Encarando a vida como um lobo

Encarando a vida como um lobo

As teologias salvacionistas, ou soteriológicas, distorcem de tal modo a realidade da vida, que dá a impressão de estarem fazendo com que as pessoas percam tempo precioso de suas existências. Desperdiçam-no através de falsas convicções de que se forem boazinhas (tementes e obedientes) aqui nessa vida, serão beneficiadas com um lugar no céu, ou no paraíso, quando passarem desta para melhor (para melhor?).

Tudo bem, eu respeito quem prefere essa postura diante da vida. Mas…

A distorção está em motivar as pessoas a “morrerem bem”, quando deveriam estar concentradas em “viver bem”, o que, dada a natureza breve de nossa existência, tenderia a ser até uma obviedade.

Esqueça essa coisa de salvação, dogmática, amedrontadora, obscura. Quer saber o que realmente vai te salvar (de si mesmo)?

É a AUTO-REALIZAÇÃO.

Quando você se auto-realiza — e aí se inclui auto-conhecimento, auto-desenvolvimento, aprendizagem, trabalho, crescimento pessoal, progresso material e emocional, paciência, persistência  etc — você está SALVANDO a sua vida de terminar sem que você tenha feito a diferença, no mundo, para as pessoas, para a sua própria essência espiritual.

De que adianta ganhar o céu, se perdemos a vida?

Um dos muitos problemas da cultura atual é fazer as pessoas confundir o bem (ser bonzinho) com passividade e o mal com atividade. Vem do tempo de criança, em que éramos premiados com doces, presentes, elogios etc por nossa inatividade, ou seja, por não incomodarmos.

É o inverso.

Não basta ser bom, precisamos FAZER O BEM, e nesta expressão está subentendido a ação necessária para a realização do bem.

Deixe de ser o cordeirinho que a tudo obedece e seja o lobo que a tudo enfrenta. Olhe para o lado, olhe para as pessoas de sucesso que você conhece e me responda:

Elas se encaixam mais no perfil de “cordeiro” ou no perfil de “lobo”?