Eu me importo, e odeio me importar. Quisera eu conseguir a façanha de permanecer impassível diante de uma crítica, principalmente das críticas inconscientes, de quem mal sabe do que está falando, afinal, BOCAS FALAM. Mas até quanto a estas continuo suscetível.

Onde foi que eu ouvi que deveria ser “perfeitinho” e “bonzinho”?

Como fui acreditar que isto seria possível?

Vai saber…

Cuidando da vida alheia

Cuidando da vida alheia

As pessoas no geral estão tão imersas em sua mediocridade, que não se tocam que teriam muito a fazer caso se dispusessem a cuidar de suas próprias vidas. Há tanto por ser feito… Mas se concentrar nos vícios de comportamento alheios é MUITO mais fácil, e divertido. Olhar para si, e mais, fazer alguma coisa por si dá muito trabalho. Tem que pensar, refletir, tentar algo, enfrentar traços de nossa personalidade indesejáveis, os quais fingimos não existir, errar, aprender, ufa! só de pensar cansa.

Dias atrás eu escrevi aqui um ponto de vista sobre a difícil iniciativa de largar o que não é mais “para nós”. Largar o que não nos serve mais já é por si uma arte difícil. Exige desapego de sonhos concebidos como ideais, mas que não são possíveis, e se são, não funcionam.  Tem outro aspecto de nossa vida que exige semelhante atitude. É essa maldita importância que damos para o que os outros falam, ou pensam.

Confesso me sentir vulnerável a esse tipo de atitude alheia – para com minha postura de vida. Se todos que teimam em me “sugerir” o que deveria fazer fossem perfeitos exemplos de vida e conduta, beleza, eu ficaria quieto consciente da inadequação do meu modo de vida. Mas não, há casos em que querem exigir de mim atitudes que tomaram em seus passados e pouco resolveu, pois hoje, sim, são infelizes.

Políticos tem aquele lema já antigo que aconselha:

Deixe falar e continue agindo.

Não vejo outra postura mais adequada à nossa conduta pessoal do que esta, muito embora tal atitude exija de nós uma firmeza de propósito acentuada. Os fracos continuam hesitantes, tentando agradar quem no fundo, só se preocupa consigo mesmo, mas na hora de agir, prefere dar pitacos na vida alheia.

Talvez você, leitor, tenha facilidade com essas coisas. Talvez seja auto-suficiente, independente, e tenha lá a sua privacidade.

Que bom pra você. Eu não tenho, mas tenha certeza, não penso em outros objetivos de vida a cada minuto de minha vida.