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	<title>Psicologia &#8211; RONAUD.com</title>
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	<description>Textos e Mensagens para Reflexão</description>
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		<title>Como convencer as pessoas?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Ronaud Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 29 Oct 2022 15:15:22 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Bom senso]]></category>
		<category><![CDATA[Comportamento]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[Palavras]]></category>
		<category><![CDATA[Pensamento positivo]]></category>
		<category><![CDATA[Psicologia]]></category>
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					<description><![CDATA[Existe uma frase que diz: &#8220;É mais fácil caçar moscas com mel do que com vinagre.&#8221; Por onde se percebe que as pessoas fazem política da pior maneira possível. Nenhum Bolsonarista vai sequer cogitar mudar de posição ao ser chamado de gado, fascista, negacionista, ignorante, genocida, liberalóide, reacionário. Nenhum Petista vai sequer cogitar mudar de [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Existe uma frase que diz:</p>
<blockquote><p>&#8220;É mais fácil caçar moscas com mel do que com vinagre.&#8221;</p></blockquote>
<p>Por onde se percebe que as pessoas fazem política da pior maneira possível.</p>
<p>Nenhum <em>Bolsonarista</em> vai sequer cogitar mudar de posição ao ser chamado de <em>gado</em>, <em>fascista</em>, <em>negacionista</em>, <em>ignorante, genocida, liberalóide, reacionário</em>.</p>
<p>Nenhum <em>Petista</em> vai sequer cogitar mudar de lado ao ser chamado de <em>comunista</em>, <em>ladrão</em>, <em>mortadela</em>, <em>petezada, esquerdista, esquerdopata, petralha</em>.</p>
<p><small>(Na verdade, as pessoas que aderiram a estas ideologias já não serão convencidas por nada nesse mundo. Nesse âmbito político só são &#8220;convencíveis&#8221; os poucos de convicção frágil, indecisos, isentos)</small></p>
<p>Esses juízos e xingamentos só geram <a href="https://www.ronaud.com/arte-de-viver/tudo-e-reacao/">reações contrárias</a> e mais intensas. Nós já saímos da 5ª série, mas a 5ª série não sai jamais de nós. Somos crianças birrentas, nosso idioma é a linguagem do contra.</p>
<p>Eu já cometi esses erros. Durante o período do <em>impeachment</em> de <em>Dilma Rousseff</em>, me manifestei com frequência no <em>Facebook</em>. Me referia a <em>petistas</em> como <em>jumentos</em>, chamava seus <em>argumentos</em> de <em>arJumentos</em>, compartilhava as postagens da página <em>Humans of PT</em>, me referia aos <em>esquerdistas </em>como &#8220;<em>essa gente</em>&#8220;, e outras postagens nada louváveis. Não consegui convencer ninguém de que o <em>impeachment</em> era justo ou necessário, mas consegui perder a estima de várias pessoas próximas, que o entendiam como <em>golpe</em>, as quais deixaram de me seguir, ou desfizeram o contato.</p>
<blockquote><p>Não acho que quem ganhar ou quem perder, vai ganhar ou perder. Vai todo mundo perder. Dilma Rousseff</p></blockquote>
<p>Até mesmo na minha vida pessoal venho num esforço para não usar palavras negativas. Se for bom, elogio, se for ruim, tento ficar quieto, se não der, tento moderar as palavras. Se xingo, tento não citar nomes. Se cito nomes, tento não usar palavras negativas.</p>
<p>Não é difícil perceber o quanto uma única palavra negativa solta em meio a um clima positivo acaba por <a href="https://www.ronaud.com/espiritualidade/positividade-o-fundamento-de-toda-espiritualidade/">baixar a frequência da conversa</a>.</p>
<p>As palavras faladas têm um poder imenso, atuante, ainda não muito bem percebido.</p>
<p>Tomemos cuidado com o teor das nossas palavras, para que se adequem ao teor das nossas intenções.</p>
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		<title>Tudo é REAÇÃO (Efeito Streisand)</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Ronaud Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 27 Nov 2021 13:24:07 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Comportamento]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[Ação e reação]]></category>
		<category><![CDATA[Conservadorismo]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica]]></category>
		<category><![CDATA[Fama]]></category>
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		<category><![CDATA[Marxismo]]></category>
		<category><![CDATA[Psicologia]]></category>
		<category><![CDATA[Ressentimentos]]></category>
		<category><![CDATA[Socialismo]]></category>
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					<description><![CDATA[Consequências Sociais e Políticas da Reação Emocional Tudo na vida é REAÇÃO, especialmente em política. A feminista é feminista porque foi maltratada por homens cruéis. O homem adere ao mgtow porque teme ver (ou já teve) seu patrimônio dilapidado por mulheres não confiáveis. O intelectual é socialista porque não consegue a alta renda que muitos [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<h3>Consequências Sociais e Políticas da Reação Emocional</h3>
<p>Tudo na vida é REAÇÃO, especialmente em política.</p>
<p>A feminista é feminista porque foi maltratada por homens cruéis.</p>
<p>O homem adere ao <em>mgtow</em> porque teme ver (ou já teve) seu patrimônio dilapidado por mulheres não confiáveis.</p>
<p>O intelectual é socialista porque não consegue a alta renda que muitos empresários conseguem com pouco ou nenhum estudo.</p>
<p>O conservador assim se porta, porque teme ver suas conquistas expropriadas por socialistas.</p>
<p>O progressista assim o é, porque vê seu comportamento depreciado por conservadores.</p>
<p>O libertário defende a liberdade porque já teve que dar satisfação a Agentes de Estado sobre assuntos que na verdade não lhes diziam respeito.</p>
<p>Todos os movimentos sociais são fruto de reações coletivas a algum tipo de ofensa ou prejuízo pessoal.</p>
<h3>O poder do ressentimento</h3>
<p>No filme Coringa, tudo começou depois d&#8217;ele ter apanhado de uns caras na rua.</p>
<p>Diz-se que Hitler em algum momento de sua juventude foi muito humilhado por um judeu, o que certamente contribuiu para despertar todo o seu ódio antissemita.</p>
<p>Marx criou toda sua teoria comunista ao observar as condições degradantes dos trabalhadores ingleses pós revolução industrial.</p>
<p>As relações sociais e políticas atuais funcionam à base de ressentimento.</p>
<h3>Guerra Política?</h3>
<p>Há tempos que observo este fenômeno comportamental recorrente nas relações humanas.</p>
<p>O fenômeno da <em>reatividade</em>.</p>
<p>O ser humano é extremamente reativo. Tipo criança pequena. Você diz <em>sim</em>, ela diz <em>não</em>. Você diz <em>não</em> <em>faz</em>, e ela <em>quer fazer</em>.</p>
<p>Esse fenômeno da reatividade é basicamente a birra se manifestando; e engana-se quem acha que birra é coisa de crianças, velhos e adultos são tão insuportavelmente &#8211; e desnecessariamente &#8211; birrentos quanto as crianças mais irrefreáveis.</p>
<p>No ambiente político atual isto é muito observável. Basta o presidente Bolsonaro se posicionar favoravelmente a certo tema, e a oposição, formada por políticos e grande parte da mídia, passa a militar contra o tal tema.</p>
<p>O oposto também ocorre, basta a oposição e correntes progressistas se manifestarem, e a reação conservadora ultrapassa muitas vezes o exagero, <em>dando holofote pra doido</em>.</p>
<p>Alguns ideólogos, em nome de uma tal &#8220;guerra política&#8221; acreditam que devemos &#8220;expor&#8221; nossos inimigos. Eu sinceramente sempre acreditei que isso é um erro, conforme bem ilustra a imagem a seguir. Já perdi as contas de quantas polêmicas políticas me fizeram conhecer figuras que antes só habitavam o vale das sombras do anonimato. Não houvesse a polêmica, eu não teria conhecido tais figuras.</p>
<p>Reações geram publicidade contra o que se reage.</p>
<div id="attachment_27672" style="width: 508px" class="wp-caption aligncenter"><img fetchpriority="high" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-27672" class="wp-image-27672" src="https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2021/11/critica-debate-637x1024.jpg" alt="Cuidado com as ideias que combate, você pode estar divulgando-as" width="498" height="800" srcset="https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2021/11/critica-debate-637x1024.jpg 637w, https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2021/11/critica-debate-187x300.jpg 187w, https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2021/11/critica-debate-768x1234.jpg 768w, https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2021/11/critica-debate-956x1536.jpg 956w, https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2021/11/critica-debate.jpg 1076w" sizes="(max-width: 498px) 100vw, 498px" /><p id="caption-attachment-27672" class="wp-caption-text">Cuidado com as ideias que combate, você pode estar divulgando-as</p></div>
<p>A observação nos dias atuais me faz concordar com esta outra observação, do escritor José de Alencar, feita em 1875 quando da publicação de seu livro Senhora:</p>
<blockquote><p>A crítica, por maior que seja a sua malignidade, produz sempre um efeito útil que é de aguçar a curiosidade. O mais rigoroso censor, mau grado seu, presta homenagem ao autor, e o recomenda.</p></blockquote>
<p>Henry B. King havia extraído o suprassumo desta situação quando disse:</p>
<blockquote><p>Falem bem ou falem mal, mas falem de mim.</p></blockquote>
<p>***</p>
<p>Sempre que alguém se dá o trabalho de comentar que algo é irrelevante, está automaticamente conferindo relevância para o que quer desqualificar. O irrelevante não chama a atenção.</p>
<p>Se você não gosta de algo e não quer ver esse assunto alcançar fama, não fale dele.</p>
<p>Nem olhe.</p>
<blockquote><p>Na economia da atenção, não importa se a atenção é positiva ou negativa. O que importa é fazer barulho, o que se traduz em cliques, vendas e pontos de Ibope.</p>
<p>Em bom português: não gosta? Ignore, em vez de ficar criticando. Isso não significa que “é feio criticar”. Significa que a energia que você gasta criticando se traduz em sucesso para os fenômenos que você critica. Gaste seu tempo como se fosse dinheiro: com o que você acha que vale a pena. Porque quem recebe esse tempo muitas vezes o traduz em dinheiro. Critique, sim, o que mereça seu tempo – especialmente se não for capitalizar em cima da sua raiva.</p>
<p>Na internet, “sua inveja faz o meu sucesso” não é frase de para-choque de caminhão. É modelo de negócios.</p>
<p><a href="https://bubotblog.wordpress.com/2012/01/18/o-campo-de-batalha-da-web-e-o-seu-tempo/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Fonte</a></p></blockquote>
<h3>Demonstração prática</h3>
<p>O Paulo Polzonoff publicou <a href="https://twitter.com/polzonoff/status/1560711594438545410" target="_blank" rel="noopener">um tweet inocente comentando que não gosta do emoji &#8220;joinha&#8221;</a>. Tente adivinhar como seus seguidores reagiram?</p>
<div id="attachment_28058" style="width: 427px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-28058" class="size-full wp-image-28058" src="https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2021/11/reatividade.png" alt="Reação" width="417" height="1368" srcset="https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2021/11/reatividade.png 417w, https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2021/11/reatividade-91x300.png 91w, https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2021/11/reatividade-312x1024.png 312w" sizes="(max-width: 417px) 100vw, 417px" /><p id="caption-attachment-28058" class="wp-caption-text">&#x1f44d;</p></div>
<h3>Textos relacionados</h3>
<p><a href="https://www.ronaud.com/arte-de-viver/desprezo-sua-arma-mais-forte/">Desprezo, sua arma mais forte</a></p>
<p><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Efeito_Streisand">Efeito Streisand</a></p>
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		<title>A vida Reflete o que Você É</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Ronaud Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 04 Apr 2019 03:55:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Autoconhecimento]]></category>
		<category><![CDATA[Psicologia]]></category>
		<category><![CDATA[Relacionamentos]]></category>
		<category><![CDATA[Traumas]]></category>
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					<description><![CDATA[&#8220;Projetamos no outro sonhos e aspectos não integrados de nossa própria consciência, em geral, traumas de infância. Em outras palavras, nos apaixonamos por uma ilusão. Por exemplo, se ainda não integrei algo relacionado ao abandono materno e encontro alguém que, de alguma maneira, me lembre minha mãe, vou projetar no outro a esperança de ser [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<blockquote><p>&#8220;Projetamos no outro sonhos e aspectos não integrados de nossa própria consciência, em geral, traumas de infância.</p>
<p>Em outras palavras, nos apaixonamos por uma ilusão.</p>
<p>Por exemplo, se ainda não integrei algo relacionado ao abandono materno e encontro alguém que, de alguma maneira, me lembre minha mãe, vou projetar no outro a esperança de ser acolhido e vou me apaixonar por ele.</p>
<p>Isso ocorre porque o ser humano busca reencenar as cenas traumáticas da infância na idade adulta com a esperança de curar as feridas ainda abertas.</p>
<p>Para isso, buscamos parceiros que contém o melhor e o pior dos nossos pais.</p>
<p>Porque, no fundo, existe uma esperança mágica de que dessa vez será diferente.</p>
<p>É um mecanismo que tenta reparar o passado.&#8221;</p></blockquote>
<p>Trecho do livro Amar e Ser Livre de Prem Baba</p>
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		<item>
		<title>Livro Seus Pontos Fracos &#8211; Resenha / Resumo</title>
		<link>https://www.ronaud.com/livros/livro-seus-pontos-fracos-resenha-resumo/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Ronaud Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 23 Feb 2016 15:20:42 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Livros]]></category>
		<category><![CDATA[Livros de Auto-ajuda]]></category>
		<category><![CDATA[Livros sobre Motivação]]></category>
		<category><![CDATA[Psicologia]]></category>
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					<description><![CDATA[Seus pontos fracos é um livro sobre como se livrar dos obstáculos como a culpa, a dependência, o pessimismo e a necessidade de aprovação alheia que impedem nosso desenvolvimento pleno.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_20843" style="width: 380px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://www.amazon.com.br/gp/product/8581030084/ref=as_li_tl?ie=UTF8&amp;camp=1789&amp;creative=9325&amp;creativeASIN=8581030084&amp;linkCode=as2&amp;tag=ronaud-20&amp;linkId=c41bc4abef56cb418d446e4fde53a505" rel="nofollow"><img decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-20843" class="wp-image-20843 size-full" src="https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2016/02/seus-pontos-fracos-waine-dyer-livro.jpg" alt="Seus Pontos Fracos" width="370" height="549" srcset="https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2016/02/seus-pontos-fracos-waine-dyer-livro.jpg 370w, https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2016/02/seus-pontos-fracos-waine-dyer-livro-202x300.jpg 202w" sizes="(max-width: 370px) 100vw, 370px" /></a><p id="caption-attachment-20843" class="wp-caption-text">Seus Pontos Fracos</p></div>
<h3>Resenha divulgada</h3>
<p>Para obter a paz e a felicidade é preciso autoconhecimento.</p>
<p>O que é realmente necessário para alcançarmos a satisfação? Seus pontos fracos é um livro sobre como se livrar dos obstáculos — como a culpa, a dependência, o pessimismo e a necessidade de aprovação alheia — que impedem nosso desenvolvimento pleno.</p>
<p>Wayne W. Dyer é doutor em psicologia e autor de livros como <strong>Não se deixe manipular pelos outros</strong>, <strong>O céu é o limite</strong> e <strong>Crer para ver</strong>.</p>
<p>Obra publicada originalmente em 1976,<strong> Seus pontos fracos</strong> já vendeu mais de 30 milhões de exemplares no mundo.</p>
<p>Inspirado na psicologia humanista, Dr. Wayne Dyer criou técnicas simples para lidarmos com os desajustes do nosso comportamento psicológico.</p>
<p>Nesta obra, o autor oferece argumentos inteligentes e sensatos para identificar e superar os aspectos mais frágeis da nossa personalidade, comportamentos autodestruidores que afligem o cotidiano e limitam a capacidade de realização pessoal.</p>
<p>Transpor estas barreiras está ao alcance de todos, e a receita é das mais simples: encarar os obstáculos com determinação e coragem.</p>
<h3>Minha opinião sobre o livro Seus Pontos Fracos</h3>
<p>É um livro de fácil leitura, muito objetivo e bem dividido.</p>
<p>A cada capítulo, o autor vai dissecando alguns dos vícios humanos mais comuns, como o idealismo resultante nas decepções e frustrações, a necessidade de aprovação alheia, nostalgia, culpa, preocupação, dependência emocional e raiva.</p>
<p><iframe style="width: 120px; height: 240px;" src="//ws-na.amazon-adsystem.com/widgets/q?ServiceVersion=20070822&amp;OneJS=1&amp;Operation=GetAdHtml&amp;MarketPlace=BR&amp;source=ac&amp;ref=tf_til&amp;ad_type=product_link&amp;tracking_id=ronaud-20&amp;marketplace=amazon&amp;region=BR&amp;placement=8576846721&amp;asins=8576846721&amp;linkId=c40017db81956e8816666659c8580f4d&amp;show_border=true&amp;link_opens_in_new_window=false&amp;price_color=333333&amp;title_color=002dbf&amp;bg_color=ffffff" frameborder="0" marginwidth="0" marginheight="0" scrolling="no"><br />
</iframe></p>
<p>Não é um livro para se ler do começo ao fim, e sim para se consultar esporadicamente de acordo com nossas necessidades de introspecção.</p>
<p>Ao final, o autor expressa um retrato de uma pessoa que eliminou todos os pontos fracos. Nesse ponto o texto soa idealista demais, porque evidentemente ninguém neste mundo conseguirá se livrar de todos os seus próprios vícios e limites.</p>
<p>De todo modo, tanto este último capítulo como o livro por sim, são para nos inspirar ao melhor.</p>
<h3>Comprar o livro Seus Pontos Fracos</h3>
<div id="attachment_20843" style="width: 380px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://www.amazon.com.br/gp/product/8581030084/ref=as_li_tl?ie=UTF8&amp;camp=1789&amp;creative=9325&amp;creativeASIN=8581030084&amp;linkCode=as2&amp;tag=ronaud-20&amp;linkId=c41bc4abef56cb418d446e4fde53a505" rel="nofollow"><img decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-20843" class="wp-image-20843 size-full" src="https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2016/02/seus-pontos-fracos-waine-dyer-livro.jpg" alt="Seus Pontos Fracos" width="370" height="549" srcset="https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2016/02/seus-pontos-fracos-waine-dyer-livro.jpg 370w, https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2016/02/seus-pontos-fracos-waine-dyer-livro-202x300.jpg 202w" sizes="(max-width: 370px) 100vw, 370px" /></a><p id="caption-attachment-20843" class="wp-caption-text">Seus Pontos Fracos</p></div>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Todo vício é psicológico</title>
		<link>https://www.ronaud.com/bom-senso/todo-vicio-e-psicologico/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Ronaud Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 12 Oct 2015 01:29:43 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Bom senso]]></category>
		<category><![CDATA[Drogas]]></category>
		<category><![CDATA[Fugas]]></category>
		<category><![CDATA[Psicologia]]></category>
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					<description><![CDATA[Nem só de química se constitui um vício. Acima de tudo, todo vício é psicológico.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_21423" style="width: 310px" class="wp-caption alignright"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-21423" class="wp-image-21423 size-medium" src="https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2015/10/fugir-da-realidade-300x251.png" alt="O verdadeiro vício" width="300" height="251" srcset="https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2015/10/fugir-da-realidade-300x251.png 300w, https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2015/10/fugir-da-realidade-768x644.png 768w, https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2015/10/fugir-da-realidade.png 940w" sizes="auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px" /><p id="caption-attachment-21423" class="wp-caption-text">O verdadeiro vício</p></div>
<p><a href="https://blog.viversemdroga.com.br/causa-do-vicio/">Esse texto</a>, cuja leitura recomendo fortemente para quem se interessa pela <a href="https://www.ronaud.com/tag/drogas/">questão das drogas</a>, só vem confirmar o que eu já vinha observando de uns tempos pra cá:</p>
<p>Todo vício é preponderantemente psicológico.</p>
<p>Se há pessoas viciadas em jogos de azar, jogos online, redes sociais, viciadas no trabalho, viciadas em sexo&#8230; atividades onde não há substâncias químicas envolvidas, de onde surgiu a ideia de que <a href="https://www.ronaud.com/frases-pensamentos-citacoes-sobre/drogas" target="_blank" rel="noopener noreferrer">o que vicia são as substâncias químicas</a>?</p>
<p><a href="https://www.facebook.com/Psiconlinebrasil/photos/a.412175568836458.93532.408326555888026/1163563613697646/?type=3" target="_blank" rel="nofollow noopener noreferrer">Imagem</a> / <a href="https://www.facebook.com/karina.florscalco/posts/1246918912037353" target="_blank" rel="nofollow noopener noreferrer">Via</a></p>
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		<title>Não há nada de errado com você</title>
		<link>https://www.ronaud.com/autoestima/nao-ha-nada-de-errado-com-voce/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Ronaud Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 03 Sep 2015 22:12:10 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Autoestima]]></category>
		<category><![CDATA[Auto-imagem]]></category>
		<category><![CDATA[Baixa Autoestima]]></category>
		<category><![CDATA[Culpa]]></category>
		<category><![CDATA[Cura]]></category>
		<category><![CDATA[Luiz Gasparetto]]></category>
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		<category><![CDATA[Renovando atitudes]]></category>
		<category><![CDATA[Terapia]]></category>
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					<description><![CDATA[Quando você decide que tem alguma coisa errada em você, algo ruim, alguma carência ou insuficiência, sua vida reflete essa crença.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Texto de <a href="http://www.robertholden.org/">Robert Holden</a></p>
<p>O medo de haver alguma coisa errada com você é o seu maior obstáculo à alegria. Na verdade, não existe outro obstáculo.</p>
<p><strong>Quando você sente que tem alguma coisa errada em você, algo ruim, alguma carência ou insuficiência, sua vida reflete essa crença</strong>. Diante disso, você tem a impressão de que os outros o rejeitam, que o mundo se fecha para você, que o destino é cruel, que a vida está contra você, que os céus estão punindo-o. Na verdade, é você que está se condenando e <a href="https://www.ronaud.com/mudancas/mudanca-de-vida-e-a-auto-sabotagem/">sabotando</a> tudo que é bom. Assim, tudo é uma luta, os sucessos são muito árduos, a felicidade é breve, o amor sempre dá errado e não há paz.</p>
<p>Não há nada de errado com você. Certamente, <a href="https://www.ronaud.com/auto-conhecimento/como-nossos-valores-principios-e-crencas-definem-nossa-vida/">sua percepção pode estar alterada</a><strong>.</strong> E seu raciocínio pode estar falho. <a href="https://www.ronaud.com/mudancas/mudanca-de-vida-e-a-auto-sabotagem/">E você pode tomar péssimas decisões</a>. Por exemplo, você pode escolher ver defeitos em você que ninguém mais vê. Você pode inventar histórias de como você é ruim. Você pode tentar convencer o mundo de que não é digno de amor. Dê a essas ideias estranhas todo o seu poder, se quiser, mas quem você é – seu Eu incondicional – permanecerá íntegro, digno e são.</p>
<p><strong>A verdadeira psicoterapia é o processo de realinhar seu modo de se ver</strong>. A mudança acontece sempre que você pratica a <a href="https://www.ronaud.com/espiritualidade/sutra-sagrada-chuva-de-nectar-da-verdade-seicho-no-ie/">auto-aceitação</a> <a href="https://www.ronaud.com/auto-conhecimento/por-que-e-tao-dificil-perdoar/">incondicional</a>. A mudança acontece sempre que você se permite uma pausa para respirar. A mudança acontece sempre que você opta pela bondade no lugar do julgamento, pelo perdão em vez da autoagressão, pelo riso e não pela condenação. <a href="https://www.ronaud.com/espiritualidade/luiz-gasparetto-e-sua-mensagem-iluminadora/">A vida sempre melhora quando você se trata melhor</a><strong>.</strong></p>
<p><strong>O ato final (e único) da cura consiste em aceitar que não há nada de errado com você</strong>. Experimente fazer este exercício hoje. Insista em procurar o que há de bom em todas as pessoas que você encontrar. Veja a luz em seus olhos, em seu rosto, em seu sorriso e em sua presença. Faça uma reverência mental para a luz presente em todas as pessoas com quem você encontrar hoje. Acima de tudo, <strong>não diga a ninguém que há alguma coisa errada com eles</strong>. <a href="https://www.ronaud.com/espiritualidade/o-mais-importante-e-incompreendido-ensinamento-de-cristo/">Quando você lança essa luz sobre os outros, a fortalece em seu interior</a>.</p>
<p>Trecho do texto <a href="http://www.dailyom.com/library/000/002/000002638.html" target="_blank" rel="noopener noreferrer">original em inglês</a></p>
<p>***</p>
<p><small>O texto acima é de Robert Holden. É uma mensagem muito clara e objetiva sobre o quanto a imagem que fazemos de nós mesmos influencia completamente os nossos destinos, devido as escolhas que fazemos para as nossas vidas, e que são feitas com base no merecimento que pensamos ter (ou não) das coisas, segundo o valor que damos a nós mesmos através desta auto-imagem. Achei válido publicá-lo aqui, porém com uma ressalva:</small></p>
<p><small>Eu não acho que a mensagem dele é absoluta. Há sim algumas coisas erradas com alguns de nós. Todos temos nossos limites, sejam de ordem física, emocional ou intelectual. E esta auto-observação crítica é fundamental justamente para a nossa evolução espiritual. Ninguém se dispõe a melhorar o que acha que está ok. No caso do texto acima, a mensagem vale para aquelas pessoas que, como diz o ditado, encontram <em>pêlo em ovo</em>, isto é, para aquelas que realmente não possuem nada de errado, mas ainda assim possuem uma péssima imagem de si mesmas provocadas por traumas ou crenças doentias.</small></p>
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		<title>Somos quem podemos ter *</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Ronaud Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 30 Mar 2015 17:48:48 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Autoestima]]></category>
		<category><![CDATA[Amor próprio]]></category>
		<category><![CDATA[Como se valorizar]]></category>
		<category><![CDATA[Habilidades Pessoais]]></category>
		<category><![CDATA[Psicologia]]></category>
		<category><![CDATA[Relacionamentos]]></category>
		<category><![CDATA[Status]]></category>
		<category><![CDATA[Valor Pessoal]]></category>
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					<description><![CDATA[Quando na ansiedade de se sentirem valorizadas e estimadas, algumas pessoas procuram se agarrar a relacionamentos que lhes confere alguma importância diante do grupo.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>As pessoas normalmente têm um senso de valor próprio muito baixo.</p>
<p>Se arrastando no chão.</p>
<p>Às vezes, enterrado.</p>
<p>Este senso de valor próprio é o que chamamos normalmente por autoestima.</p>
<p>Reforçando: <a title="Aparências e Senso de Importância" href="https://www.ronaud.com/bom-senso/da-estupidez-nossa-de-cada-dia-aparencias/">A autoestima da maioria das pessoas é MUITO baixa</a>.</p>
<p>Elas não entendem que para resolver isso, precisam construir a si mesmas. Estudando e desenvolvendo habilidades e competências, profissionais, emocionais e sociais.</p>
<p>Entendem menos ainda que <a href="https://www.ronaud.com/vida/problemas-juventude-tempo-experiencia-fortalecimento/">isso leva tempo</a>.</p>
<p>Mas uma parte delas entende. Então buscam por esse senso de importância através de várias atitudes, tais como atos de generosidade e caridade, atos de força e heroísmo, através da exibição de cultura e inteligência ou através da provocação do riso e do humor.</p>
<p>Todo mundo tenta ser (e parecer) importante de alguma forma.</p>
<p>Isso é perfeitamente natural e válido quando é realizado através do desenvolvimento e expressão de talentos próprios, apesar de <a href="https://www.ronaud.com/bom-senso/gente-exibida/">gente exibida</a> demais sempre dar aquela <a href="https://www.ronaud.com/arte-de-viver/exibicionismo-no-facebook/"><em>vergonhinha</em></a> a quem basta-se a si mesmo.</p>
<p>Outras, na ansiedade de se sentirem valorizadas e estimadas, procuram se agarrar nas mais diversas formas, sempre externas, que lhe conferem alguma importância diante do grupo.</p>
<p>Porque para ela, o que sente por si mesma está referenciado pelo que o grupo pensa dela.</p>
<p>Casas bonitas, carros, viagens, restaurantes e até mesmo posições sociais, etc, costumam ser essas <a href="https://www.ronaud.com/auto-conhecimento/muletas-existenciais/">muletas existenciais</a> que lhes confere alguma referência de valor quanto a sua identidade.</p>
<p>Por fim, há <a href="https://www.ronaud.com/arte-de-viver/relacionamentos-escolhas-e-status-social/">quem se agarre a relacionamentos</a> para buscarem e expressarem esta identidade.</p>
<p>A autoestima dessa gente está atrelada ao <a href="https://www.ronaud.com/inteligencia/o-que-e-status/">status</a> que <a href="https://www.ronaud.com/arte-de-viver/a-melhor-vinganca-e-ser-feliz/">alguém</a> de certo <a href="https://www.ronaud.com/sucesso/prestigio-social/">prestígio social</a> confere a ela ao lhe aceitar e assumir publicamente.</p>
<h3>&#8220;<em>Meu amor me representa</em>&#8220;</h3>
<p>É como se dissessem silenciosamente ao desfilarem com seus pares: <em>Olha como eu presto pra alguma coisa, não sou de se jogar fora</em>. Como se quem estivesse sozinho <em>não valesse nada</em> porque ninguém quis, o que é uma visão bastante estúpida.</p>
<p>Ser escolhido(a) por esta pessoa, ganhando com isso preferência e prioridade<a title="Saiba mais sobre a psicologia da paixão" href="https://www.ronaud.com/amor/psicologia-da-paixao-amor-romance-e-egoismo/"> é o auge de quem baseia seu senso de valor próprio nas atenções exclusivas do outro</a>.</p>
<div id="attachment_28131" style="width: 310px" class="wp-caption alignright"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-28131" class="wp-image-28131 size-medium" src="https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2015/03/ela-nao-quer-o-teu-amor-300x221.jpg" alt="Ela/e não quer o seu amor" width="300" height="221" srcset="https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2015/03/ela-nao-quer-o-teu-amor-300x221.jpg 300w, https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2015/03/ela-nao-quer-o-teu-amor.jpg 720w" sizes="auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px" /><p id="caption-attachment-28131" class="wp-caption-text">Ela/e não quer o seu amor</p></div>
<p>Não me refiro a esta situação de modo pejorativo. Isso é o que mais acontece e é perfeitamente normal, mas é também a causa de tanto sofrimento <a href="https://www.ronaud.com/amor/como-esquecer-um-grande-amor/">quando as coisas não dão certo</a>. Talvez o erro se encontre em quem pula de relacionamento em relacionamento apenas para não ficar sozinho, porque necessita muito dessa <a href="https://www.ronaud.com/atitude/o-poder-das-palavras-elogios-e-gestos-de-reconhecimento/">validação alheia</a>.</p>
<p>Acredito que a verdadeira autoestima reside no saber viver acompanhado e no saber viver sozinho, e às vezes saber viver sozinho mesmo estando acompanhado, o que acaba nos tornando pessoas mais fortes e portanto, mais completas.</p>
<h3>Por amor?</h3>
<p>Neste sentido, é bom sempre estarmos atentos ao porquê de nosso parceiro estar conosco. Podemos estar nos iludindo crentes de que ele está conosco por amor, já que suporta tantas características difíceis que nós possamos ter. Triste ilusão&#8230;</p>
<p>Há grande chance do(a) fulano(a) estar junto não porque gosta. Nem porque lhe ama.</p>
<p>É porque não consegue nada melhor mesmo.</p>
<p>***</p>
<p>Outros textos sobre<a href="https://www.ronaud.com/tag/status/"> status</a> e <a href="https://www.ronaud.com/tag/aparencias/">aparências</a> e <a href="https://www.ronaud.com/tag/valor/">valor próprio</a>.</p>
<p>***</p>
<p><iframe loading="lazy" src="//www.youtube.com/embed/x-GdKwYXUY0" width="670" height="450" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
<p><small>O título é um trocadilho com um verso da música acima: <em>Sonhos que podemos ter</em>.</small></p>
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		<title>Exibicionismo no Facebook</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Ronaud Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 07 Mar 2015 21:57:46 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Comportamento]]></category>
		<category><![CDATA[Internet]]></category>
		<category><![CDATA[Aparências]]></category>
		<category><![CDATA[Carência]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica]]></category>
		<category><![CDATA[Discrição]]></category>
		<category><![CDATA[Exibicionismo]]></category>
		<category><![CDATA[Facebook]]></category>
		<category><![CDATA[Futilidade]]></category>
		<category><![CDATA[Narcisismo]]></category>
		<category><![CDATA[Psicologia]]></category>
		<category><![CDATA[Redes sociais]]></category>
		<category><![CDATA[Ser autêntico]]></category>
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					<description><![CDATA[Um comentário sobre alguns usos equivocados do facebook e outras redes sociais, onde as pessoas pensam que elas servem mais para se mostrar do que para compartilhar coisas legais.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-20806" src="https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2015/03/egobook.jpg" alt="Egobook" width="670" height="671" srcset="https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2015/03/egobook.jpg 794w, https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2015/03/egobook-150x150.jpg 150w, https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2015/03/egobook-300x300.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 670px) 100vw, 670px" /></p>
<p>Se existe uma postura da qual me orgulho é que eu não costumo compartilhar o que fiz / estou fazendo / vou fazer, no Facebook. Já cometi esse deslize no início do uso da rede social e me arrependo imensamente. Hoje, vou a restaurantes, faço meus passeios, encontro amigos, mas nunca exponho isso na rede, nem no <em>whatsapp</em>. Às vezes me marcam em algumas <a href="https://www.frasesdebomdia.com.br/frases-para-fotos/">fotos</a>, mas não curto muito (literalmente) esta exposição.</p>
<p>Porque a verdade absoluta sobre este tema é: A não ser pessoas muito próximas que realmente o(a) amam, que são poucas, a maioria dos contatos do <em>facebook</em> não quer saber o que você está fazendo. Estas, se costumam fazer coisas melhores do que você, vão ficar com <em>peninha </em>ou sentir vergonha alheia; se não costumam fazer nada de interessante da vida, vão ficar ressentidas, ou com aquela <em>invejinha</em>.</p>
<p>Por não terem esse tipo de noção, a maioria das pessoas acaba expondo sua carência de atenção de forma muito explícita na rede, carência esta que nunca deixa de me surpreender. Veja bem: Há pessoas realmente muito sociáveis e carismáticas que expõe várias de suas atividades online, e nem por isso soam exibicionistas ou narcisistas. Mas a maioria, ao publicar seus atos, jurando que todos estávamos muito ansiosos para saber o que ela vai fazer, só demonstra que se sujeita à ideia de que o <em>face</em> serve só pra isso; demonstra sobretudo que se curva a essa <em>invejinha digital</em> que a convence de que todos tem uma vida interessantíssima, menos nós. <em>Então quando finalmente vamos fazer algo de interessante, também temos que publicar lá, pra não ficarmos tão por baixo&#8230;</em></p>
<p>É ridículo, mas é justamente o que acontece.</p>
<h3>O problema reside no excesso</h3>
<div id="attachment_20848" style="width: 284px" class="wp-caption alignright"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-20848" class="wp-image-20848 size-medium" src="https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2015/03/eu-eu-eu-facebook-274x300.jpg" alt="Eu Eu Eu Facebook" width="274" height="300" srcset="https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2015/03/eu-eu-eu-facebook-274x300.jpg 274w, https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2015/03/eu-eu-eu-facebook.jpg 416w" sizes="auto, (max-width: 274px) 100vw, 274px" /><p id="caption-attachment-20848" class="wp-caption-text">&#8220;A beleza só importa nos primeiros 15 minutos. Depois você tem que ter algo a mais para oferecer&#8221; Fernanda Montenegro</p></div>
<p>Quando algumas pessoas lá, publicam um certo <strong><em>EXCESSO</em></strong> de fotos sobre si mesmas, de seus filhos, cachorros, gatos, bebidas caras, comidas exóticas, lugares bacanas, viagens incríveis, livros lidos, decotes generosos, tudo que eu enxergo são pessoas carentes de atenção e com senso de valor próprio bem baixo.</p>
<p>Raramente enxergo: Nossa, que legal, como <em>fulano(a)</em> tá bem!</p>
<p>Veja bem: Não há problema algum em compartilhar imagens dessas coisas; quem sou eu pra censurar o que você posta nos seus perfis online? <del>Quem está queimando o próprio filme é você, não eu&#8230;</del> Ops, digo&#8230; mas como tudo que fazemos tem uma consequência, quando <strong><em>certos temas</em></strong> se repetem <em>DEMAIS</em>, ou se restringem <em>só àquilo</em>, então passa a impressão que a pessoa entende o <em>facebook</em> como um canal exclusivo para mostrar que está bem, ou para <em>se mostrar</em>, e sustenta sua autoestima sobre as manifestações digitais dos outros, como os &#8220;curtir&#8221;, &#8220;comentar&#8221; ou &#8220;compartilhar&#8221;. 😉</p>
<p>A diferença entre o exibicionismo e a autenticidade, é que o autêntico faz para si, porque gosta, porque <em>curte</em>, e eventualmente compartilha algo nas redes.</p>
<p>O exibicionista, pode até curtir, mas se os outros não saberem, não tem graça.</p>
<h3>Rede social?</h3>
<p>Acredito que parte desse comportamento se deve <a href="https://www.ronaud.com/internet/facebook-mil-modos-de-errar/">à falta de noção de como usar as redes sociais</a>, e falta de noção de como as pessoas reagem às postagens exibicionistas. Que, diga-se de passagem, quase nunca é uma reação de felicidade; às vezes é reação de inveja; na maioria das vezes, é de descrença e decepção.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignleft wp-image-20808" src="https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2015/03/facepalm.gif" alt="facepalm" width="300" height="225" />Há uma necessidade, que o bom observador perceberá angustiante, de mostrar que se tem algum valor, um diferencial, uma exclusividade, alguma importância, que quase sempre consiste numa atividade que a maioria não pode fazer.</p>
<p>Mas observe que essa atividade raramente será a de <em>usar o cérebro</em> pra dizer algo de relevante.</p>
<p>A propósito, o que eu mais curto no <em>fb</em>, literalmente, são realizações: Se você compartilhar uma foto sobre si mesma, ou do prato que vai comer, ou dos amigos que encontrou, TALVEZ eu possa curtir. Mas se você foi promovida no emprego, pintou um quadro, escreveu um poema, expôs uma opinião inteligente sobre uma percepção da realidade, fez uma casinha pro seu cachorro etc, pode ter certeza, não só vou curtir, como vou aplaudir mentalmente sua realização, e desejar sempre mais sucesso para você.</p>
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		<item>
		<title>O efeito terapêutico da fala e da escrita</title>
		<link>https://www.ronaud.com/espiritualidade/o-efeito-terapeutico-da-fala-e-da-escrita/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Ronaud Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 16 Dec 2014 20:13:13 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Espiritualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Alívio]]></category>
		<category><![CDATA[Aparências]]></category>
		<category><![CDATA[Comunicação]]></category>
		<category><![CDATA[Confiança]]></category>
		<category><![CDATA[Expressão pessoal]]></category>
		<category><![CDATA[Incentivo]]></category>
		<category><![CDATA[Orgulho]]></category>
		<category><![CDATA[Paz de espírito]]></category>
		<category><![CDATA[Psicologia]]></category>
		<category><![CDATA[Terapia]]></category>
		<category><![CDATA[Vingança]]></category>
		<category><![CDATA[Vitimismo]]></category>
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					<description><![CDATA[Expressar nossas aflições podem resultar num grande e benéfico efeito terapêutico. Há duas formas efetivas de expressar (e pôr, literalmente pra fora) o que se está sentindo: A Escrita e a Fala]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Expressar nossas aflições resulta num grande efeito terapêutico.</p>
<p>Muito se fala em pensar e afirmar coisas positivas, mas a grande verdade é que falar sobre nossas dificuldades e sentimentos ruins pode resultar em um alívio mais imediato e efetivo.</p>
<p>Até porque muitas vezes, para conseguirmos pensar positivamente, e <a href="https://www.ronaud.com/espiritualidade/positividade-o-fundamento-de-toda-espiritualidade/">elevarmos nosso padrão de vibração espiritual</a>, o melhor começo é expressar de alguma forma, seja falando ou escrevendo, o que nos atormenta por dentro. Porque realmente nos livramos de boa parte desses tormentos ao falarmos sobre eles, ainda que momentaneamente.</p>
<blockquote><p><span style="color: #444444;">Segurar algo na mente é como segurar a respiração. Se você persistir, vai sufocar. Deepak Chopra</span></p></blockquote>
<p>Há duas formas efetivas de expressar (e pôr, literalmente pra fora) o que se está sentindo:</p>
<div id="attachment_16768" style="width: 160px" class="wp-caption alignright"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-16768" class="size-thumbnail wp-image-16768" src="https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2014/12/escrita-150x150.jpg" alt="Chora!" width="150" height="150" /><p id="caption-attachment-16768" class="wp-caption-text">Chora!</p></div>
<h3>Escrita</h3>
<p>No texto &#8220;<a href="https://www.ronaud.com/pensamentos/a-escrita-como-catarse/">A escrita como catarse</a>&#8221; já comentei sobre este hábito que mantenho por muitos anos.</p>
<p>A escrita tem função fortemente terapêutica para quem resolve expressar suas emoções, fraquezas e e dificuldades nas páginas de um caderno ou na tela em branco do computador. A ancestralidade do ato de se escrever diários demonstra a efetividade da escrita como forma de libertação emocional.</p>
<p>Escrever nos ajuda a ordenar a teia confusa dos nossos pensamentos e dessa forma nos permite refletir com mais isenção sobre nossas sensações ruins, trazendo grande alívio. O próprio ato de parar, encontrar um lugar, papel, caneta e tempo para se concentrar em si mesmo já é por si mesmo um ato terapêutico profundamente eficaz contra o estresse diário.</p>
<p>Mas para além desta &#8220;pausa&#8221; que nos concedemos em meio à correria diária, o ato nos ajuda a catalisarmos nossos sentimentos ruins, na medida em que pensamos no que nos incomoda e articulamos uma forma de expressar aquilo, conscientizando-nos das nossas sensações.</p>
<p>Durante esse processo, ocorre uma verdadeira limpeza interna, e ao longo dos dias, tudo vai se amenizando dentro de nós.</p>
<p>Vale lembrar que o ato de escrever não precisa se restringir a relatos e descrições do que se vivenciou ultimamente, mas pode também se expandir para o registro criativo de histórias, em especial, para a reinvenção do que se vivenciou, através do registro da versão positiva das cenas vividas.</p>
<h3>Fala</h3>
<p>Escrever é um bom começo, e um hábito saudável para a alma no longo prazo, mas não substitui o ato de falar.</p>
<p>Verbalizar os próprios sofrimentos e aflições traz um enorme alívio para as pessoas.</p>
<p>A ligação entre nossa fala e nossas emoções é meio que indistinguível, já que, sob forte pressão emocional, basta discorrermos sobre o que estamos sentindo e logo caímos no choro.</p>
<p>Eu não sei de que maneira esse mecanismo funciona, mas expressar o que sentimos possui um poder de transformação interior inacreditável.</p>
<p>É como se devolvêssemos para o mundo aquilo que ele nos deu. <a title="Que pode nos manter em forma ;)" href="https://www.ronaud.com/saude/xingar-emagrece/">É uma vingança</a>.</p>
<h3>Coitado de mim que sofro <em>TANTO</em></h3>
<p>Por orgulho, seja na forma de brio ou de vergonha, muitas pessoas não conseguem admitir suas fraquezas, não conseguem compartilhar o que sentem, e vão guardando até que isso <a title="A arte de não adoecer" href="https://www.ronaud.com/saude/a-arte-de-nao-adoecer/">extravase por conta própria, quase sempre através de doenças ou acidentes</a>.</p>
<p>E essas pessoas não conseguem fazer isso porque falar sobre nossas aflições INEVITAVELMENTE nos colocará numa posição de vítima; e parecer um coitado diante dos outros é desconfortável. Mas a necessidade delas de manter a pose é maior.</p>
<p>Eu não tenho esse problema 🙂 Dependendo da pessoa, falo tudo que se passa comigo, até o que não devia. Quem acompanha este blog sabe bem disso. Acho que omitir nossas falhas, fraquezas ou imperfeições como se não as tivéssemos é meio que alimentar a hipocrisia.</p>
<p>Vale comentar que não é porque se está desabafando que é necessário acreditar-se vítima do mundo. Sei perfeitamente que todos somos totalmente responsáveis pelo que nos acontece. É importante compreender que <em>desabafar</em> é apenas um ato temporário para se livrar de um sentimento involuntário, que pode &#8211; e deve &#8211; ser extravasado.</p>
<h3>Fala que eu te escuto</h3>
<p>A questão que pode dificultar um pouco este hábito é &#8220;<em>com quem</em>&#8221; falar o que sentimos?</p>
<p>Precisa ser alguém de confiança e pouco reativo, ou seja, que aceite o que estamos sentindo sem ficar dizendo <em>ah mas eu no seu lugar faria isso e aquilo</em>; Alguém que já tenha maturidade suficiente para entender que no lugar do amigo teria as mesmas dificuldades; porque sabe que tem suas próprias dificuldades, que aos olhos dos outros também podem soar exageradas ou ridículas; porque já entendeu que somente cada um sabe a delícia e a dor de ser o que é.</p>
<p>Veja também: <a href="https://www.ronaud.com/arte-de-viver/eu-imploro-me-ouca/">Eu imploro, me ouça</a></p>
<p>Há algumas soluções bem fáceis para isso caso não se tenha aquele amigo confidente: A primeira é contratar um psicólogo, o que é o ideal já que são pessoas preparadas para direcionar suas conclusões para uma postura mais aberta e construtiva. Mas caso isso seja difícil, há uma solução incrivelmente simples:</p>
<p>Falar sozinho.</p>
<p>Para isso é necessário apenas estar sozinho, num lugar em que ninguém nos ouça.</p>
<p>Hoje em dia há aplicativos para celulares que gravam sua voz. Então você pode até gravar o que está sentindo e ouvir depois. Mas isso é só uma opção não tão necessária.</p>
<p>Este hábito só possui vantagens: Você pode falar até o que não diria para um psicólogo, você pode falar até o que não diria nem sob a ameaça de uma faca no pescoço. Porque a garantia de não haver julgamento é absoluta.</p>
<p>Falar sozinho, para quem tem uma certa sobriedade intelectual soará bem ridículo. Mas isso só demonstra uma das prováveis muitas barreiras emocionais que o indivíduo traz consigo. Afinal, se ninguém estará ouvindo, o sentir-se ridículo é julgamento dele próprio. O primeiro passo é permitir-se ser ridículo. Ao menos sozinho&#8230;</p>
<p>Uma dica para quem quer tentar e não sabe como começar. Feche os olhos, preste atenção no que está sentindo e tente dizer mais ou menos assim:</p>
<p><em>Eu me sinto __________ porque ___________. </em></p>
<p>Tipo:</p>
<p><em>Eu me sinto triste, porque o joãozinho roubou minhas balas.</em></p>
<p>Todas as nossas falas girarão em torno de algo semelhante à frase anterior 🙂</p>
<p>Será um sentimento negativo motivado por alguém, algum fato ou coisa que não se comportou / aconteceu como queríamos.</p>
<p>Tudo sempre será resultado de um ego muito orgulhoso ferido por fatos que ele não esperava ou queria.</p>
<h4>O fundamento da Oração</h4>
<div id="attachment_16762" style="width: 260px" class="wp-caption alignleft"><a href="https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2014/12/jesus-nosso-amigo.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-16762" class="wp-image-16762" src="https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2014/12/jesus-nosso-amigo-300x203.jpg" alt="Fala que eu te escuto, filho" width="250" height="170" srcset="https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2014/12/jesus-nosso-amigo-300x203.jpg 300w, https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2014/12/jesus-nosso-amigo.jpg 500w" sizes="auto, (max-width: 250px) 100vw, 250px" /></a><p id="caption-attachment-16762" class="wp-caption-text">Fala que eu te escuto, filho</p></div>
<p>Há orações para agradecer, há orações para pedir, há orações para mentalizar um desejo, e há orações que são verdadeiras súplicas por misericórdia. Estas últimas especialmente possuem um forte traço de desabafo. E sob este ponto de vista, entendemos melhor porque os ateus costumam se referir a Deus como o <em>amigo imaginário</em> dos religiosos.</p>
<p>Bem no fim, <em>Ele</em> é isso mesmo 😉</p>
<p>Porque o que importa já não é se Ele existe ou não existe, e sim que as pessoas acreditem que estão <em>falando com alguém</em>, e com isso, desabafando suas angústias.</p>
<p>Deus é o <em>amigo imaginário</em> que nos ouve quando não temos ninguém para nos ouvir.</p>
<blockquote><p><span style="color: #000000;">É a confissão, e não o padre que nos absolve. Oscar Wilde</span></p></blockquote>
<p>As palavras <em>orar</em> e <em>oral</em> têm a mesma origem latina e se referem à boca. Desta forma <em>Oração</em> significa o mesmo que <em>Verbalização</em>, ou seja, expressar o que se sente através da boca.</p>
<p>E a antiguidade do ato de <em>orar</em> demonstra que desde há milênios os antigos já perceberam a importância de se oralizar o que sentimos para escaparmos das nossas prisões emocionais.</p>
<p>E o alívio que as orações nos proporcionam confirmam a efetividade do ato.</p>
<h3>Por que funciona?</h3>
<p>Não saberia explicar por que o ato de falar ou escrever funciona tão bem para aliviar nossas dores. Mas arriscaria uma hipótese:</p>
<p>Tudo gira em torno do nosso orgulho.</p>
<p><a href="https://www.ronaud.com/pensamentos/sinonimos-para-gente-orgulhosa/">Seja nas suas várias formas</a>, <strong>o orgulho  forma um bloqueio emocional e espiritual que impede a recepção da Luz</strong>.</p>
<p>Porque o orgulhoso sempre tem medo de perder <em>o posto alcançado</em>. Ele criou uma imagem de si mesmo, com a qual se sente confortável e aceito, e <em>luta com unhas e dentes</em> para manter essa imagem. E essa luta esgota emocionalmente, porque os medos de que ela seja perdida destroem a pessoa por dentro ao longo do tempo.</p>
<p>A derrota dessa luta para se manter uma imagem ideal aos olhos dos outros chama-se <em>vergonha</em>. Sempre que sentimos vergonha, é porque estamos sendo vistos do jeito que somos realmente, o que não gostamos de admitir.</p>
<p>É preciso descer do palco. E deixar lá em cima a necessidade de aparentar ser o que não é; a necessidade de ser forte aos olhos dos outros. Porque se essa descida não for voluntária, acontecerá de formas mais drásticas: <a href="https://www.ronaud.com/saude/a-arte-de-nao-adoecer/">doenças, acidentes e grandes perdas</a>.</p>
<p>Essa descida voluntária se faz admitindo, verbalmente, todas as nossas limitações, fraquezas e fracassos, por mais ridículas que possam parecer (e sempre parecem).</p>
<p>Isso acontece ao assumirmos, verbalmente, tudo que somos, e o que não somos, que quase sempre não é muita coisa; que quase sempre não é o que gostaríamos. Porque é duro perceber que não estamos à altura de nossos sonhos e ideais.</p>
<p>Ao admitirmos nossas imperfeições e nossas fraquezas, nos humilhamos, no sentido de <em>humildar-nos</em>, e<strong> na humildade absoluta, encontramos a nós mesmos, o que somos realmente</strong>. E assim, nos despimos da casca de orgulho que impede que recebamos a luz, e que com ela enxerguemos novos caminhos e possamos atrair coisas boas.</p>
<p>***</p>
<p>Veja também outros <a href="https://www.ronaud.com/tag/conversas/">textos sobre conversas e diálogos</a>.</p>
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		<title>Lucidez espiritual e o complexo do povo escolhido</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Ronaud Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 25 May 2014 00:29:49 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Inteligência]]></category>
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					<description><![CDATA[Há alguns anos, publiquei aqui um texto de outra autora, que comentava sobre o complexo do povo escolhido. Falava sobre certos grupos espiritualistas ou religiosos que se acham os preferidos de Deus, o que revela completa falta de noção, por parte dessas pessoas, do quanto a espiritualidade é universal, amoral e acolhedora. O povo que mais [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Há alguns anos, publiquei aqui <a href="https://www.ronaud.com/espiritualidade/a-sutil-fronteira-entre-a-espiritualidade-e-a-estupidez/">um texto</a> de outra autora, que comentava sobre o <strong>complexo do povo escolhido</strong>. Falava sobre certos grupos espiritualistas ou religiosos que se acham os preferidos de Deus, o que revela completa falta de noção, por parte dessas pessoas, do quanto a espiritualidade é universal, amoral e acolhedora. O povo que mais disseminou esse conceito de <em>povo escolhido</em> foram os hebreus. Os cristãos, posteriormente, surfaram na mesma onda.</p>
<p>O primeiro passo para se desvencilhar dessa cegueira espiritual e alcançar um nível melhor de lucidez é entender que a Bíblia ( assim como outros livros religiosos ) trata de <em>um deus</em> cujos valores morais refletem os valores do povo que a escreveu, no caso, os hebreus. O deus bíblico, em especial do antigo testamento, é <em>um deus</em> que <em>pensa</em> como os hebreus pensavam.</p>
<p>Se nós nos identificamos com a Bíblia, nós na verdade nos identificamos com o modo como os hebreus pensavam, e com todo o sistema moral deles, ainda que pensemos que estamos identificados com Deus. A lucidez chega quando paramos de acreditar que Deus pensa como nós gostaríamos que ele pensasse. Ora, Deus está infinitamente além dos nossos <em>draminhas</em> morais. Pensa comigo: <span style="line-height: 1.5em;">O Ser que representa o princípio criador de um universo infinito com bilhões de galáxias não deixaria sua mensagem em livros antigos, mal escritos e contraditórios. Ele pode mais, e ele é infinitamente mais que um livro antigo.</span></p>
<p>A imagem abaixo, encontrada por coincidência enquanto este texto vinha sendo redigido, demonstra melhor que, se Deus existe, ele tem mais o que fazer:</p>
<div id="attachment_14817" style="width: 690px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2014/05/visao-universal-de-deus.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-14817" class="size-full wp-image-14817" alt="Deus tem mais do que cuidar" src="https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2014/05/visao-universal-de-deus.jpg" width="680" height="662" srcset="https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2014/05/visao-universal-de-deus.jpg 680w, https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2014/05/visao-universal-de-deus-300x292.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 680px) 100vw, 680px" /></a><p id="caption-attachment-14817" class="wp-caption-text">Deus tem mais do que cuidar</p></div>
<p>(A imagem não é de minha autoria e discordo do termo &#8220;idiota&#8221;)</p>
<p><span style="line-height: 1.5em;">O</span><span style="line-height: 1.5em;">ra, a Bíblia, em especial o antigo testamento, traz em si o modo como os hebreus gostariam que Deus fosse. Um povo pobre, desorganizado, mulherengo, corrupto, e que se deu mal muitas vezes (um suposto dilúvio, exílio no Egito, cativeiro na Babilônia, dominação por Roma, destruição de templos, holocausto nazista) entendia que tinha um Deus temperamental, difícil de agradar, e que castigava muito, por qualquer deslize.</span></p>
<p><span style="line-height: 1.5em;">A Bíblia traz grandes verdades espirituais <em>sim</em>, e eu mesmo gosto de <em>MUITAS</em> <a href="https://www.ronaud.com/pensamentos/ha-poder-em-suas-palavras-passagens-biblicas/">passagens bíblicas</a>, mas nunca perco de vista que estão longe de encerrar todo o mistério da existência em algumas centenas de páginas. É sinal de lucidez distinguir, na Bíblia, as verdades espirituais, do sistema moral hebreu do primeiro testamento, e cristão, do segundo. Aliás, lucidez é, antes de tudo, saber e conseguir distinguir uma verdade espiritual universal e imutável (que são poucas) de uma regra moral, local e temporária (que são muitas, e diferentes, local e temporalmente).</span></p>
<p>Por fim, é bom nunca perder de vista que ao levar toda a Bíblia ao pé da letra, você, que vive em pleno século XXI está retrocedendo sua visão de mundo para a mesma visão que tinham as pessoas que viviam por volta de 3000 anos atrás, perdidas no deserto, em completa miséria espiritual, moral e material.</p>
<h3>Humildade intelectual</h3>
<p>Eu realmente não saberia afirmar qual é a verdade verdadeira da vida. Trago comigo algumas vagas hipóteses e uma única certeza:</p>
<p>Essa que religiosos fanáticos dizem ser <em>a verdade</em>, e que brigam por ela, e se exaltam para defendê-la, também está longe de ser a verdade última da existência.</p>
<p>Acho prudente e sinal de humildade intelectual nunca perder de vista que a mente humana é pequena demais para compreender o imenso oceano de mistério que a circunda.</p>
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