Compartilho aqui um pouco da minha vida, retratada através das poesias que escrevi entre 1998 e 2005. São totalmente desprovidas de qualquer erudição. São expressão pura e simples, sem regras, catártica. Algumas têm um tom mais contemplativo, poético, outras são melancólicas beirando a comédia. Mas são fases da vida que vêm e que (graças a Deus) passam. Qualquer aspecto decadente que possa ser encontrado abaixo, não existe mais em mim. O que me estimula a expor essas poesias, é um ponto de vista muito bem expressado por meu conterrâneo:
O lugar do poeta é onde possa inquietar.
O lugar do poema é estar em presença do consumidor de poesia.
Ou do provável consumidor.
Ninguém faz o poema por mero exercício verbal.
Lindolf Bell
A Razão e a Emoção
Escrita em 19/09/98
Você olha para mim curiosa
Tenta ver alguma beleza
Não consegue e pergunta furiosa
Onde conseguiria tanta frieza?
No desarranjo emocional
dentro de seu triste olhar
Ou no seu pensar, passional
e no simples fato de se orgulhar
Então olho para Você, curioso
Tento encontrar alguma razão
Não consigo, e lhe envolvo, carinhoso
dizendo... Onde arrumas tanta paixão?
Na minha incapacidade de refletir
temendo te perder
Fazendo sem pensar, Você sentir
tudo, sem nada dizer...
Ronaud Pereira
