Como se livrar das drogas seguindo orientação espiritual
26 de setembro de 2009
O leitor Ronney recentemente sugeriu que eu abordasse o problema das drogas segundo meu ponto de vista. Na ocasião respondi que como não tenho qualquer experiência com dependentes químicos, seria bem difícil escrever qualquer coisa de forma convincente.
Mas hoje mesmo, estava eu sem o sinal de internet aqui em casa e decidi folhear um livrinho da Seicho-No-Ie que tenho comigo, o qual encontrei lá pelos idos de 2000 em uma lixeira. Nunca um “lixo” teve tanto valor pra mim. A sabedoria que encontrei nesse livrinho aos poucos mudou minha vida.

Feio por fora, lindo por dentro
Já falei da Seicho-No-Ie aqui. É uma religião/filosofia oriental (confesso ver o termo “religião” pesado demais para uma filosofia de vida tão leve e desprendida, mas enfim), criada por Masaharu Taniguchi, segundo o próprio, através da orientação de anjos que lhe apareceram e ditaram certos conhecimentos. Essa religião tem um livrinho fininho chamado Sutra Sagrada, e se um dia você tiver a oportunidade de ler (é bem rápido) você verá mesmo que aquele conteúdo é realmente sublime e muito inspirador.
Não sou frequentador da Seicho-No-Ie, entretanto, muito, muito MESMO do que escrevo aqui é observado sob o viés dessa maravilhosa orientação espiritual. Se você se encontra espiritualmente perdido, recomendo que visite algum encontro normalmente semanal promovido pelos membros dessa religião . Tenho certeza que você irá se surpreender.
E voltando ao assunto da dependência química, eis que nesta tarde, em certa página do referido livrinho, encontrei o trecho abaixo, o qual prontamente me lembrou da sugestão do leitor:
Se o espírito está plenamente satisfeito, não há necessidade de entorpecentes ou excitantes
O homem, originariamente, não necessita de bebida alcoólica, de entorpecentes ou de tabaco. Se há pessoas que necessitam deles, é porque elas sofrem alguma carência afetiva. O ser humano, sentindo frustrado o seu desejo de ser amado, de ter paz espiritual, de ser elogiado, de ser reconhecido, ou de ser tratado com carinho, recorre a narcóticos e excitantes na tentativa de entorpecer sua mente. Os excitantes também são um tipo de entorpecente, pois anestesiam a parte do cérebro onde é sentida a fadiga ou o tédio, fazendo com que, por algum tempo, a mente recobre a lucidez e a pessoa se sinta eufórica. A desarmonia na família constitui o maior motivo para o indivíduo procurar bebidas alcoólicas. Quando o espírito está plenamente satisfeito, a pessoa se sente livre e descontraída, não se tornando, por isso, escravo dos desejos do corpo carnal. O homem busca de modo exagerado os prazeres dos sentidos quando o seu espírito está sedento de amor.
Não são belas e lúcidas palavras? Esse ensinamento bate perfeitamente com as orientações do também estupendo Dale Carnegie, no livro Como fazer amigos e influenciar pessoas. Acho que um dos conhecimentos mais importantes passados por esse livro é a visão de que o desejo mais profundo de qualquer ser humano é se sentir “importante”. Se você refletir um pouco, lembrará que sob um ponto de vista mais popular, as pessoas costumam afirmar que o desejo mais profundo de qualquer um é ser “amado”. Vejo que “dá na mesma”. Ser importante para ser amado ou ser amado para se sentir importante. Enfim…
Unindo esses dois pontos de vista, o de Masaharu e o de Carnegie, percebemos que, muito provavelmente, a existência se torna tão tediosa e insuportável para aqueles que não “conseguem” se sentir “importantes” de forma espontânea na vida, que se vêem obrigados a apelar para as drogas como meio de fugir da situação. Acho que não é mais novidade pra mais ninguém que as drogas são uma forma de fuga. “Táqui” o cafezinho meu de cada dia (ou hora) com sua discreta cafeína, que serve de subterfúgio para eu escapar da pressão de produzir sempre mais. Ou os cigarrinhos, para quem fuma, etc. Sob essa linha de pensamento, todos nós estamos querendo “escapar” de alguma forma de pressão. Entretanto, como tudo na vida, quando o povo parte para o exagero, começa a se perder. O ditado é antigo: A diferença entre o remédio e o veneno está na dose.
Contudo, não vejo outra conclusão para todo esse raciocínio que não caia em um lugar comum:
Amor!
Não é necessário fazer um estudo estatístico para concluir que num lar onde o amor esteve sempre presente, não só na forma de brinquedos e mimos, mas de atenção, carinho, conversa e diálogo, as chances de sair dali um dependente químico certamente são bem menores. E não deve ser diferente o caminho a se percorrer para se libertar da dependência. Com apoio familiar, e por apoio entende-se atenção, carinho, MUITA conversa e diálogo, certamente o indivíduo se sentirá fortalecido para superar seus dramáticos obstáculos. O AMOR continua sim, mais do que nunca, o melhor remédio para os males da alma.
Veja algumas afirmações positivas e frases da Seicho-No-Ie
Ronaud Pereira
Tags: Dependência química, Desprendimento, Drogas, Espiritualidade, Livros de Espiritualidade, Renovação, Seicho-no-ie


















Thais
23 de outubro de 2009 as 7:54
Talvez a origem do vício do tabaco tenha realmente sido carência, todavia, mesmo perdendo todos os familiares pelo mesmo vício, escolho agora parar, mas necessito de ajuda.
marcia
29 de novembro de 2009 as 5:59
Pois bem… É tão fácil na prática pensar assim, lembrando que, quando desde crianças nossos pais com todo o amor que nos ´dera, se esquecem que existe um mundo lá fora cheio de novidades brincadeiras “diferentes” e muitas armadilhas daí, criam com um propósito os mesmos dos deles principlmente quando se trata de suas frustrações. Então vem uma pressão que vc não estar preparada(o) vem umas cobranças e comparações completamente desnecessária e aí vc busca um refúgio diferente de sua rotina e cria associações.Essas associações tornam-se cotidianas e vc acha que lhe dá prazer por se diferenciar como uma atitude e esclha sua quando na verdade ñ foi só escolha sua partir para as drogas, mas um contexto de uma teoria frajuta e hipócrita de seus próprios princípios deturpado, agora quem deturpou, Vc, as cobranças ou seus amigos? temos três opções para culpar e nos refugiar e nos sentir menos culpados ou podres…!!! Mas quem sustenta quem? O vício ou vc? Ou tudo faz parte do mesmo contexto? É tão conveniente colocar a culpa em alguma coisa, principalmente nos inoscente, E só percebo tamanha inoscência ao chegar pela manhã, sem querer q amanhecesse encontrar quem eu os amo, e me olhar no espelho e ter certeza que não existe culpados somos vítimas de nós mesmos. porquê quem é vítima vitimiza…. É só isso espero um dia tudo terminar ou que eu mesma termine…
O que é abençoar? Textos Reflexão Mensagens Frases Pensamentos Achismos… - RONAUD.com -
25 de junho de 2010 as 16:52
[...] disse aqui que um livrinho da Seicho-no-ie já me ensinou muito. E digo agora que já me ensinou coisas tão [...]