Talvez um dos comportamentos mais nocivos para o nosso progresso, especialmente o material, é nossa predisposição para tentar agradar todo mundo; que é algo que deriva da nossa necessidade imperiosa de nos sentirmos estimados por todos.

Cem pessoas podem gostar de você. Mas se UMA demonstrar algum desprezo, você ficará chateado por alguns dias. Talvez por muito tempo.

Uma das pessoas mais bem sucedidas que conheço, passa como um rolo compressor por cima de quem não compactua com seus objetivos. E ele não perdoa deslealdade.

Homens e mulheres são vulneráveis ao desprezo alheio, especialmente se tal desprezo vem de alguém do sexo oposto, especialmente se for alguém “pegável”, em termos de idade e aparência.

É uma tragédia.

Ayrton Senna afirmou certa vez, em entrevista, que muitas vezes, para você conseguir seus objetivos, vai ter de se indispor com algumas pessoas.

Há vários pontos de vista relacionados a esta situação, como a frase de Max Lucado

O homem que quiser conduzir a orquestra tem de dar as costas ao público.

Ou do editor americano Herbert Bayard Swope:

Não existe uma fórmula para o sucesso. Mas, para o fracasso, há uma infalível: tentar agradar a todo mundo.

Essa é uma verdade que tenho percebido mais e mais de forma prática.

Passei a ser ignorado por várias pessoas por quem tenho certa estima, por questões de preferências políticas. É chato passar por isso, mas ao mesmo tempo me conformo pelo fato de que eu não tenho culpa se eles relevam governos corruptos desde que seus representantes falem palavras bonitas, sentimentais e mentirosas

Por outro lado, tenho sido compelido a também desprezar outras pessoas por quem sentia estima, simplesmente porque elas nunca agregaram nada de efetivo na minha vida, ou, em outros casos, porque ao conhecê-las melhor, vi que tinham muitos hábitos e posturas incondizentes com meu respeito.

O fato aqui é que se você quiser alcançar certos objetivos, principalmente na esfera profissional e financeira, terá por obrigação ser seletivo e assertivo diante de pessoas que “não servem” para ajudá-lo.

O mundo é grande, a população imensa, e pra cada conhecido que pisa na bola com você, há outros 100 ansiosos por uma oportunidade.

Isso vale para as questões amorosas também, talvez em menor grau. Algumas pessoas são insubstituíveis, os momentos bons não voltam mais.

Mas é pra frente que se anda, é pro horizonte que se olha, e a verdade que nosso apego não admite é que tá cheio de gente boa querendo manter relacionamentos saudáveis, ou disposta a melhorar diante dos desafios que a convivência impõe.

Por questões profissionais, amorosas e até de paz interior, sanidade mental e equilíbrio pessoal, saber desprezar certas pessoas é fundamental.