<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Formação profissional &#8211; RONAUD.com</title>
	<atom:link href="https://www.ronaud.com/category/formacao-profissional/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>https://www.ronaud.com</link>
	<description>Textos e Mensagens para Reflexão</description>
	<lastBuildDate>Thu, 14 Dec 2023 04:14:29 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-BR</language>
	<sy:updatePeriod>
	hourly	</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>
	1	</sy:updateFrequency>
	<generator>https://wordpress.org/?v=7.0.2</generator>
	<item>
		<title>Vale a pena cursar Direito?</title>
		<link>https://www.ronaud.com/formacao-profissional/vale-a-pena-cursar-direito/</link>
					<comments>https://www.ronaud.com/formacao-profissional/vale-a-pena-cursar-direito/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Ronaud Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 19 Jul 2023 15:47:45 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Formação profissional]]></category>
		<category><![CDATA[Educação]]></category>
		<category><![CDATA[Educação Financeira]]></category>
		<category><![CDATA[Faculdade]]></category>
		<category><![CDATA[Ganhar dinheiro]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.ronaud.com/?p=28713</guid>

					<description><![CDATA[Hoje no twitter um perfil publicou a seguinte passagem: Quando eu tinha 1 ou 2 anos de OAB, desabafei com meu pai que achava ter feito a escolha errada, e seria melhor ter aberto um comércio na cidade natal, pois meus amigos que foram por ali estavam comprando carro e eu nem me sustentava ainda. [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Hoje no twitter um perfil publicou a seguinte passagem:</p>
<blockquote><p>Quando eu tinha 1 ou 2 anos de OAB, desabafei com meu pai que achava ter feito a escolha errada, e seria melhor ter aberto um comércio na cidade natal, pois meus amigos que foram por ali estavam comprando carro e eu nem me sustentava ainda. Ele, em tom sábio, me desafiou: &#8220;É! vamos ver onde cada um de vocês estará daqui a 5 anos.&#8221; Hoje, 12 anos de OAB e 10 após a conversa, vejo que meu pai, mais uma vez, estava redondamente enganado. Meus amigos comerciantes estão comprando carro 0km de R$ 150mil e eu tô achando 300 reais muito dinheiro pra teclado+mouse branco.</p></blockquote>
<p>A maioria das respostas ao <em>tweet</em> concorda e afirma que está no mesmo nível.</p>
<p>A verdade é a seguinte:</p>
<p>Sob o critério FINANCEIRO, o estudo formal (em faculdades) já foi muito importante no passado. A sociedade mudou e hoje essa ideia de que só o estudo salva a vida financeira da pessoa é uma grande <em>fakenews</em>.</p>
<p>Faculdade só é fundamental para quem está convicto de querer atuar em alguma profissão que só se possa exercer com a posse do diploma: Medicinas em geral, Engenharias em geral, Direito e outras profissões regulamentadas que só se possa exercer com formação em Universidade.</p>
<p>Para todas as outras profissões não regulamentadas, você não precisa de faculdade. No máximo vai precisar de um curso técnico da área e algum estágio inicial para aprender prática da profissão. Ou seja, o estudo e o conhecimento ainda são importantes, mas de forma mais criteriosa e objetiva.</p>
<p>Esta é a grande realidade vedada aos jovens para que as Universidades continuem sendo os grandes caça-níqueis que são.</p>
<p>***</p>
<p>Tenho um conhecido que instala ar-condicionado. Durante o verão chega a instalar, com o auxílio de dois funcionários, cerca de 4 ares-condicionados por dia, às vezes, mais. Cobrava 450 por uma instalação. 4 x 450 = 1800 por dia. 1800 x 5 dias úteis = 9000 por semana, cerca de 36 mil por mês. Mas dá mais, porque esse é o preço de ar-condicionado pequeno, os grandes, cobra-se mais. Entre Dezembro e Fevereiro deve tirar tranquilamente uns 120 mil reais. No restante do ano vai trabalhando de leve, pegando tarefas menores. Vale lembrar que já deve estar uns 10 anos no mercado.</p>
<p>Neste começo de ano apareceu com um carro 0km de 150 mil.</p>
<p>***</p>
<p><strong>O que <em>dá dinheiro</em> é resolver os problemas das pessoas.</strong> Quanto mais uma determinada área tiver problemas &#8211; como o calor infernal dos verões &#8211; mais dinheiro você ganhará. O povão precisa muito mais de ar-condicionado do que de resoluções judiciais.</p>
<p>Uma das respostas ao tweet inicial justifica bem porque o Direito já não é a área promissora de 50 anos atrás:</p>
<blockquote><p>O Brasil tem mais advogados do que toda a União Europeia junta. Isso simplesmente acabou com a profissão. A culpa é do incentivo dado à abertura desenfreada de faculdades de Direito, cujo custo de sustentação é só folha de salários, do que outras áreas aplicadas.</p></blockquote>
<p>Isso confirma uma observação minha: Muitos advogados conhecidos estão muito bem financeiramente, mas porque são professores numa conceituada Universidade daqui da região, e alguns outros, concursados.</p>
<blockquote><p>&#8220;Na corrida do ouro, ganha dinheiro quem vende picaretas&#8221;</p></blockquote>
<p>Outra resposta:</p>
<blockquote><p>Muita gente tem a ilusão de que Direito dá grana porque desconsideram as 1001 variáveis disso: área de atuação (civil, criminal, ambiental etc), formação (qual universidade?), oportunidades (família já estabelecida no ramo, networking etc)&#8230; eles esquecem que a seleção já começa na Faculdade, quando o escritório A, super renomado, só contrata o aluno que estuda em faculdade nível A+++ (ricos)</p></blockquote>
<p>Aqui temos uma grande verdade. As pessoas sofrem com a falta de noção geral da realidade dos ramos em que pretendem atuar. A todo jovem deveria ser dada a oportunidade de atuar por uma semana na área em que pretende se formar, antes sequer de entrar na Universidade.</p>
<p><strong>Você só conhece aquilo que vivenciou.</strong> Forçar o jovem a fazer escolhas de profissões que, para ele só existem em sua imaginação, é até crueldade.</p>
<p>E por fim, esta resposta:</p>
<blockquote><p>Eu tô aqui com 25 anos de formada e OAB e só posso dizer que &#8230; se tivesse que escolher novamente, faria tudo diferente. Recomeçar em outra carreira é difícil, ainda mais quando se precisa pagar as contas. Tive ganhos? depois de uns 15 anos, mas não dá pra ter uma vida boa.</p></blockquote>
<p>&#8220;&#8230;mas não dá pra ter uma vida boa.&#8221;</p>
<p>Triste.</p>
<h3>Conclusão</h3>
<p>Só estude Direito se você quer muito ser advogado, promotor, juiz etc; ou se tem predisposição intelectual e pretende ser funcionário público.</p>
<p>Se você já conhece um pouco da realidade do segmento, tanto melhor. Se tiver familiares ou conhecidos no ramo que possam lhe auxiliar, ainda melhor.</p>
<p>Não decida baseado em sonhos, ilusões ou opiniões dos outros.</p>
<p>Tenha em mente que qualquer profissão técnica &#8211; consertos, instalações, etc &#8211; dá muito mais dinheiro a curto prazo.</p>
<p>O comércio também gira muito dinheiro. Tenha em mente que algumas áreas do comércio funcionam em ondas. Uma hora você vai ganhar muito dinheiro, e vai torrar tudo achando que essa onda vai durar pra sempre. Não se deslumbre, não seja extravagante, guarde o dinheiro, aprenda sobre investimentos conservadores, não invente moda, não existe investimentos mágicos.</p>
<p>Direito pode te deixar rico? Sim, se você tiver muita ambição, predisposição ao risco e coragem de assumir grandes processos, articulação mental para enfrentar os desafios e embates, disposição aos encontros para fomentar seu <em>networking</em>, e paciência para aguardar as resoluções. Atuar como Professor ou tentar um Concurso Público lhe darão mais estabilidade.</p>
<p>E como diria Pelé, é preciso ter um pouco de sorte também.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://www.ronaud.com/formacao-profissional/vale-a-pena-cursar-direito/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Como encontrar sua Vocação? Como Escolher uma Profissão?</title>
		<link>https://www.ronaud.com/formacao-profissional/como-encontrar-sua-vocacao-como-escolher-uma-profissao/</link>
					<comments>https://www.ronaud.com/formacao-profissional/como-encontrar-sua-vocacao-como-escolher-uma-profissao/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Ronaud Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 18 Sep 2019 04:50:39 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Formação profissional]]></category>
		<category><![CDATA[Profissões]]></category>
		<category><![CDATA[Propósito]]></category>
		<category><![CDATA[Trabalho]]></category>
		<category><![CDATA[Vocações]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.ronaud.com/?p=24399</guid>

					<description><![CDATA[Até umas 4 décadas atrás, não era tão difícil escolher uma profissão. Havia menos opções &#8211; as opções mais intelectualizadas se limitavam basicamente ao Direito, Medicina, Engenharia ou partir pro Comércio &#8211; e havia uma necessidade incontornável de sobreviver. Cada um se agarrava na oportunidade que encontrava e não podia reclamar muito. Atualmente, o sistema [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Até umas 4 décadas atrás, não era tão difícil escolher uma profissão.</p>
<p>Havia menos opções &#8211; as opções mais intelectualizadas se limitavam basicamente ao Direito, Medicina, Engenharia ou partir pro Comércio &#8211; e havia uma necessidade incontornável de sobreviver.</p>
<p>Cada um se agarrava na oportunidade que encontrava e não podia reclamar muito.</p>
<p>Atualmente, o sistema de escolha vocacional é bastante desfavorável:</p>
<ul>
<li>A sociedade como um todo está mais próspera, o que deixa mais tempo para as pessoas pensarem, e como diria Pascal, &#8230;&#8221;<a href="https://www.ronaud.com/auto-conhecimento/muletas-existenciais/">se o Rei pensa em si mesmo, é infeliz, por mais Rei que seja</a>&#8220;.</li>
<li>Há muitas profissões novas disponíveis; algumas profissões antigas sumiram ou se adaptaram;</li>
<li>Nosso padrão de vida aumentou, fazendo o custo de vida atual mais alto, exigindo uma renda relativamente alta para mantê-lo, ao passo que a maioria dessas profissões novas, especialmente no brasil, não oferecem renda suficiente para tal;</li>
<li>Nosso sistema universitário se tornou um aglomerado de caça-níqueis, com faculdades caríssimas, o que justamente facilitou o surgimento de novos cursos, menores, secundários, ilusórios;</li>
<li>Sistema vocacional que prega que você tem que ter um curso universitário, os quais formam empregados, e não empreendedores;</li>
<li>No Brasil, especialmente, ser empreendedor é muito arriscado, o que faz com que os pais forcem seus filhos a estudarem uma faculdade e/ou para concursos públicos. Porém&#8230;</li>
<li>É no empreendedorismo, especialmente no segmento da indústria e do comércio, que está o <strong>dinheiro</strong> realmente GRANDE, <strong>que no fim das contas é o que a maioria das pessoas realmente quer</strong>.</li>
</ul>
<p>Tudo isso não é repassado ao jovem, que se vê obrigado a escolher uma profissão ainda mal saído da adolescência, sem a menor noção de como o mundo funciona.</p>
<p>O jovem indeciso na verdade não está errado. A indecisão é fruto da circunstância vocacional atual, listada acima e agravada por outros fatores.</p>
<p>Há uma necessidade imperiosa da pessoa se sentir feliz e realizada no trabalho, o que não é impossível, mas é bastante difícil dada a contradição da situação.</p>
<p>Trabalho é trabalho, por mais <em>linda</em> que seja a atividade, costuma ser algo pesado, uma responsabilidade, normalmente trabalhar é resolver problemas, <a href="https://www.ronaud.com/sociedade/o-trabalho-dignifica-ou-indigna/">se trabalho fosse bom, os outros iriam querer fazer por nós</a>. Tem um ditado que diz: <a href="https://www.ronaud.com/auto-conhecimento/se-trabalho-fosse-bom-nao-seria-remunerado/">Se trabalho fosse bom, não seria remunerado</a>.</p>
<p>Por isso vemos tantas pessoas formadas em curso superior, ou concursadas, infelizes e <em>enchendo o bolso</em> de psicólogos, terapeutas, psiquiatras e donos de farmácia comprando remédios caros para depressão.</p>
<p>Na maioria dos casos, <strong>a saída é escolher o trabalho menos pesado e suportar, porque trabalhar é isso mesmo, um compromisso, uma responsabilidade que no fundo a gente não gosta e não quer</strong>.</p>
<p>Outro fator agravante nessa dificuldade contemporânea das pessoas se encontrarem na vida profissional, é que no fundo as pessoas querem dinheiro, e não fazer algo prazeroso, <a href="https://www.ronaud.com/formacao-profissional/profissoes-que-nao-dao-dinheiro/">daí escolhem uma profissão técnica ou de faculdade</a> quando na verdade deveriam ser empreendedores.</p>
<p>Levando em conta que ser Empreendedor, e dar certo como empreendedor, exige talentos bastante necessários: <strong>Coragem</strong>, (Muita) <strong>Disposição</strong>, <strong>Energia</strong>, <strong>Persistência</strong>, <strong>Visão</strong> de Negócio, <strong>Auto-confiança</strong> e <strong>fé</strong> na cadeia econômica, etc.</p>
<p>Talentos que muita gente que quer MUITO DINHEIRO, não têm&#8230;</p>
<p>E aqui chegamos a um ponto que muita gente não vai gostar de ler:</p>
<p>Às vezes nascemos para ser medianos mesmo, apenas uma <em>engrenagenzinha</em> da grande máquina social e econômica, o que é perfeitamente digno e legítimo, diga-se&#8230; E falo isso para dizer que ficar se cobrando demais com expectativas altas demais para si mesmo em relação aos próprios talentos pode ser ilusório demais, decepcionante demais, e fazer a pessoa perder muito tempo, acabando depressiva e amargurada.</p>
<p>Uma verdade que negamos em nós mesmos, é que quase sempre a busca pela felicidade no trabalho significa encontrar uma atividade leve, que não incomode muito. E essa busca no final das contas não passa de&#8230; <a href="https://www.ronaud.com/arte-de-viver/a-maior-falha-que-um-homem-pode-cometer/">PREGUIÇA</a>; ou até mesmo, voltando ao parágrafo anterior, falta de talentos, ou mais fundamentalmente, <a href="https://www.ronaud.com/auto-conhecimento/preguica-e-doenca/">falta de estrutura emocional</a> para assumir determinadas funções / compromissos.</p>
<h2>Dicas para Encontrar sua Vocação</h2>
<p>Após toda a ponderação acima, há sim algumas dicas que podem auxiliar a pessoa a encontrar uma atividade que &#8211; se não a deixa feliz no dia a dia &#8211; ao menos lhe seja suportável.</p>
<p>Estas dicas são as respostas às seguintes questões:</p>
<p>• Quais são suas principais atividades fora do trabalho?</p>
<p>• Quais atividades você sempre gostou, mas deixou de praticar por falta de tempo?</p>
<p>• Seus amigos sempre te pedem ajuda sobre algum assunto? Que assunto é esse?</p>
<p>• Quais são os assuntos ou atividades que você domina?</p>
<p>• Sobre o que você mais gosta de conversar? O que te deixa entusiasmado?</p>
<p>• Quando criança, o que você sonhava em ser quando crescer?</p>
<p>• Se não existisse dinheiro, o quê você faria para ocupar seu tempo?</p>
<p>• Se você não precisasse de dinheiro para viver, e fosse inteiramente livre, o que faria durante seu tempo?</p>
<p>• Quem são as pessoas que você mais admira, e quais são suas profissões?</p>
<p>• &#8220;O que eu quero realizar nos próximos anos? (Viktor Frankl)&#8221;</p>
<p>• Quem você quer ajudar?</p>
<h3>Invente, tente, faça diferente</h3>
<p>Vivemos tempos diversificados, numa mega sociedade, super complexa, porém a vida e a natureza continuam sendo duras e hostis. Problemas pra resolver é o que não falta. <strong>Se a profissão que você quer não existe, considere inventá-la</strong>. É certo que suas habilidades inatas resolvem o problema de muita gente e talvez você ainda não tenha se dado conta.</p>
<p>É dar a cara a tapa e pagar pra ver.</p>
<p>O risco é o preço da oportunidade.</p>
<p>***</p>
<p>Outros <a href="https://www.ronaud.com/tag/vocacoes/">textos sobre vocação</a></p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://www.ronaud.com/formacao-profissional/como-encontrar-sua-vocacao-como-escolher-uma-profissao/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Ainda Vale a Pena Fazer Faculdade?</title>
		<link>https://www.ronaud.com/formacao-profissional/ainda-vale-a-pena-fazer-faculdade/</link>
					<comments>https://www.ronaud.com/formacao-profissional/ainda-vale-a-pena-fazer-faculdade/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Ronaud Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 01 Feb 2019 02:57:44 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Formação profissional]]></category>
		<category><![CDATA[Dinheiro]]></category>
		<category><![CDATA[Faculdade]]></category>
		<category><![CDATA[Ganhar dinheiro]]></category>
		<category><![CDATA[Informação]]></category>
		<category><![CDATA[Trabalho]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.ronaud.com/?p=23790</guid>

					<description><![CDATA[Os jovens ainda se criam no Brasil com aquela velha ideia de que só terá prosperidade na vida quem faz faculdade. O que, além de inverdade, é também uma visão bem limitada, uma vez que nem todos tem vocação &#8211; e saco &#8211; pra cursar uma faculdade. Se a pessoa quer dinheiro mesmo, dinheiro GRANDE, [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Os jovens ainda se criam no Brasil com aquela velha ideia de que só terá prosperidade na vida quem faz faculdade. O que, além de inverdade, é também uma visão bem limitada, uma vez que nem todos tem vocação &#8211; e saco &#8211; pra cursar uma faculdade.</p>
<p>Se a pessoa quer dinheiro mesmo, dinheiro GRANDE, vai encontrar esse dinheiro no empreendedorismo, com todos os riscos e compromisso que esse desafio envolve.</p>
<p>O dinheiro grande está na <strong>indústria</strong>, no <strong>comércio</strong> (tem muito dono de mercadinho de esquina aí mais rico que muito advogado, médico e engenheiro formados) e, agora mais recentemente, no <strong>mundo online</strong>.</p>
<p>A questão da faculdade se resume ao Direito, às Medicinas e às Engenharias.</p>
<p>Você só deve fazer faculdade caso você tenha uma forte vocação e uma vontade louca de ser: ou Advogado (e cargos superiores do judiciário), ou Médico, ou Engenheiro, que são profissões regulamentadas que só podem ser exercidas mediante curso superior.</p>
<p>E mais, a pessoa só deve adentrar ao mundo universitário levando em conta que vai passar o resto da vida estudando, fazendo <em>pós</em>, mestrado, doutorado etc. Tem que ter vocação pro assunto e pro estudo.</p>
<p>Tirando algumas outras poucas profissões regulamentadas, e também cursos superiores de áreas ensinadas nos graus inferiores, como letras, história ou física &#8211; em que a pessoa estuda para poder ser professora dessas disciplinas &#8211; o restante dos cursos não passam de formas das universidades ganharem dinheiro iludindo as pessoas.</p>
<p>É claro que um curso superior, de modo geral, não é perdido. Mesmo que a pessoa venha a não atuar na área em que se formou, ter um grau superior nunca será algo negativo. No máximo, não contribuirá para aquela prosperidade toda prometida, mas cultura adquirida é sempre muito positiva.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://www.ronaud.com/formacao-profissional/ainda-vale-a-pena-fazer-faculdade/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Existe vida além do estudo?</title>
		<link>https://www.ronaud.com/formacao-profissional/existe-vida-alem-do-estudo/</link>
					<comments>https://www.ronaud.com/formacao-profissional/existe-vida-alem-do-estudo/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Ronaud Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 22 Apr 2018 18:18:55 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Formação profissional]]></category>
		<category><![CDATA[Ação]]></category>
		<category><![CDATA[Crônicas]]></category>
		<category><![CDATA[Realização]]></category>
		<category><![CDATA[Superação]]></category>
		<category><![CDATA[Viver a Vida]]></category>
		<category><![CDATA[Viver intensamente]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.ronaud.com/?p=22925</guid>

					<description><![CDATA[Existe vida além do estudo? Crônica Não sei exatamente como é em outros países, mas sabemos que no Brasil há um hiper-estímulo aos jovens para &#8220;estudarem&#8221;. São comuns as seguintes frases dirigidas a eles: Fazer faculdade, ser &#8220;doutor&#8221;, passar em concurso público&#8230; para passar o resto da vida trancado numa sala exercendo tarefas burocráticas ou intelectuais, [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<h2>Existe vida além do estudo? Crônica</h2>
<p>Não sei exatamente como é em outros países, mas sabemos que no Brasil há um hiper-estímulo aos jovens para &#8220;estudarem&#8221;.</p>
<p>São comuns as seguintes frases dirigidas a eles:<em> Fazer faculdade</em>, <em>ser &#8220;doutor&#8221;</em>, <em>passar em concurso público&#8230;</em> para passar o resto da vida trancado numa sala exercendo tarefas burocráticas ou <em>intelectuais</em>, fazer umas viagens padrão por alguns pontos turísticos clichês, pôr a foto com a Torre Eiffel de fundo no perfil do FB e esperar a morte chegar.</p>
<div id="attachment_22979" style="width: 646px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2018/04/estudando-a-paisagem.png"><img fetchpriority="high" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-22979" class="wp-image-22979 size-full" src="https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2018/04/estudando-a-paisagem.png" alt="" width="636" height="250" srcset="https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2018/04/estudando-a-paisagem.png 636w, https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2018/04/estudando-a-paisagem-300x118.png 300w" sizes="(max-width: 636px) 100vw, 636px" /></a><p id="caption-attachment-22979" class="wp-caption-text">Estudando a paisagem</p></div>
<p>Sei não&#8230;</p>
<p>Ultimamente, tenho visto uns vídeos de &#8220;motivação&#8221; em inglês, principalmente do canal VideoAdvice, com o intuito de treinar a audição de inglês, uma vez que as falas dos vídeos são ritmadas, e venho percebendo, que a motivação nesses vídeos NUNCA sugere de ficarmos trancados numa sala, diante de uma tela de computador, exercendo atividades &#8220;intelectuais&#8221;.</p>
<p>Ao contrário, as cenas dos vídeos estimulam o espectador a superar seus limites físicos e seus talentos &#8220;3D&#8221;. Cenas de pessoas correndo, nadando, fazendo trilha, velejando, esquiando, escalando, saltando de paraquedas, pilotando aviões, carros, motos, dançando, atuando ou cantando em palcos são as mais comuns.</p>
<blockquote><p>Alguém disse (e você acreditou) que ser feliz é ser bem-sucedido naquele emprego no escritório, no qual você é promovido se fizer um MBA e pode tomar um nespresso servido pela copeira da empresa.</p>
<p>Desencana dessa teoria.</p></blockquote>
<p>De fato, a vida acontece porta afora. Trabalho há mais de dezesseis anos diante de uma tela de computador desenvolvendo sites para a web. Há dois anos iniciei um projeto de transformar um imóvel comercial em habitações para moradia de aluguel, e paralelamente tenho dirigido como parceiro Uber.</p>
<p>O fato é que tenho muito mais histórias pra contar desses dois últimos anos, do que os 14 anos anteriores que passei trancado no meu escritório diante do computador.</p>
<blockquote><p>Tenho uma amiga com uma história interessante. Ela trabalhava como garçonete num restaurante em Londres quando finalmente conseguiu a cidadania europeia. Assim fez o que a maioria das pessoas faz: procurou um “emprego melhor” e conseguiu. Foi trabalhar num escritório. Dois meses depois ela estava tão entediada que para conseguir gastar sua energia acumulada começou a correr todos os dias 7 km depois do trabalho. Não satisfeita com a sua nova vida, voltou a trabalhar de garçonete no mesmo restaurante.</p></blockquote>
<p>***</p>
<p>As citações deste post são de <a href="http://www.amandaviaja.com.br/">Amanda Noventa</a>.</p>
<p>&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://www.ronaud.com/formacao-profissional/existe-vida-alem-do-estudo/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Vale a pena cursar uma faculdade?</title>
		<link>https://www.ronaud.com/formacao-profissional/vale-a-pena-cursar-uma-faculdade/</link>
					<comments>https://www.ronaud.com/formacao-profissional/vale-a-pena-cursar-uma-faculdade/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Ronaud Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 28 Jan 2015 04:28:45 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Formação profissional]]></category>
		<category><![CDATA[Conhecimento]]></category>
		<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Dinheiro]]></category>
		<category><![CDATA[Faculdade]]></category>
		<category><![CDATA[Profissões]]></category>
		<category><![CDATA[Visão de mundo]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.ronaud.com/?p=17139</guid>

					<description><![CDATA[Texto no qual procuro comentar se vale a pena fazer faculdade ou não, dependendo de cada caso e do objetivo da pessoa, com base na minha experiência particular.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Abaixo, trecho de Mari Rivas (a página original foi removida).</p>
<blockquote><p><span style="color: #000000;">Se eu pudesse voltar no tempo hoje, jamais teria feito faculdade. Sim, economizaria tempo, estresse e dinheiro. Sou publicitária e trabalho com comunicação online. A faculdade não me ensinou a escrever bem. Não me ensinou a ser eloquente com os clientes. Não aprendi a usar o Photoshop e nem a desenhar bem na faculdade. Não aprendi sobre Google AdWords e sobre as redes sociais na sala de aula tão pouco. Na faculdade, não obtive nenhum tipo de inspiração criativa e não aprendi a falar outras línguas. Mas aprendi um bocado nos cursos livres que já fiz. Nas aulas de teatro perdi a vergonha de falar em público e a me expressar. Nas palestras sobre tecnologia eu me vi curiosa para pesquisar mais sobre o assunto por conta própria. Viajar me ensinou mais duas línguas. Assistir um filme, ver uma exposição, uma peça e passar o fim de semana num festival me deram um montão de ideias. Se eu pudesse voltar no tempo hoje faria muitos cursos livres sobre tudo o que realmente gosto, desde história e filosofia, até programação de sistemas e por que não, culinária? Poderia até parecer uma bagunça aos olhos de uma empresa pouco visionária, mas com certeza hoje eu seria muito mais completa e realizada. </span><span style="color: #000000;"><br />
</span></p></blockquote>
<p>Para o caso dela, está certíssima. Mas a visão dela não se aplica a todos os casos.</p>
<p>O assunto é complexo e já comentei sobre ele quando ainda estava aprendendo a escrever, <a href="https://www.ronaud.com/formacao-profissional/vale-a-pena-fazer-faculdade/">aqui</a> 🙂</p>
<p>Primeiramente, vale comentar que a pessoa só entende por completo o que a Mari Rivas quis dizer, DEPOIS que ela faz uma faculdade. Porque tem muita gente que não faz faculdade, mas também não faz esses cursos livres, porque muitas vezes é a faculdade que nos mostra que esses cursos existem, e principalmente, as possibilidades que eles nos abrem.</p>
<p>Sobre este assunto, atualmente, penso assim:</p>
<h2>Se o seu objetivo é ganhar muito dinheiro</h2>
<p>Embora a crítica seja <em>dura</em> nesse mundo <em>de esquerda</em>, ter como objetivo de vida <em>ganhar dinheiro</em> NÃO é pecado, nem errado.</p>
<p>Mas talvez não será com uma faculdade que você ganhará muito dinheiro. Aliás, elas podem até atrapalhar. Por exemplo, você passa 10 anos estudando medicina porque é uma área rentável, para, dependendo da área escolhida, ganhar <em>lá</em> seus 15000 reais por mês, enquanto o dono daquele bar badalado da esquina, que só estudou até o ensino médio, ganha 15000 na semana.</p>
<p>Há dois segmentos que podem dar MUITO DINHEIRO, desde sempre: indústria e comércio. Sobretudo o comércio. Então se o que você quer é <em>ganhar dinheiro</em>, e possui as qualidades necessárias para adentrar aos ramos aqui citados, como disposição, ambição, esperteza, criatividade e visão de negócios, então não perca tempo estudando faculdade, vá logo aprender a produzir ou vender (ou os dois), que você vai sair BEM na frente.</p>
<p>A verdade é que você pode escolher a área que for, para sua escolha profissional &#8211; industrial, comercial, financeira, artística ou o que for &#8211; e ainda assim, ganhar muito dinheiro com isso, DESDE QUE você vá para o lado do empreendedorismo. É como um(a) empresário(a) que você vai faturar alto e ainda assim, estar próximo à atividade que lhe preenche o coração. Por exemplo, você pode amar medicina, mas em vez de praticá-la em consultório, você pode fabricar ou vender aparelhos médicos, que são por natureza, caríssimos e assim, faturar horrores. Não é necessariamente simples, mas é a realidade possível.</p>
<h2>Se o seu objetivo é crescer intelectual e culturalmente</h2>
<p>Aqui há duas situações bem distintas:</p>
<h3>Se a sua vocação lhe exige atuar numa profissão regulamentada, cujo exercício exige formação acadêmica</h3>
<p>Aqui entram os cursos tradicionais de direito, engenharia, medicina e outros já regulamentados, cujo exercício só pode realizado sob formação acadêmica. Se você quer ser advogado, promotor, juiz, engenheiro das mais variadas vertentes ou médico também das mais variadas vertentes, então não tem jeito, vai ter que fazer faculdade.</p>
<p>Mas aqui é onde as pessoas costumam se equivocar. Porque essas atuações tradicionais, de modo geral, também rendem um bom salário (mas não MUITO dinheiro, o que é diferente) e as pessoas pensam que para ganhar muito dinheiro, melhor é estudar alguma dessas áreas. Só que a realidade não é assim. Qualquer comerciante da esquina, ou dono de fabriqueta de badulaques quaisquer ganham o mesmo &#8211; mas provavelmente bem mais &#8211; do que advogados e médicos. Só que<em> se dizer</em> empresário ou comerciante tem menos <em>glamour</em> do que se dizer advogado ou médico.</p>
<p>Há também o segmento acadêmico. Se você tem talento para o ensino e quer lecionar para cursos superiores, se dedicando à vida e à produção acadêmica, também não tem jeito, vai ter que <em>encarar</em> não só uma faculdade, mas também mestrados e doutorados, cada vez mais exigidos no meio universitário.</p>
<h3>Se a sua vocação lhe exige atuar em profissões não regulamentadas, sob as quais qualquer <em>mané</em> pode trabalhar</h3>
<p>Aqui cabe perfeitamente o comentário da Mari Rivas que iniciou este texto. Se você pode exercer uma profissão sem a obrigação de ter uma faculdade pra isso, então bem no fim, <a href="https://www.ronaud.com/formacao-profissional/profissoes-que-nao-dao-dinheiro/">você não precisa dessa faculdade</a>, embora precisará evidentemente formar a si mesmo(a) através de cursos e muita prática.</p>
<p>É claro que uma faculdade dá <em>aquela complementada</em> legal no currículo e agrega uma visão mais global das coisas. Se houver disposição, não será demais. Mas não é imprescindível e, se você já estiver bem posicionado(a) profissionalmente, uma faculdade é, na verdade, bem prescindível.</p>
<p>E aqui vale um último comentário. Esta área das profissões não regulamentadas não é para qualquer um, especialmente no Brasil. A competição é enorme &#8211; pela facilidade de adentrar no ramo &#8211; e o mercado quase sempre prostituído. É para pessoas que querem sim, crescer culturalmente, mas também para pessoas guerreiras e dispostas a assumir riscos. Dá pra ganhar algum dinheiro? Dá! Mas tem que ser <em>BOM</em>. Se você possui uma tendência mais acomodada e precisa de segurança, então nem tente.</p>
<h2>E aí? O que você quer da vida?</h2>
<p>Eu queria ter essa visão quando estava para escolher a faculdade que faria, lá pelos idos de 1997.</p>
<p>Teria certamente escolhido melhor.</p>
<p>Acho que qualquer jovem que ler isso aqui terá uma visão bem mais pragmática do que escolher. <strong>E até pais e adultos</strong>, que também se equivocam em alguns aspectos. Querem que o filho seja doutor, e que ganhe muito dinheiro, quando esses dois fins em alguns casos são até excludentes, e quando a vocação <em>do moleque</em> nem está bem definida ainda.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://www.ronaud.com/formacao-profissional/vale-a-pena-cursar-uma-faculdade/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Profissões Menos Valorizadas do Brasil</title>
		<link>https://www.ronaud.com/formacao-profissional/profissoes-menos-valorizadas-do-brasil/</link>
					<comments>https://www.ronaud.com/formacao-profissional/profissoes-menos-valorizadas-do-brasil/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Ronaud Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 16 Jul 2013 22:09:19 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Formação profissional]]></category>
		<category><![CDATA[Ambição]]></category>
		<category><![CDATA[Design]]></category>
		<category><![CDATA[Dinheiro]]></category>
		<category><![CDATA[Escolhas]]></category>
		<category><![CDATA[Espírito Empreendedor]]></category>
		<category><![CDATA[Faculdade]]></category>
		<category><![CDATA[Ganhar dinheiro]]></category>
		<category><![CDATA[Mudança de vida]]></category>
		<category><![CDATA[Profissões]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.ronaud.com/?p=12477</guid>

					<description><![CDATA[Conheça as profissões menos valorizadas do Brasil (que não dão dinheiro) e também um comentário pessoal sobre escolha profissional e ambição pessoal.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" width="1024" height="663" src="https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2013/07/profissoes-menos-valorizadas-ethan-sykes-unsplash-1024x663.jpg" alt="Profissões Menos Valorizadas do Brasil" class="wp-image-29422" srcset="https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2013/07/profissoes-menos-valorizadas-ethan-sykes-unsplash-1024x663.jpg 1024w, https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2013/07/profissoes-menos-valorizadas-ethan-sykes-unsplash-300x194.jpg 300w, https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2013/07/profissoes-menos-valorizadas-ethan-sykes-unsplash-768x498.jpg 768w, https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2013/07/profissoes-menos-valorizadas-ethan-sykes-unsplash-1536x995.jpg 1536w, https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2013/07/profissoes-menos-valorizadas-ethan-sykes-unsplash.jpg 1920w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>


<h2>Ou, as profissões que não dão dinheiro</h2>
<p>Ler <a title="Vai lá!" href="https://recordarrepetirelaborar.wordpress.com/2013/07/14/gente-de-humanas/" target="_blank" rel="noopener">este texto</a> da Camila foi quase uma catarse, porque o que ela diz lá eu já vinha percebendo, ao menos na minha profissão, <a title="A realidade do Design" href="https://www.ronaud.com/formacao-profissional/design-grafico-e-uma-boa-profissao/">há um bom tempo</a>. Num breve parágrafo ela conseguiu reunir praticamente todas as profissões menos valorizadas do Brasil. Segue um trecho:</p>
<blockquote>
<p>[&#8230;]</p>
<p>&#8220;design gráfico, tradução, revisão, revisão ABNT, programação, decoração, consultoria de moda, webdesign, transcrição, preparação de originais, editoração, legendagem, publicidade, jornalismo, aula de inglês, de francês, aula em faculdade, em cursinho, mestrado, doutorado, com bolsa, sem bolsa, consultoria/assessoria/gerenciamento de redes sociais, assessoria de imprensa, produção de eventos, crítica de arte, de música, de cinema, cenografia, curadoria, agitação cultural, mapa astral.</p>
<p>Escritores, roteiristas, resenhistas, romancistas, colunistas, cronistas e poetas. Professores, palestrantes, repórteres, artistas e fotógrafos. Produtores, atores e diagramadores. Bailarinos, músicos e psicanalistas. Pós-graduandos em ciências sociais, antropologia e história. Estudantes de graduação em filosofia. Ou, para resumir com termos que nossos tiozões reaças entendem bem: “tudo puta, bicha e maconheiro” &lt;3</p>
<p>Um monte de coisas. Que não dão dinheiro. Nenhuma delas. Nem se juntar tudo.&#8221;</p>
<p><a title="Vai lá!" href="https://recordarrepetirelaborar.wordpress.com/2013/07/14/gente-de-humanas/" target="_blank" rel="noopener">Camila Pavanelli</a> &#8211; Clica e vai lá, leia o texto inteiro.</p>
</blockquote>
<p>Se você está numa procura por alguma profissão, mas além de fazer algo interessante, quer também <em>receber</em> consideravelmente <em>bem</em> pelo que faz, acima está uma boa lista do que <strong>não</strong> escolher. Sério!</p>
<p>Ao contrário da autora, que faz um exercício de auto-aceitação profissional, já há alguns anos que venho concluindo que fiz <a href="https://www.ronaud.com/empreendedorismo/vale-a-pena-trabalhar-como-web-designer/">uma péssima escolha profissional</a>. Porque gosto muito de dinheiro para vê-lo como algo secundário. E porque sei que a mesma energia que gasto criando sites, ou escrevendo aqui, poderia estar gastando projetando uma ponte, como o engenheiro civil que eu queria ser aos 12 anos de idade, e ganhando MUITO por isso.</p>
<p>Esse texto, e a popularidade positiva dele, me fez relembrar que eu cheguei num momento de mudar de profissão.</p>
<p>E que não sei nem por onde começar.</p>
<p>E que justamente por isso, é muito provável que não mude.</p>
<h3>Veja bem</h3>
<p>O tom das palavras acima é desanimador, eu sei.</p>
<p>Mas se você tem algum talento para algumas das atividades acima, que são as profissões menos valorizadas do Brasil, e quer muito exercê-la, e também quer <em>ganhar bem</em>, deve saber que <a title="Prostitutas sabem disso há milênios... brincadeirinha :) Clique e veja outro texto sobre o tema" href="https://www.ronaud.com/sucesso/como-subir-na-vida/">sempre há um jeito mais lucrativo de fazer o que você faz</a>. É uma questão de ser criativo, pró-ativo e ter uma visão empreendedora. E também flexível e despido de preconceitos.</p>
<p>No meu caso, me vi obrigado a largar um tanto o webdesign em si, e focar na publicidade online, como autônomo. Ao menos atualmente posso ter uma vida mais digna com o que ganho, se comparado com a época em que ganhava a vida como uma máquina de fazer sites.</p>
<p>Porque como disse um tal <em>Douglas</em> nos comentários do texto da Camila, também há um certo preconceito desse <em>pessoal de humanas que fazem coisas que não dão dinheiro</em>, de empreender e ganhar dinheiro&#8221;. É gente de tendências socialistas &#8220;que têm certo ódio ao mercado, ao formalismo e ao capitalismo em si…&#8221;</p>
<p>Para se ganhar dinheiro, a primeira coisa que você deve fazer, <a title="Texto sobre como nossas crenças influenciam o modo como ganhamos ou não dinheiro" href="https://www.ronaud.com/prosperidade/dinheiro-crencas-e-auto-sabotagem/">é gostar MUITO de dinheiro</a>.</p>
<p>***</p>
<p>Imagem: <a href="https://unsplash.com/@e_sykes?utm_content=creditCopyText&amp;utm_medium=referral&amp;utm_source=unsplash">Ethan Sykes</a> on <a href="https://unsplash.com/photos/person-near-clear-glass-window-pane-and-window-blinds-low-light-photography-TdM_fhzmWog?utm_content=creditCopyText&amp;utm_medium=referral&amp;utm_source=unsplash">Unsplash</a></p>]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://www.ronaud.com/formacao-profissional/profissoes-menos-valorizadas-do-brasil/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>10 profissões que mais trazem satisfação pessoal</title>
		<link>https://www.ronaud.com/formacao-profissional/escolha-profissional-10-profissoes-que-mais-trazem-satisfacao-pessoal/</link>
					<comments>https://www.ronaud.com/formacao-profissional/escolha-profissional-10-profissoes-que-mais-trazem-satisfacao-pessoal/#comments</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Ronaud Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 08 Jan 2012 20:16:23 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Formação profissional]]></category>
		<category><![CDATA[Educação]]></category>
		<category><![CDATA[Expressão pessoal]]></category>
		<category><![CDATA[Profissões]]></category>
		<category><![CDATA[Realização]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.ronaud.com/?p=6929</guid>

					<description><![CDATA[Em nível de satisfação, carreiras que buscam bem estar de terceiros desbancam profissões líderes em salário e prestígio. Ajudar os outros e destinar as horas de trabalho para algo que realmente é coerente com suas paixões e interesses pessoais parece ser a principal fórmula para satisfação no trabalho. Pelo menos é o que indica levantamento [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Em nível de satisfação, <strong>carreiras que buscam bem estar de terceiros</strong> desbancam profissões líderes em salário e prestígio.</p>
<p><strong>Ajudar os outros</strong> e destinar as horas de trabalho para algo que realmente é coerente com suas paixões e interesses pessoais parece ser a principal fórmula para satisfação no <a title="Frases sobre o trabalho, com reflexões críticas e inteligentes" href="https://www.ronaud.com/frases-pensamentos-citacoes-de/trabalho">trabalho</a>.</p>
<p>Pelo menos é o que indica levantamento feito pela Universidade de Chicago com mais de 27 mil americanos de todos os setores.</p>
<p>As carreiras que abrigam os profissionais mais felizes não oferecem salários milionários ou passaporte garantido para as camadas mais altas da sociedade. Mas elas oferecem algo que dinheiro nenhum compra: <strong>orgulho e coerência no que se faz</strong>.</p>
<p>Confira quais são as carreiras que trazem mais satisfação, segundo o estudo:</p>
<p>1. <strong>Líder religioso</strong><br />
Independente da religião, as pessoas que dedicam suas vidas para o serviço religioso se mostraram as mais completas com suas carreiras. Segundo o estudo, 87% dos entrevistados admitiram estar muito satisfeitos com a profissão que escolheram.</p>
<p>As razões para isso variam de acordo com as circunstâncias. Mas a explicação mais coerente pode estar relacionada ao fato de que, geralmente, essas pessoas atuam em coerência com os próprios valores.</p>
<p>2. <strong>Bombeiro</strong><br />
As longas jornadas de trabalho aliadas ao risco sempre iminente não são suficientes para diminuir a satisfação de um bombeiro quando consegue resgatar alguém com vida.</p>
<p>Segundo o estudo, 80% dos bombeiros americanos estão satisfeitos com suas carreiras.</p>
<p>3. <strong>Fisioterapeuta</strong><br />
Outra fórmula para ter felicidade no trabalho parece ser cuidar da saúde de outras pessoas. Nesse grupo, os fisioterapeutas são líderes.</p>
<p>Ajudar na reabilitação de pacientes com doenças severas fez com que 78% dos fisioterapeutas demonstrassem real satisfação com suas rotinas de trabalho.</p>
<p>4. <strong>Escritor</strong><br />
Fora os grandes nomes da literatura mundial (e isso inclui os best-sellers de qualidade duvidosa), quem segue a carreira de escritor raramente espera um horizonte profissional rentável.</p>
<p>Mesmo assim, 74.2% dos escritores entrevistados assumiram ter uma extrema satisfação com o que fazem.</p>
<p>5. <strong>Professor de educação especial</strong><br />
Elaborar projetos de apoio à inclusão de pessoas com necessidades especiais nas escolas e trabalhar diretamente com esses projetos são parte das tarefas dos educadores especializados em educação especial.</p>
<p>A satisfação de ver crianças, que antes era excluídas das instituições de ensino, aprendendo determinou que 70,1% dos profissionais da categoria admitissem que estão felizes com a carreira que escolheram.</p>
<p>6. <strong>Professor</strong><br />
A área de educação é figura presente nos rankings americanos de satisfação no trabalho. No início do ano, a carreira alcançou a terceira posição em lista elaborada pelo site Career Bliss das profissões que fazem com que as pessoas sejam mais felizes.</p>
<p>De acordo com o estudo, os profissionais do setor são os que mais valorizam suas tarefas diárias, como trabalhar com crianças. No ranking da Universidade de Chicago, 69,2% deles admitiu muita satisfação</p>
<p>7. <strong>Psicólogo</strong><br />
Entender os outros e procurar ajudar pessoas a superar problemas de ordem emocional parece ser outra fórmula para felicidade na carreira.</p>
<p>Por conta disso, os psicólogos são outros profissionais da área de saúde que estão bem felizes, obrigado, com suas carreiras. Segundo o levantamento, 66.9% dos entrevistados admitem satisfação plena com o que fazem.</p>
<p>8. <strong>Gestor de educação</strong><br />
A terceira profissão ligada à área de educação que mais traz felicidade para quem decide segui-la é a dos gestores.</p>
<p>Segundo o estudo, 68.4% dos reitores, diretores e coordenadores dos Estados Unidos estão realmente satisfeitos com o que fazem.</p>
<p>9. <strong>Pintor e escultor</strong><br />
Como no caso dos escritores, as pessoas que fazem da expressão artística uma carreira não esperam robustos retornos financeiros.</p>
<p>Mesmo assim, do total de pessoas participantes da pesquisa, 67,3% estão muito satisfeitas com essa opção de carreira.</p>
<p>10. <strong>Engenheiro de operação</strong><br />
Uma das profissões em alta no Brasil, os engenheiros de operação são os responsáveis por cada detalhe da operação nas unidades de cada empresa.</p>
<p>Essa autonomia e responsabilidade garante que 64,1% dos engenheiros de operação dos Estados Unidos estejam muito satisfeitos com o trabalho. Estima-se que é possível estrear no setor com um salário de 9 mil reais. Para os gerentes de operações, a remuneração sobe para cerca de 16,5 mil reais.</p>
<p>***</p>
<p>Para quem odeia o próprio trabalho, são 10 ótimas inspirações para redirecionar a carreira profissional.</p>
<p><a href="http://exame.abril.com.br/carreira/noticias/as-10-carreiras-que-trazem-mais-felicidade-profissional?p=1#link">Fonte</a></p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://www.ronaud.com/formacao-profissional/escolha-profissional-10-profissoes-que-mais-trazem-satisfacao-pessoal/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>3</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Concursos Públicos, Segurança e Liberdade</title>
		<link>https://www.ronaud.com/formacao-profissional/concursos-publicos-seguranca-e-liberdade/</link>
					<comments>https://www.ronaud.com/formacao-profissional/concursos-publicos-seguranca-e-liberdade/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Ronaud Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 07 Sep 2011 18:35:37 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Formação profissional]]></category>
		<category><![CDATA[Ambição]]></category>
		<category><![CDATA[Autonomia]]></category>
		<category><![CDATA[Contradição]]></category>
		<category><![CDATA[Educação]]></category>
		<category><![CDATA[Estabilidade]]></category>
		<category><![CDATA[Independência]]></category>
		<category><![CDATA[Liberdade]]></category>
		<category><![CDATA[Profissões]]></category>
		<category><![CDATA[Segurança]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.ronaud.com/?p=6030</guid>

					<description><![CDATA[Depois que o Google deu uma freada na vida de muitos blogueiros, acredito que muitos deles repensaram aqueles conselhos que já ouviram de pais e familiares dezenas de vezes: &#8220;Por que que tu não faz um concurso público? Pense na estabilidade, pense na segurança, pense nos benefícios!&#8221; Eu fui um deles! E desde há algum [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Depois que o Google deu uma <em>freada</em> na vida de muitos blogueiros, acredito que muitos deles repensaram aqueles conselhos que já ouviram de pais e familiares dezenas de vezes: &#8220;Por que <em>que</em> tu não faz um concurso público? Pense na estabilidade, pense na segurança, pense nos benefícios!&#8221;</p>
<p>Eu fui um deles! E desde há algum tempo tenho vasculhado um site sobre concursos públicos tentando encontrar alguma oportunidade que me despertasse um&#8230; <em>UAU!!!</em>. Porém olhei, olhei, e <em>olhei de novo</em>, e não gostei 🙁 Daqui da região de Santa Catarina, consegui extrair as seguintes observações sobre o que encontrei:</p>
<ul>
<li>Para ganhar um <em>salário decente</em>, isto é, cerca de 6 salários mínimos (na minha opinião), ou se é médico, ou se é dentista, ou se é engenheiro, ou se trabalha para o judiciário &#8211; o que exige formação específica a qual, no meu caso, não tenho.</li>
<li>Os altos escalões institucionais também oferecem bons salários. Uma dessas vagas com <em>salário decente</em> e acessível  é a de técnico judiciário, para a qual não é exigido diploma de curso superior, a qual porém tem uma concorrência assustadora de cerca de 90 candidatos por vaga.</li>
<li>Todos os outros profissionais merecem salários <em>medíocres</em>, segundo as instituições que precisam deles.</li>
<li>Professor é realmente a profissão mais desvalorizada. Conclui que a única possibilidade de salário decente para um professor é trabalhar para algum colégio particular conceituado. Fora dessas oportunidades não há <em>salvação</em>.</li>
</ul>
<p>Tudo bem que mesmo para as vagas com salários aparentemente baixos, há <em>benefícios</em> e tal. Mas <em>poxa</em>, ficar correndo atrás de&#8230; <em>benefícios</em>? <strong>Achei que estávamos conversando sobre alcançar alguma realização na vida</strong> e não sobre <em>se matar</em> de estudar para se tornar <em>escravinho</em> do sistema em troca de algumas vantagens <em>bobinhas</em>&#8230; Agindo assim se estará agindo igual aos índios brasileiros que trocavam ouro por espelhinhos, facas, tecidos e outros <em>cacarecos</em> sem o menor valor, que os portugueses traziam da Europa.</p>
<p>Há grande diferença entre <strong>SERVIR</strong> aos outros com seus dons e talentos, e <strong>SUBMETER-SE</strong> a eles em troca de dinheiro. Esta última postura não está muito longe do que conhecemos como <strong>prostituição</strong>.</p>
<p>Ou vai ver eu que estou errado e a grande questão na vida seja <em>por quanto nós estamos dispostos a nos vender</em>&#8230;</p>
<h2>E se&#8230;</h2>
<p>Eu que quase não sou indeciso 🙂 fico em alguns momentos me perguntando se não estaria hoje numa <a title="Um texto sobre reconhecimento" href="https://www.ronaud.com/sucesso/prestigio-social/">situação melhor</a> SE em vez de ter me empenhado na criação de sites e mais sites nos últimos anos, TIVESSE utilizado o mesmo empenho para se estudar para um concurso público. Não sei dizer. Talvez sim, mas acho que provavelmente <strong>não</strong>.</p>
<p>Até consegui uma remuneração razoável nesses últimos três anos, através de publicidade online, apesar de ter sido tudo muito trabalhado, muito estudado, muito penado mesmo, pois seguia desenvolvendo sites paralelamente. Hoje, embora às vezes tenha dúvidas a respeito do meu nível de remuneração, ao observar a remuneração oferecida para as vagas dos concursos públicos me mostra que valeu a pena todo esse meu esforço. Mesmo com esse <em>susto</em> que o Google deu em seus editores, praticamente não compensa para mim <em>me meter</em> a fazer concursos públicos, ainda mais levando-se em conta que não basta fazer as provas, é preciso ser aprovado, o que, né&#8230; não é nada simples.</p>
<p>Todas as escolhas que viermos a fazer na vida trarão suas consequências negativas e positivas. E para mantermos a <em>sanidade</em> é altamente recomendável que <a title="Olha para o lado bom da vida, gente..." href="https://www.ronaud.com/vida/autoestima-pra-onde-voce-esta-olhando/">foquemos nas consequências positivas</a> de nossas escolhas. No meu caso dizem respeito a essa <em>DESnecessidade</em> de me submeter diretamente aos outros em troca de dinheiro, sem TER QUE fazer tarefas as quais <a title="Se trabalho fosse legal, você faria de graça" href="https://www.ronaud.com/auto-conhecimento/se-trabalho-fosse-bom-nao-seria-remunerado/">se fossem boas eles mesmos fariam</a>, sem cumprir horários e ordens. Isso tudo tem sido para mim uma consequência muito positiva, quase vital 😉</p>
<h2>E a questão da segurança?</h2>
<p>Particularmente tenho uma grande reserva contra essa busca afoita e inconsciente do povo por <em>segurança</em>. Primeiramente porque segurança é um conceito <em>beeem</em> relativo. Ninguém está 100% seguro. <strong>Não tem circunstância <em>estável</em> nessa vida que uma desgraça <em>jamais cogitada</em> não possa desestabilizar</strong>. É da vida que seja assim.</p>
<p><em>Segundamente</em> porque esse povo tá com medo de quê, hein? Não se bancam? Não se garantem? Teriam vergonha de trabalhar atrás de um balcão de lanchonete pra não passar fome?</p>
<p><em>Terceiramente</em> porque acho que a sensação de <em>se bancar por conta</em> e a agilidade e a iniciativa que você ganha com isso são impagáveis. São as sensações de independência e autonomia que curam qualquer <em>depressão</em>.</p>
<p>E por fim, acho essa coisa de segurança coisa de gente meio <del>preguiçosa</del> <ins>lerda</ins>. Quem gosta de trabalhar com empenho e dedicação nunca fica na mão&#8230; <strong>O mundo precisa de gente assim e sempre vai pagar bem por isso</strong>. No final das contas, tudo sempre vai depender de você e de sua capacidade de se articular, de se mexer, de produzir valor para os outros.</p>
<p>Desgraças acontecem o tempo todo, mas você vai ficar esperando por elas? Ou vai focar no seu próprio desenvolvimento? A pior desgraça já aconteceu, que é termos nascido nesse mundo complicado 🙂</p>
<p>Apesar de todo esse ponto de vista sobre segurança, há quem prefira seguir o senso comum e correr atrás dela, ao invés de seguir as opiniões de <em>doidos</em> como este que vos fala, o que é muito natural 🙂 E sobre segurança há algo que realmente precisa ser dito para quem pretende <a title="Veja várias formas de se trabalhar pela internet" href="https://www.ronaud.com/internet/como-trabalhar-pela-internet/">ganhar dinheiro com a internet</a>. Isso aqui é igual um terreno com areia movediça. Está sempre mudando.</p>
<p>Exemplificando: Um funcionário público qualquer sabe muito bem que daqui a cinco anos estará empregado, independente de ele estar completamente insatisfeito com os rumos que a própria vida tomou. Eu, que sobrevivo de renda online&#8230; Sério, não faço a menor ideia de como estarão as coisas na internet daqui a cinco anos. O que  traz um panorama um tanto desesperador para quem está no ramo.</p>
<p>O que se pode fazer? Zeca Pagodinho diz em uma de suas músicas que <em>enverga mas não quebra</em>. Gosto desse <em>dizer</em>. Não se pode ter medo das coisas. Com exceção das questões de vida e morte, <strong>sempre haverá alguma saída, algum jeito para o pior dos problemas</strong>. Ou você confia em você mesmo, ou não sei porque está aí (sobre)vivendo&#8230;</p>
<p>Mesmo assim devo comentar o seguinte: Se você <em>moleque</em> tá querendo ganhar dinheiro com a internet, só o faça se realmente tiver paixão por isso aqui, ou se você for meio louco igual gente como eu. Do contrário, utilize seus esforços e neurônios para conseguir um emprego público. Porque afinal de contas, um pouco de benefícios não faz mal a ninguém, principalmente para você jovem, que ainda não conquistou nenhum.</p>
<p>Dificilmente será a internet que lhe dará esses benefícios.</p>
<h3>Textos relacionados</h3>
<p>Abra sua mente, conheça pontos-de-vista diferentes sobre o trabalho:</p>
<p><a title="Reflexões sobre a vida, o trabalho e a falta de tempo" href="https://www.ronaud.com/vida/a-vida-e-feita-de-tempo/">A vida é feita de tempo</a><br />
<a title="Texto com reflexões sobre o trabalho contemporâneo" href="https://www.ronaud.com/sociedade/o-trabalho-dignifica-ou-indigna/">O trabalho dignifica ou indigna?</a><br />
<a title="Se trabalho fosse bom você trabalhava de graça, né?" href="https://www.ronaud.com/auto-conhecimento/se-trabalho-fosse-bom-nao-seria-remunerado/">Se trabalho fosse bom, não seria remurerado</a></p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://www.ronaud.com/formacao-profissional/concursos-publicos-seguranca-e-liberdade/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Vale a pena fazer faculdade?</title>
		<link>https://www.ronaud.com/formacao-profissional/vale-a-pena-fazer-faculdade/</link>
					<comments>https://www.ronaud.com/formacao-profissional/vale-a-pena-fazer-faculdade/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Ronaud Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 23 Aug 2011 15:32:59 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Formação profissional]]></category>
		<category><![CDATA[Educação]]></category>
		<category><![CDATA[Faculdade]]></category>
		<category><![CDATA[Opinião]]></category>
		<category><![CDATA[Profissões]]></category>
		<category><![CDATA[Trabalho]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.ronaud.com/?p=5851</guid>

					<description><![CDATA[Contundente reflexão de Rubem Alves: Se eu fizer os exames vestibulares, não passarei. E se o novo reitor da Unicamp fizer os vestibulares, não passará. Se o Ministro da Educação fizer os vestibulares, não passará. Se os professores das universidades fizerem os vestibulares, não passarão. Se os professores dos cursinhos que preparam os alunos para passar [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Contundente reflexão de Rubem Alves:</p>
<blockquote><p>Se eu fizer os exames vestibulares, não passarei. E se o novo reitor da Unicamp fizer os vestibulares, não passará. Se o Ministro da Educação fizer os vestibulares, não passará. Se os professores das universidades fizerem os vestibulares, não passarão. Se os professores dos cursinhos que preparam os alunos para passar nos vestibulares fizerem os vestibulares, não passarão (cada professor só passará na disciplina em que é especialista…). Se aqueles que preparam as questões para os vestibulares fizerem os vestibulares, não passarão. Então me digam, por favor: por que é que os jovens adolescentes têm de passar no vestibular? Os vestibulares são um desperdício de tempo, de dinheiro, de vida e de inteligência. Passados os exames, a memória (inteligente) se encarrega de esquecer tudo. A memória não carrega peso inútil.</p></blockquote>
<p>Acho que essa problemática toda vai além do vestibular.</p>
<p>Ela está no ensino de um modo geral, na educação como um todo.</p>
<p>O vestibular é só uma parte do problema.</p>
<p>Antigamente você aprenderia seu ofício no local onde ele é praticado. Se quisesse ser um carpinteiro, trabalharia com carpinteiros, começando como um aprendiz. Se quisesse ser médico, trabalharia com médicos. Se quisesse aprender a construir obras, trabalharia numa obra. Aprendiz era o status inicial de qualquer profissional. Hoje você aprende (?) tudo isso numa UNIVERSIDADE, onde nenhuma dessas atividades são praticadas. Elas até tentam reproduzir ambientes semelhantes aos reais, mas uma cópia é sempre uma cópia, né? Nada como a vida real para conhecermos a <em>vida real</em>.</p>
<p>Acredito que para se formar bons profissionais não haveria outra fórmula de modo que não entendo como as coisas chegaram desgraçadamente onde chegaram na educação contemporânea. Na pior das hipóteses, se é pra &#8220;frequentar uma universidade&#8221;, acredito que, por exemplo, um advogado deveria ir num dia para a <em>faculdade</em>, e em outro para um escritório de advocacia. Isso até tenta ser aludido pelo que se conhece como estágio. Os estagiários de hoje são os aprendizes de antigamente. Porém é muito pouco tempo de estágio. Você passa 5 anos numa faculdade e depois passa os primeiros 5 anos de sua atuação profissional aprendendo de verdade como trabalhar.</p>
<p>O estágio deveria ocupar 50% &#8211; ou muito mais &#8211; do tempo de uma formação profissional.</p>
<h3>Vale a pena fazer faculdade?</h3>
<p>De todo modo, um curso universitário PODE lhe abrir caminho para um nível de vida consideravelmente melhor. Depende muito de você acertar algumas escolhas. Você quer dinheiro? Quer fazer o que gosta? Quer uma vida dedicada para alguma causa maior que você? Nem sempre sua vocação lhe permitirá juntar essas opções numa mesma profissão. Acontece MUITO de aquela atividade que você gosta não ser muito valorizada no mercado. Por exemplo, você pode adorar cálculos. Mas uma faculdade de engenharia vai lhe permitir uma renda razoavelmente maior do que a de um matemático, por exemplo. Você pode gostar de ciências humanas. No entanto um curso de direito ou jornalismo lhe oferecerá muito mais oportunidades financeiras do que um curso de Sociologia, por exemplo. Medicina também oferece n especializações, algumas mais rentáveis que outras. É preciso saber o que se quer e tentar conciliar <em>o que se quer</em> com os dons que trazemos conosco.</p>
<p>Essa questão levantada no parágrafo anterior depende muito da sorte da pessoa também. Um matemático pode conseguir uma oportunidade em bancos, em grandes indústrias, etc. É mais difícil mas não é impossível. Um sociólogo pode conseguir boas oportunidades em cursinhos pré-vestibulares, ou na docência, etc, dependendo de seus talentos.</p>
<p><a title="Veja algumas dicas para melhorar sua sorte. É sério :)" href="https://www.ronaud.com/atitude/7-dicas-para-melhorar-sua-sorte/">Sorte ajuda bastante</a>. Então leve esse item em conta também em suas escolhas.</p>
<h3>A faculdade da vida</h3>
<p><em>Faculdade da vida</em> já é um termo meio clichê, porém necessário, real, significativo. Já vi muitas e muitas pessoas com <em>pouco estudo</em> mas <em>muita noção</em> das coisas. Pessoas com uma capacidade ímpar de agir e alcançar resultados positivos com sucesso. Entendo e respeito quem diz orgulhoso que &#8220;minha faculdade foi a faculdade da vida&#8221;.</p>
<p>Veja bem. Estudo é legal. Conhecimento ajuda. Mas o maior e verdadeiro legado que uma faculdade vai lhe deixar é saber como encontrar o conhecimento que você vai precisar depois de <em>formado</em>.</p>
<p>Quanto <em>ao resto</em> que se aprende numa faculdade, acredito até um tanto intransigentemente que a teoria só serve para a prática, então como se pratica muito pouco o que se aprende na sala de aula da faculdade, praticamente tudo que é visto se torna um tanto inútil e será rapidamente esquecido.</p>
<p>A prática se adquire praticando. E é vivendo que se aprende a viver. É trabalhando que aprendemos a trabalhar. A vida é prática. E nenhuma sala de aula vai lhe ensinar a viver.</p>
<p>Estude, faça o seu vestibular, já que não há outro jeito, e complete seu curso superior. Mas não perca de vista que é a vida que irá lhe ensinar as coisas realmente importantes.</p>
<p>O verdadeiro empreendedor não depende de diplomas, e sim de sua capacidade de aprender o que precisa aprender, esteja onde estiver. Portanto, se por algum motivo qualquer você não puder cursar um <em>curso superior</em>, não se preocupe. Há (muita) vida além da faculdade.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://www.ronaud.com/formacao-profissional/vale-a-pena-fazer-faculdade/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Dons, talentos, vocações&#8230;</title>
		<link>https://www.ronaud.com/sucesso/dons-talentos-vocacoes/</link>
					<comments>https://www.ronaud.com/sucesso/dons-talentos-vocacoes/#comments</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Ronaud Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 27 Jul 2010 00:23:23 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Formação profissional]]></category>
		<category><![CDATA[Sucesso]]></category>
		<category><![CDATA[Possibilidades]]></category>
		<category><![CDATA[Profissões]]></category>
		<category><![CDATA[Propósito]]></category>
		<category><![CDATA[Talentos]]></category>
		<category><![CDATA[Vocações]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.ronaud.com/?p=3212</guid>

					<description><![CDATA[Auto-realização Um músico deve compor, um artista deve pintar, um poeta deve escrever, caso pretendam deixar seu coração em paz. O que um homem pode ser, ele deve ser. A essa necessidade podemos dar o nome de auto-realização. Refere-se ao desejo do homem de autopreenchimento, isto é, à tendência que ele apresenta de se tornar, [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<h3>Auto-realização</h3>
<p>Um músico deve compor, um artista deve pintar, um poeta deve escrever,</p>
<p>caso pretendam deixar seu coração em paz.</p>
<p>O que um homem pode ser, ele deve ser.</p>
<p>A essa necessidade podemos dar o nome de auto-realização.</p>
<p>Refere-se ao desejo do homem de autopreenchimento,</p>
<p>isto é,</p>
<p>à tendência que ele apresenta de se tornar,</p>
<p>em realidade,</p>
<p>o que JÁ É em potencial</p>
<p><a href="https://www.ronaud.com/frases-pensamentos-citacoes-de/abraham-maslow">Abraham H. Maslow</a></p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://www.ronaud.com/sucesso/dons-talentos-vocacoes/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>1</slash:comments>
		
		
			</item>
	</channel>
</rss>
