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	<title>Ponderação &#8211; RONAUD.com</title>
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	<description>Textos e Mensagens para Reflexão</description>
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		<title>O Sul é meu país</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Ronaud Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 30 Jan 2015 12:50:17 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[Critérios]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Ponderação]]></category>
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					<description><![CDATA[Entenda porque simpatizo com a ideia do Sul é meu País e veja ainda outros dois textos que tratam do assunto de forma bem precisa.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_17151" style="width: 310px" class="wp-caption alignright"><img fetchpriority="high" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-17151" class="wp-image-17151 size-medium" src="https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2015/01/o-sul-e-meu-pais-300x173.jpg" alt="Vuelvo al Sur" width="300" height="173" srcset="https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2015/01/o-sul-e-meu-pais-300x173.jpg 300w, https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2015/01/o-sul-e-meu-pais.jpg 450w" sizes="(max-width: 300px) 100vw, 300px" /><p id="caption-attachment-17151" class="wp-caption-text">Vuelvo al Sur</p></div>
<p><del>Eu simpatizo com esta ideia</del> <ins>Já simpatizei mais com esta ideia. </ins></p>
<p>Hoje nem tanto.</p>
<p>Não acho que vai algum dia acontecer, e muito menos, que precisava ser assim tão necessária.</p>
<p>Esta luta não é por mero separatismo, segregação ou que tais.</p>
<p>É por justiça econômica. Aliás, não é nem por justiça econômica. Assim como de modo geral não nos importamos de pagar impostos, desde que eles sejam bem aplicados, o pessoal do sul não se importaria nem um pouco se parte do dinheiro de seus impostos fosse aplicada para o desenvolvimento do nordeste e da amazônia. O problema é que essa parte é usada para o desenvolvimento da vida pessoal dos coronéis do nordeste: Sarneys, Calheiros, Collors, entre outros.</p>
<p>As pessoas têm dificuldade de enxergar critérios. Quem simpatiza com a separação, assim o faz com base no critério político econômico e está em busca basicamente de justiça. Daí vem o pessoal com critérios sentimentais já se abraçando às lágrimas e acham o cúmulo, como se nunca mais as pessoas de ambos os lados pudessem viajar (e inclusive, morar) para um lado e outro.</p>
<p>E dica: O sul pode ser xenofóbico, rancoroso, discriminador e tudo mais de legal que costumam nos chamar, mas é desse mesmo sul que o &#8220;brasil do norte&#8221; dependeria, depois, tanto de oportunidades, como de mercado.</p>
<p>Abaixo, dois textos interessantes sobre o tema:</p>
<p>***</p>
<blockquote><p>27 de outubro de 2014</p>
<p>Vejo muitos brasileiros lamentando o “preconceito” dos sulistas em relação aos nordestinos devido à vitória mínima de Dilma, obtida sobretudo no eixo Norte-Nordeste.</p>
<p>É uma análise simplista, para não dizer canhestra, de quem olha para o resultado da eleição.</p>
<p>A queixa da metade meridional do país é mais do que compreensível: é justa.</p>
<p>Assim como são compreensíveis e justas as razões do voto da metade setentrional do país.</p>
<p>A divisão do Brasil pelo voto acontece exatamente porque o Brasil não está dividido, e deveria estar.</p>
<p>Você não entendeu, claro. Explico: o Brasil não é uma federação, como deveria ser.</p>
<p>Os Estados não têm autonomia.</p>
<p>A arrecadação é centralizada em Brasília.</p>
<p>A lei que vale para o Rio Grande do Sul é a mesma que vale para o Acre.</p>
<p>Trata-se de uma insanidade num país dessas dimensões.</p>
<p>Se cada Estado tivesse sua autonomia e sua constituição própria, se a maioria dos recursos ficasse na cidade e não fosse para o centro do país para depois voltar, se o Brasil fosse uma federação de fato, a corrupção seria menor e as necessidades de cada localidade seriam melhor atendidas.</p>
<p>Essa distorção, essa centralização quase criminosa, foi obra do mais solerte ditador que o Brasil teve: Getúlio Vargas.<br />
O Brasil ainda está pagando por todos os erros e crimes cometidos na Era Vargas. Quase tudo de ruim que há no país hoje foi construído por Vargas, na sua ânsia de poder. A ditadura militar foi, de certa forma, uma consequência do governo Vargas. E a corrupção que assola o país hoje, da mesma forma.</p>
<p>Os Estados do Sul-Sudeste-Centro-Oeste não têm as mesmas aspirações dos do Norte-Nordeste. Não têm os mesmos problemas. E, se tivessem, as soluções teriam de ser diferentes.</p>
<p>David Coimbra, jornalista da RBS, de Porto Alegre.</p></blockquote>
<p>***</p>
<blockquote>
<h3>A divisão do Brasil e as eleições: trocando em miúdos</h3>
<p>28 de outubro de 2014</p>
<p>Uma eleição para a presidência da República não deveria despertar tantas paixões.</p>
<p>Desperta porque o Brasil está torto administrativa e filosoficamente.</p>
<p>O resultado da eleição demonstra isso.</p>
<p>A divisão do Brasil em dois demonstra isso.</p>
<p>Essa divisão não é ruim. Nem boa. É natural.</p>
<p>É impossível que um país desse tamanho não tenha profundas diferenças entre suas regiões.</p>
<p>Um seringueiro do Acre tem necessidades e pleitos diferentes de um pequeno agricultor da Serra gaúcha. O sertão de Minas é diferente do litoral catarinense.</p>
<p>Isso não quer dizer que um seja melhor do que outro. Nem quer dizer que o país deveria ser dividido em vários países. Quer dizer, apenas, que as diferenças precisam ser respeitadas.</p>
<p>O Brasil não respeita as diferenças das suas diversas populações. Donde, a justa revolta de quem se vê suplantado no voto por uma pequena maioria.</p>
<p>As manifestações preconceituosas contra os nordestinos, os xingamentos, os insultos, tudo aquilo é bobagem. É irrelevante. Eu, aqui, quando escrevo algo com que você concorda, você me chama de gênio. Quando escrevo algo do que você discorda, você me chama de imbecil. Não posso me enfatuar quando sou chamado de gênio, nem me deprimir quando sou chamado de imbecil. Tenho de compreender que as pessoa se aferram às suas opiniões e que as defendem de todas as formas, mesmo formas que, volta e meia, não são as mais sensatas. Tenho de compreender que, neste mundo de redes sociais, todos estão expostos à sua própria tolice. Antes, só os jornalistas escancaravam sua própria tolice. Agora, ser tolo está ao alcance de todos.</p>
<p>Um Brasil que realmente fosse uma federação atenuaria muitos desses conflitos. O país deveria dar autonomia e liberdade para estados e municípios resolverem seus próprios problemas.</p>
<p>Vou dar argumentos técnicos, não políticos: os municípios arrecadam impostos, mandam dinheiro para o governo central, que devolve parte para os municípios, sobretudo em forma de programas, que é a maneira como se administra o Brasil. Não tem lógica. É burocrático, ineficiente e facilita a corrupção. Nesse caminho de ida a Brasília e retorno para o município, muito dinheiro se esvai.</p>
<p>Você sabe quantos programas para municípios existem no governo federal?<br />
229.</p>
<p>Duzentos e vinte e nove.</p>
<p>Entre esses, programas como o “Arca de Letras”, “Cultura Afro-Brasileira”, “Artesanato Brasileiro”, “Feira do Peixe”, “Enfrentamento à Violência Sexual Infanto-Juvenil”, “Brasil Quilombola” e até um com designação muitíssimo apropriada, “Olho Vivo no Dinheiro”.</p>
<p>Olho vivo no dinheiro, de fato. Todos esses programas necessitam de quem os administre, mais seus assessores, secretárias, sedes, carros, material de escritório etc. São estruturas dispendiosas e muito suscetíveis à corrupção.<br />
Então, o Brasil funciona assim: um prefeito identifica que, na sua cidade, é preciso asfaltar determinada rua. Ele vai a Brasília, ou manda um deputado aliado ir a Brasília para pedir recursos. Esses recursos, se aprovados, são enviados através de um desses programas. Só que, não raro, para que os recursos sejam liberados, o deputado se compromete a apoiar determinada demanda do governo no Congresso.</p>
<p>Está criada a espiral da corrupção.</p>
<p>Agora vou contar como funciona num país em que a federação existe de fato, em que cada estado e município tem autonomia e independência, sem que se descaracterize a união: os Estados Unidos, país tão grande e complexo quanto o Brasil.</p>
<p>Vamos pegar duas áreas fundamentais para o cidadão: educação e segurança pública.</p>
<p>Nos Estados Unidos, a educação e a segurança são municipais. A polícia de cada cidade conhece os bairros, os moradores e os seus problemas. Os moradores da cidade também conhecem os policiais, e sabem como trabalham.</p>
<p>Na educação, os, digamos, primeiro e segundo graus são públicos e gratuitos. As escolas públicas são ótimas, até melhores do que as privadas. Já as universidades são todas pagas, inclusive as públicas. Mas os pais não pagam as faculdades dos filhos: os filhos pagam depois de formados e só depois de já estarem empregados, com uma espécie de crédito educativo que se estende por boa parte da vida, como uma prestação de casa própria. Só que todos, ricos ou pobres, chegam às universidades com condições iguais, porque a educação básica e fundamental é excelente.</p>
<p>A escola do meu filho é totalmente gratuita, inclusive o material, os cadernos, lápis de cor, canetas. Pela refeição, pagamos 3 dólares por dia. Se não tivéssemos condições de pagar isso, mandaríamos uma carta para a escola e a alimentação seria gratuita. Os alunos também têm direito a assistência médica gratuita, até os 18 anos.</p>
<p>Outro dia, nos chamaram para falar da reforma da escola. Era uma reunião com todos os pais. Foi apresentado o orçamento já aprovado para a reforma: 98 milhões de dólares, cerca de 250 milhões de reais, bancados pelo imposto municipal.</p>
<p>Esse dinheiro não foi para Washington para voltar como um programa. Foi arrecadado pelo município, investido no município e será fiscalizado pela sociedade civil, pelo cidadão, pelos pais que viram para onde vai o dinheiro, como será gasto e quando.</p>
<p>Os programas do governo federal brasileiro parecem lindos e bem intencionados, mas são apenas instrumentos de poder do reizinho de Brasília, são mecanismos burocráticos, que aumentam os gastos públicos e facilitam a corrupção, para não dizer que a estimulam.</p>
<p>Todo esse sistema é terrível para o país, mas é muito caro ao governo central, porque dá poder, dá instrumentos de barganha política, de distribuição de cargos e favores. Isso é fruto do paternalismo criado lá na ditadura Vargas, que se estende filosoficamente (e administrativamente, e materialmente) até hoje no Brasil.</p>
<p>O Brasil não precisa de salvadores da pátria, os pobres não precisam de heróis ou de defensores, nem de um governo benevolente. Não, não, quando alguém disser que é defensor dos pobres, fuja dele. É um demagogo que só fará mal ao país. O cidadão brasileiro precisa, sim, de um Estado que proteja os mais fracos e permita que todos tenham as mesmas chances. Precisa que a independência, a iniciativa pessoal e a criatividade sejam incentivadas. Precisa de bom senso.</p></blockquote>
<p>***</p>
<p>Os dois textos aqui citados foram encontrados via <a href="https://www.facebook.com/MaristelaNMoura/posts/4954664641285" target="_blank" rel="noopener">Maristela Moura</a>.</p>
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		<title>Um 2015 de vitórias</title>
		<link>https://www.ronaud.com/pensamentos/um-2015-de-vitorias/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Ronaud Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 31 Dec 2014 17:06:42 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Pensamentos]]></category>
		<category><![CDATA[Objetividade]]></category>
		<category><![CDATA[Ponderação]]></category>
		<category><![CDATA[Pragmatismo]]></category>
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					<description><![CDATA[Virada de Ano É legal estar em família e amigos. É legal comemorar e renovar votos de tempos melhores. Desejo de coração um ótimo 2015 para todos. Mas também vale lembrar que é só uma data sobre a qual costumamos dar muito mais ênfase e importância do que realmente tem, aliás, como fazemos com todas [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_16959" style="width: 310px" class="wp-caption alignright"><img decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-16959" class="size-medium wp-image-16959" src="https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2014/12/feliz-2015-300x187.jpg" alt="Que você vença em 2015" width="300" height="187" srcset="https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2014/12/feliz-2015-300x187.jpg 300w, https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2014/12/feliz-2015-1024x640.jpg 1024w, https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2014/12/feliz-2015.jpg 1600w" sizes="(max-width: 300px) 100vw, 300px" /><p id="caption-attachment-16959" class="wp-caption-text">Que você vença em 2015</p></div>
<h3>Virada de Ano</h3>
<p>É legal estar em família e amigos.</p>
<p>É legal comemorar e renovar votos de tempos melhores.</p>
<p>Desejo de coração um ótimo 2015 para todos.</p>
<p>Mas também vale lembrar que é só uma data sobre a qual costumamos dar muito mais ênfase e importância do que realmente tem, aliás, como fazemos com todas as outras datas.</p>
<p>São apenas datas.</p>
<p>Muito mais do que em lembranças ou expectativas, a comemoração autêntica e indispensável reside nas vitórias.</p>
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		<title>Causas psicológicas da impotência sexual</title>
		<link>https://www.ronaud.com/bom-senso/causas-psicologicas-da-impotencia-sexual/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Ronaud Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 01 Feb 2014 13:40:57 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Bom senso]]></category>
		<category><![CDATA[Ansiedade]]></category>
		<category><![CDATA[Atração sexual]]></category>
		<category><![CDATA[Equilíbrio]]></category>
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		<category><![CDATA[Seja homem]]></category>
		<category><![CDATA[Sexo]]></category>
		<category><![CDATA[Sexualidade]]></category>
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					<description><![CDATA[Veja um comentário sobre as causas psicológicas da impotência sexual. Muito se fala sobre a impotência masculina atormentar a vida de muitos homens. O que não se fala muito é o fato da excitação sexual estar preponderantemente alicerçada num equilíbrio psicológico.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A princípio, este texto é destinado aos homens, mas toda a visão aqui oferecida pode ser perfeitamente ser utilizada para a compreensão das dificuldades sexuais das mulheres.</p>
<h3>Impotência sexual ou impotência psicológica?</h3>
<p>A impotência sexual masculina, como se sabe, atormenta a vida de muitos homens. Creio que, principalmente, os muito jovens, devido à ansiedade, e os muito velhos, devido ao desgaste de toda uma vida.</p>
<p>A medicina e o senso comum afirmam, de modo  geral, que as causas para essa impotência podem ser eliminadas mediante a ingestão de certos remédios, tais como o famoso <em>viagra</em>, o <em>cialis</em>, e outros medicamentos e métodos.</p>
<p>O que não se fala muito é o fato <strong>da excitação sexual estar preponderantemente alicerçada num equilíbrio psicológico</strong>, de modo que o mesmo proporcione o necessário relaxamento mental e corporal para <em>a coisa funcionar</em>.</p>
<p>Daí se compreende porque isso compromete a vida sexual tanto de jovens como de homens maduros.</p>
<p>Os jovens têm o problema da inexperiência, do despreparo financeiro e portanto, do consequente nervosismo gerado pela ansiedade de se ver inexperiente, <em>travando tudo</em>.</p>
<p>Os mais velhos tem o problema da responsabilidade excessiva que a vida lhes confere, ou que eles mesmos assumem por ambição, sem estarem cientes das consequências negativas que esse <em>peso psicológico</em> excessivo pode lhes causar em sua fisiologia e, por consequência, em sua vida íntima. Sofrem sérios danos à vida sexual por tentarem assumir o papel do super-homem que tudo assume e tudo enfrenta. A sociedade espera que o homem seja simpático, divertido, forte, determinado, ambicioso, rico e bem sucedido e ainda, saudável e uma <em>fera</em> na cama. Mas pouquíssimos indivíduos tem a energia necessária para fechar essas equação toda com saldo positivo.</p>
<p>Erra a sociedade que impõe um ideal impossível sobre os homens, e erram eles ao caírem nessa conversa de que há um papel pronto para interpretarem, sem pensarem criticamente se é isso mesmo que querem (quase nunca é) e se terão os recursos emocionais necessários para arcarem com todas as consequências dessa vida combativa que assumem.</p>
<h3>Super-homens não existem</h3>
<p>Nós homens temos organismos quase sempre mais frágeis do que gostamos de admitir, e que são fortemente influenciados por uma psiquê complexa e delicada. E os resultados podem ser percebidos da pior forma possível. E mais, podem ser percebidos somente depois de muito tempo de uma vida sobrecarregada. Então o sujeito já nem cogita que seu problema de impotência vem de muitos anos, quando começou a sobrecarregar a própria vida com responsabilidades demais, plantando as sementes de sua desgraça.</p>
<p>Esse texto é um comentário sobre o que vejo como causa principal da impotência masculina: <strong>Qualquer tipo de <em>ESTRESSE</em> gerado pelos mais diversos problemas da vida cotidiana, e que resulta em tormentos psicológicos que impedem uma concentração adequada para a excitação ocorrer</strong>. Aqui fica então uma mensagem de alerta para os interessados.</p>
<p>Aos jovens fica o conselho da paciência. Com o tempo, a tendência é que as condições financeiras melhorem, o que já ajuda muito. E por mais escassas que sejam, as experiências sexuais ao longo do tempo vão se acumulando, e a prática alcançada vai reduzindo a ansiedade e deixando-nos mais à vontade diante do processo de conquista, e diante das próprias mulheres. O que não se pode é esperar que as experiências sejam perfeitas desde as primeiras vezes. Não serão, uma trapalhada e outras sempre ocorre.</p>
<p>Aos mais velhos (e, porque não, também aos mais jovens) fica o seguinte questionamento: Vale a pena assumir certas posições sociais e profissionais, para alcançar certos ganhos financeiros, cuja pressão psicológica advinda pelas responsabilidades assumidas vão implodir sua vida sexual?</p>
<p>Eu tenho CERTEZA que não. Se a mim fosse dado escolher, preferiria ser <em>pobre</em> e ferver na cama, do que ser <em>rico</em> e morno, quem sabe, frio.</p>
<h2>Inteligência é afrodisíaco</h2>
<p>Já tratei sobre esse tema, de modo mais brando e romântico <a title="Clique e leia" href="https://www.ronaud.com/inteligencia/inteligencia-e-afrodisiaco/">aqui</a>, e <a title="Vai, clica :)" href="https://www.ronaud.com/inteligencia/diga-algo-que-me-encante-e-serei-seu/">aqui</a>, ao comentar o quanto a inteligência é afrodisíaca.</p>
<p>Para mim, é.</p>
<p>E certamente também é para muitos homens, que talvez não admitam nem para si mesmos, ou por falta de auto-conhecimento, ou porque talvez nunca tenham prestado atenção nisso. Ou fujam dessa condição, já que lidar com mulher inteligente não é uma tarefa simples. <em>Tem que ser bom</em> 😉</p>
<p>O verdadeiro órgão sexual de qualquer pessoa é o cérebro. Os genitais são apenas extensões sensoriais 😉 É no cérebro que surge o desejo. E a complexidade da constituição psicológica de cada um explica toda a graduação que há entre os gêneros &#8211; partindo da mais convicta heterossexualidade até a mais completa homossexualidade. É também essa complexa psicologia sexual que explica a mais exacerbada sexualidade e a mais casta assexualidade. E é também essa complexidade individual que explica as mais variadas fontes de excitação e os mais bizarros fetiches; passando pelas mais diversas combinações entre todos esses extremos do comportamento sexual humano.</p>
<p>Observando tudo isso, notamos o que já percebemos intuitivamente: que a sexualidade humana não é algo fácil. Mas também se deduz um conceito muito simples, que é a mensagem deste texto:</p>
<p><strong>Para se ter uma vida sexual saudável, é preciso manter uma mentalidade saudável</strong>. E por mentalidade saudável, entendo moderação nos compromissos, assumindo responsabilidades na vida que estão dentro das possibilidades e recursos emocionais disponíveis para sustentá-las; por mentalidade saudável entendo também uma vida saudável, isto é: boa alimentação, utilização moderada de álcool, bons níveis de diversão, que é o que deixa a coisa toda leve, e por fim, uma crença favorável aos prazeres da vida, <a href="https://www.ronaud.com/sociedade/tabus/">não só sexuais</a>.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Mulheres, assédio, respeito</title>
		<link>https://www.ronaud.com/bom-senso/mulheres-assedio-respeito/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Ronaud Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 14 Sep 2013 19:54:09 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Bom senso]]></category>
		<category><![CDATA[Comportamento]]></category>
		<category><![CDATA[Elogios]]></category>
		<category><![CDATA[Feminismo]]></category>
		<category><![CDATA[Machismo]]></category>
		<category><![CDATA[Ponderação]]></category>
		<category><![CDATA[Respeito]]></category>
		<category><![CDATA[Seja homem]]></category>
		<category><![CDATA[Sexo]]></category>
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					<description><![CDATA[Esse assunto dá o que pensar. Quem não o entende completamente se sai com pérolas como a que diz que &#8220;estão querendo assassinar a paquera&#8221;, ou que &#8220;a mulherada está neurótica demais&#8221;, ou ainda que &#8220;ao envelhecerem, as mulheres vão sentir falta das cantadas&#8221;, entre outros absurdos. Mas não é por aí. Elogio x Assédio [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Esse assunto dá o que pensar.</p>
<p>Quem não o entende completamente se sai com pérolas como a que diz que &#8220;estão querendo assassinar a paquera&#8221;, ou que &#8220;a mulherada está neurótica demais&#8221;, ou ainda que &#8220;ao envelhecerem, as mulheres vão sentir falta das cantadas&#8221;, entre outros absurdos.</p>
<p>Mas não é por aí.</p>
<h3>Elogio x Assédio</h3>
<p>Pra começo de conversa, é preciso que entendamos o que é elogio, e o que é assédio. Resumindo, é uma questão de ocasião e intimidade. Mas o gráfico abaixo explica bem essa diferença:</p>
<div id="attachment_12928" style="width: 680px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2013/09/elogio-assedio.jpg"><img decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-12928" class="size-full wp-image-12928" src="https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2013/09/elogio-assedio.jpg" alt="Elogio x Assédio - Desenharam pra você :)" width="670" srcset="https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2013/09/elogio-assedio.jpg 720w, https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2013/09/elogio-assedio-300x225.jpg 300w" sizes="(max-width: 720px) 100vw, 720px" /></a><p id="caption-attachment-12928" class="wp-caption-text">Elogio x Assédio &#8211; Desenharam pra você 🙂</p></div>
<p><a title="Textos sobre elogios" href="https://www.ronaud.com/tag/elogios/">Elogios são algo positivo</a>, tanto para mulheres quanto para homens. Mas o que os homens precisam entender, é que há um contexto adequado para se elogiar uma mulher. E a rua não é esse contexto. Aliás, na rua não há contexto algum.</p>
<p>E o fato último, nessa questão, é que dificilmente, MUITO DIFICILMENTE, um homem vai conquistar uma mulher que não conhece dizendo o quanto ela é <em>linda</em> ou <em>gostosa</em>, na rua. Muito menos ainda dizendo que <em>chupava ela toda</em>. A não ser que por acaso tenha se deparado com uma <em>maníaca sexual</em>, essas abordagens vão assustar, ao invés de agradar.</p>
<p>Homens deveriam aprender a <em>chegar</em> numa mulher ( não que eu saiba 🙂 ). Não sabem como fazer, então fazem a primeira coisa que vem a cabeça e só o que conseguem é parecer toscos e grosseiros. O problema não é o <em>abordar</em> em si, mas a maneira como se aborda. E a maneira adequada, segundo os entendidos do assunto 🙂 vai pelo caminho da conversa, de puxar assuntos interessantes, de dar atenção, conquistar a confiança etc, sempre de forma amistosa, nunca de modo impositivo.</p>
<h3>O vestuário feminino</h3>
<p>O senso comum prega, incluindo muitas mulheres conservadoras, que se uma mulher não quiser ser abordada na rua, e se não quiser arriscar ser estuprada, deve maneirar nas roupas, preferindo peças discretas.</p>
<p>Também acredito nisso, <a href="https://www.ronaud.com/sociedade/mulheres-e-prudencia/" target="_blank" rel="noopener">mas por uma questão de prudência</a>. Estuprador é como bandido, é descontrolado, impulsivo, doentio, desumano, criminoso. Não se pode confiar, não se pode esperar que pense racionalmente e leve em conta argumentos racionais sobre respeito e limites.</p>
<p>Uma comentarista no site ThinkOlga.com respondeu a um rapaz que comentou de modo favorável à moderação do vestuário feminino:</p>
<blockquote><p>Ela tem o direito de se vestir como quiser, ela se veste como se sentir melhor, não pra te provocar.</p></blockquote>
<p>Sim, o problema é que o &#8220;vestir-se como se sente melhor&#8221; de algumas mulheres é MUITO provocador, por mais que elas não queiram. Sem contar os &#8220;sinais&#8221; que muitas mulheres emitem, sem querer, <a href="https://www.ronaud.com/autoestima/como-sair-da-friendzone/">e sem a noção do quanto esses sinais confundem</a>.</p>
<p>Convenhamos que há uma minoria de mulheres com tendências exibicionistas (quem sabe sejam os 17% das entrevistadas que consideraram &#8220;cantadas&#8221; algo positivo), cuja autoestima está toda fundamentada na própria aparência e na atenção que recebem por ela, e que por chamarem mais a atenção, acabam servindo de parâmetro para os homens generalizarem todas as outras mulheres.</p>
<p>O que penso, é que o corpo feminino é bastante apelativo e sensual. A sexualidade humana é latente, mas muito presente e atuante. Portanto, as mulheres devem levar isso em conta em relação ao <em>mundo tosco</em> em que vivem, onde parte considerável dessa <em>raça desgraçada</em>, os homens, são <em>doentes por sexo</em> e ainda bastante mal educados.</p>
<p>Por outro lado, homens nunca tiveram que se preocupar em tirar a camisa ou sair de short na rua, muito embora o vestuário masculino seja de modo geral bastante <em>folgado</em> e descaracterize os contornos corporais.</p>
<p>A polêmica é grande. E confesso uma dificuldade de chegar a uma conclusão. Segundo o que entendo, as mulheres querem ter o direito de usar o que quiserem, roupas justas, coladas, sensuais, sem jamais serem abordadas. É isso? Esse é o mundo ideal que querem para si? Embora essa minha colocação pareça irônica, ela não é. É realmente uma dúvida que tenho, se esse cenário almejado pelas mulheres de um respeito absoluto é possível, por mais ideal que seja.</p>
<h3>Empatia</h3>
<p>Quando um homem pensar em abordar uma mulher em ambientes públicos, ele deve antes pensar se gostaria que aquilo fosse feito com a esposa, ou irmã, ou filha, ou com a mãe dele.</p>
<p>Se todo homem fizesse essa pequena reflexão antes de tomar qualquer iniciativa na direção de uma mulher, os casos de assédio praticamente deixariam de existir.</p>
<p>Só não deixariam de existir completamente, porque, repito, um certo grupo minoritário de homens é de fato doente e perturbado e não respeita nem as mulheres de seu próprio círculo de convívio. Não os refiro como doentes para isentá-los da responsabilidade, e sim, para lembrar que são indivíduos que exigem certa precaução na lida, e exigem essa prudência diária, já que as mulheres nunca sabem quando vão se deparar com um sujeito desses.</p>
<p><a title="Você sabe o que é empatia?" href="https://www.ronaud.com/auto-conhecimento/empatia-voce-sabe-o-que-e-empatia/">Veja mais sobre empatia</a>.</p>
<h3>Guerra dos sexos</h3>
<p>No segmento de comentários de sites feministas, alguns homens desavisados vivem fazendo seus comentários infelizes e arrogantes. Eles já começam mal porque não estão ali pra aprender, e sim para impor seus pontos de vista, sempre machistas e egoístas.</p>
<p>E as mulheres que os respondem, sejam autoras ou leitoras, os escorraçam com comentários também repletos de grosseria e cinismo. Algumas reconhecem e citam as <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Fal%C3%A1cia" target="_blank" rel="noopener">falácias</a> utilizadas pelos homens recorrendo a outra falácia: <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Fal%C3%A1cia#Argumentum_ad_hominem" target="_blank" rel="noopener">ad-hominem</a>. Isto é, esquecem de combater os argumentos do infeliz, para O combater como indivíduo machista.</p>
<p>Aí a discussão se torna uma guerra. Isso me incomoda bastante.</p>
<p>Incomoda pontualmente, porque, independente da questão de gêneros envolvida, não acho que será com arrogância ou grosseria que vamos conseguir as coisas de modo mais efetivo, muito pelo contrário.</p>
<p>Incomoda também porque essa observação me relembra uma constatação que tenho recorrentemente de que <a href="https://www.ronaud.com/espiritualidade/sobre-o-que-importa-na-vida/">a <em>didática</em> feminista sempre me pareceu ineficaz</a>. É uma abordagem vingativa, como se as mulheres tivessem o direito de responder aos homens com grosserias por tudo que os homens já fizeram de mal com as mulheres.</p>
<p>Não acho que seja por aí o modo mais efetivo de tornar a convivência entre homens e mulheres mais justa e respeitosa.</p>
<h3>Brad Pitt</h3>
<p>Achei muito engraçado vários homens comentando que se as cantadas viessem de um homem bonito como o Brad Pitt, as mesmas mulheres que agora reclamam, receberiam a cantada como galanteio.</p>
<p>As mulheres rejeitam esse raciocínio como uma heresia. Mas&#8230; será que não faz algum sentido?</p>
<p>Para facilitar, tiremos a questão &#8220;assédio&#8221; da discussão e foquemos na questão &#8220;elogio&#8221;. Ora, sabemos que dependendo de quem parte um elogio, seu valor pode multiplicar-se. A importância de um elogio se multiplica na proporção da importância que damos a quem nos concede a palavra elogiosa. Ou pelo contrário, ela se anula completamente, ou se inverte, se o elogio vier de quem não gostamos.</p>
<p>Uma moça postou um texto sobre o tema no Facebook com o seguinte comentário:</p>
<blockquote><p>Eu ouvi vários &#8220;linda&#8221; na vida, e dispensaria a maioria deles.</p></blockquote>
<p>Hum, mas não todos, não é? 😉</p>
<p>Enfim, é coisa pra se pensar.</p>
<h3>Conclusão</h3>
<p>Os homens precisam se dar conta que o maior medo de uma mulher é ser violentada. E isso começa com a compreensão do limite entre o elogio e agressão verbal, e que o que os separa é uma linha muito tênue. Muitas pessoas não sabem ainda dividir o espaço público e por isso, campanhas como esta são necessárias para provocar reflexões e discutir condutas e comportamentos, em um mundo onde respeito mútuo já deveria ser óbvio.</p>
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		<title>Gente de extremos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Ronaud Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 27 Jul 2013 23:16:49 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Pensamentos]]></category>
		<category><![CDATA[Ceticismo]]></category>
		<category><![CDATA[Confiança]]></category>
		<category><![CDATA[Convicção]]></category>
		<category><![CDATA[Equívocos]]></category>
		<category><![CDATA[Fanatismo]]></category>
		<category><![CDATA[Fé]]></category>
		<category><![CDATA[Frustração]]></category>
		<category><![CDATA[Motivação]]></category>
		<category><![CDATA[Pensamento crítico]]></category>
		<category><![CDATA[Ponderação]]></category>
		<category><![CDATA[Realização]]></category>
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					<description><![CDATA[Cheguei num ponto em que não sei mais o que é pior: Gente muito questionadora e, por consequência, hesitante, ou gente muito convicta, e, por consequência, cega. Porque a primeira se conduz entre a estagnação e a desmotivação. E a segunda se conduz entre o fanatismo e o idealismo infantil. Nem uma das duas vai [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Cheguei num ponto em que não sei mais o que é pior:</p>
<p><a href="https://www.ronaud.com/inteligencia/todos-tem-o-que-nos-ensinar/">Gente muito questionadora</a> e, por consequência, hesitante, ou <a href="https://www.ronaud.com/sociedade/so-ajude-quem-te-pede-ajuda/">gente muito convicta</a>, e, por consequência, <a href="https://www.ronaud.com/inteligencia/minhas-percepcoes-sobre-inteligencia-compreensao-e-descrencas/">cega</a>.</p>
<p>Porque a primeira se conduz entre a estagnação e a desmotivação.</p>
<p>E a segunda se conduz entre o fanatismo e o idealismo infantil.</p>
<p>Nem uma das duas vai acabar bem.</p>
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		<title>Gratidão, uma questão de comparação</title>
		<link>https://www.ronaud.com/arte-de-viver/gratidao-uma-questao-de-comparacao/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Ronaud Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 27 Mar 2013 04:44:20 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Comportamento]]></category>
		<category><![CDATA[Atitude positiva]]></category>
		<category><![CDATA[Gratidão]]></category>
		<category><![CDATA[Ingratidão]]></category>
		<category><![CDATA[Inveja]]></category>
		<category><![CDATA[Otimismo]]></category>
		<category><![CDATA[Ponderação]]></category>
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					<description><![CDATA[A inveja é fruto da comparação dos nossos (in)sucessos com os (in)sucessos dos nossos próximos. Exercitar a gratidão significa administrar essa comparação, isto é, reduzir essa inveja. Todo invejoso é um ingrato, porque só olha o que não tem, esquecendo-se de olhar o tanto que tem, e que talvez nem merecesse. Não enumere jamais em [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A <a title="Veja alguns outros textos sobre este instigante tema" href="https://www.ronaud.com/tag/inveja/">inveja</a> é fruto da comparação dos nossos (in)sucessos com os (in)sucessos dos nossos próximos.</p>
<p>Exercitar a gratidão significa administrar essa comparação, isto é, reduzir essa inveja.</p>
<p>Todo invejoso é um ingrato, porque só olha o que não tem, esquecendo-se de olhar o tanto que tem, e que talvez nem merecesse.</p>
<blockquote><p>Não enumere jamais em sua imaginação o que lhe falta. Pelo contrário, conte tudo o que possui. Verá, em suma, que a vida foi esplêndida com você. <a title="Veja outras reflexões e frases de Amado Nervo" href="https://www.ronaud.com/frases-pensamentos-citacoes-de/amado-nervo">Amado Nervo</a></p></blockquote>
<p>A pessoa grata não inveja quem tem o que ela não tem. Não. Ela olha para os que não tem o que ela tem.</p>
<p>O grato <em>OLHA</em> para o que tem.</p>
<p>O invejoso olha para o que não tem.</p>
<p>Gratidão é olhar para baixo. Inveja é olhar para cima.</p>
<p>Porque <a title="Leia mais sobre gratidão" href="https://www.ronaud.com/auto-conhecimento/sobre-a-gratidao/">tudo sempre poderia ser pior</a>.</p>
<p>***</p>
<p>Sempre que penso nisso lembro da minha querida avó. Ela é especialista em administrar a inveja positivamente. Às vezes a conversa gira em torno de pequenas reclamações a respeito dos pequenos infortúnios que enfrentamos diariamente, nessa luta que é a vida, e no fim ela sempre se sai mais ou menos com isso:</p>
<blockquote><p>&#8220;Mas tá bom. Tanta gente que nasce <em>sem perna</em>, <em>sem braço, passando fome. </em>Nós aqui temos tudo isso, temos comida na mesa, saúde, e ainda estamos reclamando.&#8221;</p></blockquote>
<p>E segue minha <em>vozinha</em>, consolada e agradecida com a vida que tem.</p>
<p>Ela que está certa.</p>
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		<title>Dinheiro não compra VIDA</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Ronaud Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 06 Jan 2012 05:27:38 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Vida]]></category>
		<category><![CDATA[Competência]]></category>
		<category><![CDATA[Desprendimento]]></category>
		<category><![CDATA[Dinheiro]]></category>
		<category><![CDATA[Equilíbrio]]></category>
		<category><![CDATA[Limites]]></category>
		<category><![CDATA[Poder]]></category>
		<category><![CDATA[Ponderação]]></category>
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					<description><![CDATA[Com Dinheiro pode-se comprar uma casa, mas não um lar. Com Dinheiro pode-se comprar uma cama, mas não o sono. Com Dinheiro pode-se comprar um relógio, mas não o tempo. Com Dinheiro pode-se comprar um livro, mas não o conhecimento. Com Dinheiro pode-se comprar comida, mas não o apetite. Com Dinheiro pode-se comprar posição, mas não respeito. Com Dinheiro pode-se comprar [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Com Dinheiro pode-se comprar uma casa, <strong>mas não um lar</strong>.</p>
<p>Com Dinheiro pode-se comprar uma cama, <strong>mas não o sono</strong>.</p>
<p>Com Dinheiro pode-se comprar um relógio, <strong>mas não o tempo</strong>.</p>
<p>Com Dinheiro pode-se comprar um livro, <strong>mas não o conhecimento</strong>.</p>
<p>Com Dinheiro pode-se comprar comida, <strong>mas não o apetite</strong>.</p>
<p>Com Dinheiro pode-se comprar posição, <strong>mas não respeito</strong>.</p>
<p>Com Dinheiro pode-se comprar sangue, <strong>mas não a vida</strong>.</p>
<p>Com Dinheiro pode-se comprar remédios, <strong>mas não a saúde</strong>.</p>
<p>Com Dinheiro pode-se comprar sexo, <strong>mas não o amor</strong>.</p>
<p>Com Dinheiro pode-se comprar pessoas, <strong>mas não amigos</strong>.</p>
]]></content:encoded>
					
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		<title>Tempus Fugit – Ou como mal aproveitar o seu tempo</title>
		<link>https://www.ronaud.com/bom-senso/tempus-fugit-ou-como-mal-aproveitar-o-seu-tempo/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Ronaud Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 30 Mar 2009 17:17:15 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Bom senso]]></category>
		<category><![CDATA[Argumentativos]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica]]></category>
		<category><![CDATA[Falta de tempo]]></category>
		<category><![CDATA[Frugalidade]]></category>
		<category><![CDATA[Opinião]]></category>
		<category><![CDATA[Ponderação]]></category>
		<category><![CDATA[Prioridades]]></category>
		<category><![CDATA[Tempo]]></category>
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					<description><![CDATA[Na verdade temos bastante tempo, o suficiente para fazermos tudo. E conseguiremos encontrar mais na medida em que analisarmos tudo que nos mandam fazer com senso crítico.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Você já observou que cada profissional traz recomendações na sua área, de modo que se fossemos seguir todas as recomendações de todos os profissionais e especialistas que aparecem aqui e ali na mídia, todas as 24 horas do dia não seriam suficientes para cuidarmos suficientemente de nós e de nossa vida.</p>
<p>Lembro que quando era criança, nos primeiros anos do colégio, as orientadoras nos ensinavam a escovar os dentes três vezes ao dia por cinco minutos cada. Você consegue ficar sovando sua boca com aquela escova por <em>CINCO MINUTOS</em>? A sensação é a de que o tempo pára naquele momento. Tem que estar muito comprometido com sua saúde bucal, não é?</p>
<p>E as caminhadas de 1 hora ao menos 3 vezes por semana? Poucos são os que tem disciplina suficiente para tal. Eu consigo fazer uma BOA caminhada uma vez por mês 😉</p>
<p>E as recomendações dos nutricionistas? Haja paciência para seguir uma dieta <em>tim-tim</em> por<em> tim-tim</em>. Não dá, ninguém que eu tenha conhecido ou ouvido falar segue alguma dieta religiosamente. A não ser quando está a perigo de morte, e olhe lá. Ontem mesmo assisti em algum telejornal, meio de relance, a nutricionista dizer que é ERRADÍSSIMO colocar os ovos nas portas da geladeira, por causa da temperatura, e isso e aquilo. Espera aí, quer dizer que a sociedade está vivendo esse tempo todo de forma perigosa? Sim porque desde eu me conheço por gente entendo que o lugar dos ovos é na parte superior da porta da geladeira. Agora vai saber quantas pessoas morreram mais cedo por causa desta falha dos engenheiros! Quanta bobagem, não? Na falta de assunto, a imprensa inventa moda para deixar o povo mais neurótico com suas manias bobas.</p>
<p>Ainda sobre as recomendações dos nutricionistas, o que você me diz dos 8 copos de água por dia. É difícil acreditar que para termos boa saúde, temos que afogar nosso estômago diariamente.</p>
<p>E o nosso mundo corporativo, cada vez mais competitivo, cada vez mais rápido, cada vez mais avançado, cada vez mais online, cada vez mais isso, cada vez mais aquilo, <em>UFA</em>!</p>
<p>Espera aí, calma! Somos seres humanos, temos um ritmo natural. Ou seguimos esse ritmo natural ou acompanhamos o ritmo cada vez mais rápido em direção ao hospital, ou pior, ao cemitério.</p>
<p>A melhor maneira de não se ter tempo para nada é seguir tudo que os outros dizem que deveríamos estar fazendo. Acreditar cegamente no que se diz é também uma ótima forma de se tornar neurótico. Chega de neuras. Um tempo gasto inutilmente é um tempo não vivido. E sabemos bem que nosso tempo aqui neste lugar é reduzido, e os deuses, espertos, nos deixaram a incerteza da continuidade para que justamente na dúvida, aproveitemos vividamente cada minuto aqui presentes.</p>
<p>Na verdade temos bastante tempo, o suficiente para fazermos tudo. E conseguiremos encontrar mais na medida em que analisarmos tudo que nos mandam fazer com senso crítico e passarmos a eliminar os exageros e as bobagens para as quais damos importância sem termos PENSADO se são realmente válidas, dando prioridade às coisas essenciais.</p>
<p>Tempo para nossos companheiros, para nossa família, filhos e por último e mais importante: Tempo para nós mesmos.</p>
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