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	<title>Responsabilidade &#8211; RONAUD.com</title>
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	<description>Textos e Mensagens para Reflexão</description>
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		<title>Relacionamentos são um peso na nossa vida</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Ronaud Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 19 Jan 2020 20:52:53 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Amor]]></category>
		<category><![CDATA[Autoconhecimento]]></category>
		<category><![CDATA[Comportamento]]></category>
		<category><![CDATA[Assertividade]]></category>
		<category><![CDATA[Ilusões]]></category>
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		<category><![CDATA[Relacionamentos]]></category>
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		<category><![CDATA[Vampirismo]]></category>
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					<description><![CDATA[Somos criados sob um impulso cultural e biológico voltado para os relacionamentos. Relacionamentos, principalmente os amorosos, são a base de toda literatura. Enquanto não &#8220;temos alguém&#8221;, não descansamos. A autoestima geral do povo é muito baixa, portanto vivem de relacionamento em relacionamento procurando um mínimo de valor, reconhecimento e validação. Seduzidos e corrompidos pelo prazer [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Somos criados sob um impulso cultural e biológico voltado para os relacionamentos.</p>
<p>Relacionamentos, principalmente os amorosos, são a base de toda literatura.</p>
<p>Enquanto não &#8220;temos alguém&#8221;, não descansamos.</p>
<p>A autoestima geral do povo é muito baixa, portanto vivem de relacionamento em relacionamento procurando um mínimo de valor, reconhecimento e validação.</p>
<p>Seduzidos e <a href="https://www.ronaud.com/auto-conhecimento/sexo-e-isca/">corrompidos pelo prazer sexual</a>, ou <a href="https://www.ronaud.com/atitude/o-poder-das-palavras-elogios-e-gestos-de-reconhecimento/">fragilizados por um ego carente de elogios</a>, pagam um preço muito caro por essa suposta valorização do olhar alheio, que quase nunca vem como gostariam.</p>
<p>As pessoas seguem atendendo esses impulsos, sem se darem conta de algo que é muito claro e perceptível:</p>
<p>(a maioria dos)<strong> Relacionamentos são cansativos, desgastantes e esgotantes</strong>.</p>
<p>A verdade é que relacionamentos, de forma geral &#8211; não só os amorosos &#8211; só trazem problemas, responsabilidades desgastantes e nos puxam pra trás.</p>
<blockquote><p>A solidão é perigosa e viciante. Quando você se dá conta da paz que existe nela, não quer mais lidar com as pessoas. (Frase atribuída a Carl Jung)</p></blockquote>
<p>São raros os relacionamentos que realmente vêm pra somar, ajudar e crescer juntos.</p>
<p>Nós só nos damos conta disso depois de algum tempo de vida. É quando notamos que o tempo passou e não se cresceu. Passou-se anos com <em>um freio de mão puxado</em> cuidando de problemas que não se resolvem nunca. É quando você se toca que se você não cair fora, será assim até o último dia da sua vida.</p>
<p>Porque as pessoas se acomodam em certos problemas, e nem elas querem resolver, e você fica meio que obrigado a conviver com esses problemas (que são delas) pro resto da vida.</p>
<p>DEUS. QUE. NOS. LIVRE.</p>
<p>Tudo isso que eu falo não vale somente para relacionamentos amorosos. Relacionamentos em geral são assim. <a href="https://www.ronaud.com/arte-de-viver/pessoas-egocentricas/">As pessoas são muito carentes de tudo</a>, de atenção, de autoestima, de recursos, de dinheiro, então estão sempre sugando esses recursos de quem tem mais que elas &#8211; no caso, <em><strong>você</strong></em>.</p>
<p>Pensamos que vampiros são seres mitológicos. Que nada, todos estamos cercados por um tanto deles.</p>
<p>Uns 8 anos atrás, eu vinha vencendo uma certa fobia social que sempre tive. E fazia questão de conhecer as pessoas, e adicioná-las nas minhas redes sociais.</p>
<p>Que grande ilusão.</p>
<p>Hoje, já não faço a menor questão de rever certas pessoas, de forma plenamente deliberada;  eu excluo dos meus contatos <em>quem tá lá só pra bonito</em>; e as sugestões de amizade que o Facebook ou Instagram vem me dando, vou apenas removendo. Já não tenho coragem de ficar adicionando ninguém, já não tenho o menor ânimo para ir a festas e encontros.</p>
<p>Porque a chance de conhecer alguém que venha somar é mínima, mas a chance de sair de um desses encontros com alguma tarefa ou responsabilidade a mais é enorme (te <em>mando</em> um email, te <em>chamo</em> no whats, te <em>envio</em> aquelas fotos, te <em>envio</em> aquele documento, vamos marcar sim).</p>
<p>Não quero <em>enviar</em> nada pra ninguém. Não quero marcar nada com ninguém. Não quero assumir tarefas que não me retornam nada.</p>
<p>Quero a minha volta pessoas que vêm para agregar.</p>
<p>Senão, quero ficar aqui sozinho com minha paz.</p>
<p>***</p>
<h4>Veja também</h4>
<p><a href="https://www.ronaud.com/arte-de-viver/pessoas-egocentricas/">Pessoas Egocêntricas</a></p>
<p><a href="https://www.ronaud.com/auto-conhecimento/sexo-e-isca/">Sexo é Isca</a></p>
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		<title>Gente carente</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Ronaud Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 14 Jan 2017 03:53:56 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Vida]]></category>
		<category><![CDATA[Carência]]></category>
		<category><![CDATA[Coitadismo]]></category>
		<category><![CDATA[Culpa]]></category>
		<category><![CDATA[Direitos humanos]]></category>
		<category><![CDATA[Exibicionismo]]></category>
		<category><![CDATA[Existência]]></category>
		<category><![CDATA[Responsabilidade]]></category>
		<category><![CDATA[Vitimismo]]></category>
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					<description><![CDATA[Eu tenho uma dificuldade particular em lidar com três tipos de pessoas: 1 &#8211; as folgadas 2 &#8211; as convencidas (e exibidas) 3 &#8211; as carentes Desses três tipos de pessoas, o que me desperta mais dificuldade, é o terceiro tipo, de gente carente. Pelo amor de Deus, que pé no saco é ter que ficar [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_21612" style="width: 310px" class="wp-caption alignright"><img fetchpriority="high" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-21612" class="size-medium wp-image-21612" src="https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2017/01/gente-carente-300x200.jpg" alt="Gente carente" width="300" height="200" srcset="https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2017/01/gente-carente-300x200.jpg 300w, https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2017/01/gente-carente.jpg 600w" sizes="(max-width: 300px) 100vw, 300px" /><p id="caption-attachment-21612" class="wp-caption-text">Gente carente</p></div>
<p>Eu tenho uma dificuldade particular em lidar com três tipos de pessoas:</p>
<p>1 &#8211; as folgadas<br />
2 &#8211; as convencidas (e <a href="https://www.ronaud.com/bom-senso/gente-exibida/">exibidas</a>)<br />
3 &#8211; as carentes</p>
<p>Desses três tipos de pessoas, o que me desperta mais dificuldade, é o terceiro tipo, de gente carente.</p>
<p>Pelo amor de Deus, que <em>pé no saco</em> é ter que ficar passando a mão na cabeça de <em>gente coitada</em>.</p>
<p>Gente carente de atenção e valorização é o <em>fim da picada</em>.</p>
<p>Porque eles acham que só eles estão f. na vida&#8230;</p>
<p>&#8230;o que não é verdade.</p>
<p>TODOS têm problemas. Mesmo quem está &#8220;por cima&#8221;, tem problemas maiores e mais difíceis para resolver (na maioria das vezes, para suportar, porque certos problemas são constantes, não têm solução). Quanto maior nossa posição na vida, maior nossa responsabilidade.</p>
<p>E responsabilidade, você sabe, pesa.</p>
<p>Gente carente é o <em>fim da picada</em>, principalmente, porque ao olhar somente para o próprio umbigo, eles não percebem algo muito importante:</p>
<p>Nós também, praticamente todos nós, também somos carentes, e sofremos <em>o diabo</em> com a falta de auto-valorização e com a sensação (ou realidade) de que ninguém se importa com a gente, exceto as pessoas óbvias: mãe, pai, vó, irmão&#8230; (o que já é grande coisa, mas não valorizamos)</p>
<p>Nós também sentimos que não valemos nada, e que Deus não está nem aí para nós, e também percebemos DIARIAMENTE a vida demonstrando explicitamente que não merecemos nada de muito melhor do que o pouco que temos.</p>
<p>É duro, é difícil, é devastador, é desmotivador, dá um desânimo, tem hora que a gente nem sabe porque faz tudo que faz, além evidentemente de pôr comida na mesa.</p>
<p>Não há um porquê, não há um propósito, a gente não entende nada.</p>
<p>E às vezes, a gente até chora.</p>
<p>Mas apesar disso tudo, ao contrário daquela <em>gente carente</em> que dá vontade de bater a cabeça dela na parede pra ver se acorda, a gente tem certo orgulho, e MORRE DE VERGONHA de parecer coitado, e bem no fundo, já entendemos que na vida não existem vítimas.</p>
<p>Ninguém deve nada para nós, nem Deus. Essa coisa de direitos quem inventou foram uns idealistas. Ajudou bastante, mas não é o foco da coisa. <em>Direitos humanos</em> é pro miserável que nem dignidade tem.</p>
<p>Dignidade, até o momento, nós temos.</p>
<p>Mas nós queríamos mesmo era dinheiro, muito dinheiro, viajar pra lá e pra cá, comer do bom e do melhor, beber sem horário pra acordar, experimentar a maravilha que pode ser a vida. Queríamos mesmo é sermos amados pelas melhores pessoas que conhecemos, mas que se foram pra longe. O que queremos mesmo, é luxo.</p>
<p>LUXO.</p>
<p>Mas a realidade é outra.</p>
<p>Fora os direitos humanos mais básicos, na verdade, não temos direito a nada além daquilo que construímos para nós.</p>
<p>Se nascemos com nada, e não construímos nada, então não temos direito a nada.</p>
<p>Nem de chorar temos direito.</p>
<p>Mas às vezes, a gente chora.</p>
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		<title>12 atitudes para evitar decepções e frustrações</title>
		<link>https://www.ronaud.com/autoestima/12-atitudes-para-evitar-decepcoes-e-frustracoes/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Ronaud Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 09 Dec 2015 15:36:49 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Autoestima]]></category>
		<category><![CDATA[Auto-confiança]]></category>
		<category><![CDATA[Decepção]]></category>
		<category><![CDATA[Expectativas]]></category>
		<category><![CDATA[Frustração]]></category>
		<category><![CDATA[Ilusões]]></category>
		<category><![CDATA[Os outros]]></category>
		<category><![CDATA[Renovando atitudes]]></category>
		<category><![CDATA[Responsabilidade]]></category>
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					<description><![CDATA[Uma lista com algumas atitudes para ajudá-lo(a) a evitar decepções e frustrações durante a lida diária com as pessoas e os acontecimentos da vida.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Decepção e frustração são resultado do confronto entre personalidades muito <a href="https://www.ronaud.com/tag/idealismo/">idealistas</a> e sonhadoras (e pretensiosas) e pouco práticas.</p>
<p><a href="https://www.ronaud.com/vida/castigo-por-sonhar-demais/">É terrível e destruidor quando acontece</a>. Mas vale observar que o que é destruído durante a decepção é justamente aquela parte artificial em nós, que quer demais o que eventualmente não é possível, ou não condiz com a nossa capacidade momentânea.</p>
<p>Não é tão simples quanto gostaríamos, mas há atitudes que podem evitar, ou ajudar a evitar essas frustrações. São listadas abaixo e foram inspiradas numa lista criada por <a href="https://www.facebook.com/horacio.frazao" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Horácio Frazão</a> que foi compartilhada na minha <em>timeline</em> pela amiga Re Salles.</p>
<h3>Aceite que:</h3>
<p>1- <a href="https://www.ronaud.com/arte-de-viver/inseguranca-emocional-e-a-figura-do-outro/">Os outros</a> não têm obrigação alguma de lhe agradar.</p>
<p>2- Ninguém é responsável pelo que você está sentindo. Você que opta pelos sentimentos que tem neste momento.</p>
<p>3- Viver sob algumas perspectivas realizáveis e bem definidas, em vez de <a href="https://www.ronaud.com/tag/expectativas/">expectativas</a> inalcançáveis é a chave para não se frustrar.</p>
<p>4- Cure em você o vício da <a href="https://www.ronaud.com/tag/timidez/">necessidade de aprovação do outro</a>. Só assim, poderá desfrutar da <a href="https://www.ronaud.com/lei-da-atracao/energia-espiritual-e-a-atracao/">ousadia e da confiança natural</a> que reside em sua alma.</p>
<p>5 &#8211; Você não tem controle de nada, por mais que acredite que tenha. Controle é uma reação ao medo de ser atingido pelo <em>rolo compressor</em> da vida.</p>
<p>6- <a href="https://www.ronaud.com/mudancas/fardo-de-ser-mulher/">Não se deforme para tentar &#8220;caber&#8221; no espaço apertado do pensamento que o outro tem em relação a você</a>. Quando você se deforma para agradar alguém, <a href="https://www.ronaud.com/auto-conhecimento/nao-ha-nada-de-errado-com-voce/">sua luz se apaga</a> e é apenas você que fica no escuro se sentindo perdido.</p>
<p>7- Não acredite no que os outros dizem para você, por mais romântico e poético que possa ser. <strong><a href="https://www.ronaud.com/atitude/amor-de-corpo-e-alma/">O que importa são as atitudes e não as palavras</a></strong>.</p>
<p>8 &#8211; Abandone o <a href="https://www.ronaud.com/tag/ilusoes/">delírio orgulhoso</a> de acreditar que tudo vai ser como você quer. Muito provavelmente não vai.</p>
<p>9 &#8211; Tudo é passageiro. Atribui-se a Charles Chaplin a frase: &#8220;De perto a vida é uma tragédia, de longe é uma comédia.&#8221; <a href="https://www.ronaud.com/vida/o-tempo-e-o-melhor-remedio/">Daqui a pouco você vai rir de todos os dramas que viveu</a>.</p>
<p>10 &#8211; <a href="https://www.ronaud.com/vida/o-insustentavel-peso-da-existencia/">Você é responsável por tudo</a> que está acontecendo em sua vida, por mais que não pareça. <a href="https://www.ronaud.com/espiritualidade/positividade-o-fundamento-de-toda-espiritualidade/">Seus pensamentos e sentimentos predominantes irão formar a sua realidade</a>, quer você queira, quer não.</p>
<p>11- Carência emocional não é a necessidade de receber <a href="https://www.ronaud.com/atitude/e-preciso-dar-para-receber/">e, sim, de se doar</a>. Se você dá um bom dia, a tendência é que lhe devolvam o bom dia. Se você xingar alguém, a tendência é que lhe devolvam o xingamento. <a href="https://www.ronaud.com/amor/amar-um-verbo-ativo/">Se você der carinho</a>, a tendência é a mesma&#8230;</p>
<p>12 &#8211; Viva com simplicidade, baseando-se mais na <a href="https://www.ronaud.com/tag/realidade/">realidade</a> como ela é, e menos em como você gostaria que fosse. Só assim, quem você realmente é, vai surgir de verdade.</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<item>
		<title>A culpa é minha e eu coloco ela em quem eu quiser</title>
		<link>https://www.ronaud.com/auto-conhecimento/a-culpa-e-minha-e-eu-coloco-ela-em-quem-eu-quiser/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Ronaud Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 24 Nov 2015 14:51:47 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Autoconhecimento]]></category>
		<category><![CDATA[Carma]]></category>
		<category><![CDATA[Coragem]]></category>
		<category><![CDATA[Culpa]]></category>
		<category><![CDATA[Força]]></category>
		<category><![CDATA[Responsabilidade]]></category>
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					<description><![CDATA[Nesse mundo, costuma-se jogar a culpa para fatores externos a si mesmo(a) porque é preciso muita força pessoal e coragem para assumir a maior verdade de todas: de que somos mais responsáveis pelo que nos acontece do que podemos supor.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A culpa é algo que sempre fica no ar.</p>
<p>O indivíduo pode jogá-la para cima dos outros, se quiser, ou pode assumi-la, caso entenda que num nível espiritual fundamental da existência, todos somos culpados &#8211; ou usando uma palavra mais inteligente &#8211; todos somos <em>responsáveis</em> por TUDO que nos acontece.</p>
<p>Mas por que vivemos numa época primária do entendimento no qual a culpa fica sempre assim, <em>no ar</em>, para que se possa jogá-la eventualmente para os outros?</p>
<p>Arrisco uma resposta:</p>
<p>Porque poucos tem o entendimento necessário, e a estrutura emocional e a coragem necessárias para assumi-la. Falo por experiência própria: Sou um indivíduo que costuma assumir tudo de ruim que me acontece, seja porque deixei acontecer, seja porque a ação cármica dos meus atos passados está retornando &#8211; e ela sempre retorna.</p>
<p>E vou confessar pra vocês: carregar a responsabilidade por tudo que acontece na própria vida é esgotante. Aos 35 anos já me sinto exaurido, como se 60 anos tivesse.</p>
<p>Essa condição me faz entender porque vivemos num mundo onde as pessoas ficam brincando de encontrar culpados para tudo e onde, não por acaso, praticamente nunca entendem que a culpa pela realidade delas ser como é, é delas mesmas, seja a nível individual, seja a nível coletivo.</p>
<p>Assumir a própria vida, e reconhecer os próprios erros, é para os fortes.</p>
<p>Somente crianças largam-se aos cuidados alheios.</p>
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		<item>
		<title>Vida cruel</title>
		<link>https://www.ronaud.com/vida/vida-cruel/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Ronaud Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 10 Jul 2014 21:58:05 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Vida]]></category>
		<category><![CDATA[Burocracia]]></category>
		<category><![CDATA[Convenções]]></category>
		<category><![CDATA[Inconstância]]></category>
		<category><![CDATA[Perdas]]></category>
		<category><![CDATA[Responsabilidade]]></category>
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					<description><![CDATA[A vida é tão complicada que é de se admirar que não terminemos nossos dias completamente loucos.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A vida é dura, complicada e inconstante, cheia de perdas e desgastes.</p>
<p>Viver em sociedade e se adequar às regras e convenções sociais oprime e poda boa parte dos nossos desejos e nos força a assumir responsabilidades sem o menor sentido.</p>
<p>Fora a burocracia governamental que bate no cidadão sem dó e atrasa sua vida diariamente.</p>
<p>Tudo isso torna impressionante o fato de que a maioria de nós não termine a vida em manicômios, completamente enlouquecidos.</p>
<p>Né?</p>
<p>😉</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Uma crítica ao feminismo</title>
		<link>https://www.ronaud.com/sociedade/uma-critica-ao-feminismo/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 24 May 2014 22:52:59 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[Feminilidade]]></category>
		<category><![CDATA[Feminismo]]></category>
		<category><![CDATA[Mulheres]]></category>
		<category><![CDATA[Responsabilidade]]></category>
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					<description><![CDATA[O feminismo é um fenômeno social interessante. Todo homem pode aprender muito com feministas. Mas como em todo movimento, sempre há os mais flexíveis e ponderados, e os mais ortodoxos. E as feministas ortodoxas realmente exageram. Elas jamais vão admitir, mas exageram porque não estão defendendo as mulheres, estão sim, contra os homens. Há vitimismo, [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O feminismo é um fenômeno social interessante. Todo homem pode aprender muito com feministas. Mas como em todo movimento, sempre há os mais flexíveis e ponderados, e os mais ortodoxos. E as feministas ortodoxas realmente exageram. Elas jamais vão admitir, mas exageram porque não estão defendendo as mulheres, estão sim, contra os homens. Há vitimismo, ódio, rancor e ressentimento em seu discurso. E acho que é nisso que falham, e por isso o movimento feminista não avança, e perde força, inclusive entre as próprias mulheres, que seriam as mais interessadas na coisa toda: Por que elas, as mulheres, AMAM os homens, apesar de todos os seus problemas e defeitos.</p>
<p>Este <a href="https://www.facebook.com/rodrigo.simonsen/posts/10152048343386848" target="_blank" rel="nofollow">texto de Rodrigo Simonsen</a> expõe melhor a situação, os grifos são meus:</p>
<p>***</p>
<blockquote><p>Se há algo que enche meu peito de felicidade, é saber que o Dia Internacional das Mulheres não dura mais que um dia. É tanta saliva a escorrer pelos queixos, são tantos joelhos rotos, são tantas manifestações cínicas de admiração irrestrita, que eu, deste lado da peleja, abocanho um pedaço de pernil e custo a entender por que meus parceiros de cromossomo Y agem como agem. Incluam-me fora, rapazes. O verdadeiro homem sabe que nenhuma mulher merece veneração gratuita, de antemão, sem nada provar.</p>
<p>E quem surgiu com esta ideia de toda mulher é digna de reverência, independentemente de suas maneiras, atitudes, atos e omissões? Bingo! As feministas. Bom trabalho, meninas. Vocês estão vencendo o jogo. Infelizmente, o mesmo não se pode dizer das demais mulheres.</p>
<p>Antes de alisar o buço, digam cá: como conseguiram convencê-las de que eram suas aliadas e defensoras dos seus direitos? Tacada de mestre. Ser contrário ao movimento feminista virou ser contrário às mulheres em si e ao progresso da História. Mas após décadas de lingerie em brasa, não parece difícil perceber que, a bem da verdade, ninguém agiu em nome da liberdade ou da igualdade coisíssima alguma. As forças ocultas, às vezes bastante escancaradas, que motivaram cada um de seus passos continham <strong>um profundo ódio ao sexo masculino</strong> – lembram-se de Valerie Solanas e seu mimoso manifesto que pregava a destruição de todos os homens? –, um profundo ódio às religiões tradicionais e uma profunda defesa de um grupo muito, muito específico de mulheres, bastante distante das nossas mães, tias, avós ou primas.</p>
<p>Constantemente ofendidas. Constantemente ofensivas.</p>
<p>Mulheres são de Vênus; homens são do inferno.</p>
<p>Se os gêneros são essencialmente diferentes, é natural que gravitem em torno de interesses diferentes, não? Mas elas quiseram tudo. Era hora de fazer o que um homem faz, só que melhor. E o que restou <em>pour les femmes</em>? O pior dos dois mundos. O feminismo não aliviou nenhuma das obrigações tradicionais das mulheres – exceto qualquer uma que envolvesse decência, resguardo ou comedimento – e tratou de adicionar uma série de outras obrigações que costumavam repousar tranquilas no colo masculino. Agora todos podemos ter chefes insuportáveis. Baita avanço.</p>
<p>Não admira a popularidade inicial do movimento, contudo. Falar em liberdade soa como falar contra a repressão. Soa bonitinho. Ninguém gosta de repressão, em tese. No final das contas, vimos mesmo uma bela liberdade, sim, de regras, responsabilidades, compromissos, tradições, valores morais, convenções e de qualquer elemento que pudesse incomodar seus ânimos. <strong>E dos maridos, claro, estes malvados dominadores</strong>. E dos filhos, claro, que atrapalham meus planos e são um peso no orçamento.</p>
<p>Sem melindres, invadiram nossos bares, nossos jogos esportivos e até nossos guarda-roupas, eliminando qualquer tentativa de vínculo fraternal entre os membros do nosso sexo. Em nome de uma suposta independência (“Uma mulher sem um homem é como um peixe sem uma bicicleta”, não é?), fomos tachados de inúteis, preguiçosos, naturalmente violentos – e isto os melhores de nós! Os demais ainda eram molestadores, crápulas, e não faltaram acusações, a maioria absolutamente falsa, de assédio sexual ou estupro. Como se não bastasse, promoveram um sistema judicial e cultural que não dá incentivo algum para que o homem se case, tenha filhos e possa, enfim, amadurecer e crescer. É mais fácil pedir um divórcio do que comprar um apartamento. Pais contra filhos, filhos contra pais, maridos contra esposas, esposas contra maridos; temos nitroglicerina, sim, senhoritas.</p>
<p>E não podemos nos esquecer da cereja do bolo: aborto legal, “seguro” e nada raro, garantido por lei e estimulado por muitos Estados, salvo seja. Foi-se gradativamente <em>coisificando</em> o feto e paulatinamente transformando mulheres normais em assassinas seriais. Que agora se fale em “aborto pós-natal” não chega a surpreender os mais atentos, que sempre sentiram o cheiro da carnificina. Mas nunca deixa de ser chocante quando uma ideia genocida é apresentada com requintes de matéria científica. Aquele senhor do bigode quadrado não faria melhor.</p>
<p>“Mesmo depois disso tudo, as mulheres de hoje são muito mais felizes”, você me diz. (Mentira, eu que disse, mas você entendeu o efeito retórico.) Não, não são. Segundo o National Bureau of Economic Research, sediado em Cambridge, a felicidade das mulheres despenca ladeira abaixo, ano após ano, rolando com a força da desorientação generalizada.</p>
<p>Antes que as feministas se expressem com as quatro patas, digo que não aceito ser chamado de reacionário – o que sou, mas não vem ao caso. Ninguém aqui promove uma volta ao passado, muito menos qualquer tipo escravidão. Parem com esse tipo de bobagem de “dominação masculina”, de uma vez por todas. Queremos lutar nas guerras, para que haja paz em casa. Queremos pagar pelo seu <em>boeuf bourguignon</em> com batatas <em>sautée</em>. Queremos congelar ao lado do Leonardo DiCaprio quando o navio afunda. Queremos tirar nossa felicidade do sacrifício e da dedicação. Queremos, acima de tudo, amar as mulheres de verdade, até o limite do amor possível.</p>
<p>Não me falta consciência de que a vida sempre teve mais de inferno que de paraíso. Dificuldades foram criadas. Relações de poder foram estabelecidas. Excessos foram cometidos. Se o tempo não anda pra trás, precisamos ao menos ver quem perdeu e quem ganhou, quais são nossos aliados verdadeiros e aqueles (ou aquelas) que só fingem estar do nosso lado, e resgatar aquilo que caiu de nossas consciências no meio do caminho. É hora de submeter os sentimentos à razão. É hora de perceber <strong>os limites da igualdade</strong> e restabelecer um equilíbrio natural entre os sexos. É hora de deixar o homem ser homem e a mulher ser mulher. E, acima de tudo, é hora de decretar o fim do <em>pole dance</em> como esporte.</p></blockquote>
<div id="attachment_14835" style="width: 410px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2014/05/feminismo-pra-que-te-quero.jpg"><img decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-14835" class="size-full wp-image-14835" src="https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2014/05/feminismo-pra-que-te-quero.jpg" alt="Para ponderar" width="400" height="600" srcset="https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2014/05/feminismo-pra-que-te-quero.jpg 400w, https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2014/05/feminismo-pra-que-te-quero-200x300.jpg 200w" sizes="(max-width: 400px) 100vw, 400px" /></a><p id="caption-attachment-14835" class="wp-caption-text">Para ponderar</p></div>
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		<title>Timidez, Crenças e Auto-sabotagem</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Ronaud Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 11 Feb 2014 11:43:11 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Autoestima]]></category>
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					<description><![CDATA[Existem diversas definições para timidez. A mais reveladora diz que o tímido é um prisioneiro das próprias crenças limitantes. Ele cria na cabeça dele uma realidade que o sufoca, e começa a acreditar de verdade nela, de uma forma que o impede de ser completamente feliz.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Abaixo, reproduzo um texto MUITO BOM encontrado <a href="http://saitimidez.blogspot.com.br/2007/12/realidades-limitantes.html" target="_blank" rel="noopener">aqui</a>.</p>
<h3>Crenças limitantes, realidade limitada</h3>
<p>Existem diversas definições para timidez. Mas gostaria de dissertar sobre uma que pode ser muito mais útil para ajudar um tímido. Para mim, o tímido é um prisioneiro das próprias crenças limitantes. Ele cria na cabeça dele, e começa a acreditar de verdade, em uma realidade que o sufoca, e que de alguma forma o impede de ser completamente feliz.</p>
<p>Claro, não só os tímidos são acometidos por crenças limitantes, mas diria que viver em uma realidade limitante é o básico para que uma pessoa seja tímida. Pode ser que na realidade dela, o mundo seja hostil a ela, não goste dela e por isso o tímido prefere se esconder. Pode ser que ele ache que nunca se dá bem na vida por ser pobre, ou feio, ou qualquer outro problema externo em que possa botar a culpa, algo completamente fora de seu controle. Sua realidade limitante. Algo que para ele é tão real, que para ele não existe a possibilidade de lutar.</p>
<p>Mas vamos agora mergulhar um pouco mais a fundo na questão, coisa que acho que todo introvertido deve gostar de fazer nas horas vagas em que não está fazendo nada. Vamos analisar porque essas realidades são quase sempre (99,9% das vezes) irreais.</p>
<p><strong>Para todo <em>problema</em> que você usa para justificar a sua falta de sorte na vida, vai existir uma pessoa que tem o mesmo <em>problema</em> e que consegue ser mais feliz</strong>. Isso é só questão de pensar um pouco, vasculhar na sua memória, ou perguntar a outras pessoas.<strong> Existem caras feios que pegam mulheres bonitas. Existem pessoas pobres que alcançam um bom emprego. Existem pessoas gordas que tem muitos amigos e são muito queridas</strong>.</p>
<p>SEMPRE vai existir um exemplo!</p>
<p>Obviamente isto não é o suficiente para os ultra-pessimistas de plantão. Eles sempre levantam outras questões. Imaginam suposições baseadas em suas crenças limitantes. Vão dizer que o sujeito feio que pegou a menina bonita deve ser rico. Que o pobre que conseguiu o emprego deve ter conseguido isso de forma desonesta. Que o gordinho deve ser a fonte de risadas do pessoal e que como alvo das chacotas ele acaba sempre por perto das pessoas. Normalmente, apenas suposições vazias que fecham o quebra-cabeça da realidade limitante dessa pessoa. Mas afinal, onde querem chegar essas pessoas, provando que o mundo é uma merda e que ele é um injustiçado?</p>
<p>Certamente uma razão para não enfrentar a situação.</p>
<p>Pois isso não o ajuda, não ajuda os outros que passam pelo mesmo problema e não ajuda quem está de fora. Isso só perpetua as crenças limitantes. Se apegar a esse tipo de crença vai no máximo mantê-lo onde está.</p>
<p>O potencial que você tem como ser humano <a href="https://www.ronaud.com/auto-conhecimento/como-nossos-valores-principios-e-crencas-definem-nossa-vida/">depende radicalmente de suas crenças</a>, do quanto elas permitem que você progrida. E é essa a grande diferença de pessoas que se dão bem na vida, para quem tudo parece tão fácil, e tímidos que preferem se esconder da vida. <a href="https://www.ronaud.com/espiritualidade/positividade-o-fundamento-de-toda-espiritualidade/">Essas pessoas bem sucedidas interpretam a realidade de um ponto de vista mais positivo</a>. E TODO evento em sua vida, pode ser enxergado de um ponto de vista positivo. Toda tragédia, todo obstáculo, pode ser visto como um exercício para que você se torne um ser humano melhor. Todas as falhas, todos os erros são suas chances de ouro de aprender algo novo.</p>
<p>Por exemplo, tomar o fora de uma pessoa por quem estamos apaixonados. Esse é o tipo de experiência que pode ser tão terrível para um tímido que muitos passam a vida sem nem tentar nada. Enquanto uma pessoa &#8220;não tímida&#8221; pode passar uma noite tomando 100 foras, que para ele aquilo foi diversão, uma história que ele pode contar pros amigos, 100 chances para se calibrar melhor para as próximas vezes. Enfim, ele não se abala tanto, porque na realidade dele, o problema pode nem ser ele. As pessoas que deram os foras podem estar de mau humor, ou elas podem ser simplesmente esquisitas, ou podem estar sendo abordadas toda hora por gente chata e dar um fora de cara é a melhor forma de evitar aborrecimento. Enfim, o mais provável é que o problema não é ele. Essas pessoas nem o conheciam. Esse é um exemplo de realidade em que a pessoa tímida poderia viver, mas ela prefere pensar que ele é horrível, ou chato, ou algo assim e que simplesmente essa realidade não permitirá que ele possa vencer na vida amorosa. Besteira. Todos podem melhorar!</p>
<p>Não se permita viver em uma realidade limitante. Não se permita menos que você realmente merece (que todo mundo merece), uma vida plena. Você é que escolhe se vai viver acreditando nessas bobagens que o limitam, e continuar na merda por causa disso, ou acreditar em que pode melhorar, que deve melhorar, e que você vai tomar o mundo que é seu por direito. Uma realidade libertadora!</p>
<h3><span style="line-height: 1.5em;">O buraco negro da ansiedade social</span></h3>
<p>Suspeito que a maioria das pessoas tímidas não são programadas para serem tímidas. Elas não tem em falta nenhum talento inato de socializar, elas apenas tiveram um ou dois incidentes sociais no começo da vida, e em um esforço de evitar mais sofrimento social elas começam a errar para o lado do silêncio. Pois da última vez em que elas disseram algo e se arrependeram, a próxima vez que elas ficaram caladas, elas não se arrependeram.</p>
<p>O que elas não sabem, é que esta pequena lição que parece tão inocente é na verdade a semente para um hábito devastador. Toda pessoa tímida sabe que a coisa mais segura a se fazer é não dizer nada. Uma vez que alguém escolhe esta abordagem segura algumas vezes em seguida, uma traiçoeira bola de neve começa a ganhar velocidade.</p>
<p>A abordagem padrão para conversas começa a ser o minimalismo. Diga o que for necessário, mas não ofereça nada a mais. Qualquer coisa que você disser é sua responsabilidade. Toda frase te torna alvo de um exame minucioso. Cada pergunta que você faz revela sua ignorância. Toda paixão que você confessa dá abertura para que você seja ridicularizado. É melhor não dizer nada.</p>
<p>O silêncio rapidamente se torna a estratégia mais inteligente. E no curto prazo, ela é. Humilhação acontece com uma frequência muito menor.</p>
<p>Mas as consequências a longo prazo são brutais.</p>
<p>Você sempre olha para outra pessoa além de você para resolver as questões feitas ao seu grupo. Você começa a andar mais devagar para que outro membro do seu grupo vá falar com o garçom primeiro. Alguém pode facilmente cair no hábito de evitar responsabilidade social dessa forma, e essa dinâmica começa a influenciar outros aspectos da vida, como trabalho e família. Você nunca se sente como um líder, e isto porque você sempre evitou liderar. <strong>Liderar é ser responsável</strong>. E timidez, em sua essência, é evitar responsabilidade pelas coisas que você diz.</p>
<p>Timidez é tão devastante para uma personalidade porque seus efeitos se combinam muito rapidamente, criando uma personalidade externa que não reflete a pessoa, e um conjunto de habilidades sociais fracas que tornam a recuperação difícil.</p>
<p>Primeiro você evita conversação, porque isso apresenta risco. Esta relutância se torna habitual. Então, porque dizer nada é a abordagem padrão, a ideia de falar se torna mais assustadora, o que faz com que você evite ainda mais fazê-lo. Os pensamentos de humilhação se tornam um monstro que te ronda e persegue, que pode apenas ser evitado mantendo sua boca bem fechada. Quanto mais você evita a desaprovação dos outros, mais assustador isso se torna.</p>
<p>Ser tímido apenas mata sua auto estima. As pessoas começam a te tratar como se você não tivesse nada a dizer. E não é porque elas estão tentando te deixar de lado. É que quando você normalmente não contribuiu ou contribui muito pouco para uma conversa, eles não conseguem fazer nada além de assumir que você não tem nada a dizer. E se todos parecem te tratar dessa forma, você começa a acreditar. Você começa a executar o papel que as outras pessoas esperam de você, mesmo que não seja quem você é ou quem você quer ser.</p>
<p>Alguma dessas coisas soa familiar:</p>
<p>* Pessoas que você já conhece se apresentam a você várias vezes. Elas não se lembram de ter te conhecido, porque você não disse nada.<br />
* Pessoas sabem que te conhecem, mas esquecem sempre seu nome.<br />
* Quando alguém fala com seu grupo, sempre olha para outra pessoa quando espera uma resposta, nunca para você.<br />
* Você frequentemente espera que alguém do seu grupo vai dizer algo, para matar o silêncio.<br />
* Você fica nervoso, ou mesmo rancoroso, quando seu amigo vai ao banheiro e te deixa sozinho com alguém que você não conhece direito.</p>
<p><strong>O que torna tudo pior é que a constante falta de prática te impede de melhorar sua conversação.</strong> Então quando você que falar algo, é porque está numa situação em que isso é crucial, como por exemplo uma entrevista de emprego. Seus <em>músculos</em> de conversação pouco desenvolvidos fazem com que você tenha muito menos chances de ter sucesso nessas situações de alta pressão, o que apenas cria mais resultados ruins e alimenta muito mais esse medo.</p>
<p>Este ciclo é um grande e escorregadio buraco negro, e uma vez que a pessoa escorrega demais para dentro dele, ela pode nunca mais sair. Muitos chegam ao ponto de desistir de algum dia se sentirem confortáveis socialmente.</p>
<p>Medo de falar em público ainda é o medo mais citado que medo da morte pela maioria das pessoas. E não é de se estranhar.</p>
<h3>Se recuperando da timidez</h3>
<p>Gastei muito tempo em fóruns da internet discutindo &#8220;como se recuperar da timidez&#8221; com outras pessoas, e é reconfortante saber que existem tantas outras pessoas na mesma situação.</p>
<p>Existem basicamente dois conselhos básicos que recebi e agora ofereço:</p>
<p>O primeiro é prestar atenção nas pessoas que sabem fazer isso. Sempre existem oportunidades de assistir como as pessoas interagem. Como elas iniciam conversas? Como elas terminam? Como elas mudam de assunto? Até mesmo ver conversas ruins pode te dar uma ideia de o que você poderia ter feito naquela situação. Só de prestar atenção nos outros você consegue montar uma lista de formas de começar e terminar uma conversa. Crie o hábito de assistir conversas.</p>
<p>O outro conselho é, claro, <strong>praticar conversar com outros. E prática sempre significa se permitir fazer as coisas de uma forma ruim até que você consiga fazê-la de uma forma não tão ruim</strong>. Significa fazer coisas com que você não está confortável no começo. Então, quando se trata de superar a timidez, isso significa falar mais do que o que você tem vontade de falar. Se você estabeleceu um hábito de deixar os outros falarem mais, não vai se sentir natural ao se abrir. Isso é bom, faça-o mesmo assim. <strong>Desconforto indica crescimento</strong>. Sempre diga um pouco mais do que você está acostumado.</p>
<p>Todos eventualmente reconhecem que <em>músculos</em> sociais atrofiam se nunca são exercitados, então não existe salvação para desconforto social que não envolva fazer um esforço para conversar.</p>
<p>Esse foi um dos pontos em que tinha mais dificuldade: eu odiava a ideia de conversar. Eu achava falso tentar forçar algo a acontecer dessa forma. Se houvesse algo significativo a ser dito, seria dito, certo? Infelizmente isso simplesmente não é verdade; é outra falsa crença criada para auto-defesa e que leva à auto-sabotagem. <a title="A importância da conversa fiada contra a timidez" href="https://www.ronaud.com/arte-de-viver/a-importancia-da-conversa-fiada-contra-a-timidez/">Eu vejo agora que conversar é uma das habilidades mais importantes na vida</a>.</p>
<h3>Para superar o MEDO</h3>
<p>Sempre que você se rende ao medo, ele cresce. Sempre que você age mesmo sentindo o medo, ele diminui.</p>
<p>Por sorte, ele tende a diminuir rapidamente uma vez que você começa a se abrir. Você vai descobrir que as pessoas vão achar mais fácil se abrir com você. Pessoas desconfortáveis tendem a deixar as outras pessoas desconfortáveis, e pessoas abertas tendem a fazer outras pessoas se abrirem.</p>
<p>Entretanto, quando se trata de superar a timidez, existe um obstáculo que quase todos encontram, mesmo quando a ansiedade de falar começa a se dissipar.</p>
<p>O problema que a maioria das pessoas parece ter é que elas não sabem o que dizer. Elas podem não ter medo de falar, mas não conseguem pensar em como começar. As pessoas que sempre foram extrovertidas provavelmente possuem um arsenal inteiro de formas prontas de iniciar conversas &#8211; um resultado inevitável da experiência. Mas para o resto de nós, é frequentemente uma luta encontrar algo para dizer que não seja banal ou egoísta.</p>
<h3>Os três patetas da conversação: clima, trabalho e eventos atuais</h3>
<p>Puxar conversa é desconfortável para muitas pessoas, porque essas conversas tendem a ser sobre o clima.</p>
<p>&#8211; Ouvi dizer que amanhã vai ser bom.</p>
<p>&#8211; Sim, mas eu acho que eles mudaram a previsão. Vai estar nublado.</p>
<p>&#8211; Oh, que droga. É, verdade.</p>
<p>Horrível. Porque nós criamos este monstro de banalidade? Com certeza o silêncio seria melhor.</p>
<p>A razão do clima ser um tópico tão frequente de conversação é porque é algo que é relevante para a outra pessoa. Nesse sentido, é um assunto &#8216;seguro&#8217;. Mas não seria melhor se pudéssemos pensar em algo (qualquer coisa!) que poderia ser um pouco mais&#8230; cativante?</p>
<p>Mesmo com bons amigos. Frequentemente procuro por algo sobre o que conversar e acabo oferecendo algo como: &#8220;Então, como está o trabalho?&#8221; &#8220;Cara, está ventando muito hoje.&#8221; &#8220;Então, o que você fez ontem?&#8221;</p>
<p>Às vezes isso consegue fazer as palavras fluirem, mas frequentemente a conversa acaba caindo para assuntos dos quais nenhuma das pessoas realmente quer falar. A maioria das pessoas que eu conheço não se sentem especialmente animadas em passar seu tempo falando de seu trabalho, ou falando hoje sobre o que fizeram ontem. Nós nos obrigamos a levar essas conversas porque elas parecem ser melhores que o silêncio. Concordo que é um pouco melhor, mas com certeza é melhor quando nos oferecem algo específico para nós como assunto.</p>
<p><strong>Quando você traz para a conversa algo com que a outra pessoa se importa genuinamente, o entusiasmo começa a fluir</strong>. Um senso de colaboração emerge, e conexões se formam.</p>
<p>Melhores amigos geralmente conseguem mais facilmente fazer uma conversa significativa fluir, porque eles se conhecem muito bem. Ambos sabem sobre o que o outro quer falar. Com conhecidos, ou amigos de amigos, é mais difícil saber qual assunto é o melhor, por isso acabamos usando um dos velhos padrões: clima, notícias e trabalho.</p>
<p><strong>A solução é na verdade criar o hábito de descobrir o que a outra pessoa valoriza. Você pode se conectar com qualquer pessoa, se você souber o que é importante para ela, e se você der a ela uma oportunidade de falar sobre isso. Apenas pergunte sobre seu barco/filho/viagem pro México/motocicleta nova/clube de squash/gato/casa sustentável/geleia feita em casa.</strong></p>
<p>As pessoas vão se sentir muito gratas por terem uma chance de falar de seus assuntos preferidos. Elas vão se lembrar da conversa, e elas certamente se lembrarão de você. E isso é porque você as deu um grande presente: você as deu a chance de serem elas mesmas com você. Você as resgatou da lenta agonia de uma conversa sobre trabalho ou clima, e você deixou que elas se sentissem bem por serem quem são. Não sobrestime a profundidade do efeito que isto pode ter em uma pessoa. <strong>Você pode ser a melhor parte de uma festa para muita gente</strong>.</p>
<p>Não importa se você não está interessado no assunto. Apenas se torne interessado no interesse que a outra pessoa tem pelo assunto. Todos sabemos como é estar em nosso elemento, quando se trata de assunto. Ajude-os a chegar lá. Uma vez que o entusiasmo começa a fluir, normalmente existe tanta abertura e entendimento que se torna fácil trabalhar com qualquer assunto que se queira. Então você pode falar sobre o que te interessa, se você quiser.</p>
<p>Quando você está numa conversa com alguém, (ou melhor ainda, quando você está apenas ouvindo uma conversa) veja se você consegue descobrir sobre o que realmente eles realmente querem falar. Todo mundo tem um assunto preferido que os anima. O que faz com que seus olhos se iluminem? Uma dica rápida: pais adoram falar de seus filhos. E eles ficam muito impressionados quando você se lembra de qual esporte eles praticam ou qual universidade eles frequentam.</p>
<p>Não é uma idéia tão ruim apenas se sentar e fazer uma lista de amigos e conhecidos, e para cada um, algumas coisas sobre que você sabe que eles gostam de conversar. Então você conseguiu: uma lista de temas para iniciar conversas em que você pode se meter. Se você não conseguir pensar em nada, lembre-se de tentar descobrir na próxima vez que falar com eles.</p>
<p>Agora, eu não estou sugerindo que você crie pastas e gráficos de pizza sobre o que as pessoas de sua vida estão interessadas, mas certamente existe algo a ser dito sobre estar atento ao que é importante para os outros. Quando estamos indo para algum tipo de encontro, e você sabe que certas pessoas vão estar lá, você pode pensar em um ou dois assuntos em que as pessoas podem se interessar? De novo, não é para se tornar muito <em>stalker</em>, mas o Facebook pode ser um grande recurso para isto se elas te adicionaram como <em>amigo</em>.</p>
<p>De qualquer forma, em geral evite perguntar sobre o trabalho da outra pessoa. É simplesmente fácil demais, e quase sempre garante uma conversa sem graça. Eles vão se lembrar do encontro com você como chato e típico, e esse é o tipo de emoção com que vão te associar.</p>
<p>Se você se sentar e fizer um <em>brainstorm</em> de tudo com que as pessoas em sua vida se importam, você vai perceber que existem pessoas que você realmente não conhece. Você pode saber como elas ganham a vida, mas você não sabe o que as faz sorrir, você realmente não as conhece. Então descubra.</p>
<p>Estou longe de ser um conversador brilhante, mas não sinto mais medo. Levou um certo esforço para me sentir confortável, e ainda sinto que não estou tão bem quanto gostaria em termos de começar e dirigir uma conversa, mas sinto que entendi qual a parte mais importante: aprender o que deixa as outras pessoas animadas, e dar a elas a chance de se animar sempre que falam com você.</p>
<p>Então, da próxima vez que você estiver esperando que os três patetas te salvem, pergunte-se &#8220;o que deixa esta pessoa animada&#8221;. Se você não sabe, então você sabe o que perguntar.</p>
<p><a href="http://saitimidez.blogspot.com.br/2007/12/realidades-limitantes.html" target="_blank" rel="noopener">Fonte</a></p>
<p>***</p>
<p>Duas leituras altamente recomendáveis sobre o assunto:</p>
<p><a href="https://www.ronaud.com/livros/resenha-e-critica-do-livro-como-fazer-amigos-e-influenciar-pessoas/">Como fazer amigos e influenciar pessoas</a></p>
<p><a href="https://www.ronaud.com/livros/resenha-e-critica-do-livro-a-magica-de-pensar-grande/">A Mágica de Pensar Grande – Resenha</a></p>
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		<item>
		<title>Falsidade: Educação ou falta de caráter?</title>
		<link>https://www.ronaud.com/arte-de-viver/falsidade-educacao-ou-falta-de-carater/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Ronaud Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 22 Oct 2013 20:25:29 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Comportamento]]></category>
		<category><![CDATA[Compromisso]]></category>
		<category><![CDATA[Gentileza]]></category>
		<category><![CDATA[Hipocrisia]]></category>
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		<category><![CDATA[Verdade]]></category>
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					<description><![CDATA[Você fica chateado com a falsidade dos outros? E você, nunca foi falsinho na vida? Nem um pouquinho? Provavelmente foi sim, e não por falta de caráter, mas sim, por mera questão de maturidade.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>De vez em quando, algumas <em>menininhas</em>, e algumas moças não tão meninas assim, postam uma coisa ou outra no Facebook reclamando da falsidade dos outros.</p>
<p>Mas&#8230; falsidade? Dos outros?</p>
<p>Quando isso acontece, sempre tem algo que <em>não bate</em>.</p>
<p>Como pode, gente que passa o tempo todo falando da vida dos outros, reclamando de falsidade?</p>
<p>NUNCA vi ninguém reclamando da falsidade alheia que seja completamente íntegro e transparente em todas as suas ações.</p>
<p>Reclamar da falsidade dos outros sinaliza uma incompreensão de como as relações sociais funcionam.</p>
<p>Há duas frases sobre falsidade que <em>volta e meia</em> são compartilhadas nas redes sociais. Uma é esta:</p>
<blockquote><p>Antes antipático do que falso, afinal o que é ser simpático? Fingir que gosta de todo o mundo? Então meu caro&#8230; Se eu não for com a sua cara não conte com a minha simpatia. Chega de confundir falsidade com educação.</p></blockquote>
<p>Talvez essa seja uma postura mais &#8220;íntegra&#8221;, a postura do sujeito que se não gosta, demonstra que não gosta.</p>
<p>Mas discordo dela.</p>
<h3>Uma questão de <a title="A esperteza de se saber fazer a coisa certa em cada situação" href="https://www.aulete.com.br/savoir-faire" target="_blank" rel="noopener">savoir-faire</a></h3>
<p>Eu pergunto: é legal isso? Esta é uma postura adulta, ou, ao contrário, sinaliza imaturidade? Essa coisa de ficar de <em>intriguinha</em> não é típico de <em>adolescentezinho</em>? Não é melhor ficar em casa, então, do que sair por aí demonstrando o quanto não se gosta dos outros?</p>
<p>Qual a necessidade que as outras pessoas têm de conhecer o <em>azedume </em>do indivíduo?</p>
<p>Infelizmente ou não, conviver em sociedade exige de nós algum nível de <em>falsidade</em>, que eu chamaria de maleabilidade, que seria não levar as diferenças tão a sério, apesar de sabermos muito bem que existem. Porque do contrário, estaremos a cada passo ofendendo e magoando alguém, e as pessoas não precisam disso.</p>
<p>A vida já é suficientemente dura para todos.</p>
<p>Já vi também compartilhada pelas redes sociais uma outra frase, com a qual me identifico mais:</p>
<blockquote><p>Não significa que você é falso quando você é legal com alguém que você não gosta. Significa que você é maduro o suficiente pra ser educado.</p></blockquote>
<p>Considero esta uma postura mais civilizada e adulta.</p>
<p>É claro que se você sabe que um sujeito cuja presença lhe causa ânsia de vômito vai estar num mesmo ambiente que você, é mais prudente nem ir. Mas mesmo que precise ir, é bom tentar se agradável.</p>
<p>Ora, vai que o problema seja você.</p>
<p>Quanto aos demais, é provável que tenhamos diferenças com todos. Sendo assim, será sinal de maturidade e larga visão saber conviver em paz com as diferenças, sem apelar a cada passo para discussões ou atritos, que só fazem estragar o clima, sem trazer nada de bom.</p>
<h3>O antídoto</h3>
<p>Falsidade é demonstrar uma estima que não existe. Hipocrisia é falar uma coisa e fazer outra. Ambas têm a mesma essência, que é a contradição entre o que se comunica e o que se faz.</p>
<p>Reclamar demais delas é complicado porque nenhum de nós está imune à necessidade de ambas, em algum momento, para funcionar em sociedade.</p>
<p>Mas todos podemos manifestá-las sempre menos, na medida em que não falarmos o que não precisa ser falado.</p>
<p>O silêncio sempre surge como uma boa escolha diante de qualquer situação, evitando muitos problemas para nós, e evitando frustração para os outros.</p>
<p>Quem não promete, não será cobrado se não cumprir.</p>
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		<title>Fugas psicológicas</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Ronaud Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 07 Oct 2013 01:15:13 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Vida]]></category>
		<category><![CDATA[Crise existencial]]></category>
		<category><![CDATA[Depressão]]></category>
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					<description><![CDATA[Todo tipo de fuga psicológica é considerada uma &#8220;válvula de escape&#8221;. Sendo assim, a vida diária pode ser considerada uma válvula de pressão, com cobranças, responsabilidades e compromissos sem fim, coisas com as quais nem todos lidam muito bem. Porque são coisas sem muito sentido. Ora, o que se ganha de BOM, de REALMENTE PRAZEROSO, suportando [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Todo tipo de fuga psicológica é considerada uma &#8220;válvula de escape&#8221;.</p>
<p>Sendo assim, a vida diária pode ser considerada uma <em>válvula de pressão</em>, com cobranças, responsabilidades e compromissos sem fim, coisas com as quais nem todos lidam muito bem.</p>
<p>Porque são coisas sem muito sentido. Ora, o que se ganha de <em>BOM</em>, de <em>REALMENTE PRAZEROSO</em>, suportando tantas pressões?</p>
<p>Esta ausência de sentido aliada ao peso que tais tarefas nos impõe, torna bem compreensível essa <em>fuga</em> que praticamente todo mundo faz, de alguma forma, seja em baladas e outras diversões, <em>hobbies</em>, esportes, drogas, misticismo, comilança, <a href="https://www.ronaud.com/sociedade/tudo-contra-o-consumismo/">consumismo</a>, etc.</p>
<p>Praticamente toda atividade é uma fuga, umas são saudáveis, outras não.</p>
<h3><span style="font-size: 1.17em;">♪ Vamos fugir, pr&#8217;outro lugar, baby ♫</span></h3>
<p>&#8230; Pra onde quer que você vá. Que você me carregue 🙂</p>
<p>Já enfrentei momentos extensos de tédio e marasmo na vida. Minha fuga era não fazer nada, não por preguiça, e sim por medo, insegurança, etc. Foram anos de uma mesmice infindável. Vida social <em>zero</em>.</p>
<p>Era ruim, mas como tudo que é ruim, teve o lado bom. Me fortaleci na tarefa de encarar a <a title="Textos sobre a natureza da existência" href="https://www.ronaud.com/tag/existencia/">angústia de existir</a>, e a <a href="https://www.ronaud.com/vida/aprendendo-a-enxergar-a-realidade/">crueza da realidade</a>, de frente. <a href="https://www.ronaud.com/vida/problemas-juventude-tempo-experiencia-fortalecimento/">Aprendi a viver sem ter qualquer sentido para a vida</a>.</p>
<blockquote><p><strong>Estar triste é, quase sempre, pensar em si mesmo.</strong> Jacques Anatole France &#8211; poeta e romancista francês</p></blockquote>
<p>E isso me tornou um tanto impiedoso <a title="Muletas existenciais" href="https://www.ronaud.com/auto-conhecimento/muletas-existenciais/">com quem se agarra como pode</a> a qualquer distração mais fútil, o que costumo chamar de <em>muletas existenciais</em>. Volta e meia me vejo com dificuldade de assimilar o fato de que <a title="Só pra lembrar :)" href="https://www.ronaud.com/pensamentos/so-pra-lembrar/">praticamente todo o progresso tecnológico</a> que vivemos teve como um dos principais fins, distrair-nos completa e absolutamente de nós mesmos.</p>
<p>Mas o tempo passou.</p>
<p>Hoje aprendi a compreender que ninguém tem obrigação de ser forte, e que a maioria não conseguiria, nem se quisesse.</p>
<p>Enxerguei, sobretudo, que não há muita alternativa a não ser, justamente, <a title="Não pense na vida" href="https://www.ronaud.com/atitude/pensando-na-vida/">distrair-se</a> da vida.</p>
<p><a href="https://www.ronaud.com/vida/sofrimento-voce-cara-a-cara-com-voce/">Escape, corra, fuja como pode</a>.</p>
<p>Enquanto há tempo.</p>
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		<title>Sagrado, profano e o peso da responsabilidade</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Ronaud Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 02 Sep 2013 15:33:02 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Espiritualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Alívio]]></category>
		<category><![CDATA[Coragem]]></category>
		<category><![CDATA[Crise existencial]]></category>
		<category><![CDATA[Desafios]]></category>
		<category><![CDATA[Enfrentamento]]></category>
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		<category><![CDATA[Inteligência espiritual]]></category>
		<category><![CDATA[Responsabilidade]]></category>
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					<description><![CDATA[Acho que todos nós, que assumimos algumas responsabilidades ao longo da vida, acabamos cedo ou tarde sentindo vontade de &#8220;sumir&#8221;, de fugir para uma ilha deserta ou, como costumo brincar, comprar uma cabaninha isolada no alto da montanha. O peso da responsabilidade torna a ideia da fuga algo convidativa, por mais que nunca passe de [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Acho que todos nós, que assumimos algumas responsabilidades ao longo da vida, acabamos cedo ou tarde sentindo vontade de &#8220;sumir&#8221;, de fugir para uma ilha deserta ou, como costumo brincar, comprar uma cabaninha isolada no alto da montanha.</p>
<p>O peso da responsabilidade torna a ideia da fuga algo convidativa, por mais que nunca passe de uma ideia. Lembrando que essa montoeira de distrações que a sociedade nos oferece tem muito de <em>fuga</em>: fumo, bebidas, comidas, <em>TV</em>, facebook, esportes, etc. Já fui muito crítico a tudo isso, hoje, vejo que feliz da humanidade que tem essas coisas pra dar aquela &#8220;fugidinha&#8221; do peso da existência.</p>
<p>Pois bem.</p>
<p>No âmbito espiritualista, há uma distinção, que me parece equivocada, que distingui e exclui o sagrado do profano. Como se todo progresso moral e espiritual só se pudesse fazer em contato com o sagrado, e como se o profano fosse &#8220;lixo&#8221;, algo dispensável que deve ser evitado o tanto quanto possível.</p>
<p>Mas não é assim que a vida funciona. O contato com o profano, isto é, a assunção da responsabilidade, o enfrentamento do dia-a-dia entediante e enclausurante, <a title="Por que Deus fica em silêncio?" href="https://www.ronaud.com/espiritualidade/por-que-deus-fica-em-silencio/">são a ARENA do sagrado</a>. O mundo profano, dia após dia, constitui <a title="A dimensão espiritual, um mistério" href="https://www.ronaud.com/espiritualidade/por-que-a-dimensao-espiritual-permanece-um-misterio/">o palco onde demonstramos se estamos conseguindo nos sacralizar</a>, se estamos aprendendo as lições sagradas, e se estamos conseguindo coloca-las em prática.</p>
<blockquote><p>No silêncio forma-se o talento. Mas o caráter, no turbilhão do mundo. <a href="https://www.ronaud.com/frases-pensamentos-citacoes-de/johann-wolfgang-von-goethe">Goethe</a></p></blockquote>
<p>Estudantes não fazem testes e provas para que o professor possa saber se estão progredindo na obtenção do conhecimento? Pois bem, <a title="O universo: um grande vestibular" href="https://www.ronaud.com/espiritualidade/universo-moral/">a vida se constitui de uma sucessão de testes e provas</a>, através da convivência com os outros, para Deus saber se estamos progredindo na direção da evolução moral e espiritual.</p>
<p><a title="Sua realidade é seu espelho" href="https://www.ronaud.com/auto-conhecimento/a-vida-e-um-espelho/">Fugir é a pior decisão que podemos tomar na vida</a>. Ela é, literalmente, um atraso de vida. É no enfrentamento, na persistência, e na dedicação à superação que mostramos o nosso valor, e galgamos os degraus mais altos da existência.</p>
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