Eu não sou pobre, pobres são os que acreditam que eu sou pobre. Tenho poucas coisas, é certo, o mínimo, mas só para poder ser rico.

Quero ter tempo para dedicá-lo as coisas que me motivam. Se tivesse muitas coias, teria que ocupar-me de cuidar delas e não poderia fazer o que realmente gosto. Essa é a verdadeira liberdade, a austeridade, o consumir pouco. A casa pequena, para poder dedicar tempo ao que verdadeiramente desfruto. Senão teria que ter uma empregada e já teria uma interventora dentro de casa. E se tenho muitas coisas, tenho que cuidar delas para que não me roubem. Não, com três peças (na casa) me basta. Passamos a vassoura entre a velha e eu e se acabou. Então temos tempo para dedicá-lo ao que realmente nos entusiasma.

José Mujica (clique e veja outras frases dele)

Procuro sempre manter um ponto de vista conciliador entre ideias de prosperidade e abundância, e uma vida frugal e enxuta.

É óbvio que ter DEMAIS em relação às nossas predisposições, não é legal. Porque exige que dediquemos nossa energia e tempo para cuidar do que adquirimos, pelo que deixamos de fazer coisas bem mais interessantes.

E é óbvio que ter de menos também não é legal, porque a escassez impede o desenvolvimento de nossos talentos e aptidões.

O mais correto me parece ter tão somente o que precisamos.

Nem menos, NEM MAIS.

Quando o exemplo vem de cima

O simpático senhor da imagem acima, o Pepe Mujica, presidente uruguaio, recebe 12.500 dólares mensais por seu trabalho à frente do país, mas doa 90% de seu salário para ONGs e pessoas carentes. Seu carro é um fusca. Mora em sua pequena fazenda nos arredores de Montevidéu e para ele o restante que sobra do seu salário (cerca de R$ 2.538,00 aproximadamente 970 €) é o suficiente para se manter.

“Este dinheiro me basta, e tem que bastar porque há outros uruguaios que vivem com bem menos”, diz o presidente.

Não tem como não gostar dele.

🙂