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	<title>Segurança &#8211; RONAUD.com</title>
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	<description>Textos e Mensagens para Reflexão</description>
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		<title>Risco &#8211; A única Certeza é a Incerteza</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Ronaud Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 23 Apr 2020 03:57:42 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Prosperidade]]></category>
		<category><![CDATA[Certeza]]></category>
		<category><![CDATA[Correr Riscos]]></category>
		<category><![CDATA[Incertezas]]></category>
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					<description><![CDATA[Se é uma coisa que esta pandemia nos mostrou é que de uma hora para outra, tudo pode acontecer. Se já sabíamos que o inesperado era plausível no nível local e pessoal, agora temos a convicção de que o inesperado também acontece a nível global. Por coincidência, algumas semanas antes das primeiras ideias de isolamento [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_25226" style="width: 778px" class="wp-caption aligncenter"><img fetchpriority="high" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-25226" class="size-full wp-image-25226" src="https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2020/04/cassino.jpg" alt="A vida é um cassino" width="768" height="371" srcset="https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2020/04/cassino.jpg 768w, https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2020/04/cassino-300x145.jpg 300w" sizes="(max-width: 768px) 100vw, 768px" /><p id="caption-attachment-25226" class="wp-caption-text">A vida é um cassino</p></div>
<p>Se é uma coisa que esta pandemia nos mostrou é que de uma hora para outra, tudo pode acontecer.</p>
<p>Se já sabíamos que o inesperado era plausível no nível local e pessoal, agora temos a convicção de que o inesperado também acontece a nível global.</p>
<p>Por coincidência, algumas semanas antes das primeiras ideias de isolamento social, eu vinha estudando o assunto <em>Opções</em> do mercado financeiro.</p>
<p><em>Opções</em> em sua função mais autêntica são formas de proteger seu capital formados por ações, uma vez que os preços desses títulos sobem e descem com grande volatilidade.</p>
<p>Ao tempo em que estudava este assunto complexo, cujo primeiro contato tive lá por 2009 durante minha breve e tímida incursão na <a href="https://www.ronaud.com/tag/bolsa-de-valores/">bolsa de valores</a>, fui conhecendo o incrível mundo do Risco.</p>
<p>Tudo começou com a leitura dos <a href="https://www.ronaud.com/arte-de-viver/uma-questao-de-sorte/">livros sobre Sorte</a> do autor Max Gunther.</p>
<p>Depois com a leitura do livro Desafio aos Deuses.</p>
<p>E agora através do contato com um dos grandes divulgadores das Opções no Brasil, Luiz Fernando Roxo, o qual fala muito e de forma conceitual sobre Risco através dos conceitos do filósofo Nassim Taleb.</p>
<p>Mas não vou aqui entrar em detalhes filosóficos &#8211; até porque não aprofundei o assunto, ainda &#8211; a não ser destacar o resumo disso tudo, que eu falei ali na primeira frase desse texto:</p>
<p><strong>De uma hora para outra, TUDO pode acontecer.</strong></p>
<p>E aqui cabe aquela pergunta:</p>
<p>O que fazemos para nos proteger dos riscos a que estamos submetidos?</p>
<p>No livro Desafio aos Deuses, descobri que ainda em meados de 1700 em Londres seguradores e viajantes negociavam apólices de seguros para as arriscadas viagens marítimas da época. Daí você entende porque a Inglaterra enriqueceu tanto, não é? Além de ser o berço da Revolução Industrial, seus mercadores asseguravam que suas viagens não corressem o risco de ver tudo ser perdido mediante uma tempestade, saque ou naufrágio.</p>
<p>Hoje, percebo que nós brasileiros não temos essa educação financeira voltada ao gerenciamento de risco. <em>Mal e mal</em> temos noção disso através do seguro de carros. Até conhecemos produtos como Seguro de Vida e Seguro Residencial, e consideramos uma despesa supérflua. Su-pér-flua. Plano de Saúde, inacessível a uma maioria, é visto como um luxo. O fato é que plano de saúde, previdência social também são seguros.</p>
<p>Quase sempre desprezados por nós.</p>
<p>A respeito do assunto &#8220;renda&#8221;, fico me perguntando, quantas empresas e empresários estavam preparados para uma improvável <em>paradeira</em> econômica? Certamente pouquíssimos.</p>
<p>Lembro de um conhecido <em>lugar-comum</em> do mundo dos negócios e investimentos, em que se afirma que <em>não devemos depositar todos os ovos numa mesma cesta</em>, porque se ela cai, todos se quebram. Ou seja, que devemos ter várias fontes de renda, pois se uma falha, outras nos dão suporte para se manter.</p>
<p>No jargão do mundo dos riscos, isso se chama &#8220;opcionalidade&#8221;, isto é, termos opções a recorrer no caso das coisas darem errado. Colocar os ovos em cestas diferentes significa que se uma quebra, teremos outras cestas com ovos; significa que se um investimento falhar, teremos outras fontes de renda.</p>
<p>Outro conceito que se relaciona e ajuda a promover a segurança de operações complexas é o conceito de <em><strong>redundância</strong></em>. Exemplo: Impressoras são aparelhos que dão muito problema, estragam facilmente. Mas há operações industriais ou comerciais tipo linha de montagem que utilizam impressoras para impressão de rótulos, etiquetas etc que estão bem no meio da linha de operações. E se ela estraga? Para tudo! Mas se em vez de uma, tivermos duas impressoras lado a lado? Se uma estraga, a outra segue o trabalho enquanto a primeira é consertada. Parece-me que em aviação esse conceito de <em>redundância</em> muito utilizado, por questões óbvias, num vôo as coisas não podem dar errado. Simplesmente, não podem.</p>
<p>Até mesmo a boa e velha poupança, apesar de estar sendo pessimamente corrigida atualmente, é um tipo de Opção, ou de Redundância. Se você perde o emprego ou se sua fonte de renda falha, e tem uma boa poupança guardada, não entrará em desespero.</p>
<p>Dizem que não devemos guardar dinheiro para os dias difíceis, porque assim um dia eles chegam.</p>
<p>O fato é que, independente da motivação da nossa poupança, os dias difíceis sempre chegam.</p>
<p><a href="https://diariodorio.com/a-favor-dos-cassinos-no-rio-de-janeiro/">Imagem</a></p>
<blockquote><p>&#8220;Há várias formas de encarar o mundo. Algumas mais platônicas, em que achamos que a ciência pode modelar o mundo, os algoritmos do big data e os sensores da internet das coisas vão nos dar informações melhores do que qualquer outro ser humano, uma crença em alguma instituição, como o estado ou os economistas, ou no comunismo, vão nos dar todas as respostas que precisamos.</p>
<p>Outra forma de ver o mundo é assumir que não há como sabermos de tudo. Sempre haverá mais no céu e na terra do que sonha a nossa vã filosofia. Há &#8220;desconhecidos desconhecidos&#8221; que fogem ao nosso controle (sic). É sábio nos precaver de imprevistos, através de seguros, opções e redundâncias. Ser cético para com a ciência, duvidar das certezas e abraçar a aleatoriedade.&#8221;</p>
<p>Arnaldo Gunzi &#8211; Resumo da Teoria dos Cisnes Negros, de Nassim Taleb (2017)</p></blockquote>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>3 características pessoais que definem o seu (bom) destino</title>
		<link>https://www.ronaud.com/atitude/3-caracteristicas-pessoais-que-definem-o-seu-destino/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Ronaud Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 19 Dec 2015 02:15:35 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atitude]]></category>
		<category><![CDATA[Autoestima]]></category>
		<category><![CDATA[Espiritualidade]]></category>
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		<category><![CDATA[Segurança]]></category>
		<category><![CDATA[Valor Pessoal]]></category>
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					<description><![CDATA[Conheça as três características pessoais básicas que, uma vez trabalhadas, impulsionarão sua vida para um destino muito melhor.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Eu acredito que há três características pessoais que definem de modo preponderante o êxito de alguém na vida, tanto nas áreas afetivas, financeiras e de saúde.</p>
<p>Abaixo, cito essas três posturas pessoais, e na descrição de cada uma, <em>linko</em> outros textos relacionados a elas onde aprofundo o tema, portanto clique nos links azuis e saiba mais sobre as respectivas características.</p>
<h3><strong>Otimismo</strong> <strong>e positividade </strong></h3>
<p>A primeira característica, que já comentei <a href="https://www.ronaud.com/sucesso/a-relacao-entre-positividade-e-sucesso-pessoal/">aqui</a>, diz respeito à <strong><a href="https://www.ronaud.com/espiritualidade/positividade-o-fundamento-de-toda-espiritualidade/">positividade</a></strong> com a qual a pessoa encara a vida, a qual ajuda a <a href="https://www.ronaud.com/atitude/como-ter-atitude-positiva/">esperar o melhor</a> e a superar os reveses, sem maiores prejuízos emocionais e sem perder o foco.</p>
<h3><strong>Auto-confiança</strong> <strong>e autoestima</strong></h3>
<p>A segunda, já comentei <a href="https://www.ronaud.com/atitude/auto-estima-faca-alguma-coisa-por-voce/">aqui</a>, e diz respeito à <strong><a href="https://www.ronaud.com/category/autoestima/">autoestima</a></strong> da pessoa, isto é, ao valor que ela dá a si mesma. É a autoestima que lhe convence a ambicionar situações melhores para si.</p>
<h3><strong>Atitude e assertividade</strong></h3>
<p>A terceira característica &#8211; na minha opinião, a mais importante porque reúne em si um pouco das duas anteriores &#8211; e que também já comentei <a href="https://www.ronaud.com/arte-de-viver/inseguranca-emocional-e-a-figura-do-outro/">aqui</a> e <a href="https://www.ronaud.com/amor/machucar-as-pessoas-pode-ser-inevitavel/">aqui</a>, diz respeito a <strong>segurança emocional</strong>, a qual lhe dispõe a agir e <a href="https://www.ronaud.com/atitude/coragem/">enfrentar a vida</a> &#8211; e muitas vezes, <a href="https://www.ronaud.com/autoestima/como-lidar-com-os-outros/">os outros</a> &#8211; para se alcançar o que se quer.</p>
<p>A autoestima lhe convence a ir além, a segurança lhe encoraja a agir, e a positividade lhe ajuda a reagir bem quando as coisas não dão certo, e a continuar na luta.</p>
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		<title>Timidez, Crenças e Auto-sabotagem</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Ronaud Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 11 Feb 2014 11:43:11 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Autoestima]]></category>
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					<description><![CDATA[Existem diversas definições para timidez. A mais reveladora diz que o tímido é um prisioneiro das próprias crenças limitantes. Ele cria na cabeça dele uma realidade que o sufoca, e começa a acreditar de verdade nela, de uma forma que o impede de ser completamente feliz.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Abaixo, reproduzo um texto MUITO BOM encontrado <a href="http://saitimidez.blogspot.com.br/2007/12/realidades-limitantes.html" target="_blank" rel="noopener">aqui</a>.</p>
<h3>Crenças limitantes, realidade limitada</h3>
<p>Existem diversas definições para timidez. Mas gostaria de dissertar sobre uma que pode ser muito mais útil para ajudar um tímido. Para mim, o tímido é um prisioneiro das próprias crenças limitantes. Ele cria na cabeça dele, e começa a acreditar de verdade, em uma realidade que o sufoca, e que de alguma forma o impede de ser completamente feliz.</p>
<p>Claro, não só os tímidos são acometidos por crenças limitantes, mas diria que viver em uma realidade limitante é o básico para que uma pessoa seja tímida. Pode ser que na realidade dela, o mundo seja hostil a ela, não goste dela e por isso o tímido prefere se esconder. Pode ser que ele ache que nunca se dá bem na vida por ser pobre, ou feio, ou qualquer outro problema externo em que possa botar a culpa, algo completamente fora de seu controle. Sua realidade limitante. Algo que para ele é tão real, que para ele não existe a possibilidade de lutar.</p>
<p>Mas vamos agora mergulhar um pouco mais a fundo na questão, coisa que acho que todo introvertido deve gostar de fazer nas horas vagas em que não está fazendo nada. Vamos analisar porque essas realidades são quase sempre (99,9% das vezes) irreais.</p>
<p><strong>Para todo <em>problema</em> que você usa para justificar a sua falta de sorte na vida, vai existir uma pessoa que tem o mesmo <em>problema</em> e que consegue ser mais feliz</strong>. Isso é só questão de pensar um pouco, vasculhar na sua memória, ou perguntar a outras pessoas.<strong> Existem caras feios que pegam mulheres bonitas. Existem pessoas pobres que alcançam um bom emprego. Existem pessoas gordas que tem muitos amigos e são muito queridas</strong>.</p>
<p>SEMPRE vai existir um exemplo!</p>
<p>Obviamente isto não é o suficiente para os ultra-pessimistas de plantão. Eles sempre levantam outras questões. Imaginam suposições baseadas em suas crenças limitantes. Vão dizer que o sujeito feio que pegou a menina bonita deve ser rico. Que o pobre que conseguiu o emprego deve ter conseguido isso de forma desonesta. Que o gordinho deve ser a fonte de risadas do pessoal e que como alvo das chacotas ele acaba sempre por perto das pessoas. Normalmente, apenas suposições vazias que fecham o quebra-cabeça da realidade limitante dessa pessoa. Mas afinal, onde querem chegar essas pessoas, provando que o mundo é uma merda e que ele é um injustiçado?</p>
<p>Certamente uma razão para não enfrentar a situação.</p>
<p>Pois isso não o ajuda, não ajuda os outros que passam pelo mesmo problema e não ajuda quem está de fora. Isso só perpetua as crenças limitantes. Se apegar a esse tipo de crença vai no máximo mantê-lo onde está.</p>
<p>O potencial que você tem como ser humano <a href="https://www.ronaud.com/auto-conhecimento/como-nossos-valores-principios-e-crencas-definem-nossa-vida/">depende radicalmente de suas crenças</a>, do quanto elas permitem que você progrida. E é essa a grande diferença de pessoas que se dão bem na vida, para quem tudo parece tão fácil, e tímidos que preferem se esconder da vida. <a href="https://www.ronaud.com/espiritualidade/positividade-o-fundamento-de-toda-espiritualidade/">Essas pessoas bem sucedidas interpretam a realidade de um ponto de vista mais positivo</a>. E TODO evento em sua vida, pode ser enxergado de um ponto de vista positivo. Toda tragédia, todo obstáculo, pode ser visto como um exercício para que você se torne um ser humano melhor. Todas as falhas, todos os erros são suas chances de ouro de aprender algo novo.</p>
<p>Por exemplo, tomar o fora de uma pessoa por quem estamos apaixonados. Esse é o tipo de experiência que pode ser tão terrível para um tímido que muitos passam a vida sem nem tentar nada. Enquanto uma pessoa &#8220;não tímida&#8221; pode passar uma noite tomando 100 foras, que para ele aquilo foi diversão, uma história que ele pode contar pros amigos, 100 chances para se calibrar melhor para as próximas vezes. Enfim, ele não se abala tanto, porque na realidade dele, o problema pode nem ser ele. As pessoas que deram os foras podem estar de mau humor, ou elas podem ser simplesmente esquisitas, ou podem estar sendo abordadas toda hora por gente chata e dar um fora de cara é a melhor forma de evitar aborrecimento. Enfim, o mais provável é que o problema não é ele. Essas pessoas nem o conheciam. Esse é um exemplo de realidade em que a pessoa tímida poderia viver, mas ela prefere pensar que ele é horrível, ou chato, ou algo assim e que simplesmente essa realidade não permitirá que ele possa vencer na vida amorosa. Besteira. Todos podem melhorar!</p>
<p>Não se permita viver em uma realidade limitante. Não se permita menos que você realmente merece (que todo mundo merece), uma vida plena. Você é que escolhe se vai viver acreditando nessas bobagens que o limitam, e continuar na merda por causa disso, ou acreditar em que pode melhorar, que deve melhorar, e que você vai tomar o mundo que é seu por direito. Uma realidade libertadora!</p>
<h3><span style="line-height: 1.5em;">O buraco negro da ansiedade social</span></h3>
<p>Suspeito que a maioria das pessoas tímidas não são programadas para serem tímidas. Elas não tem em falta nenhum talento inato de socializar, elas apenas tiveram um ou dois incidentes sociais no começo da vida, e em um esforço de evitar mais sofrimento social elas começam a errar para o lado do silêncio. Pois da última vez em que elas disseram algo e se arrependeram, a próxima vez que elas ficaram caladas, elas não se arrependeram.</p>
<p>O que elas não sabem, é que esta pequena lição que parece tão inocente é na verdade a semente para um hábito devastador. Toda pessoa tímida sabe que a coisa mais segura a se fazer é não dizer nada. Uma vez que alguém escolhe esta abordagem segura algumas vezes em seguida, uma traiçoeira bola de neve começa a ganhar velocidade.</p>
<p>A abordagem padrão para conversas começa a ser o minimalismo. Diga o que for necessário, mas não ofereça nada a mais. Qualquer coisa que você disser é sua responsabilidade. Toda frase te torna alvo de um exame minucioso. Cada pergunta que você faz revela sua ignorância. Toda paixão que você confessa dá abertura para que você seja ridicularizado. É melhor não dizer nada.</p>
<p>O silêncio rapidamente se torna a estratégia mais inteligente. E no curto prazo, ela é. Humilhação acontece com uma frequência muito menor.</p>
<p>Mas as consequências a longo prazo são brutais.</p>
<p>Você sempre olha para outra pessoa além de você para resolver as questões feitas ao seu grupo. Você começa a andar mais devagar para que outro membro do seu grupo vá falar com o garçom primeiro. Alguém pode facilmente cair no hábito de evitar responsabilidade social dessa forma, e essa dinâmica começa a influenciar outros aspectos da vida, como trabalho e família. Você nunca se sente como um líder, e isto porque você sempre evitou liderar. <strong>Liderar é ser responsável</strong>. E timidez, em sua essência, é evitar responsabilidade pelas coisas que você diz.</p>
<p>Timidez é tão devastante para uma personalidade porque seus efeitos se combinam muito rapidamente, criando uma personalidade externa que não reflete a pessoa, e um conjunto de habilidades sociais fracas que tornam a recuperação difícil.</p>
<p>Primeiro você evita conversação, porque isso apresenta risco. Esta relutância se torna habitual. Então, porque dizer nada é a abordagem padrão, a ideia de falar se torna mais assustadora, o que faz com que você evite ainda mais fazê-lo. Os pensamentos de humilhação se tornam um monstro que te ronda e persegue, que pode apenas ser evitado mantendo sua boca bem fechada. Quanto mais você evita a desaprovação dos outros, mais assustador isso se torna.</p>
<p>Ser tímido apenas mata sua auto estima. As pessoas começam a te tratar como se você não tivesse nada a dizer. E não é porque elas estão tentando te deixar de lado. É que quando você normalmente não contribuiu ou contribui muito pouco para uma conversa, eles não conseguem fazer nada além de assumir que você não tem nada a dizer. E se todos parecem te tratar dessa forma, você começa a acreditar. Você começa a executar o papel que as outras pessoas esperam de você, mesmo que não seja quem você é ou quem você quer ser.</p>
<p>Alguma dessas coisas soa familiar:</p>
<p>* Pessoas que você já conhece se apresentam a você várias vezes. Elas não se lembram de ter te conhecido, porque você não disse nada.<br />
* Pessoas sabem que te conhecem, mas esquecem sempre seu nome.<br />
* Quando alguém fala com seu grupo, sempre olha para outra pessoa quando espera uma resposta, nunca para você.<br />
* Você frequentemente espera que alguém do seu grupo vai dizer algo, para matar o silêncio.<br />
* Você fica nervoso, ou mesmo rancoroso, quando seu amigo vai ao banheiro e te deixa sozinho com alguém que você não conhece direito.</p>
<p><strong>O que torna tudo pior é que a constante falta de prática te impede de melhorar sua conversação.</strong> Então quando você que falar algo, é porque está numa situação em que isso é crucial, como por exemplo uma entrevista de emprego. Seus <em>músculos</em> de conversação pouco desenvolvidos fazem com que você tenha muito menos chances de ter sucesso nessas situações de alta pressão, o que apenas cria mais resultados ruins e alimenta muito mais esse medo.</p>
<p>Este ciclo é um grande e escorregadio buraco negro, e uma vez que a pessoa escorrega demais para dentro dele, ela pode nunca mais sair. Muitos chegam ao ponto de desistir de algum dia se sentirem confortáveis socialmente.</p>
<p>Medo de falar em público ainda é o medo mais citado que medo da morte pela maioria das pessoas. E não é de se estranhar.</p>
<h3>Se recuperando da timidez</h3>
<p>Gastei muito tempo em fóruns da internet discutindo &#8220;como se recuperar da timidez&#8221; com outras pessoas, e é reconfortante saber que existem tantas outras pessoas na mesma situação.</p>
<p>Existem basicamente dois conselhos básicos que recebi e agora ofereço:</p>
<p>O primeiro é prestar atenção nas pessoas que sabem fazer isso. Sempre existem oportunidades de assistir como as pessoas interagem. Como elas iniciam conversas? Como elas terminam? Como elas mudam de assunto? Até mesmo ver conversas ruins pode te dar uma ideia de o que você poderia ter feito naquela situação. Só de prestar atenção nos outros você consegue montar uma lista de formas de começar e terminar uma conversa. Crie o hábito de assistir conversas.</p>
<p>O outro conselho é, claro, <strong>praticar conversar com outros. E prática sempre significa se permitir fazer as coisas de uma forma ruim até que você consiga fazê-la de uma forma não tão ruim</strong>. Significa fazer coisas com que você não está confortável no começo. Então, quando se trata de superar a timidez, isso significa falar mais do que o que você tem vontade de falar. Se você estabeleceu um hábito de deixar os outros falarem mais, não vai se sentir natural ao se abrir. Isso é bom, faça-o mesmo assim. <strong>Desconforto indica crescimento</strong>. Sempre diga um pouco mais do que você está acostumado.</p>
<p>Todos eventualmente reconhecem que <em>músculos</em> sociais atrofiam se nunca são exercitados, então não existe salvação para desconforto social que não envolva fazer um esforço para conversar.</p>
<p>Esse foi um dos pontos em que tinha mais dificuldade: eu odiava a ideia de conversar. Eu achava falso tentar forçar algo a acontecer dessa forma. Se houvesse algo significativo a ser dito, seria dito, certo? Infelizmente isso simplesmente não é verdade; é outra falsa crença criada para auto-defesa e que leva à auto-sabotagem. <a title="A importância da conversa fiada contra a timidez" href="https://www.ronaud.com/arte-de-viver/a-importancia-da-conversa-fiada-contra-a-timidez/">Eu vejo agora que conversar é uma das habilidades mais importantes na vida</a>.</p>
<h3>Para superar o MEDO</h3>
<p>Sempre que você se rende ao medo, ele cresce. Sempre que você age mesmo sentindo o medo, ele diminui.</p>
<p>Por sorte, ele tende a diminuir rapidamente uma vez que você começa a se abrir. Você vai descobrir que as pessoas vão achar mais fácil se abrir com você. Pessoas desconfortáveis tendem a deixar as outras pessoas desconfortáveis, e pessoas abertas tendem a fazer outras pessoas se abrirem.</p>
<p>Entretanto, quando se trata de superar a timidez, existe um obstáculo que quase todos encontram, mesmo quando a ansiedade de falar começa a se dissipar.</p>
<p>O problema que a maioria das pessoas parece ter é que elas não sabem o que dizer. Elas podem não ter medo de falar, mas não conseguem pensar em como começar. As pessoas que sempre foram extrovertidas provavelmente possuem um arsenal inteiro de formas prontas de iniciar conversas &#8211; um resultado inevitável da experiência. Mas para o resto de nós, é frequentemente uma luta encontrar algo para dizer que não seja banal ou egoísta.</p>
<h3>Os três patetas da conversação: clima, trabalho e eventos atuais</h3>
<p>Puxar conversa é desconfortável para muitas pessoas, porque essas conversas tendem a ser sobre o clima.</p>
<p>&#8211; Ouvi dizer que amanhã vai ser bom.</p>
<p>&#8211; Sim, mas eu acho que eles mudaram a previsão. Vai estar nublado.</p>
<p>&#8211; Oh, que droga. É, verdade.</p>
<p>Horrível. Porque nós criamos este monstro de banalidade? Com certeza o silêncio seria melhor.</p>
<p>A razão do clima ser um tópico tão frequente de conversação é porque é algo que é relevante para a outra pessoa. Nesse sentido, é um assunto &#8216;seguro&#8217;. Mas não seria melhor se pudéssemos pensar em algo (qualquer coisa!) que poderia ser um pouco mais&#8230; cativante?</p>
<p>Mesmo com bons amigos. Frequentemente procuro por algo sobre o que conversar e acabo oferecendo algo como: &#8220;Então, como está o trabalho?&#8221; &#8220;Cara, está ventando muito hoje.&#8221; &#8220;Então, o que você fez ontem?&#8221;</p>
<p>Às vezes isso consegue fazer as palavras fluirem, mas frequentemente a conversa acaba caindo para assuntos dos quais nenhuma das pessoas realmente quer falar. A maioria das pessoas que eu conheço não se sentem especialmente animadas em passar seu tempo falando de seu trabalho, ou falando hoje sobre o que fizeram ontem. Nós nos obrigamos a levar essas conversas porque elas parecem ser melhores que o silêncio. Concordo que é um pouco melhor, mas com certeza é melhor quando nos oferecem algo específico para nós como assunto.</p>
<p><strong>Quando você traz para a conversa algo com que a outra pessoa se importa genuinamente, o entusiasmo começa a fluir</strong>. Um senso de colaboração emerge, e conexões se formam.</p>
<p>Melhores amigos geralmente conseguem mais facilmente fazer uma conversa significativa fluir, porque eles se conhecem muito bem. Ambos sabem sobre o que o outro quer falar. Com conhecidos, ou amigos de amigos, é mais difícil saber qual assunto é o melhor, por isso acabamos usando um dos velhos padrões: clima, notícias e trabalho.</p>
<p><strong>A solução é na verdade criar o hábito de descobrir o que a outra pessoa valoriza. Você pode se conectar com qualquer pessoa, se você souber o que é importante para ela, e se você der a ela uma oportunidade de falar sobre isso. Apenas pergunte sobre seu barco/filho/viagem pro México/motocicleta nova/clube de squash/gato/casa sustentável/geleia feita em casa.</strong></p>
<p>As pessoas vão se sentir muito gratas por terem uma chance de falar de seus assuntos preferidos. Elas vão se lembrar da conversa, e elas certamente se lembrarão de você. E isso é porque você as deu um grande presente: você as deu a chance de serem elas mesmas com você. Você as resgatou da lenta agonia de uma conversa sobre trabalho ou clima, e você deixou que elas se sentissem bem por serem quem são. Não sobrestime a profundidade do efeito que isto pode ter em uma pessoa. <strong>Você pode ser a melhor parte de uma festa para muita gente</strong>.</p>
<p>Não importa se você não está interessado no assunto. Apenas se torne interessado no interesse que a outra pessoa tem pelo assunto. Todos sabemos como é estar em nosso elemento, quando se trata de assunto. Ajude-os a chegar lá. Uma vez que o entusiasmo começa a fluir, normalmente existe tanta abertura e entendimento que se torna fácil trabalhar com qualquer assunto que se queira. Então você pode falar sobre o que te interessa, se você quiser.</p>
<p>Quando você está numa conversa com alguém, (ou melhor ainda, quando você está apenas ouvindo uma conversa) veja se você consegue descobrir sobre o que realmente eles realmente querem falar. Todo mundo tem um assunto preferido que os anima. O que faz com que seus olhos se iluminem? Uma dica rápida: pais adoram falar de seus filhos. E eles ficam muito impressionados quando você se lembra de qual esporte eles praticam ou qual universidade eles frequentam.</p>
<p>Não é uma idéia tão ruim apenas se sentar e fazer uma lista de amigos e conhecidos, e para cada um, algumas coisas sobre que você sabe que eles gostam de conversar. Então você conseguiu: uma lista de temas para iniciar conversas em que você pode se meter. Se você não conseguir pensar em nada, lembre-se de tentar descobrir na próxima vez que falar com eles.</p>
<p>Agora, eu não estou sugerindo que você crie pastas e gráficos de pizza sobre o que as pessoas de sua vida estão interessadas, mas certamente existe algo a ser dito sobre estar atento ao que é importante para os outros. Quando estamos indo para algum tipo de encontro, e você sabe que certas pessoas vão estar lá, você pode pensar em um ou dois assuntos em que as pessoas podem se interessar? De novo, não é para se tornar muito <em>stalker</em>, mas o Facebook pode ser um grande recurso para isto se elas te adicionaram como <em>amigo</em>.</p>
<p>De qualquer forma, em geral evite perguntar sobre o trabalho da outra pessoa. É simplesmente fácil demais, e quase sempre garante uma conversa sem graça. Eles vão se lembrar do encontro com você como chato e típico, e esse é o tipo de emoção com que vão te associar.</p>
<p>Se você se sentar e fizer um <em>brainstorm</em> de tudo com que as pessoas em sua vida se importam, você vai perceber que existem pessoas que você realmente não conhece. Você pode saber como elas ganham a vida, mas você não sabe o que as faz sorrir, você realmente não as conhece. Então descubra.</p>
<p>Estou longe de ser um conversador brilhante, mas não sinto mais medo. Levou um certo esforço para me sentir confortável, e ainda sinto que não estou tão bem quanto gostaria em termos de começar e dirigir uma conversa, mas sinto que entendi qual a parte mais importante: aprender o que deixa as outras pessoas animadas, e dar a elas a chance de se animar sempre que falam com você.</p>
<p>Então, da próxima vez que você estiver esperando que os três patetas te salvem, pergunte-se &#8220;o que deixa esta pessoa animada&#8221;. Se você não sabe, então você sabe o que perguntar.</p>
<p><a href="http://saitimidez.blogspot.com.br/2007/12/realidades-limitantes.html" target="_blank" rel="noopener">Fonte</a></p>
<p>***</p>
<p>Duas leituras altamente recomendáveis sobre o assunto:</p>
<p><a href="https://www.ronaud.com/livros/resenha-e-critica-do-livro-como-fazer-amigos-e-influenciar-pessoas/">Como fazer amigos e influenciar pessoas</a></p>
<p><a href="https://www.ronaud.com/livros/resenha-e-critica-do-livro-a-magica-de-pensar-grande/">A Mágica de Pensar Grande – Resenha</a></p>
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		<item>
		<title>(In)segurança emocional e a figura do &#8220;outro&#8221;</title>
		<link>https://www.ronaud.com/arte-de-viver/inseguranca-emocional-e-a-figura-do-outro/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Ronaud Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 30 Jan 2014 21:20:37 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Comportamento]]></category>
		<category><![CDATA[Auto-confiança]]></category>
		<category><![CDATA[Auto-crítica]]></category>
		<category><![CDATA[Insegurança]]></category>
		<category><![CDATA[Interação social]]></category>
		<category><![CDATA[Luiz Gasparetto]]></category>
		<category><![CDATA[Necessidade de Aprovação]]></category>
		<category><![CDATA[Os outros]]></category>
		<category><![CDATA[Segurança]]></category>
		<category><![CDATA[Timidez]]></category>
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					<description><![CDATA[Quando uma pessoa tem uma autoestima alta, o seu relacionamento com os demais torna-se mais seguro, já que ela reconhece sua importância e tem noção de seu valor diante do grupo.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Esta é a segunda parte de um texto publicado em novembro de 2013 &#8211; <a title="Como ser mais seguro" href="https://www.ronaud.com/auto-conhecimento/como-ser-mais-seguro/">Como ser mais seguro</a> (sugiro que clique e leia para conhecer a introdução da mensagem que segue).</p>
<p>***</p>
<p><strong>Há um fator preponderante a respeito da segurança psicológica que, ao meu ver, abarca toda essa questão da autoestima. Eu diria que esse fator <em>são os outros</em>. Muitos de nós são tão vulneráveis à opinião dos outros que um elogio ou uma crítica alheia pode mudar completamente o que sentimos a nosso respeito. </strong>Quem é seguro não depende de aprovação e reconhecimento constante, pois acredita, acima de tudo, em si mesmo; está satisfeito consigo mesmo; basta a si mesmo.</p>
<p>Quando uma pessoa tem uma autoestima alta, o seu relacionamento com os demais torna-se mais seguro, já que ela reconhece sua importância e tem noção de seu valor diante do grupo. Mesmo que alguém a critique de algum modo, ela está segura de sua integridade física e de suas competências, então essas críticas não a abalam tanto. Porque entendem que uma opinião alheia sobre si mesmo é apenas uma possível consideração sobre seu valor pessoal, e não uma certificação oficial e definitiva sobre o que ela é e quanto vale como indivíduo.</p>
<p>A única pessoa no mundo que tem direito de <em>certificar</em> o seu valor, <em>oficial e definitivamente</em>, é você mesmo(a).</p>
<p>Mas&#8230;</p>
<p>&#8230;como não se importar com o que os outros dizem?</p>
<h3>Aprenda a não se importar com os outros</h3>
<p>Aqui está a grande chave de uma vida mais segura e livre. Confesso ter sentido uma <em>felicidadezinha</em> ao ter atentado para a importância desta questão como fundamento da segurança emocional. Como se enfim eu tivesse descoberto o grande ingresso para uma vida mais leve e <em>mais minha</em>.</p>
<p>Como não se importar com o que os outros pensam e falam? Difícil não? Tenho uma dificuldade particular com essa questão (Já falei disso aqui: <a title="Bocas falam" href="https://www.ronaud.com/vida/bocas-falam-voce-se-importa-com-o-que-dizem/">1</a>, <a title="Ser autêntico" href="https://www.ronaud.com/atitude/ser-autentico/">2</a>, <a title="Como ser mais seguro" href="https://www.ronaud.com/auto-conhecimento/como-ser-mais-seguro/">3</a>, <a title="Como lidar com os outros" href="https://www.ronaud.com/autoestima/como-lidar-com-os-outros/">4</a>, <a title="Mil modos de errar no Facebook" href="https://www.ronaud.com/internet/facebook-mil-modos-de-errar/">5</a>, <a title="Maus-olhados" href="https://www.ronaud.com/espiritualidade/maus-olhados-inveja-e-o-silencio/">6</a> e <a title="Não tô nem aí" href="https://www.ronaud.com/arte-de-viver/nao-to-nem-ai/">7</a>). Sofro muito de ressaca moral. Vivo com remorso de coisas que faço ou digo, e olha que, socialmente, falo muito pouco.</p>
<p>O fato é que sempre que sentimos arrependimento por ter dito algo, ou quando evitamos falar certas coisas, estamos dando mais poder á opinião do outro do que à nossa própria opinião.</p>
<p>É claro que amamos certas pessoas, e como quem ama quer o bem, estaremos sempre tomando cuidados para não atingir essas pessoas. É normal, mas essa postura de se ficar medindo as palavras com os outros tem de ter um limite.</p>
<p><strong>E o limite, tanto com as pessoas que amamos, como com as pessoas de nosso convívio social, é o nosso bem estar.</strong></p>
<p>Evite ao máximo comprometer seu bem estar tendo que medir palavras diante dos outros. Por isso o caminho da segurança, isto é, desse bem estar íntimo, é não depender da aprovação, reconhecimento e amor do outro, como se fosse o principal alimento de subsistência. Quando a pessoa sabe o valor que tem, e a correção do que disse, e se concentra nessas características próprias mesmo em meio a tempestades sociais, ela pára de se comportar como o cachorrinho carente que faz qualquer peripécia por alguns afagos de seu dono.</p>
<p>Dona de si mesma, ela pára de se preocupar com o que as outras pessoas vão pensar a seu respeito. Aceita o fato de que não existe unanimidade! Sempre haverá aqueles que gostam e que não gostam dela, ou do que ela disse. Percebeu que é melhor ter a consciência leve e limpa, sendo fiel a seus valores, mesmo que isso implique em desagradar ao outro. Em vez de se preocupar com o que estão pensando a respeito dela, continua investindo em seus projetos pessoais, valorizando-se a cada dia mais.</p>
<p>Como ela sabe do valor que tem, assume naturalmente que as pessoas, de modo geral, gostam dela.</p>
<p><a title="Um juízo forte e positivo de si mesmo" href="https://www.ronaud.com/prosperidade/para-ser-rico-seja-grande-indice-de-grandeza-pessoal/">Ela está consciente que tem um valor fixo</a>, que ela mesma agregou para si, e que  não depende dos outros concordarem ou não, de entenderem ou não.</p>
<p>Ela segue tranquila, integra, estável, inabalável, apegada ao que construiu de bom em si mesma.</p>
<h3>Os outros, na verdade, não estão nem aí para você</h3>
<p>Esta é a situação mais provável, sempre!</p>
<p>A verdade é que você não é o centro do universo. A maioria das pessoas ao redor estão na verdade muito ocupadas cuidando de suas próprias vidas para ficar cuidando da sua.</p>
<p>Você pode ficar achando que disse algo realmente estupido naquela festa, ou talvez está convencido que a espinha em seu nariz é tão feia que todos estão reparando, ou que todos estão falando sobre o erro que você cometeu na semana passada&#8230; Mas a verdade é que eles provavelmente nunca mais na vida se lembrarão desses episódios.</p>
<p>Perceba que quem mais se importa com você, é você mesmo, e que você é o único responsável por suas próprias ações e sentimentos. Você não pode controlar outras pessoas, mas você pode controlar como você reage e o que sente sobre elas. Neste caso, a sugestão é perceber que elas não estão nem um pouco preocupadas com você.</p>
<h3>Mas quando os outros demonstram se importar?</h3>
<p>Aceite a ideia de que você está o tempo todo sujeito a julgamentos alheios, quer você se preocupe, quer não.</p>
<p>Aceite que você não vai conseguir agradar a todos o tempo todo. Nem se quisesse. Não tente ser perfeito, não vai conseguir.</p>
<p>Se você agir, vão falar porque você agiu. Se você não agir, vão falar porque você não fez nada.</p>
<blockquote><p>Não importa o que os outros pensam porque eles vão pensar de qualquer maneira. Paulo Coelho</p></blockquote>
<h3>Aceite que&#8230;</h3>
<p>O que os outros pensam, é apenas o que eles pensam.</p>
<p>O que os outros dizem, é apenas o que eles dizem.</p>
<p>Não tenho controle sobre o que pensam, nem sobre o que dizem de mim.</p>
<p>Portanto não posso me sujeitar à opinião dos outros, e me anular caso não gostem de mim.</p>
<p>Porque só eu sei a verdade sobre mim.</p>
<p>Estaria me aprisionando em mim mesmo, para não ofendê-los.</p>
<p>Tenho direito de ser o que eu puder ser, até onde eu puder ser.</p>
<p>O grande compromisso que tenho com a vida é ser fiel à minha verdade e aos meus valores, que são o que realmente importa, sejam quais forem.</p>
<p>Se os outros não gostarem, realmente, será um problema deles.</p>
<blockquote><p>Ninguém pode fazer com que te sintas inferior sem o teu consentimento. Eleanor Roosevelt</p>
<p>O maior reconhecimento tem de vir de si próprio porque aí você vira um servo da sua alma e da sua vocação, e não da opinião de terceiros. Roberto Shinyashiki, psiquiatra</p>
<p>O prejuízo de viver dentro de modelos é que todos se tornam parecidos e as singularidades de cada um desaparecem. Para se viver de forma satisfatória, o mais possível em sintonia com os próprios desejos, as pessoas devem ter coragem. A preocupação com o que os outros pensam é a forma mais fácil de ter uma vida limitada e medíocre. Regina Navarro Lins, sexóloga</p></blockquote>
<h3>Meu Deus, o que os outros vão pensar?</h3>
<p>No excelente livro <em>Desejo de Status</em>, de Alain de Botton, o qual recomendo fortemente junto a QUALQUER outro livro do autor (muito embora esteja difícil de encontrá-lo), encontrei os trechos abaixo, os quais acabam apoiando bastante o texto citado inicialmente aqui, especialmente em relação à importância que damos às opiniões alheias. Eis os trechos:</p>
<blockquote><p>Quando começamos a analisar as opiniões dos outros, propuseram os filósofos há muito tempo, fazemos uma descoberta triste que ao mesmo tempo, curiosamente, é um alívio: as opiniões da maioria da população sobre a maioria dos temas são permeadas por uma confusão extraordinária e pelo erro. <a title="Frases de Chamfort" href="https://www.ronaud.com/frases-pensamentos-citacoes-de/chamfort">Chamfort</a>, ecoando a atitude misantropa de gerações de filósofos antes e depois dele, colocou a questão com simplicidade: &#8220;A opinião pública é a pior de todas as opiniões.&#8221;</p>
<p>O motivo para essa falha de opinião está na relutância do público em submeter seus pensamentos aos rigores do exame racional e no fato de que essas opiniões estão baseadas na intuição, na emoção e nos costumes. &#8220;Pode-se estar certo de que toda idéia que geralmente é sustentada, toda noção aceita, será uma idiotice, porque foi capaz de atrair a maioria&#8221;, observou Chamfort, acrescentando que o que é lisonjeiramente chamado bom senso é em geral pouco ou nenhum senso, pois sofre de simplificação, falta de lógica, preconceito e superficialidade: &#8220;Os costumes mais absurdos e as cerimônias mais ridículas são desculpadas em toda parte apelando à expressão, &#8216;mas esta é a tradição&#8217; &#8220;.</p>
<p>[&#8230;]</p>
<p>&#8220;Aos poucos nos tornaremos indiferentes ao que se passa pela cabeça dos outros, quando adquirirmos um conhecimento adequado da natureza superficial e fútil de seus pensamentos, da estreiteza de sua visão, da insignificância de seus sentimentos, da perversidade de suas opiniões e da quantidade de erros que cometem&#8230; Devemos então ver que quem quer que relacione muito valor à opinião os outros confere a eles honra demais&#8221;, afirmou <a title="Frases de Arthur Schopenhauer" href="https://www.ronaud.com/frases-pensamentos-citacoes-de/arthur-schopenhauer">Arthur Schopenhauer</a>, um modelo importante da misantropia filosófica.</p></blockquote>
<p>Os trechos acima se relacionam fortemente com o que Nelson Rodrigues quis dizer ao concluir que &#8220;toda unanimidade é burra&#8221;. O fato é que, salvo pouquíssimas exceções, a maioria das pessoas já cometeu tantas faltas na vida, e mantem opiniões tão infundadas na cabeça, que não poderiam jamais dar qualquer <em>pitaco</em> a respeito da vida alheia.</p>
<p>Mas sabemos que é mais fácil apontar para o outro do que olhar para si mesmo.</p>
<p>É mais fácil julgar, do que entender.</p>
<p>E pelo mesmo motivo, não nos é razoável atribuir tanta autoridade às <em>bem intencionadas</em> opiniões dos outros.</p>
<h3>Os outros</h3>
<p>Em 2011, eu havia compilado um texto com frases e pensamentos do <a title="Conhaça o Gaspa!" href="https://www.ronaud.com/espiritualidade/luiz-gasparetto-e-sua-mensagem-iluminadora/">Gasparetto</a> sobre como lidar e conviver com os outros. <a title="Como lidar com os outros" href="https://www.ronaud.com/autoestima/como-lidar-com-os-outros/">É esse texto aqui</a>. Hoje vejo como naquela ocasião, acabei atentando para um assunto que viria a se concluir somente hoje, com esse texto sobre segurança.</p>
<p>Mais pela importância do conteúdo do que pela improvável qualidade da escrita, eu diria que este texto aqui e aquele de 2011 são os mais importantes deste site.</p>
<p>Acho que a insegurança emocional é o fator fundamental que define não só a saúde física e psicológica de uma pessoa, como também, seu sucesso ou insucesso na vida.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Família ideal &#8211; Um sonho ou uma possibilidade?</title>
		<link>https://www.ronaud.com/amor/familia-ideal-um-sonho-ou-uma-possibilidade/</link>
					<comments>https://www.ronaud.com/amor/familia-ideal-um-sonho-ou-uma-possibilidade/#comments</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Ronaud Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 18 Jan 2014 23:56:48 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Amor]]></category>
		<category><![CDATA[Casamento]]></category>
		<category><![CDATA[Casamento ideal]]></category>
		<category><![CDATA[Compreensão]]></category>
		<category><![CDATA[Conservadorismo]]></category>
		<category><![CDATA[Convivência]]></category>
		<category><![CDATA[Doação]]></category>
		<category><![CDATA[Família]]></category>
		<category><![CDATA[Idealismo]]></category>
		<category><![CDATA[Relacionamentos]]></category>
		<category><![CDATA[Romantismo]]></category>
		<category><![CDATA[Segurança]]></category>
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					<description><![CDATA[Acredito que antes de decidirmos formar uma família, deveríamos resolver nossas pendências emocionais, para que possamos passar aos nossos filhos somente amor e segurança. Eu diria que é até injusto criarmos nossas crianças despejando nelas todas as nossas inseguranças. Um terreno fértil merece ser cultivado com bons frutos. ]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_13712" style="width: 680px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-13712" class="wp-image-13712" src="https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2014/01/amor-alem-da-vida.jpg" alt="Amor além da vida" width="670" srcset="https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2014/01/amor-alem-da-vida.jpg 960w, https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2014/01/amor-alem-da-vida-300x168.jpg 300w" sizes="(max-width: 960px) 100vw, 960px" /><p id="caption-attachment-13712" class="wp-caption-text">Amor além da vida</p></div>
<p>Tenho percebido que minha trajetória intelectual, não acadêmica, mas a do intelecto particular, que me permite compreender as coisas da vida, tem sido uma trajetória circularmente ingrata.</p>
<p>Primeiro aprendi a questionar tudo, para depois aprender a <a href="https://www.ronaud.com/inteligencia/equivocos-consequencias-e-lucidez/">questionar o porquê de eu estar questionando</a>, já que no fim, enxerguei que tudo está certíssimo do jeito que está.</p>
<p>Dos tantos assuntos com os quais fiz esse <em>trajeto</em>, um deles é o tema &#8220;família&#8221;.</p>
<p><em>Conservadores</em> e religiosos pregam a preservação da família tradicional como instituição e como núcleo básico da sociedade. <em>Progressistas</em> acham que <em>família</em> é apenas uma formação emocional, de caráter biológico, temporário e instável, cuja formação tradicional não tem muita importância, já que pode ser a mais flexível possível (família homossexual, poligâmica etc).</p>
<p>Os<em> conservadores</em> pregam que toda e qualquer família tradicional, constituída nuclearmente de pai, mãe e filhos são fundamentais para a formação de indivíduos equilibrados e por consequência, de uma sociedade equilibrada. <em>Progressistas</em> argumentam que até os piores bandidos saíram de uma família tradicional, e defendem a adoção de crianças por casais homossexuais alegando que as crianças abandonadas foram geradas por&#8230; casais heterossexuais.</p>
<p>Corretos, não?</p>
<div id="attachment_13711" style="width: 310px" class="wp-caption alignleft"><img decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-13711" class="wp-image-13711 size-medium" src="https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2014/01/casal-300x236.jpeg" alt="Por toda a vida" width="300" height="236" srcset="https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2014/01/casal-300x236.jpeg 300w, https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2014/01/casal.jpeg 741w" sizes="(max-width: 300px) 100vw, 300px" /><p id="caption-attachment-13711" class="wp-caption-text">Por toda a vida</p></div>
<p>Por muito tempo, um senso de rebeldia juvenil me fez crer mais nesta visão <em>progressista</em>. Hoje, entendo que ambos os grupos tem suas razões e seus equívocos.</p>
<p>Mas eu vou voltando, cada vez mais, pelo caminho <em>conservador</em>, entendendo, porém, que uma união meramente heterossexual não é suficiente para garantir a formação de sujeitos equilibrados. Vou, na verdade, por um caminho mais idealista. Um ideal onde vejo que uma família de pessoas <em>EQUILIBRADAS</em> e bem resolvidas gera, sim, <em>por tendência</em>, filhos equilibrados.</p>
<p>Este tem sido o grande equívoco da visão conservadora sobre a família tradicional. Não adianta ter um pai, e uma mãe, como família, se um ou outro traz problemas emocionais muito acentuados, ou se eles não se entendem entre si, e não têm sintonia, enfim, se não se amam verdadeiramente. Ali tem-se um pai e uma mãe, mas não se tem um lastro emocional seguro.</p>
<p>Por aí, já acredito que antes de decidirmos formar uma família, deveríamos resolver nossas pendências emocionais, para que possamos passar aos nossos filhos somente amor e segurança. Eu diria que é até injusto criarmos nossas crianças despejando nelas todas as nossas inseguranças. Um terreno fértil merece ser cultivado com bons frutos. Um indivíduo criado num lar amoroso e estável certamente tenderá a se formar como um indivíduo amável e mais seguro; ao menos mais seguro do que a média das pessoas.</p>
<p>Sei que falar sobre segurança emocional num mundo onde tudo é transitório é o mesmo que falar sobre o voo das fadas. Mas alguns raros indivíduos têm a felicidade de ter pais amorosos, e que permanecem juntos por toda a vida, até que, literalmente, a morte os separe. Pode ser que eu esteja com a <em>síndrome da grama verde do vizinho</em>, mas tenho uma impressão recorrente que essas pessoas, mesmo com seus problemas, se sentem mais tranquilas e amparadas.</p>
<p>Porque acho que nada nos passa mais segurança e tranquilidade do que sabermos que nossos pais &#8211; que são na verdade nossas raízes emocionais &#8211; estão juntos, longe ou perto, mas de preferência perto, e seguem a vida relativamente bem, em harmonia, mesmo apesar das dificuldades que toda convivência oferece. Como é triste constatar que seus pais seguiram caminhos diferentes e mesmo assim não se acertaram na vida como sonhavam.</p>
<p>Também pensemos em como nossos adolescentes se sentem intimamente, quando percebem que seus pais são tão inseguros e hesitantes quanto eles&#8230;</p>
<div id="attachment_13717" style="width: 310px" class="wp-caption alignright"><img decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-13717" class="wp-image-13717" src="https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2014/01/plante-uma-arvore.jpg" alt="- &quot;Filho, um dia você vai apreciar as coisas realmente importantes da vida&quot; - &quot;Obrigado, pai&quot;" width="300" srcset="https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2014/01/plante-uma-arvore.jpg 720w, https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2014/01/plante-uma-arvore-300x272.jpg 300w" sizes="(max-width: 720px) 100vw, 720px" /><p id="caption-attachment-13717" class="wp-caption-text">&#8211; &#8220;Filho, um dia você vai apreciar as coisas realmente importantes da vida&#8221; &#8211; &#8220;Obrigado, pai&#8221;</p></div>
<p>Nessa sociedade louca e <em>individualista demais</em>, <a title="Mudou de ideia, sr. Ronaud?" href="https://www.ronaud.com/sociedade/mundo-decadente/">na qual temos a infelicidade de viver</a>, e que valoriza demais a paixão, o sexo e o próprio ego, a tendência é que famílias tradicionais existam cada vez menos, e que precisaremos estar cada vez mais preparados para, mais adiante na vida, termos duas famílias: a família da sua mãe, e a família do seu pai. Com sorte, poderá ser legal. Mas muito dificilmente será a mesma coisa que termos nossos dois pais, vivendo juntos enquanto estiverem vivos, com a casa sempre aberta para darmos aquela <em>chegadinha</em> como quem chega na própria casa, mesmo que já more em outra.</p>
<p>Mas nossos pais, são nossos pais. São humanos e tão passíveis de erros quanto nós mesmos. E essa é a questão principal deste texto:</p>
<p><em><strong>E nós?</strong></em></p>
<p>Eu já não consigo analisar qualquer aspecto da vida sem levar em conta o fato de passarmos neste mundo por vidas sucessivas. Portanto, acredito muito profundamente, que <a title="Como usar a reencarnação a seu favor? Clique e veja" href="https://www.ronaud.com/espiritualidade/como-usar-a-reencarnacao-a-seu-favor/">nós recebemos da vida aquilo que somos capazes de dar</a>. Muito provavelmente, quem tem ou se criou em uma família problemática, foi parar ali por atração, para aprender a importância de um lar estável. E a lição principal é justamente essa: Nós, <em>AGORA</em>, devemos ter a capacidade de escolher bem um parceiro, e <a href="https://www.ronaud.com/amor/toda-fogueira-precisa-de-lenha/">construir dedicadamente</a> um lar seguro para nossos filhos. Porque quem quer estabilidade, deve oferecer estabilidade. <a href="https://www.ronaud.com/espiritualidade/karma/">E porque quem planta instabilidade<em> JAMAIS !!!</em> vai colher estabilidade</a>.</p>
<p>A vida é uma chance interminável de passarmos a fazer a coisa certa, <a href="https://www.ronaud.com/espiritualidade/como-usar-a-reencarnacao-a-seu-favor/">independente do período dela em que estamos vivendo</a>.</p>
<p>Talvez isso exija uma certa abnegação e um certo sacrifício de nossa parte. Mas é claro que sacrifícios têm limites. Uma relação destrutiva deve ser deixada pra trás o quanto antes, e os filhos saberão entender uma decisão dessas. Mas por outro lado, é tão difícil encontrar um parceiro ideal para nós que, uma vez encontrado, merece ter certos defeitos relevados, até porque também teremos os nossos.</p>
<p>Enfim, este é um raciocínio que deixo assim, incompleto. É algo para continuar pensando, refletindo, e vendo se é algo que vale a pena sonhar e construir, ou se não passa de um arroubo <em>romântico</em> meu 🙂 <a title="A arte da conquista? Besteira" href="https://www.ronaud.com/amor/a-arte-da-conquista-ou-nao-seja-ridiculo/">A cada dia que passa</a>, acredito mais e mais que vale a pena.</p>
<p>Um dia, daqui a MUITO tempo, quem sabe, eu volte aqui com alguma conclusão.</p>
<p>E quem sabe, com uma foto como a dos dois velhinhos, mais acima 😉</p>
<p>***</p>
<p>A foto do meio, que ilustra e inspirou esse texto (cujas reflexões me são mais antigas) foi retirada <del>desta página</del> <ins>a página foi removida</ins>. Ela mostra uma sequência de fotos que um casal de idosos tirou em várias estações ao longo dos últimos anos. O fim é triste, mas é da vida. O importante é que a trajetória parece ter sido boa, e valido a pena.</p>
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		<title>Como ser mais seguro</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Ronaud Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 05 Nov 2013 04:02:33 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Autoestima]]></category>
		<category><![CDATA[Atitude positiva]]></category>
		<category><![CDATA[Auto-confiança]]></category>
		<category><![CDATA[Auto-crítica]]></category>
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		<category><![CDATA[Insegurança]]></category>
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		<category><![CDATA[Necessidade de Aprovação]]></category>
		<category><![CDATA[Segurança]]></category>
		<category><![CDATA[Timidez]]></category>
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					<description><![CDATA[Nossa segurança é nosso principal alicerce emocional. A maioria de nós é inseguro(a) e passa a vida inteira sofrendo as consequências da insegurança. O texto traz algumas considerações e dicas para você compreender a insegurança e começar a eliminá-la do seu dia a dia.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>De repente, após a publicação destes dois textos, sobre <a href="https://www.ronaud.com/espiritualidade/maus-olhados-inveja-e-o-silencio/">mau-olhado</a> e sobre <a title="Santo de casa não faz milagre" href="https://www.ronaud.com/inteligencia/santo-de-casa-nao-faz-milagre/">a validação que uma autoridade intelectual</a> oferece a outra obra, me dei conta que o grande fator que determina nossa infelicidade e nosso insucesso se chama&#8230;</p>
<p><strong>INSEGURANÇA.</strong></p>
<p><a href="https://www.ronaud.com/atitude/o-poder-das-palavras-elogios-e-gestos-de-reconhecimento/">E a maioria de nós passa a maior parte do tempo insegura de si</a>.</p>
<p>Eu diria que a insegurança psicológica é praticamente um caso de saúde (mental) pública.</p>
<p>Mas como entender e resolver isso?</p>
<h3>O que é insegurança emocional?</h3>
<p>Segundo a <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Inseguran%C3%A7a_emocional" target="_blank" rel="noopener">wikipedia</a>,</p>
<blockquote><p>Insegurança é um sentimento de mal-estar geral ou nervosismo que pode ser desencadeado pela percepção, de alguma forma vulnerável, de si mesmo, ou um senso de vulnerabilidade ou instabilidade que ameaça a própria auto-imagem ou ego.</p>
<p>[&#8230;]</p>
<p>Insegurança pode ajudar a causar timidez, paranoia e retraimento social, ou alternativamente pode encorajar comportamentos compensatórios tais como arrogância, agressão ou bullying em alguns casos.</p>
<p>[&#8230;]</p>
<p>Como a insegurança pode ser angustiante e parecer ameaçadora à psiquê, ela geralmente pode ser acompanhada por um tipo de personalidade controladora ou esquiva, como mecanismos psicológicos de defesa.</p></blockquote>
<p>Podemos estar inseguros por vários e vários motivos.</p>
<p>Nossa insegurança surge quando a opinião que temos sobre nós mesmos torna-se negativa. E a opinião que temos de nós mesmos quase sempre deriva da opinião dos outros a nosso respeito, ou melhor, da opinião que PENSAMOS que os outros têm a nosso respeito, já que muito raramente alguém expressa claramente o que pensa de nós. E quando expressa, por educação, é quase sempre positiva. Infelizmente, não costumamos acreditar 🙁</p>
<p>Pode ocorrer também de chegarmos a uma opinião negativa a nosso respeito por nos avaliarmos com base nos critérios, isto é, nos valores, dos outros. Quando você define seus próprios valores, e segue fiel a eles, e se avalia de acordo com estes valores, sua opinião sobre si mesmo resultará certamente mais autêntica e mais favorável a si mesmo(a).</p>
<p>Essa opinião negativa de si mesmo(a) gera uma incerteza e uma ansiedade por estarmos eventualmente inadequados, de não estarmos à altura das expectativas dos outros, de não sermos aceitos, valorizados, estimados, por fim, amados.</p>
<p>Esse misto de incerteza e ansiedade sobre nosso valor pessoal se chama <em>insegurança</em>.</p>
<blockquote><p>Fazemos isso porque a solidão é apavorante para a maioria das pessoas. O ser humano precisa se sentir importante e, por isso, a opinião dos outros vira referência do quanto é amado. A partir daí, infelizmente, muita gente faz o que não quer só para agradar e se sentir aceito. Roberto Shinyashiki, psiquiatra</p></blockquote>
<p>Num primeiro momento, há diversas atitudes práticas que podem nos fortalecer. São ações práticas que visam o nosso auto-desenvolvimento. Quando nos desenvolvemos de forma a nos tornarmos cada vez mais completos, fortalecemos nossas competências e passamos a nos ver mais e mais com bons olhos. Faz sentido, na medida em que uma noção de que estamos mais preparados para a vida tende a nos fazer sentir mais seguros.</p>
<p>De modo geral, o seu bem-estar íntimo é você que constrói ao longo da vida. Às vezes temos a impressão que algumas pessoas já nascem com essa paz interior. Não sei se isso acontece. Acho que também elas viveram suas <em>guerras</em> antes de chegarem à <em>paz</em>. Não temos como saber. Portanto, sugiro que não pensemos nisso, que não pensemos na trajetória dos outros. Se alcançaram a paz interna na forma de segurança e autoestima, <em>QUE BOM PRA ELES</em>.</p>
<p>Pois a verdade é que você tem muito trabalho a ser feito com você mesmo. Escolher algumas das dicas de auto-desenvolvimento abaixo, para seguir, pode ser um bom começo. <a title="Fica firme aí!" href="https://www.ronaud.com/vida/problemas-juventude-tempo-experiencia-fortalecimento/">Dar-se tempo para alcançar essa evolução pessoal</a> também é fundamental. Algumas coisas levam tempo. Esqueça que os outros já chegaram lá, o tempo e as lutas deles foram outros. Você tem as suas e é delas que deve cuidar agora.</p>
<p>Porque quando você se desenvolve através de estudos, e melhorando seus hábitos, e passa a se conhecer bem, os outros podem emitir as opiniões mais contraditórias sobre si, mas você não se deixa impressionar, nem iludir, pois sabe da sua realidade.</p>
<h2>Dicas práticas contra a insegurança</h2>
<p>Primeiro de tudo: Se há algo em sua vida que lhe incomoda, e que não tem solução, tente exercitar a aceitação. Escrevi muito sobre esse tema aqui: <a title="Textos sobre a aceitação" href="https://www.ronaud.com/tag/aceitacao/">Textos sobre aceitação</a>.</p>
<blockquote><p>Aceitar é combinar consigo mesmo que evitará dispensar energia em cima de coisas sobre as quais não tem controle. Marisa de Abreu, psicóloga</p></blockquote>
<p>Por outro lado, se você reconhece em si mesmo(a) carências e deficiências que podem ser preenchidas, então não tem jeito, vai ter que <em>arregaçar as mangas</em>, porque mágica, MESMO, só em filmes.</p>
<p>As dicas abaixo não são minhas, fui <em>garimpando</em> em alguns sites e, como foram mescladas, optei por não indicar autoria específica, até porque alguns sites não a indicavam. São sugestões de por onde começar, e são bastante práticas. Para alguns assuntos, você já deve se sobressair, então, ignore-os. Para outros, certamente você vai notar carências em si. Escolha um por vez, e corra atrás de seu desenvolvimento e incorporação na sua rotina e na sua vida.</p>
<h3>Saúde e cuidados pessoais</h3>
<ul>
<li>Cuide da saúde. Veja como se sentirá mais positivo(a) em relação a si mesmo(a). Abandone o <em>junk food</em> e troque os  pastéis e coxinhas por alimentos saudáveis, como vegetais e grelhados.</li>
<li>Mexa-se. Alongue-se. Praticar atividades físicas ajuda a ter bons sentimentos em relação ao próprio corpo e melhora sua percepção de si mesmo(a), aumentando a confiança. Caminhe mais.</li>
<li>Medite. Pessoas que meditam até cinco dias por semana tem maior autoaceitação.</li>
<li>Descanse a pele. Dormir é essencial para reduzir a inflamação da pele e reduzir os hormônios do estresse que te deixam com sinais do tempo.</li>
<li>Controle a sudorese e seus odores. A transpiração excessiva atrapalha a vida de quem padece do mal, trazendo insegurança. Lembre-se de que o sorriso é seu cartão de visitas – e deve estar impecável!  Por isso, capriche nos cuidados com seus dentes. Mantenha a boca saudável, dentes brancos e hálito refrescante.</li>
<li>Vista-se de modo a tornar-se confiante. A maneira como nos vestimos pode afetar diretamente o nosso comportamento. Seja a maneira como você mesmo se enxerga ou a maneira como os outros olham para você. Isso não significa usar apenas roupas caras, mas escolher aquelas que servem perfeitamente em você, que estão em boas condições e que são apropriadas para a ocasião. Significa também se desfazer daquelas peças as quais você realmente não gosta. Cuide-se! Para se sentir confiante, é essencial que você se goste. Invista em um lindo corte de cabelo, uma roupa nova, e capriche com sua imagem.</li>
</ul>
<h3>Profissional e organização</h3>
<ul>
<li>Pare de procrastinar. Se algo te assusta, comece a fazer algo menor que te leve ao objetivo final, mas deixe de adiá-lo. Quando completar a tarefa, ela parecerá menos desafiadora. E pare de enrolar: pensar demais se deve ou não fazer algo te paralisa. Tomar uma grande decisão faz você se sentir mais forte e mais capaz.</li>
<li>Aprenda algo. Descobrir como fazer algo novo, seja uma língua ou cozinhar ajudam a trazer confiança. Aprenda sempre, quanto mais conhecimento você adquirir, mais confiante você será. Conhecimento é sinônimo de poder e quanto mais poderoso você se sente, mais confiança tem dentro de si.</li>
<li>Limpe a carteira e suas gavetas. Uma vez por semana ou por mês, tire os papéis inúteis que estão na carteira, os recibos do cartão e os cartões de visitas do acessório. Administrar algo pequeno vai ajudar, aos poucos, a adquirir o controle da própria vida. E a sensação de &#8220;organização&#8221; vai lhe fazer muito bem.</li>
<li>Corra atrás apenas dos desejos “realizáveis”. Perder tempo com desejos impossíveis como “queria ter nascido rica”, ou praticamente impossíveis como &#8220;quando eu ganhar na mega-sena&#8221; consome o seu tempo, sua energia mental e não leva a lugar algum.</li>
</ul>
<h3>Emocional e pessoal</h3>
<ul>
<li>Não seja tão vaidoso(a). Se afaste do espelho. Pessoas, em especial mulheres, que passam muito tempo preocupadas com a aparência são menos felizes. Capriche no visual, mas sem deixar que este seja a maior preocupação da sua vida.</li>
<li>Lembre-se das coisas boas. Pense no passado e escreva sobre as coisas boas que te disseram, isso ajuda a reduzir a insegurança sobre si. Acentue o que tem de positivo: não se permita pensar que não é boa para fazer algo. Acredite em sua capacidade para crescer como pessoa, e se esforce para aprender algo, notando como é agradável melhorar a si mesmo(a).</li>
<li>Supere as falhas. Cometer erros é inevitável, mas é preciso aceitar que eles acontecem ocasionalmente. E pare de se desculpar. As pessoas que se desculpam demais são inseguras. Você não deve nada aos outros. Não surte com seus erros, as pessoas perdoam mais do que imaginamos. A reação ao erro é muito pior na sua mente do que na das outras pessoas. Evite entregar-se à angústia. Em vez de pensar “Por que fiz tanta besteira?”, pergunte-se: “O que aprendi com as minhas experiências?”, “Como posso aproveitar essa lição para fortalecer a minha autoconfiança?”.</li>
<li>Tenha objetivos realistas. Suas aspirações devem ser plausíveis de serem realizadas. Se a perfeição for uma meta, não terá como atingi-la e acabará se frustrando.</li>
<li>Premie-se. Se permita alguns presentinhos sempre que atingir um objetivo. Faça uma lista do que fez e do que precisa ser feito e premie-se constantemente. Faça algo que deixe você feliz, independentemente de ter uma companhia ou não. Vá ao cinema, ao massagista&#8230; Aprenda a ser seu melhor amigo e trate-se com carinho e respeito.</li>
<li>Doe suas roupas e outros pertences que perderam a utilidade. Faça algo bacana com aquilo que não te serve mais e vai ver como vai se sentir melhor.</li>
<li>Faça trabalho voluntário. Diversos estudos sugerem que as pessoas se sentem melhores consigo mesmas após se juntarem a trabalhos voluntários.</li>
<li>Aprecie o que a vida dá a você, não fique ressentido pelo que ela não dá. Seja grata. Escreva bilhetes e emails de agradecimento aos colegas por atitudes simples, como um almoço ou um café juntos e se sentirá mais feliz em relação a si. Não compare &#8211; Pare de medir o seu sucesso baseando-se em outras pessoas. O que você vê sobre elas não é 100% real. Fazer comparações é uma maneira distorcida e irreal de medir o seu sucesso.</li>
<li>Evite mal entendidos. Os outros não têm bola de cristal. Esclareça os seus sentimentos, sempre. É a melhor forma de ser correspondida. Extravase os sentimentos<strong> </strong>em vez de sufocá-los. Quando precisar chorar, chore de soluçar e, quando quiser rir, ria de perder o fôlego.</li>
<li>Qualquer conquista traz em si uma possibilidade de rejeição. Aprenda com seus erros e aprimore-se sempre! Uma forma de lidar com a rejeição é saber que existem milhares de homens e mulheres no mundo e você não precisa se martirizar caso com uma pessoa não tenha dado certo!</li>
<li>Converse com as pessoas. Quando se encontrar em uma situação social, ao invés de ficar apenas ao redor daqueles com quem se sente confortável, procure iniciar uma conversa com quem você ainda não conhece bem. Treinar a abordagem a novas pessoas vai fazer com que você se sinta mais confiante. Conviva com seus amigos! Cerque-se de pessoas que lhe querem bem. Isso pode influenciar no funcionamento do seu corpo.</li>
<li>Participe de todo tipo de atividade. Ofereça-se como voluntário para participar de tarefas e projetos que não se encaixam exatamente na sua área. Dessa maneira você aprenderá a fazer mais do que “o básico” e verá que pode ser útil em qualquer área, desde que esteja interessado nisso. Pratique o SIM e viva novas experiências. Em vez de dizer não para aquele passeio com a avó ou negar sair com aquele garoto meio estranho, aproveite tudo o que aquela experiência pode trazer de positivo para a sua vida.</li>
</ul>
<p>Pratique sem parar! Identifique as habilidades que você precisa desenvolver, e os hábitos que precisa mudar, e pratique incansavelmente. Quanto mais você praticar mais confiante se tornará. Não desanime e nem acredite que não é a pessoa certa para isso. Qualquer tipo de habilidade pode ser desenvolvido com muito treino e dedicação.</p>
<p>***</p>
<p>A segunda parte deste texto foi transferida para um novo artigo. Clique e leia:</p>
<p><a href="https://www.ronaud.com/arte-de-viver/inseguranca-emocional-e-a-figura-do-outro/">(In)segurança emocional e a figura do &#8220;outro&#8221;</a>.</p>
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		<title>Pensando na vida</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Ronaud Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 27 Jul 2013 22:41:36 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atitude]]></category>
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					<description><![CDATA[Não é lá muito aconselhável ficar pensando demais na vida. Nietzsche enlouqueceu assim. Que azar ele teve de não ter tantos shoppings centers em sua época para poder se distrair de si mesmo de vez em quando.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O problema que surge quando conseguimos segurança demais na vida, nessa nossa vida <del>burguesa</del> <ins>de classe média</ins>, é que ela nos dá muito tempo para <em>pensar na vida</em>.</p>
<p><a title="Uma questão de sanidade mental" href="https://www.ronaud.com/vida/sofrimento-voce-cara-a-cara-com-voce/">Mas parte fundamental da vida é distrair-se dela</a>.</p>
<p>Porque pensar é uma rua sem saída.</p>
<p>Não é lá muito aconselhável ficar pensando demais na vida. Nietzsche enlouqueceu assim. Que azar ele teve de não ter tantos <em>shoppings centers</em> em sua época para poder se distrair de si mesmo de vez em quando.</p>
<p>Embora muitos prefiram se distrair, há quem goste de sofrer. É gente que apesar de todas as distrações possíveis desse nosso tempo moderno, ainda passa o tempo todo encarando o próprio lado sombrio. E as pessoas que mais refletem e reclamam do esquema geral da vida, são as que menos conseguem lidar com ele e aceitá-lo, ou superá-lo.</p>
<p>Porque quem consegue, isto é, quem tem coragem de <em>mergulhar na vida</em>, está agora seguindo a própria trilha, brilhando ao seu modo, na rua, no palco, na arena, onde quer estar, e não filosofando sobre como a vida poderia ser melhor se ela fosse diferente, ou se o sujeito tivesse coragem de seguir o próprio coração.</p>
<p>Não é muito dado à filosofia quem não tem tempo para isso.</p>
<p>Dizem: &#8220;Eu daria a vida para viver de um modo diferente e mais autêntico&#8221;</p>
<p>Tem gente que dá.</p>
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		<title>O poder das palavras, elogios e gestos de reconhecimento</title>
		<link>https://www.ronaud.com/atitude/o-poder-das-palavras-elogios-e-gestos-de-reconhecimento/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Ronaud Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 08 May 2013 13:58:10 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Abaixo, trechos de um texto de Stephen Kanitz, o qual eu gostaria de ter escrito 🙁 Para mim, essa mensagem resume toda a existência humana e nossa busca ansiosa por amor e reconhecimento, e também, a preocupação constante que temos com o que os outros vão pensar de nós. O Poder da Validação Todo mundo [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Abaixo, trechos de um texto de Stephen Kanitz, o qual eu gostaria de ter escrito 🙁</p>
<p>Para mim, essa mensagem resume toda a existência humana e nossa busca ansiosa por amor e reconhecimento, e também, <a title="Não tá nem aí? Tá sim, que eu sei :)" href="https://www.ronaud.com/arte-de-viver/nao-to-nem-ai/">a preocupação constante</a> que temos com o que os outros vão pensar de nós.</p>
<blockquote>
<h2>O Poder da Validação</h2>
<p>Todo mundo é inseguro, sem exceção.</p>
<p>Os super confiantes simplesmente disfarçam melhor. [&#8230;]</p>
<p>Insegurança é o problema humano número um. O mundo seria muito menos neurótico, louco e agitado se fôssemos todos um pouco menos inseguros. Trabalharíamos menos, curtiríamos mais a vida, levaríamos a vida mais na esportiva. Mas como reduzir esta insegurança?</p>
<p>Alguns acreditam que estudando mais, ganhando mais, trabalhando mais resolveriam o problema. Ledo engano, por uma simples razão: <strong>segurança não depende da gente, depende dos outros. </strong>Está totalmente fora do nosso controle.</p>
<p>Por isso segurança nunca é conquistada definitivamente, ela é sempre temporária, efêmera.</p>
<p>Segurança depende de um processo que chamo de “validação” [&#8230;]</p>
<p>Validar alguém seria confirmar que essa pessoa existe, que ela é real, verdadeira, que ela tem valor.</p>
<p>Todos nós precisamos ser validados pelos outros, constantemente. Alguém tem de dizer que você é bonito ou bonita, por mais bonito ou bonita que você seja. O autoconhecimento, tão decantado por filósofos, não resolve o problema. Ninguém pode auto-validar-se, por definição.</p>
<p>Você sempre será um ninguém, a não ser que outros o validem como alguém.Validar o outro significa confirmá-lo, como dizer: “Você tem significado para mim”.</p>
<p>Validar é o que um namorado ou namorada faz quando lhe diz: “Gosto de você pelo que você é”. [&#8230;]</p>
<p>Um simples olhar, um sorriso, um singelo elogio são suficientes para você validar todo mundo.</p>
<p>Estamos tão preocupados com a nossa própria insegurança, que não temos tempo para sair validando os outros.</p>
<p>Estamos tão preocupados em mostrar que somos o “máximo”, que esquecemos de dizer aos nossos amigos, filhos e cônjuges que o “máximo” são eles. Puxamos o saco de quem não gostamos, esquecemos de validar aqueles que admiramos.</p>
<p>[&#8230;]</p>
<p>Se quisermos tornar o mundo menos inseguro e melhor, precisaremos treinar e exercitar uma nova competência: validar alguém todo dia. Um elogio certo, um sorriso, os parabéns na hora certa, uma salva de palmas, um beijo, um dedão para cima, um “valeu, cara, valeu”.</p>
<p>Autoria de Stephen Kanitz</p></blockquote>
<p>Artigo publicado na Revista Veja, edição 1705, ano 34, nº 24, 20 de junho de 2001, pág.22</p>
<blockquote><p>O princípio mais profundo da natureza humana é a ânsia de ser apreciado. Todas pessoas anseiam por isso. <a title="Frases de William James" href="https://www.ronaud.com/frases-pensamentos-citacoes-de/william-james" target="_blank" rel="noopener">William James</a></p>
<p>Fale com as pessoas a respeito delas mesmas e elas ouvirão por muitas horas. <a title="Veja mais frases de Benjamin Disraeli" href="https://www.ronaud.com/frases-pensamentos-citacoes-de/benjamin-disraeli" target="_blank" rel="noopener">Benjamin Disraeli</a></p>
<p>Não poderia ser elaborada punição mais demoníaca, se tal coisa fosse fisicamente possível, do que estar numa sociedade e passar totalmente despercebido por todos os seus membros. William James em &#8220;Os princípios da psicologia&#8221;</p>
<p>Ser notado, ser atendido, ser visto com simpatia, complacência e aprovação, são todos os benefícios a que podemos aspirar. Adam Smith em &#8220;Teoria dos Sentimentos Morais&#8221;</p>
<p>Não falar de si próprio, mas de seu interlocutor é a essência da arte de agradar. Todos sabem disso, mas todos se esquecem &#8211; Jules Goncourt</p></blockquote>
<h3>Alguns textos sobre o tema</h3>
<p><a title="O que é fé?" href="https://www.ronaud.com/espiritualidade/o-que-e-fe/">O que é fé</a></p>
<p><a title="O que é abençoar" href="https://www.ronaud.com/espiritualidade/o-que-e-abencoar/">O que é abençoar</a></p>
<p><a title="Se fizer com convicção, já está consagrado" href="https://www.ronaud.com/espiritualidade/o-que-e-consagrar/">O que é consagrar</a></p>
<p><a title="Um remedinho pra fortalecer sua convicção" href="https://www.ronaud.com/espiritualidade/placebo-pilulas-de-certeza/">Placebo, pílulas de certeza</a></p>
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		<item>
		<title>A mulher e os homens fracos</title>
		<link>https://www.ronaud.com/arte-de-viver/a-mulher-e-os-homens-fracos/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Ronaud Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 29 Mar 2013 17:50:05 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Comportamento]]></category>
		<category><![CDATA[Bonitos]]></category>
		<category><![CDATA[Coragem]]></category>
		<category><![CDATA[Força]]></category>
		<category><![CDATA[Homens]]></category>
		<category><![CDATA[Mulheres]]></category>
		<category><![CDATA[Relacionamentos]]></category>
		<category><![CDATA[Segurança]]></category>
		<category><![CDATA[Seja homem]]></category>
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					<description><![CDATA[Um texto árabe do século dezoito que reflete sobre a importância de um homem forte para a felicidade de uma mulher.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<blockquote><p>A mulher é irresistivelmente atraída pelo homem forte, corajoso e viril, pois nos seus braços encontra o seu abrigo de gratificação e de segurança física.</p>
<p>A mulher não necessita, nem tem compaixão pelo homem fraco, e olha para ele com aversão e desprezo, pois nele vê reflectida a sua própria fragilidade.</p>
<p>Se o destino a coloca junto de um homem fraco, sente-se muito perturbada, já que isso significa insegurança e possível perigo para ela e para os seus filhos. Dele não pode obter conforto, e segurança, nem para o corpo, nem para o espírito. Torna-se fria e apática e pode lançar-lhe todo o tipo de censuras, para castigá-lo pela fraqueza que a torna infeliz.</p>
<p>A mulher satisfeita é uma criatura deliciosamente doce.</p></blockquote>
<p>Al-Sayed Haroun &#8211;  médico árabe do século XVIII</p>
<p>Via <a href="http://www.facebook.com/tamara.abdulhamid/posts/10151368562417293" target="_blank" rel="nofollow noopener">Tâmara Abdulhamid</a></p>
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		<title>Concursos Públicos, Segurança e Liberdade</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Ronaud Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 07 Sep 2011 18:35:37 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Formação profissional]]></category>
		<category><![CDATA[Ambição]]></category>
		<category><![CDATA[Autonomia]]></category>
		<category><![CDATA[Contradição]]></category>
		<category><![CDATA[Educação]]></category>
		<category><![CDATA[Estabilidade]]></category>
		<category><![CDATA[Independência]]></category>
		<category><![CDATA[Liberdade]]></category>
		<category><![CDATA[Profissões]]></category>
		<category><![CDATA[Segurança]]></category>
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					<description><![CDATA[Depois que o Google deu uma freada na vida de muitos blogueiros, acredito que muitos deles repensaram aqueles conselhos que já ouviram de pais e familiares dezenas de vezes: &#8220;Por que que tu não faz um concurso público? Pense na estabilidade, pense na segurança, pense nos benefícios!&#8221; Eu fui um deles! E desde há algum [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Depois que o Google deu uma <em>freada</em> na vida de muitos blogueiros, acredito que muitos deles repensaram aqueles conselhos que já ouviram de pais e familiares dezenas de vezes: &#8220;Por que <em>que</em> tu não faz um concurso público? Pense na estabilidade, pense na segurança, pense nos benefícios!&#8221;</p>
<p>Eu fui um deles! E desde há algum tempo tenho vasculhado um site sobre concursos públicos tentando encontrar alguma oportunidade que me despertasse um&#8230; <em>UAU!!!</em>. Porém olhei, olhei, e <em>olhei de novo</em>, e não gostei 🙁 Daqui da região de Santa Catarina, consegui extrair as seguintes observações sobre o que encontrei:</p>
<ul>
<li>Para ganhar um <em>salário decente</em>, isto é, cerca de 6 salários mínimos (na minha opinião), ou se é médico, ou se é dentista, ou se é engenheiro, ou se trabalha para o judiciário &#8211; o que exige formação específica a qual, no meu caso, não tenho.</li>
<li>Os altos escalões institucionais também oferecem bons salários. Uma dessas vagas com <em>salário decente</em> e acessível  é a de técnico judiciário, para a qual não é exigido diploma de curso superior, a qual porém tem uma concorrência assustadora de cerca de 90 candidatos por vaga.</li>
<li>Todos os outros profissionais merecem salários <em>medíocres</em>, segundo as instituições que precisam deles.</li>
<li>Professor é realmente a profissão mais desvalorizada. Conclui que a única possibilidade de salário decente para um professor é trabalhar para algum colégio particular conceituado. Fora dessas oportunidades não há <em>salvação</em>.</li>
</ul>
<p>Tudo bem que mesmo para as vagas com salários aparentemente baixos, há <em>benefícios</em> e tal. Mas <em>poxa</em>, ficar correndo atrás de&#8230; <em>benefícios</em>? <strong>Achei que estávamos conversando sobre alcançar alguma realização na vida</strong> e não sobre <em>se matar</em> de estudar para se tornar <em>escravinho</em> do sistema em troca de algumas vantagens <em>bobinhas</em>&#8230; Agindo assim se estará agindo igual aos índios brasileiros que trocavam ouro por espelhinhos, facas, tecidos e outros <em>cacarecos</em> sem o menor valor, que os portugueses traziam da Europa.</p>
<p>Há grande diferença entre <strong>SERVIR</strong> aos outros com seus dons e talentos, e <strong>SUBMETER-SE</strong> a eles em troca de dinheiro. Esta última postura não está muito longe do que conhecemos como <strong>prostituição</strong>.</p>
<p>Ou vai ver eu que estou errado e a grande questão na vida seja <em>por quanto nós estamos dispostos a nos vender</em>&#8230;</p>
<h2>E se&#8230;</h2>
<p>Eu que quase não sou indeciso 🙂 fico em alguns momentos me perguntando se não estaria hoje numa <a title="Um texto sobre reconhecimento" href="https://www.ronaud.com/sucesso/prestigio-social/">situação melhor</a> SE em vez de ter me empenhado na criação de sites e mais sites nos últimos anos, TIVESSE utilizado o mesmo empenho para se estudar para um concurso público. Não sei dizer. Talvez sim, mas acho que provavelmente <strong>não</strong>.</p>
<p>Até consegui uma remuneração razoável nesses últimos três anos, através de publicidade online, apesar de ter sido tudo muito trabalhado, muito estudado, muito penado mesmo, pois seguia desenvolvendo sites paralelamente. Hoje, embora às vezes tenha dúvidas a respeito do meu nível de remuneração, ao observar a remuneração oferecida para as vagas dos concursos públicos me mostra que valeu a pena todo esse meu esforço. Mesmo com esse <em>susto</em> que o Google deu em seus editores, praticamente não compensa para mim <em>me meter</em> a fazer concursos públicos, ainda mais levando-se em conta que não basta fazer as provas, é preciso ser aprovado, o que, né&#8230; não é nada simples.</p>
<p>Todas as escolhas que viermos a fazer na vida trarão suas consequências negativas e positivas. E para mantermos a <em>sanidade</em> é altamente recomendável que <a title="Olha para o lado bom da vida, gente..." href="https://www.ronaud.com/vida/autoestima-pra-onde-voce-esta-olhando/">foquemos nas consequências positivas</a> de nossas escolhas. No meu caso dizem respeito a essa <em>DESnecessidade</em> de me submeter diretamente aos outros em troca de dinheiro, sem TER QUE fazer tarefas as quais <a title="Se trabalho fosse legal, você faria de graça" href="https://www.ronaud.com/auto-conhecimento/se-trabalho-fosse-bom-nao-seria-remunerado/">se fossem boas eles mesmos fariam</a>, sem cumprir horários e ordens. Isso tudo tem sido para mim uma consequência muito positiva, quase vital 😉</p>
<h2>E a questão da segurança?</h2>
<p>Particularmente tenho uma grande reserva contra essa busca afoita e inconsciente do povo por <em>segurança</em>. Primeiramente porque segurança é um conceito <em>beeem</em> relativo. Ninguém está 100% seguro. <strong>Não tem circunstância <em>estável</em> nessa vida que uma desgraça <em>jamais cogitada</em> não possa desestabilizar</strong>. É da vida que seja assim.</p>
<p><em>Segundamente</em> porque esse povo tá com medo de quê, hein? Não se bancam? Não se garantem? Teriam vergonha de trabalhar atrás de um balcão de lanchonete pra não passar fome?</p>
<p><em>Terceiramente</em> porque acho que a sensação de <em>se bancar por conta</em> e a agilidade e a iniciativa que você ganha com isso são impagáveis. São as sensações de independência e autonomia que curam qualquer <em>depressão</em>.</p>
<p>E por fim, acho essa coisa de segurança coisa de gente meio <del>preguiçosa</del> <ins>lerda</ins>. Quem gosta de trabalhar com empenho e dedicação nunca fica na mão&#8230; <strong>O mundo precisa de gente assim e sempre vai pagar bem por isso</strong>. No final das contas, tudo sempre vai depender de você e de sua capacidade de se articular, de se mexer, de produzir valor para os outros.</p>
<p>Desgraças acontecem o tempo todo, mas você vai ficar esperando por elas? Ou vai focar no seu próprio desenvolvimento? A pior desgraça já aconteceu, que é termos nascido nesse mundo complicado 🙂</p>
<p>Apesar de todo esse ponto de vista sobre segurança, há quem prefira seguir o senso comum e correr atrás dela, ao invés de seguir as opiniões de <em>doidos</em> como este que vos fala, o que é muito natural 🙂 E sobre segurança há algo que realmente precisa ser dito para quem pretende <a title="Veja várias formas de se trabalhar pela internet" href="https://www.ronaud.com/internet/como-trabalhar-pela-internet/">ganhar dinheiro com a internet</a>. Isso aqui é igual um terreno com areia movediça. Está sempre mudando.</p>
<p>Exemplificando: Um funcionário público qualquer sabe muito bem que daqui a cinco anos estará empregado, independente de ele estar completamente insatisfeito com os rumos que a própria vida tomou. Eu, que sobrevivo de renda online&#8230; Sério, não faço a menor ideia de como estarão as coisas na internet daqui a cinco anos. O que  traz um panorama um tanto desesperador para quem está no ramo.</p>
<p>O que se pode fazer? Zeca Pagodinho diz em uma de suas músicas que <em>enverga mas não quebra</em>. Gosto desse <em>dizer</em>. Não se pode ter medo das coisas. Com exceção das questões de vida e morte, <strong>sempre haverá alguma saída, algum jeito para o pior dos problemas</strong>. Ou você confia em você mesmo, ou não sei porque está aí (sobre)vivendo&#8230;</p>
<p>Mesmo assim devo comentar o seguinte: Se você <em>moleque</em> tá querendo ganhar dinheiro com a internet, só o faça se realmente tiver paixão por isso aqui, ou se você for meio louco igual gente como eu. Do contrário, utilize seus esforços e neurônios para conseguir um emprego público. Porque afinal de contas, um pouco de benefícios não faz mal a ninguém, principalmente para você jovem, que ainda não conquistou nenhum.</p>
<p>Dificilmente será a internet que lhe dará esses benefícios.</p>
<h3>Textos relacionados</h3>
<p>Abra sua mente, conheça pontos-de-vista diferentes sobre o trabalho:</p>
<p><a title="Reflexões sobre a vida, o trabalho e a falta de tempo" href="https://www.ronaud.com/vida/a-vida-e-feita-de-tempo/">A vida é feita de tempo</a><br />
<a title="Texto com reflexões sobre o trabalho contemporâneo" href="https://www.ronaud.com/sociedade/o-trabalho-dignifica-ou-indigna/">O trabalho dignifica ou indigna?</a><br />
<a title="Se trabalho fosse bom você trabalhava de graça, né?" href="https://www.ronaud.com/auto-conhecimento/se-trabalho-fosse-bom-nao-seria-remunerado/">Se trabalho fosse bom, não seria remurerado</a></p>
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