A autoestima é a base da nossa felicidade.

Estar em paz consigo mesmo, com o que se é, com o que se tem, e com os próprios limites, é condição rara nas pessoas, mas fundamental para uma vida mais harmônica.

Já escrevi vários textos sobre autoestima neste site. E também um ebook.

Autoestima é um tema que me atrai, mas é também uma questão complexa, e ao contrário do que gostaríamos, não é algo que você resolve de uma hora pra outra. É algo que se desenvolve gradualmente na vida, conforme vamos amadurecendo, conforme vamos nos auto-conhecendo melhor e encontrando formas mais positivas de nos ver a si mesmos, às vezes após árduas batalhas e duras perdas.

O que fica, no fim de tudo, é o que somos.

É preciso ter paciência.

Qual é a fonte da nossa autoestima?

As pessoas de modo geral baseiam sua autoestima em coisas externas. Buscam ter, para ser.

Esses espiritualistas e terapeutas contemporâneos, acreditam que a autoestima tem que vir preponderantemente de dentro de nós. Sugerem ser, para ter.

Acredito que os espiritualistas não estão 100% errados, mas também não estão 100% certos.

É óbvio que uma autoestima saudável vem de uma psique saudável, capaz de reconhecer em si mesma, com lucidez e sem modéstia, seu próprio valor, através do que tem (ou desenvolve) em si mesmo de características positivas.

Mas nós somos seres materiais, que vivem numa realidade material (e bastante inóspita), formando uma sociedade material, que construiu nos últimos séculos – porque precisa – de itens materiais para manter certo conforto e bem-estar, físico, mental e afetivo, para seus integrantes.

É preciso portanto, que o auto-valor venha de dentro, mas também encontre correspondência em nossa realidade material externa.

Por isso, há dois exercícios fundamentais, bastante simples, que se feitos com dedicação, poderão ajudar você a fortalecer sua autoestima.

Exercício 1 – Conhece-te a si mesmo

Você já ouviu essa expressãozinha há eras. Sabe que ela tem origem na Grécia antiga e acha chique. Mas fala a verdade: Até hoje não sabe direito o que fazer com ela.

É simples! Você só vai precisar de um papel e caneta, e um lugar tranquilo.

Agora comece a escrever nesse papel tudo que você reconhece de bom em si mesmo(a). Vai lá, sem medo de ser feliz.

Sempre tem. Talvez você esteja tão acostumado(a) a se depreciar lembrando sempre do que tem de ruim, que nem sabe como começar.

Eu ajudo com algumas sugestões:

Certamente você é uma pessoa honesta, do bem, educada, gentil, sensível, criativa, organizada, limpa, amiga e amistosa, boa companhia, trabalhadora, esforçada, curiosa, interessada, inteligente, corajosa, disposta etc

Talvez não tenha todas estas qualidades que eu sugeri, mas é certo que tem muitas outras.

Mantenha esse papel consigo e continue este exercício ao longo de alguns dias.

Vá completando a lista conforme for percebendo características positivas suas.

Este é o melhor exercício de auto-conhecimento que vai encontrar.

Quando acreditar que a lista está completa, passe a limpo e mantenha sempre consigo.

Quando se sentir desvalorizado(a), principalmente por algumas pessoas, perceba que o problema são essas pessoas, já que características positivas você tem e certamente são muitas.

O problema está com elas, e quanto a isto só nos resta lamentar por esta natureza complicada da vida e das relações humanas; e lhe resta continuar focando e lembrando das suas muitas características positivas.

Dois textos que enfocam esta questão: A nota de 20 dólares – O Anel

Comece a acreditar em seu próprio valor e as coisas melhorarão para você. Você merece tudo que acredita ser bom. Pensar em si mesmo, cuidar de seus próprios valores, viver melhor, é contribuir para a melhoria da sociedade e do mundo. É o prazer da realização interior que atrai o sucesso. A vida é movimento, ação, participação. A circulação do dinheiro é uma condição importante para que a prosperidade apareça. Zíbia Gasparetto

Exercício 2 – Cerque-se do Melhor

Repito aqui o que já comentei em texto anterior: A partir de hoje, dentro de suas possibilidades financeiras, você só vai usar e consumir o que considerar ser o melhor para você. E vai se desfazer de todas as tranqueiras da sua vida, a não ser que tenham real valor histórico e/ou sentimental (Nesse conceito de tranqueira inclui-se também “pessoas”):

Este exercício inclui:

  • As melhores roupas
  • As melhores comidas
  • Os melhores ambientes
  • As melhores pessoas
  • As melhores músicas
  • Os melhores filmes

Não aceite mais nada que não seja o melhor para si.

Vá agora no seu guarda-roupa e separe para doação o que estiver muito batido.

Quando ir ao supermercado, procure adquirir itens saudáveis e de qualidade para você.

Evite ir a ambientes que lhe fazem mal.

Comece a ouvir músicas mais alegres, evitando as muito melancólicas ou depressivas.

O mesmo vale para filmes, evitando filmes de terror ou que tenham muitas mortes.

Não é difícil

Como se pode perceber, não são exercícios difíceis.

Exigem apenas certa boa vontade. Mas tem que partir de você, porque uma coisa é verdade, pra lá de clichê:

Se você não se valorizar, ninguém mais vai fazer isso por você.

Veja mais

Textos sobre valor pessoal