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	<title>Meritocracia &#8211; RONAUD.com</title>
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	<description>Textos e Mensagens para Reflexão</description>
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		<title>Ressentimento de Classe</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Ronaud Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 09 Apr 2022 01:20:56 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Empreendedorismo]]></category>
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					<description><![CDATA[A medida da obra de um homem muitas vezes não se faz somente durante seu tempo de vida, e sim, desde suas gerações anteriores, até a de seus descendentes. Continuar uma grande obra é tão ou mais difícil do que iniciá-la do zero. Dias atrás, uma mocinha publicou esta postagem acima no twitter (nem adianta [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A medida da obra de um homem muitas vezes não se faz somente durante seu tempo de vida, e sim, desde suas gerações anteriores, até a de seus descendentes.</p>
<p>Continuar uma grande obra é tão ou mais difícil do que iniciá-la <em>do zero</em>.</p>
<div id="attachment_27857" style="width: 866px" class="wp-caption aligncenter"><img fetchpriority="high" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-27857" class="size-full wp-image-27857" src="https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2022/04/ressentimento-de-classe.jpg" alt="Visão limitada de Classe" width="856" height="514" srcset="https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2022/04/ressentimento-de-classe.jpg 856w, https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2022/04/ressentimento-de-classe-300x180.jpg 300w, https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2022/04/ressentimento-de-classe-768x461.jpg 768w" sizes="(max-width: 856px) 100vw, 856px" /><p id="caption-attachment-27857" class="wp-caption-text">Visão limitada de Classe</p></div>
<p>Dias atrás, uma mocinha publicou esta postagem acima <a href="https://twitter.com/miumiueum/status/1510763806590394372">no twitter</a> (nem adianta clicar porque ela limitou o acesso à conta dela).</p>
<p>É incrível como, na tentativa de demonstrar ceticismo, revela na verdade um entendimento muito limitado da vida. Mais triste ainda é a quantia de &#8220;curtidas&#8221; da postagem, até aquele momento, 62 mil pessoas que acreditam que brilhantismo pessoal só é válido se a pessoa passou necessidade no início da vida.</p>
<p>Se hoje temos estradas asfaltadas, é porque séculos atrás jagunços andavam de facão abrindo picadas no meio da mata, enfrentando intempéries, animais selvagens e outras dificuldades. Essas pessoas que curtiram a postagem acima alegariam algo como &#8220;ain aí é diferente&#8221; mas a verdade é que se dependesse do pensamento delas, todos nós ainda teríamos que estar abrindo picadas na mata para que qualquer coisa que fizéssemos de incrível tivesse alguma validade.</p>
<p>Mas o detalhe é que o asfalto permite irmos mais longe, mais rápido, e permite irmos todos juntos. E qualquer progresso que a humanidade faça sobre asfalto é tão válido, necessário e honrado quanto o trabalhos daqueles jagunços anônimos que deram seu suor para que hoje a sociedade tenha avançado tanto.</p>
<p>Outro paralelo: O fundador do twitter era de classe média, provavelmente alta. Então teve condições de criar uma rede social mundial, para a mocinha defender a tese de que ele ainda deveria estar tentando se tornar classe média.</p>
<p>O mesmo vale para Elon Musk, questionado abaixo:</p>
<div id="attachment_27858" style="width: 653px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-27858" class="size-full wp-image-27858" src="https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2022/04/ain-o-pai-era-ryco.png" alt="cérebro do tamanho de uma bolinha de gude" width="643" height="100" srcset="https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2022/04/ain-o-pai-era-ryco.png 643w, https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2022/04/ain-o-pai-era-ryco-300x47.png 300w" sizes="(max-width: 643px) 100vw, 643px" /><p id="caption-attachment-27858" class="wp-caption-text">cérebro do tamanho de uma bolinha de gude</p></div>
<p>Para a moça desse comentário, pouco importa que Elon Musk esteja mudando o mundo. Para ela, ele ainda deveria estar procurando por alguma mina de esmeralda na África. E o pior aqui, é que essa história de mina de esmeraldas é <em>fake</em>, <a href="https://twitter.com/elonmusk/status/1375212880790913025" target="_blank" rel="noopener">desmentida pelo próprio Musk</a>.</p>
<p>Continuar e expandir uma obra é tão honroso quanto começá-la do zero, e a maioria das pessoas que desqualifica a fortuna de quem chegou longe,  porque teve algum tipo de ajuda ou herança, não só não recebeu nada, como seria incapaz de continuar qualquer coisa.</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>A meritocracia não funciona</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Ronaud Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 09 Jan 2017 22:20:56 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[Dedicação]]></category>
		<category><![CDATA[Esforço]]></category>
		<category><![CDATA[Igualdade]]></category>
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		<category><![CDATA[Trabalho]]></category>
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					<description><![CDATA[A meritocracia não funciona, dizem eles. A frase por si é simplista e estúpida. Com esse pensamento binário funciona x não funciona, como se sistemas sociais hiper complexos fossem aparelhos eletrônicos, dá até preguiça de iniciar uma conversa. O fato é que enquanto estamos aqui discutindo se a meritocracia funciona ou não funciona, neste momento [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><img decoding="async" class="size-full wp-image-21578 aligncenter" src="https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2017/01/a-meritocracia-nao-funciona.jpg" alt="A meritocracia não funciona" width="670" srcset="https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2017/01/a-meritocracia-nao-funciona.jpg 843w, https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2017/01/a-meritocracia-nao-funciona-300x169.jpg 300w, https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2017/01/a-meritocracia-nao-funciona-768x433.jpg 768w" sizes="(max-width: 843px) 100vw, 843px" /></p>
<p>A meritocracia não funciona, dizem eles.</p>
<p>A frase por si é simplista e estúpida. Com esse pensamento binário <em>funciona</em> x <em>não funciona,</em> como se sistemas sociais hiper complexos fossem aparelhos eletrônicos, dá até preguiça de iniciar uma conversa.</p>
<p>O fato é que enquanto estamos aqui discutindo se a meritocracia funciona ou não funciona, neste momento tem pessoas absolutamente determinadas concentradas nos seus objetivos.</p>
<p>Daqui alguns anos, estarão no topo.</p>
<p>Que não sejamos nós aqueles dois indivíduos vermelhos ali da imagem.</p>
<p>Porque o fato é que a frase &#8220;meritocracia não funciona&#8221; é a nova &#8220;Enquanto os cães ladram, a caravana passa&#8221;.</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Meritocracia &#8211; A cada um, o que é seu</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Ronaud Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 16 May 2016 02:23:30 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[Direita (Política)]]></category>
		<category><![CDATA[Esforço]]></category>
		<category><![CDATA[Meritocracia]]></category>
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		<category><![CDATA[Trabalho]]></category>
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					<description><![CDATA[Um texto claro e objetivo sobre as questões da meritocracia, esforço pessoal e divisão de riquezas.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Um texto sem autoria definida, compartilhado no Facebook:</p>
<blockquote><p>Uma universitária cursava o sexto semestre da Faculdade. Como é comum no meio universitário, pensava que era <em>de esquerda</em> e estava a favor da distribuição da riqueza. Tinha vergonha do seu pai. Ele era <em>de direita</em> e contra os projetos que “davam benefícios aos que não mereciam e impostos mais altos para os que conseguiam ganhar mais dinheiro”.</p>
<p>A maioria dos seus professores tinha afirmado que as idéias dele eram equivocadas. Por tudo isso, um dia, decidiu enfrentar o pai. Falou com ele sobre o materialismo histórico e a dialética de Marx, procurando mostrar que ele estava errado ao defender um sistema tão injusto como o <em>da direita</em>.</p>
<p>No meio da conversa seu pai perguntou:</p>
<p>&#8211; Como vão as aulas?</p>
<p>&#8211; Vão bem, respondeu ela. A média das minhas notas está sempre em torno de 9, mas tem dado muito trabalho consegui-las. Não tenho vida social, durmo pouco, mas vou em frente.</p>
<p>O pai prosseguiu:</p>
<p>&#8211; E a tua amiga Sandra, como vai ?</p>
<p>Ela respondeu com muita segurança:</p>
<p>&#8211; Muito mal. A sua média é 3, principalmente porque passa os dias em shoppings e em festas. Estuda pouco e algumas vezes nem vai às aulas. Com certeza repetirá o semestre.</p>
<p>O pai, olhando nos olhos da filha, aconselhou:</p>
<p>&#8211; Que tal se você sugerisse aos professores que transferissem 3 pontos das suas notas para as da Sandra? Com isso vocês duas teriam a mesma média. Não seria um bom resultado para você, mas seria uma boa distribuição de notas para permitir a futura aprovação de vocês duas.</p>
<p>Ela indignada retrucou:</p>
<p>&#8211; Por que? Eu trabalhei muito para conseguir as notas que tive! Não acho justo que todo o meu trabalho seja, simplesmente, dado a outra pessoa !</p>
<p>Seu pai, então, a abraçou carinhosamente, dizendo:</p>
<p>BEM-VINDA À DIREITA!</p></blockquote>
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		<title>Meritocracia &#8211; Quando é feio ser bom</title>
		<link>https://www.ronaud.com/sociedade/meritocracia-quando-e-feio-ser-bom/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Ronaud Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 26 Jun 2014 02:14:51 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[Competência]]></category>
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		<category><![CDATA[Meritocracia]]></category>
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					<description><![CDATA[Meritocracia não é para os fracos. Para estes, como é impossível elevar todos aos píncaros da glória, já que as aptidões individuais são diferentes, o objetivo passa a ser a mediocrização total.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>É politicamente correto ser contra a meritocracia, citando exemplos de como ela não funciona.<br />
O que não se faz é perceber como só através da valorização do mérito individual, prestigiando quem tem inteligência e atitude é que a sociedade chegou ao seu atual nível de desenvolvimento.</p>
<p>Abaixo, um texto que analisa como se tornou <em>feio ser bom</em>, no Brasil.</p>
<blockquote><p><span style="line-height: 1.5em;">Nossa cultura abomina a competitividade, desconfia dos vitoriosos e simpatiza com os fracassados. Quando o nadador César Cielo declarou que iria em busca do ouro em Pequim, o desconforto dos comentaristas foi audível: muita saliva gasta para deixar bem claro que se tratava de &#8220;autoconfiança&#8221; e não &#8220;arrogância&#8221;. Porque melhor um bronze humilde do que um ouro arrogante! Só num país de perdedores uma classificação para final olímpica é vista como &#8220;garantia de prata&#8221;, e não uma chance de 50% de ouro. Nós nos preocupamos mais em ser campeões morais do que campeões de fato. Valorizamos o esforço mais do que o resultado. Acreditamos que o sofrimento do percurso redime o fracasso da chegada, ao contrário dos países que dão certo, em que o sucesso do resultado é que redime o sofrimento do percurso. As desigualdades que se acentuaram ao longo de governos autoritários parecem ter originado a idéia estapafúrdia de que, em uma democracia, os cidadãos devem ser iguais. Não tratados da mesma maneira: pelo contrário, tratados de maneira desigual, para que no resultado final se estabeleça a igualdade. Como é impossível elevar todos aos píncaros da glória, já que as aptidões individuais são diferentes, o objetivo passa a ser a mediocrização total. Por isso a palavra-chave dos tempos que correm é a &#8216;inclusão&#8217;, e não o&#8217;mérito&#8217;: para trazer todos à média, é preciso focar a atenção nos deficientes e ignorar – quando não reprimir – os talentosos.</span></p>
<p><a style="line-height: 1.5em;" href="http://veja.abril.com.br/acervodigital/" target="_blank" rel="noopener">Gustavo Ioshpe, 2008</a><span style="line-height: 1.5em;">.</span></p></blockquote>
]]></content:encoded>
					
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		<title>Desabafo de uma professora</title>
		<link>https://www.ronaud.com/sociedade/desabafo-de-uma-professora/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Ronaud Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 03 Apr 2014 15:45:22 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[Alienação]]></category>
		<category><![CDATA[Bolsa-família]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[Educação]]></category>
		<category><![CDATA[Meritocracia]]></category>
		<category><![CDATA[Professores]]></category>
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					<description><![CDATA[Tenho comentado recentemente (aqui e aqui) sobre o estado geral da Educação brasileira, a qual vem alcançando péssimos resultados em avaliações internacionais, e a amiga Bianca, professora, deixou um comentário em um dos textos, que republico aqui em forma de post, para fins de registro e destaque. São palavras de alguém que está dentro do [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Tenho comentado recentemente (<a href="https://www.ronaud.com/sociedade/o-desempenho-da-educacao-brasileira/">aqui</a> e <a href="https://www.ronaud.com/sociedade/vire-a-direita-pela-liberdade-de-expressao-pela-educacao-e-pela-logica/">aqui</a>) sobre o estado geral da Educação brasileira, a qual vem alcançando <a href="https://www.ronaud.com/sociedade/o-desempenho-da-educacao-brasileira/">péssimos resultados</a> em avaliações internacionais, e a amiga Bianca, professora, <a href="https://www.ronaud.com/sociedade/o-desempenho-da-educacao-brasileira/#comment-49504">deixou um comentário</a> em um dos textos, que republico aqui em forma de post, para fins de registro e destaque.</p>
<p>São palavras de alguém que está dentro do <em>sistema</em>, diariamente, como professora e gestora, portanto, são palavras de quem sabe do que está dizendo (os grifos são meus):</p>
<blockquote><p>Olá, amigo!</p>
<p>Olha, o que dizer de toda a palhaçada que tem se tornado a educação brasileira, em especial na rede pública de ensino?</p>
<p>O que percebo, enquanto professora e também cidadã, é que a educação está cada dia pior. Vive-se um faz de conta: <strong>o professor faz de conta que ensina e o aluno faz de conta que aprende</strong>. O fato é que os governantes querem apenas bons resultados, não se preocupam com o processo, as secretarias de educação, por exemplo, só querem saber de altos índices de aprovação, porque, caso contrário, o professor é tido como incompetente.</p>
<p>É óbvio que muitos professores fecham os olhos e passam os alunos de ano por medo de serem punidos em suas avaliações docentes, e aí os alunos continuam sendo passados sem saber os conhecimentos mínimos de cada série/ano.<strong> As políticas públicas existentes visam apenas o assistencialismo, não há uma relação entre muitas dessas políticas com o aprendizado dos alunos</strong>, então é lógico que quando chegam as provas externas (que cá entre nós são facílimas) eles se dão muito mal, pois não adquiriram nenhum conhecimento e também as próprias crianças não dão a mínima para o resultado dessas provas.</p>
<p>No entanto, a escola que vai mal nos resultados é punida por suas secretarias como se a culpa fosse exclusivamente da unidade escolar. Sem contar o baixo salário dos professores e a ausência da família na vida escolar de seus filhos.</p>
<p>Infelizmente, vivemos nesse dilema&#8230; e que, acredito, não se resolverá facilmente, pois é cômodo para os governantes não formar um povo inteligente. É isso: país sem pobreza, mas com muita falta de conhecimento!!!!</p>
<p>Bom, desculpe o desabafo…</p>
<p>Bianca Leilane</p></blockquote>
<p>Pois então, o que dizer?</p>
<p>Também acho que este é um <em>problemão</em>, de nível nacional, que não se resolverá facilmente, entretanto, nem por isso devemos desistir. Não faço parte da Educação formal, mas vários e vários professores já me escreveram dizendo que usam meus textos para discussão em sala, portanto, tenho um <em>pezinho lá</em>, e me interesso muito pelo assunto.</p>
<p>Por isso volta e meia <a title="Textos sobre Educação" href="https://www.ronaud.com/tag/educacao/">comento algo a respeito</a>, e, apesar do nível mediano de acessos a este site, ajudo a divulgar material de quem já está na arena brigando por uma educação melhor, como as professoras <a href="https://www.ronaud.com/sociedade/amanda-gurgel-a-professora-que-expos-um-brasil-incomodo/">Amanda Gurgel</a> e <a href="https://www.ronaud.com/sociedade/vire-a-direita-pela-liberdade-de-expressao-pela-educacao-e-pela-logica/">Ana Campagnolo</a>. Se eu conseguir conscientizar UMA pessoa sobre a importância do assunto, já está valendo.</p>
<p>Quanto aos pais, que sabem espernear por uma educação melhor, mas não tiram um tempo para acompanhar o estudo dos filhos, cabe um <em>puxão de orelha</em>, chamando a atenção deles para algo importantíssimo, que é estarem presentes na educação de seus filhos, sob o risco de estarem colocando no mundo pessoas alienadas, que acabarão se tornando outros <em>escravinhos</em> do sistema.</p>
<p>Quanto a nós, como cidadãos, cabe levar a política mais a sério, se interessar, e dar a devida atenção às propostas dos candidatos que levem a Educação a sério. Sei que é uma fala utópica, mas por exemplo, ontem mesmo me deparei com <a href="http://www.jornalrazao.com/noticias/detalhe/projeto-preve-punicao-para-aluno-que-desrespeitar-professor">esta notícia</a>, cujo projeto do deputado Peninha parece muito interessante e necessário para dar aquele passinho à frente na educação. Talvez o projeto não seja aprovado na câmara, quem sabe justamente por faltar no congresso mais deputados com esta visão.</p>
<p>E somos nós que os colocamos lá, para o bem e para o mal.</p>
<h3>Assistencialismo</h3>
<p>De modo geral, sou a favor do programa <a title="Textos sobre o bolsa-família" href="https://www.ronaud.com/tag/bolsa-familia/">Bolsa-família</a>, tanto como forma de distribuição de renda, como na forma de impulso à economia doméstica. Mas isso não me impede de reconhecer que o programa ainda possui suas falhas. E a professora aqui aponta uma muito grave: O principal quesito para receber o benefício está apenas na frequência dos filhos na escola, e não também no desempenho deles nos estudos. Dessa forma, o benefício do governo adota apenas a infrequência como critério de exclusão do programa, e não também, o mal desempenho no estudo. Isso, claro, ajuda a reduzir a evasão escolar. Mas gera, ou revela, um problema: O despreparo da infra-estrutura educacional pública para receber esse contingente de alunos.</p>
<p><span style="line-height: 1.5em;">Então, este é o cenário que temos: Escolas de modo geral já mal estruturadas, e inchadas de alunos, que funcionam mais como <em>depósito de filhos</em>, do que como ambiente de ensino e preparo para a vida. Crianças estas que não sofrem qualquer pressão ou cobrança dos pais por esforço e bons resultados. </span></p>
<p>Como se vê, a coisa está precária mesmo. Aqui neste país, talvez mais do que em outros, para o sujeito se dar bem, tem que ser esforçado, se interessar e <em>puxar pela cabeça</em>.</p>
<p>Do contrário, vai ser alguém que estudou, mas não aprendeu nada.</p>
<p>&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
					
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		<title>Marxismo e inveja</title>
		<link>https://www.ronaud.com/sociedade/marxismo-e-inveja/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Ronaud Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 05 Mar 2014 03:03:36 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[Capitalismo]]></category>
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					<description><![CDATA[Algumas citações contundentes sobre marxismo, socialismo, igualdade e sobre como essas visões de mundo são incompatíveis com a realidade humana, baseada nas diferenças, a qual somente o capitalismo pode abarcar, não como um sistema ideal, mas como o sistema do possível.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Eu acredito que todas as minorias merecem pleno amparo do Estado contra preconceitos e discriminações e eventual falta de acesso aos direitos e oportunidades mais básicos.</p>
<p>Entretanto, o que faz com que eu jamais venha me admitir plenamente esquerdista, ou socialista, é o fato de eu concordar integralmente com o trecho abaixo, até o último ponto.</p>
<blockquote><p>Todo o <a href="https://www.ronaud.com/sociedade/o-que-e-marxismo-uma-explicacao-bem-critica/">evangelho de Karl Marx</a> pode resumir em uma frase: Odeie quem está melhor que você.</p>
<p>Sob nenhuma circunstância, admita que o êxito pode dever-se ao próprio esforço e a contribuição produtiva que se fez na vida dos outros. Atribua sempre o êxito à exploração, à fraude ou ao roubo mais ou menos aberto, aos outros.</p>
<p>Nunca admita que o próprio fracasso pode dever-se à própria debilidade, ou que o fracasso de qualquer outro pode dever-se a seus próprios defeitos, como preguiça, incompetência, pouca inteligência ou falta de previsão.</p>
<p>Henry Hazlitt</p></blockquote>
<p>Esse ódio que esquerdistas sentem pelo dinheiro e pelo fato de que há pessoas que têm mais habilidades para consegui-lo é algo que não consigo sentir.</p>
<p>Churchill concordaria com Hazlitt:</p>
<blockquote><p>O vício inerente ao capitalismo é a distribuição desigual de benesses; o do socialismo é a distribuição por igual das misérias.</p>
<p>O socialismo é a filosofia da falha, o credo da ignorância e o evangelho da inveja, sua virtude inerente é a divisão igualitária da miséria.</p>
<p><a href="https://www.ronaud.com/frases-pensamentos-citacoes-de/winston-churchill">Winston Churchill</a></p></blockquote>
<p>Interessante notar que Churchill se posicionava favorável ao capitalismo, porém com a compreensão de que ele é um sistema imperfeito; de que o capitalismo não é o sistema ideal, mas é o <em>sistema do possível</em>, num <a href="https://www.ronaud.com/sociedade/mundo-real/">mundo naturalmente rudimentar, onde a regra é a escassez</a>.</p>
<p>A perfeição, na forma da igualdade plena, não é deste mundo.</p>
<div id="attachment_14221" style="width: 680px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2014/03/ah-o-dinheiro.jpg"><img decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-14221" class="size-full wp-image-14221" src="https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2014/03/ah-o-dinheiro.jpg" alt="Todos amam o dinheiro. Uns admitem, outros não." width="670" srcset="https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2014/03/ah-o-dinheiro.jpg 960w, https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2014/03/ah-o-dinheiro-300x225.jpg 300w" sizes="(max-width: 960px) 100vw, 960px" /></a><p id="caption-attachment-14221" class="wp-caption-text">Todos amam o dinheiro. Uns admitem, outros não.</p></div>
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		<title>A origem do Capitalismo</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Ronaud Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 02 Oct 2013 04:37:38 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[Ansiedade]]></category>
		<category><![CDATA[Capitalismo]]></category>
		<category><![CDATA[Consumismo]]></category>
		<category><![CDATA[Egoísmo]]></category>
		<category><![CDATA[Individualismo]]></category>
		<category><![CDATA[Ironia]]></category>
		<category><![CDATA[Meritocracia]]></category>
		<category><![CDATA[Poder]]></category>
		<category><![CDATA[Riqueza]]></category>
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					<description><![CDATA[Num antigo texto meu sobre a ideologia de Esquerda, um leitor fez uma citação que é atribuída ao filósofo Jean-Jacques Rousseau, com a qual pretendeu afirmar que o capitalismo não é um sistema natural, porque a propriedade privada &#8211; a base do capitalismo &#8211; teria sido inventada. A frase que diz: O primeiro homem que, tendo [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_13053" style="width: 210px" class="wp-caption alignleft"><a href="https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2013/10/capitalista.jpg"><img decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-13053" class="size-full wp-image-13053" src="https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2013/10/capitalista.jpg" alt="O primeiro capitalista" width="200" srcset="https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2013/10/capitalista.jpg 300w, https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2013/10/capitalista-150x150.jpg 150w, https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2013/10/capitalista-299x300.jpg 299w" sizes="(max-width: 300px) 100vw, 300px" /></a><p id="caption-attachment-13053" class="wp-caption-text">O primeiro capitalista</p></div>
<p>Num antigo texto meu sobre a ideologia de Esquerda, um leitor fez uma citação que é atribuída ao filósofo <em>Jean-Jacques Rousseau</em>, com a qual pretendeu afirmar que o capitalismo não é um sistema natural, porque a propriedade privada &#8211; a base do capitalismo &#8211; teria sido inventada.</p>
<p>A frase que diz:</p>
<blockquote><p>O primeiro homem que, tendo erguido uma cerca em volta de seu terreno e proclamado &#8211; isto me pertence! &#8211; encontrou gente ingênua o suficiente para acreditar nele, foi o fundador da sociedade civil.</p></blockquote>
<p>Ao que respondi:</p>
<p>Bom, eu acho que a propriedade privada surgiu quando um sujeito mais inteligente que os outros criou seu primeiro machado de pedra para poder caçar com mais eficiência e se sentiu no direito de não dividir sua criação (e os benefícios que ela trouxe) com os demais, ou por só aceitar trocá-la por algum item de valor semelhante 🙂</p>
<p>Por isso penso que, se o capitalismo não é natural, está ao menos muito próximo de ser uma consequência coletiva do comportamento individual, naturalmente egoísta, de quem se destaca em relação aos demais.</p>
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		<title>Espectro político ideológico</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Ronaud Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 29 Jun 2013 01:40:07 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[Bolsa-família]]></category>
		<category><![CDATA[Direita (Política)]]></category>
		<category><![CDATA[Eleições]]></category>
		<category><![CDATA[Esquerda (Política)]]></category>
		<category><![CDATA[Ideologias]]></category>
		<category><![CDATA[Individualismo]]></category>
		<category><![CDATA[Meritocracia]]></category>
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					<description><![CDATA[Do comunismo até a teocracia, passando pela liberdade Este gráfico do espectro político foi inspirado durante a criação deste post &#8211; Breve dicionário de termos políticos &#8211; e foi publicado inicialmente em 9 de outubro de 2010. Agora republico-o, e venho comentar um pouco sobre algo que tem se falado bastante nas duas últimas semanas: A Esquerda e [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<h3>Do comunismo até a teocracia, passando pela liberdade</h3>
<p>Este gráfico do <strong>espectro político</strong> foi inspirado durante a criação deste post &#8211; <a title="Mensagem sobre Breve dicionário político" href="https://www.ronaud.com/sociedade/breve-dicionario-politico/" rel="bookmark">Breve dicionário de termos políticos</a> &#8211; e foi publicado inicialmente em 9 de outubro de 2010.</p>
<p>Agora republico-o, e venho comentar um pouco sobre algo que tem se falado bastante nas duas últimas semanas: <strong>A Esquerda e a Direita política</strong>.</p>
<p>Você, brasileiro alienado e despolitizado pelas últimas décadas de uma educação desprovida de conteúdo político, tem uma certa obrigação moral de saber mais sobre o tema. Faça uma forcinha e leia!</p>
<blockquote><p>O maior castigo para quem não gosta de política é ser governado pelos que gostam&#8221;. Arnold Toynbee (1889-1975)</p></blockquote>
<h3><strong>Espectro político e ideológico</strong></h3>
<p>O espectro político abaixo foi baseado nos gráficos destas duas páginas &#8211; <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Espectro_pol%C3%ADtico" target="_blank" rel="noopener noreferrer">1</a> e <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:Espectro-Politico-Europeu.png" target="_blank" rel="noopener noreferrer">2</a>. Com ele não pretendo categorizar precisamente todo o modo como os movimentos e ideologias políticas se posicionam e se relacionam, mas quis sobretudo facilitar o entendimento desses conceitos de forma visual para os leigos (como eu mesmo 😉 ).</p>
<p>Se você for entendido do assunto e perceber alguma aberração, sinta-se livre para me corrigir 🙂</p>
<div id="attachment_12284" style="width: 680px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2010/10/espectro-politico2.jpg"><img decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-12284" class="size-full wp-image-12284" src="https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2010/10/espectro-politico2.jpg" alt="Espectro político" width="670" height="622" srcset="https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2010/10/espectro-politico2.jpg 670w, https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2010/10/espectro-politico2-300x278.jpg 300w" sizes="(max-width: 670px) 100vw, 670px" /></a><p id="caption-attachment-12284" class="wp-caption-text">Espectro político</p></div>
<p>Mas afinal&#8230;</p>
<h2>O que é Esquerda? O que é Direita?</h2>
<h3>Historicamente</h3>
<p>A origem do termo &#8220;de direita&#8221; deriva, historicamente, do lado, em relação ao lugar do rei, em que ficava a nobreza, nas reuniões dos Estados-Gerais, antes da Revolução Francesa de 1789, e em que ficavam, depois, os conservadores nas assembleias de parlamentares.</p>
<p>O termo &#8220;de esquerda&#8221; deriva também da mesma época, quando em 28 de Agosto de 1789, se discutiu na Assembleia Nacional Constituinte francesa a questão do direito de veto do rei. Os deputados que se opunham à proposta sentaram-se à esquerda do assento do presidente, iniciando-se o costume dos deputados que apoiavam mudanças se identificarem com essa posição. Ao longo do século XIX, a principal linha divisória entre <em>esquerda</em> e <em>direita</em> na França era o apoio à República ou à Monarquia. A transição para uma república era o grande objetivo da <em>esquerda</em> francesa, enquanto que os conservadores pretendiam manter a monarquia, a qual manteria seus privilégios.</p>
<h3>Atualmente</h3>
<p><strong>Esquerda</strong> &#8211; Atualmente, os partidários &#8220;da esquerda&#8221; são indivíduos que têm convicções políticas contrárias a regimes conservadores e simpáticas a ideias <strong>anticapitalistas</strong>, ou <strong>socialistas</strong>, ou <strong>comunistas</strong>. São, portanto, considerados <strong>progressistas</strong>, pois são a favor do <strong>progresso social</strong>. São partidários de reformas e <strong>avanços sociais de caráter igualitário</strong>. Tendem a apoiar a <strong>distribuição de renda</strong> (desde que não seja a própria renda e sim a dos ricos 🙂 ); a<strong> inclusão social;</strong> o <strong>acesso a serviços e produtos</strong> que normalmente só a elite &#8211; que eles chamavam originalmente de <em>burguesia</em> &#8211; tem acesso; a <strong>serviços públicos gratuitos</strong> como transporte, cultura, educação, saúde e segurança; e ao bem estar do povo e dos trabalhadores &#8211; que eles chamavam originalmente de <em>proletariado</em> &#8211; contra os privilégios dos ricos.</p>
<p><strong>Direita</strong> &#8211; Já os partidários &#8220;da direita&#8221; tendem a apoiar o <strong>acúmulo de riquezas</strong>; a ideia de <strong>meritocracia</strong>; o <strong>livre comércio;</strong> a <strong>não-intervenção do governo</strong> na vida dos cidadãos e da economia; a <strong>exclusividade de serviços e produtos</strong> de acordo com as possibilidades que o êxito financeiro do indivíduo permita; e normalmente são contra o uso do dinheiro dos impostos para beneficiar a população. De modo geral, a <em>direita</em> detém poder financeiro e portanto, para não perdê-lo, torna-se adepta de conceitos e práticas <strong>políticas conservadoras</strong>. São indivíduos que defendem valores <strong>tradicionais</strong> e a manutenção da ordem estabelecida, sendo <strong>contrários a inovações radicais</strong> ou mudanças abruptas e apresentando tendências acentuadamente <strong>moralistas. Individualismo, machismo, racismo </strong>e<strong> homofobia</strong> são termos normalmente associados ao pessoal da <em>direita</em>, muito embora isso não seja uma regra. Devido a esse comportamento tipicamente moralista e arcaico, o indivíduo de <em>direita</em> é usualmente referido como <em>reaça</em>, termo que beira o <em>xingamento</em> e deriva to termo <em>reacionário</em>, isto é, aquele que reage a mudanças.</p>
<h3>Essa divisão <em>non ecziste!</em></h3>
<p>Se você acha que essa coisa de <strong><em>direita</em> x <em>esquerda</em></strong><em> </em>não existe, então você já é de <em>direita</em>, mesmo sem ter refletido muito sobre isso. A ampla maioria das pessoas é de <em>direita</em>, porque tem posicionamentos considerados de <em>direita</em> (listados acima), seja por reflexão, seja por absorção da opinião pública convencional. Acredito, de modo particular, que a <em>direita</em> é menos um agrupamento político, muito embora saiba muito bem defender seus interesses politicamente, já a <em>esquerda</em> é visivelmente um agrupamento que se alhea a maioria acomodada e luta explicitamente por mudanças sociais.</p>
<p>Essa distinção entre <em>esquerda</em> e <em>direita</em> política simboliza uma visão geral do panorama político, mas a verdade é que o espectro político está longe de oferecer posicionamentos fáceis, popularmente referidos por 8 ou 80. Como em tudo que é da natureza humana, também a política é permeada por infinitos matizes, graduações e&#8230;. <em>CONTRADIÇÕES</em>. Na minha cidade, por exemplo, muito católica, não é difícil encontrar sujeitos que se dizem de <em>esquerda</em>, mas que são contra o aborto e contra o divórcio, por exemplo, os quais são posicionamentos moralistas típicos da <em>direita</em>, isto é, conservadores. Por outro lado, <a title="Não que isso tenha alguma importância :) --&gt; Clique e veja mais" href="https://www.ronaud.com/sociedade/sou-de-direita-mas-nao-que-isso-tenha-alguma-importancia/">eu me considero de <em>direita</em></a>, acredito muito no capitalismo e nas benesses que o progresso material trouxe para a sociedade, mas <a title="Clique e veja o porquê" href="https://www.ronaud.com/sociedade/um-pouco-de-otimismo/">não acho a cobrança de impostos tão ruim assim</a> (clique e leia), nem o programa <a title="Veja minha opinião sobre o programa" href="https://www.ronaud.com/bom-senso/bolsa-familia/">bolsa-família</a>, e entendo perfeitamente o caráter e a necessidade das lutas sociais, o que me colocaria talvez num posicionamento político de &#8220;<em>centro-direita</em>&#8220;, se é que isso é possível.</p>
<h3>Do lado do Poder</h3>
<p>Não é difícil perceber, observando a história, que normalmente quem está no poder, adota um posicionamento <em>conservador</em>, para não perder o poder conquistado, e portanto, <em>estaria</em> &#8220;de direita&#8221;. Já quem está fora do governo adota uma postura <em>progressista</em>, que visa mudanças sociais, e portanto, <em>está</em> &#8220;de esquerda&#8221;. Mas basta os papéis se inverterem para vermos os posicionamentos políticos também se inverterem. Quem antes queria mudanças, uma vez no poder, passa a adotar um posicionamento mais conservador, para manter o poder nas mãos, enquanto que quem estava no poder e agora é oposição, passa a lutar vigorosamente por mudanças.</p>
<h3>Liberdades</h3>
<p>Embora não pareça a uma primeira vista, toda essa conversa política gira em torno de um tema comum e fundamental para todos os humanos: <strong>A liberdade</strong>.</p>
<p>Nas políticas de esquerda, as liberdades individuais são maiores, porque os bens tendem a ser mais acessíveis a todos. Lembremos que a escassez é um fator extremamente aprisionante. Nas políticas de direita, essas liberdades dependem do poder aquisitivo do indivíduo, muito embora sua liberdade econômica, isto é, a livre iniciativa seja ampla.</p>
<p>Ainda dentro do tema liberdade, porém agora como liberdade coletiva, o gráfico acima apresenta também uma distinção pouco comentada: A oposição entre o <em>libertarianismo</em> e o <em>totalitarismo</em>. Observe que os itens Comunismo, Fascismo e Teocracia aparecem mais abaixo no gráfico, próximos ao Totalitarismo, que representa toda e qualquer forma de ditadura governamental.</p>
<p>Já os itens Liberalismo Conservador (econômico) e Liberalismo Social ficam acima do gráfico, representando ambos uma presença mínima do governo, ou do Estado, na vida da população.</p>
<p>***</p>
<p>Gosta do assunto? Então também vai gostar dos seguintes textos sobre política:</p>
<p><a title="Não que isso tenha alguma importância :) --&gt; Clique e veja mais" href="https://www.ronaud.com/sociedade/sou-de-direita-mas-nao-que-isso-tenha-alguma-importancia/">Sou de <em>direita</em>, mas não que isso tenha alguma importância</a>.</p>
<p><a title="Um texto com viés mais espiritualista sobre o tema" href="https://www.ronaud.com/sociedade/melhor-do-que-direita-ou-esquerda-e-ir-pra-frente/">Melhor do que <em>direita</em> ou <em>esquerda</em>, é ir pra frente</a>.</p>
<p><a title="Existe sim, vai lá, clica e veja porque" href="https://www.ronaud.com/sociedade/esquerda-direita/"><em>Esquerda</em> x <em>Direita</em> &#8211; Ainda existe isso?</a></p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Meritocracia</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Ronaud Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 16 Jan 2013 16:07:05 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Política]]></category>
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		<category><![CDATA[Compreensão]]></category>
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					<description><![CDATA[Um interessante texto que recebi por email, com comentário mais abaixo: Experimento interessante ocorrido em 1931. Um professor de economia na universidade Texas Tech disse que ele tinha, uma vez, reprovado uma classe inteira. Esta classe em particular havia insistido que o socialismo realmente funcionava: &#8220;Ninguém seria pobre e ninguém seria rico, tudo seria igualitário [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Um interessante texto que recebi por email, com comentário mais abaixo:</p>
<blockquote><p>Experimento interessante ocorrido em 1931. Um professor de economia na universidade Texas Tech disse que ele tinha, uma vez, reprovado uma classe inteira. Esta classe em particular havia insistido que o socialismo realmente funcionava:</p>
<p>&#8220;Ninguém seria pobre e ninguém seria rico, tudo seria igualitário e justo.&#8221;</p>
<p>O professor então disse: &#8220;Ok, vamos fazer um experimento socialista nesta classe. Ao invés de dinheiro, usaremos suas notas nas provas.&#8221; Todas as notas seriam concedidas com base na média da classe, e portanto seriam &#8220;justas&#8221;. Isso quis dizer que todos receberiam as mesmas notas, o que significou que ninguém seria reprovado. Isso também quis dizer, claro, que ninguém receberia um &#8220;A&#8221;&#8230;</p>
<p>Depois que a média das primeiras provas foram tiradas, todos receberam &#8220;B&#8221;. Quem estudou com dedicação ficou indignado, mas os alunos que não se esforçaram ficaram muito felizes com o resultado. Quando a segunda prova foi aplicada, os preguiçosos estudaram ainda menos &#8211; eles esperavam tirar notas boas de qualquer forma. Aqueles que tinham estudado bastante no início resolveram que eles também se aproveitariam do trem da alegria das notas.</p>
<p>Portanto, agindo contra suas tendências, eles copiaram os hábitos dos preguiçosos. Como um resultado, a segunda média das provas foi &#8220;D&#8221;. Ninguém gostou. Depois da terceira prova, a média geral foi um &#8220;F&#8221;. As notas não voltaram a patamares mais altos, mas as desavenças entre os alunos, buscas por culpados e palavrões passaram a fazer parte da atmosfera das aulas daquela classe. A busca por &#8220;justiça&#8221; dos alunos tinha sido a principal causa das reclamações, inimizades e senso de injustiça que passaram a fazer parte daquela turma. No final das contas, ninguém queria mais estudar para beneficiar o resto da sala.</p>
<p>Portanto, todos os alunos repetiram o ano&#8230; Para sua total surpresa.</p>
<p>O professor explicou que o experimento socialista tinha falhado, porque foi baseado no menor esforço possível da parte de seus participantes. Preguiça e mágoas foram seu resultado. Sempre haveria fracasso na situação a partir da qual o experimento tinha começado. &#8220;Quando a recompensa é grande&#8221; disse, &#8220;o esforço pelo sucesso é grande, pelo menos para alguns de nós. É ou não é? Agora, quando um Governo elimina todas as recompensas &#8211; ao tirar coisas dos outros, sem seu consentimento &#8211; para dar aqueles que não batalharam por elas, então o fracasso é inevitável.&#8221;</p>
<p>&#8220;É  impossível levar o pobre à prosperidade através  de legislações que punem os ricos pela prosperidade. Para cada pessoa que recebe sem trabalhar, outra pessoa deve trabalhar sem receber.</p>
<p>O governo não pode dar para alguém aquilo que não tira de outro  alguém. Quando metade da população entende a idéia de que não precisa trabalhar, pois a outra metade da população irá sustentá-la, e  quando esta outra metade entende que não vale mais a pena trabalhar para sustentar a primeira metade, então chegamos ao  começo do fim de uma nação.</p>
<p>É impossível multiplicar riqueza, dividindo-a.&#8221;<br />
Adrian Rogers, 1931</p></blockquote>
<h3>Comentário</h3>
<p>Pouco provável que a experiência relatada no texto seja verdadeira. Parece mais provável que tenha sido inventada por algum partidário do PSDB ou DEM 🙂</p>
<p>Mas como metáfora a respeito da meritocracia, até que é válida. Evidentemente o texto é uma crítica ao <em>bolsa-família</em> e outras políticas assistencialistas. Particularmente, <a href="https://www.ronaud.com/tag/bolsa-familia/">como já disse aqui outras vezes</a>, acho que o bolsa-família é um valor baixo demais para se dizer que &#8220;sustenta preguiçosos&#8221;. Quem afirma isso é desinformado e não teve nem o empenho de pesquisar um pouco para saber como a coisa funciona. Não teve nem o empenho de raciocinar um pouco pra pensar que mesmo que o bolsa-família fosse de um salário-mínimo (mal chega a metade), <em>AINDA É POUCO</em>.</p>
<p>Gente, ninguém sobrevive dignamente com menos de 1000 reais por mês! O bolsa-família é para a COMIDA mesmo, coisa que a maior parte dos críticos do programa nunca sentiu falta.</p>
<p>Já fui <em>mais fã</em> da idéia da meritocracia, e ainda sou, mas com ressalvas. Ela realmente não funciona sob todo e qualquer aspecto da sociedade, ajudando a privilegiar gente que não deu nada em troca, como herdeiros, por exemplo. Contudo, ainda é o sistema que mais me parece viável, porque aposta na característica mais democrática que trazemos conosco, o egoísmo e o <a href="https://www.ronaud.com/vida/gente-pequena/" target="_blank">prazerzinho infame de nos sentirmos superiores aos outros</a> 😉 Mas&#8230;</p>
<p>Acho que todos os que se auto-intitulam &#8220;esforçados&#8221; e que &#8220;suaram a camisa pra chegar onde chegaram&#8221; (discursinho padrão de quem critica o bolsa-família) devem ser capazes de olhar para os lados com um mínimo de sensibilidade e perceber que nem todos têm as mesmas capacidades que eles. Há gente, e é maioria, que precisa mesmo de ajuda, seja a ajuda material, seja a ajuda de um direcionamento na vida que priorize o crescimento pessoal através do estudo e do trabalho. Pois vejo que o maior mal pelo qual essas pessoas passam, não são as necessidades materiais e sim a desinformação. São ensinadas a adotarem a postura de vitimas indefesas que precisam que o governo e os ricos deem jeito em suas vidas. Mas maior ajuda que podemos dar a essas pessoas é mostrar-lhes que têm potencial e com trabalho, podem melhorar de vida.</p>
<p>Você escolhe: Ou dá vazão ao seu preconceito (e vontade de se sentir superior) e os chama de <em>preguiçosos</em> com o despudor de quem tem certeza de que está certo, ou usa desse seu raciocínio para <em>compreender</em> a realidade como ela é, e que as pessoas são diferentes. E que muitas delas precisam de um olhar mais atento.</p>
<p>Não sou religioso mas devemos reconhecer que a Igreja já vem chamando a atenção por esse olhar há séculos, em nome da compreensão, da caridade e de outras virtudes humanas.</p>
<p>O engraçado é que, dentro da Igreja, o <em>cidadão esforçado</em> os chama de <em>necessitados</em>, já na conversa da mesa de bar, os chama de <em>preguiçosos</em>. Vai entender&#8230;</p>
<p>Texto de 20 de fevereiro de 2011.</p>
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		<title>Educação e culpados</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Ronaud Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 22 Jun 2010 16:16:32 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[Alienação]]></category>
		<category><![CDATA[Aprendizagem]]></category>
		<category><![CDATA[Boa educação]]></category>
		<category><![CDATA[Boa vontade]]></category>
		<category><![CDATA[Coitadismo]]></category>
		<category><![CDATA[Culpa]]></category>
		<category><![CDATA[Desculpismo]]></category>
		<category><![CDATA[Educação]]></category>
		<category><![CDATA[Esforço]]></category>
		<category><![CDATA[Meritocracia]]></category>
		<category><![CDATA[Vitimismo]]></category>
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					<description><![CDATA[São poucos os que tem FOME de aprender. Meu último texto fala um pouco sobre isso. Mas os leitores insistem que, de alguma forma, a responsabilidade pela &#8220;fome&#8221; dos alunos por aprender é do governo, da mídia, do professor etc. Se não houver um &#8220;culpado&#8221;, a conversa fica sem graça, é isso? 😉 Ou perceber [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>São poucos os que tem <em>FOME</em> de aprender.</p>
<p><a title="Texto sobre educação" href="https://www.ronaud.com/sociedade/a-ocasiao-faz-o-ladrao/">Meu último texto</a> fala um pouco sobre isso. Mas os leitores insistem que, de alguma forma, a responsabilidade pela &#8220;fome&#8221; dos alunos por aprender é do governo, da mídia, do professor etc.</p>
<p>Se não houver um &#8220;culpado&#8221;, a conversa fica sem graça, é isso? 😉 Ou perceber que o <em>culpado</em> por nosso destino somos nós mesmos é por demais incômodo? Ou será que a lamentável perspectiva de uma futura nação comandada pelos jovens alienados de hoje nos desmotiva quanto ao futuro? Ou ainda quem sabe precisamos ter um problema, mesmo que inexistente, para termos pelo quê reclamar, e nos iludirmos porque ninguém o soluciona!?</p>
<p>Mas pense: Não é estranho que a informação nunca tenha ficado tão disponível e que o povo nunca tenha demonstrado tanto desinteresse?</p>
<blockquote><p>Não quero faca nem queijo; quero é fome<br />
<a title="Frases de Adélia Prado" href="https://www.ronaud.com/frases-pensamentos-citacoes-de/adelia-prado">Adélia Prado</a></p></blockquote>
<div id="attachment_9805" style="width: 195px" class="wp-caption alignleft"><a href="https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2010/06/formar-a-si-mesmo.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-9805" class="size-full wp-image-9805" title="É você quem se forma" alt="É você quem se forma" src="https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2010/06/formar-a-si-mesmo.jpg" width="185" height="256" /></a><p id="caption-attachment-9805" class="wp-caption-text">É você quem se forma</p></div>
<p>Nada me tira da cabeça de que o único responsável pela própria educação é o próprio indivíduo. São as pessoas que formam a si mesmas! O professor não forma o aluno assim como o escultor dá forma à sua escultura. Tem um quê de <em>utopia</em> esperar que <em>UM OUTRO</em> possa abrir o &#8220;apetite&#8221; por conhecimento em alguém. <a title="Frases de José Saramago" href="https://www.ronaud.com/frases-pensamentos-citacoes-de/jose-saramago">Saramago</a> mesmo disse em entrevista no canal futura que a pessoa pode não ter livros, mas se quiser ler, vai onde os livros estiverem.</p>
<p>É isso! O ponto aqui é interesse, curiosidade, cisma!</p>
<p>Particularmente, não lembro de um único professor que habite minhas lembranças como <em>um tutor</em> na busca pelo conhecimento.</p>
<p>Que nada! Uns mais atenciosos, outros menos, mas todos sem exceção estavam lá cumprindo seus horários para ganhar os seus salários. No segundo grau mesmo, todo e qualquer estímulo era voltado a se passar no vestibular. Azar meu? Quem sabe&#8230; Sempre fui o <em>esquisito</em> que preferia ficar em casa lendo e relendo alguns poucos livros antigos de história e geografia a ficar jogando futebol com a turma da rua.</p>
<p>Não estou me gabando, relato que sempre tive esse interesse. Não duvido que tenha sido assim com praticamente qualquer um que tenha consigo um impulso genuíno por expandir seu conhecimento e compreender melhor o mundo que habita.</p>
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