Nem te conto ;)

Nem te conto ;)

Há uns dois anos, me surgiram com esta pergunta:

O que é sagrado, para você?

Pensei, pensei e não consegui responder.

Hoje, lendo um texto crítico sobre o consumismo, o autor comentou sobre a “sacralização” de itens de consumo como automóveis, e a “profanação” de seres e formações naturais, como as árvores e rios.

Foi então que me toquei que sagrado não necessariamente tem a ver com “divino”, e sim, com “respeito” extremo.

No dicionário Aulete, consta:

(sa.gra.do)

adjetivo

1. Que se sagrou; que foi alvo de consagração

2. Que se refere às coisas divinas, aos cultos religiosos etc.; SANTO; SACRO

3. Fig. Que é divino, puro, imaculado; que está acima das necessidades e dos valores terrenos

4. Que não deve ser tocado, mexido; SACROSSANTO

5. Que deve ser respeitado de maneira profunda; VENERÁVEL

6. Que não se pode infringir ou desrespeitar

7. Que se deve cumprir (deveres sagrados; obrigações sagradas)

substantivo masculino

8. Aquilo que foi sagrado ou consagrado em cerimônias de culto

O que notei é que o termo “sagrado” traz consigo dois significados distintos que foram mesclados ao longo do tempo. Um deles se refere ao que é de origem divina. O outro se refere ao que deve ser muito respeitado, no sentido de merecer grandes cuidados.

Então percebi que há muitas coisas sagradas na nossa vida, apesar de não necessariamente terem uma origem divina: Nossos amores, nossos pais, amigos, lugares e até mesmo alguns itens materiais que nos são caros, como nossa casa, nosso carro, instrumentos de trabalho, etc.

Entendi, finalmente, que tudo aquilo com o que você tem profundo cuidado e respeito, é sagrado para você.