Palavras... são apenas palavras

Palavras… são apenas palavras

Ele fica explicando porque não deveríamos dizer “americano” e sim “estadunidense” já que canadenses também são norte-americanos e todos nós somos americanos; e também fica explicando porque não deveríamos dizer “logomarca” e sim “logotipo e marca” já que, como diria Lula, com aquela sua sabedoria peculiar: uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa.

Ele só não fica explicando porque não deveríamos dizer “prateleira” para o suporte que não sustenta exclusivamente “pratos”, nem fica explicando porque não deveríamos dizer “cristaleira” para o armário que só guarda peças de vidro e porcelana, e aceita bem adjetivos pátrios como “gaúcho” ou “capixaba” e não fica explicando porque deveríamos usar os termos “riograndense-do-sul” ou “espirito-santense”.

A mesma pessoa que acha um absurdo chamar de doutor quem não tem doutorado, não se incomoda nem um pouco de chamar de sombrinha aquele artefato que nos protege da chuva, mas que foi criado para, ora veja, proporcionar uma sombrinha, isto é, uma pequena sombra, sobre a própria pessoa, debaixo, evidentemente, do sol.

Que mundo é este em que a sombrinha agora deu para proteger da chuva?

Absurdo. Indignação!

Evolução

Evolução

Evolução

MUITAS das palavras, de todos os idiomas, transmitem significados outros, em relação aos que a palavra trazia primeiramente, logo de seu surgimento.

Essa evolução é natural e indomável. Tudo evolui.

Menos algumas mentes implicantes.