<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Sexualidade &#8211; RONAUD.com</title>
	<atom:link href="https://www.ronaud.com/tag/sexualidade/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>https://www.ronaud.com</link>
	<description>Textos e Mensagens para Reflexão</description>
	<lastBuildDate>Wed, 06 Dec 2023 23:04:04 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-BR</language>
	<sy:updatePeriod>
	hourly	</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>
	1	</sy:updateFrequency>
	<generator>https://wordpress.org/?v=7.0.1</generator>
	<item>
		<title>Deus segundo Spinoza</title>
		<link>https://www.ronaud.com/espiritualidade/deus-segundo-spinoza/</link>
					<comments>https://www.ronaud.com/espiritualidade/deus-segundo-spinoza/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Ronaud Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 25 Apr 2014 02:37:07 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Espiritualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Crenças]]></category>
		<category><![CDATA[Culpa]]></category>
		<category><![CDATA[Deus]]></category>
		<category><![CDATA[Liberdade]]></category>
		<category><![CDATA[Moralismo]]></category>
		<category><![CDATA[Natureza]]></category>
		<category><![CDATA[Religião]]></category>
		<category><![CDATA[Sensibilidade]]></category>
		<category><![CDATA[Sexualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Viver a Vida]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.ronaud.com/?p=14286</guid>

					<description><![CDATA[Este texto já é bem compartilhado na internet. É bem difícil que a autoria seja do filósofo Spinoza que viveu no século XVII, já que a linguagem do texto não condiz com a linguagem utilizada naquela época. De qualquer forma, a mensagem é bonita e faz muito sentido. Só não entende quem não quer. Para [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="line-height: 1.5em;">Este texto já é bem compartilhado na internet. É bem difícil que a autoria seja do filósofo Spinoza que viveu no século XVII, já que a linguagem do texto não condiz com a linguagem utilizada naquela época.</span></p>
<p>De qualquer forma, a mensagem é bonita e faz muito sentido. Só não entende quem não quer.</p>
<blockquote><p>Para de ficar rezando e batendo o peito! O que eu quero que faças é que saias pelo mundo e desfrutes de tua vida. Eu quero que gozes, cantes, te divirtas e desfrutes de tudo o que Eu fiz para ti. Para de ir a esses templos lúgubres, obscuros e frios que tu mesmo construíste e que acreditas ser a minha casa. Minha casa está nas montanhas, nos bosques, nos rios, nos lagos, nas praias. Aí é onde Eu vivo e aí expresso meu amor por ti.</p>
<p>Para de me culpar da tua vida miserável: Eu nunca te disse que há algo mau em ti ou que eras um pecador, ou que tua sexualidade fosse algo mau.O sexo é um presente que Eu te dei e com o qual podes expressar teu amor, teu êxtase, tua alegria. Assim, não me culpes por tudo o que te fizeram crer. Para de ficar lendo supostas escrituras sagradas que nada têm a ver comigo. Se não podes me ler num amanhecer, numa paisagem, no olhar de teus amigos, nos olhos de teu filhinho&#8230; não me encontrarás em nenhum livro.</p>
<p>Confia em mim e deixa de me pedir. Tu vais me dizer como fazer meu trabalho? Para de ter tanto medo de mim. Eu não te julgo, nem te critico, nem me irrito, nem te incomodo, nem te castigo. Eu sou puro amor. Para de me pedir perdão. Não há nada a perdoar. Se Eu te fiz&#8230; Eu te enchi de paixões, de limitações, de prazeres, de sentimentos, de necessidades, de incoerências, de livre-arbítrio. Como posso te culpar se respondes a algo que eu pus em ti? Como posso te castigar por seres como és, se fui Eu quem te fiz? Crês que eu poderia criar um lugar para queimar a todos meus filhos que não se comportem bem, pelo resto da eternidade? Que tipo de Deus pode fazer isso?</p>
<p>Esquece qualquer tipo de mandamento, qualquer tipo de lei; essas são artimanhas para te manipular, para te controlar, que só geram culpa em ti. Respeita teu próximo e não faças o que não queiras para ti. A única coisa que te peço é que prestes atenção à tua vida, que teu estado de alerta seja teu guia. Esta vida não é uma prova, nem um degrau, nem um passo no caminho, nem um ensaio, nem um prelúdio para o paraíso. Esta vida é o único que há aqui e agora, e o único que precisas. Eu te fiz absolutamente livre. Não há prêmios nem castigos. Não há pecados nem virtudes. Ninguém leva um placar. Ninguém leva um registro. Tu és absolutamente livre para fazer da tua vida um céu ou um inferno.</p>
<p>Não te poderia dizer se há algo depois desta vida, mas posso te dar um conselho. Vive como se não houvesse. Como se esta fosse tua única oportunidade de aproveitar, de amar, de existir. Assim, se não há nada, terás aproveitado da oportunidade que te dei. E se houver, tem certeza que Eu não vou te perguntar se foste comportado ou não. Eu vou te perguntar se tu gostaste, se te divertiste&#8230; Do que mais gostaste? O que aprendeste?</p>
<p>Para de crer em mim &#8211; crer é supor, adivinhar, imaginar. Eu não quero que acredites em mim. Quero que me sintas em ti. Quero que me sintas em ti quando beijas tua amada, quando agasalhas tua filhinha, quando acaricias teu cachorro, quando tomas banho no mar. Para de louvar-me! Que tipo de Deus ególatra tu acreditas que Eu seja? Me aborrece que me louvem. Me cansa que agradeçam. Tu te sentes grato? Demonstra-o cuidando de ti, de tua saúde, de tuas relações, do mundo. Te sentes olhado, surpreendido?&#8230; Expressa tua alegria! Esse é o jeito de me louvar.</p>
<p>Para de complicar as coisas e de repetir como papagaio o que te ensinaram sobre mim. A única certeza é que tu estás aqui, que estás vivo, e que este mundo está cheio de maravilhas. Para que precisas de mais milagres? Para que tantas explicações? Não me procures fora! Não me acharás. Procura-me dentro&#8230; aí é que estou, batendo em ti.</p></blockquote>
<p>***</p>
<p>Baruch Spinoza &#8211; nascido em 1632 em Amsterdã, falecido em Haia em 21 de fevereiro de 1677, foi um dos grandes racionalistas do século XVII dentro da chamada Filosofia Moderna, juntamente com René Descartes e Gottfried Leibniz. De família judaica portuguesa, é considerado o fundador do criticismo bíblico moderno.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://www.ronaud.com/espiritualidade/deus-segundo-spinoza/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Mulheres e violência</title>
		<link>https://www.ronaud.com/sociedade/mulheres-e-violencia/</link>
					<comments>https://www.ronaud.com/sociedade/mulheres-e-violencia/#comments</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Ronaud Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 30 Mar 2014 23:05:59 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[Machismo]]></category>
		<category><![CDATA[Moralismo]]></category>
		<category><![CDATA[Mulheres]]></category>
		<category><![CDATA[Sexualidade]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.ronaud.com/?p=14405</guid>

					<description><![CDATA[Às vezes a opinião pública se mostra tão absurda, que vale a pena esclarecer certas noções básicas. Em pesquisa divulgada durante esta semana, 58,5% dos entrevistados pelo IPEA disseram que se as mulheres soubessem se comportar, haveria menos estupros. Traduzindo: 60% das pessoas acham que a violência contra mulheres se justifica de acordo com a [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Às vezes a opinião pública se mostra tão absurda, que vale a pena esclarecer certas noções básicas.</p>
<p>Em pesquisa divulgada durante esta semana, 58,5% dos entrevistados pelo IPEA disseram que se as mulheres soubessem se comportar, haveria menos estupros.</p>
<p>Traduzindo: 60% das pessoas acham que a violência contra mulheres se justifica de acordo com a roupa ou o comportamento delas.</p>
<p>Então eu vim aqui só dizer isso:</p>
<p><strong>NÃO, nenhuma violência se justifica, nunca, sob hipótese alguma, contra ninguém.</strong></p>
<p>Se uma mulher sair NUA na rua, nenhum homem tem o direito de tocá-la, sem permissão.</p>
<p>Nunca, jamais, de modo algum.</p>
<p>***</p>
<p>Apesar desta minha ênfase quanto ao resultado da pesquisa do IPEA, de fato, achei as perguntas realizadas pelo instituto ao público um tanto estranhas. Mas não dei importância. <a href="http://veja.abril.com.br/blog/felipe-moura-brasil/2014/03/29/estupro-machismo-culpa-levante-a-plaquinha-eu-nao-mereco-ser-enganada-pelo-ipea-e-mais-maioria-defende-pena-de-morte-ou-prisao-perpetua-a-estupradores/" target="_blank" rel="noopener">Felipe Moura Brasil, da Veja foi mais a fundo e comenta uma visão diferente.</a></p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://www.ronaud.com/sociedade/mulheres-e-violencia/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>3</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Televisão, moralismo e INCOERÊNCIA</title>
		<link>https://www.ronaud.com/sociedade/televisao-moralismo-e-incoerencia/</link>
					<comments>https://www.ronaud.com/sociedade/televisao-moralismo-e-incoerencia/#comments</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Ronaud Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 05 Feb 2014 17:53:36 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[Homossexualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Influências]]></category>
		<category><![CDATA[Moralismo]]></category>
		<category><![CDATA[Morte]]></category>
		<category><![CDATA[Publicidade e Propaganda]]></category>
		<category><![CDATA[Sexo]]></category>
		<category><![CDATA[Sexualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Televisão]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.ronaud.com/?p=13926</guid>

					<description><![CDATA[Esta imagem diz tudo que eu penso sobre a TV. Não adianta fazer estardalhaço por um beijo pouco convencional, como o da novela Amor à Vida, e achar super normal heroizinhos mimados batendo em todo mundo e matando gente a torto e a direito em filmes. Para mim, beijos e cenas sensuais não são o [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Esta imagem diz tudo que eu penso sobre a TV.</p>
<div id="attachment_13927" style="width: 680px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2014/02/violencia-sexo-beijo-gay-tv.jpg"><img decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-13927" class="size-full wp-image-13927" src="https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2014/02/violencia-sexo-beijo-gay-tv.jpg" alt="Incoerência" width="670" srcset="https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2014/02/violencia-sexo-beijo-gay-tv.jpg 720w, https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2014/02/violencia-sexo-beijo-gay-tv-300x189.jpg 300w" sizes="(max-width: 720px) 100vw, 720px" /></a><p id="caption-attachment-13927" class="wp-caption-text">Incoerência</p></div>
<p>Não adianta fazer estardalhaço por um beijo pouco convencional, como o da novela Amor à Vida, e achar super normal <em>heroizinhos mimados</em> batendo em todo mundo e matando gente a torto e a direito em filmes.</p>
<p>Para mim, beijos e cenas sensuais não são o pior. Porque sexo e sensualidade de modo geral são positivos.</p>
<p>Na minha visão, o PIOR conteúdo que a TV e CINEMA mostram é violência e pessoas morrendo assassinadas aos montes. É abominável. Por mim esse tipo de conteúdo seria absolutamente censurado, proibido e punido com multa.</p>
<p>Deixei de me empolgar com filmes de luta lá pelos 20 anos de idade, e com filmes de matança aventuresca pouco depois.</p>
<p>A não ser que façam parte de um contexto natural na peça televisiva ou cinematográfica, a verdade é que morte e violência não são legais, não acrescentam nada, não têm graça, não quero ver.</p>
<p>Nem em ficção.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://www.ronaud.com/sociedade/televisao-moralismo-e-incoerencia/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>4</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Causas psicológicas da impotência sexual</title>
		<link>https://www.ronaud.com/bom-senso/causas-psicologicas-da-impotencia-sexual/</link>
					<comments>https://www.ronaud.com/bom-senso/causas-psicologicas-da-impotencia-sexual/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Ronaud Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 01 Feb 2014 13:40:57 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Bom senso]]></category>
		<category><![CDATA[Ansiedade]]></category>
		<category><![CDATA[Atração sexual]]></category>
		<category><![CDATA[Equilíbrio]]></category>
		<category><![CDATA[Estresse]]></category>
		<category><![CDATA[Harmonia]]></category>
		<category><![CDATA[Ponderação]]></category>
		<category><![CDATA[Seja homem]]></category>
		<category><![CDATA[Sexo]]></category>
		<category><![CDATA[Sexualidade]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.ronaud.com/?p=13288</guid>

					<description><![CDATA[Veja um comentário sobre as causas psicológicas da impotência sexual. Muito se fala sobre a impotência masculina atormentar a vida de muitos homens. O que não se fala muito é o fato da excitação sexual estar preponderantemente alicerçada num equilíbrio psicológico.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A princípio, este texto é destinado aos homens, mas toda a visão aqui oferecida pode ser perfeitamente ser utilizada para a compreensão das dificuldades sexuais das mulheres.</p>
<h3>Impotência sexual ou impotência psicológica?</h3>
<p>A impotência sexual masculina, como se sabe, atormenta a vida de muitos homens. Creio que, principalmente, os muito jovens, devido à ansiedade, e os muito velhos, devido ao desgaste de toda uma vida.</p>
<p>A medicina e o senso comum afirmam, de modo  geral, que as causas para essa impotência podem ser eliminadas mediante a ingestão de certos remédios, tais como o famoso <em>viagra</em>, o <em>cialis</em>, e outros medicamentos e métodos.</p>
<p>O que não se fala muito é o fato <strong>da excitação sexual estar preponderantemente alicerçada num equilíbrio psicológico</strong>, de modo que o mesmo proporcione o necessário relaxamento mental e corporal para <em>a coisa funcionar</em>.</p>
<p>Daí se compreende porque isso compromete a vida sexual tanto de jovens como de homens maduros.</p>
<p>Os jovens têm o problema da inexperiência, do despreparo financeiro e portanto, do consequente nervosismo gerado pela ansiedade de se ver inexperiente, <em>travando tudo</em>.</p>
<p>Os mais velhos tem o problema da responsabilidade excessiva que a vida lhes confere, ou que eles mesmos assumem por ambição, sem estarem cientes das consequências negativas que esse <em>peso psicológico</em> excessivo pode lhes causar em sua fisiologia e, por consequência, em sua vida íntima. Sofrem sérios danos à vida sexual por tentarem assumir o papel do super-homem que tudo assume e tudo enfrenta. A sociedade espera que o homem seja simpático, divertido, forte, determinado, ambicioso, rico e bem sucedido e ainda, saudável e uma <em>fera</em> na cama. Mas pouquíssimos indivíduos tem a energia necessária para fechar essas equação toda com saldo positivo.</p>
<p>Erra a sociedade que impõe um ideal impossível sobre os homens, e erram eles ao caírem nessa conversa de que há um papel pronto para interpretarem, sem pensarem criticamente se é isso mesmo que querem (quase nunca é) e se terão os recursos emocionais necessários para arcarem com todas as consequências dessa vida combativa que assumem.</p>
<h3>Super-homens não existem</h3>
<p>Nós homens temos organismos quase sempre mais frágeis do que gostamos de admitir, e que são fortemente influenciados por uma psiquê complexa e delicada. E os resultados podem ser percebidos da pior forma possível. E mais, podem ser percebidos somente depois de muito tempo de uma vida sobrecarregada. Então o sujeito já nem cogita que seu problema de impotência vem de muitos anos, quando começou a sobrecarregar a própria vida com responsabilidades demais, plantando as sementes de sua desgraça.</p>
<p>Esse texto é um comentário sobre o que vejo como causa principal da impotência masculina: <strong>Qualquer tipo de <em>ESTRESSE</em> gerado pelos mais diversos problemas da vida cotidiana, e que resulta em tormentos psicológicos que impedem uma concentração adequada para a excitação ocorrer</strong>. Aqui fica então uma mensagem de alerta para os interessados.</p>
<p>Aos jovens fica o conselho da paciência. Com o tempo, a tendência é que as condições financeiras melhorem, o que já ajuda muito. E por mais escassas que sejam, as experiências sexuais ao longo do tempo vão se acumulando, e a prática alcançada vai reduzindo a ansiedade e deixando-nos mais à vontade diante do processo de conquista, e diante das próprias mulheres. O que não se pode é esperar que as experiências sejam perfeitas desde as primeiras vezes. Não serão, uma trapalhada e outras sempre ocorre.</p>
<p>Aos mais velhos (e, porque não, também aos mais jovens) fica o seguinte questionamento: Vale a pena assumir certas posições sociais e profissionais, para alcançar certos ganhos financeiros, cuja pressão psicológica advinda pelas responsabilidades assumidas vão implodir sua vida sexual?</p>
<p>Eu tenho CERTEZA que não. Se a mim fosse dado escolher, preferiria ser <em>pobre</em> e ferver na cama, do que ser <em>rico</em> e morno, quem sabe, frio.</p>
<h2>Inteligência é afrodisíaco</h2>
<p>Já tratei sobre esse tema, de modo mais brando e romântico <a title="Clique e leia" href="https://www.ronaud.com/inteligencia/inteligencia-e-afrodisiaco/">aqui</a>, e <a title="Vai, clica :)" href="https://www.ronaud.com/inteligencia/diga-algo-que-me-encante-e-serei-seu/">aqui</a>, ao comentar o quanto a inteligência é afrodisíaca.</p>
<p>Para mim, é.</p>
<p>E certamente também é para muitos homens, que talvez não admitam nem para si mesmos, ou por falta de auto-conhecimento, ou porque talvez nunca tenham prestado atenção nisso. Ou fujam dessa condição, já que lidar com mulher inteligente não é uma tarefa simples. <em>Tem que ser bom</em> 😉</p>
<p>O verdadeiro órgão sexual de qualquer pessoa é o cérebro. Os genitais são apenas extensões sensoriais 😉 É no cérebro que surge o desejo. E a complexidade da constituição psicológica de cada um explica toda a graduação que há entre os gêneros &#8211; partindo da mais convicta heterossexualidade até a mais completa homossexualidade. É também essa complexa psicologia sexual que explica a mais exacerbada sexualidade e a mais casta assexualidade. E é também essa complexidade individual que explica as mais variadas fontes de excitação e os mais bizarros fetiches; passando pelas mais diversas combinações entre todos esses extremos do comportamento sexual humano.</p>
<p>Observando tudo isso, notamos o que já percebemos intuitivamente: que a sexualidade humana não é algo fácil. Mas também se deduz um conceito muito simples, que é a mensagem deste texto:</p>
<p><strong>Para se ter uma vida sexual saudável, é preciso manter uma mentalidade saudável</strong>. E por mentalidade saudável, entendo moderação nos compromissos, assumindo responsabilidades na vida que estão dentro das possibilidades e recursos emocionais disponíveis para sustentá-las; por mentalidade saudável entendo também uma vida saudável, isto é: boa alimentação, utilização moderada de álcool, bons níveis de diversão, que é o que deixa a coisa toda leve, e por fim, uma crença favorável aos prazeres da vida, <a href="https://www.ronaud.com/sociedade/tabus/">não só sexuais</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://www.ronaud.com/bom-senso/causas-psicologicas-da-impotencia-sexual/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Livro Histórias Íntimas &#8211; Resenha</title>
		<link>https://www.ronaud.com/livros/livro-historias-intimas-resenha/</link>
					<comments>https://www.ronaud.com/livros/livro-historias-intimas-resenha/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Ronaud Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 08 Nov 2013 00:54:30 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Livros]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[História]]></category>
		<category><![CDATA[Livros de História]]></category>
		<category><![CDATA[Livros sobre Sexualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Sexo]]></category>
		<category><![CDATA[Sexualidade]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.ronaud.com/?p=12895</guid>

					<description><![CDATA[Veja nesta resenha do livro Histórias Íntimas como Mary del Priore mostra como a sexualidade e a noção de intimidade foram mudando ao longo do tempo no Brasil, influenciadas por questões políticas, econômicas e culturais, e passaram de um assunto a ser evitado a todo custo para um dos mais comentados nos dias de hoje.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_12896" style="width: 221px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://www.amazon.com.br/gp/product/8542203933/ref=as_li_tl?ie=UTF8&amp;camp=1789&amp;creative=9325&amp;creativeASIN=8542203933&amp;linkCode=as2&amp;tag=ronaud-20&amp;linkId=344dd378714e82b55eac55b54721bd98" rel="nofollow"><img fetchpriority="high" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-12896" class="wp-image-12896 size-full" src="https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2013/09/historias-intimas+mary-del-priore.jpg" alt="Livro Histórias Íntimas" width="211" height="300" /></a><p id="caption-attachment-12896" class="wp-caption-text">Livro Histórias Íntimas</p></div>
<h3>Resenha divulgada</h3>
<p>Quando o Brasil era a Terra de Santa Cruz, as mulheres tinham de se enfear e os homens precisavam dormir de lado, nunca de costas, porque “a concentração de calor na região lombar“ excitava os órgãos sexuais. E nos momentos a sós – geralmente no meio do mato, e não em casa, porque chave era artigo de luxo e não era possível fechar as portas aos olhares e ouvidos curiosos – as mulheres levantavam as saias e os homens abaixavam as calças e ceroulas. Tirar a roupa era proibido.</p>
<p>E beijar na boca? Bem&#8230; sem pasta e escova de dentes, difícil. Mas como o proibido aguça mais a vontade, a instituição que mais repreendia os afoitos, ironicamente, acabou se tornando o templo da perdição. Onde as pessoas poderiam se encontrar, trocar risos e galanteios e até ter relações sexuais, sem despertar suspeitas, se não no escurinho&#8230; das igrejas?</p>
<p>Casos saborosos como esses são narrados por uma das maiores historiadoras do país, Mary del Priore. Em &#8220;Histórias Íntimas&#8221;, ela mostra como a sexualidade e a noção de intimidade foram mudando ao longo do tempo, influenciadas por questões políticas, econômicas e culturais, e passaram de um assunto a ser evitado a todo custo para um dos mais comentados nos dias de hoje.</p>
<h3>Minha opinião sobre o livro Histórias Íntimas</h3>
<p>Por mais que não pareça, o sexo continua sendo um terrível tabu, mesmo em nossos dias.</p>
<p><iframe style="width: 120px; height: 240px;" src="//ws-na.amazon-adsystem.com/widgets/q?ServiceVersion=20070822&amp;OneJS=1&amp;Operation=GetAdHtml&amp;MarketPlace=BR&amp;source=ac&amp;ref=tf_til&amp;ad_type=product_link&amp;tracking_id=ronaud-20&amp;marketplace=amazon&amp;region=BR&amp;placement=8542203933&amp;asins=8542203933&amp;linkId=ffabe4fb7549654e2df9fc3b4aaf2b02&amp;show_border=true&amp;link_opens_in_new_window=false&amp;price_color=333333&amp;title_color=002dbf&amp;bg_color=ffffff" frameborder="0" marginwidth="0" marginheight="0" scrolling="no"><br />
</iframe></p>
<p>Mas já foi pior, MUITO pior.</p>
<p>E livros como este demonstram como a sexualidade era vista durante o período histórico da formação do que hoje conhecemos como &#8220;Brasil&#8221;.</p>
<p>Ele consiste mais numa série de relatos sobre a realidade da sexualidade vivida nas épocas passadas do que uma narrativa intelectual sobre a formação da sexualidade do brasileiro.</p>
<p>Não é um livro para estudo profundo sobre o tema, é sim, um livro para ler descontraidamente, para satisfazer essa curiosidade fetichista que podemos ter sobre os modos bizarros com os quais a sexualidade era tratada no passado.</p>
<h3>Comprar o livro Histórias Íntimas</h3>
<div id="attachment_12896" style="width: 221px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://www.amazon.com.br/gp/product/8542203933/ref=as_li_tl?ie=UTF8&amp;camp=1789&amp;creative=9325&amp;creativeASIN=8542203933&amp;linkCode=as2&amp;tag=ronaud-20&amp;linkId=344dd378714e82b55eac55b54721bd98" rel="nofollow"><img fetchpriority="high" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-12896" class="wp-image-12896 size-full" src="https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2013/09/historias-intimas+mary-del-priore.jpg" alt="Livro Histórias Íntimas" width="211" height="300" /></a><p id="caption-attachment-12896" class="wp-caption-text">Livro Histórias Íntimas</p></div>
<p>&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://www.ronaud.com/livros/livro-historias-intimas-resenha/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Homens, homofobia e insegurança sexual</title>
		<link>https://www.ronaud.com/arte-de-viver/homens-homofobia-e-inseguranca-sexual/</link>
					<comments>https://www.ronaud.com/arte-de-viver/homens-homofobia-e-inseguranca-sexual/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Ronaud Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 26 Oct 2013 19:56:37 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Comportamento]]></category>
		<category><![CDATA[Homossexualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Preconceito]]></category>
		<category><![CDATA[Respeito]]></category>
		<category><![CDATA[Sexo]]></category>
		<category><![CDATA[Sexualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Silêncio]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.ronaud.com/?p=13236</guid>

					<description><![CDATA[Uma das atitudes mais nobres e menos praticadas por nós é não comentar sobre os defeitos alheios, em especial, porque o que vemos como defeito, pode não ser defeito. ]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Ainda hoje, mesmo que esporadicamente, costumo me referir ao que vejo como &#8220;frescuras&#8221;, como algo <em>gay</em>.</p>
<p>Mas nunca fui de ressaltar os aspectos afeminados e o próprio comportamento de gays e homossexuais de modo vil, como se eu fosse muito superior por ser hétero.</p>
<p>Reparo, sim, pois há uma certa incoerência entre o que se vê e o agir do indivíduo, embora cada vez mais procure não manifestar qualquer estranhamento e, se entrar em contato com o sujeito, tento agir <em>normalmente</em>, e também não comentar depois.</p>
<p>Uma das atitudes mais nobres e menos praticadas por nós é não comentar sobre os <em>defeitos</em> alheios, primeiramente, porque apontamos o defeito no outro para ocultar o nosso e, com isso, parecermos superiores, mas em especial, porque o que vemos como &#8220;defeito&#8221;, pode não ser defeito. Talvez, isso sim, seja a nossa mentalidade que esteja defeituosa.</p>
<p>Morgan Freeman explica melhor que eu:</p>
<div style="margin: 25px auto; width: 640px;"><iframe src="//www.youtube.com/embed/J6SCXbl6BEk" width="640" height="480" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></div>
<p>Enfim, é uma questão de reeducação da nossa parte.</p>
<p>Mas não vejo com bons olhos <em>pisar</em> em quem já vive pisoteado por não ser o que os outros esperam que ele seja.</p>
<p><a title="Preconceito, mais letal que veneno" href="https://www.ronaud.com/arte-de-viver/preconceito-mata/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Só Deus sabe o drama que vive o sujeito</a> que se encontra num corpo que não se conforma  com sua mentalidade.</p>
<p>Então hoje, encontrei <a href="https://mobile.twitter.com/reginanavarro/status/394087423489376256" target="_blank" rel="noopener noreferrer">este tweet</a> de Regina Navarro, onde ela afirma:</p>
<blockquote><p>&#8220;Homens seguros de sua orientação heterossexual, sem necessidade de perseguir o ideal masculino, não costumam apresentar reação homofóbica.&#8221;</p></blockquote>
<p>E fiquei refletindo:</p>
<p>Se for assim, 90% dos meus amigos e conhecidos revelam alguma insegurança a respeito de sua heterossexualidade.</p>
<p>o.O</p>
<p>Até nisso o silêncio se sai como a melhor escolha.</p>
<p><a title="Por que quem desdenha, quer comprar" href="https://www.ronaud.com/vida/quem-desdenha-quer-comprar/">Para não revelar mais de si do que gostaria, não comente</a>.</p>
<p>😉</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://www.ronaud.com/arte-de-viver/homens-homofobia-e-inseguranca-sexual/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Preconceito mata</title>
		<link>https://www.ronaud.com/arte-de-viver/preconceito-mata/</link>
					<comments>https://www.ronaud.com/arte-de-viver/preconceito-mata/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Ronaud Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 19 Sep 2013 03:22:36 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Comportamento]]></category>
		<category><![CDATA[Condição humana]]></category>
		<category><![CDATA[Homossexualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Julgamento]]></category>
		<category><![CDATA[Machismo]]></category>
		<category><![CDATA[Natureza humana]]></category>
		<category><![CDATA[Politicamente Correto]]></category>
		<category><![CDATA[Preconceito]]></category>
		<category><![CDATA[Racismo]]></category>
		<category><![CDATA[Respeito]]></category>
		<category><![CDATA[Sexualidade]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.ronaud.com/?p=12950</guid>

					<description><![CDATA[Vivemos vendo estatísticas sobre o quanto o fumo, a bebida, o trânsito matam. Mas ninguém fez nenhuma pesquisa até hoje para demonstrar o quanto o preconceito mata. Mata muito mais. Mata por dentro e silenciosamente.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Atualização em 19/09/2013: Uma notícia interessante: Vi pelo <em>Facebook</em> o site <a href="http://www.transempregos.com.br/" target="_blank" rel="noopener">www.transempregos.com.br</a>, o qual cataloga empresas que oferecem empregos para transexuais. Eis uma ideia de uma nobreza sem igual. Fico na torcida que prospere, para que menos pessoas precisem recorrer ao suicídio por falta de oportunidades, como a que foi comentada no texto abaixo.</p>
<p>***</p>
<p><a title="E já soube de muitos. " href="https://www.ronaud.com/bom-senso/e-proibido-ser-humano/" target="_blank" rel="noopener">Alguns fatos</a> me sensibilizam muito.</p>
<p>É o caso do suicídio recente da transsexual Gabriela Monelli (saiba mais <a href="https://www.pragmatismopolitico.com.br/2013/09/transexual-21-anos-comete-suicidio-reacende-debate-discriminacao.html" target="_blank" rel="noopener">aqui</a> e <a href="http://www.nlucon.com/2013/09/aos-21-trans-gabriela-monelli-comete.html" target="_blank" rel="noopener">aqui</a>).</p>
<div id="attachment_12953" style="width: 210px" class="wp-caption alignleft"><a href="https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2013/09/dedos-apontados.jpg"><img decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-12953" class="size-full wp-image-12953" src="https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2013/09/dedos-apontados.jpg" alt="Fuzilamento moral" width="200" srcset="https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2013/09/dedos-apontados.jpg 400w, https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2013/09/dedos-apontados-300x209.jpg 300w" sizes="(max-width: 400px) 100vw, 400px" /></a><p id="caption-attachment-12953" class="wp-caption-text">Fuzilamento moral</p></div>
<p>Ela se suicidou pela falta de perspectiva. Tendo que <a title="Veja o triste relato de seu primeiro programa" href="http://gabrielamonelli-relatos.blogspot.com.br/2013/07/recordacoes-que-nunca-serao-esquecidas.html" target="_blank" rel="noopener">apelar para a prostituição</a> para sobreviver, já que a sociedade não prevê espaço para pessoas como ela, <a title="O blog dela, com relatos de seus programas. Tem uma linguagem bem pesada. Está avisado(a) :)" href="http://gabrielamonelli-relatos.blogspot.com.br/" target="_blank" rel="noopener">acabou se expondo demais</a> (e a falta de apoio e orientação só pioram as coisas). Não suportou a pressão de familiares e vizinhos. Se matou. Que drama triste ela deve ter vivido.</p>
<p>Embora a responsabilidade de ter tirado a própria vida foi dela, a gente sabe que esse foi um assassinato coletivo. Todo mundo que de alguma forma a rejeitou em vida, a matou um pouquinho.</p>
<p><strong>TODO. MUNDO.</strong></p>
<p>Eu não me isento dessa culpa. Embora eu nunca tenha sido indiscreto ou de apontar gente na rua, pois sempre prezei pelo respeito, se a visse na rua (ou a qualquer outra pessoa com alguma &#8220;diferença&#8221;), ou a ouvisse com sua voz certamente mais grave, por um descuido poderia tê-la olhado com estranheza. É o que basta pra estragar o dia de alguém que já vive um drama diário e penoso.</p>
<p>O nosso despreparo para lidar com o <em>diferente</em> é total e vergonhoso. Ainda julgamos antes de conhecer. E julgamos depois de conhecer, quando o certo é não julgar nunca.</p>
<h3>Preconceito mata</h3>
<p>Vivemos vendo estatísticas sobre o quanto o fumo, a bebida, o trânsito matam. Mas ninguém fez nenhuma pesquisa até hoje para demonstrar o quanto o preconceito mata. Mata muito mais. Mata por dentro. Transforma o indivíduo alvo do preconceito num zumbi. Um corpo que anda sem vida. Quando esse corpo se enforca ou dá um tiro na cabeça, só terminou de fazer o que a sociedade começou e deu continuidade há muito tempo.</p>
<h3>Não tem graça</h3>
<blockquote><p>A ironia nos tiraniza. David Foster Wallace</p></blockquote>
<p>Hoje em dia fala-se muito sobre o <em>politicamente correto</em>. É certo que há uma <em>patrulha</em> das pessoas de tendências politicamente corretas (dentro das quais eu me incluo mais e mais a cada dia).</p>
<p>Pois por um lado, os humoristas politicamente incorretos, e que defendem essa postura, só revelam de si mesmos o quanto são apáticos, cínicos e mal-educados, além, é claro, de incompetentes, já que não sabem fazer humor sem ofender certos grupos.</p>
<p>Por outro lado, nós, que nos auto-enquadramos dentro do pensamento politicamente correto, precisamos aprender a ponderar, e a relevar certas idiotices, e a não nos levarmos tão a sério, e também a não levarmos aquilo que defendemos, no caso, grupos minoritários, tão a sério. Seria prudente ao menos aprendermos a rir de nós mesmos. É saudável para a mente, e evita muito estresse por questões que nunca terão solução. O mundo sempre terá idiotas. SEMPRE.</p>
<p>Infelizmente.</p>
<p>Mesmo assim, não é de hoje que percebo o quanto <a title="Não ria :(" href="https://www.ronaud.com/sociedade/como-viver-sem-ironia/" target="_blank" rel="noopener">a ironia tiraniza</a> o sujeito que a profere. Quantas e quantas vezes estou eu lá fazendo algum comentário sobre algo que acredito ou achei interessante, e vejo o interlocutor se sair com uma <em>piadinha</em>. Foi engraçado. Descontraiu. Eu ri. Mas gastei energia a toa. E eles, os interlocutores, em boa parte das ocasiões, foram mal educados. Quando ironizamos uma fala, a tornamos menos importante. Por isso se chama &#8220;irreverência&#8221;, isto é, ausência de <em>reverência</em>, cujo significado principal é&#8230; <em>RESPEITO</em>.</p>
<p>Gosto muito de gente divertida. Eu mesmo gostaria de ter mais predisposição para a graça. Mas esse respeito profundo que sinto pelas pessoas não me deixa (além, é claro, de uma inabilidade natural, penso muito devagar rs). Eu me recuso a ironizar aquilo que percebo como importante para quem está falando comigo. E praticamente tudo que as pessoas falam é importante para elas. Enfim, uma <em>piadinha</em> ou outra durante uma conversa é legal, mas gente que faz piadinha com tudo o tempo todo me cansa. Sério.</p>
<p>Mas a coisa ainda piora. Desde criança todos nós ouvimos aquelas piadinhas sobre gays, negros, japoneses, gagos, etc. Em muitas ocasiões, eu ri dessas piadas. Em outras, apenas demonstrava simpatia pelo piadista, pra não perder o amigo. Mas em TODAS as vezes, eu sentia dó do alvo da piada. Até hoje rio dessas piadas para não ser <em>o chato</em>, e tal. Mas também até hoje eu me sensibilizo com o sujeito que serviu de alvo pra piada.</p>
<p>Que situação miserável a vida reservou para certos indivíduos e grupos ao serem alvo da ironia de gente tola que se sente (ou tem certeza de que é) superior.</p>
<p>Acho até que tá na hora de parar de rir dessas coisas. Melhor começar a mudar de assunto.</p>
<p>Porque sempre que um gay ou travesti se vê obrigado a adentrar ao mundo da prostituição, ou se suicida; sempre que um negro é assassinado numa favela, sempre que uma mulher é assassinada por um marido ciumento que se pensa dono dela; é porque antes essas pessoas foram alvo das nossas risadas. Ao rirmos deles, nós os diminuímos, nós os separamos de nós, nós os isolamos, nós os matamos.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://www.ronaud.com/arte-de-viver/preconceito-mata/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Moral e bons costumes</title>
		<link>https://www.ronaud.com/arte-de-viver/moral-e-bons-costumes/</link>
					<comments>https://www.ronaud.com/arte-de-viver/moral-e-bons-costumes/#comments</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Ronaud Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 19 May 2013 05:26:19 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Comportamento]]></category>
		<category><![CDATA[Bons costumes]]></category>
		<category><![CDATA[Convenções]]></category>
		<category><![CDATA[Homossexualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Moral]]></category>
		<category><![CDATA[Moralismo]]></category>
		<category><![CDATA[Religião]]></category>
		<category><![CDATA[Sexo]]></category>
		<category><![CDATA[Sexualidade]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.ronaud.com/?p=11248</guid>

					<description><![CDATA[Bons costumes Sempre que ouço o termo &#8220;bons costumes&#8221;, sinto uma aflição. Porque quem cita os bons costumes, tem também sua lista de maus costumes. Claro que existem aqueles atos cuja avaliação como um mau costume é unanime. Roubar ou Matar, por exemplo. Só o doente social acha normal roubar, ou natural, matar. Talvez até [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<h3>Bons costumes</h3>
<p>Sempre que ouço o termo &#8220;bons costumes&#8221;, sinto uma aflição.</p>
<p>Porque quem cita os <em>bons costumes</em>, tem também sua lista de <em>maus costumes</em>.</p>
<p>Claro que existem aqueles atos cuja avaliação como um <em>mau costume</em> é unanime. Roubar ou Matar, por exemplo. Só o doente social acha normal roubar, ou natural, matar. Talvez até seja, mas como, particularmente, não espero ser morto na esquina, continuo acreditando que matar não é natural, não é legal, enfim, me parece um mau costume.</p>
<p>Porém, a maioria do que se tem como <em>maus costumes</em>, está num <em>meio termo</em> entre a rejeição unânime e a aceitação e adoção segmentada por alguns grupos.</p>
<p>Ora, o que para um é um <em>mau costume</em>, para outro pode ser um costume tão digno quanto qualquer outro, porém apenas&#8230; diferente.</p>
<p>Entra nessa lista os seguintes costumes:</p>
<ul>
<li>religiões minoritárias (toda e qualquer religião que cristãos possam dizer que é <em>coisa do demônio</em>);</li>
<li>uso de substâncias químicas, lícitas (bebidas alcoólicas, cigarros) ou ilícitas;</li>
<li>orientações sexuais não convencionais (homossexualidade, bissexualidade);</li>
<li>relacionamentos não convencionais (casamentos abertos, poligamia);</li>
<li>profissões não convencionais (prostituição);</li>
<li>qualquer outra coisa, pessoa ou hábito no qual você <em>tocaria fogo</em>, se pudesse 😉</li>
</ul>
<p>Sendo assim, da próxima vez que utilizar o termo <em>bons costumes</em>, tenha, no mínimo, a ciência de que é um termo BASTANTE relativo, em relação ao grupo que pertencemos, ao espaço em que convivemos e ao tempo em que estamos vivendo.</p>
<h3>Moral</h3>
<div id="attachment_11251" style="width: 310px" class="wp-caption alignright"><a href="https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2013/05/deus-preconceito.jpg"><img decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-11251" class="size-medium wp-image-11251" src="https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2013/05/deus-preconceito-300x225.jpg" alt="Tira Deus dessa história" width="300" height="225" srcset="https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2013/05/deus-preconceito-300x225.jpg 300w, https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2013/05/deus-preconceito.jpg 500w" sizes="(max-width: 300px) 100vw, 300px" /></a><p id="caption-attachment-11251" class="wp-caption-text">Tira Deus dessa história</p></div>
<p>O termo <em>moral</em> também me causa receio.</p>
<p>Moral é uma coisa boa?</p>
<p>Acho que é. Talvez mais <em>necessária</em>, do que <em>boa</em>.</p>
<p>Todos os lugares e tempos tiveram sua moral e aquilo que se tem como <em>bons costumes</em>.</p>
<p>São necessários porque servem de parâmetro aos desavisados.</p>
<p>Na dúvida, que se siga as regras da moral. Assim não se corre o risco de fazer algo reprovável.</p>
<p>Mas penso que a moral tem que ser uma moral inteligente, nobre, aberta, capaz de se auto-questionar e de se renovar.</p>
<p>A moral fechada e endurecida é solo fértil para o <a title="Preconceito" href="https://www.ronaud.com/vida/o-silencio-nos-humaniza/">preconceito</a>, aquele que <em>aponta o dedo</em>, julga, segrega e exclui.</p>
<p>Essa parte ruim da moral se chama MORALISMO.</p>
<p>E o moralismo é a raiz de todo julgamento injusto.</p>
<p>Particularmente, EU ABOMINO qualquer <em>moralismo</em>.</p>
<h3>Moralismo</h3>
<p>Moralismo, uma invenção humana, local e temporal. As regras morais de hoje não são as mesmas de ontem, nem as mesmas de amanhã. O moralismo daqui também não é o mesmo de lá. Sendo assim, nenhum moralismo pode estar plenamente CERTO.</p>
<p>Portanto, cuidar da própria vida continua sendo a melhor sugestão, de todos os tempos, e de todos os lugares.</p>
<p>Penso que negros, homossexuais, bissexuais, drogados, prostitutas e mesmo pessoas comuns mereçam mais respeito e principalmente compaixão, afinal, são seres humanos tão inseguros quanto eu ou você.</p>
<p>E há uma probabilidade GRANDE de que alguns deles estejam vivendo uma vida mais interessante do que a nossa.</p>
<p>E é aí que os moralistas se equivocam. Pensam que defender essas minorias significa que suas práticas devam ser incentivadas e adotadas por toda a sociedade.</p>
<p>Não!!!</p>
<p>Tudo que elas querem é PAZ, respeito e alguns direitos básicos.</p>
<p>A verdade é que não precisam ter qualquer ligação com essas minorias para deixá-las viver.</p>
<p>Muito pelo contrário, basta que cuidemos mais das nossas vidas, e menos da vida delas.</p>
<p>Quanto mais cuidarmos da nossa vida, melhor para elas.</p>
<p>&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://www.ronaud.com/arte-de-viver/moral-e-bons-costumes/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>1</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Livro As Sessões &#8211; Resenha</title>
		<link>https://www.ronaud.com/livros/livro-as-sessoes-resenha/</link>
					<comments>https://www.ronaud.com/livros/livro-as-sessoes-resenha/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Ronaud Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 17 Apr 2013 05:01:12 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Livros]]></category>
		<category><![CDATA[Livros sobre Motivação]]></category>
		<category><![CDATA[Livros sobre Sexualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Psicologia]]></category>
		<category><![CDATA[Sexo]]></category>
		<category><![CDATA[Sexualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Terapia]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.ronaud.com/?p=10964</guid>

					<description><![CDATA[Através da resenha do livro As Sessões você verá como é impressionante como mais pessoas do que imaginamos têm problemas de ordem sexual e mal sabem o que fazer para solucioná-lo.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_20515" style="width: 347px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://www.amazon.com.br/gp/product/B00BFTZMDK/ref=as_li_tl?ie=UTF8&amp;camp=1789&amp;creative=9325&amp;creativeASIN=B00BFTZMDK&amp;linkCode=as2&amp;tag=ronaud-20&amp;linkId=a215e88385e235b3de56c85245fddca0" rel="nofollow"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-20515" class="wp-image-20515 size-full" src="https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2013/04/as-sessoes-cheryl-cohen-greene-livro-e1455723909143.jpg" alt="As Sessões" width="337" height="500" srcset="https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2013/04/as-sessoes-cheryl-cohen-greene-livro-e1455723909143.jpg 337w, https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2013/04/as-sessoes-cheryl-cohen-greene-livro-e1455723909143-202x300.jpg 202w" sizes="auto, (max-width: 337px) 100vw, 337px" /></a><p id="caption-attachment-20515" class="wp-caption-text">As Sessões</p></div>
<p><a title="Clique e encontre outros textos meus sobre o tema" href="https://www.ronaud.com/tag/sexo/">Sexualidade</a> é um tema que vem me despertando sempre mais interesse.</p>
<p>Quando vi este livro na vitrine da livraria, senti um forte impulso para compra-lo. E foi ótimo porque ele veio demonstrar e reforçar algo que já vinha desconfiando desde <a title="50 Tons de Realidade" href="https://www.ronaud.com/livros/50-tons-de-cinza-ou-50-tons-de-verdade/">o sucesso do livro 50 tons de cinza</a>: que a sexualidade é complexa demais para ser definida ou parametrizada pela experiência, quase sempre limitadíssima, de poucas pessoas.</p>
<p>É impressionante como mais pessoas do que imaginamos têm problemas de ordem sexual e mal sabem o que fazer para solucioná-lo. Tenho visto a sexualidade ultimamente como um dos grandes dramas humanos.</p>
<p><em>As Sessões</em> fala da trajetória da Terapeuta do Sexo Cheryl T. Cohen Greene. Intercalando algumas passagens pessoais com a descrição de várias sessões realizadas com seus clientes, é emocionante e rico.</p>
<p>Mostra o drama de deficientes físicos que encontram dificuldade &#8211; para muitos a impossibilidade &#8211; de terem uma vida sexual; de homens que sofrem da temida impotência sexual; de pessoas comuns perturbadas pela fortíssima repressão religiosa; de outras pessoas que não conseguem se comunicar com seus parceiros nem para resolver pequenas questões; de um caso inacreditável de um senhor de 70 anos ainda virgem, enfim.</p>
<p><iframe style="width: 120px; height: 240px;" src="//ws-na.amazon-adsystem.com/widgets/q?ServiceVersion=20070822&amp;OneJS=1&amp;Operation=GetAdHtml&amp;MarketPlace=BR&amp;source=ac&amp;ref=tf_til&amp;ad_type=product_link&amp;tracking_id=ronaud-20&amp;marketplace=amazon&amp;region=BR&amp;placement=B00BFTZMDK&amp;asins=B00BFTZMDK&amp;linkId=8cef3b8e536d3f6478135ba853ca45f5&amp;show_border=true&amp;link_opens_in_new_window=false&amp;price_color=333333&amp;title_color=002dbf&amp;bg_color=ffffff" frameborder="0" marginwidth="0" marginheight="0" scrolling="no"><br />
</iframe></p>
<p>Além de todo esse aparentemente bizarro repertório de casos, porém todos muito mais comuns do que podemos imaginar, a autora retrata também suas dificuldades de lidar com a culpa que sentia enquanto ainda adolescente pela sexualidade aflorada e o desejo incontrolável de vivenciá-la. Culpa esta motivada pela repressão de uma família e comunidade profundamente católicas. É lamentável o quanto essa repressão destruía a vida sexual das pessoas e notável o quanto a autora teve de se impor para superá-la.</p>
<p>Superação que nunca foi completa, pois percebe-se fortemente o profundo ressentimento que Cheryl manteve pelo tratamento recebido da família praticamente por toda a vida. Essa passagem da vida da autora me lembrou uma observação que já tinha firmada por aqui: do quanto a opinião dos nossos pais pode moldar o nosso destino. <a title="Liberte para se libertar" href="https://www.ronaud.com/arte-de-viver/amor-e-convivencia/">E que o maior presente que os pais podem dar aos seus filhos, depois da vida em si, é a aceitação, o apoio e a torcida sincera, independente do caminho escolhido</a>.</p>
<p>(Acho que a busca por aprovação da autora por parte de seus pais era algo que ela poderia prescindir. Sou da opinião de que se estamos numa forte indisposição de opiniões com alguém, seja da família, seja de quem for, o melhor é o afastamento e o esquecimento. Deixe a pessoa pensar como pensa, afaste-se e continue pensando como você pensa. Há bastante espaço no mundo para todos e vejo como uma profunda perda de tempo e energia ficar mendigando aprovação. Ninguém tem a obrigação de conviver com quem o coloca pra baixo diariamente, numa degradante sensação de que se está errado, ou no caminho errado, mesmo que seja pai, mãe, irmão, etc. Porque no final tudo não passa de uma <em>briguinha</em> para ver quem está certo.)</p>
<p>O livro <em>As Sessões</em> me impressionou em muitos aspectos. Primeiramente, por visualizar nas palavras de alguém fortemente presente no segmento o quanto a sexualidade configura-se como um problema na vida de boa parte da população, sendo o motivo principal a desinformação. Mesmo hoje em dia, apesar das coisas virem melhorando, e de toda a informação disponível, o sexo ainda é um aterrorizante <a title="E como!!!" href="https://www.ronaud.com/sociedade/tabus/">tabu</a>.</p>
<p>Segundamente 😉 o livro impressionou por ver reafirmado algo que também <a title="Inteligência, o afrodisíaco infalível" href="https://www.ronaud.com/inteligencia/inteligencia-e-afrodisiaco/">já tinha uma forte noção</a>, que sexo é 100% mental. Problemas sexuais são, na maioria dos casos, problemas psicológicos. O corpo, mesmo com toda sua complexidade, ainda assim não me parece mais do que um instrumento, que depende integralmente de uma mente sã para funcionar. E este é o trabalho da Terapeuta do Sexo: restabelecer o equilíbrio mental do paciente em relação à sua sexualidade, e posteriormente, a conexão entre a mente e o corpo.</p>
<p>Outro aspecto que me impressiona, pelo qual creio que TODOS NÓS passamos, e que também tem a ver com a questão psicológica da sexualidade, são os nossos <a title="Leia mais sobre" href="https://www.ronaud.com/arte-de-viver/complexo-de-inferioridade/">complexos</a>. Colocamos na cabeça que algo em nós é indigno de apreciação, e ficamos martelando nisso por anos, quem sabe a vida inteira. E essa rejeição vai crescendo e se tornando um monstro interior. E no fim das contas, tudo não passa de um equívoco de percepção. E um equívoco muitas vezes birrento: Adotamos um tal padrão de beleza, e além de não nos aceitarmos tão diferentes do padrão adotado, NÃO ACEITAMOS que nossas diferenças podem ser exatamente o que mais pode atrair outra pessoa.</p>
<p>Enfim, recomendo fortemente esta leitura a quem tiver interesse pelo tema. Pode-se não ter qualquer problema sexual, mas a simples constatação de até onde esses problemas podem ir, e do quão limitantes podem ser, já nos proporciona uma certa gratidão por termos a chance de experimentar uma das maiores, senão a maior delícia da vida: o tal do <em>sexo</em>!</p>
<h3>Comprar o livro As Sessões</h3>
<div id="attachment_20515" style="width: 347px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://www.amazon.com.br/gp/product/B00BFTZMDK/ref=as_li_tl?ie=UTF8&amp;camp=1789&amp;creative=9325&amp;creativeASIN=B00BFTZMDK&amp;linkCode=as2&amp;tag=ronaud-20&amp;linkId=a215e88385e235b3de56c85245fddca0" rel="nofollow"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-20515" class="wp-image-20515 size-full" src="https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2013/04/as-sessoes-cheryl-cohen-greene-livro-e1455723909143.jpg" alt="As Sessões" width="337" height="500" srcset="https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2013/04/as-sessoes-cheryl-cohen-greene-livro-e1455723909143.jpg 337w, https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2013/04/as-sessoes-cheryl-cohen-greene-livro-e1455723909143-202x300.jpg 202w" sizes="auto, (max-width: 337px) 100vw, 337px" /></a><p id="caption-attachment-20515" class="wp-caption-text">As Sessões</p></div>
<p>&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://www.ronaud.com/livros/livro-as-sessoes-resenha/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Delta de Vênus</title>
		<link>https://www.ronaud.com/livros/delta-de-venus/</link>
					<comments>https://www.ronaud.com/livros/delta-de-venus/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Ronaud Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 16 Nov 2012 16:41:03 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Livros]]></category>
		<category><![CDATA[Livros sobre Sexualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Prazer]]></category>
		<category><![CDATA[Sexo]]></category>
		<category><![CDATA[Sexualidade]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.ronaud.com/?p=8584</guid>

					<description><![CDATA[Inspirado pelo auê gerado pelo livro 50 Tons de Cinza, decidi ler O Delta de Vênus, da Anaïs Nin, um renomado clássico da literatura erótica.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_8587" style="width: 243px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://www.amazon.com.br/gp/product/852541395X/ref=as_li_tl?ie=UTF8&amp;camp=1789&amp;creative=9325&amp;creativeASIN=852541395X&amp;linkCode=as2&amp;tag=ronaud-20&amp;linkId=65a80a1520206f901bc14e54f59db6e4" rel="nofollow"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-8587" class="wp-image-8587" title="Delta de Vênus" src="https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2012/11/delta-de-venus.jpg" alt="Delta de Vênus" width="233" height="400" srcset="https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2012/11/delta-de-venus.jpg 200w, https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2012/11/delta-de-venus-174x300.jpg 174w" sizes="auto, (max-width: 233px) 100vw, 233px" /></a><p id="caption-attachment-8587" class="wp-caption-text">Delta de Vênus</p></div>
<p>Inspirado pelas críticas ao <a title="Por que 50 Tons de Cinza faz sucesso? Clique e leia" href="https://www.ronaud.com/livros/50-tons-de-cinza-ou-50-tons-de-verdade/">50 Tons de Cinza</a>, decidi ler O Delta de Vênus, da <a title="Frases de Anaïs Nin" href="https://www.ronaud.com/frases-pensamentos-citacoes-de/anais-nin">Anaïs Nin</a>, um renomado clássico da literatura erótica, o qual já havia ouvido falar há anos e anos e só agora me empenhei em obter.</p>
<p>A escrita realmente é mais rica, e a maioria dos relatos são ambientados na Paris do início do século XX, o que lhes conferem todo um glamour peculiarmente francês.</p>
<p>Mas a verdade <em>bem verdadeira</em> é que o livro mais parece uma série de relatos demonstrando até onde a perversão humana chega. São histórias que mais impressionam do que excitam.</p>
<p><iframe style="width: 120px; height: 240px;" src="//ws-na.amazon-adsystem.com/widgets/q?ServiceVersion=20070822&amp;OneJS=1&amp;Operation=GetAdHtml&amp;MarketPlace=BR&amp;source=ac&amp;ref=tf_til&amp;ad_type=product_link&amp;tracking_id=ronaud-20&amp;marketplace=amazon&amp;region=BR&amp;placement=852541395X&amp;asins=852541395X&amp;linkId=cb010e09b75f28c5a2f90ac3aba737ea&amp;show_border=true&amp;link_opens_in_new_window=false&amp;price_color=333333&amp;title_color=002dbf&amp;bg_color=ffffff" frameborder="0" marginwidth="0" marginheight="0" scrolling="no"><br />
</iframe></p>
<p>Concluí que eu realmente não sei mais o que poderia ser uma fronteira entre o saudável e o patológico quando o assunto é formas de se alcançar a excitação sensorial e psicológica.</p>
<p>A impressão que dá é que tem gente que vai longe demais e fico me questionando o porquê de tanto empenho.</p>
<p>Traumas, doença, depravação?</p>
<p>E quem teria autoridade pra esclarecer isso?</p>
<h3>Comprar o livro Delta de Vênus</h3>
<div id="attachment_8587" style="width: 243px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://www.amazon.com.br/gp/product/852541395X/ref=as_li_tl?ie=UTF8&amp;camp=1789&amp;creative=9325&amp;creativeASIN=852541395X&amp;linkCode=as2&amp;tag=ronaud-20&amp;linkId=65a80a1520206f901bc14e54f59db6e4" rel="nofollow"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-8587" class="wp-image-8587" title="Delta de Vênus" src="https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2012/11/delta-de-venus.jpg" alt="Delta de Vênus" width="233" height="400" srcset="https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2012/11/delta-de-venus.jpg 200w, https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2012/11/delta-de-venus-174x300.jpg 174w" sizes="auto, (max-width: 233px) 100vw, 233px" /></a><p id="caption-attachment-8587" class="wp-caption-text">Delta de Vênus</p></div>
<p>&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://www.ronaud.com/livros/delta-de-venus/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
	</channel>
</rss>
