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	<title>Viagens &#8211; RONAUD.com</title>
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	<description>Textos e Mensagens para Reflexão</description>
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		<title>Viajar é superestimado</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Ronaud Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 29 Jan 2025 12:11:57 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Autoconhecimento]]></category>
		<category><![CDATA[Vida]]></category>
		<category><![CDATA[Turismo]]></category>
		<category><![CDATA[Viagens]]></category>
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					<description><![CDATA[Viajar é superestimado pelas pessoas e aqui eu comento o porquê.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Viajar é superestimado.</p>
<p>Esse arquétipo do &#8220;explorador&#8221; é para poucos. Decepções, perrengues, desconforto, solidão, são situações que exigem força pessoal.</p>
<p>Essa coisa de &#8220;ai se eu pudesse passaria a vida viajando&#8221; é típico de quem não sai &#8211; e não quer sair &#8211; da adolescência.</p>
<p>Porque em geral, principalmente quando você viaja a turismo, você não pega numa vassoura pra varrer quintal, não se abaixa pra arranca um mato, não lava uma louça, não tem que chamar encanador pra consertar vazamento. Só luxinhos diários. Vidinha de princesa, ou &#8220;princeso&#8221;.</p>
<p>Na maioria dos casos, <strong>as pessoas não querem viajar, elas querem se livrar das responsabilidades</strong>.</p>
<p>A quem viaja muito, chega um ponto que as coisas começam a se repetir: cenários diferentes, mas a mesma coisa. Igrejas, Museus, Restaurantes diferentinhos, umas paisagens bonitas, pontos turísticos lotados de turistas.</p>
<p>O que o ser humano quer mesmo é conexão e realização, e não é tão simples se conectar profundamente com as pessoas, e muito menos realizar grandes projetos com uma vida cigana.</p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/rQ-If3-jmQo?si=vzn2HskQmkPD6_SJ" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
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		<title>A Praia</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Ronaud Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 22 Mar 2021 03:07:05 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Lugares]]></category>
		<category><![CDATA[Crônicas]]></category>
		<category><![CDATA[Praia]]></category>
		<category><![CDATA[Viagens]]></category>
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					<description><![CDATA[A Praia &#8211; Crônica Se eu morasse no litoral ia todo dia na praia” é a maior ilusão de quem não mora no litoral. Jacqueline Poli As pessoas vão longe para pegar uma praia&#8230; &#8230;porque elas não tem convívio constante com uma. No longo prazo da ida constante à praia você começa a notar e [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_26392" style="width: 680px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2021/03/P_20200608_112301_editada_2.jpg"><img fetchpriority="high" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-26392" class="size-full wp-image-26392" src="https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2021/03/P_20200608_112301_editada_2.jpg" alt="Maravilhosa é a praia... ...assim, na foto" width="670" height="390" srcset="https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2021/03/P_20200608_112301_editada_2.jpg 670w, https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2021/03/P_20200608_112301_editada_2-300x175.jpg 300w" sizes="(max-width: 670px) 100vw, 670px" /></a><p id="caption-attachment-26392" class="wp-caption-text">Maravilhosa é a praia&#8230; &#8230;assim, na foto. Foto: Praia Brava Itajaí &#8211; Ronaud Pereira</p></div>
<h2>A Praia &#8211; Crônica</h2>
<blockquote><p>Se eu morasse no litoral ia todo dia na praia” é a maior ilusão de quem não mora no litoral. <a href="https://twitter.com/ajacquelinepoli/status/1365731958513405952">Jacqueline Poli</a></p></blockquote>
<p>As pessoas vão longe para <em>pegar uma praia</em>&#8230;</p>
<p>&#8230;porque elas não tem convívio constante com uma.</p>
<p>No longo prazo da ida constante à praia você começa a notar e somar alguns desconfortos que o deslumbramento de visitas esporádicas acaba encobrindo.</p>
<p>Praia, pra mim, só se for para <em><strong>apreciar a paisagem</strong></em>, do alto de um belo apartamento à beira-mar, de dentro de um barzinho pé-na-areia BEM CONFORTÁVEL com uma caipirinha à frente, ou espairecendo diante do belo cenário praiano ao longo de uma caminhada leve.</p>
<p>Afora estas poucas situações possíveis, o termo <em>pegar uma praia</em> não faz lá assim <em>taaaanto</em> sentido.</p>
<p>O sol escaldante bombardeando luz e calor faz a gente suar, a areia grudar, a pele torrar (e arder, e dias depois, descascar), cegar os olhos, obrigar a se encapsular sob protetor, óculos, boné, guarda-sol.</p>
<p>A cadeira de praia é desconfortável, e se deita na areia, o vento joga areia na cara, e leva o guarda-sol voando longe.</p>
<p>A água, o sal, o sol e o vento ressecam e desordenam o cabelo.</p>
<p>No meio dia a areia queima o pé, tem que usar calçado, ou no final da tarde aquela areia úmida onde já pisaram mil pés te oferece uma bandeja cheia de micoses e bichos-de-pé.</p>
<p>A água do mar, se é calma, é suja, se é limpa, é agitada; às vezes tem algas mortas, ou águas-vivas, em alguns lugares, até tubarão; quando entra na água, ela tá fria, quando sai, o vento tá frio.</p>
<p>A bebida esquenta, não tem banheiro perto. A bolinha do frescobol sempre escapa pra longe, e passamos mais tempo buscando a bola do que jogando; a bola do futebol, do vôlei, idem.</p>
<p>O povo em volta é feio, suado, molambento, com suas caixas de som alto, e péssimo gosto. Às vezes você não sabe se <em>a onda</em> que está sentindo é do mar ou da <em>cannabis</em> do vizinho ao lado.</p>
<p>Pra voltar, você ganha de brinde um maravilhoso trânsito que atrasa sua volta em 2 horas.</p>
<p>O horror!</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Turismo em Santa Catarina &#8211; Vale a pena?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Ronaud Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 30 Dec 2014 12:46:32 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[Civilidade]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica]]></category>
		<category><![CDATA[Falta de Educação]]></category>
		<category><![CDATA[Praia]]></category>
		<category><![CDATA[Respeito]]></category>
		<category><![CDATA[Sossego]]></category>
		<category><![CDATA[Turismo]]></category>
		<category><![CDATA[Viagens]]></category>
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					<description><![CDATA[De modo geral, nós que residimos em cidades turísticas, entendemos a importância do turismo para a economia da região e tendemos a vê-lo com bons olhos. Mas de uns anos pra cá, esse excesso de turistas tem me dado um certo receio.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Santa Catarina possui algumas das mais belas e sofisticadas cidades praianas do litoral brasileiro. Mas tanta beleza acaba sendo motivo de problemas e estresses a cada temporada de verão. Para moradores e para os bons turistas.</p>
<p>Aqui me refiro às principais cidades turísticas do litoral catarinense, mas acredito que os litorais de todo o brasil sofrem o mesmo despreparo para receber os turistas de fim de ano.</p>
<h3>Cidades turísticas?</h3>
<p>De modo geral, nós que residimos em cidades turísticas, entendemos a importância do turismo para a economia da região e tendemos a vê-lo com bons olhos. Meu pai já dizia que <em>quem quisesse sossego, que fosse morar no meio do mato</em>.</p>
<p>Mas de uns anos pra cá, esse <em>EXCESSO</em> de <em>turistas</em> tem me dado um certo receio. <a title="#medo" href="https://www.ronaud.com/sociedade/turistas/">A mera proximidade do Natal já angustia</a>, e tenho certeza que não sou o único.</p>
<blockquote><p><span style="color: #141823;">É preciso fazer uma reflexão. O turismo e os turistas que chegam a Florianópolis causam uma agonia. A invasão das praias mostra um retrato do Brasil popular, mas sem nenhuma delicadeza. Me sinto encurralado pelos hábitos de mal gosto de grande parcela dos turistas que acham que som alto à beira mar e lixo jogado em todo canto fazem parte do relax das férias. Não compreendo essa identidade do brasileiro do quanto mais bagunçado melhor. Tudo pode em nome da liberdade individual e do politicamente correto. E não bastasse o comportamento dos que chegam de fora, os locais acabam cooperando, liberando seus instintos, juntando-se à bagunça geral. E os preços então? uma explosão numérica sem limites. Mas enfim, deve ser essa a tão sonhada identidade brasileira. <a href="https://www.facebook.com/anselmo.prada.9/posts/855527344509436?pnref=story">Anselmo Prata</a></span></p></blockquote>
<p>Moro em Itapema, a segunda cidade mais procurada por turistas no litoral catarinense, perdendo apenas para Balneário Camboriú. Aqui também é assim. Me sinto acuado, evito sair, e quando saio, não encontro onde estacionar, enfrento filas, zoeira nas ruas, não encontro lugares nos bares ou cafés agora lotados, fica difícil caminhar nas calçadas em meio a tanta gente caminhando a esmo, procurando não sabem exatamente o quê.</p>
<p><strong>São turistas demais para cidades pequenas demais</strong>, que <em>incham</em> de gente, já que por mais que se programem e se digam receptivas e turísticas, nunca estão preparadas o suficiente. <a title="Já comentei sobre isso aqui, uma vez" href="https://www.ronaud.com/lugares/porto-belo-e-bombinhas-natureza-paradisiaca-organizacao-infernal/">O trânsito</a>, falta de água e quedas de energia constantes comprovam.</p>
<h3>O problema do mundo são as pessoas</h3>
<blockquote><p>São Paulo vazia é uma das melhores cidades do mundo. &#8211; Fernando Gouveia em 29/12</p></blockquote>
<p>E vale ainda comentar, como fez Anselmo Prata, que muitos turistas vem para cá, mas esquecem de trazer na bagagem um <em>itenzinho</em> que faz toda a diferença, para quem vem, e para quem já está aqui:</p>
<p><strong>A educação!</strong></p>
<div id="attachment_16944" style="width: 310px" class="wp-caption alignright"><img decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-16944" class="size-medium wp-image-16944" src="https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2014/12/ferias-divertidas-300x156.jpg" alt="Super divertidas, minhas férias" width="300" height="156" srcset="https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2014/12/ferias-divertidas-300x156.jpg 300w, https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2014/12/ferias-divertidas.jpg 487w" sizes="(max-width: 300px) 100vw, 300px" /><p id="caption-attachment-16944" class="wp-caption-text">Super divertidas, minhas férias</p></div>
<p>Na virada de ano de 2012/2013 passei em Urubici, na serra catarinense. Foi um fim de ano para mim atípico, incrivelmente tranquilo, até um tanto surreal, porque à meia noite do dia 31 não ouvi UM fogo de artifício.</p>
<p>Por esses dias pós-natal, em meio à muvuca que está <em>esta Itapema</em>, pela primeira vez me questionei: &#8220;O que é que eu queria, vindo morar aqui, se nem praia eu curto mais?&#8221;. Minha conclusão foi que sempre que puder, vou fazer isso, andar no contra-fluxo dessa horda de gente desesperada que vem extravasar os estresses de um ano inteiro como se aqui fosse terra de ninguém.</p>
<h3>Sugestão de amigo</h3>
<p>Minha recomendação para quem for de fora e vem conversar comigo sobre o turismo na região é taxativa:</p>
<p><strong>NÃO VENHA!</strong></p>
<p>Se estiver procurando por <em>SOSSEGO</em> e se não quiser se incomodar com trânsito, falta de água, quedas de luz, excesso de gente, de preços caros e de barulho, não venha, especialmente para Balneário Camboriú, Itapema, <a href="https://www.ronaud.com/lugares/porto-belo-e-bombinhas-natureza-paradisiaca-organizacao-infernal/">Bombinhas</a> e Florianópolis. O trânsito de Porto Belo, para se chegar ou sair de Bombinhas é o que há de pior &#8211; entre as 10h e 19h você simplesmente não anda &#8211; e leva-se até 7 horas para se chegar de Bombinhas até a BR 101, o que em dias normais de inverno se faz em 40 minutos.</p>
<p>Se quiser vir, o litoral catarinense é amplo e oferece muitos outros lugares igualmente bonitos e menos procurados. Se vier, em relação ao trânsito, programe-se para se deslocar entre a manhã até as 9h e a noite a partir das 20h.</p>
<p>Mesmo assim, pense bem. Sugiro que poupe-se! Porque a não ser que você seja jovem (de espírito) e esteja atrás de agito e badalação, por aqui você só vai se estressar e se incomodar. O verdadeiro descanso está em nossa casa, com as grandes cidades vazias, ou ainda, se quiser viajar, na serra ou no interior.</p>
<p>Isso vale principalmente para o período entre natal e a virada de ano e depois, durante o carnaval. Embora não seja tão simples, por questões de férias, a melhor época para vir para <a href="http://www.praiassantacatarina.com.br/">Santa Catarina</a> é DEPOIS do carnaval. O mês de março e comecinho de abril ainda são bem quentes, e com <em>metade de gente</em> por metro quadrado, fica muito mais gostoso de curtir.</p>
<p>Veja também: <a href="https://www.ronaud.com/bom-senso/o-que-eu-quero-sossego/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">O que eu quero? Sossego</a></p>
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		<title>Human Safari</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Ronaud Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 06 Nov 2014 11:02:12 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Lugares]]></category>
		<category><![CDATA[Criatividade]]></category>
		<category><![CDATA[Viagens]]></category>
		<category><![CDATA[Vídeos]]></category>
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					<description><![CDATA[Vídeos altamente inspiradores, das viagens de Nicolò Balini. Human Safari &#160;]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Vídeos altamente inspiradores, das viagens de Nicolò Balini.</p>
<p><iframe loading="lazy" src="//www.youtube.com/embed/OCLl6dGK11Q" width="670" height="480" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
<p><iframe loading="lazy" src="//www.youtube.com/embed/QGhkt5GurJg" width="670" height="480" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
<p>Human Safari</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Vida de fim de semana e feriado</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Ronaud Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 01 Mar 2014 20:24:15 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[Praia]]></category>
		<category><![CDATA[Trabalho]]></category>
		<category><![CDATA[Trânsito]]></category>
		<category><![CDATA[Viagens]]></category>
		<category><![CDATA[Viver a Vida]]></category>
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					<description><![CDATA[Fico pensando no DRAMA que vive esse pessoal que a cada feriadão FOGE de suas cidades para a praia ou para o interior. Vejo um certo desespero no ar. A cada oportunidade há uma verdadeira fuga em massa. Fogem da rotina, fogem do regime de semi-escravidão e da pressão de terem de trabalhar demais para [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_14181" style="width: 680px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2014/03/1981750_818306878184913_1405869475_n1.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-14181" class="size-full wp-image-14181  " title="Trânsito aos feriados - Fuga em massa" alt="Trânsito aos feriados - Fuga em massa" src="https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2014/03/1981750_818306878184913_1405869475_n1.jpg" width="670" height="447" srcset="https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2014/03/1981750_818306878184913_1405869475_n1.jpg 900w, https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2014/03/1981750_818306878184913_1405869475_n1-300x200.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 670px) 100vw, 670px" /></a><p id="caption-attachment-14181" class="wp-caption-text">Trânsito aos feriados &#8211; Fuga em massa</p></div>
<p>Fico pensando no DRAMA que vive esse pessoal que a cada feriadão FOGE de suas cidades para a praia ou para o interior.</p>
<p>Vejo um certo desespero no ar. A cada oportunidade há uma verdadeira <em>fuga em massa</em>.</p>
<p>Fogem da rotina, fogem do regime de semi-escravidão e da pressão de terem de trabalhar demais para terem o mínimo, fogem da mesmice proporcionada pela falta de alternativas de lazer no espaço urbano que só sabe oferecer shoppings e mais shoppings, fogem, sobretudo, de si mesmos.</p>
<p>Triste essa vida que é vivida somente em fins de semana e feriados.</p>
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		<title>Viagens</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Ronaud Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 10 Jan 2014 21:42:14 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Lugares]]></category>
		<category><![CDATA[Criatividade]]></category>
		<category><![CDATA[Viagens]]></category>
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					<description><![CDATA[Um vídeo fantástico com um modo muito criativo de se registrar as próprias viagens: Fonte]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Um vídeo fantástico com um modo muito criativo de se registrar as próprias viagens:</p>
<p><iframe loading="lazy" src="//www.youtube.com/embed/OCLl6dGK11Q" height="360" width="640" allowfullscreen="" frameborder="0"></iframe></p>
<p><a href="http://www.braian.com.br/a-maneira-mais-criativa-de-registrar-uma-viagem/">Fonte</a></p>
]]></content:encoded>
					
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		<title>O que eu quero? Sossego</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Ronaud Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 21 Jul 2013 23:05:41 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Bom senso]]></category>
		<category><![CDATA[Lugares]]></category>
		<category><![CDATA[Diversão]]></category>
		<category><![CDATA[Sem noção]]></category>
		<category><![CDATA[Sossego]]></category>
		<category><![CDATA[Turismo]]></category>
		<category><![CDATA[Viagens]]></category>
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					<description><![CDATA[Fui para Urubici em janeiro, município que fica na Serra Catarinense. Fui para lá passar uns dias porque estava precisando &#8220;fugir&#8221; um pouco, e também porque está cada vez mais difícil passar a temporada de verão junto aos turistas, nós que já moramos no litoral o ano inteiro. Em Urubici, cheguei a passar um friozinho, [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Fui para Urubici em janeiro, município que fica na Serra Catarinense. Fui para lá passar uns dias porque estava precisando &#8220;<a title="Ir para o interior é um verdadeiro resgate de nossa essência e autenticidade" href="https://www.ronaud.com/vida/felicidade-nao-me-deixa-ver/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">fugir</a>&#8221; um pouco, e também porque <a title="~ turistas ~" href="https://www.ronaud.com/sociedade/turistas/">está cada vez mais difícil passar a temporada de verão junto aos turistas</a>, nós que já moramos no litoral o ano inteiro.</p>
<p>Em Urubici, cheguei a passar um friozinho, em pleno janeiro. Mas no último dia fez um calor considerável e tomei um bom banho de cachoeira.</p>
<div id="attachment_12537" style="width: 310px" class="wp-caption alignleft"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-12537" class="size-medium wp-image-12537" alt="É... sou eu!" src="https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2013/07/banho-de-cachoeira-300x168.jpg" width="300" height="168" srcset="https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2013/07/banho-de-cachoeira-300x168.jpg 300w, https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2013/07/banho-de-cachoeira-1024x576.jpg 1024w" sizes="auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px" /><p id="caption-attachment-12537" class="wp-caption-text">É&#8230; sou eu!</p></div>
<p>Mas depois, <a title="Muitos cálculos e projeções :)" href="https://www.ronaud.com/lugares/filosofando-sobre-viagens/">fazendo os cálculos e estabelecendo proporções</a>, passei a acreditar que a serra pode não ser o melhor dos lugares para se estar no inverno. A não ser com muitos amigos, vinho, comida e lenha o suficiente pra abastecer a lareira!!!</p>
<p>Foi então que estranhei o quanto nós, de modo geral, gostamos de extremos.</p>
<p>No frio extremo vamos para a serra criar raiz na frente de lareiras, e no calor extremo vamos para a praia, e passamos o maior tempo possível sob ar-condicionados.</p>
<p>Isso, claro, porque somos seres racionais.</p>
<p>Porque se fôssemos seres irracionais, muito provavelmente seguiríamos para a serra no verão, fugindo da <em>muvuca</em> da <em>turistada</em> e do calor infernal, e no inverno, ficaríamos pelas praias, sossegadas e amenas *, mais ou menos como fazia a Família Real Brasileira ao seguir para Petrópolis durante os verões cariocas do século 19.</p>
<p>Inteligentes somos nós, o pessoal da família real é que era meio insano, mesmo.</p>
<p>Né? 🙂</p>
<p>***</p>
<p>* Nesta viagem aqui relatada, fiz esta &#8220;inversão&#8221;, sem saber muito bem o que estava fazendo. Mas deu certo, e recomendo 🙂</p>
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		<title>~ turistas ~</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Ronaud Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 06 Apr 2013 13:54:46 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[Civilidade]]></category>
		<category><![CDATA[Falta de Educação]]></category>
		<category><![CDATA[Meio ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Praia]]></category>
		<category><![CDATA[Sustentabilidade]]></category>
		<category><![CDATA[Turismo]]></category>
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					<description><![CDATA[Agora a pouco, andando pela Meia Praia (Itapema, SC), que está lotada, vi um grupo grande de ~ turistas ~ se dirigindo para a praia. A imagem instantânea que me veio à mente foi a de uma horda de gafanhotos invadindo uma plantação, arrasando com tudo. Nada contra o turismo, mas há turismos e turismos. [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Agora a pouco, andando pela Meia Praia (Itapema, SC), que está lotada, vi um grupo grande de ~ turistas ~ se dirigindo para a praia. A imagem instantânea que me veio à mente foi a de uma horda de gafanhotos invadindo uma plantação, arrasando com tudo.</p>
<p>Nada contra o <em>turismo</em>, mas há <em>turismos e turismos</em>. Este turismo de massa e rasteiro, de praia, sol e farofa é uma lástima. Já presenciei a praia transformada em lixão nos tantos fins de tarde em que ia caminhar por lá.</p>
<p>O fato é que depois de 20 anos morando em praia, você cansa disso, e começa a sentir calafrios com a chegada da &#8220;temporada&#8221;.</p>
<p>A temporada dos gafanhotos.</p>
<p>(<a href="http://www.facebook.com/ronaudpereira/posts/575358359146434" rel="nofollow">Publicado no Facebook</a> em 28 de dezembro de 2012)</p>
<h3>Seja um viajante, não um turista&#8230;</h3>
<p>Escrevi sobre isso, de modo mais aprofundado, aqui: <a title="Viagens mentais sobre viagens físicas" href="https://www.ronaud.com/lugares/filosofando-sobre-viagens/">Filosofando sobre viagens</a></p>
<h3>&#8230;ou seja um visitante</h3>
<p>Michel Laub diz:</p>
<blockquote><p>[&#8230;] ninguém esclarecido quer ser associado a essa figura (o turista) &#8211; cujo modo de vida, definiu David Foster Wallace, é &#8220;se impor sobre lugares que, em todas as formas não econômicas, seriam melhores sem a sua presença&#8221;.</p></blockquote>
<p>Me agrada a ideia de, ao viajarmos, adotarmos a postura do <em>VISITANTE</em>.</p>
<p>Porque é isso que você está fazendo: visitando um lugar que não é o seu lugar.</p>
<p>Quando você visita um amigo, o que faz? Chega com respeito, pede permissão, ou licença, para tomar uma parte do espaço dele, e de seu tempo. Lhe dá atenção e é cordial em tudo.</p>
<p>Porque sabe que está invadindo um espaço que não é seu, e portanto, deve portar-se como gostaria que se portassem aqueles que invadem o seu espaço e tomam o seu tempo.</p>
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		<title>Só pra lembrar</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Ronaud Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 03 Apr 2013 02:26:19 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Pensamentos]]></category>
		<category><![CDATA[Alienação]]></category>
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					<description><![CDATA[O excesso de atenção a Futebol, Novelas, BBBs, Religiões, Filmes, Música, Facebook, Twitter, Bebedeiras, Comilança ( gastronômica e sexual 😉 ) e em muitos casos, a Viagens e até ao próprio Trabalho, resultará no seguinte (des)propósito: Distrair você, de você mesmo(a), e do seu progresso espiritual e material; distraí-lo do que é importante: construir uma [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><span class="medio">O excesso de atenção a Futebol, Novelas, BBBs, Religiões, Filmes, Música, Facebook, Twitter, Bebedeiras, Comilança ( gastronômica e sexual 😉 ) e em muitos casos, a Viagens e até ao próprio Trabalho, resultará no seguinte (des)propósito: Distrair você, de você mesmo(a), e do seu progresso espiritual e material; distraí-lo do que é importante: construir uma vida melhor para si.</span></p>
<p>Não precisa agradecer.</p>
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		<title>Filosofando sobre viagens</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Ronaud Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 10 Jan 2013 17:42:01 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Lugares]]></category>
		<category><![CDATA[Arquitetura]]></category>
		<category><![CDATA[Pessimismo]]></category>
		<category><![CDATA[Turismo]]></category>
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					<description><![CDATA[Há um bom tempo comentei sobre essa visão recente, que as pessoas têm expressado bastante, sobre passar a acumular experiências, em vez de tranqueiras objetos materiais nos cantos da casa. Não sou daquele apaixonado por viagens. Quando ouço alguém dizer que se ganhasse muito dinheiro, iria conhecer o mundo inteiro, fico quieto, ou digo que é [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Há um bom tempo <a title="Juntando tranqueira em casa, até quando?" href="https://www.ronaud.com/arte-de-viver/o-que-se-leva-dessa-vida/">comentei</a> sobre essa visão recente, que as pessoas têm expressado bastante, sobre passar a acumular experiências, em vez de <del>tranqueiras</del> <ins>objetos materiais</ins> nos cantos da casa.</p>
<p>Não sou daquele <em>apaixonado</em> por viagens. Quando ouço alguém dizer que se ganhasse muito dinheiro, iria conhecer o mundo inteiro, fico quieto, ou digo que é o melhor a se fazer mesmo. Mas a verdade é que, se EU ganhasse muito dinheiro, iria conhecer ALGUNS LUGARES apenas, e iria voltar pra casa <em>rapidinho</em>.</p>
<p>Entretanto, tenho <em>uma teoria</em> sobre o gosto generalizado que as pessoas manifestam por viagens.</p>
<div id="attachment_9423" style="width: 310px" class="wp-caption alignleft"><a href="https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2013/01/DSC_1034.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-9423" class="size-medium wp-image-9423 " title="Um cara que você não conhece, num lugar que você não sabia que existia" src="https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2013/01/DSC_1034-300x168.jpg" alt="Um cara que você não conhece, num lugar que você não sabia que existia" width="300" height="168" srcset="https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2013/01/DSC_1034-300x168.jpg 300w, https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2013/01/DSC_1034-1024x576.jpg 1024w" sizes="auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px" /></a><p id="caption-attachment-9423" class="wp-caption-text">Uma típica foto do Facebook: Um cara que você não conhece, num lugar que você não sabia que existia</p></div>
<p>Em 2012 fiz duas pequenas viagens. Coisa rara na vida de alguém que nunca viaja.</p>
<p>E passei a entender melhor o porquê de as pessoas idolatrarem as viagens.</p>
<p>SIM! Ir a lugares diferentes é MUITO interessante. Sua visão de mundo se expande e se tiver alguma sensibilidade, e algum interesse, se encantará com as várias pessoas e coisas diferentes que encontrará, e com a história dos lugares por onde andará.</p>
<p>Mas não é só pelos lugares visitados que as viagens seduzem.</p>
<p>Quando você viaja, você <em>não pega</em> numa vassoura pra varrer o chão, não lava uma louça, nem arrumar a cama você precisa. Talvez nem precise preparar sua comida, afinal, é preciso aproveitar para conhecer os lugares, e nada melhor para conhecer lugares do que comer a comida local. Então, quando se viaja, praticamente só come-se fora, e come-se BEM. MUITO BEM! Sem contar os cafés-da-manhã <em>divinos</em> que praticamente todos os hotéis e pousadas oferecem.</p>
<p>Até eu, que não sou muito dado <em>ao paladar</em>, pois qualquer comida sempre <em>tá bom</em>, estou até agora com saudade do suflê de queijo do café-da-manhã da pousada onde me hospedei em Urubici, SC, recentemente. Quentinho, feito na hora pela dona da pousada. Parecia um pão de queijo derretido. Delícia!</p>
<p>Então a viagem terminou, e voltei pra casa. E qual foi a primeira atividade que fiz? Varrer a calçada que estava cheia de pedras e ciscos que meus bichos (gatos e cachorro) juntaram durante 5 dias. E a segunda? Ver meus emails e lembrar dos tantos compromissos que fingi que não existiam durante 5 dias.</p>
<blockquote><p>Na minha opinião existem dois tipos de viajantes: os que viajam para fugir e os que viajam para buscar. Érico Veríssimo</p></blockquote>
<p>Cheguei a cogitar a possibilidade de que, se pudesse, realmente viajaria mais. Porque <strong>quando você viaja, está tirando férias de si mesmo</strong>, e de sua própria vida, com sua rotina sem graça, com seus <em>draminhas novelescos</em> e <em>compromissinhos</em> chatos.</p>
<h2>Mas se for viajar&#8230;</h2>
<p>&#8230;seja um <em>VIAJANTE</em>, não um <em>turista</em>. <em>PelamordeDeus!</em></p>
<p>Como dito acima, eu raramente viajo, mas quando viajo, MERGULHO na atmosfera do lugar. Observo TUDO, montanhas, o chão, as plantas diferentes, o CHEIRO do lugar, os insetos, os tipos de casas e arquitetura local, o biotipo das pessoas, o sotaque, a comida, enfim, TUDO. Não que eu queira me orgulhar disso, mas esse é o espírito do <em>viajante</em>, o cara que chega nos lugares de modo reverente, e sobretudo, curioso. Não vejo outra postura mais adequada.</p>
<div id="attachment_9424" style="width: 310px" class="wp-caption alignright"><a href="https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2013/01/DSC_1045.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-9424" class="size-medium wp-image-9424" title="De longe parece grama, de perto, são pequenas bromélias. Mas e daí né, vou indo, daqui a pouco começa a sessão da tarde" src="https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2013/01/DSC_1045-300x168.jpg" alt="De longe parece grama, de perto, são pequenas bromélias. Mas e daí né, vou indo, daqui a pouco começa a sessão da tarde" width="300" height="168" srcset="https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2013/01/DSC_1045-300x168.jpg 300w, https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2013/01/DSC_1045-1024x576.jpg 1024w" sizes="auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px" /></a><p id="caption-attachment-9424" class="wp-caption-text">De longe parece grama, de perto, são pequenas bromélias. Mas e daí né, vou indo, daqui a pouco começa a sessão da tarde</p></div>
<p>O <em>turista</em> não. O turista faz como fizeram umas pessoas que chegaram junto conosco no topo do Morro da Igreja, aquele da foto acima. Da estrada normal até o topo do morro, são uns 15 km, numa subida pavimentada, porém bem íngreme. Dá trabalho chegar lá. Leva tempo. Nós subimos numa fila, com uma caminhonete a frente, e outros dois veículos de passeio atrás.</p>
<p>Chegamos e estacionamos todos juntos.</p>
<p>Eu, naturalmente, me encantei com o lugar. Estar pisando num ponto de terra acima das nuvens é bastante curioso. E lá fui eu fotografar tudo, plantinhas, flores, a paisagem, eu e a esposa. Depois pretendia desligar o celular (com o qual fotografei) e adotar uma postura mais contemplativa e SENTIR BEM o astral do topo do morro sem a preocupação de fotografar. Eu e a esposa andamos bastante por ali, <em>meio que</em> demos a volta naquele espaço em cerca de dez minutos, o que para mim ainda estava no começo da visita. Nessa volta, acabei passando de volta próximo ao meu carro estacionado e&#8230; eis que ele estava lá, estacionado sozinho.</p>
<p>Cadê aquele pessoal que estacionou junto conosco?</p>
<p>Foram embora 🙁</p>
<p>Senti um misto de desgosto e lamento por eles. Quanta pressa. Quanta ansiedade. Tanto trabalho pra chegar lá, fotografar um pouquinho, para logo voltar para&#8230; sei lá, bater outro recorde de menor tempo num outro ponto turístico, para então voltar pra hospedagem para&#8230; sei lá, assistir televisão.</p>
<p>Esse é o <em>turista padrão</em>. Aquele que vai porque os outros foram, e pra mostrar que foi; não para ir lá porque sente curiosidade de ir, e para sentir o lugar em todo o seu esplendor.</p>
<div id="attachment_9425" style="width: 680px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2013/01/DSC_1017.jpg"><img decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-9425" class="size-large wp-image-9425" title="Morro da Igreja, em Urubici, SC. É bonito, é bonito..." src="https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2013/01/DSC_1017-1024x576.jpg" alt="Morro da Igreja, em Urubici, SC. É bonito, é bonito..." width="670" srcset="https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2013/01/DSC_1017-1024x576.jpg 1024w, https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2013/01/DSC_1017-300x168.jpg 300w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></a><p id="caption-attachment-9425" class="wp-caption-text">Morro da Igreja, em Urubici, SC. É bonito, é bonito&#8230;</p></div>
<p>Ficamos mais uns 20 minutos ali e só fui embora porque era <em>meio dia</em> e o sol estava muito forte, porque se dependesse de mim, ainda ficaria mais uma <em>horinha</em> ali sentindo o clima do lugar.</p>
<blockquote><p>[&#8230;] ninguém esclarecido quer ser associado a essa figura (o turista) &#8211; cujo modo de vida, definiu David Foster Wallace, é &#8220;se impor sobre lugares que, em todas as formas não econômicas, seriam melhores sem a sua presença&#8221;. Michel Laub</p></blockquote>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
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