O texto abaixo me chamou atenção por ir na contra-mão desse pensamento corrente crítico ao futebol:

Texto de Rica Perrone

Vai que é tua, Galvão

Redes sociais juntam todas as pessoas infelizes que até alguns anos atrás não saiam de casa, não tinham amigos e viviam amarguradas sem ter onde destilar sua infelicidade e também as pessoas normais. Essa mistura confunde, mas é fácil entender.

Quanto menos vida, mais você reclama. E não há nada melhor do que uma rede social pra reclamar. Lá, você jura que o MasterChef dá 20 pontos, que a NBA é um fenômeno de audiência e que o Bolsonaro tem 95% nas pesquisas. No mundo real as coisas não são assim.

Lá no muro de lamentações virtual é fácil você achar que “ninguém liga pra seleção”, que a Copa será um fracasso de atenção do torcedor e etc. Mas toda Copa se diz isso, e toda vez o mundo desmente.

Sabe qualé a audiência da Globo domingo as 11:30 da manhã? Em média 9,8 pontos.

Sabe qualé a maior média de audiência da Globo aos domingos? O Fantástico, em média 21 pontos.

O futebol (qualquer jogo) dá uns 20. Às vezes mais, depende do jogo.

A seleção brasileira em seu AMISTOSO domingo (03/05) deu a Globo picos de 35 pontos.

Flamengo e Corinthians deu ótimos 28.

Há quem siga repetindo que o futebol no Brasil perde espaço, que as pessoas ligam menos e que não haverá comoção na Copa.

E há a verdade.

Fique com a segunda.

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Este autor que vos fala neste blog, costuma ser veemente crítico em relação ao modo como o futebol constituiu-se como uma das forças alienantes do povo brasileiro.

Gastar energia, tempo e dinheiro torcendo para 22 homens disputarem entre si a condução de uma bola até o interior de uma trave com rede é bem insano e despropositado se você lembrar dos nossos graves problemas sociais.

Em relação a este argumento, há quem diga que uma coisa é uma coisa, e ota coisa é outra coisa, (sic) parafraseando nosso sábio ex-presidente Lula. O fato é que, por cair no gosto do povo, os esportes em geral, e o futebol em particular, tornaram-se um grande negócio publicitário.

E no final das contas, muita gente sai ganhando com esta negociação toda, desde os grandes e milionários jogadores, até a base de toda cadeia econômica envolvendo o esporte.

Ok, deixemos estar, e deixemos o povo ser feliz, se assim consegue, com tão pouco.