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	<title>Sem noção &#8211; RONAUD.com</title>
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	<description>Textos e Mensagens para Reflexão</description>
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		<title>Meu pior presente de amigo-secreto</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Ronaud Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 27 Dec 2014 17:50:15 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Pensamentos]]></category>
		<category><![CDATA[Generosidade]]></category>
		<category><![CDATA[Inocência]]></category>
		<category><![CDATA[Natal]]></category>
		<category><![CDATA[Sem noção]]></category>
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					<description><![CDATA[Ainda nesse clima natalino, lembrei do meu pior presente de amigo-secreto. Não foi um presente que eu tenha recebido, e sim, que eu dei&#8230; Na ocasião, eu tinha uns 9 anos de idade, ainda não manjava dos paranauê da vida. Era um amigo-secreto com a turma da minha sala de aula, 2ª ou 3ª série. Fui [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_16927" style="width: 310px" class="wp-caption alignright"><img decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-16927" class="size-medium wp-image-16927" src="https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2014/12/regua-de-30-cm-300x149.jpg" alt="Ah, é dessa..." width="300" height="149" srcset="https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2014/12/regua-de-30-cm-300x149.jpg 300w, https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2014/12/regua-de-30-cm-1024x511.jpg 1024w" sizes="(max-width: 300px) 100vw, 300px" /><p id="caption-attachment-16927" class="wp-caption-text">Ah, é dessa&#8230;</p></div>
<p>Ainda nesse clima natalino, lembrei do meu pior presente de amigo-secreto. Não foi um presente que eu tenha recebido, e sim, que eu dei&#8230;</p>
<p>Na ocasião, eu tinha uns 9 anos de idade, ainda não <em>manjava dos paranauê</em> da vida.</p>
<p>Era um amigo-secreto com a turma da minha sala de aula, 2ª ou 3ª série.</p>
<p>Fui pego pela professora e ganhei dela uma camiseta, que foi o melhor presente daquele amigo-secreto.</p>
<p>E para a minha <em>amiguinha-secreta</em> dei uma&#8230; régua de 30 centímetros, dessas, de estudante; que comprei uma hora antes, na papelaria ao lado do colégio e nem pedi pra embrulhar porque &#8220;todo mundo ia saber que era uma régua&#8221;.</p>
<p>Nunca mais dei um presente <em>fulero</em> nos amigos-secretos de que participei depois disso.</p>
<p>Porque até hoje lembro com pesar da expressão de frustração da menina.</p>
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		<title>O que eu quero? Sossego</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Ronaud Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 21 Jul 2013 23:05:41 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Bom senso]]></category>
		<category><![CDATA[Lugares]]></category>
		<category><![CDATA[Diversão]]></category>
		<category><![CDATA[Sem noção]]></category>
		<category><![CDATA[Sossego]]></category>
		<category><![CDATA[Turismo]]></category>
		<category><![CDATA[Viagens]]></category>
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					<description><![CDATA[Fui para Urubici em janeiro, município que fica na Serra Catarinense. Fui para lá passar uns dias porque estava precisando &#8220;fugir&#8221; um pouco, e também porque está cada vez mais difícil passar a temporada de verão junto aos turistas, nós que já moramos no litoral o ano inteiro. Em Urubici, cheguei a passar um friozinho, [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Fui para Urubici em janeiro, município que fica na Serra Catarinense. Fui para lá passar uns dias porque estava precisando &#8220;<a title="Ir para o interior é um verdadeiro resgate de nossa essência e autenticidade" href="https://www.ronaud.com/vida/felicidade-nao-me-deixa-ver/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">fugir</a>&#8221; um pouco, e também porque <a title="~ turistas ~" href="https://www.ronaud.com/sociedade/turistas/">está cada vez mais difícil passar a temporada de verão junto aos turistas</a>, nós que já moramos no litoral o ano inteiro.</p>
<p>Em Urubici, cheguei a passar um friozinho, em pleno janeiro. Mas no último dia fez um calor considerável e tomei um bom banho de cachoeira.</p>
<div id="attachment_12537" style="width: 310px" class="wp-caption alignleft"><img fetchpriority="high" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-12537" class="size-medium wp-image-12537" alt="É... sou eu!" src="https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2013/07/banho-de-cachoeira-300x168.jpg" width="300" height="168" srcset="https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2013/07/banho-de-cachoeira-300x168.jpg 300w, https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2013/07/banho-de-cachoeira-1024x576.jpg 1024w" sizes="(max-width: 300px) 100vw, 300px" /><p id="caption-attachment-12537" class="wp-caption-text">É&#8230; sou eu!</p></div>
<p>Mas depois, <a title="Muitos cálculos e projeções :)" href="https://www.ronaud.com/lugares/filosofando-sobre-viagens/">fazendo os cálculos e estabelecendo proporções</a>, passei a acreditar que a serra pode não ser o melhor dos lugares para se estar no inverno. A não ser com muitos amigos, vinho, comida e lenha o suficiente pra abastecer a lareira!!!</p>
<p>Foi então que estranhei o quanto nós, de modo geral, gostamos de extremos.</p>
<p>No frio extremo vamos para a serra criar raiz na frente de lareiras, e no calor extremo vamos para a praia, e passamos o maior tempo possível sob ar-condicionados.</p>
<p>Isso, claro, porque somos seres racionais.</p>
<p>Porque se fôssemos seres irracionais, muito provavelmente seguiríamos para a serra no verão, fugindo da <em>muvuca</em> da <em>turistada</em> e do calor infernal, e no inverno, ficaríamos pelas praias, sossegadas e amenas *, mais ou menos como fazia a Família Real Brasileira ao seguir para Petrópolis durante os verões cariocas do século 19.</p>
<p>Inteligentes somos nós, o pessoal da família real é que era meio insano, mesmo.</p>
<p>Né? 🙂</p>
<p>***</p>
<p>* Nesta viagem aqui relatada, fiz esta &#8220;inversão&#8221;, sem saber muito bem o que estava fazendo. Mas deu certo, e recomendo 🙂</p>
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		<title>A sutil fronteira entre a espiritualidade e a estupidez</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Ronaud Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 13 Aug 2012 00:57:15 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Espiritualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Aparências]]></category>
		<category><![CDATA[Auto-engano]]></category>
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		<category><![CDATA[Espiritualismo]]></category>
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		<category><![CDATA[Inteligência espiritual]]></category>
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		<category><![CDATA[Preconceito]]></category>
		<category><![CDATA[Sem noção]]></category>
		<category><![CDATA[Tolerância]]></category>
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					<description><![CDATA[As seguintes dez categorizações de Mariana Caplan, Ph.D. não se destinam a ser definitivas, mas são oferecidos como uma ferramenta para se tornar consciente de algumas das doenças mais comuns transmitidas espiritualmente: 1. A Espiritualidade Fast-Food: Misture a espiritualidade com uma cultura que celebra a velocidade, a multitarefa e gratificação instantânea e o resultado é provável [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>As seguintes dez categorizações de Mariana Caplan, Ph.D. não se destinam a ser definitivas, mas são oferecidos como uma ferramenta para se tornar consciente de algumas das <em>doenças</em> mais comuns transmitidas <em>espiritualmente</em>:</p>
<p><strong>1. A Espiritualidade Fast-Food:</strong> Misture a espiritualidade com uma cultura que celebra a velocidade, a multitarefa e gratificação instantânea e o resultado é provável que seja a espiritualidade <em>fast-food</em>. A espiritualidade <em>fast-food</em> é um produto da fantasia comum e compreensível que o alívio do sofrimento da nossa condição humana pode ser rápida e fácil. Uma coisa é certa, porém: a transformação espiritual não pode ser obtida em uma solução rápida.</p>
<p><strong>2. Falsa Espiritualidade:</strong> a espiritualidade do falso é a tendência de falar, vestir e agir como se imagina que uma pessoa espiritual seja. É uma espécie de imitação da espiritualidade que imita a realização espiritual da maneira que o tecido estampado de pele de onça imita a pele genuína de uma onça.</p>
<p><strong>3. Motivações Confusas:</strong> Embora o nosso desejo de crescer seja genuíno e puro, muitas vezes ele se confunde com motivações menores, incluindo o desejo de ser amado, o desejo de pertencer, a necessidade de preencher nosso vazio interno, a crença de que o caminho espiritual removerá o nosso sofrimento e ambição espiritual, o desejo de ser especial, de ser melhor do que, para ser &#8220;o único&#8221;.</p>
<p><strong>4. Identificando-se com Experiências Espirituais:</strong> Nesta doença, o ego se identifica com a nossa experiência espiritual e a toma como sua própria, e nós começamos a acreditar que estamos incorporando insights e idéias que surgiram dentro de nós em determinados momentos. Na maioria dos casos, isso não dura indefinidamente, embora tenda a perdurar por longos períodos de tempo para aqueles que se julgam iluminados e /ou que trabalham como professores espirituais.</p>
<p><strong>5. O Ego Espiritualizado:</strong> Essa doença ocorre quando a própria estrutura da personalidade egóica se torna profundamente integrada com conceitos espirituais e idéias. O resultado é uma estrutura egóica, que é &#8220;à prova de bala.&#8221; Quando o ego se torna espiritualizado, somos invulneráveis a ajudar, uma nova entrada, ou comentários construtivos. Nos tornamos seres humanos impenetráveis e estamos tolhidos em nosso crescimento espiritual, tudo em nome da espiritualidade.</p>
<p><strong>6. Produção em Massa de Professores Espirituais:</strong> Há uma série de atuais tradições espirituais da moda , que produzem pessoas que acreditam estar em um nível de iluminação espiritual, ou maestria, que está muito além de seu nível real. Esta doença funciona como uma correia transportadora espiritual: coloca este brilho, leva àquele insight, e &#8211; bam! &#8211; Você está iluminado e pronto para iluminar os outros de maneira similar. O problema não é aquilo que tais professores ensinam, mas que representam a si próprios como tendo realizado a mestria espiritual.</p>
<p><strong>7. Orgulho Espiritual:</strong> O orgulho espiritual surge quando o profissional, através de anos de esforço trabalhado efetivamente alcançou um certo nível de sabedoria e que usa esse conhecimento para se desligar a novas experiências. Um sentimento de &#8220;superioridade espiritual&#8221; é outro sintoma desta doença transmitida espiritualmente. Ela se manifesta como uma sensação sutil de que &#8220;Eu sou melhor, mais sábio e acima dos outros porque sou espiritualizado&#8221;.</p>
<p><strong>8. Mente de Grupo:</strong> Também conhecido como o pensamento grupal, mentalidade de culto ou doença ashram. A mente de grupo é um vírus insidioso que contém muitos elementos tradicionais da co-dependência. Um grupo espiritual faz acordos sutis e inconscientes sobre as formas &#8220;corretas&#8221; de pensar, falar, vestir e agir. Indivíduos e grupos infectados com o &#8220;espírito de grupo&#8221; rejeitam indivíduos, atitudes e circunstâncias que não estão em conformidade com as regras, muitas vezes não escritas do grupo (intolerância e preconceito).</p>
<p><strong>9. O Complexo de Povo Escolhido:</strong> O complexo de pessoas escolhidas não se limita aos judeus. É a crença de que &#8220;O nosso grupo é mais poderoso, iluminado e evoluído espiritualmente, e simplesmente colocado, melhor do que qualquer outro grupo.&#8221; Há uma distinção importante entre o reconhecimento de que alguém encontrou o caminho certo, o professor, ou comunidade para si, e tendo encontrado aquele, O Único.</p>
<p><strong>10. &#8220;Eu Cheguei&#8221; (o<strong> vírus mortal)</strong></strong>: Esta doença é tão potente que tem a capacidade de ser terminal e mortal para a nossa evolução espiritual. Esta é a crença de que &#8220;Eu cheguei&#8221; na meta final do caminho espiritual. Nosso progresso espiritual termina no ponto em que essa crença se cristalizou em nossa psique, no momento em que começamos a acreditar que chegamos ao fim do caminho, um maior crescimento cessa.</p>
<p>***</p>
<p>&#8220;A essência do amor é a percepção&#8221;, de acordo com os ensinamentos de Marc Gafni, &#8220;Portanto, a essência do amor próprio é a auto-percepção Você só pode se apaixonar por alguém que você pode ver claramente,  incluindo a si mesmo. Amar é ter olhos para ver. É só quando você se vê claramente que você pode começar a se amar &#8220;.</p>
<p>É no espírito dos ensinamentos de Marc que eu acredito que uma parte crítica do discernimento da aprendizagem no caminho espiritual é a descoberta da doença generalizada do ego e auto-engano que está em todos nós. Ou seja, é quando precisamos de um senso de humor e do apoio de amigos espirituais reais. À medida que enfrentamos nossos obstáculos para o crescimento espiritual, há momentos em que é fácil cair em um sentimento de desespero e auto diminuição e perder nossa confiança no caminho. Precisamos manter a fé em nós mesmos e nos outros, a fim de realmente fazer a diferença neste mundo.</p>
<p><a title="Fonte" href="http://www.huffingtonpost.com/mariana-caplan-phd/">Mariana Caplan, Ph.D.</a>,<br />
Adaptado de Eyes Wide Open (Olhos Bem Abertos): Cultivando o Discernimento no Caminho Espiritual (True Sounds)</p>
<p>Tradução de Silvia Tognato Magini</p>
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		<title>Pessoas que falam demais</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Ronaud Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 01 Jul 2010 01:56:44 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Bom senso]]></category>
		<category><![CDATA[Atenção]]></category>
		<category><![CDATA[Empatia]]></category>
		<category><![CDATA[Relacionamentos]]></category>
		<category><![CDATA[Sem noção]]></category>
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					<description><![CDATA[[&#8230;] insisto na prerrogativa do silêncio, para não esmagar com palavras as entrelinhas. Clarice Lispector Todos nós conhecemos alguém que fala além da conta. Eu tinha uma vizinha assim: Toda vez que ela nos visitava algo mágico e transcedental ocorria: As palavras saíam de sua boca num fluxo constante e contínuo, por minutos e minutos. [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<blockquote><p>[&#8230;] insisto na prerrogativa do silêncio, para não esmagar com palavras as entrelinhas. <a href="https://www.ronaud.com/frases-pensamentos-citacoes-de/clarice-lispector">Clarice Lispector</a></p></blockquote>
<p>Todos nós conhecemos alguém que fala além da conta. Eu tinha uma vizinha assim: Toda vez que ela nos visitava algo mágico e transcedental ocorria: As palavras saíam de sua boca num fluxo constante e contínuo, por minutos e minutos. A fonte não se esgotava nunca. E as palavras saíam todas com uma certa coerência. Não, o tema nunca era importante, mas ela fazia parecer importante. Era um grande talento, sem dúvida 😉</p>
<p>Mas antes de seguir a conversa, precisamos definir o termo: <em>Falar demais</em> é uma coisa, <em>falar o que não deve</em>, é outra. Me refiro neste texto àquelas que <em>falam demais</em> mesmo, que <em>falam muito</em>, verborrágicas. São pessoas que não gastam tempo refletindo sobre um assunto, vão logo despejando nos ouvidos alheios tudo o que lhes vem a mente. Não costumam refletir, ou refletem verbalizando, com a boca.</p>
<div id="attachment_3214" style="width: 510px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-3214" class="size-full wp-image-3214" title="Parece piada..." src="https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2010/06/pessoas-que-falam-demais.jpg" alt="Parece piada..." width="500" height="525" srcset="https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2010/06/pessoas-que-falam-demais.jpg 500w, https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2010/06/pessoas-que-falam-demais-285x300.jpg 285w" sizes="(max-width: 500px) 100vw, 500px" /><p id="caption-attachment-3214" class="wp-caption-text">Parece piada&#8230;</p></div>
<p>Normalmente, essas pessoas são queridas, bem quistas, divertidas. Nós, <em>os outros</em>, tendemos a gostar delas, porque sempre tem uma história, um fato engraçado ou uma cena divertida para contar. Elas tendem a ser o centro das atenções nos ambientes que frequentam. E gostam disso, muitas vezes sem consciência total da circunstância que criam em sua volta, porque lhes é natural a atenção alheia. Ao entreter os outros com assuntos pertinentes, os poupa, principalmente seus antagonistas, os que falam pouco, da penosa tensão de se ter que puxar assunto.</p>
<p>Há dois tipos de pessoas assim:</p>
<h2>Detalhistas</h2>
<p>Esta é aquela que dá voltas e mais voltas para contar uma história. Quem escuta até se perde no meio de tanta informação. Via de regra, falam apenas superficialidades. O que nos facilita a vida, bastando reduzir o nível de concentração no que é dito. Quem fala muito detalhadamente obrigatoriamente fala superficialidades em profusão. Lá no meio de tudo pode ser dito algo interessante, mas quase sempre se perde em meio à avalanche de informações.</p>
<blockquote><p>O segredo de ser cansativo consiste em contar tudo &#8211; <a href="https://www.ronaud.com/frases-pensamentos-citacoes-de/voltaire">Voltaire</a></p></blockquote>
<h2>Repetitivas</h2>
<p>Falar em excesso nesse caso demonstra dificuldade de sintetizar idéias e expor os pensamentos de forma clara e sucinta. A repetição ocorre como resposta a insegurança quanto ao poder de persuasão do que está sendo dito. Tal hábito pode estar fortemente ligado à ansiedade e a insegurança em relação ao ato de se comunicar.</p>
<h2>Eles não sabem o <del>fazem</del> <ins>dizem</ins></h2>
<p>Mas quais são as vantagens e desvantagens em se falar demais? Essa característica &#8211; que para uns é defeito e para outros, virtude &#8211; pode causar até problemas de solidão e é resultado de uma profunda carência de atenção. Em geral essas pessoas tem grande dificuldade de ficarem sozinhas, consigo mesmas. Precisam sempre da companhia de alguém (para ouvi-las, é claro 😉 ).</p>
<p>Segundo a psicóloga Juliana Galhardo, isso pode ocorrer devido à ansiedade. &#8220;Quando a pessoa está sob forte emoção pode querer falar excessivamente para descarregar a tensão, mas não é um padrão de comportamento, ou seja, essa pessoa não tende a funcionar desta maneira habitualmente. Porém, há casos em que o falar em excesso pode ter origem cultural, por exemplo em famílias em que todos falam muito e ao mesmo tempo&#8221;</p>
<p>Já para a psicóloga e consultora de carreiras Andréia Marques de Andrade, as pessoas que falam demais podem ser vistas pelos amigos como pessoas espontâneas e ser amadas e respeitadas. &#8220;Há pessoas que falam demais, mas respeitam os amigos e permitem um diálogo. Mas há aquelas que falam demais e são egocêntricas, monopolizam todos os assuntos e não permitem diálogo. Mesmo que estejam na presença de várias pessoas fazem um monólogo.&#8221;</p>
<p>Estas últimas quase sempre não se dão conta de sua característica falante. Outra dificuldade que se percebe nesse tipo de personalidade é escutar o que lhes é dito. Enquanto &#8220;ouvem&#8221;, já estão na verdade pensando no que dirão em seguida, o que demonstra que ouviram apenas uns 20% do que falamos. O que mais incomoda nesse comportamento não é a eloquência em si, que particularmente admiro e considero grande e importante virtude para quem a detém. O que incomoda mesmo é a falta de tato da pessoa para perceber como o outro está se sentindo. Será que ela não percebe que ficamos desconfortáveis ao ouví-la demais? Será que não percebem nossos sutis sinais de tédio, como nossa desatenção articulada, ou nosso incessante assentimento com a cabeça, confirmando que as estamos entendendo? Não, não conseguem. Não foram ensinadas a se valer do dom da empatia, ou do <em>tato</em> do qual falava <a href="https://www.ronaud.com/frases-pensamentos-citacoes-de/abraham-lincoln">Abraham Lincoln</a>:</p>
<blockquote><p>Tato é a capacidade de descrever os outros como eles se julgam.</p></blockquote>
<p>Neste caso, tato significa uma vantajosa sensibilidade em relação a como as pessoas ao nosso redor se sentem e reagem às nossas atitudes. É tipo um <em>feedback</em>. O ideal é que utilizem mais esse recurso para saberem quando podem descrever minuciosamente um acontecimento e quando deve ser diretos e objetivos.</p>
<p><strong>Merecem todo o respeito, mas tem que aprender a respeitar também</strong>, a dar espaço ao outro, não espaço físico, e sim <em>espaço de tempo</em> para que o outro tenha também direito à fala. Senão, como fumantes que poluem o ar a nossa volta, estes poluem o silêncio e o tempo de cada um.</p>
<h2>E nós, os ouvintes?</h2>
<p>Confesso que me cansa ouvir e ouvir e manter a atenção por muito tempo. Tenho dificuldade em manter a concentração na conversa do outro, quando esta é muito detalhada. Já me aconteceu muitas e muitas vezes de estar com alguém assim e durante a conversa o sujeito se perde em meio a tantos detalhes e eu me perco em meio aos meus pensamentos e depois de algum tempo o sujeito me pergunta o que eu penso. E eu digo que não sei ou peço desculpas dizendo que não prestei atenção. Quem foi mais mal educado? Quem fala demais, ou quem não lhe dá atenção? 😉</p>
<p>Até gosto de dar atenção às pessoas e principalmente, sei que elas gostam de atenção, gostam de ser <em>paparicadas</em>, que demonstremos interesse. Atenção ainda é, atualmente, das coisas mais escassas da qual precisamos. Mas tudo que é demais, tal atitude cansa e provoca um profundo tédio e desgosto, mesmo vindo das pessoas que amamos 😉</p>
<h2>Frases e outros ditados sobre falar demais:</h2>
<p>&#8220;Se existe uma unidade de medida para a fala, sem sombra de dúvidas seria a sensatez.&#8221;</p>
<p>&#8220;O problema de falar é que ninguém impede que você diga a coisa errada.&#8221;</p>
<p>&#8220;Quem fala muito não tem nada a dizer.&#8221; Renato Russo</p>
<p>&#8220;Falar é prata, calar é ouro&#8221;</p>
<p>&#8220;Quem fala demais não sabe o que diz, e tropeça nas vírgulas.&#8221;</p>
<p>&#8220;O burro calado se passa por sábio.&#8221;</p>
<p>&#8220;É melhor ficar calado e parecer um idiota, do que abrir a boca e dar toda certeza.&#8221;</p>
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		<title>Corrupção &#8211; Cada povo tem o governante que merece</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Ronaud Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 15 Mar 2010 17:35:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[Corrupção]]></category>
		<category><![CDATA[Ignorância]]></category>
		<category><![CDATA[Jeitinho brasileiro]]></category>
		<category><![CDATA[Sem noção]]></category>
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					<description><![CDATA[O brasileiro é extremamente corrupto no dia a dia e não percebe. Depois quer que os políticos sejam honestos... Mas os políticos que aí estão não saíram do meio desse mesmo povo? O brasileiro reclama de quê, afinal?]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Tá reclamando do Wellington Salgado? Do Sarney? Do Collor? Do Renan? Do Palocci? Do Jucá? Do Lula? Do Kassab? Do Arruda? O brasileiro está reclamando de quê?</p>
<p>O brasileiro é assim:</p>
<div id="attachment_18335" style="width: 310px" class="wp-caption alignright"><a href="https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2010/03/brasileiro-e-corrupto.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-18335" class="size-medium wp-image-18335" src="https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2010/03/brasileiro-e-corrupto-300x300.jpg" alt="Seria interessante começar por você" width="300" height="300" srcset="https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2010/03/brasileiro-e-corrupto-300x300.jpg 300w, https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2010/03/brasileiro-e-corrupto-150x150.jpg 150w, https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2010/03/brasileiro-e-corrupto.jpg 480w" sizes="auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px" /></a><p id="caption-attachment-18335" class="wp-caption-text">Seria interessante começar por você</p></div>
<p>1 &#8211; Saqueia cargas de veículos acidentados nas estradas.<br />
2 &#8211; Estaciona nas calçadas, muitas vezes debaixo de placas proibitivas.<br />
3 &#8211; Suborna ou tenta subornar quando é pego cometendo infração.<br />
4 &#8211; Troca voto por qualquer coisa: areia, cimento, tijolo, dentadura, cestas básicas.<br />
5 &#8211; Fala no celular enquanto dirige.<br />
6 -Trafega pela direita nos acostamentos num congestionamento.<br />
7 &#8211; Para em filas duplas ou triplas, em frente às escolas.<br />
8 &#8211; Viola a lei do silêncio.<br />
9 &#8211; Dirige após consumir bebida alcoólica.<br />
10 &#8211; Fura filas nos bancos, utilizando-se das mais esfarrapadas desculpas.<br />
11 &#8211; Espalha mesas e churrasqueiras nas calçadas.<br />
12 &#8211; Pega atestados médicos sem estar doente, só para faltar ao trabalho.<br />
13 &#8211; Faz &#8220;<em>gato</em>&#8221; de luz, de água e de TV a cabo.<br />
14 &#8211; Registra imóveis no cartório num valor abaixo do comprado, muitas vezes irrisórios, só para pagar menos impostos.<br />
15 &#8211; Compra recibo para abater na declaração do imposto de renda, para pagar menos imposto.<br />
16 &#8211; Muda a cor da pele para ingressar na universidade através do sistema de cotas.<br />
17 &#8211; Quando viaja a serviço pela empresa, se o almoço custou 10 pede nota fiscal de 20.<br />
18 &#8211; Comercializa objetos doados nessas campanhas de catástrofes.<br />
19 &#8211; Estaciona em vagas exclusivas para deficientes.<br />
20 &#8211; Adultera o velocímetro do carro para vendê-lo como se fosse pouco rodado.<br />
21 &#8211; Compra produtos pirata com a plena consciência de que são piratas.<br />
22 &#8211; Substitui o catalisador do carro por um que só tem a casca.<br />
23 &#8211; Diminui a idade do filho para que este passe por baixo da roleta do ônibus, sem pagar passagem.<br />
24 &#8211; Emplaca o carro fora do seu domicílio para pagar menos IPVA.<br />
25 &#8211; Freqüenta os caça-níqueis e faz uma fezinha no jogo de bicho.<br />
26 &#8211; Leva das empresas onde trabalha, pequenos objetos como clipes, envelopes, canetas, lápis&#8230;. como se isso não fosse roubo.<br />
27 &#8211; Joga lixo nas ruas de forma absolutamente inconsequente.<br />
28 &#8211; Comercializa os vales-transporte e vales-refeição que recebe das empresas onde trabalha.<br />
29 &#8211; Falsifica tudo, tudo mesmo&#8230; só não falsifica aquilo que ainda não foi inventado.<br />
30 &#8211; Quando volta do exterior, nunca diz a verdade quando o fiscal aduaneiro pergunta o que traz na bagagem.<br />
31 &#8211; Quando encontra algum objeto perdido, na maioria das vezes não devolve.<br />
32 &#8211; Se alguém lhe devolve troco a mais ou o caixa do banco lhe entrega dinheiro de mais, muitas vezes faz de conta que não viu.<br />
33 &#8211; Embora jovem e forte, finge que está dormindo no ônibus, se percebe alguém idoso ou uma mulher grávida de pé, para não dar o lugar.</p>
<p>E quer que os políticos sejam honestos&#8230;<br />
Mas os políticos que aí estão não saíram do meio desse mesmo povo?<br />
O brasileiro reclama de quê, afinal?</p>
<p>Autor desconhecido</p>
<p>Essa lista inspira uma reflexão em que só podemos concluir que o único jeito de mudarmos o mundo é mudarmos a nós mesmos. Sim, cada povo tem o governante que merece. E cá entre nós, quem é tão <em>reto</em> que nunca tenha cometido alguns dos erros citados acima? Pois é. Talvez os tivéssemos cometido por ignorância da dimensão das consequências de nossos atos. Então sugiro adotarmos uma mudança de comportamento, começando por nós mesmos, onde for necessário! Vamos fazer O QUE É CERTO unicamente por ser certo, e não porque nos falaram que é certo. Vamos dar o bom exemplo, é urgente!</p>
<p>&nbsp;</p>
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