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	<title>Sensibilidade &#8211; RONAUD.com</title>
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	<description>Textos e Mensagens para Reflexão</description>
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		<title>Noite de Festa &#8211; Virgínia Woolf</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Ronaud Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 07 Oct 2021 03:22:51 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Arte]]></category>
		<category><![CDATA[Crônicas]]></category>
		<category><![CDATA[Festas]]></category>
		<category><![CDATA[Literatura]]></category>
		<category><![CDATA[Sensibilidade]]></category>
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					<description><![CDATA[Todos nós já fomos em festas; alguns mais, outros menos. Aniversários, Comunhões, Formaturas, Casamentos, Festas Juninas, Churrascos entre amigos ou família, bailes ou baladas. As sensações vão se somando, influenciando nosso humor, quase sempre no sentido da alegria, da diversão, do encanto. Chega um momento, especialmente os que bebem, que já não sabem ao certo [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Todos nós já fomos em festas; alguns mais, outros menos. Aniversários, Comunhões, Formaturas, Casamentos, Festas Juninas, Churrascos entre amigos ou família, bailes ou baladas.</p>
<p>As sensações vão se somando, influenciando nosso humor, quase sempre no sentido da alegria, da diversão, do encanto. Chega um momento, especialmente os que bebem, que já não sabem ao certo quem são, onde estão, por que estão, ou o que será deles dali pra frente.</p>
<p>Poucos de nós temos a sensibilidade de notar essas sensações: cores, cheiros, sons, luzes, conversas, palavras, sabores e outras influências que performam os ingredientes que fazem com que cada festa seja única.</p>
<p>A autora Virgínia Woolf escreveu um conto com essa sequência de cenas de uma noite de festa, que a princípio parecem sem sentido, mas que, se refletirmos, não são muito diferentes das nossas noites de festa.</p>
<blockquote><p>Pois que uma festa torna as coisas, pensou, ou muito mais ou muito menos reais; (O vestido novo)</p></blockquote>
<h3>Noite de Festa &#8211; Conto de Virgínia Woolf</h3>
<p>Ah, mas vamos esperar um pouco! — A lua está no alto; o céu, aberto; e lá, erguendo-se numa elevação contra o céu, com árvores por cima, está a terra. As nuvens prateadas e fluidas contemplam ondas do Atlântico. Na esquina da rua, o vento sopra de leve e me levanta o casaco, estendendo-o delicadamente no ar antes de o deixar curvar-se e cair, como o mar que agora engrossa para rebentar nos rochedos e depois se afasta de novo. — A rua está quase vazia; as venezianas das janelas estão fechadas; as vidraças amarelas e vermelhas dos navios lançam por um momento um reflexo sobre o azul flutuante. Doce é o ar da noite. As criadas deixam-se ficar ao redor da caixa de correio ou namoram na sombra da parede onde a árvore derrama sua chuvarada escura de flores. Tal como na casca da macieira as mariposas tremem sugando açúcar pelo longo filamento negro da probóscide. Onde estamos? Que casa pode ser a casa da festa? Todas essas são pouco comunicativas, com suas janelas cor-de-rosa e amarelas. Ah — dobrando a esquina, ali no meio, lá onde a porta está aberta —, espere um momento. Vamos observar as pessoas, uma, duas, três, que se precipitam na luz como as mariposas vão de encontro ao vidro de uma lanterna que ficou no chão da floresta. Eis um táxi que passa depressa para o mesmo local. Dele desce uma dama volumosa e pálida, que entra na casa; um senhor vestido para a noite, em preto e branco, paga ao chofer e a segue, como se ele também estivesse muito apressado. Venha, porque senão nos atrasamos.</p>
<p>Sobre todas as cadeiras há almofadinhas macias; nesgas tênues de gaze enroscam-se por sobre sedas brilhantes; velas vertem chamas periformes nos dois lados do espelho oval; há escovas de fino casco de tartaruga; frascos talhados com lavores de prata. Pode isto ter sempre esta aparência — não é isto a essência — o espírito? Alguma coisa dissolveu meu rosto. Coisa que aliás mal aparece em meio à névoa prateada da luz das velas. Pessoas passam por mim sem me ver. Como têm rostos, as estrelas parecem cintilar em seus rostos, através da rósea coloração da carne. A sala está repleta de figuras vívidas, contudo insubstanciais, que se postam eretas à frente de prateleiras listadas por inumeráveis volumezinhos; cabeças e ombros maculam quinas de molduras quadradas com douração; e a massa de seus corpos, lisos como estátuas de pedra, conglutina-se contra uma coisa cinzenta, tumultuosa, brilhante também, como que tendo água dentro, além das janelas sem cortinas. “Venha para o canto e vamos conversar.”</p>
<p>“Maravilhosos! Maravilhosos seres humanos! Espiritualizados e maravilhosos!”</p>
<p>“Porém eles não existem. Você não está vendo o lago, pela cabeça do Professor? Não está vendo o cisne nadar, pela saia de Mary?”</p>
<p>“Posso imaginar umas rosinhas de fogo espalhadas em torno deles.”</p>
<p>“As rosinhas de fogo não são senão como os vaga-lumes que vimos juntos em Florença dispersos pela glicínia, átomos flutuantes de fogo, que vão queimando enquanto voam — queimando, não pensando.”</p>
<p>“Queimando, não pensando. E assim todos os livros por trás de nós. Aqui está Shelley — aqui está Blake. Basta jogá-los no ar para ver seus poemas descerem como paraquedas dourados que rodopiam e brilham e vão deixando cair sua chuva de florações em forma de estrelas.”</p>
<p>“Quer que eu lhe cite Shelley? ‘Vamos! faz escuro no matagal sob a lua&#8230;’”</p>
<p>“Espere, espere! Não condense nossa atmosfera tão fina em gotas de chuva salpicando a calçada. Vamos respirar mais um pouco no pó de fogo.”</p>
<p>“Vaga-lumes na glicínia.”</p>
<p>“Bem cruel, reconheço; mas veja como as grandes floradas surgem diante de nós; vastos candelabros de ouro e roxo fosco pendentes dos céus. Você não sente como a bela douradura nos tinge as coxas, quando entramos, e como as paredes cor de ardósia oscilam pegajosamente sobre nós, quando nos arremessamos, cada vez mais fundo, pelas pétalas, ou então se esticam como tambores?”</p>
<p>“O professor se agiganta sobre nós.”</p>
<p>“Diga-nos, Professor&#8230;”</p>
<p>“Madame?”</p>
<p>“Em sua opinião é necessário escrever gramáticas? E a pontuação? A questão das vírgulas de Shelley interessa-me profundamente.”</p>
<p>“Vamos sentar. Para dizer a verdade abrir janelas após o pôr-do-sol — eu de pé com as minhas costas — conversa todavia agradável — Sua pergunta, sobre as vírgulas de Shelley. Questão de certa importância. Ali, um pouco para a sua direita. A edição da Oxford. Meus óculos! O castigo dos trajes de noite! Não me aventuro a ler&#8230; Além do mais vírgulas&#8230; O tipo moderno é execrável. Concebido para corresponder à exiguidade moderna; pois eu confesso que encontro pouco de admirável nos modernos.”</p>
<p>“Nisso eu concordo inteiramente com o senhor.”</p>
<p>“Ah, é? Pois eu temia oposição. Na sua idade, nos seus — trajes.”</p>
<p>“Professor, eu encontro pouco de admirável nos antigos. Estes clássicos — Shelley, Keats; Browne; Gibbon; haverá uma página que o senhor possa citar inteira, um parágrafo perfeito, uma frase mesmo que não se possa ver emendada pela pena de Deus ou do homem?”</p>
<p>“Xi, Madame! Sua objeção tem peso, mas falta-lhe sobriedade. Além do mais a sua escolha de nomes&#8230; Em que câmara do espírito pode a senhora consorciar Shelley e Gibbon? A não ser de fato pelo ateísmo de ambos — Mas vamos ao ponto. O parágrafo perfeito, a frase perfeita; hum! — minha memória — e depois meus óculos, que eu larguei lá por trás, no parapeito da lareira. Garanto. Mas a sua crítica aplica-se à própria vida.”</p>
<p>“Certamente esta noite&#8230;”</p>
<p>“A pena do homem, imagino, poderia ter pouco trabalho para reescrever isso. A janela aberta — de pé na corrente de ar — e, permitam-me sussurrá-lo, a conversa destas senhoras, compenetradas e benevolentes, com opiniões exaltadas sobre o destino do negro que está neste momento mourejando sob chicote para extrair borracha para alguns dos nossos amigos envolvidos em amenas conversações aqui. Para desfrutar da perfeição da senhora&#8230;”</p>
<p>“Concordo com o senhor. Há que excluir.”</p>
<p>“A maior parte de tudo.”</p>
<p>“Mas, para demonstrar corretamente isso, temos de descer à raiz das coisas; pois temo que sua crença seja apenas um desses amores-perfeitos que são comprados e plantados para uma noite de festa e de manhã já estão murchos. O senhor mantém a exclusão de Shakespeare?”</p>
<p>“Madame, eu não mantenho nada. Estas senhoras me deixaram fora de mim.”</p>
<p>“São mulheres benevolentes, que armaram seu acampamento à margem de um dos riachos tributários de onde, colhendo ali caniços para flechas e mergulhando-os bem em veneno, com o cabelo entrançado e a pele pintada de amarelo, elas saem de vez em quando para plantá-los nos flancos do conforto; tais são as mulheres benevolentes.”</p>
<p>“Os dardos que elas atiram ardem. Isso, somado ao reumatismo&#8230;”</p>
<p>“O professor já se foi? Coitado do velho!”</p>
<p>“Mas, na idade dele, como ainda poderia ter o que, na nossa, nós já estamos perdendo? Quero dizer&#8230;”</p>
<p>“O quê?”</p>
<p>“Você não se lembra, bem na infância, quando, em conversa ou brincadeira, se a gente pisava no atoleiro ou alcançava uma janela ao cair, uma espécie de choque imperceptível congelava o universo numa sólida bola de cristal que se tinha um instante em mãos? Tenho certa crença mística de que todo o tempo passado e o futuro também, as lágrimas e cinzas das gerações, coagularam-se numa bola; éramos então absolutos e inteiros; nada então era excluído; e uma coisa era certa — felicidade. Mais tarde porém, quando a gente os segura, esses globos de cristal se dissolvem: há alguém falando sobre negros. Vê no que dá tentar dizer o que se tem em mente? Em contrassenso.”</p>
<p>“Precisamente. Porém que coisa triste é o bom senso! Que vasta renúncia ele representa! Ouça um instante. Distinga uma das vozes. Agora. ‘Tão frio deve parecer depois da Índia. Sete anos também. Mas o hábito é tudo.’ Isso é bom senso. É acordo tácito. Todos fixaram os olhos em alguma coisa visível para cada um. Não tentam mais olhar para a centelha de luz, a pequena sombra roxa que pode ser terra fértil no horizonte, ou apenas um brilho esvoaçante na água. É tudo compromisso — tudo segurança, o modo mais comum de relações entre seres humanos. Por isso não descobrimos nada; nós paramos de explorar; paramos de acreditar que há alguma coisa para descobrir. ‘Contrassenso’, você diz; querendo dizer que eu não verei seu globo de cristal; e me envergonho um pouco de o tentar.”</p>
<p>“A fala é uma rede velha e rasgada, pela qual os peixes escapam quando é jogada neles. O silêncio talvez seja melhor. Venha até a janela, vamos tentar.”</p>
<p>“Coisa estranha é o silêncio. A mente se torna como uma noite sem estrelas; mas de repente um meteoro desliza, esplêndido, atravessando a escuridão, e se extingue. Por essa diversão, nunca dizemos suficientemente obrigado.”</p>
<p>“Ah, somos uma raça ingrata! Quando olho para minha mão no peitoril da janela e penso no prazer que ela já me deu, como tocou em seda e cerâmica, em paredes quentes, como se espalmou na grama úmida ou banhada de sol, deixou o Atlântico esguichar por seus dedos, apoderou-se de jacintos e narcisos, colheu ameixas maduras, nunca por um segundo desde que eu nasci deixou de me falar de quente e frio, molhado ou seco, espanta-me que eu use esta maravilhosa composição de carne e nervos para escrever invectivas à vida. No entanto é isso o que fazemos. Pense bem a esse respeito, a literatura é o registro do nosso descontentamento.”</p>
<p>“Nossa insígnia de superioridade; nossa ambição de honrarias. Você há de admitir que gosta mais das pessoas descontentes.”</p>
<p>“Gosto do som melancólico do mar distante.”</p>
<p>“Que história é essa de falar de melancolia em minha festa? É claro que, se vocês ficarem cochichando num canto&#8230; Mas venham e deixem-me apresentá-las. Este é Mr. Nevill, que aprecia seus escritos.”</p>
<p>“Nesse caso — boa noite.”</p>
<p>“Nalgum lugar, esqueci o nome do jornal — qualquer coisa de sua autoria — esqueço agora o título do artigo — ou era um conto? Você escreve contos? Não é poesia que você escreve? São tantos os amigos da gente, e depois todo dia está saindo alguma coisa que&#8230; que&#8230;”</p>
<p>“Que a gente não lê.”</p>
<p>“Bem, para ser honesto, por desagradável que possa parecer, ocupado como estou o dia todo com assuntos de natureza odiosa, ou melhor, fatigante — o tempo que eu tenho para a literatura eu dedico a&#8230;”</p>
<p>“Aos mortos.”</p>
<p>“Detecto ironia na sua correção.”</p>
<p>“Inveja, não ironia. A morte é da maior importância. Como os franceses, os mortos escrevem muito bem, e, por alguma razão, podemos respeitá-los e sentir, enquanto iguais, que são mais velhos e sábios, como nossos pais; o relacionamento entre vivos e mortos é certamente dos mais nobres.”</p>
<p>“Ah, se você pensa assim, vamos falar dos mortos. Lamb, Sófocles, de Quincey, Sir Thomas Browne.”</p>
<p>“Sir Walter Scott, Milton, Marlowe.”</p>
<p>“Pater, Tennyson.”</p>
<p>“Agora, agora, agora.”</p>
<p>“Tennyson, Pater.”</p>
<p>“Feche a porta; puxe as cortinas para que eu veja apenas seus olhos. Eu me ponho de joelhos. Cubro o rosto com as mãos. Adoro Pater. Venero Tennyson.”</p>
<p>“Prossiga, filha.”</p>
<p>“É fácil confessar nossos erros. Mas que escuridão é tão fechada para ocultar nossas virtudes? Eu amo, adoro — não, não consigo lhe dizer como minha alma é uma rosa de devoção por — o nome treme em meus lábios — Shakespeare.”</p>
<p>“Concedo-lhe absolvição.”</p>
<p>“No entanto, com que frequência se lê Shakespeare?”</p>
<p>“Com que frequência é a noite de verão impecável, a lua perfeita, os espaços entre as estrelas profundos como o Atlântico? Com que frequência as rosas mostram branco no escuro? Amente, antes de ler Shakespeare&#8230;”</p>
<p>“A noite de verão. Oh, isto sim é que é maneira de ler!”</p>
<p>“Rosas que ondulam&#8230;”</p>
<p>“Ondas quebrando&#8230;”</p>
<p>“Ares singulares da aurora vindos pelos campos afora para forçar as portas da casa sem surtir efeito&#8230;”</p>
<p>“Deitando então para dormir, a cama é&#8230;”</p>
<p>“Um barco! Um barco! A noite inteira no mar&#8230;”</p>
<p>“Com estrelas que se postam a prumo&#8230;”</p>
<p>“E lá no meio do oceano nosso barquinho flutuando sozinho, isolado mas sustentado, atraído pela compulsão das luzes nórdicas, seguro, cercado, dissipa-se onde a noite repousa sobre a água; lá diminui e desaparece, e nós, já submersos, lacrados na frieza das pedras lisas, abrimos nossos olhos de novo; traço, batida, ponto, salpico, mobília de quarto, e a barulhada da cortina no trilho. — Eu ganho a vida. — Apresente-me! Oh, ele conheceu o meu irmão em Oxford.”</p>
<p>“E você também. Venha para o meio da sala. Tem alguém aqui que se lembra de você.”</p>
<p>“Em criança, querida. Você usava um vestidinho cor-de-rosa.”</p>
<p>“O cachorro me mordeu.”</p>
<p>“Ficar jogando paus no mar, já pensou que perigo? Mas sua mãe&#8230;”</p>
<p>“Na praia, na barraca&#8230;”</p>
<p>“Sorria sentada. Ela adorava cachorros. — Você conhece a minha filha? Este é o marido dela. — Era Tray que ele chamava? o grande, o amarronzado, porque havia um outro, o menor, que mordeu o carteiro. Posso ver isso agora. Ah, as coisas de que a gente se lembra! Mas estou impedindo&#8230;”</p>
<p>“Oh, por favor (Sim, sim, eu escrevi, estou indo). Por favor, por favor. — Pro inferno, Helen, interrompendo! E lá vai ela, nunca mais — abrindo caminho entre as pessoas, ajeitando seu xale, descendo lentamente os degraus: foi-se! O passado! o passado!&#8230;”</p>
<p>“Ah, mas ouça. Diga-me; estou com medo; tantos estranhos; alguns barbudos; outros tão bonitos; ela esbarrou na peônia; caíram todas as pétalas. E feroz — a mulher com aqueles olhos. Os armênios morreram. E os trabalhos forçados. Por quê? Tanta tagarelice também; a não ser agora — cochichos — todos nós devemos cochichar — nós estamos ouvindo — esperando — mas então o quê? A lanterna acender! Cuidado com sua gaze! Certa vez uma mulher morreu. Dizem que isso acordou o cisne.”</p>
<p>“Helen está com medo. Essas lanternas de papel acendendo e as janelas abertas deixando a brisa entrar levantam nossos babados. Mas eu não estou com medo das chamas, sabe. É o jardim — quero dizer, o mundo. Que me assusta. Aquelas pequenas luzes lá longe, cada qual com um círculo de terra por baixo — cidades e morros; e depois as sombras; os movimentos do lilás. Não fique conversando. Vamos sair. Pelo jardim; sua mão na minha.”</p>
<p>“Vamos. Faz escuro no matagal sob a lua. Vamos, haveremos de enfrentá- las, essas ondas de escuridão coroadas pelas árvores, que se erguem para sempre, solitárias, trevosas. As luzes se levantam e caem; a água é rala como o ar; por trás dela está a lua. Você afunda? Ou você se levanta? Você enxerga as ilhas? Sozinha comigo.”</p>
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		<title>Por que intelectuais são contra Bolsonaro?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Ronaud Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 11 May 2019 18:15:53 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[Cegueira intelectual]]></category>
		<category><![CDATA[Dinheiro]]></category>
		<category><![CDATA[Direita (Política)]]></category>
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		<category><![CDATA[Ideologias]]></category>
		<category><![CDATA[Sensibilidade]]></category>
		<category><![CDATA[Sinceridade]]></category>
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					<description><![CDATA[A quase totalidade da classe intelectual brasileira &#8211; e pretensos &#8220;intelectuais&#8221; &#8211; é contra o governo Bolsonaro. Integrantes da Imprensa, Meio Artístico e Universidades, de modo geral, se achando super inteligentinhos (&#x2122; Luiz Pondé) e críticos, não perdem uma oportunidade de ficarem quietos de manifestar suas críticas ao governo atual. Por que será? Follow the money! [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A quase totalidade da classe intelectual brasileira &#8211; e pretensos &#8220;<em>intelectuais&#8221;</em> &#8211; é contra o governo Bolsonaro.</p>
<p>Integrantes da Imprensa, Meio Artístico e Universidades, de modo geral, se achando super <em>inteligentinhos</em> (&#x2122; Luiz Pondé) e críticos, não perdem uma oportunidade <del>de ficarem quietos</del> <ins>de manifestar suas críticas ao governo atual</ins>.</p>
<p>Por que será? <em>Follow the money!</em></p>
<div id="attachment_24308" style="width: 310px" class="wp-caption alignright"><a href="https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2019/05/intelectuais-contra-bolsonaro.jpg"><img decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-24308" class="size-medium wp-image-24308" src="https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2019/05/intelectuais-contra-bolsonaro-300x162.jpg" alt="" width="300" height="162" srcset="https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2019/05/intelectuais-contra-bolsonaro-300x162.jpg 300w, https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2019/05/intelectuais-contra-bolsonaro-768x415.jpg 768w, https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2019/05/intelectuais-contra-bolsonaro.jpg 1000w" sizes="(max-width: 300px) 100vw, 300px" /></a><p id="caption-attachment-24308" class="wp-caption-text">Não deu muito certo, moça!</p></div>
<p><em>Intelectual</em> não produz parafuso, não planta arroz ou feijão; <em>intelectual</em> não vende pão e leite na padaria da esquina, não corta cabelo em salões e barbearias, não instala alarme, não conserta carro, atividades que são mais urgentes do que uma aula de história ou uma notícia de alguma fofoca governamental, por exemplo, e que são valorizadas e remuneradas, portanto, mais imediatamente.</p>
<p>Num mercado brasileiro incipiente, limitado, com baixo poder aquisitivo médio e pouquíssima inovação tecnológica de ponta, sujeito a ignorância de um empresariado que ainda não reconhece a importância da produção intelectual através de investimentos em ciência e tecnologia, essas classes intelectuais ficam financeiramente desamparadas, sem muitas garantias e oportunidades de atuar com suas habilidades mentais e de assim, prosperar.</p>
<p>Ainda que a internet esteja mudando esse cenário, com a profusão de cursos online e outros produtos digitais, o fato é que o produto do intelectual é imaterial, abstrato, nem sempre urgente, às vezes supérfluo, e no Brasil, especialmente, tem acontecido desde sempre de grande parte dessa gente depender que <a href="https://www.ronaud.com/sociedade/a-natureza-dos-impostos/">um agente estatal exproprie dinheiro do povo</a> na forma de impostos, <a href="https://www.ronaud.com/sociedade/significado-atual-de-democracia/">para garantir a renda dessa classe</a> através de financiamentos públicos, ou emprego estatal, ou qualquer mamata do gênero.</p>
<p>Mas nós temos uma <strong>Lei de Responsabilidade Fiscal</strong>.</p>
<p>A lei manda que o governo não gaste mais do que arrecade, o que é pragmático e moral.</p>
<p>O governo Bolsonaro e seus ministros têm feito cortes drásticos em muitas despesas inúteis do governo.</p>
<ul>
<li>Veículos de Imprensa perderam suas verbas publicitárias (Da gigantesca Globo ao minúsculo <a href="https://veja.abril.com.br/blog/reinaldo/site-brasil-247-recebeu-dinheiro-do-petrolao-a-pedido-do-pt-diz-despacho-do-juiz-moro/">Brasil 247, este que recebia verba pública</a> e agora tem mais anúncios Adsense que &#8220;notícias&#8221;).</li>
<li>Grandes artistas estão desesperados por possíveis mudanças na Lei Rouanet.</li>
<li>Reitores de universidades públicas, <a href="https://www.youtube.com/watch?v=_CcHeZUpYx8" target="_blank" rel="noopener noreferrer">alardando como 30</a>, cortes de contingenciamento que <a href="https://www.youtube.com/watch?v=A-IJGXBxsPI" target="_blank" rel="noopener noreferrer">na verdade não chegam a 3,5%</a>. Veja o que andam aprontando: <a href="https://diariodonordeste.verdesmares.com.br/editorias/seguranca/desvio-milionario-na-ufc-e-alvo-de-acao-da-policia-federal-1.1099512?sfns=mo" target="_blank" rel="noopener noreferrer">1</a> &#8211; <a href="https://www1.folha.uol.com.br/educacao/2017/09/1918349-pf-faz-operacao-contra-desvios-de-recursos-na-ufsc.shtml" target="_blank" rel="noopener noreferrer">2</a> &#8211; <a href="https://educacao.uol.com.br/noticias/agencia-estado/2018/06/06/pf-indicia-6-professores-e-mais-22-por-desvio-de-recursos-na-ufrgs.htm" target="_blank" rel="noopener noreferrer">3</a> &#8211; <a href="https://www.campograndenews.com.br/artigos/enfim-a-corrupcao-chegou-as-universidades-brasileiras" target="_blank" rel="noopener noreferrer">4</a> &#8211; <a href="https://g1.globo.com/politica/eleicoes/2018/noticia/2018/10/26/universidades-publicas-sao-alvos-de-operacoes-da-justica-eleitoral-em-sete-estados.ghtml" target="_blank" rel="noopener noreferrer">5</a> &#8211; <a href="https://gauchazh.clicrbs.com.br/geral/noticia/2019/03/pf-investiga-repasse-de-r-36-milhoes-a-bolsistas-da-ufrgs-cjtizhe2b03xs01k0itraypbf.html" target="_blank" rel="noopener noreferrer">6</a> &#8211; <a href="https://amigosdepelotas.com.br/2019/01/13/tcu-condena-ex-reitor-cesar-borges-a-indenizar-ufpel-em-r-2-milhoes-e-o-inabilita-para-funcoes-publicas/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">7</a> &#8211; <a href="https://www.gazetadopovo.com.br/vida-e-cidadania/estudante-detectou-sozinha-desvio-milionario-de-bolsas-que-a-ufpr-nao-viu-52c7c52x896li4rb2qkrjeona/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">8</a> &#8211; <a href="https://g1.globo.com/ro/rondonia/noticia/ex-reitor-da-unir-e-presidente-da-riomar-sao-acusados-por-improbidade-administrativa.ghtml" target="_blank" rel="noopener noreferrer">9</a> &#8211; <a href="http://correio.rac.com.br/_conteudo/2012/12/capa/nacional/leia_mais/17932-reitor-da-ufrj-e-acusado-por-desvio-de-verbas.html" target="_blank" rel="noopener noreferrer">10</a> &#8211; <a href="https://www.gazetadopovo.com.br/educacao/reitor-da-ufmg-e-levado-para-depor-sobre-desvio-de-r-4-milhoes-cadr2in7pdq3nf9eai05fpjo5/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">11</a> &#8211; <a href="https://g1.globo.com/sc/santa-catarina/noticia/apos-operacao-da-pf-23-sao-indiciados-por-desvios-de-recursos-da-ufsc.ghtml" target="_blank" rel="noopener noreferrer">12</a> (e se pesquisar, encontra-se muito mais casos de desvio roubo de dinheiro em Universidades).</li>
<li>ONGs inúteis e Movimentos Sociais dispensáveis estão minguando graças (a Deus e) ao escasseamento das verbas públicas&#8230;</li>
</ul>
<p>&#8230;e por <em>públicas</em>, nunca é demais lembrar que são <a href="https://www.ronaud.com/sociedade/a-natureza-dos-impostos/">verbas cuja fonte e origem de recursos vem do bolso do povo</a>.</p>
<p>Perceba que os setores que mais &#8220;sofrem&#8221; com os cortes são aqueles segmentos intelectuais da sociedade: Imprensa, Meio Artístico, Meio Universitário e ONGs.</p>
<p>Ou seja, <strong>todo o berreiro que se ouve contra Bolsonaro vem de intelectuais</strong> &#8211; ou de pseudo ou pretensos intelectuais &#8211; que estão perdendo pomposas fontes de renda estatais, do Estado brasileiro, este Estado que se tornou um grande <strong>Robin Wood &#8211; institucionalizado e às avessas &#8211; que tira dos pobres para dar aos ricos</strong>.</p>
<blockquote><p>Você fecha o dinheiro das mamatas, a turma grita mesmo. <a href="https://www.youtube.com/watch?v=6rqwoeaAGgk" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Ricardo Salles</a>.</p></blockquote>
<p><span style="color: #ff0000;"><em><strong>Siga o dinheiro. Não falha nunca.</strong></em></span></p>
<h3>F&#8230; e mal pago</h3>
<p>Na verdade é uma lástima que nossos intelectuais dependam demais de entidades governamentais para garantirem a devida remuneração por suas atividades. Resultado de uma cultura que não valoriza o cientista / pesquisador (nas nossas ficções o cientista é o nerd &#8220;sem sal&#8221;) e que também não valoriza o empresário (nas novelas o empresário é sempre o ganancioso sem escrúpulos) e um ambiente de negócios arriscado demais para se empreender em atividades intelectuais &#8211; ainda que isso esteja mudando.</p>
<p>Aqui não criamos um <em>Google</em>, um <em>Facebook</em>, um <em>Youtube</em>, um <em>WhatsApp</em>, uma <em>Microsoft</em> etc, empresas gigantescas de alta tecnologia, que dão emprego a super gênios, absorvendo com alta remuneração toda mão de obra intelectual dos países de origem dessas tecnologias, <strong>renda esta que se distribui pelos mercados locais</strong> americanos / europeus.</p>
<p>Imagine: Quanto que um super engenheiro do Google ou Facebook (ou qualquer super rede social) que ganha dezenas de milhares de dólares não gasta em casa, viagens, carros, serviços etc. Quantos super engenheiros desses existem por lá? Muitos, certamente. Agora imagine que o Brasil praticamente não tem nenhum engenheiro desse gastando seu super salário por aqui. <a href="https://www.ronaud.com/sociedade/qual-e-o-maior-problema-do-brasil/">Tá explicada a nossa pobreza</a>. Quem não gera inovação, não gera riqueza, não gera renda e por consequência, não há nenhuma renda para ser distribuída (gasta) pelo mercado local.</p>
<p>Aqui intelectual &#8211; que não gosta (e não deve mesmo) de se meter em trabalhos braçais &#8211; tem que se agarrar como pode a qualquer teta do governo para viver dignamente, embora assim, torne-se refém de ideologias que acreditam bancar seus salários.</p>
<p>É uma confusão só e, infelizmente esta é a realidade que temos.</p>
<h4>Leia também</h4>
<p>-&gt; <a href="https://www.ronaud.com/sociedade/qual-e-o-maior-problema-do-brasil/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">O Problema do Brasil</a></p>
<p>-&gt; <a href="https://www.ronaud.com/sociedade/uma-solucao-para-o-brasil/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Uma solução para o Brasil</a></p>
<p>-&gt; <a href="https://www.ronaud.com/sociedade/facebras/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Facebras &#8211; A Rede Social genuinamente brasileira</a></p>
<h2>Hiper-Sensibilidade e Narrativas</h2>
<p>Aí você me pergunta: <strong>Mas por que então até mesmo professores e alunos de universidades particulares tendem, na maioria, a serem contra o Bolsonaro?</strong></p>
<p>De novo, muito idealismo e muito pouca noção de realidade. É pela mesma falta de senso prático de qualquer esquerdista que acha que para praticar justiça social tem que tirar (isto é, expropriar) do rico para dar ao pobre; tem que esculachar o opressor para o oprimido se sentir valorizado, etc.</p>
<p>Esse pensamento, principalmente em relação <a href="https://www.ronaud.com/sociedade/o-que-e-marxismo-uma-explicacao-bem-critica/">à luta ricos x pobres</a> (que só existe na cabeça deles, pois o pobre não luta contra o rico, o pobre QUER SER rico), enfim, essa luta existe porque o que aqui estamos chamando de intelectuais, são muito menos intelectuais e muito mais idealistas e ideólogos. Eles realmente acreditam que a riqueza no mundo é fixa e precisa ser dividida. Lhes falta senso de tempo, de processo, de noções. Ora, em 1800 pra mais de 90% da população mundial vivia na pobreza absoluta e uma minúscula nobreza vivia no luxo. Hoje, a população mundial se multiplicou para quase 8 bilhões de pessoas e apenas 30% da população vive abaixo da pobreza. Hoje EXISTE uma riqueza que em 1800 não existia. Ela foi, está sendo e vai ser criada indefinidamente cada vez mais. Através de um sistema de recompensas que os intelectuais odeiam (mas adoram usufruir) que é o&#8230; capitalismo.</p>
<p>Como esperar que entendam isso se nunca fabricaram um parafuso, se nunca venderam uma caixa de fósforos na vida? <a href="https://istoe.com.br/436885_COMO+DILMA+QUEBROU+SUA+LOJA+DE+R+1+99+E+UM+PAIS+/">E quando cuidam, quebram a pequena empresa</a>?</p>
<h3>Sensibilidade</h3>
<p>Intelectuais tendem a ser <em>super sensíveis</em> com as asperezas do mundo. Bota um intelectual pra capinar um terreno ou rebocar uma parede e ele vai preferir a morte.</p>
<p>Esta <em>super sensibilidade</em> com a dureza da vida, causa natural de muitas injustiças do mundo, é a tendência básica que inclina boa parte dos intelectuais a serem de Esquerda, este segmento político que se sustenta sobre ideologias cujas diretrizes fundamentais pregam a correção das injustiças do mundo por um agente coletivo que entende-se por Estado.</p>
<p>&#8211; Como se o mundo fosse passível de correção, humana prepotência.</p>
<p><strong>E aqui concordarei com os intelectuais</strong>: Bolsonaro, especialmente antes de eleito, era um sujeito MUITO truculento. Áspero, sem qualquer ginga política, características que nos fazem perguntar como é que ele se elegeu deputado por tantos pleitos. Os episódios nos quais ele se referia a mulheres ou gays foram mesmo deploráveis.</p>
<p>A respeito das eleições passadas, eu mesmo preferia mil vezes João Amoêdo como presidente, tanto pelas ideias, como pela diplomacia, a qual a esta altura do campeonato já teria apaziguado os ânimos políticos do país, coisa que parece só piorar.</p>
<p>Aí você revê cenas dos artistas engajando naquela campanha do #EleNão e rola um <em>facepalm</em> mental. Todos sensíveis condoídos pelas minorias por uma falsa narrativa de que o racismo, o machismo e a homofobia vão aumentar no país, quando temos 13 milhões de desempregados, gente que mal tem pra comida.</p>
<p>Meu <strong>pragmatismo &#8211; e é isso que falta aos intelectuais</strong>, <a href="https://www.ronaud.com/inteligencia/discutir-com-idealistas/">estes seres intrinsecamente muito idealistas</a> e <a href="https://www.ronaud.com/bom-senso/idealismo/">pouco práticos</a> &#8211; me fez entender perfeitamente o porquê do povão preferir o Bolsonaro, e entender porque ele era de fato a única opção capaz de remover de vez o PT <a href="https://www.ronaud.com/sociedade/brasil-campeao/">com suas políticas fracassadas</a> do alto comando do país.</p>
<p>Hoje, Bolsonaro está mais azeitado no trato com o público e com a mídia, embora continue falando bobagens e reagindo ao que não gosta com seu jeito rude de ser. Além de algumas trapalhadas normais para todo início de governo, a narrativa criada em torno dos episódios de truculência verbal dele ficaram na mente dessa gente muito sensível &#8211; a turma do <a href="https://www.ronaud.com/arte-de-viver/as-pessoas-querem-ser-enganadas/"><em>me engana que eu gosto</em></a> &#8211; estes ainda, que costumam se informar somente através dos veículos de mídia ultra-esquerdistas (ggn, dcc, 247, etc) e que continuam a moer e remoer essa narrativa de que ele é um militar truculento, que vai fechar o congresso, acorrentar mulheres, matar gays, etc.</p>
<p>Essa turma <em>super esclarecida</em> &#8211; com as narrativas propagadas pela bolha ideológica dentro da qual vivem &#8211; realmente acredita nessas bobagens.</p>
<h3>Vox Populi, Vox Dei</h3>
<p>Ora, a realidade é dura e cruel. A realidade de um país problemático como o Brasil, sugado há décadas por grupos políticos abjetos, é mais dura ainda.</p>
<p>E <a href="https://www.ronaud.com/sociedade/bolsonaro-contra-tudo-e-contra-todos/">o povo, cansado de falas mansas e mentirosas, entendeu que somente um sujeito como Bolsonaro</a>, truculento sim no trato, mas direto e sincero, com uma visão de país diferente, focada em liberdades econômicas e algum zelo por tradições, é o sujeito com a necessária firmeza pra tocar o barco na direção correta.</p>
<p><a href="https://www.facebook.com/arthurmorisson2/videos/2264260240472416/" target="_blank" rel="noopener">Assista aqui ao vídeo mais fantástico de todo o episódio das nossas eleições de 2018</a>.</p>
<p>E até aqui, sempre focado em compreender a realidade através dos fatos, e não de narrativas, estou com o povo.</p>
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		<title>Sensibilidade artística</title>
		<link>https://www.ronaud.com/arte/sensibilidade-artistica/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Ronaud Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 05 Dec 2018 02:28:58 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Arte]]></category>
		<category><![CDATA[Criatividade]]></category>
		<category><![CDATA[Humor]]></category>
		<category><![CDATA[Sensibilidade]]></category>
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					<description><![CDATA[Sempre quis voltar a fazer algum tipo de arte, voltar a desenhar, ou quem sabe, aprender a pintar. Mas sempre falta inspiração. Desenhar o quê? Pintar o quê? Parece que nada é importante o suficiente para merecer uma atenção, tudo parece irrelevante. Daí a artista Elena Katsyura pinta um GOMO DE LARANJA e se sai [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Sempre quis voltar a fazer algum tipo de arte, voltar a desenhar, ou quem sabe, aprender a pintar.</p>
<p>Mas sempre falta inspiração.</p>
<p>Desenhar o quê?</p>
<p>Pintar o quê?</p>
<p>Parece que nada é importante o suficiente para merecer uma atenção, tudo parece irrelevante.</p>
<p>Daí a artista Elena Katsyura pinta um GOMO DE LARANJA e se sai com um resultado legal assim&#8230;</p>
<div id="attachment_23614" style="width: 650px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2018/12/Elena-Katsyura-Orange.jpg"><img fetchpriority="high" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-23614" class="size-full wp-image-23614" src="https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2018/12/Elena-Katsyura-Orange.jpg" alt="" width="640" height="640" srcset="https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2018/12/Elena-Katsyura-Orange.jpg 640w, https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2018/12/Elena-Katsyura-Orange-150x150.jpg 150w, https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2018/12/Elena-Katsyura-Orange-300x300.jpg 300w" sizes="(max-width: 640px) 100vw, 640px" /></a><p id="caption-attachment-23614" class="wp-caption-text">Elena Katsyura &#8211; Orange</p></div>
<p>Antes de fazer arte tem é que fazer terapia mesmo.</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Como tirar a minha roupa</title>
		<link>https://www.ronaud.com/amor/como-tirar-a-minha-roupa/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Ronaud Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 12 Oct 2015 21:01:53 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Amor]]></category>
		<category><![CDATA[Mulheres]]></category>
		<category><![CDATA[Seja homem]]></category>
		<category><![CDATA[Sensibilidade]]></category>
		<category><![CDATA[Sexo]]></category>
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					<description><![CDATA[Texto ótimo de Carolina Dini publicado no PdH e que trata da questão fundamental: Como tirar a sua roupa?]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O texto abaixo é de Carolina Dini, e foi publicado originalmente <a href="http://www.papodehomem.com.br/como-tirar-a-minha-roupa/">aqui</a>.</p>
<p>***</p>
<p>No caso, a parte prática. A teórica eu deixo – e acredito – na sua capacidade labial.</p>
<p>O velho dilema da roupa íntima. Para muitos, debatido em excesso. “Calcinha bege não pode, cueca furada é feio e tanguinha nem pensar”, é o que aponta o primeiro parágrafo da cartilha pelada. É isso. Porém, um pouco mais complexo. Ou completo. É preciso, além de escolher, saber tirar. E <em>como</em> tirar.</p>
<p>Escolher a lingerie, segundo a percepção feminina, é missão muito diferente. Chega a ser um ritual. Uma delícia de ritual, diga-se de passagem. Que aguardamos, esperamos, desejamos e planejamos dias para contemplar cada segundo de propósitos e combinações.</p>
<p>E é exatamente por isso que torna-se altamente broxante quando, na hora do sexo premeditado (somos dessas), vocês simplesmente arrancam a calcinha escolhida a dedo de uma só vez. Sem pestanejar. Como se fosse um morto de fome rumo ao prato de comida. Ok, às vezes você é. Mas é que, no mínimo, deve-se começar pelas beiradas.</p>
<p>Portanto: compreenda.</p>
<p>Ela não escolheu nada por acaso.</p>
<p>Se tudo for planejado, ela vai gastar meticulosos minutos procurando a lingerie certa. <em>A lingerie</em>. Já quando o encontro prometer mais (defina mais de acordo com: muita sacanagem), possivelmente vai fazer questão de sair para comprar uma nova. Uma que combine com o formato do corpo. Que valorize as curvas. Que empine a bunda. Que a deixe linda.</p>
<p>Ela vai eleger a peça a ser usada de acordo com a roupa escolhida, conforme a ocasião, se casual ou não, de acordo com o tempo, e, principalmente, segundo o estado de espírito. Ela vai se olhar no espelho duas vezes pra ver se caiu bem. Sim, mulheres são criaturas meticulosas &#8211; e fantásticas.</p>
<p>Portanto, quando sua intuição disser que vai rolar alguma coisa, diga à mulher onde pretende levá-la, fazendo com que a imaginação dela na hora de escolher a peça certa possa fluir.</p>
<p>Por que disse isso?</p>
<p>Pra você ver como é complicado.</p>
<p>Valorize.</p>
<p>Entenda o que a roupa dela quer dizer.</p>
<p>Isso é importante.</p>
<p>Isso é foda.</p>
<p>Pois, se o corpo fala, a roupa grita. O visual diz mais do que os próprios movimentos. Atente-se.</p>
<p>Vestido leve, por exemplo. A opção mais plausível é uma calcinha sem costura, que não deixa marcas sob a roupa. Oportunidade para um elogio pontual: o contorno dos quadris fica ainda mais evidente. A calcinha chega a ser quase uma extensão da pele tão macia e desejada.</p>
<p>Se porventura ela eleger um sutiã tomara-que-caia, que é erroneamente muito pouco valorizado como um item sensual, não vá arrancando por baixo ou por cima, espremendo desajeitadamente os seios dela. Afaste os cabelos da moça, puxe o sutiã primeiro para cima, segurando com firmeza os peitos dela, depois tire do mesmo modo que foi colocado, desabotoando as travas na parte das costas e descendo lentamente as alças, como quem desembrulha cuidadosamente um bombom derretido por conta do calor. (De nada.)</p>
<p>Ainda sobre o sutiã. Observe se não é daqueles que se abotoam na parte da frente antes de tentar tirá-lo numa tentativa atrapalhada, deixando assim de torcer os braços da moça.</p>
<blockquote><p>&#8220;Sejamos pornográficos. docemente pornográficos&#8221; Drummond</p></blockquote>
<p>Se já namorarem há algum tempo, pergunte por onde anda aquela calcinha preta com detalhes vermelhos. Ela vai se sentir a criatura mais desejada e gostosa do planeta, vai ter a certeza do seu carinho e atenção. E atine quem ganha com isso?</p>
<p>Dê atenção as curvas do corpo, demonstre total interesse na sua preocupação em se sentir gostosa.</p>
<p>Aprecie a renda desenhada da calcinha branca. Elogie, comente, sinta o tecido, fale sobre o lacinho rosa e a transparência que deixa a peça tão delicada.</p>
<p>Num dia qualquer – não antes de verificar o tamanho do manequim – dê um conjunto sugestivo de presente e peça para que ela desfile pela sala. E aja como o verdadeiro presenteado. Diga o quão gostosa é ela, diga que a visão dela naquele conjunto nunca mais vai sair da sua cabeça.</p>
<p>A cinta-liga e o espartilho geralmente andam acompanhados. Uma mulher jamais usará uma cinta-liga despretensiosamente. Ao invés de enxergar esse artefato como uma mera firula de mulherzinha, como muitos homens acreditam ser, pense nela como um prolongamento do prazer ou verdadeira preliminar.</p>
<p>Estime a escolha. Além de todo o trabalho que ela teve, um conjunto desses não é algo barato.</p>
<p>Por falar em barato, saiba que, acaso sua companheira esteja usando umas das peças citadas, não foi um xaveco barato, muita vodka ou carência que fez você levá-la pra cama. Ela já estava preparada. Por tudo isso, faça como quem degusta lentamente o último pedaço daquele doce que te dá tanto prazer e prolongue-o, aproveite-o ao máximo.</p>
<p>Não apresse as coisas. Mas não tenha pudores.</p>
<p>É claro que, na ocasião daquela rapidinha e no auge da excitação não dá pra prestar atenção em cada detalhe do que ela está vestindo. Inelutável também que a atitude dela conta muito mais que a lingerie em si.</p>
<p>Um homem que observa e comenta sobre a roupa íntima da companheira faz massagem no ego dela sem saber.</p>
<p>Excite-a da maneira mais sincera e fatal: provocando-a. São com esses elogios que você começará a tirar a roupa da sua mulher – ou melhor: fará com que a própria tenha vontade de tirar.</p>
<p>Bem melhor.</p>
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		<title>Pérolas aos porcos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Ronaud Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 20 Aug 2015 19:11:04 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Bom senso]]></category>
		<category><![CDATA[Aparências]]></category>
		<category><![CDATA[Julgamento]]></category>
		<category><![CDATA[Sensibilidade]]></category>
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					<description><![CDATA[Uma mensagem necessária para as mulheres que se julgam e se culpam e se escondem e se modificam o tempo todo tentando alcançar um padrão de beleza inalcançável.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_19170" style="width: 610px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-19170" class="size-full wp-image-19170" src="https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2015/08/no-verso-da-coxa.jpg" alt="Pérolas aos porcos" width="600" height="600" srcset="https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2015/08/no-verso-da-coxa.jpg 600w, https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2015/08/no-verso-da-coxa-150x150.jpg 150w, https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2015/08/no-verso-da-coxa-300x300.jpg 300w" sizes="(max-width: 600px) 100vw, 600px" /><p id="caption-attachment-19170" class="wp-caption-text">Pérolas aos porcos</p></div>
<p><a href="https://www.facebook.com/poesiareclamada/photos/a.132456280182153.28174.113548902072891/879443578816749/?type=1&amp;fref=nf">Fonte</a></p>
<p>O Saulo conseguiu dizer acima, de modo lindo, algo que tenho percebido desde há muito tempo.</p>
<p>Mulheres se julgam <strong><em>e</em></strong> se culpam <strong><em>e</em></strong> se escondem <strong><em>e</em></strong> se modificam o tempo todo tentando alcançar um padrão de beleza inalcançável.</p>
<p>E os homens, em vez de ajudar a destruir esse auto-massacre feminino, só ajudam a piorar.</p>
<p>Que as mulheres se poupem dessa auto-depreciação e só se entreguem aos homens que já aprenderam que a <em>gostosura feminina</em> reside mais no jeito e na graça do que num &#8220;corpo perfeito&#8221;.</p>
]]></content:encoded>
					
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			</item>
		<item>
		<title>Amor I Love You</title>
		<link>https://www.ronaud.com/amor/amor-i-love-you/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Ronaud Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 21 Jun 2015 23:36:06 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Amor]]></category>
		<category><![CDATA[Amor romântico]]></category>
		<category><![CDATA[Literatura]]></category>
		<category><![CDATA[Poesias]]></category>
		<category><![CDATA[Sensibilidade]]></category>
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					<description><![CDATA[Comentário sobre a origem da  citação profunda e vívida sobre a sensação de se sentir amada, feita durante a música Amor I Love You.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<blockquote><p>(&#8230;) Sentia um acréscimo de estima por si mesma, e parecia-lhe que entrava enfim numa existência superiormente interessante, onde cada hora tinha o seu encanto diferente, cada passo conduzia a um êxtase, e a alma se cobria de um luxo radioso de sensações!</p>
<p>Eça de Queiroz</p></blockquote>
<p>Eu conhecia esta passagem acima da música <em>Amor I Love You</em>, da Marisa Monte e Arnaldo Antunes. E por nunca ter me aprofundado sobre as origens da música, pensava naturalmente que era um trecho escrito pelo próprio Arnaldo.</p>
<p><iframe loading="lazy" src="https://www.youtube.com/embed/2CPHbEIC6EM" width="670" height="400" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
<p>Quando publicaram esse trecho na minha <em>timeline</em> assinada por Eça de Queiroz, me vi mais uma vez lamentando por nunca ter dado atenção à belíssima literatura portuguesa e por não estar num momento muito propício à leitura para que pudesse me aventurar nesse mundo bonito de palavras ricas, significados profundos e descrições vívidas, escritas só por quem cava a própria alma em busca dessas matizes de si mesmo e da realidade que o cerca.</p>
<p>Abaixo, o trecho completo, recitado em meio à música:</p>
<blockquote><p>[E Luísa] tinha suspirado</p>
<p>Tinha beijado o papel devotamente</p>
<p>Era a primeira vez que lhe escreviam aquelas sentimentalidades</p>
<p>E o seu orgulho dilatava-se ao calor amoroso que saía delas</p>
<p>Como um corpo ressequido que se estira num banho tépido</p>
<p>Sentia um acréscimo de estima por si mesma</p>
<p>E parecia-lhe que entrava enfim numa existência superiormente interessante</p>
<p>Onde cada hora tinha o seu encanto diferente</p>
<p>Cada passo conduzia a um êxtase</p>
<p>E a alma se cobria de um luxo radioso de sensações.</p>
<p><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/E%C3%A7a_de_Queir%C3%B3s">Eça de Queiroz</a></p></blockquote>
<p>Atualização: Agora em 2024 eu finalmente li O Primo Basílio. Escrita primorosa de um dos maiores autores da nossa bela e desprezada Língua Portuguesa.</p>
<p>E volto aqui para recomendar:</p>
<p>Leiam os clássicos!</p>
]]></content:encoded>
					
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		<title>Vício em smartphones</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Ronaud Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 30 Jul 2014 16:09:20 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Bom senso]]></category>
		<category><![CDATA[Comportamento]]></category>
		<category><![CDATA[Argumentativos]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica]]></category>
		<category><![CDATA[Estupidez]]></category>
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		<category><![CDATA[Individualismo]]></category>
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		<category><![CDATA[Inteligência social]]></category>
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					<description><![CDATA[Esses novos hábitos, como o vício em smartphones, principalmente entre os adolescentes e jovens é sempre assunto entre as pessoas com um pouquinho mais de noção. E esses novos (e esquisitos) hábitos podem ser divididos em dois: a desatenção com o outro, e a necessidade de atenção do outro.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_15365" style="width: 233px" class="wp-caption alignright"><a href="https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2014/07/wi-fi.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-15365" class="size-medium wp-image-15365" src="https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2014/07/wi-fi-223x300.jpg" alt="Sejam GENTE, pelamordedeus!" width="223" height="300" srcset="https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2014/07/wi-fi-223x300.jpg 223w, https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2014/07/wi-fi.jpg 500w" sizes="auto, (max-width: 223px) 100vw, 223px" /></a><p id="caption-attachment-15365" class="wp-caption-text">Sejam GENTE, pelamordedeus!</p></div>
<p>&#8230;ou vício em ser idiota?</p>
<p>***</p>
<p>O site youpix, especializado nas <del>inutilidades</del> <ins>curiosidades</ins> da internet, comentou como o uso recente de smartphones pelas pessoas está mudando a estrutura de alguns negócios, em especial, o de restaurantes.</p>
<p>Comenta que como as pessoas costumam perder mais tempo usando os celulares durante a estada no restaurante, seja olhando o whatsapp, seja fotografando as comidas, os funcionários estão tendo que alterar algumas práticas para que tudo continue funcionando a contento.</p>
<p>Eu já caí nessa besteira de ficar fotografando comidas e bebidas para publicar no Facebook. Outros publicam no <a href="https://www.frasesdebomdia.com.br/frases-para-instagram/">Instagram</a>.</p>
<p>Fiz isso até me dar conta COMO É RIDÍCULA essa nossa necessidade de APARECER.</p>
<p>E é ridícula porque demoramos a nos dar conta que na verdade, ninguém <em>tá</em> muito a fim de saber onde você está ou o que você está comendo, por mais lindo que seja. E quando sabem, é mais provável que sintam aquela <a title="Inveja do quê, criatura" href="https://www.ronaud.com/bom-senso/inveja-do-que-filho/">invejinha</a>, do que uma real felicidade pela <em>sua</em> felicidade.</p>
<p>E se você publica coisas para os outros realmente sentirem <a title="Textos sobre inveja" href="https://www.ronaud.com/sucesso/inveja-cuide-com-o-que-fala/">inveja</a> de você então certamente você está precisando de ajuda psicológica&#8230;</p>
<h3>Novos hábitos</h3>
<p>Esses novos hábitos, principalmente dos adolescentes e jovens é sempre assunto entre as pessoas com um pouquinho mais de noção.</p>
<p>Acho que esses novos e esquisitos hábitos podem ser divididos em dois: a desatenção com o outro, e a necessidade de atenção do outro.</p>
<h3>Desatenção</h3>
<p>O modo como preferem ater-se aos celulares mesmo quando estão numa ocasião social, revela seu individualismo e também, sua impaciência com os assuntos alheios e para ouvir os outros. E muito provavelmente, revela sua dificuldade de verbalizar qualquer comentário inteligível e, de conversar, meramente. Nesse sentido, o celular se tornou a grande bolha de proteção entre as pessoas e o mundo.</p>
<p>Mais uma forma de fuga, enfim.</p>
<p>Então o autor do youpix cita o termo &#8220;<em>vício em smartphones</em>&#8220;.</p>
<p>🙁</p>
<p>Eu entendo isso como vício em ser idiota (porque a mensagem que se passa é a seguinte: <em>Ai como eu sou moderno e tecnológico e ansioso e não vivo sem meu celular</em>, o que não passa de uma grandiosíssima <em>frescura</em>), porque o sujeito tem que ser muito <em>fraquinho</em> (ou mal educado) pra não conseguir compreender as situações em que está e ter o bom senso de largar o celular para dar um pouco de atenção para os outros. Já vi gente por aí dizendo que essa é a doença do nosso tempo:</p>
<p>A <em>ridiculite</em>.</p>
<h3>Necessidade de atenção</h3>
<p>Por outro lado, embora essa ~ turminha ~ esteja pouco disposta a doar sua atenção para os outros, nunca larga a necessidade de se exibir para os outros. E este hábito ou carência de atenção pode se desdobrar um pouco: Bom, todos nós gostamos e sentimos essa necessidade psicológica de compartilhar o que estamos sentindo ou pensando e mais: todos nós sentimos essa necessidade de nos sentir valorizados, seja pelo que temos, pelo que somos, pelo que sentimos ou pelo que pensamos.</p>
<p>O problema reside nos excessos. Tipo, o sujeito (ou a sujeita) não consegue redigir uma opinião qualquer, com começo meio e fim, mas vive o tempo todo compartilhando fotos: de si mesmo(a), do filho, do cachorro, do gato, da comida, da bebida, da festa, da viagem. Coisas que fazem muito sentido para si, mas quase nenhum para todos os outros contatos de sua rede social preferida.</p>
<p>Então volta-se àquela questão antiga: A pessoa quer atenção, mas não se toca que deve, primeiramente, <a href="https://www.ronaud.com/atitude/e-preciso-dar-para-receber/">oferecer algo de valor de si mesma</a>. É gente querendo demais, e pouco disposta a oferecer algo de si.</p>
<p>Falta conteúdo, sobra vontade de aparecer.</p>
<h3>Noção de prioridade, excessos e bom senso</h3>
<p>Repito: o problema está nos excessos. Compartilhar qualquer assunto desse, de vez em quando, é perfeitamente natural e legal até. Mas encher a <em>timeline</em> alheia de si mesmo na verdade enche o saco dos outros a não ser que:</p>
<p>A &#8211; Você seja muito bonito(a);</p>
<p>B &#8211; Você seja inteligente e tenha o que dizer;</p>
<p>C &#8211; Você tenha bom gosto e compartilhe coisas realmente legais;</p>
<p>Da mesma forma a atenção ao celular, que é perfeitamente legal e uma grande distração para momentos em que se está sozinho, esperando alguma coisa e etc.</p>
<p>Mas a dica é a seguinte: Se alguém estiver por perto, essa pessoa é a prioridade, nem que seja um mendigo. Se essa pessoa estiver falando com você, largue o celular imediatamente. Ele (o celular, e as besteirinhas que estão sendo compartilhadas) pode esperar. Aja como gostaria que agissem com você, que tenho CERTEZA que gosta muito que lhe ouçam quando está falando.</p>
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		<title>O cão-guia e sua parceira</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Ronaud Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 04 Jun 2014 01:07:05 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Vida]]></category>
		<category><![CDATA[Amizade]]></category>
		<category><![CDATA[Companhia]]></category>
		<category><![CDATA[Sensibilidade]]></category>
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					<description><![CDATA[Presenciei uma cena simples, porém tocante o suficiente para me fazer voltar a acreditar que a vida é bela.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Hoje eu vi um cão-guia conduzindo uma deficiente visual. Num momento ela se atrapalhou na caminhada, o cãozinho (que era grandão) deu uma olhada rápida pra sua dona, com o olhar (sim) mais amoroso que já vi nos últimos tempos. Viu que estava tudo bem, e seguiu faceiro sua trajetória ao lado da sua parceira.</p>
<p>É daquele tipo de cena que faz você voltar a acreditar na beleza da vida.</p>
<p>E faz você se dar conta que está ficando velho.</p>
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		<title>Deus segundo Spinoza</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Ronaud Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 25 Apr 2014 02:37:07 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Espiritualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Crenças]]></category>
		<category><![CDATA[Culpa]]></category>
		<category><![CDATA[Deus]]></category>
		<category><![CDATA[Liberdade]]></category>
		<category><![CDATA[Moralismo]]></category>
		<category><![CDATA[Natureza]]></category>
		<category><![CDATA[Religião]]></category>
		<category><![CDATA[Sensibilidade]]></category>
		<category><![CDATA[Sexualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Viver a Vida]]></category>
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					<description><![CDATA[Este texto já é bem compartilhado na internet. É bem difícil que a autoria seja do filósofo Spinoza que viveu no século XVII, já que a linguagem do texto não condiz com a linguagem utilizada naquela época. De qualquer forma, a mensagem é bonita e faz muito sentido. Só não entende quem não quer. Para [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="line-height: 1.5em;">Este texto já é bem compartilhado na internet. É bem difícil que a autoria seja do filósofo Spinoza que viveu no século XVII, já que a linguagem do texto não condiz com a linguagem utilizada naquela época.</span></p>
<p>De qualquer forma, a mensagem é bonita e faz muito sentido. Só não entende quem não quer.</p>
<blockquote><p>Para de ficar rezando e batendo o peito! O que eu quero que faças é que saias pelo mundo e desfrutes de tua vida. Eu quero que gozes, cantes, te divirtas e desfrutes de tudo o que Eu fiz para ti. Para de ir a esses templos lúgubres, obscuros e frios que tu mesmo construíste e que acreditas ser a minha casa. Minha casa está nas montanhas, nos bosques, nos rios, nos lagos, nas praias. Aí é onde Eu vivo e aí expresso meu amor por ti.</p>
<p>Para de me culpar da tua vida miserável: Eu nunca te disse que há algo mau em ti ou que eras um pecador, ou que tua sexualidade fosse algo mau.O sexo é um presente que Eu te dei e com o qual podes expressar teu amor, teu êxtase, tua alegria. Assim, não me culpes por tudo o que te fizeram crer. Para de ficar lendo supostas escrituras sagradas que nada têm a ver comigo. Se não podes me ler num amanhecer, numa paisagem, no olhar de teus amigos, nos olhos de teu filhinho&#8230; não me encontrarás em nenhum livro.</p>
<p>Confia em mim e deixa de me pedir. Tu vais me dizer como fazer meu trabalho? Para de ter tanto medo de mim. Eu não te julgo, nem te critico, nem me irrito, nem te incomodo, nem te castigo. Eu sou puro amor. Para de me pedir perdão. Não há nada a perdoar. Se Eu te fiz&#8230; Eu te enchi de paixões, de limitações, de prazeres, de sentimentos, de necessidades, de incoerências, de livre-arbítrio. Como posso te culpar se respondes a algo que eu pus em ti? Como posso te castigar por seres como és, se fui Eu quem te fiz? Crês que eu poderia criar um lugar para queimar a todos meus filhos que não se comportem bem, pelo resto da eternidade? Que tipo de Deus pode fazer isso?</p>
<p>Esquece qualquer tipo de mandamento, qualquer tipo de lei; essas são artimanhas para te manipular, para te controlar, que só geram culpa em ti. Respeita teu próximo e não faças o que não queiras para ti. A única coisa que te peço é que prestes atenção à tua vida, que teu estado de alerta seja teu guia. Esta vida não é uma prova, nem um degrau, nem um passo no caminho, nem um ensaio, nem um prelúdio para o paraíso. Esta vida é o único que há aqui e agora, e o único que precisas. Eu te fiz absolutamente livre. Não há prêmios nem castigos. Não há pecados nem virtudes. Ninguém leva um placar. Ninguém leva um registro. Tu és absolutamente livre para fazer da tua vida um céu ou um inferno.</p>
<p>Não te poderia dizer se há algo depois desta vida, mas posso te dar um conselho. Vive como se não houvesse. Como se esta fosse tua única oportunidade de aproveitar, de amar, de existir. Assim, se não há nada, terás aproveitado da oportunidade que te dei. E se houver, tem certeza que Eu não vou te perguntar se foste comportado ou não. Eu vou te perguntar se tu gostaste, se te divertiste&#8230; Do que mais gostaste? O que aprendeste?</p>
<p>Para de crer em mim &#8211; crer é supor, adivinhar, imaginar. Eu não quero que acredites em mim. Quero que me sintas em ti. Quero que me sintas em ti quando beijas tua amada, quando agasalhas tua filhinha, quando acaricias teu cachorro, quando tomas banho no mar. Para de louvar-me! Que tipo de Deus ególatra tu acreditas que Eu seja? Me aborrece que me louvem. Me cansa que agradeçam. Tu te sentes grato? Demonstra-o cuidando de ti, de tua saúde, de tuas relações, do mundo. Te sentes olhado, surpreendido?&#8230; Expressa tua alegria! Esse é o jeito de me louvar.</p>
<p>Para de complicar as coisas e de repetir como papagaio o que te ensinaram sobre mim. A única certeza é que tu estás aqui, que estás vivo, e que este mundo está cheio de maravilhas. Para que precisas de mais milagres? Para que tantas explicações? Não me procures fora! Não me acharás. Procura-me dentro&#8230; aí é que estou, batendo em ti.</p></blockquote>
<p>***</p>
<p>Baruch Spinoza &#8211; nascido em 1632 em Amsterdã, falecido em Haia em 21 de fevereiro de 1677, foi um dos grandes racionalistas do século XVII dentro da chamada Filosofia Moderna, juntamente com René Descartes e Gottfried Leibniz. De família judaica portuguesa, é considerado o fundador do criticismo bíblico moderno.</p>
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		<title>Como amar uma mulher</title>
		<link>https://www.ronaud.com/amor/como-amar-uma-mulher/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Ronaud Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 31 Jan 2014 00:45:45 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Amor]]></category>
		<category><![CDATA[Entrega]]></category>
		<category><![CDATA[Gestos de amor]]></category>
		<category><![CDATA[Homens]]></category>
		<category><![CDATA[Intimidade]]></category>
		<category><![CDATA[Mulheres]]></category>
		<category><![CDATA[Poesias]]></category>
		<category><![CDATA[Sensibilidade]]></category>
		<category><![CDATA[Sensualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Sexo]]></category>
		<category><![CDATA[Sucesso no amor]]></category>
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					<description><![CDATA[Ouça-a. Coloque-se ao mesmo nível dela. Nem superior, nem inferior. Nunca deixe de ouvi-la. Toque-a. Toque-a muito. Segure suas mãos. Sinta o calor, a textura das mãos dela. Segure suas mãos de todas as formas possíveis. As costas das mãos, as palmas, os dedos. Numa hora pressione. Noutra, arraste seus dedos levemente em qualquer parte [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Ouça-a.</p>
<p>Coloque-se ao mesmo nível dela.<br />
Nem superior, nem inferior.<br />
Nunca deixe de ouvi-la.</p>
<p>Toque-a. Toque-a muito.</p>
<p>Segure suas mãos.<br />
Sinta o calor, a textura das mãos dela.<br />
Segure suas mãos de todas as formas possíveis.<br />
As costas das mãos, as palmas, os dedos.<br />
Numa hora pressione.<br />
Noutra, arraste seus dedos levemente em qualquer parte de suas mãos.<br />
Beije suas mãos.</p>
<p>Segure suas pernas.<br />
Acaricie-as.<br />
Empurre-as levemente, e puxe-as de volta para perto de si.<br />
Arraste a palma da sua mão sobre a perna dela,<br />
numa hora com firmeza,<br />
noutra, com leveza.</p>
<p>Abrace-a.</p>
<p>Abrace seus quadris,<br />
com o carinho de quem reconhece ali o seu berço.<br />
Abrace sua cintura,<br />
com a sensualidade de quem a toma para si.<br />
corra com suas mãos por aquelas curvas<br />
até se perder. Que não queira <em>JAMAIS</em><br />
encontrar o caminho de volta.</p>
<p>Acaricie seus seios,<br />
ora com firmeza, ora com leveza<br />
Mais leveza do que força.<br />
Percorra esses acúmulos de sensualidade<br />
incansavelmente.<br />
Levemente<br />
Beije-os.<br />
Salpique toda sua superfície com beijos<br />
Deixe que sua língua explore cada detalhe<br />
sobretudo, o topo de seus seios.</p>
<p>Que suas mãos, e também seus lábios, e sua língua<br />
JAMAIS deixem ou se cansem de percorrer a delícia que é<br />
o corpo da mulher que você ama.</p>
<p>Acaricie os cabelos dela<br />
De cima pra baixo, vá lambendo seus cabelos com suas mãos<br />
vagarosamente, pacientemente, repetidamente<br />
Mergulhe suas mãos por entre os cabelos<br />
e abrace a nuca dela<br />
e massageie a nuca e o pescoço<br />
intercaladamente</p>
<p>Assim como nos seios<br />
salpique o pescoço dela de beijos<br />
cheire muito esse cangote<br />
até se viciar no cheiro da sua mulher<br />
Beije-a<br />
Muito.<br />
Delicadamente.<br />
Violentamente.<br />
De leve<br />
De língua<br />
De lábios<br />
Mergulhe até encontrar<br />
sua alma.<br />
Toque seu rosto<br />
Nunca com firmeza<br />
Ao rosto só cabe leveza<br />
Percorra, ora com os dedos, ora com a palma de sua mão, ora com beijos<br />
Cada cantinho do rosto dela<br />
Testa, sobrancelhas, nariz, bochecha, lábios<br />
Desenhe seus lábios com seu dedo, noutra hora com a língua<br />
com a leveza de uma pena.</p>
<p>E então (por fim), <em>FALE</em><br />
Está perto de seus ouvidos<br />
fale tudo que sente<br />
porque só homens fortes dizem o que sentem<br />
diga o quanto a ama, o quanto ela enriquece sua vida<br />
o quanto ela desperta o seu desejo<br />
cite e relembre incansavelmente a ela<br />
cada parte dela que lhe agrada<br />
se ela merece seu amor,<br />
nunca se cansará de ouvi-lo</p>
<p>Além do seu <em>pênis</em><br />
Você tem vários outros instrumentos<br />
Boca, língua, palavras,<br />
e suas mãos<br />
O grande amante,<br />
é o que sabe conduzir bem sua orquestra<br />
com instrumentos para o prazer</p>
<p>Mas lá, na <em>divina fenda</em><br />
Eu diria que nenhum supera a versatilidade<br />
Das suas mãos. Brinque muito por lá.<br />
Uma mão hábil, sincronizada com beijos<br />
e palavras obscenas bem ditas<br />
vai levá-la ao delírio</p>
<p>Jamais penetre-a<br />
sem fazer com que ela deseje muito isso<br />
Porque então, não irá penetrá-la,<br />
e sim, deslizará para dentro dela<br />
Seja lento.<br />
Sinta-se lá dentro.<br />
Sinta-se à vontade,<br />
porque ela te quer ASSIM.<br />
Lento ou rápido<br />
por cima ou por baixo<br />
Ela te quer NELA.</p>
<p>Sua mulher é um ser fantástico<br />
Explore aquele corpo, e aquela alma<br />
E se <em>gostar de mulher</em>,<br />
nunca ficará entediado<br />
porque encontrará, a cada cantinho<br />
a cada palavra, um mundo lindo<br />
a ser descoberto.</p>
<p>/ Ronaud Pereira /</p>
<p>Texto de 2003, perdido aqui nos meus arquivos.</p>
<p>***</p>
<p><a title="Confira outras poesias" href="https://www.ronaud.com/tag/poesias/">Veja outros poemas</a></p>
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