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	<title>Preservação Ambiental &#8211; RONAUD.com</title>
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	<description>Textos e Mensagens para Reflexão</description>
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		<title>A preocupação com o meio ambiente</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Ronaud Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 16 Nov 2011 15:53:35 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ecologia e Meio Ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Consumismo]]></category>
		<category><![CDATA[Consumo consciente]]></category>
		<category><![CDATA[Ecologia]]></category>
		<category><![CDATA[Meio ambiente]]></category>
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					<description><![CDATA[Segue abaixo mais um texto recebido por email que mostra de modo claro que a causa dos problemas ambientais não foi herdada das gerações passadas, supostamente negligentes com o meio ambiente. Elas realmente não estavam nem aí para o meio ambiente, porém o consumo delas comparado ao consumo atual era mínimo. O problema ambiental atual [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Segue abaixo mais um texto recebido por email que mostra de modo claro que a causa dos problemas ambientais não foi herdada das gerações passadas, supostamente negligentes com o meio ambiente. Elas realmente não estavam <em>nem aí</em> para o meio ambiente, porém o consumo delas comparado ao consumo atual era mínimo.</p>
<p>O problema ambiental atual é resultado de um paradigma consumista muito recente que tomou conta das nossas vidas &#8211; no Brasil &#8211; a partir dos anos 80/90 e nem sequer percebemos. Jogar a culpa de toda essa degradação ambiental a qual observamos, nas gerações passadas, pode ser mais fácil, mas não é difícil perceber que ela é mais <em>nossa</em> do que nunca, resultante da nossa busca desenfreada pelo conforto e pelos <em>luxinhos</em> supérfluos do nosso dia a dia.</p>
<blockquote><p>Na fila do supermercado, o caixa diz a uma senhora idosa:</p>
<p>&#8211; A senhora deveria trazer suas próprias sacolas para as compras, pois as sacolinhas de plástico não são <em>amigáveis</em> ao ambiente.</p>
<p>A senhora pediu desculpas e disse:</p>
<p>&#8211; Não havia essa <em>onda verde</em> no <em>meu tempo</em>.</p>
<p>O empregado respondeu:</p>
<p>&#8211; Esse é exatamente o nosso problema hoje, minha senhora. A SUA geração não se preocupou o suficiente com o nosso ambiente.</p>
<p>&#8211; Você está certo &#8211; responde a senhora &#8211; nossa geração não se preocupou adequadamente com o ambiente. Naquela época, as garrafas de leite, garrafas de refrigerante e cerveja eram devolvidos à loja. A loja mandava de volta para a fábrica, onde eram lavadas e esterilizadas antes do reuso, e os fabricantes das bebidas usavam as garrafas, umas tantas outras vezes.</p>
<p>Realmente não nos preocupamos com o ambiente no nosso tempo. Subíamos as escadas, porque não havia escadas rolantes nas lojas e nos escritórios. Caminhávamos até o comércio, ao invés de usar o nosso carro de 300 cavalos de potência a cada vez que precisamos ir a dois quarteirões.</p>
<p>Mas você está certo. Nós não nos preocupávamos com o ambiente. Até então, as fraldas dos bebês eram lavadas, porque não havia fraldas descartáveis. A secagem das roupas era feita ao ar livre, não nestas máquinas bamboleantes de 220 volts. A energia solar e eólica é que realmente secava nossas roupas. Os meninos pequenos usavam as roupas que tinham sido de seus irmãos mais velhos, e não roupas sempre novas e sempre mais descartáveis.</p>
<p>É verdade, não havia preocupação com o ambiente naqueles dias. Naquela época só tínhamos somente uma TV ou rádio em casa, e não uma TV em cada quarto. E a TV tinha uma tela do tamanho de um lenço, não um telão do tamanho de uma mesa; que depois será descartada como?</p>
<p>Na cozinha, tínhamos que bater tudo com as mãos porque não havia máquinas elétricas que fazem tudo por nós. Quando embalávamos algo um pouco frágil para o correio, usávamos jornal amassado para protegê-lo, não plástico bolha ou <em>pellets</em> de plástico que levam séculos para começar a degradar. Naqueles tempos não se usava um motor a gasolina apenas para cortar a grama e sim um cortador de grama que exigia músculos. O exercício era extraordinário, e não precisava ir a uma academia e usar esteiras que também funcionam a eletricidade.</p>
<p>Você tem razão: não havia naquela época preocupação com o ambiente. Bebíamos diretamente da fonte, quando estávamos com sede, em vez de usar copos plásticos e garrafas PET que agora <em>inundam</em> os oceanos. As canetas eram recarregadas com tinta várias vezes ao invés de comprar uma outra. Abandonamos as navalhas, ao invés de jogar fora todos os aparelhos descartáveis só porque a lâmina ficou sem corte.</p>
<p>Na verdade, tivemos sim uma <em>onda verde</em> naquela época. Naqueles dias, as pessoas tomavam o bonde ou ônibus e os meninos iam em suas bicicletas ou a pé para a escola, ao invés de usar a mãe e o carro da família como um serviço de <em>táxi</em> 24 horas. Tínhamos só uma tomada em cada quarto, e não um quadro de tomadas em cada parede para alimentar dúzias de aparelhos dispensáveis. E nós não precisávamos de um GPS para receber sinais de satélites a milhas de distância no espaço só para encontrar a pizzaria mais próxima.</p>
<p>Então, não é visível que a atual geração fale tanto em <em>meio ambiente</em> e seja justamente a que apresenta a maior resistência a abrir mão do estilo de vida degradante que adotaram?</p></blockquote>
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		<title>Consumismo e consumo consciente</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Ronaud Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 06 May 2010 15:34:36 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ecologia e Meio Ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Vida]]></category>
		<category><![CDATA[Abundância]]></category>
		<category><![CDATA[Classe média]]></category>
		<category><![CDATA[Consciência]]></category>
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		<category><![CDATA[Consumo consciente]]></category>
		<category><![CDATA[Ecologia]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Educação]]></category>
		<category><![CDATA[Meio ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Preservação Ambiental]]></category>
		<category><![CDATA[Publicidade e Propaganda]]></category>
		<category><![CDATA[Sustentabilidade]]></category>
		<category><![CDATA[Vídeos]]></category>
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					<description><![CDATA[Texto que discorre sobre o consumismo desenfreado sob o qual vivemos atualmente e como devemos rever nossos valores para passarmos a consumir de modo consciente.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><iframe src="//www.youtube.com/embed/vFXRlVeZtWg" width="670" height="480" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
<p>Não é difícil atualmente, encontrarmos aqui e ali, seja na internet ou na televisão, especialistas orientando as pessoas a reverem seus valores e olharem mais para si mesmas, enfim, a encontrarem a felicidade autêntica que se alcança vivendo a vida. &#8220;<strong>Viver a vida</strong>&#8221; representando quase sempre um retorno à <a href="https://www.ronaud.com/arte-de-viver/simplicidade-por-que-nao-pensei-nisso-antes/" target="_blank">simplicidade</a>, à essência das coisas e também a voltarmos nossas atenções mais as pessoas, do que para &#8220;coisas&#8221;, se afastando desse mundo de aparências, cobranças e do que podemos chamar de <em>vaziedade</em>.</p>
<h3>Consumismo</h3>
<p>O consumismo é o nome de um comportamento totalmente incorporado e praticado em nossa sociedade contemporânea. Diz respeito ao <strong>consumo excessivo</strong>, ao <strong>comprar por comprar</strong>, como o exercido por pessoas que vão &#8220;fazer compras&#8221; como uma forma de prazer, relaxamento, escape. O contra-ponto a esta idéia seria o &#8220;<strong>consumo consciente</strong>&#8221; que prega que consumamos <strong>APENAS o que viermos a utilizar de fato</strong> e que <strong>prestemos atenção à procedência daquele produto, para que ao comprar, não estejamos financiando trabalho infantil, trabalho semi-escravo (ou escravo), prejuízos ao meio ambiente, etc</strong>.</p>
<p>Sendo o hábito comum dos habitantes da sociedade do consumo, que nada mais é do que uma consequência, ou evolução, da sociedade industrial que se iniciou na Inglaterra do século 18, atualmente, como resultado dessa &#8220;evolução&#8221; observada pelo excesso de produtos e pelo dinamismo em sua fabricação, somos obrigados, ou incentivados, a adquirir produtos padronizados, herméticos, sem vida e sem uma identidade cultural clara. Acabei de assistir a um comercial dizendo: &#8220;Está na hora de você trocar o seu televisor!&#8221;. Será?</p>
<blockquote><p>“O sistema gira deste modo, sem fim e sem finalidade”</p>
<p><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Jean_Baudrillard" target="_blank">Jean Baudrillard</a></p></blockquote>
<p>Observe também que ser considerado CONSUMIDOR lhe confere um certo status e respeito. Na posição de cliente, ou consumidor, ou detentor do poder aquisitivo, você é mais respeitado, considerado e &#8220;sempre tem razão&#8221; o que é uma grande inverdade e na verdade, um precipício moral. Te enchem de lisonjas para você permanecer com a certeza irrefletida de que está tomando a mais certa das atitudes quando vier às compras novamente.</p>
<p>Como é de conhecimento de todos, o maior prejudicado com toda essa abundância material sob a qual vivemos imersos atualmente é o meio ambiente e a camada menos abastada da sociedade &#8211; os mais pobres. Confesso ficar contente quando vejos iniciativas sustentáveis por parte das empresas atualmente, porém metade delas são iniciativas de fachada, e a outra metade, apesar de autêntica, é insuficiente para resgatar todo o estrago que a sociedade material contemporânea provocou e continua provocando freneticamente ao meio ambiente.</p>
<h3>Alienação e abundância</h3>
<p>Abundância gera descaso. Somos apegados ao que é escasso. Tudo que é raro, é caro. Em meio à escassez damos mais valor às coisas e vivemos com mais consciência. Por isso muitas vezes concluo que a pior coisa que pode acontecer a algumas pessoas é nascerem em meio à abundância. Terão sim, muitas facilidades, mas facilidade demais nos impede de conhecermos todas as nossas forças e aptidões. É na exigência da dificuldade que se revelam nossas mais profundas forças.</p>
<p>Penso que antigamente, a vida era tão dura e difícil, que as pessoas não tinham tempo para esse tipo de atitude. A uma maioria só restava lutar pela vida e pela sobrevivência. Passagens de frivolidade e superficialidade no passado são mais comumente associadas às cortes e às realezas, já que a riqueza e a fartura lhes permitiam tais leviandades. Atualmente as camadas mais pobres da sociedade continuam mais atentas aos itens essências da vida: trabalho, alimentação, vestuário, moradia, etc. Ser bem sucedido para esse grupo significa não deixar faltar nada do essencial.</p>
<p>Mas a classe média, abastada, mais se atém às aparências e ao status do que em desenvolver-se integralmente. Cresceram em poder aquisitivo, mas permanecem com a mesma essência de antes, tão preocupada com os bens materiais, e sem muito tempo &#8211; nem tampouco interesse &#8211; para dedicar-se a atividades mais nobres, como política, estudos, artes, etc. Pensar é atividade que demanda esforço, mas a classe média que trabalha 12, 13, 15 horas por dia para manter seu padrão de vida condicionado artificialmente, chega em casa tão cansada que nem cogita ler um livro ou se manter informado sobre a política do país. Acham que assistir ao Jornal Nacional basta. Suas mentes estão tão cansadas que lhes é conveniente e agradável sentar em frente à TV para assistir, anestesiados e &#8220;descansando&#8221;, preenchendo a mente com mais influências acondicionadoras. Quem sabe agora o comercial que passará entre os intervalos da novela das 8 dirá: &#8220;Está na hora de você trocar seu celular&#8221;! E assim o círculo vicioso mantem o impulso.</p>
<p>É um povo imenso que vive meio perdido, à deriva nesse mar de informações, sem qualquer balizamento sólido, tanto moral, quanto espiritual. Imagino que isso aconteça porque não somos orientados para saber o que fazer com nosso tempo livre. As atividades mais saudáveis e intensas costumam ser vistas como bobagens sem importância. Nossa opinião geral está tão impregnada com a idéia de que a única atividade válida é o trabalho, que nos sentimos um tanto culpados quando estamos num momento de prazer, ou desfrutando de atividades de lazer, ou cuidando da própria saúde, ou estudando através de momentos de leitura, etc. Sentimos que estamos &#8220;perdendo tempo&#8221;.</p>
<p>E por não saber o que fazer com o nosso tempo livre, e também por preocupação com as opiniões alheias, vamos vivendo e se alienando dos valores realmente importantes e essenciais da vida e da sociedade. Nos submetemos ao padrão consumista meio que por osmose, inconscientes do que fazemos e achando tudo absolutamente normal. Não perguntamos por que temos que consumir tanto, <strong>por que tenho que realmente de trocar minha televisão</strong>, por que devo consumir este e aquele produto e a mais importante das questões não feitas: Aonde esse tipo de atitude automática, adquirida por influência dos outros e da mídia, vai me levar, e aonde vai levar o futuro da sociedade e do planeta.</p>
<h3>Marketing, propaganda, publicidade&#8230;</h3>
<p>A publicidade e o marketing, aliados a <strong>alienação geral das pessoas</strong>, são considerados os maiores vilões atuais, estimuladores do consumo exagerado e da consequente devastação do meio ambiente, que ocorre de várias formas na medida em que mais matéria-prima é extraída dos meios naturais e na medida em que mais e mais lixo é gerado diariamente pelos consumidores, entre outras demandas agressoras ao equilíbrio ambiental.</p>
<p>Ambos promovem um desvirtuamento geral dos valores das pessoas. Não só criam necessidades sem as quais vivíamos muito bem e muito melhor integrados ao ambiente, como abusam de nossa natureza para nos motivar ao consumo. Sentimentos como Ansiedade, Preocupação, Inveja, Alienação, Compulsão, Vaidade, Desejo, Modismo, Sugestionabilidade, Insegurança (Para dizer que tem, Para ser igual, Para ser diferente), Necessidades emocionais, enfim, são facilmente manipulados através de imagens e sons para nos fazer crêr que precisamos desse e daquele produto.</p>
<p>Escrevi um texto tempos atrás sobre como a <a href="https://www.ronaud.com/inteligencia/como-conquistar-de-verdade/">publicidade trata as pessoas como idiotas</a> (clique e leia) para torná-las mais idiotas ainda. Dizem que os governantes não fazem questão de melhorar a grade de ensino nas escolas, porque eleitores mais inteligentes e informados são mais difíceis de manobrar. Tenha certeza, para a publicidade, quanto mais idiota e desprovido de pensamento crítico o <strong>consumidor</strong> for, mais fácil será manobrá-lo a comprar os produtos anunciados.</p>
<h3>Consumo consciente</h3>
<p>Como filho da década de 80, peguei o finalzinho de um tempo em que os produtos nos eram caros. Um brinquedo era O BRINQUEDO, com o qual passávamos horas e horas, e tendíamos a cuidar zelosamente, e com ele sonhávamos e vivíamos. Da mesma forma os adultos tinham em seus objetos verdadeiros entes que os acompanhavam por todo o seu &#8211; à época LONGO ciclo de duração &#8211; até que impossibilitados de funcionar devidamente, os descartávamos ou ainda tentávamos um último conserto, etc. Isso não existe mais. As crianças de hoje tem brinquedos à revelia, não se apegam a nada. Alternam seus jogos de vídeo-game como quem troca de roupa. Diferentemente da minha época, em que alugávamos as &#8220;fitas&#8221; de vídeo-game e as <em>expremíamos </em>o fim de semana inteiro até a <em>última gota</em>.</p>
<p>Produtos personalizados, raros, com vida própria, muito nossos estão voltando à moda. Por um lado é bom que as pessoas, por poucas que sejam, estejam se tornando capazes de desejar algo mais &#8220;humano&#8221; e menos padronizado. Porém o fato de ser uma &#8220;moda&#8221; demonstra que pode ser algo passageiro, e o que mais distancia as pessoas desse modo de <strong>consumo consciente</strong> é o elitismo que o rodeia, devido aos custos comparavelmente mais altos de tais produtos.</p>
<p>O filósofo francês <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Gilles_Lipovetsky" target="_blank">Gilles Lipovetsky</a>, um dos grandes críticos do consumismo <strong>até</strong> afirma que a sociedade pós-moderna (e contemporânea) se caracteriza pela &#8220;perda de sentido das grandes instituições morais, sociais e políticas&#8221;. Ok, mas eu questiono: Quando é que, em algum momento da história, as &#8220;grandes instituições morais, sociais e políticas&#8221; fizeram algum outro sentido que não seja o da coerção através &#8211; não de uma moral &#8211; mas de um moralismo extremamente hipócrita e desvirtuado? Falar então do &#8220;sentido da instituição política&#8221; chega a ser ridículo. Quem pode citar qualquer instituição política que tenha vigorado em qualquer época da história que pudesse ser considerada integralmente digna, pura e voltada aos interesses do cidadão comum. Faz-me rir.</p>
<p>Associo a situação atual <strong>mundo x consumismo</strong> sob aquele ditado que diz que a ocasião faz o ladrão. É assim que somos como sociedade e sempre fomos. Só que antigamente não havia essa fartura de produtos e a necessidade de escoá-los. Tudo isso é fruto da natureza humana, inconsciente e destrutiva.</p>
<p>Por isso creio que a única solução possível é, ainda e sempre, a tão falada EDUCAÇÃO. Somente disseminando a boa informação é que chegaremos a uma nova sociedade, agora com cidadãos conscientemente críticos. Ou seja, quando decidirmos pela atitude certa PORQUE É a atitude certa a se tomar, e não porque obteremos alguma vantagem ao tomá-la.</p>
<p>O estudo é a única forma de sair desse paradigma social, e não somente um estudo técnico qualquer, e sim um estudo amplo, técnico e moral, holístico. Somente alcançando a <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Maioridade_moral" target="_blank">maioridade moral</a> é que seremos capazes de discernir quais são as atitudes mais corretas para os novos tempos. É a leitura dos grandes clássicos da literatura universal que lhe colocará para cima, lhe permitindo uma <a href="https://www.ronaud.com/tag/visao-de-mundo/">visão de mundo</a> muito mais ampla e lhe tornará mais consciente e crítico, de si mesmo(a), de sua posição no mundo, e DO QUÊ você realmente precisa para viver nele.</p>
<h3>Alternativas de vida</h3>
<p>De qualquer forma, apesar de a sociedade em peso adotar hábitos consumistas, tenho encontrado algumas idéias e posturas de gente que visa contrapor essa alienação a qual nos é imposta, e a qual nos gera prejuízos de toda ordem, resultado de toda uma mobilização de anos em busca do lucro, quase sempre em troca de saúde e de convivência familiar, sem que algum dia tenhamos refletido se realmente tal modo de vida tem algo a ver com nossa individualidade e <a href="https://www.ronaud.com/arte-de-viver/simplicidade-por-que-nao-pensei-nisso-antes/">intenções de vida</a>. Clique nos links abaixo e conheça, vale a pena:</p>
<p>Ecológicas: <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Permacultura" target="_blank">Permacultura</a>, <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Ecovilas" target="_blank">Ecovilas</a></p>
<p>Políticas: <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Freeganismo" target="_blank">Freeganismo</a></p>
<p>Bem estar: <a href="https://en.wikipedia.org/wiki/Slow_Movement" target="_blank">Slow Movement</a> (em inglês)</p>
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		<title>O clima da Terra está mudando? Mas sempre foi assim&#8230;</title>
		<link>https://www.ronaud.com/ecologia-e-meio-ambiente/o-clima-da-terra-esta-mudando-mas-sempre-foi-assim/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Ronaud Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 14 Dec 2009 15:24:09 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ecologia e Meio Ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[A mídia mente]]></category>
		<category><![CDATA[Aquecimento Global]]></category>
		<category><![CDATA[Ecologia]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
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		<category><![CDATA[Preservação Ambiental]]></category>
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					<description><![CDATA[A verdade sobre o aquecimento global Você já percebeu que essa questão de mudanças climáticas, aquecimento global, etc, se tornou questão de crença? Ou você acredita ou não acredita!? O fato é que o clima da terra sempre esteve longe do controle do homem e sempre estará. O homem mal consegue prever se vai chover [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<h2>A verdade sobre o aquecimento global</h2>
<p>Você já percebeu que essa questão de <strong>mudanças climáticas</strong>, <strong>aquecimento global</strong>, etc, se tornou questão de crença? Ou você acredita ou não acredita!? O fato é que o clima da terra sempre esteve longe do controle do homem e sempre estará. O homem mal consegue prever se vai chover semana que vem, e quer palpitar no clima GLOBAL para 2050. Que pretensão, hein?</p>
<p>Se você fica chateado, como eu ficava, em saber que a temperatura do planeta está mudando, fique <em>frio</em>. Isso tudo que ocorre agora no<strong> encontro de Copenhagen</strong> não passa de <strong>política econômica</strong>.</p>
<p>Segundo estudos da <a href="https://www.google.com.br/search?q=paleoclimatologia&amp;rls=com.microsoft:pt-br:IE-ContextMenu&amp;ie=UTF-8&amp;oe=UTF-8&amp;sourceid=ie7&amp;rlz=1I7GGLT_pt-BR&amp;gfe_rd=cr&amp;ei=K5jMVYCMH4mq8weylJvQCg&amp;gws_rd=ssl" target="_blank" rel="noopener noreferrer">paleoclimatologia</a>, sabe-se que <strong>a temperatura da terra já esteve por vezes mais quente do que está hoje e isso é absolutamente normal</strong>.</p>
<h3>A Mentira do CO2</h3>
<p>A porcentagem do <strong>CO2</strong> (Dióxido de Carbono) na atmosfera é irrisória diante dos outros gases &#8211; 0,4%. Confira no gráfico abaixo. A porcentagem é &#8220;tão pequena&#8221; que nem aparece. Pra você <em>ver</em> a grandiosidade da atmosfera, e também do planeta, comparada a nossa reduzida visão e pretensa intenção de &#8220;salvá-lo&#8221;.</p>
<div id="attachment_1796" style="width: 553px" class="wp-caption aligncenter"><img fetchpriority="high" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-1796" class="size-full wp-image-1796" title="Composição atmosférica: Cadê o CO2 ?!" src="https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2009/12/grafico-composicao-atmosferica.jpg" alt="Composição atmosférica: Cadê o CO2 ?!" width="543" height="389" srcset="https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2009/12/grafico-composicao-atmosferica.jpg 543w, https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2009/12/grafico-composicao-atmosferica-300x214.jpg 300w" sizes="(max-width: 543px) 100vw, 543px" /><p id="caption-attachment-1796" class="wp-caption-text">Composição atmosférica: Cadê o CO2 ?!</p></div>
<p>Fonte: <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Atmosfera_terrestre" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Atmosfera terrestre</a> na Wikipedia.</p>
<p>Uma observação válida a respeito do gráfico acima é que mesmo o OXIGÊNIO, tão poeticamente considerado como o <em>gás da vida</em>, perfaz <em>apenas</em> 21% do ar que respiramos. Você sabia que respira muito mais NITROGÊNIO do que oxigênio? Lembro que aprendi isso no tempo da escola, mas tenho certeza que a maioria das pessoas <em>ouve tanto</em> sobre o oxigênio e sobre o dióxido de carbono (gás carbônico) que vive pensando que só existem esses dois gases na atmosfera. Pois bem, <em>tá aí</em> o efeito que ocorre quando informações incompletas se juntam ao povo desatento.</p>
<p>Toda essa <em>conversa apocalíptica</em> a respeito das catástrofes climáticas são apenas isso, conversas apocalípticas. Os dois únicos fatores que influenciam a temperatura global são o <strong>SOL</strong>, com seus ciclos cuja proporção de tempo é secular, e o <strong>oceano pacífico</strong> que cobre praticamente um hemisfério inteiro da superfície terrestre, cuja mudança de temperatura também é cíclica e leva déééécadas pra mudar.</p>
<p>Ou seja, são dois fatores absolutamente incontroláveis.</p>
<div id="attachment_1789" style="width: 410px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-1789" class="size-full wp-image-1789" title="Oceano Pacífico" src="https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2009/12/oceano-pacifico.jpg" alt="Oceano Pacífico" width="400" height="287" srcset="https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2009/12/oceano-pacifico.jpg 400w, https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2009/12/oceano-pacifico-300x215.jpg 300w" sizes="(max-width: 400px) 100vw, 400px" /><p id="caption-attachment-1789" class="wp-caption-text">Oceano Pacífico</p></div>
<p>E porque existe essa conversa toda a respeito do aquecimento global? <a href="https://www.ronaud.com/ecologia-e-meio-ambiente/aquescimento-global-politica-dinheiro/">Interesses econômicos</a>, como não poderia deixar de ser! Tudo começou com problemas de poluição na Londres do século 18. Quando um doido afirmou que se as emissões industriais da época dobrassem, a temperatura aumentaria de 6 a 8 graus. (Ou seja, essa conversa é antiga). Depois com a crise do petróleo da década de 70, A primeira ministra britânica <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Margaret_Thatcher" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Margareth Thatcher</a>, junto a outros líderes ocidentais viu-se obrigada a começar a pensar numa alternativa aos combustíveis fósseis como fonte de energia, para não ficarem vulneráveis ao petróleo árabe.</p>
<p>Atualmente, diz-se no meio científico que se você quiser garantir financiamento para suas pesquisas, basta tematizá-la em relação &#8220;às consequências para o aquecimento global&#8221;. Então me responda, qual é o cientista que vai negá-lo? Dinheiro, dinheiro, dinheiro&#8230; Que mundo, hein?</p>
<p>Tem um pouco &#8211; ou muito &#8211; de ideologia nisso tudo também. Depois do fim da guerra fria e do comunismo, as pessoas ficaram sem ter pelo que lutar. Mas&#8230; <em>óh, o planeta vai se auto-destruir em algumas décadas se não pararmos de poluí-lo</em>. Pronto, eis uma grande causa para lutar.</p>
<p>Entretanto a coisa assumiu proporções assustadoras. As pessoas vão para as ruas exigirem mudanças com base em informações duvidosas. Por exemplo, quando se diz que tal país emite 25% do gás carbônico emitido no mundo todo, ou quando se diz qualquer coisa nesse sentido, como ouvimos na imprensa a cada dia, como os bilhões de toneladas de carbono emitidas, etc. Ninguém questiona os métodos com os quais se chegou a esses números: &#8220;Ok, como isso é medido, quem mede, que método é usado, que princípio científico foi usado para a medição, quem é o responsável pela medição, a informação tem credibilidade, etc.&#8221;</p>
<p>Alguém sabe todas essas informações?</p>
<p>Hum&#8230; A mídia vai jogando esses números no ar e o povo vai acreditando e vendo o fim cada vez mais próximo.</p>
<p>Enfim. <strong>É consenso que a temperatura do planeta aumentou nas últimas décadas. O que não é consenso é o fato de ser o CO2 o responsável por esse aumento.</strong> Qualquer climatologista isento e bem informado sabe disso. O problema é que a preservação ambiental se tornou uma ideologia e de ideologia está se tornando política. Em se tornando política, uma idéia inicialmente salutar se torna fantoche dentro de jogos de interesse. A partir de então, não se pode confiar em mais nada. Qualquer informação que fortaleça a idéia, é alardeada aos quatro ventos. Qualquer informação que a enfraqueça, é omitida, modificada, ou mesmo, ignorada. Cientistas que questionam os métodos que levam à afirmação da influência do CO2 no clima global são acusados de serem apoiados pelo lobby do petróleo. O interesse dos poderosos é mais importante do que a verdade científica, e como todo poder não conhece escrúpulo, bom, você sabe&#8230;</p>
<h2>Preservar é preciso!</h2>
<p>Como já comentei em <a href="https://www.ronaud.com/category/ecologia-e-meio-ambiente/">outros artigos</a>, penso que <strong>a preservação ambiental é sim uma ação digna, correta e necessária em qualquer sentido</strong>. De forma prática, penso que mesmo que o CO2 seja o bode expiatório para o jogo de interesse dos poderosos, vale a pena só pelo fato de todo o mundo estar se tornando mais consciente de sua ação no mundo. De qualquer forma, emissões demasiadas são também problema de saúde pública em regiões de grande concentração urbana. Nesse sentido, a redução das emissões é inquestionável e até mesmo, urgente. Enfim, só por o Meio Ambiente se tornar pauta da agenda global nos traz a sensação de que finalmente o ser humano vai cair na real. Até porque a preservação ambiental não se tornaria importante se não fosse de alguma forma incorporada pela economia como fonte de lucros.</p>
<p><strong>Desenvolvimento sustentável</strong> não é só uma expressão chique e bonita. É um conceito de justiça. Justiça para com a vida e este planeta. A Terra não é só nossa casa. É uma obra de arte do universo, até o momento sem nada igual ter sido encontrado, portanto devemos sim, preservá-lo de toda forma possível. Quanto menos o homem mexer, melhor. Só não acho legal essa sensação de que tudo está indo pro brejo que a mídia nos passa dia após dia com base em informações duvidosas e sem uma comprovação científica séria.</p>
<p>Todo esse meu ponto de vista, adquiri assistindo a <a href="http://blog.brasilacademico.com/2008/09/grande-farsa-do-aquecimento-global.html" target="_blank" rel="noopener noreferrer">esse documentário</a>.</p>
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		<title>Ecologia x Economia &#8211; Mais um (longo) ponto de vista</title>
		<link>https://www.ronaud.com/ecologia-e-meio-ambiente/ecologia-x-economia-mais-um-longo-ponto-de-vista/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Ronaud Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 17 Sep 2009 19:14:24 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ecologia e Meio Ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Argumentativos]]></category>
		<category><![CDATA[Dinheiro]]></category>
		<category><![CDATA[Ecologia]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Frugalidade]]></category>
		<category><![CDATA[Meio ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Opinião]]></category>
		<category><![CDATA[Preservação Ambiental]]></category>
		<category><![CDATA[Riqueza]]></category>
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					<description><![CDATA[Um texto em que comento o conflito que existe atualmente, na sociedade, entre a economia e a ecologia. ]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Existe um assunto muito complicado para mim, o qual tenho imensa dificuldade de &#8220;resolver&#8221; e formar opinião. Diz respeito ao eterno conflito ECONOMIA x ECOLOGIA. Embora esse conflito ocorra em níveis globais e também a sociedade de uma forma geral tenha dificuldade em encontrar soluções realmente efetivas para conciliar esses valores, sinto isso até mesmo no meu dia a dia.</p>
<p>Eu moro num lugar, <a href="https://www.ronaud.com/lugares/outono-na-praia-brava-em-itajai/">já descrito aqui</a>, em que o meio ambiente desde sempre serviu de pauta para discussões entre <em>progresso</em> x <em>preservação</em>. É a <a href="http://www.praiabravaitajai.com/">Praia Brava Itajaí</a>, uma praia ladeada por montanhas que fica entre dois importantes pólos catarinenses. Balneário Camboriú como pólo turístico, e Itajaí como pólo portuário, se assim se pode classificar. A população dessas cidades, de forma geral, sempre tiveram a Praia Brava como lugar a ser preservado. As lindas paisagens agrestes daqui de fato enchem os olhos de quem a visita(va), e a paz que o isolamento geográfico proporcionava seduzia qualquer um que queria &#8220;fugir&#8221; um pouco das obrigações.</p>
<p>Mas isso está mudando. E a grande questão aqui é: Mudando para pior, ou para melhor?</p>
<p>O fato é que esse &#8220;paraíso&#8221;, como todo paraíso, se tornou visado, alvo de forte especulação imobiliária. E de uns meses pra cá, TODAS as maiores áreas verdes foram cercadas e em breve abrigarão ricaços em seus finos apartamentos de luxo. E toda aquela vegetação de restinga, nativa, tranquila, em breve, sumirá do mapa. Uma das coisas mais gostosas que havia aqui era caminhar na praia pela manhã e sentir o perfume INDESCRITÍVEL dessa vegetação, que vinha para a praia com os ventos matutinos que sopravam do continente. Logo logo, esse perfume só poderá ser sentido por quem adentra as matas dos costões, se é que logo, os ricaços não os vão invadir também.</p>
<p>Às vezes me pego pensando naquele raciocínio que diz que o ser humano é, neste planeta, como um <em>câncer</em>. E então em momentos como esse, percebo que os &#8220;ricos&#8221; são a pior forma de <em>câncer</em>, porque querem estar sempre lá, fincando sua cerca nos lugares mais belos. E eu pergunto: Com que direito? O ser humano quer tudo para si. O que sinto e percebo é algo a ver com INVASÃO, APROPRIAÇÃO, DESTRUIÇÃO. Tenho a maior dificuldade de ver empreendimentos como esses de forma otimista.</p>
<h3>Por outro lado&#8230;</h3>
<p>E aqui começa a confusão. E se eu fosse um daqueles ricaços? Não gostaria também eu de poder usufruir das vantagens conferidas por minha fortuna e morar no melhor dos lugares? Embora os empreendimentos em questão aqui sejam de alto padrão, no fundo todos querem o seu cantinho (ou apartamento de luxo) pra morar, não é? Enquanto aquela vegetação, que vive hoje seus últimos dias, é inútil do ponto de vista econômico. Tanto que o que os ecologistas denominam de &#8220;vegetação de restinga&#8221;, os ricos denominam &#8220;mato&#8221;.</p>
<p>Outra coisa: Quem conhece Balneário Camboriú sabe como é agradável passear na Av. Brasil, ou mesmo passear lentamente com o carro pela Avenida Atlântica. Aquilo ali tem um ar de sofisticação e organização que seduz qualquer um. Mas décadas atrás, tudo aquilo também era um mar de vegetação de restinga, pura e intocada. Que teve de ser destruída para hoje existir um lugar maravilhoso, com gente bonita e de alto astral. Pois é&#8230;</p>
<h3>Que coisa hein?</h3>
<p>Particularmente, tenho uma relação forte com a natureza. Quando adolescente, percorria toda essa praia escalando morros (baixinhos), entrando mata adentro, fazendo cabanas (que nunca ficavam de pé), percorrendo os costões daqui, enfim, coisa de moleque. Sei lá, penso que essa vivência tenha me mostrado que a natureza não precisa de nós. Ela está lá, ainda seguindo seu equilíbrio natural, e a impressão que tenho, de que nós chegamos perturbando um equilíbrio milenar, é o que tanto me incomoda. O planeta viveria muito bem sem nós. Mas nós chegamos nos achando donos de tudo. E precisa ser assim? Certamente não&#8230;</p>
<p>Outro dia, percorrendo uma trilha com amigos, quase BERREI com uma pessoa que arrancou uma flor no meio do caminho. Para quê arrancar? Deixa lá, ela estava bem, enfeitando o caminho de quem passava. Mas a ignorância e o sentimento de posse falou mais alto. Sabe onde a flor foi parar? No chão, logo mais adiante&#8230; Atitudes tão simples e tão toscas.</p>
<blockquote><p><span style="color: #141823;">O amor é apreciar uma flor. O apego é cortar essa flor e colocá-la num vaso.</span></p></blockquote>
<h3>Auto-sabotagem ecológica</h3>
<p>Racionalmente, entendo que o planeta tem muito a oferecer. E se for explorado racionalmente, como a biosfera que é, em que tudo se renova, a exploração pode ocorrer infinitamente. E é aí que está o problema. Essa exploração racional &#8211; sob o termo <em>SUSTENTABILIDADE</em> &#8211; somente nesta década se afirmou como palavra de ordem. Mas a dificuldade de se implantar essa racionalização na exploração dos recursos naturais é tanta que certamente ainda vai uma(s) outra(s) década(s) para as empresas e governos se adaptarem com esse novo paradigma, economicamente ainda indesejado.</p>
<p>E voltando agora para o plano pessoal, esta forte identificação que sinto com o que é da natureza, mesmo que seja uma plantinha sozinha que nasce entre as frestas do concreto, faz com que eu sinta muitas vezes que, embora eu aqui neste site fale muito <a href="https://www.ronaud.com/prosperidade/dinheiro-crencas-e-auto-sabotagem/">sobre dinheiro</a> e <a href="https://www.ronaud.com/prosperidade/gratidao-nos-negocios/">formas otimistas de encará-lo</a> do ponto de vista pessoal e espiritual, ainda assim, em muitos aspectos, seu significado não me é muito positivo. Porque para se ter dinheiro é preciso vender, ou produzir, ou construir algo. E esse meu ponto de vista de que o mundo já tem <em>bugigangas</em> demais e consciência de menos, me desmotiva de certo modo a ver o dinheiro de forma SEMPRE positiva. Particularmente, vejo isso como uma autossabotagem. Sempre que vejo um terreno sendo &#8220;limpo&#8221; para se construir, sinto algo muito ruim. Agora me diga, como <em>um cara desses</em> (oi?) vai crescer na vida se vê os imóveis como intrusos de um sistema pré-existente, o natural, sendo que os imóveis são, de fato, ótimas formas de se investir, crescer na vida, enriquecer e etc?</p>
<p>Acho que praticamente todas as ações de ordem econômicas modificam a natureza em algum nível. E os donos do dinheiro ainda não tem plena consciência do quanto as ações que ele promove na sociedade agridem um equilíbrio natural milenar. Ainda pensam que a natureza deve ser subserviente ao homem, quando na verdade, o inverso, ou seja, o homem &#8211; não subserviente &#8211; mas parte da natureza, me parece uma visão muito mais equilibrada e sensata.</p>
<p>Enfim, o sentimento ecológico é o sentimento pessimista da escassez apocalíptica. <em>Vamos preservar porque tem pouca água, pouco alimento, pouco oxigênio, muito calor, muita desordem ambiental</em> etc. O discurso ecológico é preponderantemente um discurso sobre escassez e limitações. Já o discurso da economia é o discurso da abundância paradisíaca. Precisamos vender mais, comprar mais, ter <em>um também</em>, acumular <del>inutilidades</del> <ins>objetos</ins> na sua casa, acumule informações (inúteis) na sua mente, e a mensagem básica é a de que sua vida melhora enquanto consome essas coisas etc. Sob este ponto de vista pode-se notar facilmente que <strong>dificilmente um ecologista inveterado se tornará um milionário</strong>. Porque um milionário tem &#8220;excedentes demais&#8221;, já um ecologista incorpora a ideia do consumo frugal e consciente, só o necessário; abundância para ele significa <em>excesso</em>. E excesso, do ponto de vista ecológico é pecado mortal. Estou generalizando, mas as coisas não são mais ou menos assim?</p>
<h3>Equilíbrio sim, mas não agora&#8230;</h3>
<p>Enfim, o que tenho visto é que esses valores tão importantes para nós &#8211; <strong>sim, é preciso preservar e SIM, temos direito a melhorar nosso padrão de vida</strong> &#8211; estão longe de andarem juntos rumo a um futuro equilibrado para a civilização. Embora muita coisa tenha melhorado, há muito ainda por fazer. Muito mesmo, principalmente quando vemos isso:</p>
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