Meu amigo, o Dinheiro

Meu amigo, o Dinheiro

O sujeito tem que ser muito sem noção, ou muito desapegado, pra afirmar que não deseja uma vida minimamente próspera e abundante para si e para os seus.

Mas a cada passo vemos algumas pessoas de tendências comunistas ;) alardando: “Ó como os pobres são coitadinhos e sofrem nas mãos desses ricos malvados”.

É mesmo uma pena que não percebam que quanto mais criticam os ricos, a riqueza e a prosperidade, mais distante se colocam desse estilo de vida.

Tendemos, inconscientemente a nos afastar de tudo que criticamos.

É preciso cuidado para o que destinamos nossa atenção e percepção. E principalmente, cuidado ao absorver as percepções alheias adotando-as como crenças, em especial as percepções negativas e pessimistas, quase sempre nascidas em meio a conversas “humanitárias” surgidas do materialismo filosófico e às inocentes reclamações de como o mundo é injusto.

Ora, se eu passo a perceber algo bom (ou neutro), como o dinheiro, como algo ruim, é claro que vou dar o jeito que for de me afastar dele, afinal, não quero me manter próximo de coisas ruins. Isso é auto-sabotagem. Da mesma forma, se eu acredito que o mundo é injusto porque uma camada social rica e malvada oprime outra camada social pobre e boazinha, eu que não quero ser o malvado da história, vou continuar fazendo parte da camada social coitadinha.

Na minha cabeça, é impossível que todo e qualquer rico seja preponderantemente mau e egoísta, assim como me soa impossível que todo pobre seja puro, casto e coitadinho. Me soa mais provável que a proporção de mau caratismo seja uma constante no ser humano, seja nas camadas ricas, seja nas pobres.

Mais sobre o assunto aqui.