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	<title>Conversas &#8211; RONAUD.com</title>
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	<description>Textos e Mensagens para Reflexão</description>
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		<title>Autoestima e Beleza</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Ronaud Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 08 Sep 2021 18:01:33 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Autoestima]]></category>
		<category><![CDATA[Aparências]]></category>
		<category><![CDATA[Auto-confiança]]></category>
		<category><![CDATA[Auto-desenvolvimento]]></category>
		<category><![CDATA[Baixa Autoestima]]></category>
		<category><![CDATA[Beleza]]></category>
		<category><![CDATA[Beleza interior]]></category>
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					<description><![CDATA[Ontem eu assisti no youtube a um vídeo em que duas moças falavam sobre autoestima. Autoestima sempre foi um tema recorrente neste site. Como, no entanto, é um tema com o qual estou em paz, acabei não tratando mais dele. Não superei, mas estou em paz com esse assunto porque a maturidade me mostrou alguns [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Ontem eu assisti no <em>youtube</em> a um vídeo em que duas moças falavam sobre autoestima.</p>
<p>Autoestima sempre foi um tema recorrente neste site. Como, no entanto, é um tema com o qual estou em paz, acabei não tratando mais dele.</p>
<p>Não superei, mas estou em paz com esse assunto porque a maturidade me mostrou alguns aspectos da realidade que não são muito observáveis aos jovens.</p>
<p>Ou talvez porque nosso julgamento muda, mesmo, com o passar dos anos.</p>
<p>Muitos problemas de autoestima passam pela situação da pessoa não se sentir &#8211; ou não ser mesmo &#8211; bonita o suficiente; de não enxergar a própria aparência ou o próprio corpo como ajustado dentro dos padrões estéticos destes nossos tempos.</p>
<p>Ela acredita que por não estar dentro de um padrão, <em><strong>não serve</strong></em> para participar da vida como gostaria, ou ser verdadeiramente amada pelos outros.</p>
<div id="attachment_27015" style="width: 1034px" class="wp-caption aligncenter"><img fetchpriority="high" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-27015" class="size-large wp-image-27015" src="https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2021/09/Afrodite-William-Adolphe-Bouguereau-1879-1024x1024.jpg" alt="Afrodite - William Adolphe-Bouguereau - 1879" width="1024" height="1024" srcset="https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2021/09/Afrodite-William-Adolphe-Bouguereau-1879-1024x1024.jpg 1024w, https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2021/09/Afrodite-William-Adolphe-Bouguereau-1879-300x300.jpg 300w, https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2021/09/Afrodite-William-Adolphe-Bouguereau-1879-150x150.jpg 150w, https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2021/09/Afrodite-William-Adolphe-Bouguereau-1879-768x768.jpg 768w, https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2021/09/Afrodite-William-Adolphe-Bouguereau-1879.jpg 1440w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><p id="caption-attachment-27015" class="wp-caption-text">Afrodite &#8211; William Adolphe-Bouguereau &#8211; 1879</p></div>
<p>A grande questão é: Ser bonito para quê?</p>
<p>Para agradar os outros?</p>
<p>Há pessoas que gostam de se cuidar, e valorizam a própria beleza, para si mesmos. E esta acredito que seja a postura mais correta.</p>
<p>Mas há outras &#8211; a maioria &#8211; especialmente as mais jovens, que valorizam a beleza &#8211; e lamentam quando não as tem &#8211; para serem apreciadas e desejadas pelos outros.</p>
<p>E aqui está o erro, o abismo em que se jogam; o abismo da escravidão ao olhar do outro, da escravidão à opinião alheia.</p>
<p>A saída deste abismo, reside, acredito eu, na ressignificação, isto é, numa avaliação mais justa e realista da <em>figura do outro</em> na nossa vida.</p>
<p>Quem são essas pessoas a quem queremos agradar com nossa aparência, por quem queremos ser desejados, estimados, apreciados?</p>
<p>Elas valem esse esforço todo?</p>
<p>A resposta é um alto e sonoro NÃO!</p>
<p>Há uma frase sobre status social que resume o assunto:</p>
<blockquote><p><strong>Status é comprar o que você não quer, com o dinheiro que você não tem, para mostrar para pessoas que você não gosta, a pessoa que você não é.</strong></p></blockquote>
<p>Da mesma forma, querer ser bonito(a), ou sofrer por não sê-lo, significa querer mostrar-se, em aparência, alguém que não se é, para agradar a uma maioria de pessoas das quais normalmente não gostamos, e das quais, sob alguma sinceridade impronunciável, desejaríamos distância.</p>
<p>A verdade é que ser bonito costuma ser um problema. Os feios não tem dimensão da paz que vivem, ao não serem importunados pelo desejo que a sua beleza desperta nas pessoas. É reconhecido que a fama costuma ser mais prejudicial do que benéfica para a vida particular &#8211; e a paz de espírito &#8211; dos famosos. A Princesa Diana morreu como consequência do assédio.</p>
<p>A quem você quer parecer bem? A quem você quer parecer <em>perfeitinho</em>? Por que você quer tanto se mostrar aos outros de um jeito que você não é?</p>
<p>Você não é <em>perfeitinho</em>(a), e está tudo bem em não ser. Eu também não sou. E mesmo quem parece ser, também não é.</p>
<p>E a pergunta crucial nesta discussão toda é:</p>
<p>Por que você quer tanto ser amado(a)?</p>
<p>Você não precisa ser amado. Você vai viver muito bem &#8211; e até com mais paz interior &#8211; sem ser paparicado(a) pelos outros. Ser amado dá bastante trabalho, inclusive, porque você precisa estar o tempo todo representando um personagem que você não é, tem que estar o tempo todo se cuidando para agradar ao outro. Além de não precisar ser amado, a verdade é que lá no fundo você nem gosta tanto das pessoas que gostaria que o(a) amassem.  Quanto mais as conhecer, menos vai querê-las por perto.</p>
<blockquote><p>Como são admiráveis as pessoas que nós não conhecemos bem. Millôr Fernandes</p></blockquote>
<p>Você não gosta delas, você gosta do amor delas por você. A maioria das pessoas é sem graça, chatas, reclamonas, negativas, preguiçosas, ignorantes, carentes de atenção. E quase sempre estão com você porque precisam de algo que você tem: Sua boa vontade, seus cuidados, sua atenção, seu dinheiro&#8230;</p>
<p>Você quer mesmo ser apreciado(a) por esse povo todo?</p>
<p><strong>Deus que te livre e guarde!</strong></p>
<p>As pessoas realmente interessantes, sábias, divertidas, inteligentes, leves e educadas são raras. E estas estarão com você espontaneamente, por afinidade. Porque não é a beleza que une verdadeiramente as pessoas, e sim, a afinidade intelectual e emocional; a energia vital.</p>
<p>E essas características você pode trabalhar: Pode se informar melhor, ler mais, estudar mais, conter seus vícios e desenvolver suas virtudes.</p>
<p>E aqui chegamos onde eu queria.</p>
<p>Já trabalhei com o público em duas ocasiões na minha vida: Em 2004/2005 num mercado, e em 2017/2020 como Uber.</p>
<p>Minha experiência me mostrou que a maioria das pessoas, incluindo aí as muito bonitas, são sem graça. Dessas minhas vivências com o público, as poucas pessoas que eu lembro foram aquelas com as quais consegui manter um papo legal, aquelas que realmente quiseram conversar comigo, trocar ideia, ouvir e serem ouvidas.</p>
<div id="attachment_27025" style="width: 509px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-27025" class="wp-image-27025 size-full" src="https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2021/09/beleza-atrai-os-olhos-e1632022605898.jpg" alt="A beleza atrai os olhos, mas a personalidade conquista o coração" width="499" height="437" srcset="https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2021/09/beleza-atrai-os-olhos-e1632022605898.jpg 499w, https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2021/09/beleza-atrai-os-olhos-e1632022605898-300x263.jpg 300w" sizes="(max-width: 499px) 100vw, 499px" /><p id="caption-attachment-27025" class="wp-caption-text">A beleza atrai os olhos, mas a personalidade conquista o coração</p></div>
<p>Fernanda Montenegro tem uma observação em que ela diz que <em>a beleza importa somente nos primeiros 15 minutos, depois você tem que ter algo a dizer</em>. A maioria das pessoas não tem algo interessante a dizer. Então não há porque você querer a apreciação delas.</p>
<p>O segredo para nós, &#8220;feios&#8221;, é pular esses 15 minutos e já sair dizendo qualquer coisa bonita, simpática ou divertida.</p>
<p>E isso pode ser aprendido. Desde que nos libertemos da escravidão ao juízo alheio sobre como parecemos ser.</p>
<p>***</p>
<p>Leia também: <strong><a href="https://www.ronaud.com/amor/amor-e-auto-estima/">Amor e Autoestima</a></strong></p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Pessoas Egocêntricas</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Ronaud Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 02 Jan 2020 03:08:59 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Comportamento]]></category>
		<category><![CDATA[Boa educação]]></category>
		<category><![CDATA[Conversas]]></category>
		<category><![CDATA[Ego]]></category>
		<category><![CDATA[Egoísmo]]></category>
		<category><![CDATA[Falta de Educação]]></category>
		<category><![CDATA[Gentileza]]></category>
		<category><![CDATA[Narcisismo]]></category>
		<category><![CDATA[Vaidade]]></category>
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					<description><![CDATA[Sempre fui um bom ouvinte. Sempre tive uma tendência a ser muito atencioso com as pessoas. Depois que li o livro Como Fazer Amigos e Influenciar Pessoas, essa minha tendência se acentuou ainda mais. Também sempre achei uma tremenda falta de educação interromper a fala dos outros. É muito fácil perceber como as pessoas gostam [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_24736" style="width: 284px" class="wp-caption alignright"><img decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-24736" class="size-full wp-image-24736" src="https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2020/01/egocentrico-narcisista.jpg" alt="Dá licença, meu &#x1f926;&#x200d;&#x2642;" width="274" height="237" /><p id="caption-attachment-24736" class="wp-caption-text">Mister Ego</p></div>
<p>Sempre fui um bom ouvinte.</p>
<p>Sempre tive uma tendência a ser muito atencioso com as pessoas.</p>
<p>Depois que li o livro <a href="https://www.ronaud.com/livros/resenha-e-critica-do-livro-como-fazer-amigos-e-influenciar-pessoas/"><em>Como Fazer Amigos e Influenciar Pessoas</em></a>, essa minha tendência se acentuou ainda mais.</p>
<p>Também sempre achei uma tremenda falta de educação interromper a fala dos outros.</p>
<p>É muito fácil perceber como as pessoas gostam de ser ouvidas; como elas se sentem bem quando podem se expressar e encontram uma audiência ou um ouvinte atento como nós.</p>
<p>E justamente por esta minha inclinação natural de, talvez até mesmo por ser uma pessoa pouco prática, de pouca experiência de vida, preferir ouvir o que os outros têm pra contar, sempre tive ao meu redor várias <a href="https://www.ronaud.com/bom-senso/pessoas-que-falam-demais/">pessoas do tipo que&#8230; falam demais</a>.</p>
<p>(e não por acaso <a href="https://www.ronaud.com/bom-senso/pessoas-que-falam-demais/">já comentei</a> sobre esse tipo de personalidade neste site).</p>
<p>Ok.</p>
<p>Entretanto, é curioso como a vida e a maturidade vão mudando certas percepções em nós.</p>
<p>Na verdade nós temos um senso de justiça inato. Uma sensação que nos indica quando uma situação está equilibrada e quando não está; porém quando jovens ouvimos muito pouco essa sensação interna.</p>
<p>Com o passar dos anos, comecei a me incomodar com esta minha inclinação natural a ouvir as pessoas, porque percebi que praticamente todas elas não passam de pessoas egocêntricas e um tanto <em>mal educadas</em>. E aqui digo <em>mal educadas</em> no sentido de que não foram devidamente orientadas (e nunca se deram conta, apesar da idade adiantada de alguns) de que uma conversa saudável é aquela em que se tem tempo pra falar e tempo pra escutar; de que é também gentil e de bom tom perguntar sobre a pessoa que nos ouve e deixar ela falar um pouco sobre si, se assim quiser.</p>
<p>Você sabe como é: <strong>Que delícia ter uma conversa com uma pessoa inteligente, que sabe falar, MAS </strong>que <strong>TAMBÉM SABE OUVIR você</strong>, sobretudo pessoas que sabem trocar ideias e não apenas falar sobre seus problemas ou micro-episódios do dia.</p>
<blockquote><p>O segredo de ser cansativo consiste em contar tudo. <a href="https://www.frasesinteligentes.com.br/frases-pensamentos-citacoes-de/voltaire">Voltaire</a></p></blockquote>
<p>Já o contrário, <strong>que chato que é</strong> ficar com alguém que monopoliza a conversa, para quem só os assuntos dela são importantes. Ora, que contratem psicólogos, que recebem para exercer esta função de ouvintes; que, se fosse gostoso, fariam de graça.</p>
<p>Em muitas situações, com algumas dessas pessoas, lá uma vez que encontro espaço pra comentar algo sobre o assunto, ela já continua com o ponto de vista dela sem nem considerar o meu. Só esperou eu terminar de falar.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-24762 size-thumbnail aligncenter" src="https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2020/01/DLLIGuLXUAETZ2A1-150x150.jpg" alt="Que Deselegante" width="150" height="150" srcset="https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2020/01/DLLIGuLXUAETZ2A1-150x150.jpg 150w, https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2020/01/DLLIGuLXUAETZ2A1-300x300.jpg 300w, https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2020/01/DLLIGuLXUAETZ2A1.jpg 510w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /></p>
<p>E tanto pior outros tipos, que atropelam a nossa fala, como se o que temos a dizer (e que seria dito rápida e brevemente) não tem importância.</p>
<blockquote><p>Escrever é uma boa maneira de falar sem ser interrompido. <a href="https://www.frasesinteligentes.com.br/frases-pensamentos-citacoes-de/jules-renard">Jules Renard</a></p></blockquote>
<p>O fato é que realmente cansei dessas pessoas. Já não tenho mais paciência ou energia mental pra ficar à disposição do ego alheio. Quando não é <em>a vítima do destino</em> que fica despejando seus problemas (e negatividade) em cima de mim (que vá procurar um psicólogo, ou se confessar com um padre) é o sujeito carente de atenção &#8211; a criança grande &#8211; que fica contando suas histórias e realizações esperando elogios e aprovação.</p>
<p>Dá. Licença.</p>
<p>Estou cada vez mais preferindo ficar em casa na minha concentrado nas minhas coisas do que sair para festas e encontros onde já sei que vou ficar de ouvinte de gente que acha que o universo gira em torno dela. E se perceber que não está havendo equilíbrio na conversa, mudo de assunto, saio de perto, vou pra casa que eu ganho mais: <em><strong>paz de espírito</strong></em>.</p>
<p>Demorou, mas estou seguindo aquela antiga sugestão do <a href="https://www.google.com/search?q=Gasparetto%3A+Eu+em+Primeiro+Lugar&amp;rlz=1C1SQJL_pt-BRBR832BR832&amp;oq=Gasparetto%3A+Eu+em+Primeiro+Lugar&amp;aqs=chrome..69i57j69i58&amp;sourceid=chrome&amp;ie=UTF-8" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Gasparetto: Eu em Primeiro Lugar</a>.</p>
<p>Adoro estar com pessoas, especialmente aquelas que respeito e com quem me afinizo. Eu gosto e quero estar com gente fina e educada que me concede muito gentilmente parte da atenção dela para também me ouvir.</p>
<p>Sim, vamos continuar sendo gentis e atenciosos com as pessoas.</p>
<p>Mas seremos também justos, sobretudo conosco mesmos.</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Hipocrisia dessa gente vazia</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Ronaud Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 20 Feb 2016 15:53:21 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Comportamento]]></category>
		<category><![CDATA[Amigos]]></category>
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		<category><![CDATA[Hipocrisia]]></category>
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					<description><![CDATA[Comentário sobre essa postura mimadinha de quem reclama da hipocrisia alheia para defender sua própria incapacidade de se relacionar com as pessoas.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Eu já fui esse tipo que reclamava da ~ hipocrisia ~ dessa ~ gente vazia ~ e dos ~ assuntos inúteis ~ &#8230;</p>
<p>Até que enfim, eu percebi que:</p>
<p>&#8211; para você funcionar em sociedade, você tem que ser meio hipócrita, porque nem você mesmo consegue pôr fim aos seus próprios vícios (por mais que queira) e que isso não é motivo para você deixar de continuar valorizando e propagando os princípios mais corretos;</p>
<p>&#8211; quando também percebi que quem reclama da &#8220;gente vazia&#8221; também não costuma estar transbordando das energias mais positivas o tempo todo (muito pelo contrário);</p>
<p>&#8211; até que enfim, entendi, que ÚTIL é o que nós fazemos, e não o que nós falamos, porque palavras só servem de distração entre dois silêncios&#8230;</p>
<p>Por isso, para mim, conhecer pessoas e fazer amigos, por mais que cada uma tenha seus próprios equívocos, fundamentados por sua própria história, dores, dramas e alegrias, sempre será o que de mais interessante podemos fazer na vida.</p>
]]></content:encoded>
					
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		<title>Eu imploro, ME OUÇA!</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Ronaud Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 27 Mar 2014 15:57:55 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Comportamento]]></category>
		<category><![CDATA[Atenção]]></category>
		<category><![CDATA[Comunicação]]></category>
		<category><![CDATA[Conversas]]></category>
		<category><![CDATA[Relacionamentos]]></category>
		<category><![CDATA[Silêncio]]></category>
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					<description><![CDATA[O que as pessoas mais desejam é alguém que as escute de maneira calma e tranquila. Em silêncio. Sem dar conselhos. Sem que digam: Se eu fosse você…]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Foi com o livro <a title="Veja a resenha que fiz do livro" href="https://www.ronaud.com/livros/resenha-e-critica-do-livro-como-fazer-amigos-e-influenciar-pessoas/"><em>Como Fazer Amigos e Influenciar Pessoas</em></a> que percebi, assim como este textinho abaixo comenta, que a maior miséria no mundo não é de comida, é de atenção!</p>
<blockquote><p>O que as pessoas mais desejam é alguém que as escute de maneira calma e tranquila. Em silêncio. Sem dar conselhos. Sem que digam: “Se eu fosse você…” A gente ama não é a pessoa que fala bonito. É a pessoa que escuta bonito. A fala só é bonita quando ela nasce de uma longa e silenciosa escuta. É na escuta que o amor começa. E é na não-escuta que ele termina.</p>
<p>Não aprendi isso nos livros. Aprendi prestando atenção. Todos reunidos alegremente no restaurante: pai, mãe, filhos, falatório alegre. Na cabeceira, a avó, com sua cabeça branca. Silenciosa. Como se não existisse. Não é por não ter o que dizer que não falava. Não falava por não ter quem quisesse ouvir. O silêncio dos velhos. No tempo de Freud as pessoas procuravam os terapeutas para se curarem da dor das repressões sexuais. Aprendi que hoje as pessoas procuram os terapeutas por causa da dor de não haver quem as escute. Não pedem para ser curadas de alguma doença. Pedem para ser escutadas. Querem a cura para a dor da solidão…</p></blockquote>
<p>Rubem Alves, em “Se eu fosse você”, do livro <em>O amor que acende a lua</em>.</p>
<p>Via <a href="https://www.facebook.com/photo.php?fbid=373470326125723&amp;set=a.138331939639564.27955.100003882751743" target="_blank" rel="nofollow">Cris Andretti</a></p>
]]></content:encoded>
					
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			</item>
		<item>
		<title>Timidez, Crenças e Auto-sabotagem</title>
		<link>https://www.ronaud.com/autoestima/timidez-crencas-e-auto-sabotagem/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Ronaud Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 11 Feb 2014 11:43:11 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Autoestima]]></category>
		<category><![CDATA[Auto-crítica]]></category>
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					<description><![CDATA[Existem diversas definições para timidez. A mais reveladora diz que o tímido é um prisioneiro das próprias crenças limitantes. Ele cria na cabeça dele uma realidade que o sufoca, e começa a acreditar de verdade nela, de uma forma que o impede de ser completamente feliz.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Abaixo, reproduzo um texto MUITO BOM encontrado <a href="http://saitimidez.blogspot.com.br/2007/12/realidades-limitantes.html" target="_blank" rel="noopener">aqui</a>.</p>
<h3>Crenças limitantes, realidade limitada</h3>
<p>Existem diversas definições para timidez. Mas gostaria de dissertar sobre uma que pode ser muito mais útil para ajudar um tímido. Para mim, o tímido é um prisioneiro das próprias crenças limitantes. Ele cria na cabeça dele, e começa a acreditar de verdade, em uma realidade que o sufoca, e que de alguma forma o impede de ser completamente feliz.</p>
<p>Claro, não só os tímidos são acometidos por crenças limitantes, mas diria que viver em uma realidade limitante é o básico para que uma pessoa seja tímida. Pode ser que na realidade dela, o mundo seja hostil a ela, não goste dela e por isso o tímido prefere se esconder. Pode ser que ele ache que nunca se dá bem na vida por ser pobre, ou feio, ou qualquer outro problema externo em que possa botar a culpa, algo completamente fora de seu controle. Sua realidade limitante. Algo que para ele é tão real, que para ele não existe a possibilidade de lutar.</p>
<p>Mas vamos agora mergulhar um pouco mais a fundo na questão, coisa que acho que todo introvertido deve gostar de fazer nas horas vagas em que não está fazendo nada. Vamos analisar porque essas realidades são quase sempre (99,9% das vezes) irreais.</p>
<p><strong>Para todo <em>problema</em> que você usa para justificar a sua falta de sorte na vida, vai existir uma pessoa que tem o mesmo <em>problema</em> e que consegue ser mais feliz</strong>. Isso é só questão de pensar um pouco, vasculhar na sua memória, ou perguntar a outras pessoas.<strong> Existem caras feios que pegam mulheres bonitas. Existem pessoas pobres que alcançam um bom emprego. Existem pessoas gordas que tem muitos amigos e são muito queridas</strong>.</p>
<p>SEMPRE vai existir um exemplo!</p>
<p>Obviamente isto não é o suficiente para os ultra-pessimistas de plantão. Eles sempre levantam outras questões. Imaginam suposições baseadas em suas crenças limitantes. Vão dizer que o sujeito feio que pegou a menina bonita deve ser rico. Que o pobre que conseguiu o emprego deve ter conseguido isso de forma desonesta. Que o gordinho deve ser a fonte de risadas do pessoal e que como alvo das chacotas ele acaba sempre por perto das pessoas. Normalmente, apenas suposições vazias que fecham o quebra-cabeça da realidade limitante dessa pessoa. Mas afinal, onde querem chegar essas pessoas, provando que o mundo é uma merda e que ele é um injustiçado?</p>
<p>Certamente uma razão para não enfrentar a situação.</p>
<p>Pois isso não o ajuda, não ajuda os outros que passam pelo mesmo problema e não ajuda quem está de fora. Isso só perpetua as crenças limitantes. Se apegar a esse tipo de crença vai no máximo mantê-lo onde está.</p>
<p>O potencial que você tem como ser humano <a href="https://www.ronaud.com/auto-conhecimento/como-nossos-valores-principios-e-crencas-definem-nossa-vida/">depende radicalmente de suas crenças</a>, do quanto elas permitem que você progrida. E é essa a grande diferença de pessoas que se dão bem na vida, para quem tudo parece tão fácil, e tímidos que preferem se esconder da vida. <a href="https://www.ronaud.com/espiritualidade/positividade-o-fundamento-de-toda-espiritualidade/">Essas pessoas bem sucedidas interpretam a realidade de um ponto de vista mais positivo</a>. E TODO evento em sua vida, pode ser enxergado de um ponto de vista positivo. Toda tragédia, todo obstáculo, pode ser visto como um exercício para que você se torne um ser humano melhor. Todas as falhas, todos os erros são suas chances de ouro de aprender algo novo.</p>
<p>Por exemplo, tomar o fora de uma pessoa por quem estamos apaixonados. Esse é o tipo de experiência que pode ser tão terrível para um tímido que muitos passam a vida sem nem tentar nada. Enquanto uma pessoa &#8220;não tímida&#8221; pode passar uma noite tomando 100 foras, que para ele aquilo foi diversão, uma história que ele pode contar pros amigos, 100 chances para se calibrar melhor para as próximas vezes. Enfim, ele não se abala tanto, porque na realidade dele, o problema pode nem ser ele. As pessoas que deram os foras podem estar de mau humor, ou elas podem ser simplesmente esquisitas, ou podem estar sendo abordadas toda hora por gente chata e dar um fora de cara é a melhor forma de evitar aborrecimento. Enfim, o mais provável é que o problema não é ele. Essas pessoas nem o conheciam. Esse é um exemplo de realidade em que a pessoa tímida poderia viver, mas ela prefere pensar que ele é horrível, ou chato, ou algo assim e que simplesmente essa realidade não permitirá que ele possa vencer na vida amorosa. Besteira. Todos podem melhorar!</p>
<p>Não se permita viver em uma realidade limitante. Não se permita menos que você realmente merece (que todo mundo merece), uma vida plena. Você é que escolhe se vai viver acreditando nessas bobagens que o limitam, e continuar na merda por causa disso, ou acreditar em que pode melhorar, que deve melhorar, e que você vai tomar o mundo que é seu por direito. Uma realidade libertadora!</p>
<h3><span style="line-height: 1.5em;">O buraco negro da ansiedade social</span></h3>
<p>Suspeito que a maioria das pessoas tímidas não são programadas para serem tímidas. Elas não tem em falta nenhum talento inato de socializar, elas apenas tiveram um ou dois incidentes sociais no começo da vida, e em um esforço de evitar mais sofrimento social elas começam a errar para o lado do silêncio. Pois da última vez em que elas disseram algo e se arrependeram, a próxima vez que elas ficaram caladas, elas não se arrependeram.</p>
<p>O que elas não sabem, é que esta pequena lição que parece tão inocente é na verdade a semente para um hábito devastador. Toda pessoa tímida sabe que a coisa mais segura a se fazer é não dizer nada. Uma vez que alguém escolhe esta abordagem segura algumas vezes em seguida, uma traiçoeira bola de neve começa a ganhar velocidade.</p>
<p>A abordagem padrão para conversas começa a ser o minimalismo. Diga o que for necessário, mas não ofereça nada a mais. Qualquer coisa que você disser é sua responsabilidade. Toda frase te torna alvo de um exame minucioso. Cada pergunta que você faz revela sua ignorância. Toda paixão que você confessa dá abertura para que você seja ridicularizado. É melhor não dizer nada.</p>
<p>O silêncio rapidamente se torna a estratégia mais inteligente. E no curto prazo, ela é. Humilhação acontece com uma frequência muito menor.</p>
<p>Mas as consequências a longo prazo são brutais.</p>
<p>Você sempre olha para outra pessoa além de você para resolver as questões feitas ao seu grupo. Você começa a andar mais devagar para que outro membro do seu grupo vá falar com o garçom primeiro. Alguém pode facilmente cair no hábito de evitar responsabilidade social dessa forma, e essa dinâmica começa a influenciar outros aspectos da vida, como trabalho e família. Você nunca se sente como um líder, e isto porque você sempre evitou liderar. <strong>Liderar é ser responsável</strong>. E timidez, em sua essência, é evitar responsabilidade pelas coisas que você diz.</p>
<p>Timidez é tão devastante para uma personalidade porque seus efeitos se combinam muito rapidamente, criando uma personalidade externa que não reflete a pessoa, e um conjunto de habilidades sociais fracas que tornam a recuperação difícil.</p>
<p>Primeiro você evita conversação, porque isso apresenta risco. Esta relutância se torna habitual. Então, porque dizer nada é a abordagem padrão, a ideia de falar se torna mais assustadora, o que faz com que você evite ainda mais fazê-lo. Os pensamentos de humilhação se tornam um monstro que te ronda e persegue, que pode apenas ser evitado mantendo sua boca bem fechada. Quanto mais você evita a desaprovação dos outros, mais assustador isso se torna.</p>
<p>Ser tímido apenas mata sua auto estima. As pessoas começam a te tratar como se você não tivesse nada a dizer. E não é porque elas estão tentando te deixar de lado. É que quando você normalmente não contribuiu ou contribui muito pouco para uma conversa, eles não conseguem fazer nada além de assumir que você não tem nada a dizer. E se todos parecem te tratar dessa forma, você começa a acreditar. Você começa a executar o papel que as outras pessoas esperam de você, mesmo que não seja quem você é ou quem você quer ser.</p>
<p>Alguma dessas coisas soa familiar:</p>
<p>* Pessoas que você já conhece se apresentam a você várias vezes. Elas não se lembram de ter te conhecido, porque você não disse nada.<br />
* Pessoas sabem que te conhecem, mas esquecem sempre seu nome.<br />
* Quando alguém fala com seu grupo, sempre olha para outra pessoa quando espera uma resposta, nunca para você.<br />
* Você frequentemente espera que alguém do seu grupo vai dizer algo, para matar o silêncio.<br />
* Você fica nervoso, ou mesmo rancoroso, quando seu amigo vai ao banheiro e te deixa sozinho com alguém que você não conhece direito.</p>
<p><strong>O que torna tudo pior é que a constante falta de prática te impede de melhorar sua conversação.</strong> Então quando você que falar algo, é porque está numa situação em que isso é crucial, como por exemplo uma entrevista de emprego. Seus <em>músculos</em> de conversação pouco desenvolvidos fazem com que você tenha muito menos chances de ter sucesso nessas situações de alta pressão, o que apenas cria mais resultados ruins e alimenta muito mais esse medo.</p>
<p>Este ciclo é um grande e escorregadio buraco negro, e uma vez que a pessoa escorrega demais para dentro dele, ela pode nunca mais sair. Muitos chegam ao ponto de desistir de algum dia se sentirem confortáveis socialmente.</p>
<p>Medo de falar em público ainda é o medo mais citado que medo da morte pela maioria das pessoas. E não é de se estranhar.</p>
<h3>Se recuperando da timidez</h3>
<p>Gastei muito tempo em fóruns da internet discutindo &#8220;como se recuperar da timidez&#8221; com outras pessoas, e é reconfortante saber que existem tantas outras pessoas na mesma situação.</p>
<p>Existem basicamente dois conselhos básicos que recebi e agora ofereço:</p>
<p>O primeiro é prestar atenção nas pessoas que sabem fazer isso. Sempre existem oportunidades de assistir como as pessoas interagem. Como elas iniciam conversas? Como elas terminam? Como elas mudam de assunto? Até mesmo ver conversas ruins pode te dar uma ideia de o que você poderia ter feito naquela situação. Só de prestar atenção nos outros você consegue montar uma lista de formas de começar e terminar uma conversa. Crie o hábito de assistir conversas.</p>
<p>O outro conselho é, claro, <strong>praticar conversar com outros. E prática sempre significa se permitir fazer as coisas de uma forma ruim até que você consiga fazê-la de uma forma não tão ruim</strong>. Significa fazer coisas com que você não está confortável no começo. Então, quando se trata de superar a timidez, isso significa falar mais do que o que você tem vontade de falar. Se você estabeleceu um hábito de deixar os outros falarem mais, não vai se sentir natural ao se abrir. Isso é bom, faça-o mesmo assim. <strong>Desconforto indica crescimento</strong>. Sempre diga um pouco mais do que você está acostumado.</p>
<p>Todos eventualmente reconhecem que <em>músculos</em> sociais atrofiam se nunca são exercitados, então não existe salvação para desconforto social que não envolva fazer um esforço para conversar.</p>
<p>Esse foi um dos pontos em que tinha mais dificuldade: eu odiava a ideia de conversar. Eu achava falso tentar forçar algo a acontecer dessa forma. Se houvesse algo significativo a ser dito, seria dito, certo? Infelizmente isso simplesmente não é verdade; é outra falsa crença criada para auto-defesa e que leva à auto-sabotagem. <a title="A importância da conversa fiada contra a timidez" href="https://www.ronaud.com/arte-de-viver/a-importancia-da-conversa-fiada-contra-a-timidez/">Eu vejo agora que conversar é uma das habilidades mais importantes na vida</a>.</p>
<h3>Para superar o MEDO</h3>
<p>Sempre que você se rende ao medo, ele cresce. Sempre que você age mesmo sentindo o medo, ele diminui.</p>
<p>Por sorte, ele tende a diminuir rapidamente uma vez que você começa a se abrir. Você vai descobrir que as pessoas vão achar mais fácil se abrir com você. Pessoas desconfortáveis tendem a deixar as outras pessoas desconfortáveis, e pessoas abertas tendem a fazer outras pessoas se abrirem.</p>
<p>Entretanto, quando se trata de superar a timidez, existe um obstáculo que quase todos encontram, mesmo quando a ansiedade de falar começa a se dissipar.</p>
<p>O problema que a maioria das pessoas parece ter é que elas não sabem o que dizer. Elas podem não ter medo de falar, mas não conseguem pensar em como começar. As pessoas que sempre foram extrovertidas provavelmente possuem um arsenal inteiro de formas prontas de iniciar conversas &#8211; um resultado inevitável da experiência. Mas para o resto de nós, é frequentemente uma luta encontrar algo para dizer que não seja banal ou egoísta.</p>
<h3>Os três patetas da conversação: clima, trabalho e eventos atuais</h3>
<p>Puxar conversa é desconfortável para muitas pessoas, porque essas conversas tendem a ser sobre o clima.</p>
<p>&#8211; Ouvi dizer que amanhã vai ser bom.</p>
<p>&#8211; Sim, mas eu acho que eles mudaram a previsão. Vai estar nublado.</p>
<p>&#8211; Oh, que droga. É, verdade.</p>
<p>Horrível. Porque nós criamos este monstro de banalidade? Com certeza o silêncio seria melhor.</p>
<p>A razão do clima ser um tópico tão frequente de conversação é porque é algo que é relevante para a outra pessoa. Nesse sentido, é um assunto &#8216;seguro&#8217;. Mas não seria melhor se pudéssemos pensar em algo (qualquer coisa!) que poderia ser um pouco mais&#8230; cativante?</p>
<p>Mesmo com bons amigos. Frequentemente procuro por algo sobre o que conversar e acabo oferecendo algo como: &#8220;Então, como está o trabalho?&#8221; &#8220;Cara, está ventando muito hoje.&#8221; &#8220;Então, o que você fez ontem?&#8221;</p>
<p>Às vezes isso consegue fazer as palavras fluirem, mas frequentemente a conversa acaba caindo para assuntos dos quais nenhuma das pessoas realmente quer falar. A maioria das pessoas que eu conheço não se sentem especialmente animadas em passar seu tempo falando de seu trabalho, ou falando hoje sobre o que fizeram ontem. Nós nos obrigamos a levar essas conversas porque elas parecem ser melhores que o silêncio. Concordo que é um pouco melhor, mas com certeza é melhor quando nos oferecem algo específico para nós como assunto.</p>
<p><strong>Quando você traz para a conversa algo com que a outra pessoa se importa genuinamente, o entusiasmo começa a fluir</strong>. Um senso de colaboração emerge, e conexões se formam.</p>
<p>Melhores amigos geralmente conseguem mais facilmente fazer uma conversa significativa fluir, porque eles se conhecem muito bem. Ambos sabem sobre o que o outro quer falar. Com conhecidos, ou amigos de amigos, é mais difícil saber qual assunto é o melhor, por isso acabamos usando um dos velhos padrões: clima, notícias e trabalho.</p>
<p><strong>A solução é na verdade criar o hábito de descobrir o que a outra pessoa valoriza. Você pode se conectar com qualquer pessoa, se você souber o que é importante para ela, e se você der a ela uma oportunidade de falar sobre isso. Apenas pergunte sobre seu barco/filho/viagem pro México/motocicleta nova/clube de squash/gato/casa sustentável/geleia feita em casa.</strong></p>
<p>As pessoas vão se sentir muito gratas por terem uma chance de falar de seus assuntos preferidos. Elas vão se lembrar da conversa, e elas certamente se lembrarão de você. E isso é porque você as deu um grande presente: você as deu a chance de serem elas mesmas com você. Você as resgatou da lenta agonia de uma conversa sobre trabalho ou clima, e você deixou que elas se sentissem bem por serem quem são. Não sobrestime a profundidade do efeito que isto pode ter em uma pessoa. <strong>Você pode ser a melhor parte de uma festa para muita gente</strong>.</p>
<p>Não importa se você não está interessado no assunto. Apenas se torne interessado no interesse que a outra pessoa tem pelo assunto. Todos sabemos como é estar em nosso elemento, quando se trata de assunto. Ajude-os a chegar lá. Uma vez que o entusiasmo começa a fluir, normalmente existe tanta abertura e entendimento que se torna fácil trabalhar com qualquer assunto que se queira. Então você pode falar sobre o que te interessa, se você quiser.</p>
<p>Quando você está numa conversa com alguém, (ou melhor ainda, quando você está apenas ouvindo uma conversa) veja se você consegue descobrir sobre o que realmente eles realmente querem falar. Todo mundo tem um assunto preferido que os anima. O que faz com que seus olhos se iluminem? Uma dica rápida: pais adoram falar de seus filhos. E eles ficam muito impressionados quando você se lembra de qual esporte eles praticam ou qual universidade eles frequentam.</p>
<p>Não é uma idéia tão ruim apenas se sentar e fazer uma lista de amigos e conhecidos, e para cada um, algumas coisas sobre que você sabe que eles gostam de conversar. Então você conseguiu: uma lista de temas para iniciar conversas em que você pode se meter. Se você não conseguir pensar em nada, lembre-se de tentar descobrir na próxima vez que falar com eles.</p>
<p>Agora, eu não estou sugerindo que você crie pastas e gráficos de pizza sobre o que as pessoas de sua vida estão interessadas, mas certamente existe algo a ser dito sobre estar atento ao que é importante para os outros. Quando estamos indo para algum tipo de encontro, e você sabe que certas pessoas vão estar lá, você pode pensar em um ou dois assuntos em que as pessoas podem se interessar? De novo, não é para se tornar muito <em>stalker</em>, mas o Facebook pode ser um grande recurso para isto se elas te adicionaram como <em>amigo</em>.</p>
<p>De qualquer forma, em geral evite perguntar sobre o trabalho da outra pessoa. É simplesmente fácil demais, e quase sempre garante uma conversa sem graça. Eles vão se lembrar do encontro com você como chato e típico, e esse é o tipo de emoção com que vão te associar.</p>
<p>Se você se sentar e fizer um <em>brainstorm</em> de tudo com que as pessoas em sua vida se importam, você vai perceber que existem pessoas que você realmente não conhece. Você pode saber como elas ganham a vida, mas você não sabe o que as faz sorrir, você realmente não as conhece. Então descubra.</p>
<p>Estou longe de ser um conversador brilhante, mas não sinto mais medo. Levou um certo esforço para me sentir confortável, e ainda sinto que não estou tão bem quanto gostaria em termos de começar e dirigir uma conversa, mas sinto que entendi qual a parte mais importante: aprender o que deixa as outras pessoas animadas, e dar a elas a chance de se animar sempre que falam com você.</p>
<p>Então, da próxima vez que você estiver esperando que os três patetas te salvem, pergunte-se &#8220;o que deixa esta pessoa animada&#8221;. Se você não sabe, então você sabe o que perguntar.</p>
<p><a href="http://saitimidez.blogspot.com.br/2007/12/realidades-limitantes.html" target="_blank" rel="noopener">Fonte</a></p>
<p>***</p>
<p>Duas leituras altamente recomendáveis sobre o assunto:</p>
<p><a href="https://www.ronaud.com/livros/resenha-e-critica-do-livro-como-fazer-amigos-e-influenciar-pessoas/">Como fazer amigos e influenciar pessoas</a></p>
<p><a href="https://www.ronaud.com/livros/resenha-e-critica-do-livro-a-magica-de-pensar-grande/">A Mágica de Pensar Grande – Resenha</a></p>
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		<title>Por que as pessoas gritam?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Ronaud Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 15 Jan 2014 13:02:47 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Amor]]></category>
		<category><![CDATA[Comunicação]]></category>
		<category><![CDATA[Conversas]]></category>
		<category><![CDATA[Emoções]]></category>
		<category><![CDATA[Relacionamentos]]></category>
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					<description><![CDATA[Encontrei esse textinho no Facebook e achei muito verdadeiro:  Um dia, um pensador indiano fez a seguinte pergunta a seus discípulos: &#8211; Por que as pessoas gritam quando estão aborrecidas? &#8211; Gritamos porque perdemos a calma, disse um deles. &#8211; Mas, por que gritar quando a outra pessoa está ao seu lado? – Questionou novamente [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_13701" style="width: 220px" class="wp-caption alignright"><a href="https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2014/01/gritar.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-13701" class=" wp-image-13701 " title="Sai pra lá, loka" src="https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2014/01/gritar-300x268.jpg" alt="Sai pra lá, loka" width="210" height="188" srcset="https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2014/01/gritar-300x268.jpg 300w, https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2014/01/gritar.jpg 478w" sizes="auto, (max-width: 210px) 100vw, 210px" /></a><p id="caption-attachment-13701" class="wp-caption-text">Sai pra lá, loka</p></div>
<p>Encontrei esse textinho no Facebook e achei muito verdadeiro:</p>
<blockquote><p> Um dia, um pensador indiano fez a seguinte pergunta a seus discípulos:</p>
<p>&#8211; Por que as pessoas gritam quando estão aborrecidas?</p>
<p>&#8211; Gritamos porque perdemos a calma, disse um deles.</p>
<p>&#8211; Mas, por que gritar quando a outra pessoa está ao seu lado? – Questionou novamente o pensador.</p>
<p>&#8211; Bem, gritamos porque desejamos que a outra pessoa nos ouça, retrucou outro discípulo.</p>
<p>E o mestre volta a perguntar:</p>
<p>&#8211; Então não é possível falar-lhe em voz baixa?</p>
<p>Várias outras respostas surgiram, mas nenhuma convenceu o pensador.</p>
<p>Então ele esclareceu: &#8211; Vocês sabem porque se grita com uma pessoa quando se está aborrecida?</p>
<p>Quando duas pessoas estão aborrecidas, seus corações se afastam muito. Para cobrir esta distância precisam gritar para poderem escutar-se mutuamente. Quanto mais aborrecidas estiverem, mais forte terão que gritar para ouvir um ao outro, através da grande distância.</p>
<p>Por outro lado, o que sucede quando duas pessoas estão apaixonadas?</p>
<p>Elas não gritam. Falam suavemente. E por quê?</p>
<p>Porque seus corações estão muito perto. A distância entre elas é pequena. Às vezes estão tão próximos seus corações, que nem falam, somente sussurram.</p>
<p>E quando o amor é mais intenso, não necessitam sequer sussurrar, apenas se olham, e basta. Seus corações se entendem.</p>
<p>É isso que acontece quando duas pessoas que se amam estão próximas.</p>
<p>Por fim, o pensador conclui, dizendo:</p>
<p>&#8211; Quando vocês discutirem, não deixem que seus corações se afastem, não digam palavras que os distanciem mais, pois chegará um dia em que a distância será tanta que não mais encontrarão o caminho de volta.</p></blockquote>
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		<title>A importância da conversa fiada contra a timidez</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Ronaud Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 05 Jan 2014 11:40:54 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Comportamento]]></category>
		<category><![CDATA[Comunicação]]></category>
		<category><![CDATA[Conversas]]></category>
		<category><![CDATA[Fobia Social]]></category>
		<category><![CDATA[Inteligência social]]></category>
		<category><![CDATA[Interação social]]></category>
		<category><![CDATA[Relacionamentos]]></category>
		<category><![CDATA[Sociabilidade]]></category>
		<category><![CDATA[Timidez]]></category>
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					<description><![CDATA[As pessoas tímidas normalmente odeiam conversas fiadas. Odeiam conhecer novas pessoas e bater papo furado sobre irrelevâncias quaisquer. Conversas sobre o tempo e outras amenidades lhes é o horror. Pensam que seria melhor que as pessoas só falassem sobre assuntos significativos. Não entendem como os outros conseguem ficar em um bar por três horas apenas bebendo [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>As pessoas tímidas normalmente odeiam <em>conversas fiadas</em>.</p>
<div id="post-body-4232334743457250490">
<p>Odeiam conhecer novas pessoas e <em>bater papo</em> furado sobre irrelevâncias quaisquer.</p>
<p>Conversas sobre o <em>tempo</em> e outras amenidades lhes é o <em>horror</em>.</p>
<p>Pensam que seria melhor que as pessoas só falassem sobre assuntos significativos.</p>
<p>Não entendem como os outros conseguem ficar em um bar por três horas apenas bebendo e falando sobre bobeiras.</p>
<p>Mas normalmente quem gosta de<em> conversa fiada</em> é capaz de se conectar com as pessoas em um nível muito mais profundo.</p>
<p>Porque não estão ansiosas. O que faz os tímidos pensarem tão mal de<em> conversas fiadas</em> é que são ansiosos e muito objetivos.</p>
<p>Quando você está ansioso é difícil gostar de conversas em si. Você quer chegar logo no resultado final e resolver o assunto pelo qual você está falando com a pessoa em questão.</p>
<p>Quando você faz o primeiro esforço para se tornar sociável, tudo pode parecer <em>falação</em> fútil.</p>
<p>E é.</p>
<p>Na maior parte do tempo, nós pensamos que o que estamos comunicando é importante quando na verdade só o fato de estarmos nos comunicando já é por si muito importante.</p>
<p>A maior parte da nossa comunicação é não verbal. Estamos comunicando <em>um caminhão</em> de coisas subentendidas em nossas conversas que, por serem não verbais, nem percebemos.</p>
<p>Mas os outros percebem, mesmo sem saberem.</p>
<p>Nosso tom de voz, nossa postura e nossos gestos, nosso contato visual, tudo comunica a forma como nos sentimos. Também comunica a forma como nos sentimos sobre a outra pessoa e a forma como nos sentimos sobre a própria interação.</p>
<p>Nós também comunicamos algo pela disposição para a <em>conversa fiada</em>. Nós estamos comunicando que estamos confortáveis com a presença da outra pessoa, confortáveis com a interação, que não temos pressa de acabar com a conversa. Estamos mostrando que nós gostamos de falar com a outra pessoa. Mostramos, sobretudo, que gostamos <em>DA(s)</em> pessoa(s).</p>
<p>Isso faz elas se sentirem melhor, aceitas e bem recebidas. E quando você faz as pessoas se sentirem bem, elas gostam de você.</p>
<p><em>Conversa fiada</em> é muito similar a contato físico. É insignificante para o senso lógico, mas cada toque, cada aperto de mão ou abraço expressa receptividade, segurança, uma carga emocional positiva, algo que palavras não podem expressar.</p>
<p>Por sua própria definição nós não precisamos de <em>conversa fiada</em>. E as conversas casuais não são importantes, ao menos não os seus assuntos superficiais. <strong>As <em>conversas fiadas</em> normalmente são pretextos para as pessoas ficarem juntas. </strong></p>
<p>Ficar confortável com papo furado traz muitas vantagens. Até mesmo quando se está falando sobre o clima ou que você queria que fosse sexta-feira, você comunica muitas coisas.</p>
<p>Você pode usar a previsão do tempo para transmitir confiança na sua voz, ou dar um sorriso caloroso e mostrar o quanto você está confortável. Assim mostra que você não precisa impressioná-los com gracejos ou frases muito profundas antes deles estarem prontos.</p>
<p>E se você quiser pode praticar <em>brincar de conversar fiado </em>com as pessoas, o que ajuda a ficar confortável falando com qualquer um, em qualquer circunstância boba: elevadores, filas, lojas&#8230;</p>
<p>Se apenas trocarmos um &#8220;como vai você?&#8221;, já nos sentiremos satisfeitos. Gostamos disso, mesmo que eles não sorriam ou riam de volta. Mas normalmente eles respondem de alguma maneira, nem que seja com um olhar simpático.</p>
<p>Quase sempre respondem. No começo isso pode não acontecer. Mas ao nos tornarmos à vontade e confortáveis com isso, conseguiremos uma boa reação quase em 100% das vezes.</p>
<p><strong>Se disponha a ter <em>conversas fiadas</em>.</strong> Quando acontecer, apenas relaxe. Não se cobre para falar coisas super significativas com todo mundo. Há momentos específicos para isso nas conversas, que podem surgir ou não.</p>
<p>Pratique não se importar com o resultado da conversa. Se você não obter uma reação calorosa, se parabenize por ter tomado a iniciativa.</p>
<p>E se você precisa dizer algo super significativo para alguém, se você tem uma grande frase para iniciar uma conversa ou um pensamento profundo, pergunte a eles, primeiramente, como eles estão. Verifique se está tudo bem com eles. Troque um pouco de papo furado. Faça isso por você, pois isso o tornará mais confiante.</p>
<p>Quando você for pegar seu carro com o mecânico, ao invés de apenas dizer &#8220;eu vim pegar meu carro&#8221;, primeiro diga &#8220;E aí, tudo bem?&#8221;. E quando ele te perguntar como vai você, seja sincero, comente o último fato positivo ou mesmo, negativo, que tenha lhe ocorrido.</p>
<p>Conforme você aprende a apreciar a si e aos outros apenas por estarem juntos, você vai perceber que os dois tem muito mais a dizer.</p>
</div>
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			</item>
		<item>
		<title>O bonzinho</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Ronaud Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 02 Jan 2014 22:49:50 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Comportamento]]></category>
		<category><![CDATA[Conversas]]></category>
		<category><![CDATA[Convivência]]></category>
		<category><![CDATA[Enfrentamento]]></category>
		<category><![CDATA[Necessidade de Aprovação]]></category>
		<category><![CDATA[Orgulho]]></category>
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		<category><![CDATA[Timidez]]></category>
		<category><![CDATA[Vitimismo]]></category>
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					<description><![CDATA[Ao contrário do que muita gente pensa, deixar de ser bonzinho não significa ser mau, maltratar os outros, sair mandando todos se ferrarem. Basta se respeitar, da mesma fora que respeita os outros. ]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<blockquote>
<div id="attachment_13623" style="width: 310px" class="wp-caption alignright"><a href="https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2014/01/o-bonzinho.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-13623" class="size-medium wp-image-13623" src="https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2014/01/o-bonzinho-300x212.jpg" alt="Exemplo típico de um &quot;bonzinho&quot;" width="300" height="212" srcset="https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2014/01/o-bonzinho-300x212.jpg 300w, https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2014/01/o-bonzinho.jpg 960w" sizes="auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px" /></a><p id="caption-attachment-13623" class="wp-caption-text">Exemplo típico de um &#8220;bonzinho&#8221;</p></div>
<p>&#8220;Bonzinho só se f*de.&#8221;</p>
<p>&#8220;Bonzinho não <em>come</em> ninguém.&#8221;</p>
<p>Frases cunhadas pela sabedoria do povo.</p>
<p>E são muito verdadeiras, como eu mesmo pude comprovar por experiência.</p>
<p>Eu sempre fui o típico cara <em>bonzinho</em>.</p>
<p>Mas o que é um cara bonzinho?</p>
<p>As pessoas normalmente acham que o bonzinho é o cara que não faz mal para as outras pessoas, e só pratica o bem, é legal com todo mundo.</p>
<p><strong>Mas o bonzinho de que estamos falando é o sujeito que não se impõe</strong>. O cara que não abre a boca achando que o que for falar vai atrapalhar a conversa dos outros. Que tenta comprar a atenção e companhia das mulheres usando presentes e coisas românticas. Que não defende suas opiniões, nem se expõe com medo de contrariar os outros, com medo de incomodar os outros.</p>
<p><strong>Que pede desculpa por existir.</strong></p>
<p id="post-body-7107479027027599502">Tenha você se identificado ou não com o que eu descrevi, você pode ver que um sujeito desses não tem como se dar bem. Mas ao contrário do que muita gente pensa, deixar de ser bonzinho não significa ser mau, maltratar os outros, sair mandando todos se f*derem. Basta se respeitar, da mesma fora que respeita os outros. Não achar que vale menos que as outras pessoas, principalmente mulheres. Ser um homem. Isso é bom para você e é bom para elas.</p>
</blockquote>
<p>***</p>
<p>Esse texto poderia ter sido escrito por mim. Mas não foi 🙂</p>
<p>Foi retirado <a href="http://saitimidez.blogspot.com.br/2007/04/o-bonzinho.html" target="_blank" rel="noopener">deste link</a> de um blog sobre a luta de um sujeito anônimo para fugir da timidez.</p>
<p>Eu acrescentaria que o <em>bonzinho</em> é <em>bonzinho</em> porque é <em>orgulhoso</em>. Ele está longe, MUITO LONGE de ser uma vítima dos outros e da sociedade. Ele quer passar uma imagem de <em>gente boa</em>, por isso faz o possível para agradar e o IMPOSSÍVEL para não desagradar. Ele se molda o tempo todo aos outros. Ele é covarde também, porque tem medo do combate. Tem medo do enfrentamento. Por quê? Porque enfrentar os outros pode significar desagradá-los. Mas desagradar e ser mal visto pelos outros é a MORTE em vida para o <em>bonzinho</em>.</p>
<p>De fato, o bonzinho só se f*ode.</p>
<p>E merecidamente.</p>
<h3>Mais <em>ruindade</em>, por favor!</h3>
<p>A solução pra essa <em>bonzisse</em> toda se chama <em>ruindade</em>. Não, é claro, no sentido de se tornar maligno e praticar maldades com os outros, como dito no trecho citado acima, e sim, no sentido de referenciar seus juízos por seus próprios valores e, na medida em que alguém ou alguma situação ultrapassar os limites de seus princípios e do seu bem-estar, saber exigir dos outros que corrijam o que estiver errado e <strong><em>BRIGAR</em> </strong>por seus valores se necessário for.</p>
<h3>Veja também</h3>
<p><a href="https://www.ronaud.com/autoestima/livro-no-more-mr-nice-guy-bonzinho-nunca-mais/">Livro Bonzinho, nunca mais! (No More, Mr. Nice Guy)</a></p>
<p><a href="https://www.ronaud.com/autoestima/como-lidar-com-os-outros/">Como lidar com os outros</a></p>
<p><a href="https://www.ronaud.com/autoestima/como-sair-da-friendzone/">Como sair da friendzone</a></p>
<p><a href="https://www.ronaud.com/amor/como-conquistar-a-garota-certa-se-existissem-garotas-certas/">Como conquistar a garota certa (se existissem garotas certas)</a></p>
<p><a href="https://www.ronaud.com/sociedade/fica-quieto-menino/">Fica quieto menino</a></p>
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		<title>Dicas para conversar melhor</title>
		<link>https://www.ronaud.com/arte-de-viver/dicas-para-conversar-melhor/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Ronaud Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 18 Oct 2013 03:58:26 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Comportamento]]></category>
		<category><![CDATA[Atenção]]></category>
		<category><![CDATA[Comunicação]]></category>
		<category><![CDATA[Conversas]]></category>
		<category><![CDATA[Educação]]></category>
		<category><![CDATA[Inteligência social]]></category>
		<category><![CDATA[Relacionamentos]]></category>
		<category><![CDATA[Respeito]]></category>
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					<description><![CDATA[Ouça com atenção Muitas vezes nos concentramos tanto no que queremos dizer que não ouvimos realmente o que a outra pessoa está dizendo. Se você ouvir atenciosamente aos outros, eles prestarão mais atenção quando chegar a sua vez de falar. Fale sobre coisas que interessam a outra pessoa Diz um psicólogo: &#8220;O encanto da conversa [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<h3>Ouça com atenção</h3>
<p>Muitas vezes nos concentramos tanto no que queremos dizer que não ouvimos realmente o que a outra pessoa está dizendo. Se você ouvir atenciosamente aos outros, eles prestarão mais atenção quando chegar a sua vez de falar.</p>
<h3>Fale sobre coisas que interessam a outra pessoa</h3>
<p>Diz um psicólogo: &#8220;<em>O encanto da conversa consiste menos em demonstrar o próprio espírito do que em abrir caminho para que o outro sujeito demonstre o seu</em>&#8220;. Quando se estimula o outro a falar sobre seus assuntos prediletos nunca há razão para preocupar-se com silêncios constrangedores, e geralmente se fica tão absorvido que não há tempo para acanhamento&#8230; que é o maior obstáculo para uma conversa espontânea.</p>
<blockquote><p>Não falar de si próprio, mas de seu interlocutor é a essência da arte de agradar. Todos sabem disso, mas todos se esquecem &#8211; Jules Goncourt</p></blockquote>
<h3>Evite minúcias desinteressantes</h3>
<p>&#8220;<em>O segredo de ser cansativo consiste em contar tudo</em>&#8220;, advertiu Voltaire 🙂 Todos nós conhecemos a pessoa que faz descrições extensas e nunca omite um fato desnecessário. &#8220;Não sei bem se foi numa sexta ou num sábado. Mas, deve ter sido por volta de dez e meia, porque eu acabava de sair da casa de meu irmão, do outro lado do parque, e depois&#8230;&#8221; Muito antes de o narrador chegar ao clímax de sua história, já estamos exaustos.</p>
<h3>Evite expressões <em>batidas</em></h3>
<p>Não deixe que o apontem como &#8220;<em>uma pessoa de poucas palavras, que as usa continuamente</em>&#8220;; algumas pessoas gastam palavras: &#8220;maravilhoso&#8221;, &#8220;com certeza&#8221;, &#8220;tá entendendo?&#8221;, &#8220;adooooro&#8221;. Fuja dessas frases estereotipadas. E não faça citações de si mesmo. São poucas as pessoas espirituosas como Bernard Shaw, que podia gracejar: &#8220;<em>Cito-me freqüentemente. Isso dá sabor à minha conversa!</em>&#8221;</p>
<h3>Fale com precisão</h3>
<p>Pare um instante para ordenar suas palavras antes de falar; não mergulhe a cabeça numa frase, esperando que acabe dando certo. Evite pular de um tópico para outro; a conversa é mais interessante quando se prolonga um assunto por muito tempo para apreciá-lo do ponto de vista de quem dá e de quem recebe. Muitos de nós somos culpados de tornar difícil a compreensão de nossas conversas com cacoetes e hesitações. Olhe de frente a pessoa com quem estiver conversando, não ponha a mão em frente da boca, nem cruze os braços. Não se deve ser necessário que lhe peçam para repetir o que disse.</p>
<h3>Faça as perguntas adequadas</h3>
<p>Os bons entrevistadores &#8211; repórteres, advogados, psiquiatras, etc. &#8211; sabem que uma pergunta bem formulada ajuda à outra pessoa a se expressar. Indica um interesse sincero por ela e pelas suas opiniões. Uma pergunta convencional, no gênero de &#8220;Como vão as coisas?&#8221; ou &#8220;Que há de novo?&#8221; não tem sentido. Por outro lado, perguntas do tipo: &#8220;Como foi que o senhor começou o seu negócio?&#8221; ou &#8220;Se tivesse de começar a vida de novo, escolheria esta cidade para morar?&#8221; indicam  objetividade e um interesse sincero. E frases educadas como &#8220;Não acha?&#8221; ou &#8220;Qual é a sua opinião?&#8221; muitas vezes mantém a própria pessoa falando e evitam que nós falemos demais.</p>
<h3>Aprenda a discordar, sem ser desagradável</h3>
<p>Muitas vezes o que mais importa não é o que se diz, mas a maneira de se dizer. Benjamim Franklin costumava observar diplomaticamente: &#8220;<em>Neste ponto eu concordo. Mas há outro em que peço licença para fazer uma restrição</em>.&#8221;</p>
<p>Uma discussão amistosa muitas vezes enriquece uma conversa, mas não comece a discutir com uma declaração indiscriminada como esta: &#8220;detesto advogados; são todos uns espertos&#8221;. Tal observação dogmática fará com que todos os grupos tomem partido com uma violência que não permite conversação educada. É importantíssimo não contradizer sumariamente pessoa alguma mesmo quando se tenha certeza de que ela está errada.</p>
<p>Use de sutileza.</p>
<h3>Evite interromper os outros</h3>
<p>Se você por vezes se ver obrigado a cortar uma conversa, sua interrupção parecerá menos descortês com uma frase amável como está: &#8220;João, você me permite acrescentar uma coisa ao que acaba de dizer?&#8221; Além de delicado, a pessoa interrompida ouvirá com mais atenção, se você usar o nome dela.</p>
<p>Se você próprio for interrompido educadamente, considere não voltar, depois, ao mesmo assunto. Procure interessar-se pela nova conversa. Se as pessoas quiserem que você volte ao que estava discutindo, elas mesmas solicitarão.</p>
<h3>Procure ser tolerante e diplomático</h3>
<p>Todos nós conversamos às vezes com pessoas que nos irritam ou aborrecem. Neste caso, procure concentrar-se no assunto em discussão. Afinal de contas, os fatos são impessoais. Se você procurar honestamente assumir uma atitude generosa e tolerante, aprenderá a conversar muito melhor. Evite quanto puder de desviar o foco da conversa, do campo das ideias, para o campo pessoal. Em vez de usar &#8220;Acho que você está equivocado&#8221;, prefira &#8220;Acho que sua/esta visão está equivocada&#8221;.</p>
<h3>Elogie</h3>
<p>Sua conversa será mais rica, se você aprender a elogiar as pessoas &#8211; desde que os elogios sejam sinceros. Demonstrar apreciação, desde que de modo autêntico, é uma forma de se conquistar. Não diga ao conferencista que acaba de ouvir, simplesmente que gostou de sua palestra. Faça comentários específicos sobre algumas coisas que ele disse ou peça-lhe para ampliar uma de suas observações, mostrando que ouviu com toda a atenção. Nossa atenção é o que de mais precioso temos a oferecer.</p>
<p><em>Autor anônimo</em></p>
<h3>Veja também</h3>
<p><a href="https://www.ronaud.com/arte-de-viver/10-pecados-mortais-contra-a-arte-de-conversar/">10 pecados mortais contra a arte de conversar</a></p>
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		<title>O que é uma boa conversa?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Ronaud Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 27 Sep 2013 02:16:45 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Comportamento]]></category>
		<category><![CDATA[Amizade]]></category>
		<category><![CDATA[Companhia]]></category>
		<category><![CDATA[Comunicação]]></category>
		<category><![CDATA[Conversas]]></category>
		<category><![CDATA[Relacionamentos]]></category>
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					<description><![CDATA[Trecho do livro A Cama na Varanda, de Regina Navarro Lins. Para o historiador inglês Theodore Zeldin, uma boa conversa é estimulante e irresistível; não é só transmitir informações ou compartilhar emoções, e tampouco apenas um modo de colocar ideias na cabeça de outras pessoas. Toda conversa é um encontro entre espíritos que possuem lembranças [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Trecho do livro <em>A Cama na Varanda</em>, de Regina Navarro Lins.</p>
<blockquote><p>Para o historiador inglês Theodore Zeldin, uma boa conversa é estimulante e irresistível; não é só transmitir informações ou compartilhar emoções, e tampouco apenas um modo de colocar ideias na cabeça de outras pessoas.</p>
<p>Toda conversa é um encontro entre espíritos que possuem lembranças e hábitos diversos. Quando os espíritos se encontram, não se limitam a trocar fatos: eles os transformam, dão-lhes nova forma, tiram deles implicações diferentes, empreendem um novo encadeamento de pensamentos.</p>
<p>“Conversar não é apenas reembaralhar as cartas: é criar novas cartas para o baralho. O aspecto da prática da conversa que mais me estimula é o fato de poder mudar os sentimentos, as ideias e a maneira como vemos o mundo, além de poder mudar até mesmo o próprio mundo.”, diz Zeldin.</p></blockquote>
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