Quando você acorrenta os outros, acorrenta a si mesmo(a)

Quando você acorrenta aos outros, acorrenta a si mesmo(a)

Viver é fundamentalmente ir aceitando, pouco a pouco, ano a ano, que tudo está certo do jeito que está.

Principalmente o que não pode ser mudado.

E muito pouco pode ser mudado, a não ser, essencialmente, nós mesmos.

Nos dois últimos intolerantes milênios, algo que se tornou uma grande virtude é ACEITAR; entender, compreender e acolher quem amamos.

E até quem não amamos, o que é relativamente mais fácil. Se algum grupo faz algo que você condena, fique quieto(a), não fale, não repreenda, não censure. Deixe-os viver. Tente entender que são assim mesmo e que a diversidade é o que melhor caracteriza o gênero humano.

Mas a dificuldade maior está em aceitar quem amamos; em aceitar que quem amamos não é/está do jeito que gostaríamos que fosse ou estivesse. Sempre que rejeitamos qualquer postura de quem amamos, criamos uma barreira, algo que impede a nós, e também ao outro, de avançar.

Por isso, sempre que puder, aceite as decisões de quem ama, apoie, torça para que se dê bem no caminho escolhido.

Se o outro está tropeçando na vida devido às escolhas que fez, esteja sempre ali para esclarecer, pacientemente. Mas não para condenar. É da natureza humana aprender com o erro. E a maioria de nós só aprendemos depois de muito apanhar da vida.

Agora, se o outro está se dando relativamente bem na vida, mesmo com escolhas que você condena, então você está fazendo um desfavor a ele e a si mesmo. Entenda que não é porque você não gosta ou não se identifica com uma escolha que ela não servirá aos outros. Contente-se em entender que ela não serve apenas para você. Os outros são infinitamente diferentes de você para que haja uma comparação justa entre vossas escolhas.

Acho que poucas coisas nos fortalecem tanto quanto nos sentirmos aceitos, apoiados e seguirmos com a sensação de que estamos no caminho certo porque as pessoas que amamos assim acreditam e demonstram.