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	<title>Tédio &#8211; RONAUD.com</title>
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	<description>Textos e Mensagens para Reflexão</description>
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		<title>Castigo por sonhar demais</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Ronaud Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 02 Apr 2015 15:07:32 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Vida]]></category>
		<category><![CDATA[Decepção]]></category>
		<category><![CDATA[Desânimo]]></category>
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					<description><![CDATA[É sempre muito difícil quando sofre-se alguma decepção. Parece um castigo por ter sonhado demais.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Ninguém nos decepciona, somos nós que nos decepcionamos por criarmos expectativas demais da vida, dos fatos e de algumas pessoas.</p>
<p>Mas o resultado é isso mesmo, desânimo, desesperança, indiferença, um tédio infinito.</p>
<p>Talvez seja uma certa birra por vermos que <a href="https://www.ronaud.com/autoestima/somos-quem-podemos-ter/">não somos tudo aquilo que pensávamos</a>, e que <a href="https://www.ronaud.com/vida/o-tempo-e-o-melhor-remedio/">não merecemos tudo aquilo que sonhávamos</a>.</p>
<p>É sempre sofrido quando acontece, parece um castigo por sonhar demais.</p>
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		<title>Fugas psicológicas</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Ronaud Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 07 Oct 2013 01:15:13 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Vida]]></category>
		<category><![CDATA[Crise existencial]]></category>
		<category><![CDATA[Depressão]]></category>
		<category><![CDATA[Distração]]></category>
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					<description><![CDATA[Todo tipo de fuga psicológica é considerada uma &#8220;válvula de escape&#8221;. Sendo assim, a vida diária pode ser considerada uma válvula de pressão, com cobranças, responsabilidades e compromissos sem fim, coisas com as quais nem todos lidam muito bem. Porque são coisas sem muito sentido. Ora, o que se ganha de BOM, de REALMENTE PRAZEROSO, suportando [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Todo tipo de fuga psicológica é considerada uma &#8220;válvula de escape&#8221;.</p>
<p>Sendo assim, a vida diária pode ser considerada uma <em>válvula de pressão</em>, com cobranças, responsabilidades e compromissos sem fim, coisas com as quais nem todos lidam muito bem.</p>
<p>Porque são coisas sem muito sentido. Ora, o que se ganha de <em>BOM</em>, de <em>REALMENTE PRAZEROSO</em>, suportando tantas pressões?</p>
<p>Esta ausência de sentido aliada ao peso que tais tarefas nos impõe, torna bem compreensível essa <em>fuga</em> que praticamente todo mundo faz, de alguma forma, seja em baladas e outras diversões, <em>hobbies</em>, esportes, drogas, misticismo, comilança, <a href="https://www.ronaud.com/sociedade/tudo-contra-o-consumismo/">consumismo</a>, etc.</p>
<p>Praticamente toda atividade é uma fuga, umas são saudáveis, outras não.</p>
<h3><span style="font-size: 1.17em;">♪ Vamos fugir, pr&#8217;outro lugar, baby ♫</span></h3>
<p>&#8230; Pra onde quer que você vá. Que você me carregue 🙂</p>
<p>Já enfrentei momentos extensos de tédio e marasmo na vida. Minha fuga era não fazer nada, não por preguiça, e sim por medo, insegurança, etc. Foram anos de uma mesmice infindável. Vida social <em>zero</em>.</p>
<p>Era ruim, mas como tudo que é ruim, teve o lado bom. Me fortaleci na tarefa de encarar a <a title="Textos sobre a natureza da existência" href="https://www.ronaud.com/tag/existencia/">angústia de existir</a>, e a <a href="https://www.ronaud.com/vida/aprendendo-a-enxergar-a-realidade/">crueza da realidade</a>, de frente. <a href="https://www.ronaud.com/vida/problemas-juventude-tempo-experiencia-fortalecimento/">Aprendi a viver sem ter qualquer sentido para a vida</a>.</p>
<blockquote><p><strong>Estar triste é, quase sempre, pensar em si mesmo.</strong> Jacques Anatole France &#8211; poeta e romancista francês</p></blockquote>
<p>E isso me tornou um tanto impiedoso <a title="Muletas existenciais" href="https://www.ronaud.com/auto-conhecimento/muletas-existenciais/">com quem se agarra como pode</a> a qualquer distração mais fútil, o que costumo chamar de <em>muletas existenciais</em>. Volta e meia me vejo com dificuldade de assimilar o fato de que <a title="Só pra lembrar :)" href="https://www.ronaud.com/pensamentos/so-pra-lembrar/">praticamente todo o progresso tecnológico</a> que vivemos teve como um dos principais fins, distrair-nos completa e absolutamente de nós mesmos.</p>
<p>Mas o tempo passou.</p>
<p>Hoje aprendi a compreender que ninguém tem obrigação de ser forte, e que a maioria não conseguiria, nem se quisesse.</p>
<p>Enxerguei, sobretudo, que não há muita alternativa a não ser, justamente, <a title="Não pense na vida" href="https://www.ronaud.com/atitude/pensando-na-vida/">distrair-se</a> da vida.</p>
<p><a href="https://www.ronaud.com/vida/sofrimento-voce-cara-a-cara-com-voce/">Escape, corra, fuja como pode</a>.</p>
<p>Enquanto há tempo.</p>
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		<title>Contra o Consumismo</title>
		<link>https://www.ronaud.com/sociedade/tudo-contra-o-consumismo/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Ronaud Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 05 Oct 2013 06:10:28 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[Ansiedade]]></category>
		<category><![CDATA[Capitalismo]]></category>
		<category><![CDATA[Consumismo]]></category>
		<category><![CDATA[Consumo consciente]]></category>
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		<category><![CDATA[Liberdade]]></category>
		<category><![CDATA[Sustentabilidade]]></category>
		<category><![CDATA[Tédio]]></category>
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					<description><![CDATA[Costumo defender bastante o capitalismo. Embora digam que ele surgiu tal como o conhecemos há poucos séculos, enxergo que todas as sociedades, desde a pré-história, sempre se basearam sobre um capitalismo rudimentar, o qual providenciava a produção de itens básicos, como comida, roupa, moradia, ferramentas de trabalho, etc, e um comércio também rústico, baseado em [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><a href="https://www.ronaud.com/sociedade/a-origem-do-capitalismo/" target="_blank" rel="noopener">Costumo defender bastante o capitalismo</a>.</p>
<p>Embora digam que ele surgiu tal como o conhecemos há poucos séculos, enxergo que todas as sociedades, desde a pré-história, sempre se basearam sobre um capitalismo rudimentar, o qual providenciava a produção de itens básicos, como comida, roupa, moradia, ferramentas de trabalho, etc, e um comércio também rústico, baseado em trocas, que levava os itens necessários para as necessidades básicas das pessoas até onde elas estavam.</p>
<p>Porém, uma <em>consequência</em> doentia do capitalismo, a qual concordo ser abominável e que vejo como a origem das muitas injustiças que vemos por aí, é o tal do <em>CONSUMISMO</em>.</p>
<p>Percebo até que muitas vezes, criticam o capitalismo querendo criticar, na verdade, o esbanjamento e os excessos consumistas da nossa época. Mas são coisas distintas, embora próximas.</p>
<p><strong>Acredito que o capitalismo se alimenta de nossas necessidades. O consumismo, da nossa ansiedade.</strong></p>
<p><a title="Fuja!!!" href="https://www.ronaud.com/vida/fugas-psicologicas/">E do tédio que é <em>existir</em></a>.</p>
<p>O consumismo é um comportamento típico de sociedades formadas por indivíduos mal resolvidos.</p>
<p>Porque <em>o problema</em> não é <em>ter</em>, e sim, enganar-se a tal ponto sobre si mesmo, crendo ser necessário ter o que é perfeitamente dispensável.</p>
<p><a title="Não quero ver" href="https://www.ronaud.com/vida/felicidade-nao-me-deixa-ver/" target="_blank" rel="noopener">Além de que precisamos de muito pouco para viver</a>, também sabemos que <a href="https://www.ronaud.com/arte-de-viver/o-que-se-leva-dessa-vida/" target="_blank" rel="noopener">o pouco de que precisamos não é material</a>.</p>
<h3>Imagens sobre o consumismo</h3>
<p>Ao pesquisar uma imagem para este post, encontrei diversas outras imagens que poderiam muito bem ilustrá-lo.</p>
<div id="attachment_13072" style="width: 316px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2013/10/consumismo-transito.jpg"><img fetchpriority="high" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-13072" class="size-full wp-image-13072" src="https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2013/10/consumismo-transito.jpg" alt="Valores invertidos" width="306" height="356" srcset="https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2013/10/consumismo-transito.jpg 306w, https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2013/10/consumismo-transito-257x300.jpg 257w" sizes="(max-width: 306px) 100vw, 306px" /></a><p id="caption-attachment-13072" class="wp-caption-text">Valores invertidos</p></div>
<div id="attachment_13073" style="width: 471px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2013/10/diga-adeus-ao-consumismo.jpg"><img decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-13073" class=" wp-image-13073 " title="Diga adeus ao consumismo" src="https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2013/10/diga-adeus-ao-consumismo.jpg" alt="Diga adeus ao consumismo" width="461" height="346" srcset="https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2013/10/diga-adeus-ao-consumismo.jpg 1280w, https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2013/10/diga-adeus-ao-consumismo-300x225.jpg 300w, https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2013/10/diga-adeus-ao-consumismo-1024x768.jpg 1024w" sizes="(max-width: 461px) 100vw, 461px" /></a><p id="caption-attachment-13073" class="wp-caption-text">Diga adeus ao consumismo</p></div>
<div id="attachment_13074" style="width: 411px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2013/10/homem-vitruviano-consumista.jpg"><img decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-13074" class="size-full wp-image-13074 " title="Homem vitruviano consumista" src="https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2013/10/homem-vitruviano-consumista.jpg" alt="Homem vitruviano consumista" width="401" height="494" srcset="https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2013/10/homem-vitruviano-consumista.jpg 401w, https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2013/10/homem-vitruviano-consumista-243x300.jpg 243w" sizes="(max-width: 401px) 100vw, 401px" /></a><p id="caption-attachment-13074" class="wp-caption-text">Homem vitruviano consumista</p></div>
<div id="attachment_13075" style="width: 274px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2013/10/midia-e-consumo.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-13075" class="size-full wp-image-13075 " title="Manipulação publicitária" src="https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2013/10/midia-e-consumo.jpg" alt="Manipulação publicitária" width="264" height="320" srcset="https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2013/10/midia-e-consumo.jpg 264w, https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2013/10/midia-e-consumo-247x300.jpg 247w" sizes="auto, (max-width: 264px) 100vw, 264px" /></a><p id="caption-attachment-13075" class="wp-caption-text">Manipulação publicitária</p></div>
<div id="attachment_13076" style="width: 410px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2013/10/o-consumo-te-consome.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-13076" class="size-full wp-image-13076 " title="O consumo te consome" src="https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2013/10/o-consumo-te-consome.jpg" alt="O consumo te consome" width="400" height="300" srcset="https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2013/10/o-consumo-te-consome.jpg 400w, https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2013/10/o-consumo-te-consome-300x225.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 400px) 100vw, 400px" /></a><p id="caption-attachment-13076" class="wp-caption-text">O consumo te consome</p></div>
<div id="attachment_13077" style="width: 278px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2013/10/papai-noel-consumismo.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-13077" class="size-full wp-image-13077 " title="Eu quero você COMPRANDO" src="https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2013/10/papai-noel-consumismo.jpg" alt="Eu quero você COMPRANDO" width="268" height="188" /></a><p id="caption-attachment-13077" class="wp-caption-text">Eu quero você COMPRANDO</p></div>
<div id="attachment_13078" style="width: 235px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2013/10/prisao-do-consumo.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-13078" class="size-full wp-image-13078 " title="Aprisionados" src="https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2013/10/prisao-do-consumo.jpg" alt="Aprisionados" width="225" height="224" srcset="https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2013/10/prisao-do-consumo.jpg 225w, https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2013/10/prisao-do-consumo-150x150.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 225px) 100vw, 225px" /></a><p id="caption-attachment-13078" class="wp-caption-text">Aprisionados</p></div>
<p style="text-align: center;">
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		<title>O que fazemos com nossa atenção?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Ronaud Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 27 Nov 2012 17:21:53 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Internet]]></category>
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					<description><![CDATA[Comecei a comentar um post que falava da preferência recente de palestrantes para que seus ouvintes desliguem os celulares durante a apresentação e se concentrem na palestra. Como o comentário se estendeu bastante, decidi publicá-lo aqui: Não dou palestras mas entendo a situação. É angustiante falar a quem nos devolve desatenção. Como toda essa tecnologia [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Comecei a comentar um post que falava da preferência recente de palestrantes para que seus ouvintes desliguem os celulares durante a apresentação e se concentrem na palestra. Como o comentário se estendeu bastante, decidi publicá-lo aqui:</p>
<blockquote><p>Não dou palestras mas entendo a situação. É angustiante falar a quem nos devolve desatenção. Como toda essa tecnologia é muito recente, muitos ainda não aprenderam (e vão demorar pra aprender) como lidar com a própria atenção em relação a essas ferramentas online. Há alguns meses, durante uma peça de teatro, mesmo apesar de ter sido solicitado que os celulares fossem desligados, a mulher ao meu lado (tinha que ser ao meu lado) não só não desligou como o atendeu durante a peça, tentando falar baixinho. É claro que perdi a concentração na peça e é claro que ouvi toda a conversa e pude perceber que não era nada importante. Além da falta de educação, o que mais justificaria essa impossibilidade de se desconectar por uma breve hora?</p>
<p>Além disso, penso muito nesse assunto e me incomoda o quanto estamos todos viciados em conexão, sendo que nenhuma conexão nos acrescenta <em>TANTO</em> assim. Tenho admirado cada vez mais alguns conhecidos que nem têm perfil no Facebook. Suas vidas seguem tão ricas e até mais intensas do que quem está online, porque na verdade não lhes falta o que fazer da vida. Pois sabemos que muito da presença online das pessoas se resume a entretenimento, por tédio e falta do que fazer, e também por preferir a segurança do <em>online</em> do que a exposição que as atividades <em>offline</em> exigem.</p>
<p>Quando o twitter surgiu me pareceu uma grande imbecilidade. <a title="Não deu!" href="https://www.ronaud.com/internet/aposentei-minha-conta-no-twitter/">Até tentei usá-lo e não fui bem sucedido</a>. Um tanto por incompetência certamente, mas outro tanto porque é uma ferramenta tão <em>nosense</em> com tanta gente <em>nosense</em> por lá que me desagradava me nivelar a eles. A ideia de Saramago de que o twitter é um retorno do ser humano ao grunhido pré-histórico sempre me soou certeira. Não quero fazer parte daquilo.</p>
<p>Agora tenho sentido o mesmo pelo facebook. As pessoas ali expõe tantas coisas bizarras e medonhas, muitas sobre si mesmas, outras reclamam de forma vitimista, outras vêm com suas lições diárias de auto-ajuda (sem conseguir pô-las em prática), que me desagrada estar junto delas. E quando tentamos expor algo mais elaborado,<a href="https://www.ronaud.com/internet/gregos-e-troianos-e-a-comunicacao-nao-verbal/"> a maioria nem entende</a>&#8230;</p>
<p>E tudo isso a troco de quê? É um despropósito que gente como nós, que vivemos da produção de conteúdo, fiquemos publicando conteúdo demais no Facebook ou acompanhando as tretas do twitter, onde temos pouco ou nenhum retorno. Pois a quantia de visitantes que o Google traz para os meus sites é exorbitantemente maior do que o número ínfimo de pessoas que me acessam por essas redes.</p></blockquote>
<p>***</p>
<p>Há vários meses, fui até uma borracharia aqui perto, onde um <em>tiozinho</em> nos atende de roupa social batida e chapéu <em>indiana jones</em>. Sua especialidade é fazer o balanceamento das rodas fixadas no carro. É uma figura hilária. Sua oficina é uma típica oficina dos anos 80, bastante improvisada e simplória. Seus instrumentos são artesanais e provavelmente foi ele mesmo que fez. Lá não há televisão, nem computador. Apenas um <em>radinho</em> e um simpático gatinho com a cauda amputada que dorme preguiçoso dentro de um pneu velho.</p>
<p>Enquanto ele resolvia o problema do meu carro, e demorou bastante pra ele conseguir resolver, eu fiquei pensando junto ao vento que soprava leve e sem pressa por ali, que liberdade boa que o <em>tiozinho</em> tem ali. Sua vida profissional é a mesma que iniciou nos anos 80. Não há computadores pra lhe chamar e muito menos pra lhe prender a atenção&#8230; com temas irrelevantes.</p>
<p>Por instantes, invejei a liberdade que a circunstância de vida daquele homem permite à sua atenção.</p>
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		<title>Produtividade no computador e distrações online</title>
		<link>https://www.ronaud.com/empreendedorismo/produtividade-no-computador/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Ronaud Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 21 Mar 2011 17:09:11 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Empreendedorismo]]></category>
		<category><![CDATA[Alienação]]></category>
		<category><![CDATA[Dinheiro]]></category>
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		<category><![CDATA[Produtividade]]></category>
		<category><![CDATA[Tédio]]></category>
		<category><![CDATA[Trabalho]]></category>
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					<description><![CDATA[Se sua renda depende da produção de algo confeccionado num computador, veja que aumentar seus ganhos é muito simples. Basta se livrar das distrações online e offline: BBBs, CQCs, Pânicos, Novelas, WhatsApp, Twitter, Instagram, Celulares, Bebidas (Ok, bebidas póóóde) e outras inutilidades mais. Eliminando essas distrações sem dó &#8211; porque são só isso mesmo, distrações, pois não [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Se sua renda depende da produção de algo confeccionado num computador, veja que aumentar seus ganhos é muito simples.</p>
<p>Basta se livrar das <strong>distrações </strong>online e offline:</p>
<p>BBBs, CQCs, Pânicos, Novelas, <a title="Frases para WhatsApp" href="https://www.frasesdebomdia.com.br/frases-para-whatsapp/">WhatsApp</a>, Twitter, <a title="Frases para Instagram" href="https://www.frasesdebomdia.com.br/frases-para-instagram/">Instagram</a>, Celulares, Bebidas (Ok, bebidas póóóde) e outras inutilidades mais.</p>
<p>Eliminando essas <strong>distrações </strong>sem dó &#8211; porque são só isso mesmo, <strong>distrações</strong>, pois não agregam NENHUM VALOR à sua vida &#8211; você vai ficar mais centrado(a), mais focado(a), e não vai poder reclamar que lhe falta tempo para fazer o que é importante.</p>
<p>Que vai <em>rolar</em> um certo tédio, vai. Mas é aí que está a vantagem. As pessoas produtivas &#8211; que normalmente são prósperas &#8211; são aquelas que sabem transformar o tédio em um tempo produtivo. Está sentindo tédio? E o que é o tédio senão falta do que fazer? Em vez de jogar seu tempo no lixo dispensando-o em <strong>distrações </strong>inúteis, vá trabalhar e transformar esse tédio em mais dinheiro na sua conta.</p>
<p>Eu sei, é simplista, mas funciona.</p>
<p>&#8220;Ah mas minha atividade profissional é um saco&#8221;. Pois bem, então mude de profissão. Hoje há<em> n</em> formas de se tocar a vida. Escolha a sua, se empenhe, e boa sorte!</p>
<p>Ultimamente tenho percebido o quanto essas redes sociais no fundo não passam de distrações e instrumentos de procrastinação e alienação das massas. Pra um povo como o brasileiro que precisa construir valor e riqueza para a sociedade, passar horas por dia em redes sociais &#8211; quase sempre de dentro do ambiente de trabalho &#8211; e redes sociais que além de tudo são de origem estrangeira, me soa <em>beeem</em> contraditório.</p>
<p>Como sempre digo, sou fascinado pelo que a internet pode nos trazer de bom, mas que perde-se algum tempo precioso de vida nos <em>orkuts</em>, <em>facebooks</em> e <em>twitters</em> da vida, perde-se&#8230;</p>
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		<title>Televisão e alienação</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Ronaud Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 02 Jun 2010 11:00:59 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Bom senso]]></category>
		<category><![CDATA[Alienação]]></category>
		<category><![CDATA[Entretenimento]]></category>
		<category><![CDATA[Ilusões]]></category>
		<category><![CDATA[Tédio]]></category>
		<category><![CDATA[Televisão]]></category>
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					<description><![CDATA[Se você é daqueles que evita o tédio e a depressão com doses diárias e maciças de programas de TV, esse texto, transcrito do filme Zeitgeist, pode lhe dizer algo: Estamos numa situação arriscada. Porque vocês (o locutor aponta para o auditório) e 62 milhões de americanos estão me ouvindo neste momento. Porque menos de [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Se você é daqueles que evita o tédio e a depressão com doses diárias e maciças de programas de TV, esse texto, transcrito do filme <a href="https://www.youtube.com/watch?v=5R_Vm2wCQj4" target="_blank">Zeitgeist</a>, pode lhe dizer algo:</p>
<blockquote><p>Estamos numa situação arriscada. Porque vocês (o locutor aponta para o auditório) e 62 milhões de americanos estão me ouvindo neste momento. Porque menos de 3% de vocês lê livros. Porque menos de 15% de vocês lê jornais. Porque a única verdade que conhecem é aquela que vem da televisão. Agora existe toda uma geração que nunca soube nada que não tenha saído da televisão. A televisão é a verdade absoluta, a última revelação. Ela pode construir ou destruir presidentes, papas, primeiros-ministros. A TV é a força mais poderosa e divina neste mundo desprovido de Deus. E ai de nós se algum dia cair nas mão erradas. E quando a maior empresa do mundo controlar a força de propaganda mais poderosa e divina deste mundo desprovido de Deus, quem sabe que merda será vendida como verdade nesta rede.</p>
<p>Prestem atenção! Vocês prestem bem atenção! A TELEVISÃO NÃO É A VERDADE. A televisão é um <em>raio</em> de um parque de diversões. A televisão é um circo, um carnaval, uma cambada de acrobatas viajantes, contadores de histórias, dançarinos, cantores, malabaristas, aberrações, domadores de leões e jogadores de futebol. É o grande negócio contra o tédio.</p>
<p>Vocês estão aí sentados dia após dia, noite após noite, de todas as idades, cores, crenças. Nós somos tudo aquilo que vocês também são. Vocês acreditam nas ilusões que transmitimos daqui, acreditam que esta caixa (a TV) é a realidade e as vossas vidas não são reais. Vocês fazem tudo o que a televisão lhes diz para fazer. Vestem-se como na TV, comem como na TV, criam os filhos como na TV, até pensam como a TV.</p>
<p>Isso é uma doidice massiva, seus dementes! Pelo amor de Deus, VOCÊS É QUE SÃO REAIS! Pensem!!! Nós &#8211; da TV &#8211; é que somos a ilusão!</p></blockquote>
<p>Texto transcrito do filme <a href="https://www.youtube.com/watch?v=5R_Vm2wCQj4" target="_blank">Zeitgeist</a>. Não consegui identificar o autor/locutor. Era um programa de auditório aparentemente antigo, mas com uma mensagem ainda bem atual.</p>
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		<title>Cansei de ler</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Ronaud Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 04 Mar 2010 02:13:36 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Autoconhecimento]]></category>
		<category><![CDATA[Leitura]]></category>
		<category><![CDATA[Pragmatismo]]></category>
		<category><![CDATA[Propósito]]></category>
		<category><![CDATA[Tédio]]></category>
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					<description><![CDATA[Eu definitivamente jamais vou me tornar um intelectual. Não que o queira, mesmo porque, como dito, não conseguiria. Por dois motivos principais e outros menores: Primeiro: Percebo um certo despropósito nessa conversarada intelectual toda. Meras conversas de boteco sobre sociologia, humanismo, política, miséria, capital, esquerda, direita não resolvem NADA. Tanto se discute e alguém aí [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Eu definitivamente jamais vou me tornar um intelectual. Não que o queira, mesmo porque, como dito, não conseguiria. Por dois motivos principais e outros menores:</p>
<p>Primeiro: Percebo um certo despropósito nessa <em>conversarada</em> intelectual toda. Meras conversas de boteco sobre sociologia, humanismo, política, miséria, capital, esquerda, direita não resolvem NADA. Tanto se discute e alguém aí me diz: O que é que mudou assim de relevante nos últimos tempos? O capital segue sempre mais poderoso, o proletariado continua sendo&#8230; proletariado. Pra sair da miséria, por mais que governos ajudem, o sujeito vai ter que se mexer, estudar, trabalhar, afinal, convenhamos, ninguém vive dignamente só com uma <em>bolsa esmola</em> qualquer. E sociólogos tentam entender as relações humanas e mal conseguem entender a si mesmos. <strong>A única discussão válida é aquela que resulta diretamente em uma ação prática de melhoria na vida</strong>.</p>
<p>Segundo: A literatura erudita e mesmo a contemporânea me despertam pouquíssimo interesse, com as clássicas excessões, como Oscar Wilde, por exemplo. Por mais romântico que seja um livro, sinto que ele deve me ensinar algo de verdadeiro e real. Se isso não ocorrer, se o livro for uma sequência de fatos medíocres (como uma novela do Manoel Carlos) do tipo que todos nós vivenciamos, incluindo aí eu e minha vida pra lá de medíocre, então simplesmente perdi tempo com aquela leitura. E mesmo alguns livros mais elaborados, como os dos grandes pensadores, do tipo que ficam <em>remoendo</em> peculiaridades de aspectos parciais do foco do livro. <strong>O nosso gosto depende diretamente do que nos inspira.</strong> O que me inspira é entender &#8211; e não complicar, ou fantasiar, sem que haja um senso prático.</p>
<h3>Mas eu cansei de ler&#8230; mesmo!</h3>
<p>E certos assuntos definitivamente se esgotam. Mercado financeiro, por exemplo: Comprei o livro Investidor Inteligente, do Benjamin Graham e não passei do quarto capítulo. Além do livro ser em si exteeeeeeeenso, detalhista, minuncioso, e escrito em meados do século passado, toda a sua essência eu já encontrei em dois ou três livros lidos anteriormente sobre análise fundamentalista. Descobri que o mercado financeiro é meio como o comércio. Sua essência é muito simples.</p>
<p>Outro assunto que pra mim está esgotado é <em>essa conversa toda</em> de pensamento positivo, lei da atração, etc. Já li tudo que poderia, já aprendi tudo que precisava, absorvi o que consegui absorver, agora que se pratique! Estou lendo um livro de Norman Vincent Peale, chamado O Poder do Pensamento Positivo e vou te dizer: O livro em si é ótimo. Contudo, apesar do livro ser muito bom, estou lendo <em>arrastado</em>.</p>
<p>Também tenho na cabeceira dois livros de filosofia que também não <em>me descem</em>. Quando você nunca se importou em utilizar somente a razão como balizamento de suas crenças, assimilando sistemas <del>imaginários</del> <ins>espirituais</ins> 🙂 para compreender o mundo, você não consegue mais &#8220;acompanhar&#8221; sistemas filosóficos que se atém tão somente ao que é observável pelos cinco sentidos. Eles acabam lhe parecendo <em>limitados </em>por mais que expressem o ápice do pensamento contemporâneo.</p>
<p>Definitivamente <em>não nasci pra</em> intelectual, literato, filósofo, etc. Gosto de expandir meus horizontes (mesmo que seja com sistemas imaginários 😉 ) contudo, depois de certo ponto, quando você elucida certos pontos críticos na vida, você meio que se satisfaz, apazígua as ânsias, afinal de contas, já reconheceu (parte) do território, e já entende melhor seus &#8220;habitantes&#8221;, melhor às vezes do que os próprios compreendem a si mesmos.</p>
<p>Isso não é arrogância de quem acha que já sabe tudo. Talvez seja uma pausa, <em>um descanso </em>para a mente. Uma necessidade de se dar tempo ao tempo, mesmo quando não se vive uma crise explícita. Hoje sinto falta mesmo de &#8220;construir&#8221; algo. De criar, fazer, melhorar, preferencialmente &#8220;coisas&#8221; materiais. Trabalhar com sites, blogs e escrita é bom, mas é tudo muito virtual, <em>imaterial</em>. Nesse mundo as coisas materiais simbolizam mais valor e, apesar de estarmos numa era digital, é algo do qual tenho sentido certa falta ultimamente. Por isso cansei de ler. Preciso transformar essa leitura toda em algo de valor.</p>
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