Se não for lâmpada, cuide para não ser inseto

Se não for lâmpada, cuide para não ser inseto

Você acha que recalque é um devaneio de adolescentes de quinze aninhos até que acontece com você depois dos trinta. De repente você está fazendo o que tem que ser feito, muitas vezes deixando de trabalhar, usando sábados e domingos para criar algo de interessante, e percebe que algumas pessoas, que aparentam ter até mais capacidade que você, estão se incomodando com o que você está fazendo.

Era pra ser triste, mas o que sinto mesmo é estranheza. A pessoa se presta pra isso?

Na vida temos duas escolhas:

Fazer o que tem que ser feito, e ser alvo de críticas, ataques e ressentimentos; ou não fazer nada, e também não receber nenhum ataque, mas também nenhuma honra.

Esta situação, que tende a se repetir bastante ao longo da vida, acaba sendo um teste constante para você focar positivamente na realização das suas coisas, e deixar que falem. Porque vão falar; porque falar (mal) é mais fácil do que fazer algo de útil. A preguiça e a covardia são a raiz de toda inveja.

Que triste é a vida daquele que não cria nada, não constrói nada, não oferece nada, e destina sua vida e suas atenções para desqualificar aqueles que protagonizam a condução das coisas. É vida parasita que vive em função da energia dos mais fortes.

Sempre que alguém pára e concentra suas atenções nas ações e realizações de outra pessoa, não está percebendo que está enfraquecendo a própria vida e está destinando muito mal seu tempo e sua energia. Se acha muito dono da razão, e muito senhor da noção de como as coisas deveriam ser feitas, mas não percebe a postura derrotista e nula na qual mergulha a cada comentário negativo que se predispõe a fazer.

A parte ruim de ter luz própria é que você se torna obrigado a conviver com insetos que estão menos interessados na sua luz do que em fugir da própria escuridão.