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	<title>Redes sociais &#8211; RONAUD.com</title>
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	<description>Textos e Mensagens para Reflexão</description>
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		<title>Instagram, uma necessidade criada</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Ronaud Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 26 Jun 2023 02:24:44 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Internet]]></category>
		<category><![CDATA[Exibicionismo]]></category>
		<category><![CDATA[Narcisismo]]></category>
		<category><![CDATA[Redes sociais]]></category>
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					<description><![CDATA[No segmento do Marketing, existe o que chamam de &#8220;necessidades criadas&#8221;, aquelas necessidades de consumo que as pessoas não tinham; ou que não sabiam que tinham. Sabe aqueles produtos que vieram resolver os problemas que nós não tínhamos? Pois bem, o Instagram é um deles. O maior feito do Instagram foi convencer as pessoas de [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>No segmento do Marketing, existe o que chamam de &#8220;necessidades criadas&#8221;, aquelas necessidades de consumo que as pessoas não tinham; ou que não sabiam que tinham.</p>
<p>Sabe aqueles produtos que vieram resolver os problemas que nós não tínhamos?</p>
<p>Pois bem, o Instagram é um deles.</p>
<p>O maior feito do Instagram foi convencer as pessoas de que todos nós &#8211; seus &#8220;seguidores&#8221; &#8211; queremos muito ver o que elas estão fazendo.</p>
<p>O insta tornou o narcisismo &#8211; antes reprovável &#8211; algo agora natural e aceitável.</p>
<p>Se o aplicativo mostrasse a seguinte mensagem, antes de apertar o botão de postar: <strong>&#8220;As pessoas realmente querem/precisam saber disso?&#8221;</strong>, acho que o <em>insta</em> quebraria em poucas semanas.</p>
<p>Parte grande das pessoas é autocentrada, egocêntrica, quase sempre está numa <em>vibe</em> de interesses e momentos do dia diferentes dos nossos &#8211; e não quer saber das nossas coisas. A outra parte, é centrada nos outros, invejosa, ressentida, <em>hater</em>, e não precisa saber.</p>
<div id="attachment_28680" style="width: 310px" class="wp-caption alignright"><img fetchpriority="high" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-28680" class="wp-image-28680 size-medium" src="https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2023/06/o-cara-do-cartaz-academia-300x262.png" alt="O cara do cartaz" width="300" height="262" srcset="https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2023/06/o-cara-do-cartaz-academia-300x262.png 300w, https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2023/06/o-cara-do-cartaz-academia.png 721w" sizes="(max-width: 300px) 100vw, 300px" /><p id="caption-attachment-28680" class="wp-caption-text">Ninguém quer saber dos seus exercício, amigo(a).</p></div>
<p>Eu sempre me faço esta pergunta e, por isso mesmo, meu perfil no <em>Insta</em> tem pouquíssimas postagens, aquelas cujo meu lado <em>exibicionista</em> venceu meu intransigente lado <em>pragmático</em>; E tem somente UM <em>storie</em> da minha estante de livros, no Dia do Livro, o qual quis dizer, à ocasião, que ~ <em>eu leio muitos livros</em> ~</p>
<p>Sim, às vezes me dá vontade de postar algumas coisinhas legais que vejo, mas&#8230; quem é que quer saber?</p>
<p>Isso mesmo: <strong>Ninguém!</strong></p>
<p>As pessoas podem vir e me contra-argumentar: &#8220;Então por que minhas postagens têm tantas visualizações e curtidas?&#8221;</p>
<p>Bom, nós &#8211; e aqui me incluo &#8211; acessamos o instagram/facebook/twitter motivados: Ou pelo mais puro <em><strong>tédio</strong></em>, como entretenimento, e vamos assistindo, como antes assistíamos à televisão, porém agora vamos curtindo, comentando, invejand&#8230; digo, aplaudindo, despretensiosamente, e às vezes, falsamente&#8230; (quem nunca?); ou, ainda mais provavelmente, por <em><strong>escapismo</strong></em>. Acessar as redes sociais se tornou um <em>cigarro virtual</em>. A pressão é grande, a ansiedade toma conta, e lá vamos nós anestesiar nossos cérebros fumando uma <em>timeline</em> alheia, sabor procrastinação.</p>
<h3>Curadoria</h3>
<p>Na verdade eu sou bem chato na curadoria do que sigo, e costumo seguir perfis de interesses bem específicos, como arquitetura antiga, história, <a href="https://www.ronaud.com/tag/astrologia/" target="_blank" rel="noopener">astrologia</a>, arte, curiosidades e algum tema eventual que esteja me chamando atenção, o qual daqui um tempo deixarei de seguir quando ir perdendo o interesse. Normal.</p>
<p>Não sou de seguir artistas &#8211; os narcisistas por excelência &#8211; ou personalidades da mídia; estas usualmente não sabem usar as redes apropriadamente e só têm milhões de seguidores por causa da exposição na grande mídia televisiva. Eu sempre <em>deixo de seguir</em> perfis de gente muito próxima cuja <em>vidinha</em> eu já conheço, e perfis muito narcisistas, exibicionistas ou que que repetem demais os assuntos. <a href="https://www.ronaud.com/sucesso/sucesso-e-obsessao/">Queria ter essa obsessão que algumas pessoas têm</a>, mas não consigo; me entedio fácil.</p>
<p>Mas viveríamos perfeitamente bem sem estas postagens todas.</p>
<p>Talvez até melhor.</p>
<h2>Bom senso</h2>
<p>Eu uso as redes sociais desde que surgiram.</p>
<p>Desde então fui descobrindo que há boas práticas que tornam o perfil mais agradável.</p>
<p>Uma delas é não postar demais.</p>
<p>É como diz o subtítulo acima, BOM SENSO, algo que a maioria das pessoas não têm. Às vezes, eventualmente, e especialmente se seu perfil for de nicho, e você estiver publicando um conteúdo planejado e específico, talvez você vai ter que publicar vários posts em sequência.</p>
<p>Mas no geral, publicar demais de um mesmo assunto faz as pessoas enjoarem do tema e deixarem de seguir.</p>
<p>Outra &#8220;boa prática&#8221; é não postar muito sobre si mesmo(a). E aqui também vale o bom senso: A não ser que você seja muito lindo(a), gostoso(a) e inteligente e faça coisas realmente interessantes.</p>
<p>As postagens precisam fazer sentido, porque, de sem sentido já basta o próprio Instagram.</p>
<p>***</p>
<p><a href="https://www.instagram.com/p/CreXO8HJ7vj/">Imagem</a></p>
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		<title>Por que dá tanta treta nas Redes Sociais?</title>
		<link>https://www.ronaud.com/arte-de-viver/tretas-nas-redes-sociais/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Ronaud Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 15 Nov 2019 05:02:10 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Comportamento]]></category>
		<category><![CDATA[Internet]]></category>
		<category><![CDATA[Redes sociais]]></category>
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					<description><![CDATA[Como fenômeno relativamente novo, a humanidade ainda está aprendendo a lidar com as Redes Sociais, e nesse aprendizado, muita treta tem aparecido.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_25568" style="width: 310px" class="wp-caption alignright"><img decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-25568" class="size-medium wp-image-25568" src="https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2020/08/terra-e-um-hospicio-300x243.jpg" alt="A terra é um hospício" width="300" height="243" srcset="https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2020/08/terra-e-um-hospicio-300x243.jpg 300w, https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2020/08/terra-e-um-hospicio-768x622.jpg 768w, https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2020/08/terra-e-um-hospicio.jpg 960w" sizes="(max-width: 300px) 100vw, 300px" /><p id="caption-attachment-25568" class="wp-caption-text">A terra é um hospício</p></div>
<p><span class="silabas separacao-silaba">(<strong>e.<em>fê</em>.me.ro</strong>)</span></p>
<p><span class="numdef">1.</span> <span class="textodef"><strong>Que dura pouco</strong> (glória <span class="underline">efêmera</span>)</span><span class="textodef">; TRANSITÓRIO<span class="cochete"> [ Antôn.: perene. ]</span></span></p>
<p><span class="numdef">2.</span> <span class="textodef">Que dura um dia.</span></p>
<p><span class="numdef">5.</span> <strong><span class="textodef">Aquilo que dura pouco, que é passageiro, transitório</span></strong></p>
<p class="notaverb">[F.: Do gr. <em>ephémeros.</em> Em Bot, pelo lat. cient. <em>ephemeron</em>.]</p>
<p>Fonte: <a href="https://www.aulete.com.br/ef%C3%AAmero">Dicionário Aulete</a></p>
<h3>Por que dá tanta treta nas Redes Sociais?</h3>
<p>Redes sociais (digitais) são um fenômeno relativamente novo para nós, como sociedade, em termos comportamentais. Assim como eram os carros em 1919, quando ainda não existiam faixas de pedestre, sinaleiros, nem&#8230; acredite, placas PARE.</p>
<p>Nenhum de nós sabe o caos que devia ser o trânsito em 1919. As <em>barbeiragens</em> (termo que também não existia), os primeiros acidentes, as primeiras mortes&#8230;</p>
<p>Assim como em 2119 nenhum dos humanos, talvez somente alguns pesquisadores, terá noção de quantas <em>tretas</em> surgiram nessas redes sociais na longínqua década de 2010.</p>
<p>Redes sociais surgiram como um canal interessante para divulgação de ideias, comentários, opiniões e críticas. Mas <strong>há um fator que demoramos para entender</strong>.</p>
<p>Você não fala num auditório com 100 ou 500 pessoas o que falaria para um amigo num bar depois de algumas graduações alcoólicas na cabeça.</p>
<p>E aqui está a origem das tretas de internet: Falamos em ambiente virtual, para 100, 500 ou 5000 mil pessoas o que somente falaríamos para aquele super amigo depois da 3ª cerveja, em tom de segredo, com a certeza que no dia seguinte o amigo já teria esquecido o que foi dito.</p>
<p>Na rede social não, o comentário fica lá, fixo, para quem quiser ver, e o que seria dito num contexto de confissão, à boca miúda, se torna um escândalo, ou um micão, tipo, &#8220;nossa, o Ronaud tão quieto, no Facebook se acha o comentarista político&#8221;.</p>
<p>Muito do que publicamos nas redes sociais nos deixaria vermelhos de vergonha caso proferíssemos para um auditório constituído das pessoas que nos seguem nas redes.</p>
<p>Qualquer comentário ou crítica mais específica sobre religião ou politica, propagada para um público de mais de 20 pessoas acabará atingindo, e portanto, ofendendo, em maior ou menor grau, um bom número de pessoas.</p>
<p>A noção disso veio aumentando consideravelmente o número de postagens minhas excluídas em seguida a publicação, até chegar ao atual nível de praticamente não expôr opinião alguma. A necessidade de extravasar as próprias visões acabou vencida pelo tato, esta capacidade que todos deveriam exercitar, de, tanto se colocar no lugar dos outros, como de evitar conflitos de ideias sem qualquer retorno evidente.</p>
<p>A ponto de ver uns poucos amigos <em>felizinhos</em> publicando coisas como É LULA LIVRE, CARAIO, sob as justificações mais insanas, e eu ficar absolutamente&#8230; quieto. É uma vitória pessoal <a href="https://www.ronaud.com/bom-senso/discutir-ou-nao-discutir/">machadiana</a>, se me permitem a criação do termo.</p>
<p>Aquele comentário nível overdose de verdade, que você faz num bar pra 2 amigos, fica lá no bar. Ele se desintegra no ar tão logo seja proferido. Mal fica na memória dos amigos, mais cheia de álcool do que de interesse. No dia seguinte, as fracas memórias do dia anterior se desfazem pouco a pouco. Na rede social, aquela overdose de verdades pode ficar publicada para sempre, para quem quiser ver e, ora veja, OFENDE. Porque, ao contrário do que sugere o axioma, as pessoas ainda preferem estarem certas do que serem felizes, por mais que&#8230; estejam erradas.</p>
<p>Há uma ironia que afirma que a Terra é o maior Hospício do Universo.</p>
<p>Eu não duvido nem um pouco.</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Rede Social não é Mesa de Bar</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Ronaud Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 14 Aug 2019 15:34:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Internet]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[Moderação]]></category>
		<category><![CDATA[Opiniões]]></category>
		<category><![CDATA[Politicamente Correto]]></category>
		<category><![CDATA[Prudência]]></category>
		<category><![CDATA[Redes sociais]]></category>
		<category><![CDATA[Silêncio]]></category>
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					<description><![CDATA[Rede Social não é mesa de bar para sair falando tudo que vem à mente. Falar em Rede Social é igual falar em público, e não se fala em público o que só se pode falar em particular.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Um dos motivos pelo qual parei de &#8220;expor opinião&#8221; no Facebook (e pelo qual já exclui muita publicação) é que fui me dando conta aos poucos que praticamente tudo que se diz em redes sociais acaba atingindo mais ou menos, ou expondo, alguém que conhecemos e estimamos, e que muitas vezes o que se diz acaba sendo tomado por ofensa.</p>
<p>A rede social propaga as mensagens de forma indiscriminada, coisa que não acontece numa conversa pessoal em que tomamos cuidado em não fazer certos comentários em respeito a quem esteja presente.</p>
<p>Deixar de dizer as coisas por causa dos outros pode parecer fraqueza e me causa a impressão que sucumbi ao politicamente correto, mas no final das contas expor opiniões é um jogo do ego que busca sempre estar certo, e concluí enfim, que preferir ter razão em detrimento de amizades só faz sentido se a pessoa vive disso, e que como esse não é o meu caso, o silêncio me ajuda muito mais.</p>
<p>A parte boa é que a coisa mais simples do mundo é desfazer contato ou deixar de seguir pessoas nessas redes sociais, as quais são ótimas desde que sejamos os curadores dos conteúdos que queremos acompanhar.</p>
<p>Uso meu Instagram só para acompanhar perfis com imagens de viagens, imagens antigas das cidades e motivacionais que são assuntos que me agradam. Se a pessoa publicar duas <em>selfies</em> seguidas já deixo de seguir porque a vida é muito curta pra ficar seguindo gente carente de atenção.</p>
<p>No Facebook acompanho páginas de política, astrologia, sobre arte, marketing e umas poucas pessoas que publicam coisas interessantes. Gente que publica coisas egocêntricas ou desinteressantes, se for desconhecido eu desfaço o contato. Se for conhecido eu mantenho o contato e &#8220;deixo de seguir&#8221;.</p>
<p>E sei que muita gente fez isso comigo quando eu compartilhava conteúdos políticos demais, o que é normal, mas também foi surpresa perceber. Em muitos casos as pessoas deixam de seguir quando encontram conteúdos ofensivos; mas em outros tantos casos, as pessoas preferem viver em suas ilusões ideológicas confortáveis, do que eventualmente deparar com a possibilidade que o mundo não é tão cor-de-rosa quanto imaginavam, e que possam estar erradas.</p>
<p>Redes Sociais são interessantes, mas é preciso saber usar, porque lidar com as pessoas é sempre uma tarefa delicada e complexa, seja pessoalmente, seja online.</p>
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		<title>Copa, futebol e a vida como ela é</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Ronaud Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 10 Jun 2018 00:50:23 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[Alienação]]></category>
		<category><![CDATA[Copa do Mundo]]></category>
		<category><![CDATA[Entretenimento]]></category>
		<category><![CDATA[Futebol]]></category>
		<category><![CDATA[Pessimismo]]></category>
		<category><![CDATA[Povo]]></category>
		<category><![CDATA[Redes sociais]]></category>
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					<description><![CDATA[O texto abaixo me chamou atenção por ir na contra-mão desse pensamento corrente crítico ao futebol: Texto de Rica Perrone Redes sociais juntam todas as pessoas infelizes que até alguns anos atrás não saiam de casa, não tinham amigos e viviam amarguradas sem ter onde destilar sua infelicidade e também as pessoas normais. Essa mistura [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O texto abaixo me chamou atenção por ir na contra-mão desse pensamento corrente crítico ao futebol:</p>
<blockquote><p><a href="https://www.facebook.com/PerroneRica/photos/a.368214836541868.100397.183412168355470/2102387876457880/?type=3&amp;theater">Texto de Rica Perrone</a></p>
<p>Redes sociais juntam todas as pessoas infelizes que até alguns anos atrás não saiam de casa, não tinham amigos e viviam amarguradas sem ter onde destilar sua infelicidade e também as pessoas normais. Essa mistura confunde, mas é fácil entender.</p>
<p>Quanto menos vida, mais você reclama. E não há nada melhor do que uma rede social pra reclamar. Lá, você jura que o MasterChef dá 20 po<span class="text_exposed_show">ntos, que a NBA é um fenômeno de audiência e que o Bolsonaro tem 95% nas pesquisas. No mundo real as coisas não são assim.</span></p>
<p>Lá no muro de lamentações virtual é fácil você achar que &#8220;ninguém liga pra seleção&#8221;, que a Copa será um fracasso de atenção do torcedor e etc. Mas toda Copa se diz isso, e toda vez o mundo desmente.</p>
<p>Sabe qualé a audiência da Globo domingo as 11:30 da manhã? Em média 9,8 pontos.</p>
<p>Sabe qualé a maior média de audiência da Globo aos domingos? O Fantástico, em média 21 pontos.</p>
<p>O futebol (qualquer jogo) dá uns 20. Às vezes mais, depende do jogo.</p>
<p>A seleção brasileira em seu AMISTOSO domingo (03/05) deu a Globo picos de 35 pontos.</p>
<p>Flamengo e Corinthians deu ótimos 28.</p>
<p>Há quem siga repetindo que o futebol no Brasil perde espaço, que as pessoas ligam menos e que não haverá comoção na Copa.</p>
<p><span class="text_exposed_show">E há a <strong>verdade</strong>.</span></p>
<p>Fique com a segunda.</p></blockquote>
<p>***</p>
<p>Este autor que vos fala neste blog, costuma ser veemente crítico em relação ao modo como o futebol constituiu-se como uma das forças alienantes do povo brasileiro.</p>
<p>Gastar energia, tempo e dinheiro torcendo para 22 homens disputarem entre si a condução de uma bola até o interior de uma trave com rede é bem insano e despropositado se você lembrar dos nossos graves problemas sociais.</p>
<p>Em relação a este argumento, há quem diga que <em>uma coisa é uma coisa, e ota coisa é outra coisa</em>, (sic) parafraseando nosso sábio ex-presidente Lula. O fato é que, por cair no gosto do povo, os esportes em geral, e o futebol em particular, tornaram-se um grande negócio publicitário.</p>
<p>E no final das contas, muita gente sai ganhando com esta negociação toda, desde os grandes e milionários jogadores, até a base de toda cadeia econômica envolvendo o esporte.</p>
<p>Ok, deixemos estar, e deixemos o povo ser feliz, se assim consegue, com tão pouco.</p>
]]></content:encoded>
					
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			</item>
		<item>
		<title>Reflexões sobre Internet e Conteúdo &#8211; 1999 &#8211; 2018</title>
		<link>https://www.ronaud.com/internet/reflexoes-sobre-internet-e-conteudo-2018/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Ronaud Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 30 Jan 2018 13:30:04 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Internet]]></category>
		<category><![CDATA[Facebook]]></category>
		<category><![CDATA[Redes sociais]]></category>
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					<description><![CDATA[Um histórico da internet desde os primórdios e algumas especulações sobre para onde vai a internet em 2018.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<h2>1999</h2>
<p>Uso a internet desde 1999.</p>
<p>A internet comercial, acessível ao público, tal qual conhecemos hoje surgiu em 1995 nos EUA. Já em 1999 apareceu no Brasil sob ampla divulgação das empresas <em>ZAZ</em> e <em>UOL</em>.</p>
<p>Na verdade mal usávamos, afinal a conexão se fazia via linha telefônica, o que encarecia um pouco as contas a cada mês. E quando usava, era mais para me entreter, nunca fui muito aficcionado por tecnologia.</p>
<p>Nem sabíamos direito pra que servia, e eu ficava me entretendo com as curiosidades do inutil.com.br, da <em>Farmácia de Pensamentos</em> e das <em>bobagenzinhas</em> que costumavam nos enviar por email.</p>
<p>Era a época do <em>Netscape</em> concorrendo com o <em>Internet Explorer</em>.</p>
<p>Ainda não havia o Google, quando queria encontrar algo, ou tratava de anotar bem certinho os endereços divulgados na <em>TV</em> ou nas revistas tipo a Super Interessante, ou recorria aos sites tipo <em>Aonde</em> ou <em>Altavista</em>.</p>
<p>Peguei a época do <em>iniciozinho</em> do <em>UOL</em>, o qual até que está durando, e do <em>ZAZ</em>, o qual viria a se tornar depois o portal <em>Terra</em>, que sabe-se Deus como está também sobrevivendo.</p>
<p>Era época dos <em>chats</em> e <em>salas de bate-papo online</em>.</p>
<p>O <em>Terra</em> foi por anos minha página inicial no Internet Explorer, e portanto, minha principal fonte de informação e conteúdo na internet.</p>
<h2>2008</h2>
<h3>Google e a blogosfera</h3>
<p>Me ausentei desse contato com o mundo online entre fevereiro de 2004 até setembro de 2005.</p>
<p>Quando voltei, o <em>Google</em> já reinava soberano nas buscas e os blogs estavam em alta.</p>
<p>Leia também: <strong><a href="https://www.ronaud.com/internet/a-extinta-blogosfera-brasileira/">A extinta blogosfera brasileira</a></strong></p>
<p>Afora os portais com aquele conteúdo <em>noticializado</em>, as grandes fontes de conteúdo interessante nesta época eram os <em>blogs</em>. Como não havia redes sociais, acompanhávamos as publicações dos blogueiros cujos conteúdos mais nos atraíam através de agregadores de <em>feeds</em> através do recurso <em>RSS</em>. Através dos agregadores, víamos todas as novas postagens dos <em>blogs</em> numa mesma página, sem a necessidade de ficar visitando um por um.</p>
<p>Embora já trabalhasse com <em>web-design</em> desde dezembro de 2002, somente em 2007, mais precisamente no dia 31 de dezembro, finalmente criei algo online exclusivamente meu, o que viria a ser o embrião deste blog que você ora lê, finalmente publicado em 15 de agosto de 2008.</p>
<p>Nesta época, de 2003 a 2006, o <em>MSN Messenger</em>, que seria o precursor do atual <em>WhatsApp</em>, estava no auge.</p>
<p>Era época também do hoje falecido<em> <a href="http://www.tiagodoria.com.br/coluna/2014/07/06/sobre-o-fim-do-orkut/">Orkut</a></em>. Adicionávamos deslumbrados nossos amigos de infância e parentes distantes. Mas o <em>Orkut</em> não me chamava muita atenção, eu realmente trabalhava bastante nesta época, não tinha tempo. Alguns conhecidos viviam me perguntando porque <em>eu não aparecia</em> no <em>Orkut</em>.</p>
<p>A verdade é que o <em>Orkut</em> não era a plataforma de divulgação de conteúdo como o <em>Facebook</em> é hoje. Era basicamente uma plataforma de conexão entre as pessoas, mas as pessoas basicamente vivem suas vidinhas sem nada assim tão atrativo a ponto de fazer com que visitemos seus perfis regularmente. Tanto que no <em>Facebook</em> a gente acaba até optando pela opção &#8220;<em>deixar de seguir</em>&#8221; muitas das pessoas que temos como contato, quando elas começam a publicar coisas desinteressantes ou repetitivas. Hábito que vejo se tornar cada vez mais popular.</p>
<p>A partir de 2005 o sistema de publicidade do <em>Google</em>, o <em>Adsense</em>, que ajudou e ajuda a financiar milhares de sites internet afora, estava iniciando no Brasil. Comecei a utilizá-lo por curiosidade neste blog, por influência dos blogueiros que acompanhava.</p>
<p>Deu tão certo que passei a criar mais e mais sites, a maioria de <a href="https://www.frasesdebomdia.com.br">frases</a>.</p>
<p>De 2009 até 2014, aproveitei muito bem essa onda positiva de renda que obtive com o <em>Adsense</em>. Meus sites tinham realmente MUITOS acessos. Por cerca de 2012 eles somavam algo como um milhão e meio de visitantes únicos por mês.</p>
<p>Achei que ia ficar rico&#8230;</p>
<p>Mas a verdade é que a tecnologia não pára, e como sabiamente sugere <a href="https://www.ronaud.com/tag/warren-buffett/">Warren Buffett</a>, não se deve apostar todas as suas fichas (ou dinheiro, muito menos a vida) em empresas de tecnologia.</p>
<p>A partir de 2011 no Brasil, redes sociais como o <em>Facebook</em> e o <em>Twitter</em> surgiram roubando todos os leitores &#8211; e portanto, muitos autores &#8211; dos <em>blogs</em>.</p>
<h3>Facebook e &#8220;redes sociais&#8221;</h3>
<p>O que foi um tiro no pé para estes autores, uma vez que desde então, o <em>Facebook</em> vem reduzindo o alcance das postagens das páginas, de modo a forçar as pessoas e empresas a pagarem para a propagação dos posts. Hoje muitos autores estão simplesmente órfãos de plataformas de divulgação de suas ideias &#8211; Os sites têm poucos acessos, suas postagens nas fã-pages tem pouca propagação, <em>twitter</em> é pouco popular, <em>Instagram</em> é bem limitadinho para textos, grupos de <em>WhatsApp</em> são desorganizados&#8230;</p>
<p>Uma jornalista perguntou em seu perfil no <em>Facebook</em> se falta algum conteúdo realmente bom na internet. Comentei que acredito que tem muito conteúdo bom disponível, no entanto as formas desse conteúdo chegar às pessoas é que está complicando, uma vez que esse mecanismos vem passando por transformações sucessivas desde a popularização da internet.</p>
<p>Lá por 2000 a gente encontrava as coisas nos <em>portais</em> e <em>diretórios</em>. Depois <em>Google</em> e <em>Blogs</em>. Depois <em>redes sociais</em>. Agora, <a href="https://lucianolarrossa.com/facebook-vai-focar-nas-pessoas-menos-nas-paginas/">além do FB vir restringindo o alcance das páginas</a>, acontece ao mesmo tempo um <em>oversharing</em> de conteúdos superficiais. Não sabemos mais onde está o bom conteúdo porque seguimos fontes demais; se ficarmos assistindo a todos os vídeos publicados nos canais do Youtube nos quais estamos inscritos, ficaremos o dia inteiro assistindo; as pessoas também estão migrando para grupos de <em>WhatApp</em> temáticos e não dão conta de acompanhar e visualizar tudo que é postado neles. Estamos nos perdendo na quantidade em detrimento da qualidade, a qual existe, mas está se distanciando das pessoas, está precisando ser garimpada.</p>
<p><em> Tá tudo muito confuso e caótico.</em></p>
<h2>Para onde vai a internet em 2018?</h2>
<h3>WhatsApp e YouTube</h3>
<p>De 2015 pra cá muita coisa vem mudando novamente. Boa parte dos famosos <em>blogs</em> de outrora se extinguiram de vez &#8211; <a style="font-size: 16px;" href="https://www.ronaud.com/internet/a-extinta-blogosfera-brasileira/">e falo isso com certa tristeza e nostalgia</a><span style="font-size: 16px;">. Aprendi muito, sobre tudo, com aquela galera.</span></p>
<p>Os <em>blogs</em> atuais, ou são superficiais em seu conteúdo e alcançam pouca relevância, ou, os remanescentes como este aqui, seguem no limbo, por vários motivos, que destaco: os acessos caíram a menos de 10% do que eram, sobretudo por questões de <em>SEO</em>. Você pode ter muitos leitores fieis, mas o grosso de visitantes &#8211; num nível que você não consegue imaginar direito &#8211; vem através das buscas do <em>Google</em>. É tipo 1 / 20. Se hoje tenho 200 visitantes por dia neste site, o que aparenta ser muito, durante meu auge em 2012 eram 4000 por dia.</p>
<p>Portanto, <strong><em>No Google, No Gain</em></strong>.</p>
<p>E aparentemente isto não vai voltar a ser como era, por vários motivos:</p>
<p><strong>Blog</strong>? &#8211; As pessoas não leem mais <em>blogs</em>. Qualquer busca que você faz no <em>Google</em> atualmente resulta em sites mais populares nas primeiras posições: jornais, portais etc.</p>
<p><strong>SEO</strong> &#8211; <a href="https://www.ronaud.com/internet/a-extinta-blogosfera-brasileira/">E os autores, editores e blogueiros não se linkam mais entre si</a> (classe desunida), o que fez com que a maioria dos blogs perdessem a relevância que já tiveram um dia e hoje se restrinjam a um segundo plano nas buscas (e fez com que surgisse todo um ecossistema obscuro de obtenção de links artificiais, chamado de <em>BlackHat)</em>.</p>
<p><strong>WhatsApp</strong> &#8211; A verdade é que o <em>WhatsApp</em> está tomando a frente de uma nova mudança no comportamento online das pessoas. E esse comportamento está se direcionando para o uso intensivo e exclusivo de smartphones para o acesso à internet. E este uso se faz através de <em>aplicativos</em>, dentre os quais o <em>WhatsApp</em> é o mais popular. Navegador? <em>Chrome</em>? As pessoas mal sabem o que é isso&#8230;</p>
<p><strong>Vídeos</strong> &#8211; Aqui acho que está a lápide de <em>blogs</em> como o meu. O fato é que a disseminação de conteúdo na internet está migrando de imagens e textos para vídeos. Observe as páginas do <em>Facebook</em> ou os grupos de <em>WhatsApp</em>: Só dá vídeo!</p>
<p>Muitos autores migraram seus <em>blogs</em> para canais no <em>Youtube</em>, a maioria evidentemente sem sucesso, porque alcançar certo sucesso com vídeos é bem mais complexo. Mas muitos autores alcançam considerável sucesso neste verdadeiro ecossistema de vídeos entre o <em>Youtube</em> e o <em>Facebook</em>.</p>
<p>Só sei que eu não posso lidar com isso.</p>
<p>Resta arrumar outra coisa pra fazer da vida e voltar a curtir as <em>bobagenzinhas</em> que as pessoas continuam compartilhando, não mais anexadas em emails, e sim, compartilhadas nos grupos do <em>WhatsApp</em>.</p>
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		<title>Facebook (não) é a internet</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Ronaud Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 18 Oct 2015 19:22:40 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Internet]]></category>
		<category><![CDATA[Facebook]]></category>
		<category><![CDATA[Negócios]]></category>
		<category><![CDATA[Redes sociais]]></category>
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					<description><![CDATA[Lembro que lá por 2012 eu fiquei muito surpreso ao ver que algumas agências de publicidade retiraram seus sites do ar e passaram a publicar seu &#8220;conteúdo&#8221; diretamente em suas páginas no Facebook. Hoje, revendo essas agências, vi que voltaram a usar seus sites novamente. Que grande erro cometeram, e certamente se achando visionários naquela época. [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Lembro que lá por 2012 eu fiquei muito surpreso ao ver que algumas agências de publicidade retiraram seus sites do ar e passaram a publicar seu &#8220;conteúdo&#8221; diretamente em suas páginas no Facebook.</p>
<p>Hoje, revendo essas agências, vi que voltaram a usar seus sites novamente.</p>
<p>Que grande erro cometeram, e certamente se achando <em><strong>visionários</strong></em> naquela época. Posso imaginar a justificativa:</p>
<p>&#8220;Site? Site é coisa pré-histórica. O Facebook É a internet&#8221;</p>
<p>Então de dois anos pra cá, o facebook vem reduzindo drasticamente a exibição de conteúdo em fã-pages para cerca de 0,1%, porque quer que as empresas PAGUEM para ter seus posts exibidos ao maior número possível de pessoas, e os pobres publicavam seus trabalhos publicitários e ninguém via mais.</p>
<p>Entendem muito de design, mas não entendem de internet.</p>
<p>Não duvido que sejam as mesmas agências que anunciam endereços de sites em outdoors.</p>
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		<title>Exibicionismo no Facebook</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Ronaud Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 07 Mar 2015 21:57:46 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Comportamento]]></category>
		<category><![CDATA[Internet]]></category>
		<category><![CDATA[Aparências]]></category>
		<category><![CDATA[Carência]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica]]></category>
		<category><![CDATA[Discrição]]></category>
		<category><![CDATA[Exibicionismo]]></category>
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		<category><![CDATA[Futilidade]]></category>
		<category><![CDATA[Narcisismo]]></category>
		<category><![CDATA[Psicologia]]></category>
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		<category><![CDATA[Ser autêntico]]></category>
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					<description><![CDATA[Um comentário sobre alguns usos equivocados do facebook e outras redes sociais, onde as pessoas pensam que elas servem mais para se mostrar do que para compartilhar coisas legais.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><img decoding="async" class="aligncenter wp-image-20806" src="https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2015/03/egobook.jpg" alt="Egobook" width="670" height="671" srcset="https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2015/03/egobook.jpg 794w, https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2015/03/egobook-150x150.jpg 150w, https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2015/03/egobook-300x300.jpg 300w" sizes="(max-width: 670px) 100vw, 670px" /></p>
<p>Se existe uma postura da qual me orgulho é que eu não costumo compartilhar o que fiz / estou fazendo / vou fazer, no Facebook. Já cometi esse deslize no início do uso da rede social e me arrependo imensamente. Hoje, vou a restaurantes, faço meus passeios, encontro amigos, mas nunca exponho isso na rede, nem no <em>whatsapp</em>. Às vezes me marcam em algumas <a href="https://www.frasesdebomdia.com.br/frases-para-fotos/">fotos</a>, mas não curto muito (literalmente) esta exposição.</p>
<p>Porque a verdade absoluta sobre este tema é: A não ser pessoas muito próximas que realmente o(a) amam, que são poucas, a maioria dos contatos do <em>facebook</em> não quer saber o que você está fazendo. Estas, se costumam fazer coisas melhores do que você, vão ficar com <em>peninha </em>ou sentir vergonha alheia; se não costumam fazer nada de interessante da vida, vão ficar ressentidas, ou com aquela <em>invejinha</em>.</p>
<p>Por não terem esse tipo de noção, a maioria das pessoas acaba expondo sua carência de atenção de forma muito explícita na rede, carência esta que nunca deixa de me surpreender. Veja bem: Há pessoas realmente muito sociáveis e carismáticas que expõe várias de suas atividades online, e nem por isso soam exibicionistas ou narcisistas. Mas a maioria, ao publicar seus atos, jurando que todos estávamos muito ansiosos para saber o que ela vai fazer, só demonstra que se sujeita à ideia de que o <em>face</em> serve só pra isso; demonstra sobretudo que se curva a essa <em>invejinha digital</em> que a convence de que todos tem uma vida interessantíssima, menos nós. <em>Então quando finalmente vamos fazer algo de interessante, também temos que publicar lá, pra não ficarmos tão por baixo&#8230;</em></p>
<p>É ridículo, mas é justamente o que acontece.</p>
<h3>O problema reside no excesso</h3>
<div id="attachment_20848" style="width: 284px" class="wp-caption alignright"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-20848" class="wp-image-20848 size-medium" src="https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2015/03/eu-eu-eu-facebook-274x300.jpg" alt="Eu Eu Eu Facebook" width="274" height="300" srcset="https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2015/03/eu-eu-eu-facebook-274x300.jpg 274w, https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2015/03/eu-eu-eu-facebook.jpg 416w" sizes="auto, (max-width: 274px) 100vw, 274px" /><p id="caption-attachment-20848" class="wp-caption-text">&#8220;A beleza só importa nos primeiros 15 minutos. Depois você tem que ter algo a mais para oferecer&#8221; Fernanda Montenegro</p></div>
<p>Quando algumas pessoas lá, publicam um certo <strong><em>EXCESSO</em></strong> de fotos sobre si mesmas, de seus filhos, cachorros, gatos, bebidas caras, comidas exóticas, lugares bacanas, viagens incríveis, livros lidos, decotes generosos, tudo que eu enxergo são pessoas carentes de atenção e com senso de valor próprio bem baixo.</p>
<p>Raramente enxergo: Nossa, que legal, como <em>fulano(a)</em> tá bem!</p>
<p>Veja bem: Não há problema algum em compartilhar imagens dessas coisas; quem sou eu pra censurar o que você posta nos seus perfis online? <del>Quem está queimando o próprio filme é você, não eu&#8230;</del> Ops, digo&#8230; mas como tudo que fazemos tem uma consequência, quando <strong><em>certos temas</em></strong> se repetem <em>DEMAIS</em>, ou se restringem <em>só àquilo</em>, então passa a impressão que a pessoa entende o <em>facebook</em> como um canal exclusivo para mostrar que está bem, ou para <em>se mostrar</em>, e sustenta sua autoestima sobre as manifestações digitais dos outros, como os &#8220;curtir&#8221;, &#8220;comentar&#8221; ou &#8220;compartilhar&#8221;. 😉</p>
<p>A diferença entre o exibicionismo e a autenticidade, é que o autêntico faz para si, porque gosta, porque <em>curte</em>, e eventualmente compartilha algo nas redes.</p>
<p>O exibicionista, pode até curtir, mas se os outros não saberem, não tem graça.</p>
<h3>Rede social?</h3>
<p>Acredito que parte desse comportamento se deve <a href="https://www.ronaud.com/internet/facebook-mil-modos-de-errar/">à falta de noção de como usar as redes sociais</a>, e falta de noção de como as pessoas reagem às postagens exibicionistas. Que, diga-se de passagem, quase nunca é uma reação de felicidade; às vezes é reação de inveja; na maioria das vezes, é de descrença e decepção.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignleft wp-image-20808" src="https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2015/03/facepalm.gif" alt="facepalm" width="300" height="225" />Há uma necessidade, que o bom observador perceberá angustiante, de mostrar que se tem algum valor, um diferencial, uma exclusividade, alguma importância, que quase sempre consiste numa atividade que a maioria não pode fazer.</p>
<p>Mas observe que essa atividade raramente será a de <em>usar o cérebro</em> pra dizer algo de relevante.</p>
<p>A propósito, o que eu mais curto no <em>fb</em>, literalmente, são realizações: Se você compartilhar uma foto sobre si mesma, ou do prato que vai comer, ou dos amigos que encontrou, TALVEZ eu possa curtir. Mas se você foi promovida no emprego, pintou um quadro, escreveu um poema, expôs uma opinião inteligente sobre uma percepção da realidade, fez uma casinha pro seu cachorro etc, pode ter certeza, não só vou curtir, como vou aplaudir mentalmente sua realização, e desejar sempre mais sucesso para você.</p>
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		<title>Mais vida, menos facebook</title>
		<link>https://www.ronaud.com/vida/mais-vida-menos-facebook/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Ronaud Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 25 Dec 2014 22:26:21 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Vida]]></category>
		<category><![CDATA[Ação]]></category>
		<category><![CDATA[Alienação]]></category>
		<category><![CDATA[Auto-crítica]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica]]></category>
		<category><![CDATA[Ego]]></category>
		<category><![CDATA[Estupidez]]></category>
		<category><![CDATA[Exibicionismo]]></category>
		<category><![CDATA[Facebook]]></category>
		<category><![CDATA[Fobia Social]]></category>
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		<category><![CDATA[Solidão]]></category>
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		<category><![CDATA[Viver a Vida]]></category>
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					<description><![CDATA[Nesta crítica ao Facebook, entenda porque a rede social mais popular, representante desta conectividade plena e contemporânea, nos deixa muitas vezes confusos sobre sua real utilidade.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Como representante mais popular desta conectividade plena, contemporânea, nós que utilizamos o Facebook nos vemos muitas vezes confusos sobre sua real utilidade.</p>
<p>Às vezes nos empolgamos com o avanço que ele representa, na medida em que permite o contato instantâneo com várias pessoas e com o que está no foco das atenções momentâneas, e às vezes, nos vemos loucos para encerrar nossa conta e vivermos uma vida mais <em>off-line</em>.</p>
<div id="attachment_16867" style="width: 536px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-16867" class="size-full wp-image-16867" src="https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2014/12/sai-dessa.jpg" alt="Um retrato da sua vida" width="526" /><p id="caption-attachment-16867" class="wp-caption-text">Um retrato da sua vida</p></div>
<p>Essa alternância ocorre, assim entendo, por vários motivos. Um deles seria porque de tempo em tempo percebemos que esse &#8220;contato instantâneo&#8221; se dá com pessoas distantes, que você mal conhece ou, se conheceu, mal mantém contato e, se mantém contato, no fundo pode nem gostar muito delas&#8230; Não sei se passa de 10 o número de pessoas distantes, que conheci através da internet e que costumo acompanhá-las pelo <em>facebook</em>. Ora, particularmente, as pessoas com as quais gosto de manter contato, não estão no Facebook, ou quase não o utilizam por falta de tempo (ou por terem algo melhor para fazer da vida). Aliás, as pessoas com as quais gosto de manter contato, eu vejo pessoalmente e constantemente, justamente por que gosto de estar com elas.</p>
<p>O nosso desânimo com o Facebook também ocorre porque é frequente percebermos que &#8220;o foco das atenções momentâneas&#8221; quase sempre se dá sobre besteiras e inutilidades, sem as quais nossa vida costuma seguir pelo mais absoluto e mesmíssimo trajeto. Muitas dessas inutilidades são compartilhadas por portais de notícias, como notícias, mas mesmo que fossem notícias, vale aquele questionamento de Caetano Veloso, presente na música <a href="http://www.vagalume.com.br/caetano-veloso/alegria-alegria.html" target="_blank" rel="noopener">Alegria, Alegria</a>:</p>
<blockquote><p><strong>Quem lê <em>TANTA </em>notícia?</strong></p></blockquote>
<p>Veja também: <a href="https://www.ronaud.com/arte-de-viver/alienacao-e-sanidade/">Alienação e Sanidade</a></p>
<p>E mais: Parte do desgosto que sentimos com a rede social azul se dá porque ela, assim como a internet de modo mais geral, deu amplo poder de manifestação para uma maioria de pessoas que não tem muito de interessante a manifestar:</p>
<p>Fotos de gatos, cachorros, filhos; Imagens com auto-ajuda ou lamúrias; Desabafos bipolares se alternando entre súplicas e gratidão a Deus (que, diga-se de passagem, não usa o <em>face</em>); Análises e críticas políticas ou fanáticas, ou amarguradas;</p>
<p>Agora repita isso algumas vezes por dia, todos os dias.</p>
<p><em>Enjoa</em>, vai ficando chato.</p>
<h3>Como estou lidando com o Facebook atualmente</h3>
<p>Nesses últimos meses, reduzi bastante minhas publicações por lá. Me dei conta que um perfil no Facebook permite uma manifestação ilusória e sem substância. Você publica opiniões considerando-se alguém muito digno de emiti-las, mas não passa de alguém simples com vivência limitada, a qual não abarca todas as possibilidades do que está falando, reduzindo-se tudo ao nível de <em>achismos</em>. Sem falar que algumas opiniões nossas mais contundentes podem atingir (e atingem) pessoas queridas, de modo desnecessário, afinal, com exceção de empresas que têm algo a vender, não se ganha <em>NADA</em> publicando conteúdo lá, a não ser alguns <em>curtir&#8217;s</em> que afagam o nosso ego.</p>
<div id="attachment_16869" style="width: 536px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-16869" class="size-full wp-image-16869" src="https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2014/12/facebook-ego.jpg" alt="Muito ego pra pouco atrativo" width="526" height="526" /><p id="caption-attachment-16869" class="wp-caption-text">Muito ego pra pouco atrativo</p></div>
<p>Neste sentido, o Facebook é uma grande &#8220;queimação de filme&#8221;, onde nos expomos demais, e não obtemos nada de substancial em retorno. Comigo tem acontecido até de publicar alguns comentários e excluí-los mais adiante. Não porque tenha me arrependido de publicar ou tenha mudado de opinião, mas simplesmente porque não há porquê deixar uma opinião específica (que pode atingir alguém) permanentemente publicada no meu perfil. Era uma opinião séria, provavelmente relacionada a algum daqueles assuntos que recebem muita atenção momentaneamente, e que por isso mesmo foi pertinente apenas durante aquele momento no qual ficou publicada. Quem viu, viu, quem não viu, não perdeu nada.</p>
<p>Também, nesses meses, fiz <em>uma limpa</em> nos meus contatos, excluindo gente que nunca se manifestou, e que nem sei como foram parar ali, e deixei de seguir <em>uma pá</em> de gente que não conheço e que costuma publicar aquelas inutilidades citadas acima.</p>
<p>Hoje minha <em>timeline</em> mostra basicamente as publicações de algumas pessoas próximas e de raras pessoas distantes que costumam publicar algo interessante, e de páginas de jornais, revistas e conteúdos mais elaborados.</p>
<p>Quando fiz aquela limpeza nos meus contatos, me surpreendi muito ao ver que cerca de 40 contatos (de um total de 750 à época) haviam desativado seus perfis. Hoje, a cada vez que faço uma revisão dos meus contatos, cerca de uma vez por mês, percebo que 2 ou 3 pessoas desativaram suas contas. Gente que realmente e definitivamente, desistiu do perfil online, contrariando a mensagem geral de alguns textos do Youpix que chegam a aludir que <em>a vida social</em> de boa parte das pessoas depende do <em>facebook</em>. Menos, né. <a href="https://www.ronaud.com/internet/a-vida-real-e-a-nao-vida-virtual/">Há <em>MUITA</em> vida além do Facebook</a>. Ou sou só eu que conheço várias pessoas que não têm perfil na rede? E que, não por acaso, são as que tem a vida mais interessante?</p>
<p>Também tenho percebido que muitas pessoas próximas que viviam publicando fotos de seu cotidiano, deixaram de publicar, muito provavelmente pelos mesmos motivos que eu aleguei aqui e que eu resumiria da seguinte forma: Algum tempo de uso da rede social nos leva a perceber que o <strong><em>Facebook não é sério</em></strong>; que é um chiclete mental; meio que uma <em>coisa de adolescentes</em>, gente que tem tempo sobrando e quer se entreter; que é um recurso através do qual pessoas solitárias preenchem sua carência; que é, enfim, uma grande perda de tempo e energia nos levando a procrastinar tarefas relevantes. Porque <em>gente grande</em>, essas pessoas que conheço que não têm perfil no Facebook (e nem tiveram no orkut) e que têm uma vida muito interessante, parecem não ter tempo, muito menos disponibilidade para ficarem uma hora por dia ou mais visualizando fotos de gatos, besteiras e detalhes da vida alheia, ou ainda, se empenhando em compartilhar a própria vida online.</p>
<h3>O começo do fim?</h3>
<p>Com base em todas essas observações particulares, acredito que <a href="http://www.google.com.br/trends/explore#q=facebook%2C%20orkut%2C%20twitter&amp;geo=BR&amp;cmpt=q">vem surgindo um desinteresse gradual pela rede</a>, assim como ocorreu com o orkut e twitter&#8230; esse desinteresse ocorre, acredito eu, em parte porque viemos desde 1995, quando surgiu a internet, aprendendo a utilizá-la e lidar com ela, e esse período ainda não terminou porque só agora, depois de 20 anos, é que conseguimos criar tudo que a internet possibilitava criar. A internet consistiu até hoje de uma imensa sequência de experimentos. Alguns deram muito certo e vieram pra ficar, outros nem tanto.</p>
<p>Viemos vivendo fases de testes, meio sem saber, e estamos vendo que não precisamos de boa parte dos recursos oferecidos. E é esta também uma outra razão para a debandada de gente do <em>facebook</em>: Elas aprenderam a usar o <em>instagram</em> e o <em>whatsapp</em> e perceberam que estas ferramentas atendem melhor seus interesses.</p>
<h3>Criticar o <em>Facebook</em> é criticar o ser humano</h3>
<p>O Facebook cansa porque quase sempre, em vez de ser uma rede de pessoas, é uma rede de egos querendo aparecer e mostrar como são <em>lindinhos, engraçadinhos, espertinhos </em>e basicamente,<em> melhor que os outros. </em></p>
<p>Alguns detalhes que tenho notado no convívio diário no <em>facebook</em>:</p>
<p><span style="line-height: 1.5em;">&#8211; Às vezes dá vontade de <em>curtir</em> umas publicações de certas pessoas no <em>facebook</em>, mas aí como ela nunca curte <em>p*rra</em> nenhuma minha, eu também não curto as dela. São as mesmas pessoas que do nada, aparecem me convidando para curtir suas páginas recém criadas. Eu não curto. Também na vida digital, <a href="https://www.ronaud.com/atitude/e-preciso-dar-para-receber/">é preciso dar, para receber</a>.</span></p>
<p>&#8211; Tem me incomodado muito a noção que quando se publica algo, uma porcentagem pequena do universo dos contatos se manifesta <em>curtindo</em>, <em>comentando</em> ou <em>compartilhando</em>. Por exemplo, de 100 contatos, apenas uns 10 vão se manifestar a uma publicação sua. Os outros 90 muito provavelmente verão sua publicação, mas vão preferir não se manifestar, seja por não gostarem ou serem indiferentes ao tema publicado. O botão <em>curtir</em> nos engana, nos fazendo otimistas. &#8220;Olha que legal, 10 pessoas curtiram minha postagem&#8221;. Se a pessoa pensasse: &#8220;90 pessoas de 100 não se manifestaram sobre minha publicação&#8221; ela simplesmente pararia de publicar. É mais ou menos o que tem acontecido comigo.</p>
<p>&#8211; E as meninas que vivem de publicar fotos de si mesmas (quase sempre enquadradas para pegarem o rosto e o decote) para angariar as curtidas que vão abastecer suas autoestimas? Às vezes essas fotos vêm com frases como &#8220;Então ela sorriu, pq percebeu que sua felicidade depende apenas dela e de mais ninguém&#8221;. Claro, dela, de mais ninguém, e <em>das curtida dos rapazi</em>.</p>
<p>&#8211; E o sujeito que largou tudo pra se tornar <em>padre</em> e só publica frases de amor (romântico) e saudade? E que vai pra retiros e, em vez de orar pelos outros, pede que orem por ele?</p>
<p>&#8211; E as pessoas que de bom só souberam fazer filhos, na vida, e agora publicam tudo que eles fazem, o tempo todo, como se quem não tem filhos já não estivesse adiando justamente porque não tem a menor paciência com crianças? <a title="Conheça 11 tipos de fotos que é melhor não publicar, sobre seus filhos" href="https://criancasatortoeadireitos.wordpress.com/2014/06/03/11-fotos-que-os-pais-nao-devem-publicar-nas-redes-sociais/">Sem contar o perigo de ficar expondo o próprio filho</a> publicamente como se ele fosse um <em>bibelô</em> e não, um ser humano.</p>
<p>&#8211; E o petista sem-noção que vem no seu status &#8220;refutar&#8221; todas as suas opiniões favoráveis ao capitalismo, como se eu tivesse muito a fim e louco pra tentar convencê-lo das minhas visões? E que não por acaso me vi obrigado a desfazer a amizade para ter um pouco de paz e liberdade no <em>facebook</em>.</p>
<p>&#8211; E a pessoa que só publica (porque só pensa nisso e se identifica) coisas sobre tristeza, angústia, recompensa divina e que demonstram o quanto ela é vítima das circunstâncias e, não por acaso, só recebe essas coisas ruins da vida?</p>
<p>&#8211; E a aquela que fez curso de fotografia, mas só compartilha fotos de si mesma?</p>
<p>&#8211; E aquele casal, ao chegar no destino da viagem, qual a primeira coisa que fazem? Publicar um álbum com todas as fotos possíveis tiradas de si mesmos em todos os pontos possíveis do lugar &#8211; ou uma sequência de imagens da viagem no <em>instagram</em>&#8230; Queridos, nós realmente gostamos muito de vocês, mas não estamos assim tão interessados na vossa <del>felicidade</del> <ins>viagem</ins>.</p>
<p>&#8211; E essa onda de vídeos que invadiram a <em>timeline</em> do <em>facebook</em>? Até hoje não consegui saber quem é que quer assistir tantos vídeos sobre tantas coisas interessantíssimas que não nos fizeram falta alguma até hoje&#8230;</p>
<p>Agora me dá licença que preciso limpar o veneno que tá escorrendo aqui 😉</p>
<h3>Instagram vai pelo mesmo caminho</h3>
<p><a href="http://www.administradores.com.br/artigos/tecnologia/instagram-o-apice-da-idiotice-na-internet/74400/" target="_blank" rel="noopener">Neste texto</a>, o autor faz uma crítica muito necessária, semelhante a esta minha, sobre o <em>instagram</em>. Se você observar, verá na caixa de comentários que o pessoal aparentemente não gostou muito da crítica. Mas não gostou porque não entendeu que o texto é um CONVITE a auto-crítica de ALGUNS usuários com o perfil descrito no texto, e não uma crítica a todo e qualquer usuário do <em>instagram</em>.</p>
<p>Ou não sabem interpretar textos, ou talvez só tenham lido o título.</p>
<p>Acredito mais nesta segunda hipótese.</p>
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		<title>Vício em smartphones</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Ronaud Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 30 Jul 2014 16:09:20 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Bom senso]]></category>
		<category><![CDATA[Comportamento]]></category>
		<category><![CDATA[Argumentativos]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica]]></category>
		<category><![CDATA[Estupidez]]></category>
		<category><![CDATA[Facebook]]></category>
		<category><![CDATA[Individualismo]]></category>
		<category><![CDATA[Instagram]]></category>
		<category><![CDATA[Inteligência social]]></category>
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		<category><![CDATA[Opinião]]></category>
		<category><![CDATA[Redes sociais]]></category>
		<category><![CDATA[Sensibilidade]]></category>
		<category><![CDATA[Sociabilidade]]></category>
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					<description><![CDATA[Esses novos hábitos, como o vício em smartphones, principalmente entre os adolescentes e jovens é sempre assunto entre as pessoas com um pouquinho mais de noção. E esses novos (e esquisitos) hábitos podem ser divididos em dois: a desatenção com o outro, e a necessidade de atenção do outro.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_15365" style="width: 233px" class="wp-caption alignright"><a href="https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2014/07/wi-fi.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-15365" class="size-medium wp-image-15365" src="https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2014/07/wi-fi-223x300.jpg" alt="Sejam GENTE, pelamordedeus!" width="223" height="300" srcset="https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2014/07/wi-fi-223x300.jpg 223w, https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2014/07/wi-fi.jpg 500w" sizes="auto, (max-width: 223px) 100vw, 223px" /></a><p id="caption-attachment-15365" class="wp-caption-text">Sejam GENTE, pelamordedeus!</p></div>
<p>&#8230;ou vício em ser idiota?</p>
<p>***</p>
<p>O site youpix, especializado nas <del>inutilidades</del> <ins>curiosidades</ins> da internet, comentou como o uso recente de smartphones pelas pessoas está mudando a estrutura de alguns negócios, em especial, o de restaurantes.</p>
<p>Comenta que como as pessoas costumam perder mais tempo usando os celulares durante a estada no restaurante, seja olhando o whatsapp, seja fotografando as comidas, os funcionários estão tendo que alterar algumas práticas para que tudo continue funcionando a contento.</p>
<p>Eu já caí nessa besteira de ficar fotografando comidas e bebidas para publicar no Facebook. Outros publicam no <a href="https://www.frasesdebomdia.com.br/frases-para-instagram/">Instagram</a>.</p>
<p>Fiz isso até me dar conta COMO É RIDÍCULA essa nossa necessidade de APARECER.</p>
<p>E é ridícula porque demoramos a nos dar conta que na verdade, ninguém <em>tá</em> muito a fim de saber onde você está ou o que você está comendo, por mais lindo que seja. E quando sabem, é mais provável que sintam aquela <a title="Inveja do quê, criatura" href="https://www.ronaud.com/bom-senso/inveja-do-que-filho/">invejinha</a>, do que uma real felicidade pela <em>sua</em> felicidade.</p>
<p>E se você publica coisas para os outros realmente sentirem <a title="Textos sobre inveja" href="https://www.ronaud.com/sucesso/inveja-cuide-com-o-que-fala/">inveja</a> de você então certamente você está precisando de ajuda psicológica&#8230;</p>
<h3>Novos hábitos</h3>
<p>Esses novos hábitos, principalmente dos adolescentes e jovens é sempre assunto entre as pessoas com um pouquinho mais de noção.</p>
<p>Acho que esses novos e esquisitos hábitos podem ser divididos em dois: a desatenção com o outro, e a necessidade de atenção do outro.</p>
<h3>Desatenção</h3>
<p>O modo como preferem ater-se aos celulares mesmo quando estão numa ocasião social, revela seu individualismo e também, sua impaciência com os assuntos alheios e para ouvir os outros. E muito provavelmente, revela sua dificuldade de verbalizar qualquer comentário inteligível e, de conversar, meramente. Nesse sentido, o celular se tornou a grande bolha de proteção entre as pessoas e o mundo.</p>
<p>Mais uma forma de fuga, enfim.</p>
<p>Então o autor do youpix cita o termo &#8220;<em>vício em smartphones</em>&#8220;.</p>
<p>🙁</p>
<p>Eu entendo isso como vício em ser idiota (porque a mensagem que se passa é a seguinte: <em>Ai como eu sou moderno e tecnológico e ansioso e não vivo sem meu celular</em>, o que não passa de uma grandiosíssima <em>frescura</em>), porque o sujeito tem que ser muito <em>fraquinho</em> (ou mal educado) pra não conseguir compreender as situações em que está e ter o bom senso de largar o celular para dar um pouco de atenção para os outros. Já vi gente por aí dizendo que essa é a doença do nosso tempo:</p>
<p>A <em>ridiculite</em>.</p>
<h3>Necessidade de atenção</h3>
<p>Por outro lado, embora essa ~ turminha ~ esteja pouco disposta a doar sua atenção para os outros, nunca larga a necessidade de se exibir para os outros. E este hábito ou carência de atenção pode se desdobrar um pouco: Bom, todos nós gostamos e sentimos essa necessidade psicológica de compartilhar o que estamos sentindo ou pensando e mais: todos nós sentimos essa necessidade de nos sentir valorizados, seja pelo que temos, pelo que somos, pelo que sentimos ou pelo que pensamos.</p>
<p>O problema reside nos excessos. Tipo, o sujeito (ou a sujeita) não consegue redigir uma opinião qualquer, com começo meio e fim, mas vive o tempo todo compartilhando fotos: de si mesmo(a), do filho, do cachorro, do gato, da comida, da bebida, da festa, da viagem. Coisas que fazem muito sentido para si, mas quase nenhum para todos os outros contatos de sua rede social preferida.</p>
<p>Então volta-se àquela questão antiga: A pessoa quer atenção, mas não se toca que deve, primeiramente, <a href="https://www.ronaud.com/atitude/e-preciso-dar-para-receber/">oferecer algo de valor de si mesma</a>. É gente querendo demais, e pouco disposta a oferecer algo de si.</p>
<p>Falta conteúdo, sobra vontade de aparecer.</p>
<h3>Noção de prioridade, excessos e bom senso</h3>
<p>Repito: o problema está nos excessos. Compartilhar qualquer assunto desse, de vez em quando, é perfeitamente natural e legal até. Mas encher a <em>timeline</em> alheia de si mesmo na verdade enche o saco dos outros a não ser que:</p>
<p>A &#8211; Você seja muito bonito(a);</p>
<p>B &#8211; Você seja inteligente e tenha o que dizer;</p>
<p>C &#8211; Você tenha bom gosto e compartilhe coisas realmente legais;</p>
<p>Da mesma forma a atenção ao celular, que é perfeitamente legal e uma grande distração para momentos em que se está sozinho, esperando alguma coisa e etc.</p>
<p>Mas a dica é a seguinte: Se alguém estiver por perto, essa pessoa é a prioridade, nem que seja um mendigo. Se essa pessoa estiver falando com você, largue o celular imediatamente. Ele (o celular, e as besteirinhas que estão sendo compartilhadas) pode esperar. Aja como gostaria que agissem com você, que tenho CERTEZA que gosta muito que lhe ouçam quando está falando.</p>
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		<title>Reflexão sobre a vida, essência e aparências</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Ronaud Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 12 Jan 2014 00:24:26 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Vida]]></category>
		<category><![CDATA[Aparências]]></category>
		<category><![CDATA[Auto-imagem]]></category>
		<category><![CDATA[Essência]]></category>
		<category><![CDATA[Hipocrisia]]></category>
		<category><![CDATA[Marketing]]></category>
		<category><![CDATA[Natureza humana]]></category>
		<category><![CDATA[Preconceito]]></category>
		<category><![CDATA[Publicidade e Propaganda]]></category>
		<category><![CDATA[Redes sociais]]></category>
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					<description><![CDATA[Viver é a arte da construção e manutenção diária de uma imagem com a qual nos relacionamos com o mundo, e que muito raramente corresponde ao que somos essencialmente.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<h3>A arte da imagem pessoal</h3>
<div id="attachment_17529" style="width: 310px" class="wp-caption alignright"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-17529" class="size-medium wp-image-17529" src="https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2014/01/as-aparencias-enganam-300x212.jpg" alt="É, elas enganam" width="300" height="212" srcset="https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2014/01/as-aparencias-enganam-300x212.jpg 300w, https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2014/01/as-aparencias-enganam.jpg 736w" sizes="auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px" /><p id="caption-attachment-17529" class="wp-caption-text">É, elas enganam</p></div>
<p>Viver é a arte da construção e manutenção diária de uma imagem com a qual nos relacionamos com o mundo, e que muito raramente corresponde ao que somos essencialmente.</p>
<p>Todo mundo é meio <em>agente de marketing e gerente de branding</em> quando o assunto é sua <a title="Veja textos sobre Aparências, um tema que me toma bastante atenção" href="https://www.ronaud.com/tag/aparencias/">imagem pessoal</a>. Critica-se muito que no Facebook todo mundo mostra o que tem de melhor e oculta o que tem de pior.</p>
<p>Agora me diga, em que outro lugar se age de forma inversa?</p>
<p>Falar contra a <a title="Textos sobre hipocrisia" href="https://www.ronaud.com/tag/hipocrisia/">hipocrisia</a>, isto é, contra o ato de falar uma coisa e ser outra, é falar contra a natureza humana. Para <em>funcionarmos</em> em sociedade de um modo são, precisamos muitas vezes falar o que os outros querem ouvir, só pra conseguirmos um pouco de paz e podermos descansar sossegados com nossas convicções não convencionais.</p>
<p>Me acontece muito de me ver às vezes dividido entre minhas convicções pessoais, e a imagem social que construí ao longo da vida.</p>
<h3>Reputação</h3>
<p>Há inclusive uma historinha interessante, que copiei do perfil de alguém no Facebook, cujo nome esqueci de anotar, demonstrando como as coisas são <em>com</em>, e <em>sem</em>, essa imagem pessoal que construímos ao longo da vida, principalmente quando essa <em>construção</em> é bem sucedida. Envolve um tal <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/William_Thomson">Lorde Kelvin</a> e é relatada no livro &#8220;A estrutura das revoluções científicas&#8221; de Thomas Kuhn. Diz que Lorde Kelvin mandou um artigo pra uma revista científica, mas esqueceu de pôr o nome. Recusaram, na revisão por pares, dizendo que aquilo só podia ter saído da mente de um lunático, tamanho o disparate. O lorde mandou novamente o artigo, dessa vez devidamente creditado, e os editores pediram imensas desculpas, tentando não se queimar tanto &#8211; e nem ao nome da revista &#8211; com o grande cientista.</p>
<p>Que poder tem um nome com boa reputação no mercado, não?</p>
<h3>Incoerência</h3>
<p>É impressionante como as pessoas se preocupam em manter uma <em>imagem</em> mesmo apesar do comportamento diário não ser <em>aquilo tudo</em> que se alarda. Gente que faz uma imagem perfeitinha no <em>social</em>, mas não varre nem o chão de casa.</p>
<p>Compartilham dezenas de frasezinhas lindas de auto-ajuda no Facebook, mas não fazem qualquer ato de gentileza com quem tá próximo.</p>
<p>Elas esquecem, ou nunca perceberam, que coerência entre aparência e conteúdo ainda é o que mais revela firmeza na pessoa.</p>
<h3>Preconceito</h3>
<p>Dada a dificuldade extrema de termos que pensar e investigar tudo o tempo todo, costumamos valorizar e levar em conta, durante nossas decisões, a reputação prévia que tem pessoas e produtos, o que resulta num <a title="Não é por mal" href="https://www.ronaud.com/bom-senso/pai-perdoa-lhes-porque-nao-sabem-o-que-fazem/">preconceito natural</a> (às vezes positivo) com as coisas.</p>
<p>Deixar-se levar pela reputação prévia de alguém ou alguma coisa nos livra dessa tarefa penosa que é <em>pensar</em> e analisar as coisas a cada passo. Uma assinatura com as palavrinhas <em>Lorde Kelvin</em> economizaria bastante trabalho para os editores da revista, e os livraria inclusive de cometerem erros vergonhosos de julgamento.</p>
<p>A publicidade alcança a excelência quando consegue instalar em nossa mente preconceitos positivos a respeito dos produtos. Coca, Omo e Bombril são exemplos máximos, no Brasil, de um marketing tão bem sucedido que conseguiu fazer com que o nome da marca dos produtos simbolizasse o próprio produto. Ninguém pede refrigerante de cola, pedem Coca-cola. Ninguém vai ao mercado comprar sabão em pó, vai comprar Omo. E ninguém pede por esponja de aço, pede pelo Bombril.</p>
<h3>No que você está pensando?</h3>
<p>Dias atrás parei para tentar lembrar se algum dia já perguntei a alguém no que estava pensando. Acredito que não. Espero mesmo nunca ter feito essa pergunta, ao menos não dessa forma tão direta e invasiva. Talvez melhor do que perguntar &#8220;em que você está pensando&#8221; seja perguntar &#8220;aconteceu alguma coisa?&#8221; e dar a possibilidade do outro mentir dizendo que não, não aconteceu nada.</p>
<p>O mundo dos pensamentos é o único lugar onde temos espaço, liberdade e permissão para sermos o que somos. Se o outro está em silêncio, provavelmente está pensando em algo que não convém dizer. Não é preciso ser gênio para perceber isso.</p>
<h3>Veja também</h3>
<p>Este tema sobre aparências x essência é recorrente por aqui. Veja outros textos sobre:</p>
<p><a href="https://www.ronaud.com/sucesso/as-aparencias-enganam/">As aparências enganam</a></p>
<p><a href="https://www.ronaud.com/bom-senso/da-estupidez-nossa-de-cada-dia-aparencias/">Aparências e senso de importância</a></p>
<p><a href="https://www.ronaud.com/inteligencia/santo-de-casa-nao-faz-milagre/">Santo de casa não faz milagre</a></p>
<p><a href="https://www.ronaud.com/arte-de-viver/as-pessoas-querem-ser-enganadas/">As pessoas querem ser enganadas</a></p>
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