<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Tempo &#8211; RONAUD.com</title>
	<atom:link href="https://www.ronaud.com/tag/tempo/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>https://www.ronaud.com</link>
	<description>Textos e Mensagens para Reflexão</description>
	<lastBuildDate>Fri, 17 Nov 2023 00:52:13 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-BR</language>
	<sy:updatePeriod>
	hourly	</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>
	1	</sy:updateFrequency>
	<generator>https://wordpress.org/?v=7.0.2</generator>
	<item>
		<title>Tudo tem seu tempo, e está tudo certo</title>
		<link>https://www.ronaud.com/vida/tudo-tem-seu-tempo-e-esta-tudo-certo/</link>
					<comments>https://www.ronaud.com/vida/tudo-tem-seu-tempo-e-esta-tudo-certo/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Ronaud Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 27 Aug 2018 00:49:25 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Vida]]></category>
		<category><![CDATA[Tempo]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.ronaud.com/?p=23281</guid>

					<description><![CDATA[Alguns estão solteiros. Alguns estão casados e esperaram 10 anos para ter um filho, e outros tiveram um filho depois de um ano de casados. Alguns se formaram aos 22 anos, e esperaram 5 anos para conseguir um bom emprego. Outros se formaram aos 27 e encontraram o emprego de seus sonhos imediatamente! Alguns se [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<blockquote><p>Alguns estão solteiros. Alguns estão casados e esperaram 10 anos para ter um filho, e outros tiveram um filho depois de um ano de casados.</p>
<p>Alguns se formaram aos 22 anos, e esperaram 5 anos para conseguir um bom emprego. Outros se formaram aos 27 e encontraram o emprego de seus sonhos imediatamente!</p>
<p>Alguns se tornaram presidentes de grandes empresas aos 25 e morreram aos 50, enquanto outros se tornaram presidentes aos 50, e viveram até os 90.</p>
<p>Cada um trabalha com seu próprio “fuso horário”. As pessoas conseguem lidar com situações apenas de acordo com seu próprio tempo. Trabalhe com o seu próprio tempo.</p>
<p>Seus colegas, amigos, e conhecidos mais jovens podem parecer estar “a frente” de você, e outros podem parecer estar “atrás”.</p>
<p>Não os inveje nem zombe deles. Estão em seu próprio tempo. E você está no seu!</p>
<p>Segure firme, seja forte, e seja verdadeiro consigo mesmo. Tudo irá conspirar ao seu favor. Você não está atrasado, nem adiantado, você está exatamente na hora certa!</p>
<p>Sri Sri Ravi Shankar</p></blockquote>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://www.ronaud.com/vida/tudo-tem-seu-tempo-e-esta-tudo-certo/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Percepção do Tempo e da História</title>
		<link>https://www.ronaud.com/pensamentos/percepcao-do-tempo-e-da-historia/</link>
					<comments>https://www.ronaud.com/pensamentos/percepcao-do-tempo-e-da-historia/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Ronaud Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 20 May 2018 01:29:14 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Pensamentos]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[Arquitetura]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[História]]></category>
		<category><![CDATA[Narrativas]]></category>
		<category><![CDATA[Tempo]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.ronaud.com/?p=22942</guid>

					<description><![CDATA[Alguns meses atrás, caí sem querer num mergulho profundo sobre a história da arquitetura do Rio de janeiro, em especial da Avenida Rio Branco. Esta pesquisa particular se estendeu em algumas direções: Sobre a história do Rio de Janeiro propriamente dito, sobre a história do Brasil através dos vídeos do Brasil Paralelo, sobre a história [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Alguns meses atrás, caí sem querer num mergulho profundo sobre a história da arquitetura do Rio de janeiro, em <a href="https://www.ronaud.com/arte/uma-inacreditavel-av-rio-branco-o-rio-de-janeiro-do-inicio-do-seculo-xx/">especial da Avenida Rio Branco</a>.</p>
<p>Esta pesquisa particular se estendeu em algumas direções: Sobre a história do Rio de Janeiro propriamente dito, sobre a história do Brasil através dos vídeos do <a href="https://www.brasilparalelo.com.br/">Brasil Paralelo</a>, sobre <a href="https://www.ronaud.com/sociedade/decadencia-urbana-e-moral/">a história dos nossos costumes</a>. Li sobre a <a href="https://www.ronaud.com/livros/livro-os-guinle-resenha/">Família Guinle</a>, sobre a auspiciosa Madame Pommery na São Paulo do início do século XX, li Casa de Pensão de Aloísio Azevedo retratando a vida doméstica e a língua portuguesa do Rio de Janeiro de fins do século XX. E ainda quero me inteirar sobre outros temas interessantes que vem surgindo quanto mais se lê&#8230;</p>
<p>E um aspecto sobre nossa percepção sobre a passagem do tempo me chamou muito a atenção durante esses meus estudos esparsos: <strong>Como, apesar da aparente aceleração dos nossos tempos &#8220;atuais&#8221;, o tempo ainda assim passa muito gradativamente; Como as mudanças históricas e políticas que estamos vivendo são ainda muito lentas e só vão se assentar daqui a muitos anos e que, no final das contas, nós e toda essa superpopulação terrestre nada mais somos, diante do senhorio do Tempo, do que meros elos de uma corrente histórica que ainda vai longe na existência.</strong></p>
<p>Por exemplo. O Brasil teve várias Constituições durante sua história. Uma delas em 1889, após a proclamação da República, e outra em 1934, com Getúlio Vargas. Ouvindo assim, essas duas citações parece que a sequência entre elas foi muito rápida.</p>
<p>De 1889 a 1934 é um pulo, certo?</p>
<p>Errado.</p>
<p>Foram 45 anos. QUARENTA E CINCO anos. Tenho um tempo médio de vida, 37 anos, e pra igualar aquele período, me falta ainda 8 anos. Dois pleitos eleitorais. É tempo pra caramba.</p>
<p>Se fizermos um paralelo entre o período da promulgação e vigência daquelas constituições com o nosso tempo, basta observarmos que nossa última constituição é de 1988, um ano semelhante ao de 1889. E que, &#8220;a próxima constituição&#8221; só seria implementada por &#8220;um novo Getúlio&#8221; somente no ano de 2033, isto é, daqui a 15 anos. Se isso hipoteticamente acontecesse, isto é, se a história se repetisse neste século como aconteceu há 100 anos, talvez muitos de nós nem estejamos mais por aqui quando a nova constituição for promulgada para ser, no final das contas, somente mais um passinho dado na longa trajetória da história desta nação.</p>
<p>Acredito que acontece com todas as gerações, esta impressão que toda a história da humanidade caminhou para trazer o mundo <em>prontinho</em> até a geração atual. <em>Mal sabe</em> a geração atual que as gerações de 2100 ficarão especulando sobre a realidade de 2018 assim como nós agora especulamos como era a realidade do Brasil de 1919:</p>
<div id="attachment_22943" style="width: 688px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2018/05/Av-Rio-Branco-1919-3.jpg"><img fetchpriority="high" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-22943" class="size-full wp-image-22943" src="https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2018/05/Av-Rio-Branco-1919-3.jpg" alt="" width="678" height="943" srcset="https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2018/05/Av-Rio-Branco-1919-3.jpg 678w, https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2018/05/Av-Rio-Branco-1919-3-216x300.jpg 216w" sizes="(max-width: 678px) 100vw, 678px" /></a><p id="caption-attachment-22943" class="wp-caption-text">Av Rio Branco &#8211; 1919</p></div>
<blockquote><p>Avenida Rio Branco, Rio de Janeiro, em 1919, ou seja, a 99 anos atrás.</p>
<p>À esquerda, a torre do Jornal do Commercio, à direita, destaca-se a torre do Jornal do Brasil. Ao fundo, o Palace Hotel, dos mesmos proprietários do Copacabana Palace (<a href="https://www.ronaud.com/livros/livro-os-guinle-resenha/">família Guinle</a>), à frente do Pão de Açúcar.</p>
<p>Praticamente todos os prédios desta foto foram demolidos. Restam 10 dos cerca de 100 edifícios que formavam esta vibrante avenida.</p>
<p>A principal avenida, da principal cidade, tida como &#8220;maravilhosa&#8221;, de um país cuja identidade arquitetônica perdeu-se em uma dessas esquinas do tempo.</p>
<p><a href="https://www.facebook.com/groups/1809125019401244/permalink/1965248620455549/" rel="nofollow">Imagem publicada aqui</a>.</p></blockquote>
<p>E, certamente, em 2500 ficarão conjecturando sobre como era a vida nos anos 2000, assim como nós ficamos nos perguntando, dentre tantas questões, como era a experiência de atravessar o oceano enclausurado em pequenas caravelas de madeira, como fizeram Colombo, Cabral e seus marujos lá pelos idos de 1500.</p>
<p>E aqui cabe outro ponto de vista sobre este &#8220;período de existência do Brasil&#8221;. Todos ouvimos à exaustão da descoberta do Brasil por Pedro Álvares Cabral em 22 de abril de 1500. Ouvimos um pouco sobre as movimentações portuguesas para a promoção desta viagem, dos motivos dela, da surpresa com os índios e com a natureza ainda virgem que havia por aqui e&#8230; ponto. Alguns tracejos sobre as Capitanias Hereditárias, ciclos econômicos e depois, o fato mais marcante sobre nossa história já passa para a condenação de Tiradentes já em 1792, depois para a vinda da Família Real Portuguesa, Independência etc.</p>
<p>Pouco fala-se, em termos gerais, que estas terras permaneceram praticamente abandonadas desde 1500 até 1808. Em 1800 o Brasil tinha uma população estimada de no máximo 3 milhões de pessoas, incluindo aí certamente muitos índios nativos, número cuja exatidão é impossível de averiguar. Esta população se concentrava certamente pelo nordeste. A cidade mais populosa de Santa Catarina, no sul, Joinville, foi fundada&#8230; FUNDADA em 1851, e somente a partir do século XX começou a apresentar uma população mais consistente.</p>
<p>Digo tudo isto para enfim afirmar que o Brasil tal qual o conhecemos, passou a existir, como nação, não somente politicamente, mas realmente, nos moldes que hoje conhecemos, a partir de 1808. Desta data para trás, ainda valia a concepção física de uma terra exuberante, com uma fauna e flora vicejantes, ditada por nós por Pero Vaz de Caminha, em 1500.</p>
<h3>As coisas levam tempo</h3>
<p>Nossa imprensa digital contemporânea vive ansiosa por novas notícias e por ser a primeira a documentar os fatos. E assim, diariamente vemos nos jornais uma <em>corredeira</em> de notícias. E essa sequência infindável de fatos pequenos nos tira a pouca visão global que temos da vida e da sociedade.</p>
<p>Por exemplo na política brasileira: Até 1889 tínhamos um governo monarquista. Dom Pedro II reinou por quase 50 anos, com certa estabilidade. A partir de então, após um golpe, a república foi instalada e parece-me que desde então, até hoje, somente 5 presidentes concluíram integralmente o mandato para o qual foram designados.</p>
<p>Olhar nossa república desta perspectiva nos mostra claramente que a república não deu certo, que o Brasil não é uma nação republicana. Foram golpes e fiascos atrás de golpes e fiascos.</p>
<p>Certas coisas levam tempo para se assentarem, às vezes muito tempo, e o fato de uma senhora inapta como Dilma Rousseff e também os deputados que aprovaram seu impeachment terem chegado todos ao poder nos mostra claramente que nossa forma atual de governo ainda não se assentou e que nós, como povo, não temos condições de escolhermos nossos representantes.</p>
<p>Quando nosso sistema político se assentará sobre bases estáveis e honestas? Só Deus sabe, e só o que eu sei é que este tempo ainda não chegou; só o que sei é que ainda estamos em meio a este longo processo de estabilização institucional (esta atual greve dos caminhoneiros é apenas mais um breve capítulo de uma longa história de busca pela estabilidade política aliada a alguma prosperidade econômica).</p>
<p><strong>As coisas em nível coletivo levam muito tempo para se acertar</strong>. No Brasil, por exemplo, sob um ponto de vista de longo prazo, é bem possível afirmar com certo grau de certeza, que os brasileiros estão vivendo uma longa fase de transição, iniciada em 1889 com o golpe da República, passando pelos episódios envolvendo Getúlio Vargas, Juscelino Kubitschek, o Regime Militar, a redemocratização, impeachment do Collor, estabilização da moeda, políticas sociais, as manifestações de 2013 e o impeachment de Dilma. E estas últimas instabilidades sob o governo Temer só demonstram que ainda estamos longe, muito longe de nos acertarmos como nação politicamente estável.</p>
<h4>As coisas levam tempo, inclusive em nossa própria vida</h4>
<p>Aqui <a href="https://www.ronaud.com/vida/problemas-juventude-tempo-experiencia-fortalecimento/">neste texto</a> comentei sobre como a ansiedade e a angústia de uma vida complicada pode nos fazer mal na juventude e que nestes casos, a única saída é ter paciência.</p>
<h3>Memória Curta e Narrativas</h3>
<p>Diz-se que o povo brasileiro tem memória curta.</p>
<p>É verdade.</p>
<p>Além da dificuldade natural que temos de resgatarmos realidades circunstanciais de tempos passados nem tão longínquos assim, como há 100 anos atrás (o que torna um período como este, de 100 anos atrás, algo realmente longínquo), um fato claramente perceptível é que além da ignorância natural do povo sobre os fatos passados &#8211; ninguém nasce sabendo e pouco passa a saber durante a vida &#8211; <em><strong>o povo esquece rapidamente o que se passou há mais de 15 anos atrás</strong></em>.</p>
<p>Hoje, esta percepção a mim se estendeu, e abarca a própria humanidade.</p>
<p>A humanidade não tem muita noção de tempo. Principalmente do tempo que transcende o tempo médio da própria vida humana.</p>
<p>Existem muitas verdades que assumimos como antigas, que foram criadas nas últimas décadas.</p>
<p>Por exemplo: Afora certas aparições esporádicas na mídia, <a href="https://www.ronaud.com/arte/palacio-monroe-depredacao-patrimonio-arquitetonico-brasileiro/">quantos cariocas sabem que a praça Mahatma Gandhi já abrigou um dos palácios mais simbólicos da cidade?</a></p>
<p>E se o povo lembra o que se passou há 15 anos atrás, lembra de forma confusa, vaga, começa a inventar fatos e razões para preencher as lacunas da memória e para que sua interpretação do que lembra que aconteceu possa fazer algum sentido.</p>
<p>E não é exatamente que &#8220;esquece&#8221;, e sim, que quem tem 30 anos hoje, tinha 20 há 10 anos e talvez estivesse mais interessado em festas e curtição, do que se informar sobre o que ocorria no mundo. Daí aos 30, quando resolve estudar um pouco, o faz baseando-se em fatos documentados por <a href="https://www.ronaud.com/sociedade/o-marxismo-cultural-nas-universidades/">uma imprensa e historiadores ideologicamente contaminados</a>.</p>
<p>O resultado disso? Pessoas que votam em pessoas com <a href="https://www.google.com.br/search?q=imagem+dilma+ficha+criminal&amp;source=lnms&amp;tbm=isch&amp;sa=X&amp;ved=0ahUKEwiQuOHA45_bAhVEiZAKHbsUCdMQ_AUICigB&amp;biw=1280&amp;bih=903" target="_blank" rel="noopener noreferrer">ficha</a> <a href="https://www.google.com.br/search?q=lula+ficha+criminal&amp;tbm=isch&amp;tbs=rimg:CbVHlXLKdwTqIji7eD0gc1xUtI2Q5vyssHiF-7QXy_1nlmv-ilo01_1GNiAXZYSBvKPm5A2Rn3C3oxrxQdbv0eiN_1mHSoSCbt4PSBzXFS0EWSuJUsEHpUtKhIJjZDm_1KyweIURJq3hgsOumO4qEgn7tBfL-eWa_1xEyomqr6bHoCioSCaKWjTX8Y2IBEWlhI0wbDYrWKhIJdlhIG8o-bkARK9AFJ_1lHZa8qEgnZGfcLejGvFBH1vYuZDMRTmyoSCR1u_1R6I3-YdEbWe8fK1l1ft&amp;tbo=u&amp;sa=X&amp;ved=2ahUKEwi5_u3f45_bAhXDg5AKHUuWCDEQ9C96BAgBEBs&amp;biw=1280&amp;bih=903&amp;dpr=1" target="_blank" rel="noopener noreferrer">criminal</a>, pessoas que se dizem <a href="https://www.google.com.br/search?biw=1280&amp;bih=903&amp;tbm=isch&amp;sa=1&amp;ei=-28HW6LQAsqxwAT4g7uACA&amp;q=socialismo+não+funciona&amp;oq=socialismo+não+&amp;gs_l=img.3.0.0j0i5i30k1j0i8i30k1j0i24k1l4.22582.26858.0.28810.15.12.0.0.0.0.341.879.1j1j1j1.4.0....0...1c.1.64.img..11.4.877...35i39k1j0i67k1.0.39yJ_TBu-eU" target="_blank" rel="noopener noreferrer">socialistas / comunistas em pleno século XXI</a>, <a href="https://www.google.com.br/search?biw=1280&amp;bih=903&amp;tbm=isch&amp;sa=1&amp;ei=RnAHW6qRMoW2wATgy4KQDQ&amp;q=wyllys+vestindo+guevara&amp;oq=wyllys+vestindo+guevara&amp;gs_l=img.3...11549.14244.0.14643.4.4.0.0.0.0.177.177.0j1.1.0....0...1c.1.64.img..3.0.0....0.GSky2LlJrbQ" target="_blank" rel="noopener noreferrer">gays que usam camisa de Che Guevara</a>, o revolucionário que assassinava gays, <a href="https://www.google.com.br/search?q=tiozão+ditadura+militar&amp;tbm=isch&amp;tbs=rimg:CXRWENe2WlSHIjiDobEFpR00WjofPgARCGXAeIQNCaf0h7XnEo7525MbZDq-Ch8WjOBy-D1lx1apbMG7zHMn3EVGNCoSCYOhsQWlHTRaEaxMKssnTTCQKhIJOh8-ABEIZcARMRwVI1C8m6EqEgl4hA0Jp_1SHtRGpI83oH3bcAioSCecSjvnbkxtkEX6CW7BfCF4nKhIJOr4KHxaM4HIRBN6L8WWZtKYqEgn4PWXHVqlswREw66fE_1VBAISoSCbvMcyfcRUY0EcMo2GF4VrEJ&amp;tbo=u&amp;sa=X&amp;ved=2ahUKEwjZz4--5J_bAhXDg5AKHUuWCDEQ9C96BAgBEBs&amp;biw=1280&amp;bih=903&amp;dpr=1" target="_blank" rel="noopener noreferrer">pessoas defendendo a ditadura militar</a>, pessoas messiânicas esperando sempre mais 72 horas por grandes acontecimentos políticos que nunca acontecem, e etc.</p>
<p>As pessoas são sempre muito mal informadas sobre as bandeiras que defendem, e se conhecessem bem tais causas, nãos as defenderiam com tanta veemência.</p>
<p>Estamos sempre em busca de alguma regra e estabilidade sobre uma natureza sempre inconstante. E nossa fraca memória para o passado aliada ao pouco entendimento que temos dos processos políticos e econômicos sob os quais vivemos, faz com que idealizemos aquele passado, e um passado negativo idealizado como positivo é tão ou mais perigoso do que um passado esquecido, porque pode ser cooptado por <a href="https://www.ronaud.com/tag/narrativas/">narrativas</a> que visam recontar a história a fim de defender <a href="https://www.ronaud.com/sociedade/brasileiro-ama-populismo/">certos grupos e interesses</a>:</p>
<blockquote><p>Num truque retórico [&#8230;] petistas, isentões e afins, trabalham para tentar emplacar a narrativa de que quem destruiu o Brasil não foram Lula e Dilma, mas o Temer e quem foi às ruas nos salvar do pior que nos esperava: o bolivarianismo. Já tem mentecapto falando de preço de gasolina e dólar para dizer que na era PT, era “melhor” [&#8230;]. <a href="https://www.facebook.com/felipe.pedri/posts/10212148554290229?comment_id=10212148847337555" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Felipe Pedri</a></p></blockquote>
<h3>Memórias perdidas nas curvas do tempo</h3>
<p>Quando Carlos Guinle morreu, em 1969, Nelson Rodrigues disse:</p>
<p>&#8220;Está morrendo o nosso passado e, repito, um dia, acordaremos sem passado.&#8221;</p>
<p>Se você nunca soube <a href="https://www.ronaud.com/livros/livro-os-guinle-resenha/">quem eram os Guinle</a>, como eu não sabia e presumo que você também não saiba, prova que Nelson estava – como sempre – certo.</p>
<p>&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://www.ronaud.com/pensamentos/percepcao-do-tempo-e-da-historia/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>E amansou-se o que era xucro</title>
		<link>https://www.ronaud.com/vida/e-amansou-se-o-que-era-xucro/</link>
					<comments>https://www.ronaud.com/vida/e-amansou-se-o-que-era-xucro/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Ronaud Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 15 Dec 2016 03:48:26 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Vida]]></category>
		<category><![CDATA[Ilusões]]></category>
		<category><![CDATA[Natureza]]></category>
		<category><![CDATA[Tempo]]></category>
		<category><![CDATA[Verdade]]></category>
		<category><![CDATA[Vídeos]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.ronaud.com/?p=21396</guid>

					<description><![CDATA[No canto nativo, o gaúcho conclui, contemplativo, ao fim de uma vida atribulada: &#8220;E amansou-se o que era xucro.&#8221; E na união destas poucas palavras campeiras, ele descobriu e resumiu, o propósito e o destino, de toda criatura viva: do bagual ao tordilho, do boi à ovelha, do gaudério e do tropeiro ao patrão. Porque com [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><iframe width="560" height="315" src="https://www.youtube.com/embed/bhZHpMaT3Gw?si=4IYwfmj1GPG6A2iN" title="YouTube video player" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" allowfullscreen></iframe></p>
<p>No canto nativo, o gaúcho conclui, contemplativo, ao fim de uma vida atribulada:</p>
<blockquote><p><strong><em>&#8220;E amansou-se o que era xucro.&#8221;</em></strong></p></blockquote>
<p>E na união destas poucas palavras campeiras, ele descobriu e resumiu, o propósito e o destino, de toda criatura viva: do bagual ao tordilho, do boi à ovelha, do gaudério e do tropeiro ao patrão.</p>
<p>Porque com a saúde de algumas décadas, peitamos <em>o mundo</em> e esbravejamos nossas ilusórias verdades.</p>
<p>Mas não demora muito, após nosso derradeiro suspiro, é ele quem nos vence:</p>
<p><strong><em>O mundo</em></strong>, enfim, nos amansou.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://www.ronaud.com/vida/e-amansou-se-o-que-era-xucro/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>O tempo é o melhor remédio</title>
		<link>https://www.ronaud.com/vida/o-tempo-e-o-melhor-remedio/</link>
					<comments>https://www.ronaud.com/vida/o-tempo-e-o-melhor-remedio/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Ronaud Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 14 Jan 2015 15:55:23 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Vida]]></category>
		<category><![CDATA[Aceitação]]></category>
		<category><![CDATA[Auto-engano]]></category>
		<category><![CDATA[Ceticismo]]></category>
		<category><![CDATA[Cura]]></category>
		<category><![CDATA[Desilusão]]></category>
		<category><![CDATA[Frustração]]></category>
		<category><![CDATA[Idealismo]]></category>
		<category><![CDATA[Ilusões]]></category>
		<category><![CDATA[Paciência]]></category>
		<category><![CDATA[Perdas]]></category>
		<category><![CDATA[Pessimismo]]></category>
		<category><![CDATA[Realidade]]></category>
		<category><![CDATA[Tempo]]></category>
		<category><![CDATA[Terapia]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.ronaud.com/?p=17040</guid>

					<description><![CDATA[Passamos a vida inteira como garimpeiros tentando encontrar o ouro que nos salvará da condição de miséria na qual nos encontramos. Passamos a vida inteira tentando encontrar a cura milagrosa e definitiva para nossa condição de miséria espiritual.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O ano de 2014 foi um ano muito ruim, para mim. Talvez <em>o pior</em> ano da minha vida. Foi quando descobri que tudo que havia sofrido até então não tinha passado de <em>arranhões</em>.</p>
<p>Na minha vida &#8211; e quem sabe, na sua também &#8211; as coisas ruins costumam acontecer juntas. Não sei porque <em>raios</em> isso acontece. Mas quando acontece, <em>o mundo vem abaixo</em>.</p>
<p>Eu me considerava um sujeito centrado, de relativa sorte e consideravelmente espiritualizado, até então.</p>
<p>Quando tudo veio abaixo, senti que essa tal <em>espiritualidade</em> de pouco adianta. Claro que é uma visão demasiadamente pragmática, minha, meio como uma negociação com Deus &#8211; <a title="É... não é bem assim" href="https://www.ronaud.com/espiritualidade/lembre-se-de-deus-para-ele-lembrar-de-voce/">eu lembro de Você, e Você lembra de mim</a>. Mas senti que esse <em>deus</em> que tanto falamos não é tão pessoal assim, <a href="https://www.ronaud.com/espiritualidade/por-que-deus-fica-em-silencio/">está pouco ligando para nós</a> e <a title="Ou ama, vai saber..." href="https://www.ronaud.com/auto-conhecimento/sobre-a-gratidao/">não nos ama tanto quanto se diz por aí</a>.</p>
<p>Se é isso que você busca com sua espiritualidade, esqueça.</p>
<p>No final de tudo lembrei de uma fala de um pastor quando fui a um culto evangélico há muitos anos. Dizia ele:</p>
<blockquote><p>Vir à igreja não te livra dos problemas. Vir à igreja te deixa mais forte para enfrentá-los.</p></blockquote>
<p>Certíssimo, ele.</p>
<p>Nunca mais fui a um culto evangélico desde então.</p>
<p>😉</p>
<h3>Você não é aquilo tudo</h3>
<p>Quando tudo vem abaixo, o que vem abaixo na verdade não são as coisas, são as ilusões que nós mantínhamos a respeito delas, e de nós mesmos.</p>
<p>Com exceção de acidentes e problemas de saúde, normalmente ficamos intactos após a maioria das perdas. Ficamos apenas sem nossas <a href="https://www.ronaud.com/auto-conhecimento/muletas-existenciais/">muletas existenciais</a>.</p>
<p>E caímos&#8230; claro!</p>
<p>No meu caso, além das desilusões com sonhos e projeções futuras, tive outra desilusão, como comentado a pouco:</p>
<p>Com tudo que formava minha visão e prática espirituais. Afirmações positivas, otimismo, esperança, bênçãos&#8230;</p>
<p><a title="O buraco é mais embaixo" href="https://www.ronaud.com/lei-da-atracao/lei-da-atracao-relacionamentos-e-felicidade/">Tudo balela</a>.</p>
<p>O fato é que não há <a href="https://www.ronaud.com/espiritualidade/positividade-o-fundamento-de-toda-espiritualidade/"><em>positividade</em></a>, ou <em>misericórdia divina</em>, que <a href="https://www.ronaud.com/espiritualidade/magia-funciona/">vença um carma pesado demais</a>, ou <a href="https://www.ronaud.com/auto-conhecimento/nao-ha-nada-de-errado-com-voce/">se você possui um padrão interno de auto-imagem</a>, isto é,<a href="https://www.ronaud.com/auto-conhecimento/como-nossos-valores-principios-e-crencas-definem-nossa-vida/"> crença sobre si mesmo(a), muito debilitado</a>, que faz você se meter onde não devia.</p>
<p>No fim, descobrimos que a responsabilidade foi toda nossa, continuará nossa, e pior, que não temos <a href="https://www.ronaud.com/atitude/coragem/">a força necessária pra virar a mesa</a> e <a href="https://www.ronaud.com/auto-conhecimento/uma-regra-para-a-vida/">fazer o que precisa ser feito</a>.</p>
<p><a href="https://www.ronaud.com/mudancas/mudanca-de-vida-e-a-auto-sabotagem/">Porque talvez a situação tenha lá suas vantagens, não é?</a></p>
<p>E depois, no desespero você corre para a igreja, faz promessas e orações, acende velas e incensos.</p>
<p>Então o tempo passa, percebe que está sendo idiota, que Deus não está nem aí para os seus dramas, e no meu caso, fosse outras épocas, tenderia a me revoltar.</p>
<p>Eu não me revoltei&#8230; tanto. Me toquei do ridículo, guardei livros, parei de acompanhar sites afins, de ver as coisas e a vida de modo forçadamente esperançoso, e venho trabalhando questões como aceitação e abrandamento do coração.</p>
<blockquote><p>Se você não atingiu o que desejava, a impaciência fará mais longa a distância entre você e o objetivo a alcançar.</p></blockquote>
<p>E sob esta nova visão, já com o pior da tempestade se desfazendo, com o ar desanuviando e <a href="https://www.ronaud.com/bom-senso/idealismo/">uma visão da vida mais realista e menos esperançosa</a> a respeito das perspectivas para mim, e mais objetiva e sóbria a respeito do que esperar da vida, me apercebi de algo óbvio e que quase ninguém enxerga:</p>
<h3>O tempo é o ÚNICO remédio</h3>
<p>As pessoas de modo geral têm muitos problemas, de ordem física, financeira e principalmente, sentimental.</p>
<p>Elas passam a vida inteira como garimpeiros tentando encontrar o ouro que lhes salvará da condição de miséria na qual se encontram &#8211; no caso, passam a vida inteira tentando encontrar a cura milagrosa e definitiva para sua condição de miséria espiritual.</p>
<p>Há profissionais óbvios para a solução dessas questões mais básicas: da área médica para os casos de saúde, da área educacional e financeira para os casos de insucesso profissional, e da área psicológica para os casos de problemas de relacionamento.</p>
<p>Mas nesta área, a dos problemas emocionais e sentimentais, <a title="O pessoal da ispiritualidadji não colabora muito" href="https://www.ronaud.com/espiritualidade/colabora-aeee-espiritualidadji/">há toda uma imensa área</a> além da psicológica, que são os segmentos religiosos, <a href="https://www.ronaud.com/espiritualidade/a-busca-espiritual-que-nao-sabe-o-que-esta-buscando/">espiritualistas</a>, filosóficos e terapêuticos. Estes últimos abundando na internet sempre prometendo o impossível ou <a href="https://www.ronaud.com/autoestima/ser-trocado-por-outra-pessoa/">sugerindo ações consoladoras</a>.</p>
<p>Praticamente <em>TUDO</em> que se encontra na internet não funciona e não passa de chamariz para você contratar esses terapeutas para, com muita sorte, conseguir resolver seu problema.</p>
<p>Ontem assisti a um vídeo de um desses terapeutas, no qual ele fala sobre um caso clássico deste segmento: como curar os corações partidos. Dizia o terapeuta que para curar um coração partido a pessoa deve cuidar de si mesma, ter uma vida própria, projetar seus sonhos sobre si mesmo, e não sobre outra pessoa para que ela os realize por nós. Sonhos estes de eliminação dos medos, da solidão, da sensação de abandono; e sonhos de aceitação social, de auto-valorização.</p>
<p><em>Tarefa facílima</em>, claro.</p>
<p>Pois bem. Este tipo de mensagem é de fato muito funcional e necessária. <strong>Quem tem a si mesmo, precisa menos dos outros</strong>. Mas ela não leva em conta a extrema dificuldade que temos de <em>cuidar de nós mesmos</em> e sobretudo, de encontrarmos motivação para isso, dada nossa autoestima sempre muito baixa, baseada em nossas limitações, em nossa falta de talento e sobre <a href="https://www.ronaud.com/arte-de-viver/a-maior-falha-que-um-homem-pode-cometer/">nossa preguiça em desenvolvê-los</a>.</p>
<p>Além de que esta mensagem não cura corações partidos, conforme promete o autor. Ela, no máximo, pode evitar situações assim, futuramente, ou abrandá-las. Não evita que a pessoa caia, evita no máximo que ela <em>caia de boca na lama</em>. A pessoa pode ser uma super-humana, plenamente desenvolvida e bem resolvida em todas as áreas de sua vida, mas NADA a impede de viver uma frustração amorosa e NADA vai curar seu coração de forma rápida e efetiva uma vez que ele se parta com o abandono de alguém especial.</p>
<p>A não ser o tempo. E então já não será de forma rápida. Talvez nem de forma efetiva (caso contrário não precisaríamos de <a title="Pois é..." href="https://www.ronaud.com/tag/reencarnacao/">outras vidas</a> para resolver nossas <em>pendengas</em>).</p>
<p>Casos de transformação e cura efetiva existem, claro. Mas acontecem muito menos do que precisaríamos. <a href="https://www.ronaud.com/lei-da-atracao/lei-da-atracao-relacionamentos-e-felicidade/">Porque dependem de uma transformação emocional muito íntima e fundamental</a>, a qual raramente alcançamos, <a title="Um processo complexo" href="https://www.ronaud.com/mudancas/atitudes-para-abrir-caminhos/">devido a muitos motivos</a>:</p>
<ol>
<li>nem sempre sabemos que essa transformação é necessária</li>
<li>quando sabemos, é algo muito difícil de perceber em si mesmo(a)</li>
<li>raríssimos terapeutas conseguem nos ajudar a percebê-la</li>
<li>quando percebemos, não sabemos como executá-la</li>
<li>quando encontramos alguma orientação nesse sentido, não conseguimos executá-la a contento, por indisciplina</li>
<li>pode levar tempo para essa transformação se fazer. E isso depende muito do que os religiosos costumam chamar de &#8220;nosso coração endurecido&#8221; ou o que o senso comum costuma se referir como &#8220;cabeça dura&#8221;. Neste caso, só o tempo e <em>o muito apanhar da vida</em> é que promove essa transformação e neste sentido, a própria perda que se repete ao longo da vida se constitui num evento terapêutico, que vem amansar nossos corações.</li>
</ol>
<p>Por isso, de modo geral, toda e qualquer mensagem ou ação de cura, seja médica (veja anexo abaixo), terapêutica ou espiritual, nada mais é do que um tipo de entretenimento, normalmente fundamentados num tipo de auto-engano positivo e consolador.</p>
<p>Visam distrair-nos do problema, nos dizendo o que queremos ouvir e nos prometendo a cura até que o tempo diminua a importância do problema, e nos faça esquecê-lo, <em>com a graça dos deuses</em>.</p>
<p>O tempo não é o melhor remédio, é o <em>ÚNICO</em> remédio para os males da alma, e do coração.</p>
<p>Quem sabe, viver seja uma doença, e a morte sua cura derradeira e definitiva.</p>
<p>Ou, como diz a sabedoria <em>facebookiana</em>:</p>
<blockquote><p>Morre que passa.</p></blockquote>
<p>😉</p>
<p>&nbsp;</p>
<h3>Anexo</h3>
<p>O texto abaixo foi publicado na revista Superinteressante em <a href="http://super.abril.com.br/ciencia/remedios-sao-venenos">janeiro de 2003</a>, me parece, sem autoria. É um pouco exagerado mas não é difícil compreender a realidade de sua mensagem básica.</p>
<blockquote>
<h4>Remédios são venenos</h4>
<p>A humanidade vem sendo enganada há milhares de anos por feiticeiros, curandeiros e charlatões com suas poções, extratos, pílulas e outros métodos de “cura”. A idéia de que algo exterior ao organismo pode curar uma “doença” revela todo o desconhecimento sobre a natureza da saúde. Os remédios usados por curandeiros e pela medicina tradicional não passam de ilusões. A razão é simples: o princípio de que os remédios “curam” é falso. Remédios não curam ninguém, só adoecem. E as doenças não deveriam ser curadas porque são a própria cura – já que a recuperação da saúde é um processo fisiológico natural que não pode ser substituído por qualquer meio externo.</p>
<p>Curar-se é tão natural quanto a reprodução, a digestão e o crescimento. O que se convencionou chamar de “doença”, tal como a febre, a dor, a inflamação e a infecção, é, na maioria das vezes, um processo de eliminação de toxinas e de reparação realizado pelo organismo para recuperar a saúde. O processo de cura é sempre desagradável. E isso é perfeito e natural. Não podemos ser recompensados pelos nossos erros. Quando alguém respira ar poluído, come alimento impróprio, ingere álcool, remédios, fica irritado, preocupado, ou seja, ataca sua saúde, certamente adoecerá. Após semanas, meses ou anos, os resultados serão reumatismos, infecções, câncer etc. Ninguém adoece sem motivo. Se há um efeito, há uma causa. E a causa é sempre um ambiente inadequado à vida e maus hábitos. Ora, quando se procura curar por meio de um remédio se está tentando eliminar o sintoma sem eliminar a causa. É uma tentativa charlatanesca de anular a “lei da causa e efeito”.</p>
<p>Se alguém ingeriu álcool e está bêbado, somente parando de ingerir álcool poderá curar-se. Os remédios apenas suprimem o sintoma, a reação orgânica benéfica de autocura. Os remédios contêm princípios ativos que, na verdade, são venenos ativos: provocam efeitos colaterais e reações adversas que são sinais de envenenamento.</p>
<p>Tudo o que não é alimento é veneno. Se queremos sobreviver e ter saúde, devemos somente ingerir alimentos – e não remédios. O que o organismo não pode digerir e assimilar precisa ser eliminado. Quando algumas dessas substâncias se combinam quimicamente com as células, essas terminam morrendo. Todos os remédios, sem exceção, são venenos. A grande maioria das doenças modernas são doenças iatrogênicas, isto é, frutos da ingestão de remédios que aparecem anos após o “tratamento” com essas substâncias.</p>
<p>Os remédios fazem tão mal às pessoas saudáveis quanto fazem aos doentes – já que as mesmas leis válidas para uma pessoa saudável também valem para os doentes. Eles não deixam de ser venenos simplesmente porque foram receitados e sempre fazem mal, não importa a quantidade. Quando alguém diz que o remédio atua sobre o organismo não entende que, na verdade, ele não está curando ninguém. Esses efeitos são decorrentes da reação do corpo a essas substâncias. Não é o remédio que é anti-inflamatório ou anticancerígeno. Quem inflama e desinflama, quem produz um tumor e reabsorve esse tumor é o organismo. O corpo não é suicida. Ele faz o melhor para manter a vida e a saúde. Tomar remédio para eliminar um sintoma é interromper um processo natural e saudável de cura que, mais tarde, o organismo precisará retomar.</p>
<p>As mortes com sofrimento decorrem da prática de drogar o doente.</p>
<p>A velha e confiável aspirina é um veneno mortal e está proibida na Inglaterra para quem tem até 16 anos – já destruiu a saúde de milhares de crianças em todo o mundo. O Interferon, que, na década de 80, era anunciado como a “cura do câncer”, foi mais um fracasso; a talidomida, testada por mais de três anos, aleijou milhares. Isso para não falar dos antibióticos, que acabam com nossa imunidade e, como diz o próprio nome, são “antivida”.</p>
<p>A maioria dos remédios que estavam em uso há 20 anos já não são usados porque são “ineficientes”. Não há esperança de que a cura de alguma doença apareça dos remédios. A saúde não é fruto de remédios, vacinas ou qualquer outra substância externa ao corpo. Ela é fruto de bons hábitos de vida e de um ambiente amigável. Os remédios geram muita riqueza para seus fabricantes, mas escravizam e matam seus usuários. Nada substitui o poder curativo exclusivo do organismo. Os remédios são a herança tardia dos caldeirões dos feiticeiros e curandeiros disfarçada de prática científica.</p></blockquote>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://www.ronaud.com/vida/o-tempo-e-o-melhor-remedio/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Lugares abandonados</title>
		<link>https://www.ronaud.com/arte/lugares-abandonados/</link>
					<comments>https://www.ronaud.com/arte/lugares-abandonados/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Ronaud Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 04 Nov 2014 22:49:45 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Arte]]></category>
		<category><![CDATA[Finitude]]></category>
		<category><![CDATA[Solidão]]></category>
		<category><![CDATA[Tempo]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.ronaud.com/?p=15912</guid>

					<description><![CDATA[Casas e lugares abandonados sempre me despertaram muita curiosidade. Em parte pela solidão e desolamento que transmitem atualmente, e em parte pela quantia de histórias que elas testemunharam.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_15913" style="width: 680px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-15913" class="wp-image-15913" src="https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2014/11/casa-abandonada-1024x682.jpg" alt="Casa abandonada em Nova York" width="670" srcset="https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2014/11/casa-abandonada-1024x682.jpg 1024w, https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2014/11/casa-abandonada-300x199.jpg 300w, https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2014/11/casa-abandonada.jpg 1959w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><p id="caption-attachment-15913" class="wp-caption-text">Casa abandonada em Nova York</p></div>
<p>Casas abandonadas sempre me despertaram muita curiosidade.</p>
<p>Em parte pela solidão e desolamento que transmitem atualmente, e em parte pela quantia de histórias que elas testemunharam.</p>
<p>Brigas, desentendimentos, aconchego, amores&#8230;</p>
<p>Tudo perdido para sempre nas estações do tempo que ficaram para trás.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://www.ronaud.com/arte/lugares-abandonados/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Ainda há tempo</title>
		<link>https://www.ronaud.com/amor/ainda-ha-tempo/</link>
					<comments>https://www.ronaud.com/amor/ainda-ha-tempo/#comments</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Ronaud Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 14 Jul 2013 03:33:08 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Amor]]></category>
		<category><![CDATA[Amigos]]></category>
		<category><![CDATA[Egoísmo]]></category>
		<category><![CDATA[Erros]]></category>
		<category><![CDATA[Falta de tempo]]></category>
		<category><![CDATA[Impermanência]]></category>
		<category><![CDATA[Sociabilidade]]></category>
		<category><![CDATA[Tempo]]></category>
		<category><![CDATA[Timidez]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.ronaud.com/?p=3966</guid>

					<description><![CDATA[A passagem do tempo me desagrada. Ela mostra minha impotência, falibilidade, meus erros, minhas omissões, meus descasos. E mais do que minhas falhas, ela mostra que, por enquanto, ainda há tempo. Mostra que devo errar menos. Não suporto ver tantas pessoas queridas que conheci, afastadas. Esse ir e vir de amigos me atordoa. Ficaram para trás e, [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A passagem do tempo me desagrada.</p>
<p>Ela mostra minha impotência, falibilidade, meus erros, minhas omissões, meus descasos.</p>
<p>E mais do que minhas falhas, ela mostra que, por enquanto, ainda há tempo.</p>
<p>Mostra que devo <strong>errar menos</strong>.</p>
<p>Não suporto ver tantas pessoas queridas que conheci, afastadas.</p>
<p>Esse ir e vir de amigos me atordoa.</p>
<p>Ficaram para trás e, por mais (ou justamente por) que a amizade desconheça o tempo, as queria agora, aqui, reunidas, brindando, sorrindo.</p>
<p>Encarei o que fingia que não via. Eu, a quem tanto sensibiliza o sentimento de amizade, não sei manter amigos.</p>
<p>Aqui a acomodação e meu egoísmo falam mais alto.</p>
<p>Buscando sobreviver, ganhei proteção, perdi sorrisos.</p>
<p>E na ânsia de entender, deixei de sentir.</p>
<p>Sinto remorso por rever e relembrar das pessoas que poderia ter amado, e não amei.</p>
<p>A saudade dos amigos que não conheci, dói.</p>
<p>E os amigos que não me esforcei para manter, onde estão?</p>
<p>É da vida. Vida que segue!</p>
<p>***</p>
<p>Texto de 31 de dezembro de 2010.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://www.ronaud.com/amor/ainda-ha-tempo/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>1</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Ei, você, sai do meu protesto</title>
		<link>https://www.ronaud.com/sociedade/ei-voce-sai-do-meu-protesto/</link>
					<comments>https://www.ronaud.com/sociedade/ei-voce-sai-do-meu-protesto/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Ronaud Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 19 Jun 2013 19:40:41 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[Ciúmes]]></category>
		<category><![CDATA[Fanatismo]]></category>
		<category><![CDATA[Foco]]></category>
		<category><![CDATA[Ideologias]]></category>
		<category><![CDATA[Manifestações]]></category>
		<category><![CDATA[Paciência]]></category>
		<category><![CDATA[Protestos no Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[Ressentimentos]]></category>
		<category><![CDATA[Tempo]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.ronaud.com/?p=12208</guid>

					<description><![CDATA[( Bom, o foco desse blog realmente não é política, mas dado o calor dos acontecimentos, estou fazendo dele um livro de recortes do que tenho encontrado de interessante pelo Facebook, que se tornou uma incrível ferramenta de disseminação de informações. Então aguenta aí! 😉 ) Bom, o último recorte é sobre o ressentimento que [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>( Bom, o foco desse blog realmente não é política, mas dado o calor dos acontecimentos, estou fazendo dele um livro de recortes do que tenho encontrado de interessante pelo Facebook, que se tornou uma incrível ferramenta de disseminação de informações. Então aguenta aí! 😉 )</p>
<p>Bom, o último recorte é sobre o ressentimento que algumas pessoas engajadas na política há anos estão sentindo contra os antes alienados, que vêm &#8220;invadindo&#8221; seus protestos e trazendo seus próprios discursos de ordem deslumbrados.</p>
<p>Discursos bastante duvidosos e ineficientes, é verdade, como a volta dos militares 🙁</p>
<p>Mas esse povo passou duas décadas só se preocupando com futebol, novelas, trabalho e assuntos práticos, desacreditados da política. Não vão acordar para as grandes verdades políticas de uma hora pra outra. É preciso tempo para isso. O fundamental é que uma parte antes inexpressiva do povo realmente ACORDOU e está receptiva a novas visões políticas. É a hora para nós, que sempre nos preocupamos com a calamidade que era esse país, agirmos e oferecermos visões alternativas para eles, aos poucos.</p>
<p>É claro que a mensagem deles faz sentido. Precisamos de foco.</p>
<blockquote><p>Existe uma campanha dos meios de comunicação para dissolver a primeira demanda do movimento (redução da tarifa) num mar de reclamações. É uma estratégia para não vencermos. É sobre 20 centavos sim. Temos outras, muitas outras insatisfações, mas comecemos forçando Alckmin e Haddad a baixar a tarifa. Isso nos empoderará para vôos mais altos. <a title="Autoria" href="https://www.facebook.com/ortelladopablo/posts/537892426276335" target="_blank" rel="nofollow noopener">Pablo Ortellado</a></p></blockquote>
<p>Verdade verdadeira. Então apesar de sabermos que toda essa movimentação não é só por 20 centavos, a princípio, ela é por 20 centavos sim, para que posteriormente, tenha chance de ser por outros objetivos, mais abrangentes e nacionais.</p>
<p>A tirinha abaixo tenta demonstrar isso, mas de um modo negativo. Em vez de reforçar o foco nos 20 centavos, vem desqualificar as exigências da população que mal sabe o que está se passando, mas que sabe que há muito por mudar. Uma população um tanto perdida, sim, mas que engrossa o caldo e dá visibilidade aos protestos:</p>
<div id="attachment_12209" style="width: 610px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2013/06/esse-protesto-e-meu.jpg"><img decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-12209" class="size-full wp-image-12209" src="https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2013/06/esse-protesto-e-meu.jpg" alt="Meu, só meu!!! Esse protesto é meu!" width="600" height="604" srcset="https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2013/06/esse-protesto-e-meu.jpg 600w, https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2013/06/esse-protesto-e-meu-150x150.jpg 150w, https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2013/06/esse-protesto-e-meu-298x300.jpg 298w" sizes="(max-width: 600px) 100vw, 600px" /></a><p id="caption-attachment-12209" class="wp-caption-text">Meu, só meu!!! Esse protesto é meu!</p></div>
<p><a title="Autoria" href="https://www.facebook.com/photo.php?fbid=402250816556863&amp;set=a.277657762349503.65250.277654692349810&amp;type=1" target="_blank" rel="noopener">Fonte</a></p>
<p>É fundamental agir politicamente com base num partido. Mas o fanatismo a que isso chega, em gente que só enxerga <a title="Ainda existe isso?" href="https://www.ronaud.com/sociedade/esquerda-direita/" target="_blank" rel="noopener"><em>direita</em></a> x <a title="Eu quero é ir pra frente" href="https://www.ronaud.com/sociedade/melhor-do-que-direita-ou-esquerda-e-ir-pra-frente/" target="_blank" rel="noopener"><em>esquerda</em></a>, eles x nós, é meio doentio. De onde vem essa necessidade psicológica de ter um <em>inimigo</em> o tempo todo?</p>
<p>Enfim, acho que os comentários abaixo, de diversos autores, retirados do Facebook, expressam com perfeição uma visão politicamente acolhedora com a qual me identifico mais.</p>
<blockquote><p>Muita gente ficou confusa ou triste com manifestantes pouco politizados no protesto ontem. Acho que temos que ter paciência e recebê-los bem. É nesses processos profundos de mobilização que os despolitizados se politizam. Sobre o hino nacional muito cantado ontem: ele não significa nacionalismo, significa civismo e interesse coletivo. Vi isso nas assembléias de bairro da Argentina em 2001 que começavam com o hino nacional e o grito de &#8220;Que se vayan todos!&#8221; <a title="Autoria" href="https://www.facebook.com/ortelladopablo/posts/537927312939513" target="_blank" rel="noopener">Pablo Ortellado</a></p>
<p>***</p>
<p>Tem uma parcela da esquerda que é divertida. Prefere ficar do lado dos livros a ficar do lado das gentes. Enquanto o povo nas ruas não for &#8220;o meu povo&#8221; &#8212; aquele sobre o qual ela leu e idealizou a vida inteira &#8211;, é melhor que não tenha povo nenhum. Que siga silente. Até, quem sabe, um dia, talvez, por alguma casualidade (que ela acha que se deve à iluminação, à conscientização, à politização, ao desvelamento do sofrimento para essas massas que já o sentem todo o dia, todo dia), surgir O Povo &#8212; essa instituição que, por essa esquerda, pelo visto, tem até copyright. <a title="Autoria" href="https://www.facebook.com/victorpcandido/posts/593134320717365" target="_blank" rel="noopener">Victor Porto Cândido</a></p>
<p>***</p>
<p>Petistas choramingando sobre os protestos significa que realmente o impulso emancipatório que o partido carregava foi totalmente para o brejo, superado pelo fanatismo, burocracia e acomodação. Se ainda tivesse algum, estaria ao lado dos manifestantes, dividindo as ruas, aproveitando a energia para transformar as instituições e desfazer parcerias asquerosas que foi construindo nos últimos 10 anos &#8211; partindo para o ofensiva ao invés de fazer alianças com Blairo Maggi, Feliciano, Kátia Abreu, José Sarney e Renan Calheiros, para citar apenas alguns óbvios. <a title="Autoria" href="https://www.facebook.com/moyses.pintoneto/posts/504539152947212" target="_blank" rel="noopener">Moysés Pinto Neto</a></p></blockquote>
<p>Eu, daqui de cima da montanha, já não sei o que é pior, &#8220;coxinhas&#8221; falando besteiras e exigindo retrocessos, como o impeachment da Dilma ou a volta dos militares, ou os &#8220;revolucionários&#8221;, com ciúmes dos próprios protestos.</p>
<p>Eles sempre defenderam o povo, só não sabiam que a maior parte do povo é de <em>coxinhas</em>.</p>
<p>***</p>
<p>Eu também acho o termo &#8220;~coxinha~&#8221; ridículo para definir esse tipo de gente, mas fazer o quê, né, a língua portuguesa tem vida própria e vai seguindo caminhos que não podemos controlar. Então se você quiser entender melhor esse termo, <a href="https://www.ronaud.com/sociedade/o-que-e-coxinha/">clique aqui</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://www.ronaud.com/sociedade/ei-voce-sai-do-meu-protesto/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Definindo o passado</title>
		<link>https://www.ronaud.com/pensamentos/definindo-o-passado/</link>
					<comments>https://www.ronaud.com/pensamentos/definindo-o-passado/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Ronaud Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 21 Jan 2013 01:23:19 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Pensamentos]]></category>
		<category><![CDATA[Lembranças]]></category>
		<category><![CDATA[Melancolia]]></category>
		<category><![CDATA[Passado]]></category>
		<category><![CDATA[Tempo]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.ronaud.com/?p=9798</guid>

					<description><![CDATA[&#160; Era um mundo mais simples e menos fragmentado. Rafael Galvão Ele fala dos anos 80. Mas a verdade é que ele conseguiu definir o PASSADO. No passado, tudo era mais simples e menos fragmentado. Perfeito! Leia: Nostalgia dos Anos 80]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>&nbsp;</p>
<blockquote><p>Era um mundo mais simples e menos fragmentado. Rafael Galvão</p></blockquote>
<p>Ele fala dos anos 80.</p>
<p>Mas a verdade é que ele conseguiu definir o PASSADO.</p>
<p>No passado, tudo era mais simples e menos fragmentado.</p>
<p>Perfeito!</p>
<p>Leia:</p>
<p><a href="http://www.rafael.galvao.org/2013/01/nostalgia-dos-anos-80/" target="_blank">Nostalgia dos Anos 80</a></p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://www.ronaud.com/pensamentos/definindo-o-passado/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Decadência?</title>
		<link>https://www.ronaud.com/sociedade/mundo-decadente/</link>
					<comments>https://www.ronaud.com/sociedade/mundo-decadente/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Ronaud Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 07 Nov 2012 04:24:27 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[Esperança]]></category>
		<category><![CDATA[Melancolia]]></category>
		<category><![CDATA[Passado]]></category>
		<category><![CDATA[Tempo]]></category>
		<category><![CDATA[Visão de mundo]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.ronaud.com/?p=9033</guid>

					<description><![CDATA[Às vezes ouço uns e outros lamentarem a decadência do mundo. Só que nesses momentos não consigo pensar em alguma época em que as coisas fossem melhores. Seria nos anos 70, quando o lema era sexo, drogas e rock n roll? Nos anos 50, quando o mundo se reconstruía após duas estúpidas guerras mundiais? No [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Às vezes ouço uns e outros lamentarem a decadência do mundo.</p>
<p>Só que nesses momentos não consigo pensar em alguma época em que as coisas fossem melhores.</p>
<p>Seria nos anos 70, quando o lema era sexo, drogas e rock n roll?</p>
<p>Nos anos 50, quando o mundo se reconstruía após duas estúpidas guerras mundiais?</p>
<p>No século passado, quando não havia eletricidade, nem carros, e livros eram uma raridade?</p>
<p>Na idade média, quando se queimavam pessoas VIVAS por apenas pensarem de modo diferente do usual?</p>
<p>Na antiguidade, quando se apedrejavam mulheres e trogloditas se digladiavam como animais no Coliseu?</p>
<p>Na pré-história, dentro de cavernas, vestindo peles de animais?</p>
<p>Acho que não!</p>
<p>Acredito que vivemos <a title="A hora é AGORA" href="https://www.ronaud.com/atitude/a-hora-e-agora/">na melhor das épocas</a>.</p>
<h3>Nova Idade Média?</h3>
<p>A autora <em>Dora Incontri</em> afirma <a href="http://doraincontri.com/2012/03/27/nova-idade-media-o-retrocesso-cultural-no-ciberespeco/" target="_blank">neste texto</a> que corremos o risco de revivermos uma nova Idade Média cultural.</p>
<p>Nos comentários de seu texto, discordei em parte. <a href="http://doraincontri.com/2012/03/27/nova-idade-media-o-retrocesso-cultural-no-ciberespeco/" target="_blank">Clique e confira</a>.</p>
<p>&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://www.ronaud.com/sociedade/mundo-decadente/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Aposentei minha conta no twitter</title>
		<link>https://www.ronaud.com/internet/aposentei-minha-conta-no-twitter/</link>
					<comments>https://www.ronaud.com/internet/aposentei-minha-conta-no-twitter/#comments</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Ronaud Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 09 Sep 2012 03:52:58 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Internet]]></category>
		<category><![CDATA[Liberdade]]></category>
		<category><![CDATA[Perda de Tempo]]></category>
		<category><![CDATA[Tempo]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.ronaud.com/?p=8068</guid>

					<description><![CDATA[Hoje tive uma alegria: Decidi parar de atualizar essa grande imbecilidade chamada twitter. Como várias funcionalidades da internet, o twitter é algo interessante, mas completamente inútil. É perfeito como distração e entretenimento para jovens antenados. Ou para gente famosa se manter em evidência &#8211; pagando alguém pra atualizar o perfil. Mas &#8211; até parece conversa [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Hoje tive uma alegria: Decidi parar de atualizar essa grande imbecilidade chamada twitter.</p>
<p>Como várias funcionalidades da internet, o twitter é algo interessante, mas completamente inútil. É perfeito como distração e entretenimento para jovens antenados. Ou para gente famosa se manter em evidência &#8211; pagando alguém pra atualizar o perfil. Mas &#8211; até parece conversa de <em>gente antiga</em> &#8211; <a href="https://www.ronaud.com/empreendedorismo/produtividade-no-computador/">quem tem o que fazer na vida, não tem tempo para essas coisas</a>.</p>
<p>Até que tentei utilizá-lo como <em>stream</em> de pensamentos rápidos aqui na lateral do site. Mas aquilo ali tava me <em>incomodando</em>.</p>
<p>***</p>
<p>Há pessoas que amam e são viciadas no twitter. Há todo um <em>ecossistema</em> em torno do site de microblog com centenas de outros sites que o complementam, que o leigo nem imagina que exista. Mas pra usar e &#8220;se comunicar&#8221; com as pessoas, você tem que estar conectado o tempo todo. Seja no <em>desktop</em> ou no celular. Você acaba se tornando escravo de algum dispositivo qualquer. Mas pra mim não é natural, nem normal, seres humanos passarem a <em>depender</em> exclusivamente de dispositivos para se comunicarem com os outros.</p>
<p>É até aceitável, mas quando esse tipo de postura domina a vida da pessoa, acredito que há algo de errado. Hoje mais cedo, navegando pelo <em>site</em>, encontrei dezenas de pessoas num <em>diálogo</em> frenético, quase sempre sobre inutilidades, quando não, tentando mudar o mundo de dentro de seus quartos através de <em>hashtags</em>, sob o que convencionou-se chamar de <em>#sofativismo</em>. E minha reação  diante disso foi o tempo todo de estranhamento. <a href="https://www.ronaud.com/internet/seletividade-na-internet/">Não quero ser igual a elas</a>. Não posso considerar o twitter algo sério; algo que produza valor para os outros. Suspeito que quem tem um mínimo de autocrítica, jamais criaria um perfil no twitter.</p>
<p>Tendo se tornado o ponto de encontro de gente metida a inteligente, <a href="https://www.ronaud.com/internet/saudade-do-simples/">o twitter é o <em>lugar</em> onde mais se lembra de assuntos como racismo, machismo e homofobia</a>. Não que esses assuntos não tenham importância, mas prefiro deixar essas bandeiras com gente mais comprometida. Já tenho os meus próprios problemas pra cuidar. Sempre soube que o mundo anda repleto de barbaridades; não preciso estar ciente de cada uma delas o tempo todo.</p>
<p>***</p>
<p>Nesta <em>espreitada</em> que dei mais cedo na <em>conversa</em> alheia, encontrei o seguinte comentário: &#8220;Como tem gente ignorante, e sem noçao na internet&#8221; (sic).</p>
<p>Não!</p>
<p>&#8230;tem muita gente ignorante e sem noção NO MUNDO, e a maioria está FORA da internet. Se você sair mais de casa, vai encontrá-la aos montes. <a href="https://www.ronaud.com/internet/redes-sociais-sao-para-losers/">Mas o barato da vida vai pelo sentido contrário: Encontrar gente legal, amigos, de verdade, carne e osso, lágrimas e sorrisos, essas coisas</a>.</p>
<p>Outra desvantagem do twitter é aquele <em>maldito</em> limite de 140 caracteres. Já perdi <em>algum tempo</em> lá tentando adaptar um pensamento qualquer pra caber naquele limite. É muita vontade de se auto-limitar para o meu gosto. Alguns defendem esse limite como um estimulo à nossa capacidade de síntese. Há justificativa pra tudo nesse mundo&#8230;</p>
<p>Para fechar, cito Saramago em <a href="http://oglobo.globo.com/blogs/prosa/posts/2009/07/26/jose-saramago-fala-sobre-twitter-lula-seu-novo-livro-208101.asp" target="_blank" rel="noopener">entrevista ao jornal O Globo</a>:</p>
<blockquote><p>&#8220;Jornalista: O senhor acompanha o fenômeno do Twitter? Acredita que a concisão de se expressar em 140 caracteres tem algum valor? Já pensou em abrir uma conta no site?</p>
<p>Saramago: Nem sequer é para mim uma tentação de neófito. Os tais 140 caracteres reflectem algo que já conhecíamos: a tendência para o monossílabo como forma de comunicação. De degrau em degrau, vamos descendo até o grunhido.&#8221;</p></blockquote>
<p>Não sei brincar&#8230; não desço mais no play.</p>
<p>Mas também não sou o único:</p>
<p>* <a href="https://br.answers.yahoo.com/question/index?qid=20100210150122AAubmUg">É só eu que acho o twitter uma idiotice?</a></p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://www.ronaud.com/internet/aposentei-minha-conta-no-twitter/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>2</slash:comments>
		
		
			</item>
	</channel>
</rss>
