia e via durante a temporada de verão os jovens turistas chegando afoitos, levando duas, três garrafas de vodka, gelo, etc numa ânsia incontrolável de encher a cara o mais rápido possível. Você vê que aquilo é artificial, bebem porque beber lhes confere algum tipo de status dentro do grupo.

Mas onde eu quero chegar é justamente a um raciocínio que poderia eliminar essa “falta de noção” das pessoas, principalmente os jovens, em relação ao álcool. E o raciocínio vem de uma frase que ouvi na televisão, de um comentarista que estava discorrendo sobre o problema do consumo excessivo do álcool pela juventude. Ele disse:

QUEM BEBE POR PRAZER, BEBE POUCO!

Esse raciocínio, ou observação me esclareceu todo o assunto. Se todo jovem fosse orientado desde criança a consumir a bebida alcoólica pelo PRAZER que ela proporciona, e não a beber até vomitar as tripas, certamente muito mudaria em relação aos efeitos nocivos do álcool na vida das pessoas, em especial, às mortes e outras fatalidades que mudam a vida das pessoas por todo o resto de seu tempo.

Melhor do que “saber” que quem bebe por prazer, bebe pouco, é vivenciar isso. Confesso que sou fã de conhaques, mas dentro da postura aqui lembrada. De vez em quando, principalmente no inverno, costumo pôr uma MEIA dose no copo e apreciar o sabor aos poucos, em casa mesmo, relaxando a mente e interiorizando um pouco a atenção que fica o tempo todo voltada para os problemas de fora. Definitivamente é um prazer insubstituível.

Mas não, a galera acha que o bom é misturar whisky e energético e “encher os corno’” até perder por completo a pouca noção que tem das coisas.

E querem que “o Google explique” como NÃO PASSAR mal depois do fiasco feito.