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	<title>Silêncio &#8211; RONAUD.com</title>
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	<description>Textos e Mensagens para Reflexão</description>
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		<title>Rede Social não é Mesa de Bar</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Ronaud Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 14 Aug 2019 15:34:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Internet]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[Moderação]]></category>
		<category><![CDATA[Opiniões]]></category>
		<category><![CDATA[Politicamente Correto]]></category>
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		<category><![CDATA[Redes sociais]]></category>
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					<description><![CDATA[Rede Social não é mesa de bar para sair falando tudo que vem à mente. Falar em Rede Social é igual falar em público, e não se fala em público o que só se pode falar em particular.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Um dos motivos pelo qual parei de &#8220;expor opinião&#8221; no Facebook (e pelo qual já exclui muita publicação) é que fui me dando conta aos poucos que praticamente tudo que se diz em redes sociais acaba atingindo mais ou menos, ou expondo, alguém que conhecemos e estimamos, e que muitas vezes o que se diz acaba sendo tomado por ofensa.</p>
<p>A rede social propaga as mensagens de forma indiscriminada, coisa que não acontece numa conversa pessoal em que tomamos cuidado em não fazer certos comentários em respeito a quem esteja presente.</p>
<p>Deixar de dizer as coisas por causa dos outros pode parecer fraqueza e me causa a impressão que sucumbi ao politicamente correto, mas no final das contas expor opiniões é um jogo do ego que busca sempre estar certo, e concluí enfim, que preferir ter razão em detrimento de amizades só faz sentido se a pessoa vive disso, e que como esse não é o meu caso, o silêncio me ajuda muito mais.</p>
<p>A parte boa é que a coisa mais simples do mundo é desfazer contato ou deixar de seguir pessoas nessas redes sociais, as quais são ótimas desde que sejamos os curadores dos conteúdos que queremos acompanhar.</p>
<p>Uso meu Instagram só para acompanhar perfis com imagens de viagens, imagens antigas das cidades e motivacionais que são assuntos que me agradam. Se a pessoa publicar duas <em>selfies</em> seguidas já deixo de seguir porque a vida é muito curta pra ficar seguindo gente carente de atenção.</p>
<p>No Facebook acompanho páginas de política, astrologia, sobre arte, marketing e umas poucas pessoas que publicam coisas interessantes. Gente que publica coisas egocêntricas ou desinteressantes, se for desconhecido eu desfaço o contato. Se for conhecido eu mantenho o contato e &#8220;deixo de seguir&#8221;.</p>
<p>E sei que muita gente fez isso comigo quando eu compartilhava conteúdos políticos demais, o que é normal, mas também foi surpresa perceber. Em muitos casos as pessoas deixam de seguir quando encontram conteúdos ofensivos; mas em outros tantos casos, as pessoas preferem viver em suas ilusões ideológicas confortáveis, do que eventualmente deparar com a possibilidade que o mundo não é tão cor-de-rosa quanto imaginavam, e que possam estar erradas.</p>
<p>Redes Sociais são interessantes, mas é preciso saber usar, porque lidar com as pessoas é sempre uma tarefa delicada e complexa, seja pessoalmente, seja online.</p>
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		<title>Hipocrisia dessa gente vazia</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Ronaud Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 20 Feb 2016 15:53:21 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Comportamento]]></category>
		<category><![CDATA[Amigos]]></category>
		<category><![CDATA[Amizade]]></category>
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		<category><![CDATA[Hipocrisia]]></category>
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		<category><![CDATA[Timidez]]></category>
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					<description><![CDATA[Comentário sobre essa postura mimadinha de quem reclama da hipocrisia alheia para defender sua própria incapacidade de se relacionar com as pessoas.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Eu já fui esse tipo que reclamava da ~ hipocrisia ~ dessa ~ gente vazia ~ e dos ~ assuntos inúteis ~ &#8230;</p>
<p>Até que enfim, eu percebi que:</p>
<p>&#8211; para você funcionar em sociedade, você tem que ser meio hipócrita, porque nem você mesmo consegue pôr fim aos seus próprios vícios (por mais que queira) e que isso não é motivo para você deixar de continuar valorizando e propagando os princípios mais corretos;</p>
<p>&#8211; quando também percebi que quem reclama da &#8220;gente vazia&#8221; também não costuma estar transbordando das energias mais positivas o tempo todo (muito pelo contrário);</p>
<p>&#8211; até que enfim, entendi, que ÚTIL é o que nós fazemos, e não o que nós falamos, porque palavras só servem de distração entre dois silêncios&#8230;</p>
<p>Por isso, para mim, conhecer pessoas e fazer amigos, por mais que cada uma tenha seus próprios equívocos, fundamentados por sua própria história, dores, dramas e alegrias, sempre será o que de mais interessante podemos fazer na vida.</p>
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		<title>Como evitar a ressaca&#8230; moral</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Ronaud Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 17 Jan 2015 12:58:30 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Comportamento]]></category>
		<category><![CDATA[Aparências]]></category>
		<category><![CDATA[Bebidas]]></category>
		<category><![CDATA[Festas]]></category>
		<category><![CDATA[Moderação]]></category>
		<category><![CDATA[Prudência]]></category>
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		<category><![CDATA[Sobriedade]]></category>
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					<description><![CDATA[Uma reflexão e algumas dicas para evitar as ressacas após suas festas e bebedeiras.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><a href="https://www.ronaud.com/bom-senso/como-beber-e-nao-passar-mal/">Gosto muito de beber</a>.</p>
<p>Mas não sou de beber até entortar. Basicamente porque não consigo beber demais. De certo ponto em diante, a bebida começa a me fazer mal, e me incomodo bastante com a perda de controle que o álcool promove em nós&#8230; tipo perda do equilíbrio, fala arrastada, diurese&#8230; o horror 😉</p>
<p>E talvez justamente por ter essa fraqueza para o álcool é que costumo ter <em>ressaca</em> com facilidade, até com poucas quantias dependendo a ocasião, mas curiosamente, em outros momentos, ela não me visita, até mesmo quando bebo além da conta para os meus padrões.</p>
<p>Entretanto, de uns anos pra cá, venho percebendo que essa &#8220;ocasião&#8221; na qual a ressaca me visita sucede sempre da mesma circunstância:</p>
<p>De quando eu  falo mais do que devia, ou seja, minha ressaca &#8211; e muito provavelmente a de muita gente &#8211; depende mais do que eu falo, do que da bebida que eu ingiro, propriamente.</p>
<p>Imagine você: Se eu já revelo <em>MUITO</em> minha vida pra qualquer um, normalmente, seja em conversas, seja aqui mesmo neste blog, imagina o que eu não solto com uns goles a mais.</p>
<p>Vergonha&#8230;</p>
<p><span style="color: #000000;">😳</span></p>
<p>Então essa é a conclusão que eu tiro sobre a ressaca, nas pessoas, de modo geral: Tenho entendido que a ressaca é um desconforto físico, gerado, é claro, pela desidratação que o álcool promove no nosso organismo, <em>REFORÇADO</em> pelo desconforto psicológico (vergonha) de termos mostrado aos outros uma personalidade, ou comportamento, ou fatos que não revelaríamos enquanto sóbrios.</p>
<p>Então, para evitar a ressaca, fica três dicas preciosíssimas:</p>
<p>1 &#8211; Procure comer bem, ou comer alguma coisa, antes da festa, para que o álcool não encontre seu estômago vazio.</p>
<p>2 &#8211; Durante a festa, procure beber uns goles de água intercalados com sua bebida, para evitar a desidratação que provocam a ressaca. Junto com a bebida, já peça ao garçom ou providencie uma garrafinha de água mineral com um copo, e mantenha-a ao seu lado. Sempre que pedir <em>outra cerveja</em> ou outro <em>drinque</em>, dê uns goles na água. Isso funciona MUITO.</p>
<p>3 &#8211; Aqui esta a dica mais difícil, justamente porque o álcool se carateriza por fazer-nos perder o controle de nós mesmos. Mas vale a tentativa: Procure se concentrar, antes da festa ou da saída, se comprometendo consigo mesmo(a) a não soltar o verbo &#8211; ou a franga &#8211; depois de certo nível alcoólico.</p>
<p>Não só seu corpo, mas também sua consciência <em>pós-bebedeira</em>, agradecem&#8230;</p>
<p>&#8230; e boa festa!</p>
<p>😉</p>
]]></content:encoded>
					
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		<title>Quando os homens erram</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Ronaud Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 25 Apr 2014 02:29:35 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Comportamento]]></category>
		<category><![CDATA[Confiança]]></category>
		<category><![CDATA[Discrição]]></category>
		<category><![CDATA[Relacionamentos]]></category>
		<category><![CDATA[Seja homem]]></category>
		<category><![CDATA[Sexo]]></category>
		<category><![CDATA[Silêncio]]></category>
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					<description><![CDATA[Os homens ainda têm muito a aprender. E a primeira lição, é largarem a necessidade de provar pros outros o quanto são bons e ficarem quietos.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<blockquote><p>Quem come quieto, come duas vezes. Ditado Popular</p></blockquote>
<p>Trecho <a href="http://www.papodehomem.com.br/mae-nao-quero-ser-puta/" target="_blank" rel="nofollow noopener">deste texto</a> do portal PdH.</p>
<blockquote><p>Conversando sobre esse assunto com uma amiga, escutei-a confessar, cheia de remorso, sobre o dia em que, durante uma festa, deu para um cara de quem nem sabia o nome. Foi, usando suas próprias palavras, a melhor foda de sua vida. Mas depois ficou sabendo que o cara espalhou para os amigos que tinha transado com ela na lavanderia da casa. Eis que o fantasma da puta novamente entrou em cena: escutei-a dizer – podendo jurar que via um princípio de lágrima querendo brotar nos seus olhos – que se arrependeu horrores de ter sido tão puta naquele dia, que não queria se sentir assim nunca mais na vida.</p></blockquote>
<p>Os homens têm muito o que aprender.</p>
<p>E a primeira lição, é ficarem quietos.</p>
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		<title>Eu imploro, ME OUÇA!</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Ronaud Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 27 Mar 2014 15:57:55 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Comportamento]]></category>
		<category><![CDATA[Atenção]]></category>
		<category><![CDATA[Comunicação]]></category>
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		<category><![CDATA[Relacionamentos]]></category>
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					<description><![CDATA[O que as pessoas mais desejam é alguém que as escute de maneira calma e tranquila. Em silêncio. Sem dar conselhos. Sem que digam: Se eu fosse você…]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Foi com o livro <a title="Veja a resenha que fiz do livro" href="https://www.ronaud.com/livros/resenha-e-critica-do-livro-como-fazer-amigos-e-influenciar-pessoas/"><em>Como Fazer Amigos e Influenciar Pessoas</em></a> que percebi, assim como este textinho abaixo comenta, que a maior miséria no mundo não é de comida, é de atenção!</p>
<blockquote><p>O que as pessoas mais desejam é alguém que as escute de maneira calma e tranquila. Em silêncio. Sem dar conselhos. Sem que digam: “Se eu fosse você…” A gente ama não é a pessoa que fala bonito. É a pessoa que escuta bonito. A fala só é bonita quando ela nasce de uma longa e silenciosa escuta. É na escuta que o amor começa. E é na não-escuta que ele termina.</p>
<p>Não aprendi isso nos livros. Aprendi prestando atenção. Todos reunidos alegremente no restaurante: pai, mãe, filhos, falatório alegre. Na cabeceira, a avó, com sua cabeça branca. Silenciosa. Como se não existisse. Não é por não ter o que dizer que não falava. Não falava por não ter quem quisesse ouvir. O silêncio dos velhos. No tempo de Freud as pessoas procuravam os terapeutas para se curarem da dor das repressões sexuais. Aprendi que hoje as pessoas procuram os terapeutas por causa da dor de não haver quem as escute. Não pedem para ser curadas de alguma doença. Pedem para ser escutadas. Querem a cura para a dor da solidão…</p></blockquote>
<p>Rubem Alves, em “Se eu fosse você”, do livro <em>O amor que acende a lua</em>.</p>
<p>Via <a href="https://www.facebook.com/photo.php?fbid=373470326125723&amp;set=a.138331939639564.27955.100003882751743" target="_blank" rel="nofollow">Cris Andretti</a></p>
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		<item>
		<title>&#8220;Não ligar para o que pensam&#8221; é virtude de poucos</title>
		<link>https://www.ronaud.com/arte-de-viver/nao-ligar-para-o-que-pensam-e-virtude-de-poucos/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Ronaud Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 29 Jan 2014 23:05:10 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Comportamento]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica]]></category>
		<category><![CDATA[Elogios]]></category>
		<category><![CDATA[Equilíbrio]]></category>
		<category><![CDATA[Fofocas]]></category>
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		<category><![CDATA[Ressentimentos]]></category>
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					<description><![CDATA[Quem fala o tempo todo que não liga para o que pensam, não só liga MUITO para o que pensam, como está se remoendo por dentro, e fez o que não devia, e tá com remorso.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Já falei disso <a title="Bocas falam" href="https://www.ronaud.com/vida/bocas-falam-voce-se-importa-com-o-que-dizem/">aqui</a>, aqui, <a title="Ser autêntico" href="https://www.ronaud.com/atitude/ser-autentico/">aqui</a>, <a title="Como ser mais seguro" href="https://www.ronaud.com/auto-conhecimento/como-ser-mais-seguro/">aqui</a>, <a title="Como lidar com os outros" href="https://www.ronaud.com/autoestima/como-lidar-com-os-outros/">aqui</a>, <a title="Mil modos de errar no Facebook" href="https://www.ronaud.com/internet/facebook-mil-modos-de-errar/">aqui</a>, <a title="Maus-olhados" href="https://www.ronaud.com/espiritualidade/maus-olhados-inveja-e-o-silencio/">aqui</a> e principalmente <a title="Não tô nem aí" href="https://www.ronaud.com/arte-de-viver/nao-to-nem-ai/">AQUI</a>.</p>
<p>Mas não me conformo como ainda acontece e fico me perguntando: o que dizer dessa gente ingênua que se dá o trabalho de ligar notebook, acessar <em>Facebook</em> e redigir uma mensagem categórica onde diz que não liga nem um pouco para o que pensam e para o que dizem?</p>
<p>Ora, esse trabalho todo só revela uma coisa: Que não só liga MUITO para o que pensam, como está se remoendo por dentro, e <em>fez o que não devia</em>, e tá com (ao menos uma pontinha de) remorso.</p>
<p>(Ou&#8230; fez o que queria fazer, mas não lida bem com a ideia de que os outros possam reprovar o que foi feito. Porque ainda não entendeu que se fizer algo, vão falar, e se não fizer, vão falar porque não se fez)</p>
<p>A pessoa fica se enganando, e bradando seu engano aos quatro ventos. Só que no fim está tentando convencer mais a si mesma do que a qualquer outro.</p>
<p>Quem não liga para o que os outros pensam, realmente não liga.</p>
<p>Não olha, não fala, não comenta, NÃO SE DEFENDE.</p>
<p>Segue fazendo as próprias coisas e cuidando da própria vida e dando ainda mais motivo pra falarem.</p>
<p>O que, convenhamos, é para poucos.</p>
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		<item>
		<title>Maus-olhados, inveja e o silêncio</title>
		<link>https://www.ronaud.com/espiritualidade/maus-olhados-inveja-e-o-silencio/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Ronaud Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 27 Oct 2013 18:23:58 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Espiritualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Auto-sabotagem]]></category>
		<category><![CDATA[Bênção]]></category>
		<category><![CDATA[Discrição]]></category>
		<category><![CDATA[Exibicionismo]]></category>
		<category><![CDATA[Hábitos de sucesso]]></category>
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		<category><![CDATA[Inteligência espiritual]]></category>
		<category><![CDATA[Inveja]]></category>
		<category><![CDATA[Mau olhado]]></category>
		<category><![CDATA[Pensamento positivo]]></category>
		<category><![CDATA[Silêncio]]></category>
		<category><![CDATA[Vibração espiritual]]></category>
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					<description><![CDATA[Comentários sobre maus-olhados, inveja e a importância do silêncio como forma de defesa dessas energias negativas.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Eu evito de todo jeito crer que meus insucessos derivam da inveja alheia.</p>
<p>Não acho que eu tenha o que ser invejado. E penso o mesmo a respeito de quem vive reclamando da inveja alheia no Facebook, principalmente mulheres. Diante dessas reclamações, sempre me pergunto mentalmente:</p>
<p><a title="Já comentei isso por aqui" href="https://www.ronaud.com/bom-senso/inveja-do-que-filho/">Ora, inveja do quê, minha filha?</a></p>
<p>Mas tem coisas que acontecem que me fazem rever essa postura.</p>
<div id="attachment_13604" style="width: 370px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2013/10/sal-grosso.jpg"><img fetchpriority="high" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-13604" class="size-full wp-image-13604" src="https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2013/10/sal-grosso.jpg" alt="Pois é!" width="360" height="208" srcset="https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2013/10/sal-grosso.jpg 360w, https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2013/10/sal-grosso-300x173.jpg 300w" sizes="(max-width: 360px) 100vw, 360px" /></a><p id="caption-attachment-13604" class="wp-caption-text">Pois é! *</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><small>(* Os acessos em queda de um site cuja publicidade é importante fonte de renda para mim)</small></p>
<p>Por mais que você pense que não tem o que ser invejado, certas pessoas não admitem, ou esperam, que você sequer cresça um pouquinho que seja. Porque fundamentam a própria autoestima sobre a superioridade que acreditam ter sobre você.</p>
<p>Pois é, sobre <em>você</em>, que já acredita que <em>vale pouco</em> 🙂 Essa gente precisa escolher melhor seus parâmetros de comparação&#8230;</p>
<blockquote><p><a href="https://www.ronaud.com/arte-de-viver/as-pessoas-querem-te-ver-bem/">Algumas pessoas querem te ver bem. Mas nunca melhor que elas.</a></p></blockquote>
<p>Mas não fazem por mal, é apenas uma questão de condicionamento psicológico. O sujeito que sempre esteve &#8220;melhor&#8221; que você, e que se habituou a essa condição, vai estranhar qualquer sucesso que você venha a apresentar e que possa pôr em risco o <em>status quo</em>, isto é, que possa inverter as posições de sempre.</p>
<p>E pior: o sujeito que sempre esteve por baixo, pode estranhar a nova condição de sucesso, e se sabotar para voltar ao lugar que, inconscientemente, ainda pensa pertencer: o chão.</p>
<p>É natural. São padrões psicológicos que nos esforçamos para manter, inconscientemente.</p>
<p>É como o escravo que, uma vez liberto, continua servindo ao antigo Senhor, já que não sabe (e nunca foi orientado para saber) o que fazer consigo mesmo.</p>
<p><strong>E o pior não é o suposto invejoso, e sim você ( no caso, eu 😉 ), que tem uma fraqueza para essa questão.</strong></p>
<blockquote><p>&#8220;Um mesmo amuleto pode servir para &#8216;atrair sorte&#8217; ou pra &#8216;espantar azar&#8217;.&#8221;</p></blockquote>
<p>Às vezes esqueço de perseguir a sorte, e começo a fugir do azar. E quando você começa a fugir do que tem medo, no caso, do azar, ele começa a aparecer em todo canto.</p>
<p>Por mais que ele não exista. Sim, talvez você se pense invejado(a), mas o suposto invejoso não está nem aí para você, que segue com a neura da inveja.</p>
<p>Como disse no início, eu <em>evito</em> crer que possa ser invejado, porém, se <em>evito</em>, é porque volta e meia me pego com remorso por ter falado demais a respeito dos meus sucessos com quem se sente desconfortável com eles.</p>
<p>É essa necessidade de reconhecimento e afagos verbais que temos, a qual acaba fazendo com que demonstremos o que os outros não gostam de saber.</p>
<p>Parece melhor bastar-se, e parar de buscar por elogios e reconhecimento.</p>
<p>A lição que tiro pode ser melhor resumida por esse raciocínio atribuído a Einstein, mas que muito provavelmente não é dele:</p>
<blockquote><p>Se A = sucesso, então A = X + Y + Z, onde X = trabalho, Y = lazer e Z = boca fechada.</p></blockquote>
<p>Se você não banca sua exposição, <a href="https://www.ronaud.com/sucesso/inveja-cuide-com-o-que-fala/">NÃO OSTENTE</a>.</p>
<p>Fica quieto!</p>
<p>Minta, para garantir. Diga que está quase pedindo esmola na rua.</p>
<p>Vão dar saltos de alegria.</p>
<p>(brincadeirinha) 😉</p>
<h3>Contra a inveja e o mau-olhado: FIRMEZA DE ESPÍRITO</h3>
<p>Acabei de comentar: Se você NÃO <em>BANCA</em> sua exposição, não se exponha.</p>
<p>Entretanto, se você <em>se banca,</em> isto é,  se consegue permanecer inabalável em suas crenças, alegrias e sucessos, mesmo diante de questionamentos, ironias e opiniões contrárias, poderá certamente estar mais á vontade quanto a compartilhá-las.</p>
<p>É o caso de grandes líderes, costumeiramente bem sucedidos. Opiniões contrárias e questionamentos simplesmente não abalam sua fé.</p>
<p>Nossa vulnerabilidade à inveja alheia se resume a <strong><a title="O que é fé?" href="https://www.ronaud.com/espiritualidade/o-que-e-fe/">uma questão de fé</a> e <a title="Como ser mais seguro" href="https://www.ronaud.com/auto-conhecimento/como-ser-mais-seguro/">confiança em nós mesmos</a></strong>.</p>
<p>Que a maioria de nós não têm em quantia suficiente.</p>
<p>Nossa sorte é que não é tão difícil fortalecermos essa fé e essa confiança em nós mesmos: basta permanecermos com o espírito firme, isto é, <a title="Clique e leia mais a respeito" href="https://www.ronaud.com/vida/autoestima-pra-onde-voce-esta-olhando/">concentramo-nos cada vez mais em nós mesmos, em nossa vida e no que estamos fazendo</a>. Basta, enfim, pararmos de dar atenção à vida dos outros e à possibilidade de estarem nos invejando ou não.</p>
<p>O problema entre o invejoso e o invejado, é que ambos ficam preocupados <a href="https://www.ronaud.com/arte-de-viver/desprezo-sua-arma-mais-forte/">e dão mais atenção ao outro</a>, <a href="https://www.ronaud.com/vida/autoestima-pra-onde-voce-esta-olhando/">do que a si mesmos</a>.</p>
<p>Embora costuma-se reclamar da inveja como uma ação externa prejudicando a si, isto é, sob uma postura de vítima da maldade alheia, a verdade é que o problema nunca é o invejoso, e sim o indivíduo invejado, que dá mais atenção ao invejoso, dando ouvidos a ele e ficando inseguro com suas manifestações de inveja.</p>
<p>Porque no fim, <strong>é a própria insegurança daquele que se sente invejado, que o derruba.</strong></p>
<h3>Sobre a natureza do mau-olhado</h3>
<p>O que alguns chamam de <em>quebrante</em>, ou <em>quebranto</em>, não passa do conhecido <em>mau-olhado</em>.</p>
<p>Acredito que o mau-olhado não seja necessariamente <a href="https://www.ronaud.com/espiritualidade/a-magia-nossa-de-cada-dia/">um tipo de energia negativa</a> que mandam para nós. Embora em alguns casos, muito poucos, quando o invejoso faz isso intencionalmente, desejando o seu mal, é, de fato, <a href="https://www.ronaud.com/pensamentos/pensamentos-positivos-na-pratica/">uma energia negativa enviada</a>.</p>
<p>Mas na maioria dos casos, não é. A coisa é mais simples, porém não menos atuante.</p>
<p>Você entende melhor o que é mau-olhado, quando lê <a href="https://www.ronaud.com/atitude/o-poder-das-palavras-elogios-e-gestos-de-reconhecimento/">esse texto do Stephen Kanitz</a> sobre o <strong>poder da validação</strong>.</p>
<p>A validação positiva sobre nós ou sobre nossos resultados, através do reconhecimento e do elogio alheio, poderia ser considerada um <em>bom olhado</em>. Tem a ver também com as bênçãos, conforme comentei <a title="O que é abençoar?" href="https://www.ronaud.com/espiritualidade/o-que-e-abencoar/">nesse texto</a>.</p>
<p>O bom olhado seria um olhar positivo e engrandecedor vindo de quem consideramos. É o olhar que demonstra que estamos certos e legítimos do jeito que estamos. O mau-olhado, por sua vez, é um olhar questionador e diminuidor. É o olhar que critica sua posição e o leva a duvidar da validade de si e de seus feitos, trazendo profunda insegurança.</p>
<p>Por conseguinte, o mau-olhado seria uma <em>desvalidação</em>. Por exemplo, você chega <em>todo contente</em> para um amigo contando sobre uma promoção que você ganhou no trabalho, e ele, em vez de lhe parabenizar e ficar contente com seu sucesso, surge com algum questionamento qualquer ou alguma recomendação de cuidado:</p>
<blockquote><p>Parabéns, legal mesmo! Mas cuidado com os obstáculos que vai enfrentar daqui pra frente. Você não tem noção de quanta gente vai querer puxar o seu tapete.</p></blockquote>
<p>Eis um exemplo de desvalidação, isto é, um exemplo de mau-olhado. Todo um contentamento e uma satisfação são questionados por expectativas negativas do outro que, entenda, não necessariamente não gostou do seu sucesso, mas que foi infeliz ao despejar sobre sua felicidade toda uma série de questionamentos que talvez ele mesmo tenha passado.</p>
<p>Na intenção de alertá-lo(a), provocou uma certa <em>broxada</em> na sua empolgação, não soube ser agradável. Por aí vemos que maus-olhados são muito mais frequentes do que pensamos, e também, muito menos intencionais do que se acredita.</p>
<p>O que tem de gente que <em>nos ama</em> e que vive manifestando maus-olhados sobre nós, nossa vida e nossas realizações&#8230;</p>
<p>Mas por mais que sejam bem intencionados, não são menos perigosos.</p>
<p>***</p>
<p>Agora você me dê licença que vou ali tomar um banho de sal-grosso.</p>
<p>🙂</p>
]]></content:encoded>
					
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		<title>Homens, homofobia e insegurança sexual</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Ronaud Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 26 Oct 2013 19:56:37 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Comportamento]]></category>
		<category><![CDATA[Homossexualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Preconceito]]></category>
		<category><![CDATA[Respeito]]></category>
		<category><![CDATA[Sexo]]></category>
		<category><![CDATA[Sexualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Silêncio]]></category>
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					<description><![CDATA[Uma das atitudes mais nobres e menos praticadas por nós é não comentar sobre os defeitos alheios, em especial, porque o que vemos como defeito, pode não ser defeito. ]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Ainda hoje, mesmo que esporadicamente, costumo me referir ao que vejo como &#8220;frescuras&#8221;, como algo <em>gay</em>.</p>
<p>Mas nunca fui de ressaltar os aspectos afeminados e o próprio comportamento de gays e homossexuais de modo vil, como se eu fosse muito superior por ser hétero.</p>
<p>Reparo, sim, pois há uma certa incoerência entre o que se vê e o agir do indivíduo, embora cada vez mais procure não manifestar qualquer estranhamento e, se entrar em contato com o sujeito, tento agir <em>normalmente</em>, e também não comentar depois.</p>
<p>Uma das atitudes mais nobres e menos praticadas por nós é não comentar sobre os <em>defeitos</em> alheios, primeiramente, porque apontamos o defeito no outro para ocultar o nosso e, com isso, parecermos superiores, mas em especial, porque o que vemos como &#8220;defeito&#8221;, pode não ser defeito. Talvez, isso sim, seja a nossa mentalidade que esteja defeituosa.</p>
<p>Morgan Freeman explica melhor que eu:</p>
<div style="margin: 25px auto; width: 640px;"><iframe src="//www.youtube.com/embed/J6SCXbl6BEk" width="640" height="480" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></div>
<p>Enfim, é uma questão de reeducação da nossa parte.</p>
<p>Mas não vejo com bons olhos <em>pisar</em> em quem já vive pisoteado por não ser o que os outros esperam que ele seja.</p>
<p><a title="Preconceito, mais letal que veneno" href="https://www.ronaud.com/arte-de-viver/preconceito-mata/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Só Deus sabe o drama que vive o sujeito</a> que se encontra num corpo que não se conforma  com sua mentalidade.</p>
<p>Então hoje, encontrei <a href="https://mobile.twitter.com/reginanavarro/status/394087423489376256" target="_blank" rel="noopener noreferrer">este tweet</a> de Regina Navarro, onde ela afirma:</p>
<blockquote><p>&#8220;Homens seguros de sua orientação heterossexual, sem necessidade de perseguir o ideal masculino, não costumam apresentar reação homofóbica.&#8221;</p></blockquote>
<p>E fiquei refletindo:</p>
<p>Se for assim, 90% dos meus amigos e conhecidos revelam alguma insegurança a respeito de sua heterossexualidade.</p>
<p>o.O</p>
<p>Até nisso o silêncio se sai como a melhor escolha.</p>
<p><a title="Por que quem desdenha, quer comprar" href="https://www.ronaud.com/vida/quem-desdenha-quer-comprar/">Para não revelar mais de si do que gostaria, não comente</a>.</p>
<p>😉</p>
]]></content:encoded>
					
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		<title>Falsidade: Educação ou falta de caráter?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Ronaud Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 22 Oct 2013 20:25:29 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Comportamento]]></category>
		<category><![CDATA[Compromisso]]></category>
		<category><![CDATA[Gentileza]]></category>
		<category><![CDATA[Hipocrisia]]></category>
		<category><![CDATA[Maturidade]]></category>
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		<category><![CDATA[Moderação]]></category>
		<category><![CDATA[Prudência]]></category>
		<category><![CDATA[Responsabilidade]]></category>
		<category><![CDATA[Silêncio]]></category>
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		<category><![CDATA[Verdade]]></category>
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					<description><![CDATA[Você fica chateado com a falsidade dos outros? E você, nunca foi falsinho na vida? Nem um pouquinho? Provavelmente foi sim, e não por falta de caráter, mas sim, por mera questão de maturidade.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>De vez em quando, algumas <em>menininhas</em>, e algumas moças não tão meninas assim, postam uma coisa ou outra no Facebook reclamando da falsidade dos outros.</p>
<p>Mas&#8230; falsidade? Dos outros?</p>
<p>Quando isso acontece, sempre tem algo que <em>não bate</em>.</p>
<p>Como pode, gente que passa o tempo todo falando da vida dos outros, reclamando de falsidade?</p>
<p>NUNCA vi ninguém reclamando da falsidade alheia que seja completamente íntegro e transparente em todas as suas ações.</p>
<p>Reclamar da falsidade dos outros sinaliza uma incompreensão de como as relações sociais funcionam.</p>
<p>Há duas frases sobre falsidade que <em>volta e meia</em> são compartilhadas nas redes sociais. Uma é esta:</p>
<blockquote><p>Antes antipático do que falso, afinal o que é ser simpático? Fingir que gosta de todo o mundo? Então meu caro&#8230; Se eu não for com a sua cara não conte com a minha simpatia. Chega de confundir falsidade com educação.</p></blockquote>
<p>Talvez essa seja uma postura mais &#8220;íntegra&#8221;, a postura do sujeito que se não gosta, demonstra que não gosta.</p>
<p>Mas discordo dela.</p>
<h3>Uma questão de <a title="A esperteza de se saber fazer a coisa certa em cada situação" href="https://www.aulete.com.br/savoir-faire" target="_blank" rel="noopener">savoir-faire</a></h3>
<p>Eu pergunto: é legal isso? Esta é uma postura adulta, ou, ao contrário, sinaliza imaturidade? Essa coisa de ficar de <em>intriguinha</em> não é típico de <em>adolescentezinho</em>? Não é melhor ficar em casa, então, do que sair por aí demonstrando o quanto não se gosta dos outros?</p>
<p>Qual a necessidade que as outras pessoas têm de conhecer o <em>azedume </em>do indivíduo?</p>
<p>Infelizmente ou não, conviver em sociedade exige de nós algum nível de <em>falsidade</em>, que eu chamaria de maleabilidade, que seria não levar as diferenças tão a sério, apesar de sabermos muito bem que existem. Porque do contrário, estaremos a cada passo ofendendo e magoando alguém, e as pessoas não precisam disso.</p>
<p>A vida já é suficientemente dura para todos.</p>
<p>Já vi também compartilhada pelas redes sociais uma outra frase, com a qual me identifico mais:</p>
<blockquote><p>Não significa que você é falso quando você é legal com alguém que você não gosta. Significa que você é maduro o suficiente pra ser educado.</p></blockquote>
<p>Considero esta uma postura mais civilizada e adulta.</p>
<p>É claro que se você sabe que um sujeito cuja presença lhe causa ânsia de vômito vai estar num mesmo ambiente que você, é mais prudente nem ir. Mas mesmo que precise ir, é bom tentar se agradável.</p>
<p>Ora, vai que o problema seja você.</p>
<p>Quanto aos demais, é provável que tenhamos diferenças com todos. Sendo assim, será sinal de maturidade e larga visão saber conviver em paz com as diferenças, sem apelar a cada passo para discussões ou atritos, que só fazem estragar o clima, sem trazer nada de bom.</p>
<h3>O antídoto</h3>
<p>Falsidade é demonstrar uma estima que não existe. Hipocrisia é falar uma coisa e fazer outra. Ambas têm a mesma essência, que é a contradição entre o que se comunica e o que se faz.</p>
<p>Reclamar demais delas é complicado porque nenhum de nós está imune à necessidade de ambas, em algum momento, para funcionar em sociedade.</p>
<p>Mas todos podemos manifestá-las sempre menos, na medida em que não falarmos o que não precisa ser falado.</p>
<p>O silêncio sempre surge como uma boa escolha diante de qualquer situação, evitando muitos problemas para nós, e evitando frustração para os outros.</p>
<p>Quem não promete, não será cobrado se não cumprir.</p>
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		<title>Qual é a medida de seu mundo?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Ronaud Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 22 Aug 2013 02:21:39 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Comportamento]]></category>
		<category><![CDATA[Julgamento]]></category>
		<category><![CDATA[Opiniões]]></category>
		<category><![CDATA[Prudência]]></category>
		<category><![CDATA[Sexo]]></category>
		<category><![CDATA[Silêncio]]></category>
		<category><![CDATA[Sobriedade]]></category>
		<category><![CDATA[Tolerância]]></category>
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					<description><![CDATA[Com a mesma medida com que medirdes, sereis medidos vós também. Lucas 6:38 Nós costumamos medir o mundo com as nossas medidas. O resultado da nossa medição, do que vemos, são nossas opiniões. Mas a verdade é que o mundo, e a sociedade, são constituídos de matizes complexamente infindáveis de comportamento. Isso explica o porquê de [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<blockquote><p>Com a mesma medida com que medirdes, sereis medidos vós também. Lucas 6:38</p></blockquote>
<p>Nós costumamos <em>medir o mundo</em> com as nossas <em>medidas</em>.</p>
<p>O resultado da nossa <em>medição</em>, do que vemos, são nossas opiniões.</p>
<p>Mas a verdade é que o mundo, e a sociedade, são constituídos de matizes complexamente infindáveis de comportamento.</p>
<p>Isso explica o porquê de tempos em tempos vermos algo e, perplexos, dizermos: &#8220;Eu morro e não vejo tudo&#8221;. É quando nossa visão de mundo se expandiu um tantinho mais. Só um <em>tantinho</em>.</p>
<p>Porque de modo geral, nossas opiniões refletem apenas o nosso <em>mundinho</em>.</p>
<p>Ora, esse mundo tem de tudo. E sempre haverá, e <em>virá à tona</em>, um fato inusitado e até então submerso no oceano infinito do desconhecimento, para derrubar por terra a opinião mais inabalável. Sobre <em>QUALQUER</em> assunto.</p>
<div id="attachment_27027" style="width: 586px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-27027" class="size-full wp-image-27027" src="https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2013/09/conhecimento-limitado.png" alt="&quot;O que sabemos é uma gota, o que ignoramos é um oceano&quot; Isaac Newton" width="576" height="410" srcset="https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2013/09/conhecimento-limitado.png 576w, https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2013/09/conhecimento-limitado-300x214.png 300w" sizes="(max-width: 576px) 100vw, 576px" /><p id="caption-attachment-27027" class="wp-caption-text">&#8220;O que sabemos é uma gota, o que ignoramos é um oceano&#8221; Isaac Newton</p></div>
<p><a href="https://www.instagram.com/p/CTnFyG8Nacw/" target="_blank" rel="noopener">Imagem</a></p>
<p>Por isso é tão perigoso ficar alardando opiniões. As chances de estarmos equivocados são de 99,97% (Fonte: dataEU).</p>
<p>As chances de falarmos de algo de modo equivocado, limitado e incompleto para alguém que sabe muito mais a respeito do assunto em questão, é sempre grande, principalmente <em>online</em>.</p>
<p>Se o assunto for sexo e outros tabus, então, a chance é de 100%. Porque as pessoas têm as mais variadas (e ousadas e possivelmente, pervertidas e depravadas) experiências sexuais, mas não ficam contando pra todo mundo. Nem para seus terapeutas.</p>
<p>Por isso <a title="Siga placidamente" href="https://www.ronaud.com/espiritualidade/silencio/">a importância do silêncio</a>, de saber calar, e de <a title="Humanize-se" href="https://www.ronaud.com/vida/o-silencio-nos-humaniza/">saber se segurar</a>.</p>
<p>A não ser que se deixe bem claro que não se sabe de tudo. Confessar a ignorância é sinal de uma personalidade prudente e sóbria.</p>
<p>Muito pior do que esquecer do silêncio e falar demais, é falar besteira.</p>
<p>&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
					
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