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	<title>Reconhecimento &#8211; RONAUD.com</title>
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	<description>Textos e Mensagens para Reflexão</description>
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		<title>Por que reclamar das coisas é tão prejudicial?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Ronaud Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 19 Jun 2023 04:25:43 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Espiritualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Amor fraterno]]></category>
		<category><![CDATA[Atitude positiva]]></category>
		<category><![CDATA[Bênção]]></category>
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					<description><![CDATA[Texto de 16 de fevereiro de 2013 Engana-se MUITO quem pensa que abençoar alguém é dizer &#8220;Deus te abençoe&#8220;. Já falei detalhadamente da bênção aqui. Resumindo, abençoar é bendizer, e bendizer é&#8230; dizer bem, ou seja, falar bem, é ressaltar as qualidades do que se fala, é ELOGIAR. E se abençoar é reconhecer o bem do que [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Texto de 16 de fevereiro de 2013</p>
<p>Engana-se MUITO quem pensa que abençoar alguém é dizer &#8220;<em>Deus te abençoe</em>&#8220;. Já falei detalhadamente da <em>bênção</em> <a title="O que é abençoar? Clique e veja" href="https://www.ronaud.com/espiritualidade/o-que-e-abencoar/">aqui</a>.</p>
<p>Resumindo, abençoar é bendizer, e bendizer é&#8230; <em>dizer bem</em>, ou seja, falar bem, é ressaltar as qualidades do que se fala, é <strong><em>ELOGIAR</em></strong>. E se abençoar é reconhecer o bem do que se está comentando, então quando se CRITICA, está maldizendo, porque está reconhecendo o mal que há no que se está comentando.</p>
<p>Elogiar, ou agradecer, são duas faces de uma mesma atitude positiva cuja essência é a bênção. Quando você agradece a algo ou a alguém, está reconhecendo o quanto o objeto da gratidão foi bom e benéfico; e está, por consequência, bendizendo-o, ou abençoando-o. Igualmente, quando você elogia, está reconhecendo explicitamente o bem que a pessoa traz consigo, e está, portanto, abençoando-a.</p>
<p>Por outro lado, quando você reclama de algo ou de alguém, está reconhecendo o quanto esse algo ou esse indivíduo está sendo ruim, e está, por consequência, maldizendo-o, ou amaldiçoando-o.</p>
<p>E nem sabe&#8230; pelo contrário, acha que <em>bênçãos</em> e <em>maldições</em> são <em>feitiços</em> proferidos por gente dotada de dons espirituais.</p>
<p>Não!</p>
<p>Nós mesmos estamos abençoando e amaldiçoando as coisas, o tempo todo. Se você fala bem, do que quer que seja, está bendizendo, está abençoando. Se fala mal, do que quer que seja, está maldizendo, está amaldiçoando.</p>
<p>E pelo que imagino, há mais <em>maldição</em> do que <em>bênção</em> por aí 😉</p>
<h3>Respire!</h3>
<blockquote><p>Segurar algo (na mente) é como segurar a respiração. Se você persistir, você vai sufocar.<br />
Deepak Chopra</p></blockquote>
<p>Esta frase exemplifica bem o porquê de ser tão prejudicial reclamar das coisas, e ver tudo o tempo todo de modo crítico. Se essa postura mental se estende por longo tempo, você acaba <em>sufocando</em>, ou se <em>afogando</em> nesse <em>mar de lamúrias</em> (na verdade, um <em>mar de maldições</em>) que você mesmo(a) criou.</p>
<p>Já pelo contrário, se você costuma enxergar o lado bom das coisas, e esperar o melhor, reconhecer, agradecer e elogiar o que há de bom a sua volta, estará mergulhado(a) num <em>mar de bênçãos</em>.</p>
<p>Lamento lembrar algo que você até já sabe, mas&#8230; tudo depende de você.</p>
<h3>&#8230;e Deus viu que era bom</h3>
<p><strong>As pessoas (nós) reclamam de tudo o tempo todo</strong>. Qualquer coisinha desconfortável, ou que tenha dado errado já é motivo para reclamar. Estão sempre <em>narrando verbalmente</em> as situações negativas vividas.</p>
<p>Mas observe que quando algo dá certo, quando as coisas vão bem, ou se está numa situação agradável, ninguém fala nada; ninguém agradece, ninguém fala bem, ninguém elogia. Raramente!</p>
<p>A passagem bíblica afirma que após suas realizações, Deus se congratulava &#8211; <strong>&#8230;e Deus viu que era bom</strong> &#8211; enquanto nós fazemos somente o oposto, a cada situação ruim, vemos &#8211; e verbalizamos &#8211; que é ruim. E as situações boas nos <em>passam batidas</em>. A humanidade vive mergulhada num mar de negatividade.</p>
<p>Talvez seja necessária uma mudança de hábito: Tentar reduzir as reclamações, e aumentar os elogios a tudo &#8211; TUDO &#8211; que vai bem na vida.</p>
<h3>A bênção no Pai Nosso</h3>
<p>Jesus, que era mais mestre do que pudemos supor, começa a mais famosa oração cristã abençoando:</p>
<blockquote><p>Pai nosso, que estás no céu. Santificado seja o vosso nome.</p></blockquote>
<p>Primeiramente ele invoca a imagem de um ser, <em>nosso pai</em>, que tem duas fortes qualidades: é nosso criador e também protetor.</p>
<p>Depois, o bendiz, ou o abençoa, ao dizer que este <em>nosso pai</em> está <em>nos céus</em>, isto é, nas alturas, e portanto é nobre e sublime.</p>
<p>E ainda toma o seu nome como <em>santo</em>, isto é, abnegado e amoroso.</p>
<p>Nas palavras de hoje, é como se Jesus dissesse, numa interpretação pessoal:</p>
<blockquote><p><em>Nosso criador e protetor, nobre e sublime, amoroso e por nós, abnegado.</em></p></blockquote>
<p>Por fim, segue a oração trazendo para nossa dimensão física e humana toda essa carga positiva de bem e virtude, dizendo:</p>
<blockquote><p>Venha a nós, o vosso reino.</p></blockquote>
<p>Que é como se ele dissesse:</p>
<blockquote><p>Que toda a sua aura de virtudes (proteção, nobreza e amorosidade) recaia sobre nós.</p></blockquote>
<p>E assim segue a oração, com toda uma sequência de bênçãos: confiança (seja feita a vossa vontade&#8230;), amparo (o pão nosso de cada dia&#8230;), libertação (perdoai as nossas ofensas&#8230;), segurança (e não nos deixeis cair em tentação&#8230;)</p>
<p>É, sem dúvida, uma belíssima oração. Faça um exercício e perceba o quão bela e repleta de bênçãos também é a oração <em>Ave Maria</em>: Ave Maria, <strong>cheia de graça</strong>. <strong>O Senhor <em>É</em></strong> (<em>está</em>) convosco&#8230;</p>
<p>A boa oração é aquela que oferece um exercício de elevação da nossa <a title="Alguns textos sobre o tema" href="https://www.ronaud.com/tag/vibracao-espiritual/">vibração espiritual</a>. Veja algumas <a title="Orações" href="https://www.ronaud.com/tag/oracoes/">orações interessantes</a> que vão pelo mesmo caminho.</p>
<h3>Pensamentos positivos</h3>
<p>Pensar positivo é bendizer mentalmente o que você tem à disposição, isto é, <em>OPTAR</em> ou <em>PREFERIR</em> pensar no lado bom das coisas.</p>
<p>Pensar positivo é mais uma forma de abençoar seu futuro, isto é, esperar o bem, pensar no lado bom do que você já tem, ou narrar e elogiar mentalmente as coisas boas que deseja.</p>
<h3>Os caminhos são vários&#8230;</h3>
<p>&#8230;mas o destino é um só.</p>
<p>A fronteira entre algumas virtudes é muito sutil. Assim como a <em><a title="O que é fé?" href="https://www.ronaud.com/espiritualidade/o-que-e-fe/">fé</a></em> está muito próxima da <em>esperança</em>, e a <em><a title="Textos sobre generosidade" href="https://www.ronaud.com/tag/generosidade/">caridade</a></em> está muito próxima do <em><a title="Alguns textos sobre amor fraterno" href="https://www.ronaud.com/tag/amor-fraterno/">amor fraterno</a></em>, também a <em><strong><a title="Textos sobre gratidão" href="https://www.ronaud.com/tag/gratidao/">gratidão</a></strong></em> está muito próxima da <em><strong><a title="O que é abençoar? " href="https://www.ronaud.com/espiritualidade/o-que-e-abencoar/">bênção</a></strong></em>.</p>
<p>Não é difícil perceber que a sutileza que separa essas virtudes aqui comentadas se deve ao fato de que todas levam a um mesmo fim: o <em>BEM</em>, na figura do <em>bom</em>, do <em>melhor</em>, do <em>correto</em>, do <em>belo</em>, da <em>elevação</em> e da<em> sublimação íntima</em>.</p>
<p>Quem tem <em><strong>fé</strong></em> num milagre, confia no bem. Quem tem <em><strong>esperança</strong></em>, espera o bem.  Quem <em><strong>ama</strong></em>, ama o que faz bem. Quem pratica a <em><strong>caridade</strong></em>, faz por bem. Quem <em><strong>agradece</strong></em>, reconhece o bem. <a href="https://www.ronaud.com/espiritualidade/o-que-e-abencoar/">E quem <em><strong>abençoa</strong></em>, está elogiando um bem</a>.</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Relacionamentos e Status Social</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Ronaud Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 22 May 2014 14:46:49 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Comportamento]]></category>
		<category><![CDATA[Atração]]></category>
		<category><![CDATA[Egoísmo]]></category>
		<category><![CDATA[Fama]]></category>
		<category><![CDATA[Homens]]></category>
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		<category><![CDATA[Reconhecimento]]></category>
		<category><![CDATA[Relacionamentos]]></category>
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		<category><![CDATA[Sexo]]></category>
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		<category><![CDATA[Status]]></category>
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					<description><![CDATA[Eu acredito que o que mais nos desperta atração em outra pessoa, e sobretudo o que determina se a escolheremos para nós, é seu posicionamento social. Não me referindo aqui necessariamente ao status financeiro, e sim, ao status que se tem diante do grupo do qual faz parte. Seria um status social. É verdade que [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_14801" style="width: 310px" class="wp-caption alignright"><a href="https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2014/05/tem-que-ser-voce.jpg"><img decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-14801" class="size-medium wp-image-14801" src="https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2014/05/tem-que-ser-voce-300x128.jpg" alt="Tem que ser VOCÊ" width="300" height="128" srcset="https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2014/05/tem-que-ser-voce-300x128.jpg 300w, https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2014/05/tem-que-ser-voce.jpg 640w" sizes="(max-width: 300px) 100vw, 300px" /></a><p id="caption-attachment-14801" class="wp-caption-text">Tem que ser VOCÊ</p></div>
<p>Eu acredito que o que mais nos desperta atração em outra pessoa, e sobretudo o que determina se a escolheremos para nós, é seu <strong><em>posicionamento social</em></strong>. Não me referindo aqui necessariamente ao <em>status financeiro</em>, e sim, ao status que se tem diante do grupo do qual faz parte. Seria um <em><strong>status social</strong></em>.</p>
<p><a title="Entenda melhor a psicologia da paixão" href="https://www.ronaud.com/amor/psicologia-da-paixao-amor-romance-e-egoismo/">É verdade que há vários fatores numa pessoa que influenciam nossa atração por ela</a>: beleza, tipo físico, inteligência, humor, estabilidade emocional, segurança financeira, disposição, sexualidade, gostos pessoais, estilo de vida etc.</p>
<p>Entretanto, por tudo que vi até hoje, percebo que os casais se unem, dentre todos esses motivos citados, porque <a href="https://www.ronaud.com/autoestima/somos-quem-podemos-ter/">o parceiro representa bem o outro</a>, diante da ideia que tem de si, e diante do grupo social que frequentam.</p>
<p><a href="https://www.ronaud.com/autoestima/somos-quem-podemos-ter/" target="_blank" rel="noopener">Somos quem podemos ter</a>.</p>
<h3><em>&#8220;Não basta ser bom, é preciso parecer bom&#8221;</em></h3>
<p>As pessoas &#8211; a maioria delas &#8211; são MUITO <em>egoistinhas</em>. O povo é narcisista, <strong><em>quer ser bem visto</em></strong>. Só pensam em si mesmos e em estarem / parecerem bem. O ditado <em>pimenta nos olhos dos outros é refresco</em> confirma. É até normal, mas um tanto deprimente constatar isso de vez em quando.</p>
<p>Queremos sentir-nos valorizados por nós mesmos, mas ainda mais, pelos indivíduos que formam o grupo ao qual pertencemos. Prestígio social é a cereja do bolo da vida. Poucos o alcançam, mas é o que de fato torna a vida interessante. Por isso tantos correm obcessivamente atrás da fama.</p>
<p>Um parceiro bem visto no grupo transfere parte de seu prestígio diretamente para o outro, sem que se precise muito esforço. Em podendo escolher qualquer um, escolheu e preferiu justo <em>UM</em>. Embora o parceiro também não ficará com o primeiro por pouca coisa; também ele espera que sua escolha o represente bem diante do grupo. Não é à toa que se diz que <em>atrás de um grande homem sempre há uma grande mulher</em>.</p>
<p>Em minha adolescência, acreditava que <a href="https://www.ronaud.com/amor/o-romantismo-e-uma-praga/">romantismo</a>, <a title="Friendzone" href="https://www.ronaud.com/autoestima/como-sair-da-friendzone/">disponibilidade e cordialidade</a> seriam o suficiente para ser reconhecido e escolhido por alguém. <a href="https://www.ronaud.com/amor/sofrer-por-amor/">É CLARO que não bastou</a>, mas serviu para eu entender como as coisas funcionam. A mensagem que um homem muito romântico e muito disponível passa para a mulher é que ele é inseguro e busca segurança, que não tem vida própria e que busca isso em outra pessoa. Sinaliza para ela que está diante de um homem fraco. Não vai dar certo, uma vez que as mulheres tendem, biológica e culturalmente, a procurar parceiros fortes e seguros.</p>
<p>Por essas e outras chego à conclusão de que investir em si mesmo, valorizando-se &#8211; estudando, desenvolvendo habilidades e vivendo a própria vida &#8211; é a melhor forma de sermos <em>os escolhidos </em>de alguém, ou de, na pior das hipóteses, termos algum direito de escolha.</p>
<p><a title="Você não está querendo demais?" href="https://www.ronaud.com/arte-de-viver/por-que-voce-esta-sozinho/">Só não pode escolher demais</a>.</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<item>
		<title>Muitas Graças para Você</title>
		<link>https://www.ronaud.com/vida/muitas-gracas-para-voce/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Ronaud Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 05 Jan 2014 02:40:02 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Vida]]></category>
		<category><![CDATA[Atitude positiva]]></category>
		<category><![CDATA[Bênção]]></category>
		<category><![CDATA[Gratidão]]></category>
		<category><![CDATA[Reconhecimento]]></category>
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					<description><![CDATA[Os principais significados da palavra GRAÇA são: &#8211; dádiva ou favor; &#8211; leveza ou harmonia; &#8211; santidade. Thanks, do inglês, e Gracias, do espanhol significam ambos, graças. Todo agradecimento é um desejo de que o outro receba muitas graças. Porque estamos reconhecendo que o favor ou objeto recebido foi uma graça, isto é, uma dádiva, algo muito bom, [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Os principais significados da palavra <a href="https://www.aulete.com.br/gra%C3%A7a" target="_blank" rel="noopener">GRAÇA</a> são:</p>
<p>&#8211; dádiva ou favor;</p>
<p>&#8211; leveza ou harmonia;</p>
<p>&#8211; santidade.</p>
<p><a href="https://translate.google.com.br/#pt/en/gra%C3%A7as"><em>Thanks</em></a>, do inglês, e <em>Gracias</em>, do espanhol significam ambos, <em>graças</em>.</p>
<p>Todo agradecimento é um desejo de que o outro receba muitas <em>graças</em>.</p>
<p>Porque estamos reconhecendo que o favor ou objeto recebido foi uma graça, isto é, uma dádiva, algo muito bom, um presente, um ato santo.</p>
<p>O português <em>obrigado</em> complica um pouquinho, mas significa, objetivamente, que nós nos sentimos <em>obrigados</em> a retribuir a graça (favor) recebida.</p>
<p>Gratidão significa que estamos reconhecendo que o que nos foi oferecido <em><strong>é bom</strong></em>, e que a pessoa que nos favoreceu fez uma boa ação.</p>
<p>Sempre que agradecemos algo, estamos <a title="O que é abençoar? Veja um texto aprofundando o tema" href="https://www.ronaud.com/espiritualidade/o-que-e-abencoar/">abençoando-o</a>.</p>
<p>A gratidão sentida por acontecimentos aparentemente ruins reforçam o entendimento que tal acontecimento é, em <em>última instância</em>, positivo e que aconteceu para nosso bem; sermos gratos(as) por algo ruim significa que confiamos que Deus é bom e está por trás de cada fato que nos ocorre e que, embora agora não conseguimos entender, no futuro entenderemos o quanto tudo fez parte dos planos de Deus para a nossa vida.</p>
<p>Manifestar gratidão é reconhecer o quanto os outros nos foram gentis, é abençoar, é reagir positivamente e confiantemente, na vida e em Deus.</p>
<p>Por isso a gratidão é mais importante para o nosso bem estar espiritual do que costumamos imaginar.</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Ponto G e a excitação feminina</title>
		<link>https://www.ronaud.com/amor/ponto-g/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Ronaud Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 19 Dec 2013 17:11:03 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Amor]]></category>
		<category><![CDATA[Admiração]]></category>
		<category><![CDATA[Atração]]></category>
		<category><![CDATA[Comunicação]]></category>
		<category><![CDATA[Elogios]]></category>
		<category><![CDATA[Expressão pessoal]]></category>
		<category><![CDATA[Palavras]]></category>
		<category><![CDATA[Prazer]]></category>
		<category><![CDATA[Reconhecimento]]></category>
		<category><![CDATA[Relacionamentos]]></category>
		<category><![CDATA[Seja homem]]></category>
		<category><![CDATA[Sexo]]></category>
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					<description><![CDATA[As palavras amorosas possuem um poder enorme de sedução e não por acaso, são consideradas o verdadeiro Ponto G feminino. ]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<blockquote><p>As zonas erógenas da mulher são muitas. Mas antes de procurar por elas, eu recomendo que você ligue-as. E o interruptor está localizado na cabeça. <span style="line-height: 1.5em;">@BonnieLaCozza</span></p></blockquote>
<p>O ponto alto da vida da maioria das mulheres é se sentir desejada, importante, especial, enfim, amada.</p>
<p>A maioria se contenta com as expressões físicas desse sentimento, até porque boa parte nunca experimentou muita coisa além disso. <a href="https://www.ronaud.com/livros/50-tons-de-cinza-ou-50-tons-de-verdade/">Ficamos sabendo há pouco tempo que as mulheres estão <em>mal de homens</em></a>.</p>
<p>Mas uma parte delas quase <em>goza</em> ao ouvir palavras que as enalteçam.</p>
<p>Mulher adora <em>homenagem</em>.</p>
<blockquote><p>O verdadeiro Ponto G são os ouvidos. Isabel Allende &#8211; Escritora Chilena</p></blockquote>
<p>Porém tem que ser autêntico. Se você não sente nada, não diga. Se sente, <a title="Porque inteligência é afrodisíaco" href="https://www.ronaud.com/inteligencia/inteligencia-e-afrodisiaco/">aprenda a se expressar</a>.</p>
<p>Preste atenção nos cabelos, unhas, roupas, perfume. <a href="https://www.facebook.com/segredosuniversitarios/posts/1704715769574328" target="_blank" rel="nofollow noopener">Elas dizem que não, mas, né&#8230;</a> é certo que se ela capricha nessas coisas, é basicamente para você.</p>
<p>Fora o básico: Olhar, pele, cheiro, se está bonita, se está gostosa, etc e <a href="https://www.ronaud.com/amor/elogios-e-outras-palavras-de-amor/">outros milhões de etc&#8217;s</a>. Exercite sua sensibilidade.</p>
<p>Mas sempre cuidando para se manter na fronteira entre a indiferença e a bajulação.</p>
<p>E não adianta dizer o que sente uma vez por mês. <a title="Carlos Drummond concorda" href="https://www.ronaud.com/amor/quero-carlos-drummond-de-andrade/">Repita, repita, sempre</a>. Enquanto amar essa mulher, repita.</p>
<p>Se ela o ama, nunca será demais. E nunca mais vai te largar.</p>
]]></content:encoded>
					
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			</item>
		<item>
		<title>Santo de casa não faz milagre</title>
		<link>https://www.ronaud.com/inteligencia/santo-de-casa-nao-faz-milagre/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Ronaud Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 01 Nov 2013 18:27:30 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Inteligência]]></category>
		<category><![CDATA[Aparências]]></category>
		<category><![CDATA[Conhecimento]]></category>
		<category><![CDATA[Essência]]></category>
		<category><![CDATA[Fama]]></category>
		<category><![CDATA[Filosofia]]></category>
		<category><![CDATA[Hipocrisia]]></category>
		<category><![CDATA[Pragmatismo]]></category>
		<category><![CDATA[Preconceito]]></category>
		<category><![CDATA[Reconhecimento]]></category>
		<category><![CDATA[Sabedoria]]></category>
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					<description><![CDATA[O santo de casa não faz milagre porque o conhecemos bem, sabemos que não é tão santo assim. Não faz milagre porque não nos parece santo, por mais santo que seja. Um texto sobre essência x aparências.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Fazendo testes sobre a busca no Google para este site, para o qual utilizei meu nome como endereço digital, encontrei a seguinte imagem:</p>
<div id="attachment_13294" style="width: 680px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2013/10/que-estranha-felicidade-e-essa-que-nos-que-sempre-reclamamos-que-o-povo-nao-fazia-nada-ronaud-pereira-frase-1191-828.jpg"><img decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-13294" class="size-full wp-image-13294" src="https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2013/10/que-estranha-felicidade-e-essa-que-nos-que-sempre-reclamamos-que-o-povo-nao-fazia-nada-ronaud-pereira-frase-1191-828.jpg" alt="Estranha felicidade" width="670" srcset="https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2013/10/que-estranha-felicidade-e-essa-que-nos-que-sempre-reclamamos-que-o-povo-nao-fazia-nada-ronaud-pereira-frase-1191-828.jpg 850w, https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2013/10/que-estranha-felicidade-e-essa-que-nos-que-sempre-reclamamos-que-o-povo-nao-fazia-nada-ronaud-pereira-frase-1191-828-300x141.jpg 300w" sizes="(max-width: 850px) 100vw, 850px" /></a><p id="caption-attachment-13294" class="wp-caption-text">Estranha felicidade</p></div>
<p><a href="http://kdfrases.com/usuario/PAULIMGONCALVES/frase/828f">Fonte</a></p>
<p>Foi estranho.</p>
<p><em>Bem legal</em>, mas é estranho perceber que alguém considerou um pensamento seu digno de ser aplicado numa imagem para ser compartilhada pela internet. Uma imagem com uma assinatura sua que, no site em questão, figura ao lado de outras assinaturas tais como Freud, Shakespeare, Einstein, entre outros autores <em>comunzinhos</em>, assim, como eu 😉</p>
<p>IMEDIATAMENTE lembrei do capítulo sobre <em>Inadequação</em> do livro <a title="Clique e leia a resenha. É uma ótima sugestão de leitura" href="https://www.ronaud.com/livros/resenharesumo-livro-as-consolacoes-da-filosofia/">As Consolações da Filosofia</a>, de Alain de Botton. Mais especificamente, do trecho deste capítulo que refere-se à <em>Inadequação Intelectual</em>. O capítulo todo utiliza-se do pragmatismo do filósofo Michel de Montaigne, para propor algumas saídas para quem sente essa inadequação. Filósofo este com cujo ponto de vista me identifiquei prontamente.</p>
<p>Das minhas leituras recentes, <a title="Já comentei sobre ele aqui :)" href="https://www.ronaud.com/bom-senso/da-estupidez-nossa-de-cada-dia-aparencias/">foi dos trechos de livro que mais me marcou</a>, porque fala de um tema com o qual tenho muitas dificuldades: <strong>Essência x Aparências</strong>.</p>
<p>O conhecido ditado popular &#8220;Santo de casa não faz milagre&#8221; aborda profundamente esta oposição entre aparências e essência.</p>
<p>Ele quer dizer que podemos ter, por exemplo, um ótimo profissional na família. Ou alguém que realmente poderia nos ajudar. Mas a proximidade, a convivência e a intimidade faz com que não confiemos na pessoa a ponto de usar seus serviços. E também, que a pessoa também nós vê com certa reserva e acaba não nos atendendo com o respeito e a consideração que esperamos.</p>
<blockquote><p>A familiaridade encurta o respeito e rebaixa a autoridade. <a title="Veja outras frases de Mariano da Fonseca - Marquês de Maricá" href="https://www.ronaud.com/frases-pensamentos-citacoes-de/mariano-da-fonseca-marques-de-marica">Marquês de Maricá</a> &#8211; Político brasileiro</p></blockquote>
<p><em>O santo de casa não faz milagre</em> porque o conhecemos bem, sabemos que não é <em>tão santo</em> assim. Não faz milagre porque não nos parece santo, por mais santo que seja.</p>
<p>É um ditado que demonstra que, ao contrário do que o senso comum costuma alardar, a aparência é de longe muito mais importante do que a essência das coisas e pessoas. Se não for mais importante, é, ao menos tão fundamental quanto.</p>
<p>As observações dos autores e ditados abaixo confirmam:</p>
<blockquote><p>Assim é, se lhe parece. <a title="Luigi Pirandello" href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Cos%C3%AC_%C3%A8_(se_vi_pare)">Luigi Pirandello</a>, escritor italiano.</p>
<p>À glória dos mais famosos se junta sempre um pouco da miopia de seus admiradores. <a title="Veja outras frases de Georg C. Lichtenberg" href="https://www.ronaud.com/frases-pensamentos-citacoes-de/georg-c-lichtenberg">Georg C. Lichtenberg</a></p>
<p>Como são admiráveis as pessoas que nós não conhecemos bem. Millôr Fernandes</p>
<p>Não basta ser bom, é preciso parecer bom. Ditado popular</p>
<p>À mulher de César não basta ser honesta, tem que parecer honesta. Ditado popular</p></blockquote>
<p>Abaixo, reproduzo parte do trecho do livro As Consolações da Filosofia. Ele demonstra bem como um rótulo, isto é, uma dada aparência se fortalece na medida em que se distancia no tempo ou no espaço, e também, na medida em que usa de artifícios de distanciamento, como por exemplo, o que ocorre atualmente com a filosofia acadêmica, que usa do expediente de uma linguagem &#8220;difícil&#8221;, para se parecer superior. Como observa Will Durant:</p>
<blockquote><p>Mas nós, os ‘modernos’, tornamo-nos tão acostumados à verbosidade empolada na filosofia que quando ela é apresentada sem verbiagem temos dificuldade em reconhecê-la.</p></blockquote>
<p>O trecho abaixo explica, em suma, porque alguém distante, que não me conhece a não ser pela imagem que projeto através da minha presença online, considerou um comentário meu digno de ser aplicado em uma imagem para ser compartilhada nas redes sociais, de uma forma que certamente não faria se me conhecesse pessoalmente 🙂</p>
<p>Segue o trecho do livro. As citações todas são de Michel de Montaigne. Os colchetes são supressões que considerei irrelevantes:</p>
<blockquote><p>Toda obra complexa nos oferece uma escolha: devemos, ou não, julgar o autor inepto por não ser claro ou devemos nos julgar estúpidos por não conseguirmos captar o que está acontecendo? Montaigne nos encorajou a responsabilizar o autor. É mais provável que um estilo incompreensível tenha resultado mais da preguiça do que da inteligência: um texto que se lê com facilidade raramente é escrito desta forma. Ou então a prosa mascara uma falta de conteúdo; ser ininteligível oferece uma proteção sem paralelo contra o fato de não se ter nada a dizer:</p>
<p style="padding-left: 30px;">&#8220;A obscuridade é uma moeda que o erudito conjura para não revelar a vacuidade de seus estudos e que a estupidez humana está inclinada em aceitar como pagamento.&#8221;</p>
<p>Não há nenhuma razão para os filósofos usarem palavras que soariam deslocadas nas ruas e nos mercados:</p>
<p style="padding-left: 30px;">&#8220;Assim como no vestir, a linguagem revela uma mente fútil que busca chamar a atenção para um estilo pessoal e incomum. Buscar novas expressões e palavras pouco conhecidas revela uma adolescente ambição livresca. Quem me dera limitar-me às palavras usadas em Les Halles*, em Paris.&#8221;</p>
<p>Mas escrever com simplicidade requer coragem, por existir o risco de ser menosprezado, considerado simplório pelos que insistem em acreditar que a prosa intragável é um sinal de inteligência. Tão forte é esta tendenciosidade que Montaigne perguntou-se se a maioria dos catedráticos teria respeitado Sócrates, um homem que reverenciavam acima de todos os outros, se ele os tivesse abordado em suas próprias cidades, sem o prestígio dos diálogos de Platão, em sua túnica suja, falando em uma linguagem simples:</p>
<p style="padding-left: 30px;">&#8220;Os diálogos de Sócrates, que seus amigos legaram à posteridade, recebem nosso beneplácito apenas porque nos deixamos intimidar pela aprovação geral que receberam. Não usamos nossos próprios recursos intelectuais para julgá-los pois nunca fizeram parte de nossos hábitos. Se, na época em que vivemos, alguém viesse a produzir algo semelhante, poucos seriam aqueles que lhe reconheceriam o valor. Não somos capazes de apreciar virtudes que não são destacadas ou ampliadas por artifício. Virtudes estas que, rotuladas ou sob a capa de singeleza ou simplicidade, escapam com facilidade a um discernimento tão superficial quanto o nosso&#8230; Para nós, não seria a singeleza um parente próximo da simplicidade de espírito e uma qualidade digna de críticas? Sócrates possuía a mesma espontaneidade do homem comum: por conseguinte, falava como um camponês; falava como uma mulher&#8230; Suas induções e comparações baseavam-se nas atividades humanas mais comuns e mais conhecidas; todos eram capazes de compreendê-lo. Nos dias de hoje, nenhum de nós discerniria a nobreza e o esplendor de seus conceitos surpreendentes, expressos de forma tão simples; nós que julgamos inferior e banal o que não é revestido de erudição e que só percebemos a riqueza quando ela se faz acompanhar da pompa.&#8221;</p>
<p>É necessário e fundamental que se levem a sério os livros, mesmo quando seu conteúdo é claro e seu estilo atraente e, por extensão, não devemos nos deixar intimidar e nos considerar tolos se, devido a um rombo em nosso orçamento ou a uma lacuna em nossa instrução, nossas túnicas forem modestas e nosso vocabulário não for maior do que o de um barraqueiro de Les Halles*.</p>
<p>* Um antigo mercado público parisiense.</p>
<p>[&#8230;]</p>
<p>É tentador citar autores quando eles expressam exatamente o que pensamos com uma clareza e acuidade psicológica de que não somos capazes. Eles nos conhecem melhor do que nós próprios nos conhecemos e formulam de maneira elegante e sucinta ideias que para nós eram incipientes e conceitos que não conseguimos delinear, fazemos anotações nas margens e sublinhamos trechos que julgamos interessantes, demostrando onde encontramos um pouco de nós mesmos, uma ou duas frases da verdadeira essência da de nossas mentes &#8211; uma congruência que se torna ainda mais surpreendente se a obra foi escrita em uma era de togas e sacrifícios de animais. Convidamos estas palavras a entrar em nossos livros como uma homenagem àqueles que nos fazem lembrar quem somos.</p>
<p>Mas em vez de iluminar nossas experiências e nos conduzir em direção a nossas próprias descobertas, os grandes livros podem nos lançar em uma obscuridade problemática. [&#8230;] Longe de expandir nossos horizontes, eles podem injustamente vir a delimitá-los. [&#8230;] Mas, como Montaigne reconheceu, os grandes livros se calam diante de um número excessivo de temas. Se nós permitirmos que definam as fronteiras de nossa curiosidade, eles irão inibir nosso desenvolvimento intelectual.</p>
<p>[&#8230;]</p>
<p>[&#8230;] Agir de acordo com um verdadeiro espírito aristotélico, como Montaigne percebeu [&#8230;] é saber divergir com inteligência até mesmo das autoridades (intelectuais) mais reconhecidas.</p>
<p>É, no entanto, compreensível que se prefira citar e comentar o que já foi dito a falar e pensar por si mesmo. Um comentário sobre um livro de alguém, embora tecnicamente trabalhoso, revelando horas de pesquisa e exegese, está isento dos cruéis ataques que podem recair sobre obras originais. Os comentaristas podem ser criticados por nao terem conseguido fazer justiça às idéias de grandes pensadores, mas não podem ser responsabilizados pelas próprias ideias &#8211; motivo pelo qual Montaigne incluiu tantas citações e comentários nos <em>Ensaios</em>:</p>
<p style="padding-left: 30px;">&#8220;Às vezes recorro a outros autores para que digam o que não consigo expressar com a mesma propriedade devido às minhas deficiências de linguagem ou à minha pobreza intelectual&#8230; <em>[e]</em> às vezes&#8230; por temer o julgamento precipitado daqueles que não hesitam em atacar os escritos de qualquer tipo, especialmente aqueles cujos autores ainda vivem&#8230; Tenho de esconder minhas deficiências sob aqueles que alcançaram grande reputação.&#8221;</p>
<p>É surpreendente constatar que as chances de sermos levados a sério aumentam consideravelmente alguns séculos após a nossa morte. Declarações que poderiam ser aceitáveis quando se originam da pena de autores antigos correm o risco de atrair o o ridículo quando são expressas por contemporâneos. Os críticos não estão dispostos a se curvar perante as mais grandiosas declarações daqueles que dividiram com eles os bancos universitários. Não são esses os indivíduos que podem expressar opiniões como se fossem filósofos da antiguidade. &#8220;Ninguém escapa de pagar o ônus de ter nascido&#8221;, afirmou Sêneca, mas um homem que tivesse chegado à mesma conclusão em uma época mais recente não seria aconselhado a fazer semelhante declaração, a menos que manifestasse um  gosto especial pela humilhação. Montaigne, que não desejava ser humilhado, precaveu-se e, nas últimas páginas dos <em>Ensaios</em>, fez uma confissão referente a sua vulnerabilidade:</p>
<p style="padding-left: 30px;">&#8220;Se eu tivesse tido confiança de fazer o que realmente queria, teria usado minhas próprias palavras, sem importar-me com as consequências.&#8221;</p>
<p>A insegurança de Montaigne originava-se da certeza de que suas ideias poderiam não receber de seus contemporâneos os mesmo tratamento e a mesma legitimidade que as de Sêneca e Platão:</p>
<p style="padding-left: 30px;">&#8220;Meus conterrâneos da Gasconha acham estranho verem minhas ideias transformadas em livro. Sou mais valorizado à medida que minha fama ultrapassa cada vez mais as fronteiras do meu lugar de origem.&#8221;</p>
<p>No comportamento de sua família e da criadagem, os que o ouviam roncar ou trocavam-lhe a roupa de cama, nada havia da reverência de sua receptividade em Paris, e menos ainda postumamente:</p>
<p style="padding-left: 30px;">&#8220;Mesmo que um homem venha a se tornar um portento aos olhos do mundo, sua esposa e seu camareiro continuarão a não perceber nada de extraordinário nele. Poucos homens foram maravilhas para suas famílias.&#8221;</p>
<p>Podemos dar a esta observação duas interpretações: ninguém é de fato maravilhoso, mas apenas sua família e sua criadagem são íntimos o suficiente para perceber esta verdade frustrante. Ou que muitas pessoas são interessantes, mas o fato de lhes sermos contemporâneos nos torna propensos a não levá-las tão a sério, por conta de uma curiosa tendenciosidade contra o que está ao alcance de nossa mão.</p>
<p>Montaigne não estava sendo auto-piedoso; em vez disso, estava usando a crítica a obras contemporâneas mais ambiciosas como um sintoma de um impulso deletério de se achar que a verdade tem sempre de ser encontrada longe de nós, em outro clima, em uma biblioteca antiga, nos livros de autores de épocas remotas. Trata-se de uma questão de se decidir se o acesso a coisas verdadeiramente valiosas está limitado a um punhado de gênios surgidos no período entre a construção do <em>Paternon</em> e o saque de Roma ou se, como Montaigne ousava propor, elas estão disponíveis também para você e para mim.</p>
<p>[&#8230;]</p>
<p>Trata-se de uma ideia difícil de ser aceita. Somos educados para associar a virtude à submissão a autoridades textuais, em vez de a uma investigação dos volumes que transcrevemos em nosso íntimo por nossos mecanismos de percepção. Montaigne tentou nos fazer recorrer a nós mesmos:</p>
<p style="padding-left: 30px;">&#8220;Sabemos dizer &#8220;Foi Cícero quem disse isso&#8221;; &#8220;Este é o conceito de moral, segundo Platão&#8221;; &#8220;São estas as ipsissima verba [pelas mesmas palavras] de Aristóteles&#8221;. Mas o que nós temos a dizer? Que julgamentos fazemos? O que estamos fazendo? Um papagaio pode falar tão bem quanto nós.&#8221;</p>
<p>Repetir como papagaio não seria exatamente a maneira que um erudito usaria para descrever o que o leva a escrever um texto analítico. Uma gama de argumentações poderia mostrar o valor de se produzir uma exegese do pensamento moral de Platão ou da ética de Cícero. Montaigne enfatizou a covardia e o tédio de tal atividade. Obras secundárias requerem um talento menor (&#8220;A inventividade não se compara em importância à mera citação&#8221;), a dificuldade é técnica, uma questão de paciência e uma biblioteca silenciosa. Além do mais, muitos dos livros que a tradição acadêmica nos encoraja a citar como papagaios não são em si obras fascinantes. Eles receberam um lugar de destaque nos currículos universitários porque são obras de autores de prestígio, enquanto outros temas tão ou mais válidos ficam no ostracismo porque nenhuma autoridade intelectual se deu ao trabalho de elucidá-los. A relação da arte com a realidade sempre foi considerada um tema filosófico sério, em parte porque Platão foi o primeiro a levantá-lo; a relação da timidez com a aparência pessoal não é, em parte, porque não atraiu a atenção de nenhum filósofo da Antiguidade.</p>
<p>Com base neste respeito inusitado pela tradição, Montaigne julgou ser relevante admitir para seus leitores que, na realidade, ele achava que Platão poderia ser limitado e enfadonho:</p>
<p style="padding-left: 30px;">&#8220;Será que a a liberdade da época em que vivemos irá perdoar o audacioso sacrilégio que cometo ao julgar maçantes [seus] Diálogos, que se arrastam e delimitam seu próprio tema e ao lamentar que um homem capaz de dizer coisas mais importantes tenha perdido tanto tempo com debates infindáveis e inúteis?&#8221;</p>
<p>Com relação a Cícero, não houve sequer necessidade de desculpar-se antes de atacar-lhe:</p>
<p style="padding-left: 30px;">&#8220;Os trechos introdutórios, as definições, as subdivisões e etimologias consomem grande parte de sua obra&#8230; Se eu dedicar uma hora a sua leitura (o que é muito para mim) e em seguida tentar relembrar a essência do que li ou do que consegui apreender, na maioria das vezes nada me vem à mente.&#8221;</p>
<p>O fato de os eruditos dedicarem tanta atenção aos clássicos deriva-se, segundo Montaigne sugeriu, a um desejo nascido da vaidade de ser considerado inteligente por intermédio de sua associação com nomes de prestígio. Para o leitor comum, o resultado era uma avalanche de livros eruditos e insensatos:</p>
<p style="padding-left: 30px;">Existem mais livros sobre livros do que sobre qualquer outro assunto: tudo que fazemos é glosar uns aos outros. Tudo não passa de uma enxurrada de comentários; de autores propriamente ditos, existe uma escassez absoluta.</p>
<p>Mas Montaigne insistia em afirmar que as ideias interessantes podem ser encontradas na vida de qualquer um. Por mais modesta que seja a nossa história, podemos extrair insights mais importantes de nós próprios do que de todos os livros de outrora:</p>
<p style="padding-left: 30px;">&#8220;Se eu fosse um homem de grande erudição, encontraria o suficiente para tornar-me sábio em minha própria experiência. todo aquele que traz vivo na mente seu último acesso de fúria&#8230; percebe a fealdade deste sentimento melhor do que em Aristóteles.&#8221;</p>
<p style="padding-left: 30px;">[&#8230;]</p>
<p>Somente uma cultura formal e intimidadora nos faz pensar de outra maneira:</p>
<p style="padding-left: 30px;">&#8220;Cada um de nós é mais rico do que pensa.&#8221;</p>
</blockquote>
<p>***</p>
<p>Desde a adolescência, tive dificuldade de lidar com uma sociedade que baseia suas relações em imagens forjadas. A maioria das pessoas com as quais lidamos se nos apresenta de um modo artificialmente construído, e esperam, e exigem, que também nós nos apresentemos a elas de modo superficialmente construído. Mesmo que na intimidade e no anonimato, sejamos outros; sejamos, na verdade, quem realmente somos.</p>
<p>A imagem com a qual as pessoas se apresentam para nós, é a imagem que convencionou-se ser IDEAL para apresentarem-se. A imagem que nós esperamos que elas exibam. Pessoas autênticas demais sempre causam estranhamento e são rotuladas de excêntricas. Mas no fim, estão sendo apenas <em>mais elas mesmas</em>. Nós é que nos normalizamos demais para sermos aceitos.</p>
<p>Marcas publicitárias trabalham muito em cima dessa questão de imagem. A partir do momento que uma marca consegue convencer-nos de sua qualidade, ela tem 90% do caminho em direção ao lucro garantido. A melhor esponja de aço? Bombril. O melhor sabão em pó? Omo. A melhor bebida refrescante? Coca-cola.</p>
<p>Podem até não ser tão boas. Pode haver algum concorrente até melhor. Mas não o conhecemos; acreditamos que essas marcas são as melhores. Há uma autoridade envolvendo seus nomes &#8211; que foi construída &#8211; que nos convence que são boas. Acreditamos que são, e é isso que importa.</p>
<blockquote><p>Assim é, se lhe parece. Luigi Pirandello</p></blockquote>
<p>Eis o porquê algumas marcas usam do recurso de associar seus produtos a nomes famosos. Fazem isso em anúncios publicitários escancarados, mas também chegam a DAR seus produtos para que os famosos usem. A mente comum vai pensar: &#8220;Se FULANO, que é FULANO, usa tal produto, é porque deve ser bom&#8221; ou &#8220;Se FULANO usa tal produto, vou usar também, para ficar parecido com ele e me destacar também&#8221;. <em><br />
</em></p>
<p>Da mesma forma funciona a imagem social, o marketing pessoal. Acreditamos que o sujeito é ético e boa gente, porque é só o que ele mostra. Acreditamos que é, e é isso que importa, mesmo apesar do sujeito eventualmente ser agressivo com seus próximos, ou corrupto ou pervertido na intimidade.</p>
<blockquote><p>O que os olhos não vêem, o coração não sente.</p></blockquote>
<p>O santo de casa, aquele que não faz milagre, não faz milagre porque o conhecemos. Nossos olhos o vêem, e vendo o quanto é humano, nosso coração desacredita de seu caráter milagreiro.</p>
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			</item>
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		<title>O poder das palavras, elogios e gestos de reconhecimento</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Ronaud Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 08 May 2013 13:58:10 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atitude]]></category>
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					<description><![CDATA[Abaixo, trechos de um texto de Stephen Kanitz, o qual eu gostaria de ter escrito 🙁 Para mim, essa mensagem resume toda a existência humana e nossa busca ansiosa por amor e reconhecimento, e também, a preocupação constante que temos com o que os outros vão pensar de nós. O Poder da Validação Todo mundo [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Abaixo, trechos de um texto de Stephen Kanitz, o qual eu gostaria de ter escrito 🙁</p>
<p>Para mim, essa mensagem resume toda a existência humana e nossa busca ansiosa por amor e reconhecimento, e também, <a title="Não tá nem aí? Tá sim, que eu sei :)" href="https://www.ronaud.com/arte-de-viver/nao-to-nem-ai/">a preocupação constante</a> que temos com o que os outros vão pensar de nós.</p>
<blockquote>
<h2>O Poder da Validação</h2>
<p>Todo mundo é inseguro, sem exceção.</p>
<p>Os super confiantes simplesmente disfarçam melhor. [&#8230;]</p>
<p>Insegurança é o problema humano número um. O mundo seria muito menos neurótico, louco e agitado se fôssemos todos um pouco menos inseguros. Trabalharíamos menos, curtiríamos mais a vida, levaríamos a vida mais na esportiva. Mas como reduzir esta insegurança?</p>
<p>Alguns acreditam que estudando mais, ganhando mais, trabalhando mais resolveriam o problema. Ledo engano, por uma simples razão: <strong>segurança não depende da gente, depende dos outros. </strong>Está totalmente fora do nosso controle.</p>
<p>Por isso segurança nunca é conquistada definitivamente, ela é sempre temporária, efêmera.</p>
<p>Segurança depende de um processo que chamo de “validação” [&#8230;]</p>
<p>Validar alguém seria confirmar que essa pessoa existe, que ela é real, verdadeira, que ela tem valor.</p>
<p>Todos nós precisamos ser validados pelos outros, constantemente. Alguém tem de dizer que você é bonito ou bonita, por mais bonito ou bonita que você seja. O autoconhecimento, tão decantado por filósofos, não resolve o problema. Ninguém pode auto-validar-se, por definição.</p>
<p>Você sempre será um ninguém, a não ser que outros o validem como alguém.Validar o outro significa confirmá-lo, como dizer: “Você tem significado para mim”.</p>
<p>Validar é o que um namorado ou namorada faz quando lhe diz: “Gosto de você pelo que você é”. [&#8230;]</p>
<p>Um simples olhar, um sorriso, um singelo elogio são suficientes para você validar todo mundo.</p>
<p>Estamos tão preocupados com a nossa própria insegurança, que não temos tempo para sair validando os outros.</p>
<p>Estamos tão preocupados em mostrar que somos o “máximo”, que esquecemos de dizer aos nossos amigos, filhos e cônjuges que o “máximo” são eles. Puxamos o saco de quem não gostamos, esquecemos de validar aqueles que admiramos.</p>
<p>[&#8230;]</p>
<p>Se quisermos tornar o mundo menos inseguro e melhor, precisaremos treinar e exercitar uma nova competência: validar alguém todo dia. Um elogio certo, um sorriso, os parabéns na hora certa, uma salva de palmas, um beijo, um dedão para cima, um “valeu, cara, valeu”.</p>
<p>Autoria de Stephen Kanitz</p></blockquote>
<p>Artigo publicado na Revista Veja, edição 1705, ano 34, nº 24, 20 de junho de 2001, pág.22</p>
<blockquote><p>O princípio mais profundo da natureza humana é a ânsia de ser apreciado. Todas pessoas anseiam por isso. <a title="Frases de William James" href="https://www.ronaud.com/frases-pensamentos-citacoes-de/william-james" target="_blank" rel="noopener">William James</a></p>
<p>Fale com as pessoas a respeito delas mesmas e elas ouvirão por muitas horas. <a title="Veja mais frases de Benjamin Disraeli" href="https://www.ronaud.com/frases-pensamentos-citacoes-de/benjamin-disraeli" target="_blank" rel="noopener">Benjamin Disraeli</a></p>
<p>Não poderia ser elaborada punição mais demoníaca, se tal coisa fosse fisicamente possível, do que estar numa sociedade e passar totalmente despercebido por todos os seus membros. William James em &#8220;Os princípios da psicologia&#8221;</p>
<p>Ser notado, ser atendido, ser visto com simpatia, complacência e aprovação, são todos os benefícios a que podemos aspirar. Adam Smith em &#8220;Teoria dos Sentimentos Morais&#8221;</p>
<p>Não falar de si próprio, mas de seu interlocutor é a essência da arte de agradar. Todos sabem disso, mas todos se esquecem &#8211; Jules Goncourt</p></blockquote>
<h3>Alguns textos sobre o tema</h3>
<p><a title="O que é fé?" href="https://www.ronaud.com/espiritualidade/o-que-e-fe/">O que é fé</a></p>
<p><a title="O que é abençoar" href="https://www.ronaud.com/espiritualidade/o-que-e-abencoar/">O que é abençoar</a></p>
<p><a title="Se fizer com convicção, já está consagrado" href="https://www.ronaud.com/espiritualidade/o-que-e-consagrar/">O que é consagrar</a></p>
<p><a title="Um remedinho pra fortalecer sua convicção" href="https://www.ronaud.com/espiritualidade/placebo-pilulas-de-certeza/">Placebo, pílulas de certeza</a></p>
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		<title>Obrigado, meus professores</title>
		<link>https://www.ronaud.com/arte-de-viver/obrigado-meus-professores/</link>
					<comments>https://www.ronaud.com/arte-de-viver/obrigado-meus-professores/#comments</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Ronaud Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 15 Oct 2012 15:35:10 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Comportamento]]></category>
		<category><![CDATA[Aprendizagem]]></category>
		<category><![CDATA[Conhecimento]]></category>
		<category><![CDATA[Convivência]]></category>
		<category><![CDATA[Evolução]]></category>
		<category><![CDATA[Gratidão]]></category>
		<category><![CDATA[Professores]]></category>
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					<description><![CDATA[Neste Dia do Professor, vale lembrar que a gratidão e o reconhecimento não devem ir somente para aquela pessoa que ficava de pé na frente da sala de aula nos ensinando o que precisamos saber para viver em sociedade, com a maioria das quais nem temos mais contato. Acredito que os maiores professores que todos [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Neste Dia do Professor, vale lembrar que a gratidão e o reconhecimento não devem ir somente para aquela pessoa que ficava de pé na frente da sala de aula nos ensinando o que precisamos saber para viver em sociedade, com a maioria das quais nem temos mais contato.</p>
<p>Acredito que os maiores professores que todos já tivemos não estavam só dentro da sala de aula. E sim nas situações mais inusitadas do dia a dia, demonstrando-nos como &#8220;ser gente&#8221;: Pai, Mãe, Irmãos, Cônjuges, Chefes, Colegas de trabalho, Amigos e também, Inimigos. São aquelas pessoas que de alguma forma nos tornaram diferentes, e quase sempre, para melhor.</p>
<p>Essa é a gratidão que devemos ter, não só hoje, mas todos os dias: Gratidão por todos que nos ajudaram a ser o que somos hoje. E nesse sentido, todos os nossos próximos foram, e continuam sendo, nossos professores.</p>
<p>Eu não vivo um só dia neste planeta em que não perceba que terminei o dia um pouco diferente do que quando o iniciei, só porque durante este dia, entrei em contato com alguém que, de uma forma ou de outra, me mostrou que há outros modos de ser e de agir.</p>
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		<title>Prestígio social</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Ronaud Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 30 Aug 2011 21:58:50 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Sucesso]]></category>
		<category><![CDATA[Contradição]]></category>
		<category><![CDATA[Reconhecimento]]></category>
		<category><![CDATA[Status]]></category>
		<category><![CDATA[Valor Pessoal]]></category>
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					<description><![CDATA[Nesse novo paradigma online, contemporâneo, em que pode-se viver trabalhando através da internet, sozinho, em casa, onde somos de tudo um pouco e nada por completo (e quem se sente completo?), nossa anonímia torna-se um obstáculo à curiosidade alheia. Às vezes (e ainda bem que só às vezes) sinto falta de um status qualquer que me conferisse [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Nesse novo paradigma <em>online</em>, contemporâneo, em que pode-se viver trabalhando através da internet, sozinho, em casa, onde somos de tudo um pouco e nada por completo (e quem se sente completo?), nossa anonímia torna-se um obstáculo à curiosidade alheia. Às vezes (e ainda bem que só <em>às vezes)</em> sinto falta de um <a title="O que é status?" href="https://www.ronaud.com/inteligencia/o-que-e-status/">status</a> qualquer que me conferisse algum prestígio ou reconhecimento. Nesses dez anos de atuação profissional transitando entre o design gráfico, o web-design e mais recentemente a escrita, já aprendi tantos conceitos, tantas técnicas, tanto conhecimento, já uma boa experiência, e até uma razoável remuneração, mas uma característica permanece e me incomoda: o anonimato, a indiferença dos próximos, porque não veem nada, não sabem nada de mim. Nesta minha vida profissional totalmente digital sou o que? Web-designer? Blogueiro? Editor de sites? Escritor? (de um&#8230; BLOG??? Não&#8230; ).</p>
<p>Talvez um mero questionador&#8230; E quem se importa? E no quê o reconhecimento alheio vai realmente me ajudar? Para <a title="Texto sobre a nossa natureza egoísta" href="https://www.ronaud.com/espiritualidade/o-ego-nossa-natureza-diabolica/">massagear o ego</a>? Cruzes&#8230;</p>
<p>Percebeu? Sinto falta de coisas que eu mesmo condeno. Meu nome poderia ser <em>contradição</em> e meu sobrenome <em>não sei o que eu quero</em> 😉</p>
<p>Ainda assim há ocasiões em que questiono essa postura tão <em>livre</em> assim. Porque a impressão que dá é estou seguindo na contramão do mundo. Um mundo que valoriza e se pauta pelas <a title="Vários textos comentando as aparências " href="https://www.ronaud.com/tag/aparencias/">aparências</a>, em que a maioria busca algo que lhes agregue algum valor <em>de fora</em>, como sobrenomes, profissões, contatos *importantes*, carros, roupas, etc. <em>Ter</em> e <em>parecer</em> é o foco. <em>Ser</em> fica para depois. Por mais que eu tenha plena consciência de que o caminho que escolhi não poderia ser mais autêntico e coerente com uma realidade a qual não consigo fingir que não existe e a qual vivo tentando transmitir aos leitores desse site, em certos momentos <em>rola</em> aquela sensação de que se optou pelo caminho <em>errado</em>, sabe&#8230;</p>
<p>Daí me pergunto: Será que todo esse povo está mesmo <em>perdido</em> e só uma minoria está se <em>encontrando</em>? Será que essa minoria não está equivocada revivendo o sonho hippie &#8211; o <em>e-hippie</em>?</p>
<p>Acho que não.</p>
<p>Essa minoria realmente parece ter se encontrado, mesmo sem aparecer tanto &#8211; ou talvez justamente por não aparecer tanto, tendo conseguido mais tempo para olhar para si.</p>
<p>Mas como a Eliane Brum relatou em seu texto, também entra em conflito com o <em>status quo</em>, o que me dá a certeza de que por mais que não digam, essa minoria também tem suas dúvidas.</p>
<p>Tenho tido a impressão, ultimamente, que temos intimamente uma certa necessidade de nos apoiarmos em <em>coisas</em> externas que nos coloquem <em>pra cima</em> para não nos sentirmos tão despercebidos. Quem sabe, <em>ver e ser visto</em> seja algum <em>instinto</em> nosso. <a href="https://www.ronaud.com/vida/gente-pequena/">Quem sabe nos sentirmos superior aos outros, mesmo que sob algum critério duvidoso, e mesmo que sob forma ilusória, não seja questão de autoestima e saúde mental?</a> 😉 Praticamente todos com quem converso me fazem deparar com as referências de valor: &#8220;Ah porque meu primo é médico&#8221;, &#8220;Ah porque meu irmão mora nos EUA&#8221;, &#8220;Ah porque meu pai é dono disso e mais aquilo&#8221;, &#8220;Ah porque meu filho estuda direito&#8221;, &#8220;Ah porque fulano meu amigo é funcionário público&#8221;, &#8220;Ah porque meu vizinho é primo do presidente&#8221;, Poxa!!! Seus parentes e vizinhos até podem ser alguma coisa, mas <em>vocês</em> são tão medíocres quanto eu.</p>
<p>Ter que ouvir em toda conversa possível, que o interlocutor é, de alguma forma, melhor e superior que você <em>cansa</em>.</p>
<p>Gente carente que precisa de <em>aplauso</em> o  tempo todo cansa.</p>
<p>Manter essa humildade por muito tempo <em>cansa</em>.</p>
<p>(Veja bem. Tô longe, muito longe de ser alguém humilde. Porém penso que todos nós temos todas as virtudes e defeitos, só que essas virtudes e defeitos estão distribuídos em diferentes áreas da vida. Por exemplo, todos temos uma super paciência para determinadas tarefas ou circunstâncias, e uma suprema impaciência para outras, de modo que me parece que todos temos também uma super humildade para certas situações, e um supremo orgulho para outras. Ou existe alguém que seja 100% orgulhoso e outro que seja 100% humilde? Acho que não&#8230;)</p>
<p>Pois por outro lado, também sabemos que mesmo quem ostenta títulos e sustenta uma posição de &#8220;prestígio&#8221; na sociedade é tão <em>humano</em> quanto nós, cheio de dúvidas e inseguranças e, não duvido nem um pouco, loucos por uma vida mais simples como a vida de uma maioria como nós mesmos.</p>
<p>Das características mais humanas, quem sabe &#8220;não saber o que se quer&#8221; seja a mais popular 😉 ou quem sabe ainda sua variação direta &#8220;querer o que não se tem&#8221;.</p>
<p>Reflito <em>pra cá e pra lá</em>, e volto sempre ao mesmo ponto em que concluo que <a title="Sob tensão" href="https://www.ronaud.com/arte-de-viver/maldita-grama-do-vizinho-sempre-mais-verde/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">viver é estar mesmo sob constante tensão</a>. Se tenho uma vida simples, invejo a vida sofisticada dos grandes e, se chego a ser grande, sentirei falta do descompromisso da gente simples.</p>
<p>Complicado, hein?</p>
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		<title>Gratidão e Reconhecimento</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Ronaud Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 29 May 2011 00:53:46 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Vida]]></category>
		<category><![CDATA[Consciência]]></category>
		<category><![CDATA[Gratidão]]></category>
		<category><![CDATA[Reconhecimento]]></category>
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					<description><![CDATA[O filho que muitas vezes não limpa o quarto e fica ouvindo música no volume máximo, ao menos está em casa. A desordem que tenho de limpar depois da festa, significa que estivemos rodeados de familiares e amigos. Não encontrar um amor, significa que estou livre. As dificuldades de relacionamento, demonstram que tenho alguém. As roupas que [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<blockquote><p>O filho que muitas vezes não limpa o quarto e fica ouvindo música no volume máximo,<br />
ao menos <em>está</em> em casa.</p>
<p>A desordem que tenho de limpar depois da festa,<br />
significa que <em>estivemos rodeados</em> de familiares e amigos.</p>
<p>Não encontrar um amor,<br />
significa que <em>estou livre</em>.</p>
<p>As dificuldades de relacionamento,<br />
demonstram que <em>tenho</em> alguém.</p>
<p>As roupas que estão apertadas,<br />
demonstram que tenho mais do que o suficiente para comer.</p>
<p>O trabalho que tenho para limpar a casa,<br />
significa que <em>tenho</em> uma casa.</p>
<p>As reclamações que ouço sobre o governo,<br />
demonstram que temos liberdade de expressão.</p>
<p>Trânsito parado, não encontro estacionamento,<br />
significa que <em>tenho</em> um carro.</p>
<p>Os gritos das crianças,<br />
demonstram que elas tem saúde, e que posso ouvir.</p>
<p>O cansaço no final do dia,<br />
significa que <em>tenho</em> trabalho.</p>
<p>O despertador que me acorda todas as manhãs,<br />
me lembra que <em>estou vivo</em>.</p></blockquote>
<p>Resumindo, digo a você dizendo à mim mesmo: Seja grato(a), as coisas poderiam ser piores!</p>
<p>A lista acima foi baseada em textinho semelhante o qual você já deve ter recebido por email.</p>
<p>E muito obrigado por passar por aqui! 😉</p>
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		<title>Jesus &#8211; Uma história de ingratidão</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Ronaud Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 20 Feb 2011 16:48:23 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Espiritualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Cristãos]]></category>
		<category><![CDATA[Cristianismo]]></category>
		<category><![CDATA[Gratidão]]></category>
		<category><![CDATA[História]]></category>
		<category><![CDATA[Ingratidão]]></category>
		<category><![CDATA[Jesus]]></category>
		<category><![CDATA[Paradigmas]]></category>
		<category><![CDATA[Reconhecimento]]></category>
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					<description><![CDATA[A história de Jesus sempre nos é passada como uma história de abnegação, de amor, de entrega e resignação. E é, de Jesus para conosco. Agora, se formos inverter o sentido da interpretação, podemos muito bem concluir que a história de Jesus é uma história de ingratidão, do povo para com Ele, e um exemplo [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A história de Jesus sempre nos é passada como uma história de abnegação, de amor, de entrega e resignação. <strong>E é, de Jesus para conosco</strong>.</p>
<p>Agora, se formos inverter o sentido da interpretação, podemos muito bem concluir que a história de Jesus é uma história de ingratidão, do povo para com <em>Ele</em>, e um exemplo perfeito de como o povo, sob o &#8220;efeito manada&#8221;, sabe ser <em>f.d.p</em>.</p>
<p>Pensa comigo: <em>Jesus</em>, supostamente <em>o representante de Deus</em> na Terra, ou <em>o próprio Deus</em>, segundo outras interpretações, se dá ao trabalho de &#8220;descer&#8221; aqui, nesse mundo tosco. Nasce num estábulo fedido, passando frio, e se cria em meio à pobreza, numa região desértica e precária. Passa 18 anos da vida estudando, depois adota uma vida frugal pra poder andar pelas ruas pregando uma <em>ideiazinha</em> melhor para a vida daquele <em>povinho chechelento</em>, e <strong>para mostrar como seria tão mais vantajoso tratarem-se uns aos outros com amor e compreensão</strong> e enfim, <em>o cara</em> dedica a vida, não necessariamente por nós, como as igrejas gostam de dizer, mas para a sua própria mensagem adiantada ser ouvida e levada através dos séculos&#8230;</p>
<p>&#8230;e o que o povo faz em retribuição?</p>
<p><span class="grande">Crucificam-no!</span></p>
<p>(Não sem antes preteri-lo por um tal de Barrabás)</p>
<p>Vai lidar com o povo vai!</p>
]]></content:encoded>
					
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