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	<title>Respeito &#8211; RONAUD.com</title>
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	<description>Textos e Mensagens para Reflexão</description>
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		<title>Machismo ≠ Masculinidade</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Ronaud Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 07 Feb 2016 05:17:31 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[Homens]]></category>
		<category><![CDATA[Machismo]]></category>
		<category><![CDATA[Mulheres]]></category>
		<category><![CDATA[Preguiça]]></category>
		<category><![CDATA[Respeito]]></category>
		<category><![CDATA[Seja homem]]></category>
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					<description><![CDATA[Um comentário sobre como os valores masculinos têm sido abandonados por homens ao terem algumas de suas atitudes confundidas com machismo.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O <a href="https://www.ronaud.com/tag/feminismo/">feminismo</a> tem sido um movimento muito forte desde já algumas décadas.</p>
<p>E como todo movimento, depois que consegue o que quer, acaba descambando para os exageros. <a href="https://www.ronaud.com/sociedade/a-delicadeza-feminazi/">É o que faz algumas feministas verdadeiras misândricas</a>, isto é, pessoas que em vez de atacar atitudes machistas, acabam atacando &#8211; e odiando &#8211; os homens em si.</p>
<p>O feminismo, assim como o comunismo, seriam perfeitos num mundo perfeito. Neste mundo perfeito, só existiriam pessoas generosas, altruístas, cordiais, gentis e respeitosas umas com as outras.</p>
<p>Mas este mundo não existe. Aceitemos, pois.</p>
<p>Então, o que acontece? Devido à influência feminista, existe hoje toda uma geração de homens frouxos, bundas-mole, preguiçosos e covardes.</p>
<p><iframe src="//www.youtube.com/embed/yrgNBrCMx6Y" width="640" height="360" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
<p>Quem está dizendo isso não sou eu, embora <a href="https://www.ronaud.com/arte-de-viver/a-maior-falha-que-um-homem-pode-cometer/">já observasse isso há tempos</a>. Quem afirma isso é a jornalista dinamarquesa Iben Thranholm, que explica no vídeo acima que a sociedade europeia carece de poder masculino para defender a própria cultura, e que por isso as mulheres estão ameaçadas pelo perigo do <em>islã</em>.</p>
<p>Como se sabe, a Europa tem sido invadida por refugiados islâmicos, para quem as mulheres são vistas como um ser inferior. Como era de se esperar, tem havido alguns ataques desses imigrantes à mulheres europeias.</p>
<p>E como os europeus reagem? Com uma manifestação onde usam&#8230; saias.</p>
<p><em>Sério mesmo que os jihadistas vão se conscientizar, dessa forma.</em></p>
<p>Dica: Não vão.</p>
<p>Os russos sabem que usar saia nunca será um meio efetivo de convencer islâmicos a respeitarem mulheres:</p>
<div class="post-header">
<blockquote>
<h4>Dezenas de refugiados são espancados ao tentar estuprar mulheres na Rússia</h4>
</blockquote>
</div>
<div class="post-entry">
<div class="post-entry-text">
<blockquote><p>Um grupo de 51 refugiados <a href="http://dailycaller.com/2016/02/04/refugees-go-clubbing-in-russia-harass-girls-wake-up-in-hospital-the-next-morning/" target="_blank" rel="noopener">foi surrado por uma multidão de nativos</a> em Murmansk, na Rússia, após tentarem estuprar mulheres dentro de um clube, nesse sábado. O resultado foi exatamente o esperado: vários refugiados islâmicos terminaram no hospital e 33 foram presos.</p>
<p>O detalhe irônico (se não fosse trágico) é que os refugiados em questão haviam sido banidos da Noruega por questões de comportamento. Tentaram a sorte na Rússia. Só que na terra da vodka há menos tolerância com a violência sexual praticada por refugiados islâmicos contra mulheres.</p>
<p>Fonte (o site foi removido)</p></blockquote>
<h3>Machismo não, masculinidade sempre</h3>
<p>O vídeo abaixo é bastante hilário, e antigo.</p>
<p>Para feministas, o verdadeiro horror, algo sexista.</p>
<p>Mas dada a atual realidade mundial, na qual estamos suscetíveis a conviver com um grupo étnico cujos valores são bastante retrógrados e violentos, quem sabe este vídeo seja uma boa sugestão de como homens devem se portar:</p>
</div>
</div>
<p><iframe src="//www.youtube.com/embed/xGItoKaX0BM" width="480" height="360" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
<p>Basicamente&#8230; como Homens.</p>
<p>&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
					
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		<title>Fabíola e nossas pedradas digitais</title>
		<link>https://www.ronaud.com/sociedade/fabiola-e-nossas-pedradas-digitais/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Ronaud Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 19 Dec 2015 21:59:14 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[Feminismo]]></category>
		<category><![CDATA[Machismo]]></category>
		<category><![CDATA[Moral]]></category>
		<category><![CDATA[Moralismo]]></category>
		<category><![CDATA[Mulheres]]></category>
		<category><![CDATA[Relacionamentos]]></category>
		<category><![CDATA[Respeito]]></category>
		<category><![CDATA[Traição]]></category>
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					<description><![CDATA[Algumas opiniões e comentários particulares sobre o caso envolvendo Fabíola Barros e o profundo moralismo do qual ela tem sido vítima.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Você já deve estar por dentro do escândalo da vida privada da semana, claro:</p>
<p>&#8211; O ridículo (em muitos níveis) vídeo de um marido pegando a mulher num motel com outro, no flagrante.</p>
<p>Me recuso a <em>linkar</em> o vídeo aqui para não dar mais força pra algo que já é deplorável.</p>
<p>Mas um caso desse me gera tantas reflexões, que resolvi vir aqui e expô-las.</p>
<p><strong>1 &#8211; </strong>Casos assim se resolve com discrição. Roupa suja se lava em casa, certo? Há familiares e filhos envolvidos. Se ela não pensou neles quando traiu, o marido também não pensou ao pedir para um amigo filmar tudo e jogar na internet. Esse marido traído agiu da pior forma possível e <a href="https://www.ronaud.com/amor/mulheres-e-traicao/">a reação muito emocional e violenta dele mostra exatamente porque foi traído</a>. <a href="https://www.ronaud.com/autoestima/como-sair-da-friendzone/">Mulheres gostam de homens <em>fortes</em> e centrados, não de <em>crianções</em> instáveis</a>.</p>
<p><strong>2 &#8211;</strong> Aliás, já devo dizer que o &#8220;amigo&#8221; que filmou tudo e jogou na internet é um canalha, desgraçado e moralista e que sinto repugnância por tudo que ele fez, disse e representa, e sinto desgosto por um ser assim existir.</p>
<p>Seguimos&#8230;</p>
<p><strong>3 &#8211;</strong> Um tal de Ribs fez uma tirinha perfeita para o momento, representando visualmente uma passagem do Evangelho sobre a mesmíssima situação, a qual muita gente lembrou diante do caso, e que eu, lembrei muito especialmente. É esta:</p>
<div id="attachment_20152" style="width: 680px" class="wp-caption aligncenter"><img fetchpriority="high" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-20152" class="wp-image-20152" src="https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2015/12/jesus-e-fabiola.jpg" alt="Dias muito loucos os nossos" width="670" height="503" srcset="https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2015/12/jesus-e-fabiola.jpg 960w, https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2015/12/jesus-e-fabiola-300x225.jpg 300w" sizes="(max-width: 670px) 100vw, 670px" /><p id="caption-attachment-20152" class="wp-caption-text">Dias muito loucos os nossos</p></div>
<p><a href="https://www.facebook.com/matheusribsoficial/photos/a.234425240049820.1073741827.234420740050270/544340515724956/?type=3&amp;fref=nf" rel="nofollow">Fonte</a></p>
<p>A ilustração se refere a esta conhecida passagem bíblica:</p>
<blockquote><p>3 &#8211; Os mestres da lei e os fariseus trouxeram-lhe uma mulher surpreendida em adultério. Fizeram-na ficar em pé diante de todos<br />
4 &#8211; e disseram a Jesus: &#8220;Mestre, esta mulher foi surpreendida em ato de adultério.<br />
5 &#8211; Na Lei, Moisés nos ordena apedrejar tais mulheres. E o senhor, que diz? &#8221;<br />
6 &#8211; Eles estavam usando essa pergunta como armadilha, a fim de terem uma base para acusá-lo. Mas Jesus inclinou-se e começou a escrever no chão com o dedo.<br />
7 &#8211; Visto que continuavam a interrogá-lo, ele se levantou e lhes disse: &#8220;Se algum de vocês estiver sem pecado, seja o primeiro a atirar pedra nela&#8221;.<br />
8 &#8211; Inclinou-se novamente e continuou escrevendo no chão.</p></blockquote>
<p><strong>4 &#8211;</strong> As pessoas estão tão dispostas a atirar pedras nos outros, condenando os erros alheios, que não refletem sobre a situação. Observe o comentário de uma tal Gabriela que deve aparecer para você em destaque <a href="https://www.facebook.com/quebrandootabu/posts/1010013795721674?comment_id=1010017605721293&amp;comment_tracking=%7B%22tn%22%3A%22R9%22%7D" target="_blank" rel="nofollow noopener noreferrer">neste post</a> da página <em>Quebrando o Tabu</em> (Atualização: Ela excluiu o próprio comentário). Na visão (curta) dela, quem fica condoído pela Fabíola, estaria <strong><em>defendendo</em> </strong>o ato dela. Ali mesmo eu respondi:</p>
<blockquote><p>Defender? Quem é que está defendendo? A fala de Jesus é sobre não julgar, não condenar, olhar para os próprios erros. Ele não defendeu os atos dela. Se me lembro bem ele até disse: Vá e não peque mais.</p></blockquote>
<p><strong>5 &#8211;</strong> A traição é um ato reprovável, eu sei. Mas assim como o aborto ou o uso de drogas, é reprovável mas acontece aos montes, por gente que <em>a gente</em> nem sonha. Então, né, que sejamos um pouquinho menos provincianos, menos escandalizados e mais pragmáticos.</p>
<p><strong>6 &#8211;</strong> <em>Eu devo ter sido queimado vivo ou condenado à morte numa vida passada</em> por questões de moral, porque se é algo que me deixa furioso nessa vida é esse tal de moralismo. O ser moralista é um ser desprezível, que mal dá conta da própria vida, mas sabe exatamente como a vida alheia deveria ser; que condena veementemente aquilo que ele mesmo faz escondido, o hipócrita; ou que condena aquilo que gostaria de fazer e não tem coragem, o <a href="https://www.ronaud.com/arte-de-viver/ressentimento-ou-eu-e-que-sei-como-as-coisas-deviam-ser/">recalcado</a>.</p>
<p>EU. ODEIO. MORALISMO.</p>
<p><strong>7 &#8211;</strong> Como se vê &#8211; e já se sabia &#8211; as mulheres são as que mais sofrem com o julgamento moral. Aqui entramos para a questão do machismo. Eu tenho muita reserva em relação ao <a href="https://www.ronaud.com/sociedade/a-delicadeza-feminazi/">movimento feminista</a>, mas nessas horas nós vemos o quanto ele é necessário.</p>
<p>As mulheres não são respeitadas devidamente, na sociedade. Vou compartilhar minha postura em relação a isso, que me é natural desde sempre, e que ilustra bem os primeiros passos para nos postarmos diante de uma mulher considerando sua dignidade, ainda que tenha cometido erros bastante condenáveis:</p>
<p>Como qualquer um, já tive minhas muitas indisposições com mulheres na vida, inclusive com mulheres que trabalham na noite (devido ao aluguel de uma sala comercial de minha propriedade), e indisposições bem sérias. Mesmo assim, eu NUNCA me referi, e sequer pensei nelas usando algum adjetivo o qual eu não pudesse usar caso fossem homens, no caso: <em>puta</em>, <em>vagabunda</em>, <em>vadia</em>. Eu simplesmente não consigo pensar em qualquer mulher nesses termos.</p>
<p>No caso da Fabíola, voltando à metáfora de Jesus, toda vez que você a chama de <em>puta</em>, <em>vagabunda</em> ou <em>vadia</em>, está atirando uma pedra nela.</p>
<p><strong>8 &#8211;</strong> Ainda sobre o item 7, vale <a href="https://www.ronaud.com/sociedade/o-origem-do-machismo/">relembrar</a>.</p>
<p>Hugh Hefner, um dos homens que mais <em>entende de mulher</em> nesse mundo, ensina como lidar com mulheres:</p>
<div id="attachment_12781" style="width: 410px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2012/12/conselho-de-hugh-hefner.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-12781" class="size-full wp-image-12781" src="https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2012/12/conselho-de-hugh-hefner.jpg" alt="O idiota pergunta ao fundador da Playboy: &quot;Como você tem tantas vadias?&quot;. E Hugh responde: &quot;Tenho muitas namoradas porque não as chamo de vadias. Um pouco de respeito pode te levar longe&quot;." width="400" height="342" srcset="https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2012/12/conselho-de-hugh-hefner.jpg 400w, https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2012/12/conselho-de-hugh-hefner-300x256.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 400px) 100vw, 400px" /></a><p id="caption-attachment-12781" class="wp-caption-text">Aprendam</p></div>
<p>O idiota pergunta a ninguém menos que o fundador da Playboy:</p>
<blockquote><p>&#8220;Como você consegue tantas vadias, Hugh?&#8221;</p></blockquote>
<p>E Hugh responde:</p>
<blockquote><p>&#8220;Tenho muitas namoradas porque não as chamo de vadias, Jroe. Um pouco de respeito pode te levar longe&#8221;.</p></blockquote>
<p>***</p>
<p>Certo?</p>
<p>Certo.</p>
<p>Então <em>tá</em> certo!</p>
<div id="attachment_20165" style="width: 310px" class="wp-caption alignright"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-20165" class="wp-image-20165" src="https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2015/12/juiz-de-facebook.jpg" alt="Culpado, culpado, culpado" width="300" height="300" srcset="https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2015/12/juiz-de-facebook.jpg 700w, https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2015/12/juiz-de-facebook-150x150.jpg 150w, https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2015/12/juiz-de-facebook-300x300.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px" /><p id="caption-attachment-20165" class="wp-caption-text">Culpado, culpado, culpado</p></div>
<p><strong>9 &#8211;</strong> Hoje as <em>pedradas moralistas</em> são digitais, e promovem um linchamento moral da mulher. É como uma meia morte. Eu não sei o que será da vida dela daqui pra frente, nem as das muitas mulheres cujos vídeos íntimos foram parar na rede, mas sei que há 100 anos, elas seriam expulsas de casa ou assassinadas. Há 600 anos, elas seriam queimadas vidas ou decapitadas (<a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Ana_Bolena">Ana Bolena</a> manda lembranças). E há 2000 anos, as mulheres eram de fato linchadas sob apedrejamento.</p>
<h3>Moral sim, moralismo não</h3>
<p>O moralismo é um assassino virtual, ele não existe, mas age através do comportamento de manada que domina as multidões. Já matou muito, hoje assassina a dignidade das pessoas que já estão caídas no chão, tropeçadas em suas próprias fraquezas. Não sejamos nós os acusadores de quem já terá a vergonha de ter errado como companheira pelo resto da vida.</p>
<p>Devido a esse ódio que sinto do moralismo social com o qual convivemos diariamente, já fui muito contra a própria moral, em si. Hoje compreendo diferente. <a href="https://www.ronaud.com/arte-de-viver/moral-e-bons-costumes/">A moral é necessária</a> num mundo onde a depravação e a bizarrice pode facilmente tomar conta do comportamento das massas. Mas <a href="https://www.ronaud.com/espiritualidade/universo-moral/">é necessária como balizadora</a>, não como uma condenadora.</p>
<p><a href="https://www.ronaud.com/espiritualidade/fazer-o-que-e-certo/">Quanto mais moral o sujeito</a>, mais ele vai compreender, tolerar, acolher, orientar e reconduzir o individuo imoral à convivência social. Quanto menos moral, mais ele vai apontar o dedo, acusar e condenar. E contra isso, mesmo sendo alguém de pouco poder, e de pouca oratória, eu jamais deixarei de me opor.</p>
<p>Que possamos viver, e deixar viver.</p>
<h3>Outros textos sobre o assunto</h3>
<p><a href="http://www.revistaforum.com.br/osentendidos/2015/12/18/carta-fabiola/" target="_blank" rel="nofollow noopener noreferrer">Carta à Fabíola &#8211; Revista Forum</a></p>
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			</item>
		<item>
		<title>Pais e filhas</title>
		<link>https://www.ronaud.com/arte-de-viver/pais-e-filhas/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Ronaud Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 06 Sep 2015 17:39:57 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Comportamento]]></category>
		<category><![CDATA[Cuidados]]></category>
		<category><![CDATA[Educação]]></category>
		<category><![CDATA[Família]]></category>
		<category><![CDATA[Filhos]]></category>
		<category><![CDATA[Pais]]></category>
		<category><![CDATA[Respeito]]></category>
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					<description><![CDATA[O ator e apresentador, Marcos Mion, publicou em seu instagram uma foto sua com sua filha e escreveu um texto inspirador para todos os papais de meninas. Achei uma bela postura.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_19309" style="width: 310px" class="wp-caption alignright"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-19309" class="wp-image-19309 size-medium" src="https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2015/09/marcos-mion-filha-e1441561036282-300x272.jpg" alt="Assim que se faz" width="300" height="272" srcset="https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2015/09/marcos-mion-filha-e1441561036282-300x272.jpg 300w, https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2015/09/marcos-mion-filha-e1441561036282.jpg 448w" sizes="auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px" /><p id="caption-attachment-19309" class="wp-caption-text">Assim que se faz</p></div>
<p>O ator e apresentador, Marcos Mion, publicou em seu instagram uma foto sua com sua filha e escreveu um texto inspirador para todos os papais de meninas. Achei uma bela postura:</p>
<blockquote><p>&#8220;Hoje foi dia de levar minha princesa pra passear. Só nós dois&#8230;</p>
<p>Uma coisa que faço questão e sugiro para todos pais de meninas fazerem é sempre reservar um tempo exclusivo pra ela.</p>
<p>E nesses passeios, a trato como uma verdadeira princesa! Abro a porta do carro, ando de mãos dadas, elogio, encho de mimos, dou 100% de atenção para que ela tenha registrado em si como é um homem educado, amoroso, gentil, e como uma mulher deve ser tratada. Assim, quando crescer, ela terá essa referência para não aceitar nada além de respeito, amor e dedicação.&#8221;</p></blockquote>
]]></content:encoded>
					
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			</item>
		<item>
		<title>Turismo em Santa Catarina &#8211; Vale a pena?</title>
		<link>https://www.ronaud.com/sociedade/turismo-em-santa-catarina/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Ronaud Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 30 Dec 2014 12:46:32 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[Civilidade]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica]]></category>
		<category><![CDATA[Falta de Educação]]></category>
		<category><![CDATA[Praia]]></category>
		<category><![CDATA[Respeito]]></category>
		<category><![CDATA[Sossego]]></category>
		<category><![CDATA[Turismo]]></category>
		<category><![CDATA[Viagens]]></category>
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					<description><![CDATA[De modo geral, nós que residimos em cidades turísticas, entendemos a importância do turismo para a economia da região e tendemos a vê-lo com bons olhos. Mas de uns anos pra cá, esse excesso de turistas tem me dado um certo receio.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Santa Catarina possui algumas das mais belas e sofisticadas cidades praianas do litoral brasileiro. Mas tanta beleza acaba sendo motivo de problemas e estresses a cada temporada de verão. Para moradores e para os bons turistas.</p>
<p>Aqui me refiro às principais cidades turísticas do litoral catarinense, mas acredito que os litorais de todo o brasil sofrem o mesmo despreparo para receber os turistas de fim de ano.</p>
<h3>Cidades turísticas?</h3>
<p>De modo geral, nós que residimos em cidades turísticas, entendemos a importância do turismo para a economia da região e tendemos a vê-lo com bons olhos. Meu pai já dizia que <em>quem quisesse sossego, que fosse morar no meio do mato</em>.</p>
<p>Mas de uns anos pra cá, esse <em>EXCESSO</em> de <em>turistas</em> tem me dado um certo receio. <a title="#medo" href="https://www.ronaud.com/sociedade/turistas/">A mera proximidade do Natal já angustia</a>, e tenho certeza que não sou o único.</p>
<blockquote><p><span style="color: #141823;">É preciso fazer uma reflexão. O turismo e os turistas que chegam a Florianópolis causam uma agonia. A invasão das praias mostra um retrato do Brasil popular, mas sem nenhuma delicadeza. Me sinto encurralado pelos hábitos de mal gosto de grande parcela dos turistas que acham que som alto à beira mar e lixo jogado em todo canto fazem parte do relax das férias. Não compreendo essa identidade do brasileiro do quanto mais bagunçado melhor. Tudo pode em nome da liberdade individual e do politicamente correto. E não bastasse o comportamento dos que chegam de fora, os locais acabam cooperando, liberando seus instintos, juntando-se à bagunça geral. E os preços então? uma explosão numérica sem limites. Mas enfim, deve ser essa a tão sonhada identidade brasileira. <a href="https://www.facebook.com/anselmo.prada.9/posts/855527344509436?pnref=story">Anselmo Prata</a></span></p></blockquote>
<p>Moro em Itapema, a segunda cidade mais procurada por turistas no litoral catarinense, perdendo apenas para Balneário Camboriú. Aqui também é assim. Me sinto acuado, evito sair, e quando saio, não encontro onde estacionar, enfrento filas, zoeira nas ruas, não encontro lugares nos bares ou cafés agora lotados, fica difícil caminhar nas calçadas em meio a tanta gente caminhando a esmo, procurando não sabem exatamente o quê.</p>
<p><strong>São turistas demais para cidades pequenas demais</strong>, que <em>incham</em> de gente, já que por mais que se programem e se digam receptivas e turísticas, nunca estão preparadas o suficiente. <a title="Já comentei sobre isso aqui, uma vez" href="https://www.ronaud.com/lugares/porto-belo-e-bombinhas-natureza-paradisiaca-organizacao-infernal/">O trânsito</a>, falta de água e quedas de energia constantes comprovam.</p>
<h3>O problema do mundo são as pessoas</h3>
<blockquote><p>São Paulo vazia é uma das melhores cidades do mundo. &#8211; Fernando Gouveia em 29/12</p></blockquote>
<p>E vale ainda comentar, como fez Anselmo Prata, que muitos turistas vem para cá, mas esquecem de trazer na bagagem um <em>itenzinho</em> que faz toda a diferença, para quem vem, e para quem já está aqui:</p>
<p><strong>A educação!</strong></p>
<div id="attachment_16944" style="width: 310px" class="wp-caption alignright"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-16944" class="size-medium wp-image-16944" src="https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2014/12/ferias-divertidas-300x156.jpg" alt="Super divertidas, minhas férias" width="300" height="156" srcset="https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2014/12/ferias-divertidas-300x156.jpg 300w, https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2014/12/ferias-divertidas.jpg 487w" sizes="auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px" /><p id="caption-attachment-16944" class="wp-caption-text">Super divertidas, minhas férias</p></div>
<p>Na virada de ano de 2012/2013 passei em Urubici, na serra catarinense. Foi um fim de ano para mim atípico, incrivelmente tranquilo, até um tanto surreal, porque à meia noite do dia 31 não ouvi UM fogo de artifício.</p>
<p>Por esses dias pós-natal, em meio à muvuca que está <em>esta Itapema</em>, pela primeira vez me questionei: &#8220;O que é que eu queria, vindo morar aqui, se nem praia eu curto mais?&#8221;. Minha conclusão foi que sempre que puder, vou fazer isso, andar no contra-fluxo dessa horda de gente desesperada que vem extravasar os estresses de um ano inteiro como se aqui fosse terra de ninguém.</p>
<h3>Sugestão de amigo</h3>
<p>Minha recomendação para quem for de fora e vem conversar comigo sobre o turismo na região é taxativa:</p>
<p><strong>NÃO VENHA!</strong></p>
<p>Se estiver procurando por <em>SOSSEGO</em> e se não quiser se incomodar com trânsito, falta de água, quedas de luz, excesso de gente, de preços caros e de barulho, não venha, especialmente para Balneário Camboriú, Itapema, <a href="https://www.ronaud.com/lugares/porto-belo-e-bombinhas-natureza-paradisiaca-organizacao-infernal/">Bombinhas</a> e Florianópolis. O trânsito de Porto Belo, para se chegar ou sair de Bombinhas é o que há de pior &#8211; entre as 10h e 19h você simplesmente não anda &#8211; e leva-se até 7 horas para se chegar de Bombinhas até a BR 101, o que em dias normais de inverno se faz em 40 minutos.</p>
<p>Se quiser vir, o litoral catarinense é amplo e oferece muitos outros lugares igualmente bonitos e menos procurados. Se vier, em relação ao trânsito, programe-se para se deslocar entre a manhã até as 9h e a noite a partir das 20h.</p>
<p>Mesmo assim, pense bem. Sugiro que poupe-se! Porque a não ser que você seja jovem (de espírito) e esteja atrás de agito e badalação, por aqui você só vai se estressar e se incomodar. O verdadeiro descanso está em nossa casa, com as grandes cidades vazias, ou ainda, se quiser viajar, na serra ou no interior.</p>
<p>Isso vale principalmente para o período entre natal e a virada de ano e depois, durante o carnaval. Embora não seja tão simples, por questões de férias, a melhor época para vir para <a href="http://www.praiassantacatarina.com.br/">Santa Catarina</a> é DEPOIS do carnaval. O mês de março e comecinho de abril ainda são bem quentes, e com <em>metade de gente</em> por metro quadrado, fica muito mais gostoso de curtir.</p>
<p>Veja também: <a href="https://www.ronaud.com/bom-senso/o-que-eu-quero-sossego/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">O que eu quero? Sossego</a></p>
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		<title>Não tomarás o nome do Senhor teu Deus em vão</title>
		<link>https://www.ronaud.com/espiritualidade/nao-tomaras-o-nome-do-senhor-teu-deus-em-vao/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Ronaud Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 15 Oct 2014 01:05:10 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Espiritualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Ação]]></category>
		<category><![CDATA[Acomodação]]></category>
		<category><![CDATA[Atitude positiva]]></category>
		<category><![CDATA[Conforto]]></category>
		<category><![CDATA[Coragem]]></category>
		<category><![CDATA[Cristianismo]]></category>
		<category><![CDATA[Igreja Católica]]></category>
		<category><![CDATA[Iniciativa]]></category>
		<category><![CDATA[Renovando atitudes]]></category>
		<category><![CDATA[Respeito]]></category>
		<category><![CDATA[Zona de conforto]]></category>
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					<description><![CDATA[O terceiro mandamento bíblico sempre me soou o mais inusitado. De uns tempos pra cá, encontrei nele uma interpretação muito mais pragmática do que o mero respeito a uma entidade espiritual. Veja se você concorda comigo.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="color: #141823;">O terceiro mandamento bíblico diz: </span></p>
<blockquote><p><span style="color: #141823;">Não tomarás o nome do Senhor teu Deus em vão: porque o Senhor não terá por inocente o que tomar o Seu nome em vão” Êxodo 20:7</span></p></blockquote>
<p><span style="color: #141823;">Desde minha infância, quando comecei a aprender essas coisas, achava esse mandamento o mais inusitado, porque me soava muito supérfluo. Ora, não matar, ou não dizer falso testemunho, ou não roubar, são orientações muito mais objetivas,</span><span class="text_exposed_show" style="color: #141823;"> evidentes e necessárias. Por que Deus se importaria tanto em chamá-lo? Estaria sem paciência? Que mal haveria em chamar por Ele em vão?</span></p>
<p>Pois bem! A interpretação mais comum deste testamento se resume ao respeito. É um mandamento que diz que devemos respeitar o nome e a santa atenção do criador. Jusqu&#8217;ici tout va bien!</p>
<p>Mas há outra interpretação que me soa muito mais lógica e tão especialmente necessária quanto não matar ou não roubar. Eu diria que este mandamento nos orienta a não clamarmos por Deus pedindo por milagres para a realização de coisas que nós mesmos podemos fazer.</p>
<p>Para mim, é muito mais um mandamento sobre atitude e coragem (porque a fé, sem obras, é morta), do que sobre respeito.</p>
<p>Se eu fosse traduzir esse mandamento para um vocabulário atual (e catarinense), ficaria mais ou menos assim:</p>
<blockquote><p>Coisa mais quirida do Pai, pára de ficar Me enchendo o saco por causa dessas suas picuinhas. Te vira, meu filho amado!</p></blockquote>
<div id="attachment_15774" style="width: 680px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-15774" class="wp-image-15774" src="https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2014/09/coragem.jpg" alt="Aja!" width="670" srcset="https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2014/09/coragem.jpg 689w, https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2014/09/coragem-300x195.jpg 300w" sizes="(max-width: 689px) 100vw, 689px" /><p id="caption-attachment-15774" class="wp-caption-text">Aja!</p></div>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Homens, homofobia e insegurança sexual</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Ronaud Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 26 Oct 2013 19:56:37 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Comportamento]]></category>
		<category><![CDATA[Homossexualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Preconceito]]></category>
		<category><![CDATA[Respeito]]></category>
		<category><![CDATA[Sexo]]></category>
		<category><![CDATA[Sexualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Silêncio]]></category>
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					<description><![CDATA[Uma das atitudes mais nobres e menos praticadas por nós é não comentar sobre os defeitos alheios, em especial, porque o que vemos como defeito, pode não ser defeito. ]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Ainda hoje, mesmo que esporadicamente, costumo me referir ao que vejo como &#8220;frescuras&#8221;, como algo <em>gay</em>.</p>
<p>Mas nunca fui de ressaltar os aspectos afeminados e o próprio comportamento de gays e homossexuais de modo vil, como se eu fosse muito superior por ser hétero.</p>
<p>Reparo, sim, pois há uma certa incoerência entre o que se vê e o agir do indivíduo, embora cada vez mais procure não manifestar qualquer estranhamento e, se entrar em contato com o sujeito, tento agir <em>normalmente</em>, e também não comentar depois.</p>
<p>Uma das atitudes mais nobres e menos praticadas por nós é não comentar sobre os <em>defeitos</em> alheios, primeiramente, porque apontamos o defeito no outro para ocultar o nosso e, com isso, parecermos superiores, mas em especial, porque o que vemos como &#8220;defeito&#8221;, pode não ser defeito. Talvez, isso sim, seja a nossa mentalidade que esteja defeituosa.</p>
<p>Morgan Freeman explica melhor que eu:</p>
<div style="margin: 25px auto; width: 640px;"><iframe loading="lazy" src="//www.youtube.com/embed/J6SCXbl6BEk" width="640" height="480" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></div>
<p>Enfim, é uma questão de reeducação da nossa parte.</p>
<p>Mas não vejo com bons olhos <em>pisar</em> em quem já vive pisoteado por não ser o que os outros esperam que ele seja.</p>
<p><a title="Preconceito, mais letal que veneno" href="https://www.ronaud.com/arte-de-viver/preconceito-mata/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Só Deus sabe o drama que vive o sujeito</a> que se encontra num corpo que não se conforma  com sua mentalidade.</p>
<p>Então hoje, encontrei <a href="https://mobile.twitter.com/reginanavarro/status/394087423489376256" target="_blank" rel="noopener noreferrer">este tweet</a> de Regina Navarro, onde ela afirma:</p>
<blockquote><p>&#8220;Homens seguros de sua orientação heterossexual, sem necessidade de perseguir o ideal masculino, não costumam apresentar reação homofóbica.&#8221;</p></blockquote>
<p>E fiquei refletindo:</p>
<p>Se for assim, 90% dos meus amigos e conhecidos revelam alguma insegurança a respeito de sua heterossexualidade.</p>
<p>o.O</p>
<p>Até nisso o silêncio se sai como a melhor escolha.</p>
<p><a title="Por que quem desdenha, quer comprar" href="https://www.ronaud.com/vida/quem-desdenha-quer-comprar/">Para não revelar mais de si do que gostaria, não comente</a>.</p>
<p>😉</p>
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		<title>Dicas para conversar melhor</title>
		<link>https://www.ronaud.com/arte-de-viver/dicas-para-conversar-melhor/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Ronaud Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 18 Oct 2013 03:58:26 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Comportamento]]></category>
		<category><![CDATA[Atenção]]></category>
		<category><![CDATA[Comunicação]]></category>
		<category><![CDATA[Conversas]]></category>
		<category><![CDATA[Educação]]></category>
		<category><![CDATA[Inteligência social]]></category>
		<category><![CDATA[Relacionamentos]]></category>
		<category><![CDATA[Respeito]]></category>
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					<description><![CDATA[Ouça com atenção Muitas vezes nos concentramos tanto no que queremos dizer que não ouvimos realmente o que a outra pessoa está dizendo. Se você ouvir atenciosamente aos outros, eles prestarão mais atenção quando chegar a sua vez de falar. Fale sobre coisas que interessam a outra pessoa Diz um psicólogo: &#8220;O encanto da conversa [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<h3>Ouça com atenção</h3>
<p>Muitas vezes nos concentramos tanto no que queremos dizer que não ouvimos realmente o que a outra pessoa está dizendo. Se você ouvir atenciosamente aos outros, eles prestarão mais atenção quando chegar a sua vez de falar.</p>
<h3>Fale sobre coisas que interessam a outra pessoa</h3>
<p>Diz um psicólogo: &#8220;<em>O encanto da conversa consiste menos em demonstrar o próprio espírito do que em abrir caminho para que o outro sujeito demonstre o seu</em>&#8220;. Quando se estimula o outro a falar sobre seus assuntos prediletos nunca há razão para preocupar-se com silêncios constrangedores, e geralmente se fica tão absorvido que não há tempo para acanhamento&#8230; que é o maior obstáculo para uma conversa espontânea.</p>
<blockquote><p>Não falar de si próprio, mas de seu interlocutor é a essência da arte de agradar. Todos sabem disso, mas todos se esquecem &#8211; Jules Goncourt</p></blockquote>
<h3>Evite minúcias desinteressantes</h3>
<p>&#8220;<em>O segredo de ser cansativo consiste em contar tudo</em>&#8220;, advertiu Voltaire 🙂 Todos nós conhecemos a pessoa que faz descrições extensas e nunca omite um fato desnecessário. &#8220;Não sei bem se foi numa sexta ou num sábado. Mas, deve ter sido por volta de dez e meia, porque eu acabava de sair da casa de meu irmão, do outro lado do parque, e depois&#8230;&#8221; Muito antes de o narrador chegar ao clímax de sua história, já estamos exaustos.</p>
<h3>Evite expressões <em>batidas</em></h3>
<p>Não deixe que o apontem como &#8220;<em>uma pessoa de poucas palavras, que as usa continuamente</em>&#8220;; algumas pessoas gastam palavras: &#8220;maravilhoso&#8221;, &#8220;com certeza&#8221;, &#8220;tá entendendo?&#8221;, &#8220;adooooro&#8221;. Fuja dessas frases estereotipadas. E não faça citações de si mesmo. São poucas as pessoas espirituosas como Bernard Shaw, que podia gracejar: &#8220;<em>Cito-me freqüentemente. Isso dá sabor à minha conversa!</em>&#8221;</p>
<h3>Fale com precisão</h3>
<p>Pare um instante para ordenar suas palavras antes de falar; não mergulhe a cabeça numa frase, esperando que acabe dando certo. Evite pular de um tópico para outro; a conversa é mais interessante quando se prolonga um assunto por muito tempo para apreciá-lo do ponto de vista de quem dá e de quem recebe. Muitos de nós somos culpados de tornar difícil a compreensão de nossas conversas com cacoetes e hesitações. Olhe de frente a pessoa com quem estiver conversando, não ponha a mão em frente da boca, nem cruze os braços. Não se deve ser necessário que lhe peçam para repetir o que disse.</p>
<h3>Faça as perguntas adequadas</h3>
<p>Os bons entrevistadores &#8211; repórteres, advogados, psiquiatras, etc. &#8211; sabem que uma pergunta bem formulada ajuda à outra pessoa a se expressar. Indica um interesse sincero por ela e pelas suas opiniões. Uma pergunta convencional, no gênero de &#8220;Como vão as coisas?&#8221; ou &#8220;Que há de novo?&#8221; não tem sentido. Por outro lado, perguntas do tipo: &#8220;Como foi que o senhor começou o seu negócio?&#8221; ou &#8220;Se tivesse de começar a vida de novo, escolheria esta cidade para morar?&#8221; indicam  objetividade e um interesse sincero. E frases educadas como &#8220;Não acha?&#8221; ou &#8220;Qual é a sua opinião?&#8221; muitas vezes mantém a própria pessoa falando e evitam que nós falemos demais.</p>
<h3>Aprenda a discordar, sem ser desagradável</h3>
<p>Muitas vezes o que mais importa não é o que se diz, mas a maneira de se dizer. Benjamim Franklin costumava observar diplomaticamente: &#8220;<em>Neste ponto eu concordo. Mas há outro em que peço licença para fazer uma restrição</em>.&#8221;</p>
<p>Uma discussão amistosa muitas vezes enriquece uma conversa, mas não comece a discutir com uma declaração indiscriminada como esta: &#8220;detesto advogados; são todos uns espertos&#8221;. Tal observação dogmática fará com que todos os grupos tomem partido com uma violência que não permite conversação educada. É importantíssimo não contradizer sumariamente pessoa alguma mesmo quando se tenha certeza de que ela está errada.</p>
<p>Use de sutileza.</p>
<h3>Evite interromper os outros</h3>
<p>Se você por vezes se ver obrigado a cortar uma conversa, sua interrupção parecerá menos descortês com uma frase amável como está: &#8220;João, você me permite acrescentar uma coisa ao que acaba de dizer?&#8221; Além de delicado, a pessoa interrompida ouvirá com mais atenção, se você usar o nome dela.</p>
<p>Se você próprio for interrompido educadamente, considere não voltar, depois, ao mesmo assunto. Procure interessar-se pela nova conversa. Se as pessoas quiserem que você volte ao que estava discutindo, elas mesmas solicitarão.</p>
<h3>Procure ser tolerante e diplomático</h3>
<p>Todos nós conversamos às vezes com pessoas que nos irritam ou aborrecem. Neste caso, procure concentrar-se no assunto em discussão. Afinal de contas, os fatos são impessoais. Se você procurar honestamente assumir uma atitude generosa e tolerante, aprenderá a conversar muito melhor. Evite quanto puder de desviar o foco da conversa, do campo das ideias, para o campo pessoal. Em vez de usar &#8220;Acho que você está equivocado&#8221;, prefira &#8220;Acho que sua/esta visão está equivocada&#8221;.</p>
<h3>Elogie</h3>
<p>Sua conversa será mais rica, se você aprender a elogiar as pessoas &#8211; desde que os elogios sejam sinceros. Demonstrar apreciação, desde que de modo autêntico, é uma forma de se conquistar. Não diga ao conferencista que acaba de ouvir, simplesmente que gostou de sua palestra. Faça comentários específicos sobre algumas coisas que ele disse ou peça-lhe para ampliar uma de suas observações, mostrando que ouviu com toda a atenção. Nossa atenção é o que de mais precioso temos a oferecer.</p>
<p><em>Autor anônimo</em></p>
<h3>Veja também</h3>
<p><a href="https://www.ronaud.com/arte-de-viver/10-pecados-mortais-contra-a-arte-de-conversar/">10 pecados mortais contra a arte de conversar</a></p>
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		<title>Preconceito mata</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Ronaud Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 19 Sep 2013 03:22:36 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Comportamento]]></category>
		<category><![CDATA[Condição humana]]></category>
		<category><![CDATA[Homossexualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Julgamento]]></category>
		<category><![CDATA[Machismo]]></category>
		<category><![CDATA[Natureza humana]]></category>
		<category><![CDATA[Politicamente Correto]]></category>
		<category><![CDATA[Preconceito]]></category>
		<category><![CDATA[Racismo]]></category>
		<category><![CDATA[Respeito]]></category>
		<category><![CDATA[Sexualidade]]></category>
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					<description><![CDATA[Vivemos vendo estatísticas sobre o quanto o fumo, a bebida, o trânsito matam. Mas ninguém fez nenhuma pesquisa até hoje para demonstrar o quanto o preconceito mata. Mata muito mais. Mata por dentro e silenciosamente.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Atualização em 19/09/2013: Uma notícia interessante: Vi pelo <em>Facebook</em> o site <a href="http://www.transempregos.com.br/" target="_blank" rel="noopener">www.transempregos.com.br</a>, o qual cataloga empresas que oferecem empregos para transexuais. Eis uma ideia de uma nobreza sem igual. Fico na torcida que prospere, para que menos pessoas precisem recorrer ao suicídio por falta de oportunidades, como a que foi comentada no texto abaixo.</p>
<p>***</p>
<p><a title="E já soube de muitos. " href="https://www.ronaud.com/bom-senso/e-proibido-ser-humano/" target="_blank" rel="noopener">Alguns fatos</a> me sensibilizam muito.</p>
<p>É o caso do suicídio recente da transsexual Gabriela Monelli (saiba mais <a href="https://www.pragmatismopolitico.com.br/2013/09/transexual-21-anos-comete-suicidio-reacende-debate-discriminacao.html" target="_blank" rel="noopener">aqui</a> e <a href="http://www.nlucon.com/2013/09/aos-21-trans-gabriela-monelli-comete.html" target="_blank" rel="noopener">aqui</a>).</p>
<div id="attachment_12953" style="width: 210px" class="wp-caption alignleft"><a href="https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2013/09/dedos-apontados.jpg"><img decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-12953" class="size-full wp-image-12953" src="https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2013/09/dedos-apontados.jpg" alt="Fuzilamento moral" width="200" srcset="https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2013/09/dedos-apontados.jpg 400w, https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2013/09/dedos-apontados-300x209.jpg 300w" sizes="(max-width: 400px) 100vw, 400px" /></a><p id="caption-attachment-12953" class="wp-caption-text">Fuzilamento moral</p></div>
<p>Ela se suicidou pela falta de perspectiva. Tendo que <a title="Veja o triste relato de seu primeiro programa" href="http://gabrielamonelli-relatos.blogspot.com.br/2013/07/recordacoes-que-nunca-serao-esquecidas.html" target="_blank" rel="noopener">apelar para a prostituição</a> para sobreviver, já que a sociedade não prevê espaço para pessoas como ela, <a title="O blog dela, com relatos de seus programas. Tem uma linguagem bem pesada. Está avisado(a) :)" href="http://gabrielamonelli-relatos.blogspot.com.br/" target="_blank" rel="noopener">acabou se expondo demais</a> (e a falta de apoio e orientação só pioram as coisas). Não suportou a pressão de familiares e vizinhos. Se matou. Que drama triste ela deve ter vivido.</p>
<p>Embora a responsabilidade de ter tirado a própria vida foi dela, a gente sabe que esse foi um assassinato coletivo. Todo mundo que de alguma forma a rejeitou em vida, a matou um pouquinho.</p>
<p><strong>TODO. MUNDO.</strong></p>
<p>Eu não me isento dessa culpa. Embora eu nunca tenha sido indiscreto ou de apontar gente na rua, pois sempre prezei pelo respeito, se a visse na rua (ou a qualquer outra pessoa com alguma &#8220;diferença&#8221;), ou a ouvisse com sua voz certamente mais grave, por um descuido poderia tê-la olhado com estranheza. É o que basta pra estragar o dia de alguém que já vive um drama diário e penoso.</p>
<p>O nosso despreparo para lidar com o <em>diferente</em> é total e vergonhoso. Ainda julgamos antes de conhecer. E julgamos depois de conhecer, quando o certo é não julgar nunca.</p>
<h3>Preconceito mata</h3>
<p>Vivemos vendo estatísticas sobre o quanto o fumo, a bebida, o trânsito matam. Mas ninguém fez nenhuma pesquisa até hoje para demonstrar o quanto o preconceito mata. Mata muito mais. Mata por dentro. Transforma o indivíduo alvo do preconceito num zumbi. Um corpo que anda sem vida. Quando esse corpo se enforca ou dá um tiro na cabeça, só terminou de fazer o que a sociedade começou e deu continuidade há muito tempo.</p>
<h3>Não tem graça</h3>
<blockquote><p>A ironia nos tiraniza. David Foster Wallace</p></blockquote>
<p>Hoje em dia fala-se muito sobre o <em>politicamente correto</em>. É certo que há uma <em>patrulha</em> das pessoas de tendências politicamente corretas (dentro das quais eu me incluo mais e mais a cada dia).</p>
<p>Pois por um lado, os humoristas politicamente incorretos, e que defendem essa postura, só revelam de si mesmos o quanto são apáticos, cínicos e mal-educados, além, é claro, de incompetentes, já que não sabem fazer humor sem ofender certos grupos.</p>
<p>Por outro lado, nós, que nos auto-enquadramos dentro do pensamento politicamente correto, precisamos aprender a ponderar, e a relevar certas idiotices, e a não nos levarmos tão a sério, e também a não levarmos aquilo que defendemos, no caso, grupos minoritários, tão a sério. Seria prudente ao menos aprendermos a rir de nós mesmos. É saudável para a mente, e evita muito estresse por questões que nunca terão solução. O mundo sempre terá idiotas. SEMPRE.</p>
<p>Infelizmente.</p>
<p>Mesmo assim, não é de hoje que percebo o quanto <a title="Não ria :(" href="https://www.ronaud.com/sociedade/como-viver-sem-ironia/" target="_blank" rel="noopener">a ironia tiraniza</a> o sujeito que a profere. Quantas e quantas vezes estou eu lá fazendo algum comentário sobre algo que acredito ou achei interessante, e vejo o interlocutor se sair com uma <em>piadinha</em>. Foi engraçado. Descontraiu. Eu ri. Mas gastei energia a toa. E eles, os interlocutores, em boa parte das ocasiões, foram mal educados. Quando ironizamos uma fala, a tornamos menos importante. Por isso se chama &#8220;irreverência&#8221;, isto é, ausência de <em>reverência</em>, cujo significado principal é&#8230; <em>RESPEITO</em>.</p>
<p>Gosto muito de gente divertida. Eu mesmo gostaria de ter mais predisposição para a graça. Mas esse respeito profundo que sinto pelas pessoas não me deixa (além, é claro, de uma inabilidade natural, penso muito devagar rs). Eu me recuso a ironizar aquilo que percebo como importante para quem está falando comigo. E praticamente tudo que as pessoas falam é importante para elas. Enfim, uma <em>piadinha</em> ou outra durante uma conversa é legal, mas gente que faz piadinha com tudo o tempo todo me cansa. Sério.</p>
<p>Mas a coisa ainda piora. Desde criança todos nós ouvimos aquelas piadinhas sobre gays, negros, japoneses, gagos, etc. Em muitas ocasiões, eu ri dessas piadas. Em outras, apenas demonstrava simpatia pelo piadista, pra não perder o amigo. Mas em TODAS as vezes, eu sentia dó do alvo da piada. Até hoje rio dessas piadas para não ser <em>o chato</em>, e tal. Mas também até hoje eu me sensibilizo com o sujeito que serviu de alvo pra piada.</p>
<p>Que situação miserável a vida reservou para certos indivíduos e grupos ao serem alvo da ironia de gente tola que se sente (ou tem certeza de que é) superior.</p>
<p>Acho até que tá na hora de parar de rir dessas coisas. Melhor começar a mudar de assunto.</p>
<p>Porque sempre que um gay ou travesti se vê obrigado a adentrar ao mundo da prostituição, ou se suicida; sempre que um negro é assassinado numa favela, sempre que uma mulher é assassinada por um marido ciumento que se pensa dono dela; é porque antes essas pessoas foram alvo das nossas risadas. Ao rirmos deles, nós os diminuímos, nós os separamos de nós, nós os isolamos, nós os matamos.</p>
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		<title>Mulheres, assédio, respeito</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Ronaud Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 14 Sep 2013 19:54:09 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Bom senso]]></category>
		<category><![CDATA[Comportamento]]></category>
		<category><![CDATA[Elogios]]></category>
		<category><![CDATA[Feminismo]]></category>
		<category><![CDATA[Machismo]]></category>
		<category><![CDATA[Ponderação]]></category>
		<category><![CDATA[Respeito]]></category>
		<category><![CDATA[Seja homem]]></category>
		<category><![CDATA[Sexo]]></category>
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					<description><![CDATA[Esse assunto dá o que pensar. Quem não o entende completamente se sai com pérolas como a que diz que &#8220;estão querendo assassinar a paquera&#8221;, ou que &#8220;a mulherada está neurótica demais&#8221;, ou ainda que &#8220;ao envelhecerem, as mulheres vão sentir falta das cantadas&#8221;, entre outros absurdos. Mas não é por aí. Elogio x Assédio [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Esse assunto dá o que pensar.</p>
<p>Quem não o entende completamente se sai com pérolas como a que diz que &#8220;estão querendo assassinar a paquera&#8221;, ou que &#8220;a mulherada está neurótica demais&#8221;, ou ainda que &#8220;ao envelhecerem, as mulheres vão sentir falta das cantadas&#8221;, entre outros absurdos.</p>
<p>Mas não é por aí.</p>
<h3>Elogio x Assédio</h3>
<p>Pra começo de conversa, é preciso que entendamos o que é elogio, e o que é assédio. Resumindo, é uma questão de ocasião e intimidade. Mas o gráfico abaixo explica bem essa diferença:</p>
<div id="attachment_12928" style="width: 680px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2013/09/elogio-assedio.jpg"><img decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-12928" class="size-full wp-image-12928" src="https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2013/09/elogio-assedio.jpg" alt="Elogio x Assédio - Desenharam pra você :)" width="670" srcset="https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2013/09/elogio-assedio.jpg 720w, https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2013/09/elogio-assedio-300x225.jpg 300w" sizes="(max-width: 720px) 100vw, 720px" /></a><p id="caption-attachment-12928" class="wp-caption-text">Elogio x Assédio &#8211; Desenharam pra você 🙂</p></div>
<p><a title="Textos sobre elogios" href="https://www.ronaud.com/tag/elogios/">Elogios são algo positivo</a>, tanto para mulheres quanto para homens. Mas o que os homens precisam entender, é que há um contexto adequado para se elogiar uma mulher. E a rua não é esse contexto. Aliás, na rua não há contexto algum.</p>
<p>E o fato último, nessa questão, é que dificilmente, MUITO DIFICILMENTE, um homem vai conquistar uma mulher que não conhece dizendo o quanto ela é <em>linda</em> ou <em>gostosa</em>, na rua. Muito menos ainda dizendo que <em>chupava ela toda</em>. A não ser que por acaso tenha se deparado com uma <em>maníaca sexual</em>, essas abordagens vão assustar, ao invés de agradar.</p>
<p>Homens deveriam aprender a <em>chegar</em> numa mulher ( não que eu saiba 🙂 ). Não sabem como fazer, então fazem a primeira coisa que vem a cabeça e só o que conseguem é parecer toscos e grosseiros. O problema não é o <em>abordar</em> em si, mas a maneira como se aborda. E a maneira adequada, segundo os entendidos do assunto 🙂 vai pelo caminho da conversa, de puxar assuntos interessantes, de dar atenção, conquistar a confiança etc, sempre de forma amistosa, nunca de modo impositivo.</p>
<h3>O vestuário feminino</h3>
<p>O senso comum prega, incluindo muitas mulheres conservadoras, que se uma mulher não quiser ser abordada na rua, e se não quiser arriscar ser estuprada, deve maneirar nas roupas, preferindo peças discretas.</p>
<p>Também acredito nisso, <a href="https://www.ronaud.com/sociedade/mulheres-e-prudencia/" target="_blank" rel="noopener">mas por uma questão de prudência</a>. Estuprador é como bandido, é descontrolado, impulsivo, doentio, desumano, criminoso. Não se pode confiar, não se pode esperar que pense racionalmente e leve em conta argumentos racionais sobre respeito e limites.</p>
<p>Uma comentarista no site ThinkOlga.com respondeu a um rapaz que comentou de modo favorável à moderação do vestuário feminino:</p>
<blockquote><p>Ela tem o direito de se vestir como quiser, ela se veste como se sentir melhor, não pra te provocar.</p></blockquote>
<p>Sim, o problema é que o &#8220;vestir-se como se sente melhor&#8221; de algumas mulheres é MUITO provocador, por mais que elas não queiram. Sem contar os &#8220;sinais&#8221; que muitas mulheres emitem, sem querer, <a href="https://www.ronaud.com/autoestima/como-sair-da-friendzone/">e sem a noção do quanto esses sinais confundem</a>.</p>
<p>Convenhamos que há uma minoria de mulheres com tendências exibicionistas (quem sabe sejam os 17% das entrevistadas que consideraram &#8220;cantadas&#8221; algo positivo), cuja autoestima está toda fundamentada na própria aparência e na atenção que recebem por ela, e que por chamarem mais a atenção, acabam servindo de parâmetro para os homens generalizarem todas as outras mulheres.</p>
<p>O que penso, é que o corpo feminino é bastante apelativo e sensual. A sexualidade humana é latente, mas muito presente e atuante. Portanto, as mulheres devem levar isso em conta em relação ao <em>mundo tosco</em> em que vivem, onde parte considerável dessa <em>raça desgraçada</em>, os homens, são <em>doentes por sexo</em> e ainda bastante mal educados.</p>
<p>Por outro lado, homens nunca tiveram que se preocupar em tirar a camisa ou sair de short na rua, muito embora o vestuário masculino seja de modo geral bastante <em>folgado</em> e descaracterize os contornos corporais.</p>
<p>A polêmica é grande. E confesso uma dificuldade de chegar a uma conclusão. Segundo o que entendo, as mulheres querem ter o direito de usar o que quiserem, roupas justas, coladas, sensuais, sem jamais serem abordadas. É isso? Esse é o mundo ideal que querem para si? Embora essa minha colocação pareça irônica, ela não é. É realmente uma dúvida que tenho, se esse cenário almejado pelas mulheres de um respeito absoluto é possível, por mais ideal que seja.</p>
<h3>Empatia</h3>
<p>Quando um homem pensar em abordar uma mulher em ambientes públicos, ele deve antes pensar se gostaria que aquilo fosse feito com a esposa, ou irmã, ou filha, ou com a mãe dele.</p>
<p>Se todo homem fizesse essa pequena reflexão antes de tomar qualquer iniciativa na direção de uma mulher, os casos de assédio praticamente deixariam de existir.</p>
<p>Só não deixariam de existir completamente, porque, repito, um certo grupo minoritário de homens é de fato doente e perturbado e não respeita nem as mulheres de seu próprio círculo de convívio. Não os refiro como doentes para isentá-los da responsabilidade, e sim, para lembrar que são indivíduos que exigem certa precaução na lida, e exigem essa prudência diária, já que as mulheres nunca sabem quando vão se deparar com um sujeito desses.</p>
<p><a title="Você sabe o que é empatia?" href="https://www.ronaud.com/auto-conhecimento/empatia-voce-sabe-o-que-e-empatia/">Veja mais sobre empatia</a>.</p>
<h3>Guerra dos sexos</h3>
<p>No segmento de comentários de sites feministas, alguns homens desavisados vivem fazendo seus comentários infelizes e arrogantes. Eles já começam mal porque não estão ali pra aprender, e sim para impor seus pontos de vista, sempre machistas e egoístas.</p>
<p>E as mulheres que os respondem, sejam autoras ou leitoras, os escorraçam com comentários também repletos de grosseria e cinismo. Algumas reconhecem e citam as <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Fal%C3%A1cia" target="_blank" rel="noopener">falácias</a> utilizadas pelos homens recorrendo a outra falácia: <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Fal%C3%A1cia#Argumentum_ad_hominem" target="_blank" rel="noopener">ad-hominem</a>. Isto é, esquecem de combater os argumentos do infeliz, para O combater como indivíduo machista.</p>
<p>Aí a discussão se torna uma guerra. Isso me incomoda bastante.</p>
<p>Incomoda pontualmente, porque, independente da questão de gêneros envolvida, não acho que será com arrogância ou grosseria que vamos conseguir as coisas de modo mais efetivo, muito pelo contrário.</p>
<p>Incomoda também porque essa observação me relembra uma constatação que tenho recorrentemente de que <a href="https://www.ronaud.com/espiritualidade/sobre-o-que-importa-na-vida/">a <em>didática</em> feminista sempre me pareceu ineficaz</a>. É uma abordagem vingativa, como se as mulheres tivessem o direito de responder aos homens com grosserias por tudo que os homens já fizeram de mal com as mulheres.</p>
<p>Não acho que seja por aí o modo mais efetivo de tornar a convivência entre homens e mulheres mais justa e respeitosa.</p>
<h3>Brad Pitt</h3>
<p>Achei muito engraçado vários homens comentando que se as cantadas viessem de um homem bonito como o Brad Pitt, as mesmas mulheres que agora reclamam, receberiam a cantada como galanteio.</p>
<p>As mulheres rejeitam esse raciocínio como uma heresia. Mas&#8230; será que não faz algum sentido?</p>
<p>Para facilitar, tiremos a questão &#8220;assédio&#8221; da discussão e foquemos na questão &#8220;elogio&#8221;. Ora, sabemos que dependendo de quem parte um elogio, seu valor pode multiplicar-se. A importância de um elogio se multiplica na proporção da importância que damos a quem nos concede a palavra elogiosa. Ou pelo contrário, ela se anula completamente, ou se inverte, se o elogio vier de quem não gostamos.</p>
<p>Uma moça postou um texto sobre o tema no Facebook com o seguinte comentário:</p>
<blockquote><p>Eu ouvi vários &#8220;linda&#8221; na vida, e dispensaria a maioria deles.</p></blockquote>
<p>Hum, mas não todos, não é? 😉</p>
<p>Enfim, é coisa pra se pensar.</p>
<h3>Conclusão</h3>
<p>Os homens precisam se dar conta que o maior medo de uma mulher é ser violentada. E isso começa com a compreensão do limite entre o elogio e agressão verbal, e que o que os separa é uma linha muito tênue. Muitas pessoas não sabem ainda dividir o espaço público e por isso, campanhas como esta são necessárias para provocar reflexões e discutir condutas e comportamentos, em um mundo onde respeito mútuo já deveria ser óbvio.</p>
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		<title>A atenção e a importância do outro</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Ronaud Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 03 Sep 2013 16:27:53 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Comportamento]]></category>
		<category><![CDATA[Atenção]]></category>
		<category><![CDATA[Boa educação]]></category>
		<category><![CDATA[Bons costumes]]></category>
		<category><![CDATA[Civilidade]]></category>
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		<category><![CDATA[Etiqueta]]></category>
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		<category><![CDATA[Sedução]]></category>
		<category><![CDATA[Viver o agora]]></category>
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					<description><![CDATA[Conta uma velha lenda, que um rei, perto da morte, instituiu um prêmio para quem respondesse com mais sabedoria a três perguntas: 1 &#8211; Qual o momento mais importante da vida? 2 &#8211; Quem era a pessoa mais importante do mundo? 3 &#8211; Qual a coisa mais importante a ser feita? Ganhou o prêmio um jovem [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Conta uma velha lenda, que um rei, perto da morte, instituiu um prêmio para quem respondesse com mais sabedoria a três perguntas:</p>
<p>1 &#8211; Qual o momento mais importante da vida?</p>
<p>2 &#8211; Quem era a pessoa mais importante do mundo?</p>
<p>3 &#8211; Qual a coisa mais importante a ser feita?</p>
<p>Ganhou o prêmio um jovem que respondeu que o momento mais importante da vida é o agora;</p>
<p>Que a pessoa mais importante do mundo é justamente a pessoa que está a sua frente;</p>
<p>E que a coisa mais importante a ser feita era tratar bem, com dignidade, respeito e bondade, justamente este que está aí, frente a frente com você.</p>
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