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	<title>Estupidez &#8211; RONAUD.com</title>
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	<description>Textos e Mensagens para Reflexão</description>
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		<title>Mais vida, menos facebook</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Ronaud Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 25 Dec 2014 22:26:21 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Vida]]></category>
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					<description><![CDATA[Nesta crítica ao Facebook, entenda porque a rede social mais popular, representante desta conectividade plena e contemporânea, nos deixa muitas vezes confusos sobre sua real utilidade.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Como representante mais popular desta conectividade plena, contemporânea, nós que utilizamos o Facebook nos vemos muitas vezes confusos sobre sua real utilidade.</p>
<p>Às vezes nos empolgamos com o avanço que ele representa, na medida em que permite o contato instantâneo com várias pessoas e com o que está no foco das atenções momentâneas, e às vezes, nos vemos loucos para encerrar nossa conta e vivermos uma vida mais <em>off-line</em>.</p>
<div id="attachment_16867" style="width: 536px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-16867" class="size-full wp-image-16867" src="https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2014/12/sai-dessa.jpg" alt="Um retrato da sua vida" width="526" /><p id="caption-attachment-16867" class="wp-caption-text">Um retrato da sua vida</p></div>
<p>Essa alternância ocorre, assim entendo, por vários motivos. Um deles seria porque de tempo em tempo percebemos que esse &#8220;contato instantâneo&#8221; se dá com pessoas distantes, que você mal conhece ou, se conheceu, mal mantém contato e, se mantém contato, no fundo pode nem gostar muito delas&#8230; Não sei se passa de 10 o número de pessoas distantes, que conheci através da internet e que costumo acompanhá-las pelo <em>facebook</em>. Ora, particularmente, as pessoas com as quais gosto de manter contato, não estão no Facebook, ou quase não o utilizam por falta de tempo (ou por terem algo melhor para fazer da vida). Aliás, as pessoas com as quais gosto de manter contato, eu vejo pessoalmente e constantemente, justamente por que gosto de estar com elas.</p>
<p>O nosso desânimo com o Facebook também ocorre porque é frequente percebermos que &#8220;o foco das atenções momentâneas&#8221; quase sempre se dá sobre besteiras e inutilidades, sem as quais nossa vida costuma seguir pelo mais absoluto e mesmíssimo trajeto. Muitas dessas inutilidades são compartilhadas por portais de notícias, como notícias, mas mesmo que fossem notícias, vale aquele questionamento de Caetano Veloso, presente na música <a href="http://www.vagalume.com.br/caetano-veloso/alegria-alegria.html" target="_blank" rel="noopener">Alegria, Alegria</a>:</p>
<blockquote><p><strong>Quem lê <em>TANTA </em>notícia?</strong></p></blockquote>
<p>Veja também: <a href="https://www.ronaud.com/arte-de-viver/alienacao-e-sanidade/">Alienação e Sanidade</a></p>
<p>E mais: Parte do desgosto que sentimos com a rede social azul se dá porque ela, assim como a internet de modo mais geral, deu amplo poder de manifestação para uma maioria de pessoas que não tem muito de interessante a manifestar:</p>
<p>Fotos de gatos, cachorros, filhos; Imagens com auto-ajuda ou lamúrias; Desabafos bipolares se alternando entre súplicas e gratidão a Deus (que, diga-se de passagem, não usa o <em>face</em>); Análises e críticas políticas ou fanáticas, ou amarguradas;</p>
<p>Agora repita isso algumas vezes por dia, todos os dias.</p>
<p><em>Enjoa</em>, vai ficando chato.</p>
<h3>Como estou lidando com o Facebook atualmente</h3>
<p>Nesses últimos meses, reduzi bastante minhas publicações por lá. Me dei conta que um perfil no Facebook permite uma manifestação ilusória e sem substância. Você publica opiniões considerando-se alguém muito digno de emiti-las, mas não passa de alguém simples com vivência limitada, a qual não abarca todas as possibilidades do que está falando, reduzindo-se tudo ao nível de <em>achismos</em>. Sem falar que algumas opiniões nossas mais contundentes podem atingir (e atingem) pessoas queridas, de modo desnecessário, afinal, com exceção de empresas que têm algo a vender, não se ganha <em>NADA</em> publicando conteúdo lá, a não ser alguns <em>curtir&#8217;s</em> que afagam o nosso ego.</p>
<div id="attachment_16869" style="width: 536px" class="wp-caption aligncenter"><img fetchpriority="high" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-16869" class="size-full wp-image-16869" src="https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2014/12/facebook-ego.jpg" alt="Muito ego pra pouco atrativo" width="526" height="526" /><p id="caption-attachment-16869" class="wp-caption-text">Muito ego pra pouco atrativo</p></div>
<p>Neste sentido, o Facebook é uma grande &#8220;queimação de filme&#8221;, onde nos expomos demais, e não obtemos nada de substancial em retorno. Comigo tem acontecido até de publicar alguns comentários e excluí-los mais adiante. Não porque tenha me arrependido de publicar ou tenha mudado de opinião, mas simplesmente porque não há porquê deixar uma opinião específica (que pode atingir alguém) permanentemente publicada no meu perfil. Era uma opinião séria, provavelmente relacionada a algum daqueles assuntos que recebem muita atenção momentaneamente, e que por isso mesmo foi pertinente apenas durante aquele momento no qual ficou publicada. Quem viu, viu, quem não viu, não perdeu nada.</p>
<p>Também, nesses meses, fiz <em>uma limpa</em> nos meus contatos, excluindo gente que nunca se manifestou, e que nem sei como foram parar ali, e deixei de seguir <em>uma pá</em> de gente que não conheço e que costuma publicar aquelas inutilidades citadas acima.</p>
<p>Hoje minha <em>timeline</em> mostra basicamente as publicações de algumas pessoas próximas e de raras pessoas distantes que costumam publicar algo interessante, e de páginas de jornais, revistas e conteúdos mais elaborados.</p>
<p>Quando fiz aquela limpeza nos meus contatos, me surpreendi muito ao ver que cerca de 40 contatos (de um total de 750 à época) haviam desativado seus perfis. Hoje, a cada vez que faço uma revisão dos meus contatos, cerca de uma vez por mês, percebo que 2 ou 3 pessoas desativaram suas contas. Gente que realmente e definitivamente, desistiu do perfil online, contrariando a mensagem geral de alguns textos do Youpix que chegam a aludir que <em>a vida social</em> de boa parte das pessoas depende do <em>facebook</em>. Menos, né. <a href="https://www.ronaud.com/internet/a-vida-real-e-a-nao-vida-virtual/">Há <em>MUITA</em> vida além do Facebook</a>. Ou sou só eu que conheço várias pessoas que não têm perfil na rede? E que, não por acaso, são as que tem a vida mais interessante?</p>
<p>Também tenho percebido que muitas pessoas próximas que viviam publicando fotos de seu cotidiano, deixaram de publicar, muito provavelmente pelos mesmos motivos que eu aleguei aqui e que eu resumiria da seguinte forma: Algum tempo de uso da rede social nos leva a perceber que o <strong><em>Facebook não é sério</em></strong>; que é um chiclete mental; meio que uma <em>coisa de adolescentes</em>, gente que tem tempo sobrando e quer se entreter; que é um recurso através do qual pessoas solitárias preenchem sua carência; que é, enfim, uma grande perda de tempo e energia nos levando a procrastinar tarefas relevantes. Porque <em>gente grande</em>, essas pessoas que conheço que não têm perfil no Facebook (e nem tiveram no orkut) e que têm uma vida muito interessante, parecem não ter tempo, muito menos disponibilidade para ficarem uma hora por dia ou mais visualizando fotos de gatos, besteiras e detalhes da vida alheia, ou ainda, se empenhando em compartilhar a própria vida online.</p>
<h3>O começo do fim?</h3>
<p>Com base em todas essas observações particulares, acredito que <a href="http://www.google.com.br/trends/explore#q=facebook%2C%20orkut%2C%20twitter&amp;geo=BR&amp;cmpt=q">vem surgindo um desinteresse gradual pela rede</a>, assim como ocorreu com o orkut e twitter&#8230; esse desinteresse ocorre, acredito eu, em parte porque viemos desde 1995, quando surgiu a internet, aprendendo a utilizá-la e lidar com ela, e esse período ainda não terminou porque só agora, depois de 20 anos, é que conseguimos criar tudo que a internet possibilitava criar. A internet consistiu até hoje de uma imensa sequência de experimentos. Alguns deram muito certo e vieram pra ficar, outros nem tanto.</p>
<p>Viemos vivendo fases de testes, meio sem saber, e estamos vendo que não precisamos de boa parte dos recursos oferecidos. E é esta também uma outra razão para a debandada de gente do <em>facebook</em>: Elas aprenderam a usar o <em>instagram</em> e o <em>whatsapp</em> e perceberam que estas ferramentas atendem melhor seus interesses.</p>
<h3>Criticar o <em>Facebook</em> é criticar o ser humano</h3>
<p>O Facebook cansa porque quase sempre, em vez de ser uma rede de pessoas, é uma rede de egos querendo aparecer e mostrar como são <em>lindinhos, engraçadinhos, espertinhos </em>e basicamente,<em> melhor que os outros. </em></p>
<p>Alguns detalhes que tenho notado no convívio diário no <em>facebook</em>:</p>
<p><span style="line-height: 1.5em;">&#8211; Às vezes dá vontade de <em>curtir</em> umas publicações de certas pessoas no <em>facebook</em>, mas aí como ela nunca curte <em>p*rra</em> nenhuma minha, eu também não curto as dela. São as mesmas pessoas que do nada, aparecem me convidando para curtir suas páginas recém criadas. Eu não curto. Também na vida digital, <a href="https://www.ronaud.com/atitude/e-preciso-dar-para-receber/">é preciso dar, para receber</a>.</span></p>
<p>&#8211; Tem me incomodado muito a noção que quando se publica algo, uma porcentagem pequena do universo dos contatos se manifesta <em>curtindo</em>, <em>comentando</em> ou <em>compartilhando</em>. Por exemplo, de 100 contatos, apenas uns 10 vão se manifestar a uma publicação sua. Os outros 90 muito provavelmente verão sua publicação, mas vão preferir não se manifestar, seja por não gostarem ou serem indiferentes ao tema publicado. O botão <em>curtir</em> nos engana, nos fazendo otimistas. &#8220;Olha que legal, 10 pessoas curtiram minha postagem&#8221;. Se a pessoa pensasse: &#8220;90 pessoas de 100 não se manifestaram sobre minha publicação&#8221; ela simplesmente pararia de publicar. É mais ou menos o que tem acontecido comigo.</p>
<p>&#8211; E as meninas que vivem de publicar fotos de si mesmas (quase sempre enquadradas para pegarem o rosto e o decote) para angariar as curtidas que vão abastecer suas autoestimas? Às vezes essas fotos vêm com frases como &#8220;Então ela sorriu, pq percebeu que sua felicidade depende apenas dela e de mais ninguém&#8221;. Claro, dela, de mais ninguém, e <em>das curtida dos rapazi</em>.</p>
<p>&#8211; E o sujeito que largou tudo pra se tornar <em>padre</em> e só publica frases de amor (romântico) e saudade? E que vai pra retiros e, em vez de orar pelos outros, pede que orem por ele?</p>
<p>&#8211; E as pessoas que de bom só souberam fazer filhos, na vida, e agora publicam tudo que eles fazem, o tempo todo, como se quem não tem filhos já não estivesse adiando justamente porque não tem a menor paciência com crianças? <a title="Conheça 11 tipos de fotos que é melhor não publicar, sobre seus filhos" href="https://criancasatortoeadireitos.wordpress.com/2014/06/03/11-fotos-que-os-pais-nao-devem-publicar-nas-redes-sociais/">Sem contar o perigo de ficar expondo o próprio filho</a> publicamente como se ele fosse um <em>bibelô</em> e não, um ser humano.</p>
<p>&#8211; E o petista sem-noção que vem no seu status &#8220;refutar&#8221; todas as suas opiniões favoráveis ao capitalismo, como se eu tivesse muito a fim e louco pra tentar convencê-lo das minhas visões? E que não por acaso me vi obrigado a desfazer a amizade para ter um pouco de paz e liberdade no <em>facebook</em>.</p>
<p>&#8211; E a pessoa que só publica (porque só pensa nisso e se identifica) coisas sobre tristeza, angústia, recompensa divina e que demonstram o quanto ela é vítima das circunstâncias e, não por acaso, só recebe essas coisas ruins da vida?</p>
<p>&#8211; E a aquela que fez curso de fotografia, mas só compartilha fotos de si mesma?</p>
<p>&#8211; E aquele casal, ao chegar no destino da viagem, qual a primeira coisa que fazem? Publicar um álbum com todas as fotos possíveis tiradas de si mesmos em todos os pontos possíveis do lugar &#8211; ou uma sequência de imagens da viagem no <em>instagram</em>&#8230; Queridos, nós realmente gostamos muito de vocês, mas não estamos assim tão interessados na vossa <del>felicidade</del> <ins>viagem</ins>.</p>
<p>&#8211; E essa onda de vídeos que invadiram a <em>timeline</em> do <em>facebook</em>? Até hoje não consegui saber quem é que quer assistir tantos vídeos sobre tantas coisas interessantíssimas que não nos fizeram falta alguma até hoje&#8230;</p>
<p>Agora me dá licença que preciso limpar o veneno que tá escorrendo aqui 😉</p>
<h3>Instagram vai pelo mesmo caminho</h3>
<p><a href="http://www.administradores.com.br/artigos/tecnologia/instagram-o-apice-da-idiotice-na-internet/74400/" target="_blank" rel="noopener">Neste texto</a>, o autor faz uma crítica muito necessária, semelhante a esta minha, sobre o <em>instagram</em>. Se você observar, verá na caixa de comentários que o pessoal aparentemente não gostou muito da crítica. Mas não gostou porque não entendeu que o texto é um CONVITE a auto-crítica de ALGUNS usuários com o perfil descrito no texto, e não uma crítica a todo e qualquer usuário do <em>instagram</em>.</p>
<p>Ou não sabem interpretar textos, ou talvez só tenham lido o título.</p>
<p>Acredito mais nesta segunda hipótese.</p>
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		<title>Vício em smartphones</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Ronaud Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 30 Jul 2014 16:09:20 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Bom senso]]></category>
		<category><![CDATA[Comportamento]]></category>
		<category><![CDATA[Argumentativos]]></category>
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					<description><![CDATA[Esses novos hábitos, como o vício em smartphones, principalmente entre os adolescentes e jovens é sempre assunto entre as pessoas com um pouquinho mais de noção. E esses novos (e esquisitos) hábitos podem ser divididos em dois: a desatenção com o outro, e a necessidade de atenção do outro.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_15365" style="width: 233px" class="wp-caption alignright"><a href="https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2014/07/wi-fi.jpg"><img decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-15365" class="size-medium wp-image-15365" src="https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2014/07/wi-fi-223x300.jpg" alt="Sejam GENTE, pelamordedeus!" width="223" height="300" srcset="https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2014/07/wi-fi-223x300.jpg 223w, https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2014/07/wi-fi.jpg 500w" sizes="(max-width: 223px) 100vw, 223px" /></a><p id="caption-attachment-15365" class="wp-caption-text">Sejam GENTE, pelamordedeus!</p></div>
<p>&#8230;ou vício em ser idiota?</p>
<p>***</p>
<p>O site youpix, especializado nas <del>inutilidades</del> <ins>curiosidades</ins> da internet, comentou como o uso recente de smartphones pelas pessoas está mudando a estrutura de alguns negócios, em especial, o de restaurantes.</p>
<p>Comenta que como as pessoas costumam perder mais tempo usando os celulares durante a estada no restaurante, seja olhando o whatsapp, seja fotografando as comidas, os funcionários estão tendo que alterar algumas práticas para que tudo continue funcionando a contento.</p>
<p>Eu já caí nessa besteira de ficar fotografando comidas e bebidas para publicar no Facebook. Outros publicam no <a href="https://www.frasesdebomdia.com.br/frases-para-instagram/">Instagram</a>.</p>
<p>Fiz isso até me dar conta COMO É RIDÍCULA essa nossa necessidade de APARECER.</p>
<p>E é ridícula porque demoramos a nos dar conta que na verdade, ninguém <em>tá</em> muito a fim de saber onde você está ou o que você está comendo, por mais lindo que seja. E quando sabem, é mais provável que sintam aquela <a title="Inveja do quê, criatura" href="https://www.ronaud.com/bom-senso/inveja-do-que-filho/">invejinha</a>, do que uma real felicidade pela <em>sua</em> felicidade.</p>
<p>E se você publica coisas para os outros realmente sentirem <a title="Textos sobre inveja" href="https://www.ronaud.com/sucesso/inveja-cuide-com-o-que-fala/">inveja</a> de você então certamente você está precisando de ajuda psicológica&#8230;</p>
<h3>Novos hábitos</h3>
<p>Esses novos hábitos, principalmente dos adolescentes e jovens é sempre assunto entre as pessoas com um pouquinho mais de noção.</p>
<p>Acho que esses novos e esquisitos hábitos podem ser divididos em dois: a desatenção com o outro, e a necessidade de atenção do outro.</p>
<h3>Desatenção</h3>
<p>O modo como preferem ater-se aos celulares mesmo quando estão numa ocasião social, revela seu individualismo e também, sua impaciência com os assuntos alheios e para ouvir os outros. E muito provavelmente, revela sua dificuldade de verbalizar qualquer comentário inteligível e, de conversar, meramente. Nesse sentido, o celular se tornou a grande bolha de proteção entre as pessoas e o mundo.</p>
<p>Mais uma forma de fuga, enfim.</p>
<p>Então o autor do youpix cita o termo &#8220;<em>vício em smartphones</em>&#8220;.</p>
<p>🙁</p>
<p>Eu entendo isso como vício em ser idiota (porque a mensagem que se passa é a seguinte: <em>Ai como eu sou moderno e tecnológico e ansioso e não vivo sem meu celular</em>, o que não passa de uma grandiosíssima <em>frescura</em>), porque o sujeito tem que ser muito <em>fraquinho</em> (ou mal educado) pra não conseguir compreender as situações em que está e ter o bom senso de largar o celular para dar um pouco de atenção para os outros. Já vi gente por aí dizendo que essa é a doença do nosso tempo:</p>
<p>A <em>ridiculite</em>.</p>
<h3>Necessidade de atenção</h3>
<p>Por outro lado, embora essa ~ turminha ~ esteja pouco disposta a doar sua atenção para os outros, nunca larga a necessidade de se exibir para os outros. E este hábito ou carência de atenção pode se desdobrar um pouco: Bom, todos nós gostamos e sentimos essa necessidade psicológica de compartilhar o que estamos sentindo ou pensando e mais: todos nós sentimos essa necessidade de nos sentir valorizados, seja pelo que temos, pelo que somos, pelo que sentimos ou pelo que pensamos.</p>
<p>O problema reside nos excessos. Tipo, o sujeito (ou a sujeita) não consegue redigir uma opinião qualquer, com começo meio e fim, mas vive o tempo todo compartilhando fotos: de si mesmo(a), do filho, do cachorro, do gato, da comida, da bebida, da festa, da viagem. Coisas que fazem muito sentido para si, mas quase nenhum para todos os outros contatos de sua rede social preferida.</p>
<p>Então volta-se àquela questão antiga: A pessoa quer atenção, mas não se toca que deve, primeiramente, <a href="https://www.ronaud.com/atitude/e-preciso-dar-para-receber/">oferecer algo de valor de si mesma</a>. É gente querendo demais, e pouco disposta a oferecer algo de si.</p>
<p>Falta conteúdo, sobra vontade de aparecer.</p>
<h3>Noção de prioridade, excessos e bom senso</h3>
<p>Repito: o problema está nos excessos. Compartilhar qualquer assunto desse, de vez em quando, é perfeitamente natural e legal até. Mas encher a <em>timeline</em> alheia de si mesmo na verdade enche o saco dos outros a não ser que:</p>
<p>A &#8211; Você seja muito bonito(a);</p>
<p>B &#8211; Você seja inteligente e tenha o que dizer;</p>
<p>C &#8211; Você tenha bom gosto e compartilhe coisas realmente legais;</p>
<p>Da mesma forma a atenção ao celular, que é perfeitamente legal e uma grande distração para momentos em que se está sozinho, esperando alguma coisa e etc.</p>
<p>Mas a dica é a seguinte: Se alguém estiver por perto, essa pessoa é a prioridade, nem que seja um mendigo. Se essa pessoa estiver falando com você, largue o celular imediatamente. Ele (o celular, e as besteirinhas que estão sendo compartilhadas) pode esperar. Aja como gostaria que agissem com você, que tenho CERTEZA que gosta muito que lhe ouçam quando está falando.</p>
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		<title>Silêncio, gente!</title>
		<link>https://www.ronaud.com/bom-senso/silencio-gente/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Ronaud Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 27 Jan 2013 18:51:44 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Bom senso]]></category>
		<category><![CDATA[Empatia]]></category>
		<category><![CDATA[Estupidez]]></category>
		<category><![CDATA[Respeito]]></category>
		<category><![CDATA[Silêncio]]></category>
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					<description><![CDATA[Um comentário sobre como a internet deu voz à pessoas que não sabem a hora de calar. Em especial em relação à tragédia de Santa Maria em 2013.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Publiquei o comentário abaixo no Facebook, <a href="http://www.facebook.com/ronaudpereira/posts/591497880865815" target="_blank" rel="nofollow">no fim da manhã de domingo</a>, a respeito da <strong>tragédia de Santa Maria</strong>:</p>
<blockquote><p>Espero pelo dia em que, diante de tragédias estarrecedoras como esta, as pessoas prefiram ficar em silêncio e se abster de despejar no universo, físico e virtual, suas insanidades interiores, maquiadas de verdades superiores.</p>
<p>De um lado vejo tragédia, e do outro, o ridículo.</p>
<p>De um lado, jovens mortos estupidamente, e do outro, mais estupidez em forma de discussões, julgamentos e filosofias rasas.</p>
<p>Numa hora dessas, ninguém tem razão.</p>
<p>E o mais razoável, é <a href="https://www.ronaud.com/sociedade/massacre-da-escola-no-rio/">silenciar</a>.</p></blockquote>
<p>No fim do dia, percorrendo a timeline do twitter, vi que não estava sozinho com esse pensamento:</p>
<blockquote><p>Formular sua opinião, mas não publicá-la, vale o dobro de pontos neste domingo.<br />
<small>Ana Carolina Moreno (<a href="https://mobile.twitter.com/anarina" target="_blank" rel="nofollow" id="11206912">‏@anarina</a>)</small></p>
<p>Impressionante a quantidade de besteira já pipocando na internet sobre a tragédia. as pessoas não conseguem só ler e ouvir, e se manter em um silêncio chocado e consternado?<br />
<small>Alex Castro (@alexcastrolll &#8211; perfil removido)</small></p>
<p>Os camponeses da aldeia digital erguem sempre suas tochas e foices antes de qualquer julgamento final.<br />
<small>Fabio Rex (<a href="https://mobile.twitter.com/FabioRex" target="_blank" rel="nofollow">@FabioRex</a>)</small></p>
<p>Em respeito ao sentimento dos familiares, seria prudente evitar tuítes com tantos detalhes e palpites furados.. Vejo coisas. Desnecessário.<br />
<small>Monique Prada (<a href="https://mobile.twitter.com/MoniquePrada" target="_blank" rel="nofollow">@MoniquePrada</a>)</small></p></blockquote>
<p>***</p>
<p>Apenas esclarecendo que não se está criticando quem manifestou seu pesar, pois também o senti, e, sem palavras, o máximo que consegui foi compartilhar <a title="Clique e leia" href="http://www.facebook.com/ronaudpereira/posts/154334724720046" target="_blank" rel="nofollow">a mensagem do <em>Carpinejar</em></a>. Me incomoda sim, essa compulsão que muitos têm de falar em horas impróprias, quando o mais sensato, me parece, é calar.</p>
<p>***</p>
<p>A internet abriu espaço para todos falarem o que quiserem.</p>
<p>Aqui a<strong> liberdade de expressão</strong> atingiu seu auge.</p>
<p>Pena que junto a esta liberdade, não tenha sido dado também, às pessoas, <strong>ter o que dizer</strong>, ou <strong>noção do que está dizendo</strong>, ou <strong>do momento certo para falar</strong>.</p>
<p>***</p>
<p>Se me foi possível aprender algo desta tragédia de ontem, foi que uma parte considerável da população, da mídia e da internet desconhece completamente os significados das palavras respeito e <a title="A solução para as mazelas do mundo" href="https://www.ronaud.com/auto-conhecimento/empatia-voce-sabe-o-que-e-empatia/">empatia</a>.</p>
<p>Ao mesmo tempo que me serviu de indicador sobre quem levar a sério daqui pra frente.</p>
<p>***</p>
<p>Um ponto de vista sensato sobre tudo isso:</p>
<h3>A TRAGÉDIA EM SANTA MARIA (RS) E A FALÊNCIA MORAL DE TODOS OS DIAS</h3>
<p>Mais de 230 mortos numa tragédia que poderia ter ocorrido em qualquer lugar deste país e vitimado pessoas que quaisquer um de nós conhecemos, talvez nós mesmos, e ainda temos de testemunhar a disseminada incapacidade — quiçá patológica — de se colocar no lugar do outro, de partilhar da dor do outro; a empatia prejudicada pelo fanatismo religioso, de um lado, ou, do outro, pela imbecilidade enviesada de alguns que se acham o suprassumo da subversão, da mentalidade contestatória do “status quo”.</p>
<p>Enquanto corpos são contados e parentes e amigos perdem o chão, sem futuro certo, diante de jovens sem presente algum, vários crentes de todo o país celebram nas redes sociais, do alto de sua ignorância e intolerância, o suposto castigo de Deus àqueles jovens metidos no que consideravam um “antro de pecado e devassidão”.</p>
<p>Enquanto corpos são contados e choram os que restam vivos, idiotas que se julgam transgressores e politicamente incorretos — justamente porque nunca entenderam o que sempre quis dizer ser uma coisa e outra, histórica e filosoficamente falando — disseminam também pelas redes sociais suas piadinhas de “humor negro” nada originais, totalmente descabidas, insensíveis, insensatas&#8230; mas que encontram eco, anuência e cumplicidade em tantos outros internautas que acham o máximo compartilhar a prova de sua boçalidade.</p>
<p>A cada dia que passa, meu pessimismo aumenta. Minha descrença nas pessoas. Sobretudo, em certos indivíduos desta nação de imbecis tomados de uma analgesia moral congênita ou cultural.</p>
<p><a href="http://www.facebook.com/permalink.php?story_fbid=403040916444557&amp;id=100002159562277" target="_blank" rel="nofollow">Camilo Gomes Jr.<br />
</a></p>
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		<title>A sutil fronteira entre a espiritualidade e a estupidez</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Ronaud Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 13 Aug 2012 00:57:15 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Espiritualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Aparências]]></category>
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					<description><![CDATA[As seguintes dez categorizações de Mariana Caplan, Ph.D. não se destinam a ser definitivas, mas são oferecidos como uma ferramenta para se tornar consciente de algumas das doenças mais comuns transmitidas espiritualmente: 1. A Espiritualidade Fast-Food: Misture a espiritualidade com uma cultura que celebra a velocidade, a multitarefa e gratificação instantânea e o resultado é provável [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>As seguintes dez categorizações de Mariana Caplan, Ph.D. não se destinam a ser definitivas, mas são oferecidos como uma ferramenta para se tornar consciente de algumas das <em>doenças</em> mais comuns transmitidas <em>espiritualmente</em>:</p>
<p><strong>1. A Espiritualidade Fast-Food:</strong> Misture a espiritualidade com uma cultura que celebra a velocidade, a multitarefa e gratificação instantânea e o resultado é provável que seja a espiritualidade <em>fast-food</em>. A espiritualidade <em>fast-food</em> é um produto da fantasia comum e compreensível que o alívio do sofrimento da nossa condição humana pode ser rápida e fácil. Uma coisa é certa, porém: a transformação espiritual não pode ser obtida em uma solução rápida.</p>
<p><strong>2. Falsa Espiritualidade:</strong> a espiritualidade do falso é a tendência de falar, vestir e agir como se imagina que uma pessoa espiritual seja. É uma espécie de imitação da espiritualidade que imita a realização espiritual da maneira que o tecido estampado de pele de onça imita a pele genuína de uma onça.</p>
<p><strong>3. Motivações Confusas:</strong> Embora o nosso desejo de crescer seja genuíno e puro, muitas vezes ele se confunde com motivações menores, incluindo o desejo de ser amado, o desejo de pertencer, a necessidade de preencher nosso vazio interno, a crença de que o caminho espiritual removerá o nosso sofrimento e ambição espiritual, o desejo de ser especial, de ser melhor do que, para ser &#8220;o único&#8221;.</p>
<p><strong>4. Identificando-se com Experiências Espirituais:</strong> Nesta doença, o ego se identifica com a nossa experiência espiritual e a toma como sua própria, e nós começamos a acreditar que estamos incorporando insights e idéias que surgiram dentro de nós em determinados momentos. Na maioria dos casos, isso não dura indefinidamente, embora tenda a perdurar por longos períodos de tempo para aqueles que se julgam iluminados e /ou que trabalham como professores espirituais.</p>
<p><strong>5. O Ego Espiritualizado:</strong> Essa doença ocorre quando a própria estrutura da personalidade egóica se torna profundamente integrada com conceitos espirituais e idéias. O resultado é uma estrutura egóica, que é &#8220;à prova de bala.&#8221; Quando o ego se torna espiritualizado, somos invulneráveis a ajudar, uma nova entrada, ou comentários construtivos. Nos tornamos seres humanos impenetráveis e estamos tolhidos em nosso crescimento espiritual, tudo em nome da espiritualidade.</p>
<p><strong>6. Produção em Massa de Professores Espirituais:</strong> Há uma série de atuais tradições espirituais da moda , que produzem pessoas que acreditam estar em um nível de iluminação espiritual, ou maestria, que está muito além de seu nível real. Esta doença funciona como uma correia transportadora espiritual: coloca este brilho, leva àquele insight, e &#8211; bam! &#8211; Você está iluminado e pronto para iluminar os outros de maneira similar. O problema não é aquilo que tais professores ensinam, mas que representam a si próprios como tendo realizado a mestria espiritual.</p>
<p><strong>7. Orgulho Espiritual:</strong> O orgulho espiritual surge quando o profissional, através de anos de esforço trabalhado efetivamente alcançou um certo nível de sabedoria e que usa esse conhecimento para se desligar a novas experiências. Um sentimento de &#8220;superioridade espiritual&#8221; é outro sintoma desta doença transmitida espiritualmente. Ela se manifesta como uma sensação sutil de que &#8220;Eu sou melhor, mais sábio e acima dos outros porque sou espiritualizado&#8221;.</p>
<p><strong>8. Mente de Grupo:</strong> Também conhecido como o pensamento grupal, mentalidade de culto ou doença ashram. A mente de grupo é um vírus insidioso que contém muitos elementos tradicionais da co-dependência. Um grupo espiritual faz acordos sutis e inconscientes sobre as formas &#8220;corretas&#8221; de pensar, falar, vestir e agir. Indivíduos e grupos infectados com o &#8220;espírito de grupo&#8221; rejeitam indivíduos, atitudes e circunstâncias que não estão em conformidade com as regras, muitas vezes não escritas do grupo (intolerância e preconceito).</p>
<p><strong>9. O Complexo de Povo Escolhido:</strong> O complexo de pessoas escolhidas não se limita aos judeus. É a crença de que &#8220;O nosso grupo é mais poderoso, iluminado e evoluído espiritualmente, e simplesmente colocado, melhor do que qualquer outro grupo.&#8221; Há uma distinção importante entre o reconhecimento de que alguém encontrou o caminho certo, o professor, ou comunidade para si, e tendo encontrado aquele, O Único.</p>
<p><strong>10. &#8220;Eu Cheguei&#8221; (o<strong> vírus mortal)</strong></strong>: Esta doença é tão potente que tem a capacidade de ser terminal e mortal para a nossa evolução espiritual. Esta é a crença de que &#8220;Eu cheguei&#8221; na meta final do caminho espiritual. Nosso progresso espiritual termina no ponto em que essa crença se cristalizou em nossa psique, no momento em que começamos a acreditar que chegamos ao fim do caminho, um maior crescimento cessa.</p>
<p>***</p>
<p>&#8220;A essência do amor é a percepção&#8221;, de acordo com os ensinamentos de Marc Gafni, &#8220;Portanto, a essência do amor próprio é a auto-percepção Você só pode se apaixonar por alguém que você pode ver claramente,  incluindo a si mesmo. Amar é ter olhos para ver. É só quando você se vê claramente que você pode começar a se amar &#8220;.</p>
<p>É no espírito dos ensinamentos de Marc que eu acredito que uma parte crítica do discernimento da aprendizagem no caminho espiritual é a descoberta da doença generalizada do ego e auto-engano que está em todos nós. Ou seja, é quando precisamos de um senso de humor e do apoio de amigos espirituais reais. À medida que enfrentamos nossos obstáculos para o crescimento espiritual, há momentos em que é fácil cair em um sentimento de desespero e auto diminuição e perder nossa confiança no caminho. Precisamos manter a fé em nós mesmos e nos outros, a fim de realmente fazer a diferença neste mundo.</p>
<p><a title="Fonte" href="http://www.huffingtonpost.com/mariana-caplan-phd/">Mariana Caplan, Ph.D.</a>,<br />
Adaptado de Eyes Wide Open (Olhos Bem Abertos): Cultivando o Discernimento no Caminho Espiritual (True Sounds)</p>
<p>Tradução de Silvia Tognato Magini</p>
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		<title>Intelectuais têm muito o que aprender</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Ronaud Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 15 Dec 2011 00:50:44 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Inteligência]]></category>
		<category><![CDATA[Ação]]></category>
		<category><![CDATA[Auto-confiança]]></category>
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		<category><![CDATA[Na prática a teoria é OUTRA]]></category>
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					<description><![CDATA[Hoje encontrei a frase abaixo no Facebook, atribuída a Bertrand Russell: O problema com o mundo é que os estúpidos são excessivamente confiantes, e os inteligentes são cheios de dúvidas. Que grande verdade, não? Essa observação me é recorrente. Os maiores destaques da sociedade não são necessariamente gênios intelectuais. E muitos desses gênios conseguem a incrível [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Hoje encontrei a frase abaixo no Facebook, atribuída a <a title="Frases de Bertrand Russell" href="https://www.ronaud.com/frases-pensamentos-citacoes-de/bertrand-russell">Bertrand Russell</a>:</p>
<blockquote><p>O problema com o mundo é que os estúpidos são excessivamente confiantes, e os inteligentes são cheios de dúvidas.</p></blockquote>
<p>Que grande verdade, não? Essa observação me é recorrente. Os maiores destaques da sociedade não são necessariamente gênios intelectuais. E muitos desses <em>gênios</em> conseguem a incrível façanha de morrerem pobres, quando não, anônimos.</p>
<p>É porque tem um problema <em>aí</em>.</p>
<p>A frase faz entender algo assim: &#8220;Oh, coitados de nós, tão inteligentes e tão cheios de dúvidas&#8221;. E pior, ela faz entender que É MELHOR ser inteligente cheio de dúvidas do que um &#8220;estúpido&#8221; auto-confiante.</p>
<p>Mas acho que as coisas não são bem assim, embora não queira de modo algum fazer qualquer apologia à estupidez 😉</p>
<p>O que quero é comentar que para se conseguir as coisas na vida, é preciso se decidir por algo e&#8230; <em>parar de pensar um pouquinho</em>. O raciocínio intelectual deve servir de base para decisões e ações práticas. O <em>intelectual</em> pelo <em>intelectual</em> é algo infrutífero, estéril, fadado a se eternizar&#8230; seja nas prateleiras empoeiradas das bibliotecas, ou em <a title="Mas eu entendo como é divertido ter razão!" href="https://www.ronaud.com/bom-senso/discutir-ou-nao-discutir/">discussões acaloradas que levam de nenhum lugar para lugar algum</a>.</p>
<blockquote><p>O valor de todo o conhecimento está no seu vínculo com as nossas necessidades, aspirações e ações; de outra forma, o conhecimento torna-se um simples lastro de memória, capaz apenas &#8211; como um navio que navega com demasiado peso &#8211; de diminuir a oscilação da vida quotidiana. V. O. Kliutchevski</p></blockquote>
<p>O verdadeiro êxito não está em <em>ENTENDER</em> o mundo ampla e profundamente. Está em <em>TRANSFORMÁ-LO</em>, e para isso só conhecimento não basta&#8230; é preciso <em>AGIR</em>. E e se os &#8220;estúpidos&#8221; são bons nisso, então os &#8220;inteligentes&#8221; também têm o que aprender com <em>eles</em>.</p>
<p>Também comentei sobre pontos de vista mais pragmáticos assim nos seguintes textos:</p>
<p><a href="https://www.ronaud.com/sucesso/como-subir-na-vida/">Como subir na vida<br />
</a><a title="Mensagem sobre Pensamento positivo funciona? Não né…" href="https://www.ronaud.com/pensamentos/pensamento-positivo-funciona-nao-ne/" rel="bookmark">Pensamento positivo funciona? Não né…<br />
</a><a href="https://www.ronaud.com/atitude/vamos-toma-uma-atitude/">Vamos! Toma uma atitude!</a></p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Orgulho hétero?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Ronaud Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 05 Aug 2011 16:26:48 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Bom senso]]></category>
		<category><![CDATA[Estupidez]]></category>
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		<category><![CDATA[Ignorância]]></category>
		<category><![CDATA[Ignorância coletiva]]></category>
		<category><![CDATA[Inconsciência]]></category>
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					<description><![CDATA[Dias atrás o twitter tinha em um de seus termos mais comentados o tal de &#8220;Orgulho hétero&#8221;, numa espécie de vingancinha besta de gente sem maiores problemas na vida para se ocupar, contra o &#8220;Orgulho Gay&#8221;. Daí você já conclui que a população em geral é de uma estupidez e ignorância imensas. Como se gays [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Dias atrás o twitter tinha em um de seus termos mais comentados o tal de &#8220;Orgulho hétero&#8221;, numa espécie de <strong>vingancinha besta</strong> de gente sem maiores problemas na vida para se ocupar, contra o &#8220;Orgulho Gay&#8221;.</p>
<p>Daí você já conclui que a população em geral é de uma estupidez e ignorância imensas. Como se gays se manifestassem publicamente numa afronta à moral e aos bons costumes e não numa luta digna por&#8230; simplesmente exercer deus direitos básicos de ir e vir conforme manda a constituição.</p>
<p>Então <em>me saí</em> com essa no twitter:</p>
<blockquote><p>Comemorar o Orgulho Hétero é como árvores comemorarem o Orgulho Verde. Não se pode se orgulhar de algo q não exigiu esforço p ser alcançado.</p>
<p>Todo orgulho é imbecil, ainda assim o único orgulho aceitável é aquele de algo que você conquistou, construiu, realizou.</p></blockquote>
<p>Então numa brincadeira sensivelmente mais inteligente, um grupo de pessoas jogou no ar a tag #inventeumorgulho, e, já sem muita inspiração, me saí com essa bobagem, que porém serve para ilustrar a grande bobagem que é um Orgulho Hétero:</p>
<blockquote><p>Dia do Orgulho Humano &#8211; Afinal eu poderia ter nascido como qualquer bicho nesse planeta <a title="#inventeumorgulho" href="https://twitter.com/#!/search?q=%23inventeumorgulho" rel="nofollow">#inventeumorgulho</a></p></blockquote>
<p>Repito o que já disse <a href="https://www.ronaud.com/bom-senso/sobre-gostos-pessoais/">aqui</a>. Acho que sentir orgulho é idiota em qualquer grau. O destino de qualquer orgulho é se ver despedaçado no chão. O orgulho é um sentimento perigoso e suspeito que seja a causa da maioria dos males humanos.</p>
<p>Sentir orgulho de sua ascendência, de sua origem, de seu país, de seu parente rico, de seu parente prestigiado, ou de qualquer condição a qual supostamente lhe eleve o valor mas que você não moveu um palito para conquistá-la, é de uma ilusão de dar dó.</p>
<p>Então, para fixar: &#8220;o único orgulho aceitável é aquele de algo que você conquistou, construiu, realizou&#8221;.</p>
<p>Ser humilde demais também cansa, pois todos gostamos de ser reconhecidos e apreciados. Então, ficamos mais uma vez com a receita do <em>meio-termo</em> para encontrarmos uma saída para essa constante tensão que é <em>ser humano</em>.</p>
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		<title>Gente exibida</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Ronaud Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 07 Jul 2011 05:09:29 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Bom senso]]></category>
		<category><![CDATA[Alienação]]></category>
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					<description><![CDATA[Gente exibida e que gosta de aparecer demais sem ter muito talento pra compartilhar é sempre um pé no saco.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A imensa maioria das pessoas tem um senso de valor próprio muito baixo, e de fato, sejamos honestos, não valem muito mesmo.</p>
<p>Pois, deixando de lado a dignidade pessoal de cada um, na prática <strong>valemos o que somos capazes de fazer</strong>. Só que essa <em>imensa maioria</em> não faz nada de bom da vida. Por isso a autoestima geral reinante é rasteira.</p>
<p>Quase sempre vivem para si mesmas, numa vida narcísica. Querem e esperam que tudo lhes aconteça sem darem nada em troca. Essa <em>imensa maioria</em> não faz nada de bom talvez por um preguiçoso egocentrismo, ou talvez por incompetência, ou por desinteresse, em suma, por falta de iniciativa, desânimo, fraqueza, desconhecimento de que as coisas podem ser diferentes.</p>
<p>Viver só para si é a melhor forma de esvaziar nossa própria vida. Nosso vazio interior só pode ser preenchido por outras pessoas. Normalmente só somos reconhecidos pelo que fazemos aos outros. <strong>Quando doamos algo aos outros, sempre somos retribuídos. A troca sempre existe. Ou você recebe alguma remuneração, ou então recebe reconhecimento, gratidão e apreço</strong>. Você pode SER uma grande pessoa, mas o que você É só pode ser expressado através do que você faz&#8230; de bom.</p>
<p>Poucos se esforçam por construírem a si mesmos, mas todos querem ser valorizados, apreciados, prestigiados, desejados (segundo Lacan), sentirem-se importantes (segundo Carnegie), o que dá na mesma (segundo Ronaud 😉 ). E na ânsia por se sentirem valorizados porém sucumbidos à própria nulidade existencial, acabam por usar de artifícios para serem apreciados pelos outros. <strong>Gente exibida</strong> e sem um mínimo de talento tem um quê de <em>ladrões</em>, que tiram dos outros o que não fizeram por merecer, no caso, nossa atenção.</p>
<p>A moda é um desses artifícios. O paraíso da <strong>gente exibida</strong> 🙂 <strong>Moda é comunicação</strong>. O que você veste está comunicando o que você é. Se você está comunicando mais do que você é, está sendo incoerente. E você, <em>bobinho</em>, não percebe que todos percebem essa incoerência. Todos dirão: &#8220;Nossa, visual novo, bacana hein!&#8221; ou &#8220;Nossa, como você tá linda!&#8221;.</p>
<p>Mas é por educação!</p>
<p>Vejo rapazes usando bermudão, bonés virados, numa atitude contestadora e independente, porém ainda morando com os pais. Vejo meninas seguindo a moda cegamente, só porque a atriz tá usando na novela, sem se darem conta do ridículo de: 1 &#8211; usar peças extravagantes que são FEIAS; 2 &#8211; ir atrás do que os outros sugerem igual um cordeirinho indo para o <em>abate</em> &#8211; abate do seu dinheiro.</p>
<p>Vejo <a title="O que é hipster?" href="https://www.desiderato.com.br/moda/o-que-e-hipster/">hipsters</a> chamando atenção nas ruas de modo exagerado e só percebo despropósito. Onde querem chegar com esse exagero? Por que essa exposição gratuita? Se expõe numa atitude de auto-afirmação do quanto se pode ser ridículo. É só distração. Uma solução externa e visual para um problema interno e existencial. Não vai resolver.</p>
<p>Acho que a única contestação possível é a <strong>independência</strong>. Ou você não depende de ninguém e se mostra como quiser, ou dar uma de excêntrico quem sabe ainda morando com os pais ou trabalhando naquele emprego medíocre que mal lhe permite dar conta da vida só vai lhe fazer passar por ridículo, dada a tamanha <strong>incoerência </strong>de uma postura dessas. A mensagem que se está passando é incondizente com sua condição real.</p>
<p>Embora já tenha criticado aqui a noção contemporânea de <strong><a title="O que é status?" href="https://www.ronaud.com/inteligencia/o-que-e-status/">status</a></strong>, ainda penso que a exibição de nossa condição alcançada com base em nossos esforços ainda é a mais aceitável. Cresça na vida produzindo valor para a sociedade e exiba-se da maneira que seu dinheiro permitir. Agora ficar se exibindo de forma artificial, sem um fundamento &#8211; $ &#8211; ou um porquê, sem graça nem talento para a representação artística, ainda me soa um tanto estúpido.</p>
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		<title>Você sabe com quem está falando?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Ronaud Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 06 Jul 2011 23:38:14 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ciência]]></category>
		<category><![CDATA[Astronomia]]></category>
		<category><![CDATA[Estupidez]]></category>
		<category><![CDATA[Filosofia]]></category>
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		<category><![CDATA[Visão de mundo]]></category>
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					<description><![CDATA[]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div style="margin: 25px auto; width: 640px;"><iframe src="//www.youtube.com/embed/P3NpHryB-fQ" width="640" height="390" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></div>
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		<title>Livro Caracteres &#8211; La Bruyère &#8211; Resenha / Resumo</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Ronaud Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 24 Apr 2011 00:00:57 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Livros]]></category>
		<category><![CDATA[Condição humana]]></category>
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		<category><![CDATA[Livros de Filosofia]]></category>
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		<category><![CDATA[Natureza humana]]></category>
		<category><![CDATA[Tempo]]></category>
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					<description><![CDATA[No livro Caracteres, um La Bruyère ora sarcástico, ora cínico, ora inspirado, ora contemplador, revela sua intensa e constante busca pelo que é nobre, belo e sublime.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_20614" style="width: 360px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-20614" class="wp-image-20614" title="Caracteres - La Bruyère" src="https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2011/04/caracteres-la-bruyere-livro.jpg" alt="Caracteres - La Bruyère" width="350" height="498" srcset="https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2011/04/caracteres-la-bruyere-livro.jpg 656w, https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2011/04/caracteres-la-bruyere-livro-211x300.jpg 211w" sizes="auto, (max-width: 350px) 100vw, 350px" /><p id="caption-attachment-20614" class="wp-caption-text">Caracteres &#8211; La Bruyère</p></div>
<h3>Resenha divulgada</h3>
<p>Esta coleção da Editora Escala apresenta o trabalho de grandes pensadores do mundo. Ideal para estudantes e apreciadores de uma boa leitura.</p>
<ul>
<li>Editora: Escala</li>
<li>Autor: JEAN DE LA BRUYERE</li>
<li>Origem: Nacional</li>
<li>Número de páginas: 285</li>
<li>Acabamento: Brochura</li>
<li>Formato: Médio</li>
</ul>
<h3>Minha opinião sobre o livro Caracteres</h3>
<p>Terminei a leitura do livro Caracteres, de <a href="https://www.ronaud.com/frases-pensamentos-citacoes-de/jean-de-la-bruyere">La Bruyère</a> há quase dois anos e só agora criei vergonha na cara 😉 e venho publicar um comentário sobre ele aqui.</p>
<p>O livro Caracteres na verdade chama-se <strong>Caracteres ou Costumes deste século</strong>, e foi publicado em 1688, portanto, é uma janela para os costumes da realeza francesa do século XVII. Se você, leitor constante destes meus textos me acha algumas vezes reparador demais em relação a vida alheia, é porque não leu este livro de que estou falando 😉</p>
<p>Ora sarcástico, ora cínico, ora inspirado, ora contemplador, La Bruyère era de uma argúcia extrema e de sofisticado talento expressivo. Contudo, durante todo o texto é fácil observar a intensa e constante busca do autor pelo que é nobre, belo e sublime.</p>
<p>Tinha profunda visão idealista das coisas e se via incomodado com a pobreza moral e intelectual dos homens. Entretanto, creio que se vivesse hoje, viveria certamente ainda mais frustrado.</p>
<h3>Nada de novo debaixo do sol</h3>
<p>Tirando-se os trechos que tratam das coisas que são próprias da época, e estou falando de fins do século XVII, veja bem, tudo o mais, em especial quanto às observações traçadas por La Bruyère em relação aos homens, permanece atualíssimo. Como comentei <a href="https://www.ronaud.com/vida/a-essencia-permanece/">aqui</a>, a essência de nossa natureza humana permanece ao longo dos séculos e será &#8220;eterna&#8221; enquanto habitar neste planeta o espírito humano.</p>
<p>Ler o livro Caracteres é ao mesmo tempo uma viagem à França do séc. XVII e uma viagem pela condição existencial humana através da constatação arguta de um grande observador daquela época, de que a estupidez e a nobreza do espírito humano coexistem em todas as épocas da história. Confirma a ideia de que vivemos com a ilusão de que tudo está mudando, quando, intrinsecamente ao que é humano, tudo continua a mesmíssima coisa.</p>
<p>Não é um livro fácil e em certos pontos cansa. Mas é ideal para você que gosta de história francesa, de filosofia, de comportamento humano e é fascinado pela natureza humana sem se cansar de tentar compreendê-la. Encontrará em Caracteres um prato cheio!</p>
<h3>Para comprar</h3>
<p>Para adquirir este livro, recomendo <a href="http://www.estantevirtual.com.br/busca?q=caracteres+la+bruyere" target="_blank" rel="noopener">uma pesquisa no site estante virtual</a>, pois como o mesmo já é muito antigo, raramente se encontra sob alguma edição contemporânea.</p>
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		<title>Obesidade mental</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Ronaud Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 14 Dec 2010 15:11:48 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Vida]]></category>
		<category><![CDATA[Alienação]]></category>
		<category><![CDATA[Condição humana]]></category>
		<category><![CDATA[Estupidez]]></category>
		<category><![CDATA[Preconceito]]></category>
		<category><![CDATA[Superficialidade]]></category>
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					<description><![CDATA[Tem gente que é muito pessimista com o estágio atual da humanidade. Eu já penso que a humanidade sempre foi tosca por natureza, porém tem reagido de formas inusitadas &#8211; recentemente &#8211; a questões que simplesmente inexistiam, como por exemplo, o excesso de informações. As pessoas se viciaram em estereótipos, em juízos apressados, em ensinamentos tacanhos e em [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Tem gente que é muito pessimista com o estágio atual da humanidade. Eu já penso que a humanidade sempre foi tosca por natureza, porém tem reagido de formas inusitadas &#8211; recentemente &#8211; a questões que simplesmente inexistiam, como por exemplo, o excesso de informações.</p>
<blockquote><p>As pessoas se viciaram em estereótipos, em juízos apressados, em ensinamentos tacanhos e em condenações precipitadas. Todos têm opinião sobre tudo, mas não conhecem nada. <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Jo%C3%A3o_Lu%C3%ADs_C%C3%A9sar_das_Neves" target="_blank">João César das Neves</a></p></blockquote>
<p>É verdade, mas ainda assim eu fico me perguntando:</p>
<p>Em qual época conhecida da humanidade foi diferente?</p>
<p>Se há problemas que são muito atuais, como o preconceito ou a estupidez, isso se deve mais à REAÇÃO do espírito humano ante recursos tecnológicos recentes, do que aos próprios recursos tecnológicos.</p>
<p>O homem não é eterno, mas o espírito humano o será enquanto um de nós pisar neste planeta. Portanto não posso deixar de crer que a superficialidade e o preconceito sempre acompanharam o espírito humano desde os seus primórdios. Não posso crer que em algum momento da história da humanidade houve alguma civilização em que as pessoas procuravam conhecer algo antes de julgá-lo, ou que tenham deixado de se ocupar com bobagens para se ocupar com causas mais nobres, se não precisassem se ocupar integralmente para conseguir o que comer, onde se abrigar, continuar sobrevivendo.</p>
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