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	<title>Prazer &#8211; RONAUD.com</title>
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	<description>Textos e Mensagens para Reflexão</description>
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		<title>Tão minha</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Ronaud Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 12 May 2014 02:36:17 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Amor]]></category>
		<category><![CDATA[Poesias]]></category>
		<category><![CDATA[Prazer]]></category>
		<category><![CDATA[Sexo]]></category>
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					<description><![CDATA[Essa tarde&#8230; essa demora&#8230; Chega logo do trabalho, meu amor! Me dá um abraço apertado Mil beijos salpicados Toma aquele banho bom Já fica de calcinha E blusa justinha Opa! quanta ousadia desse cara que te ama que te chama, vem pra cama desce do pedestal, vem ser deusa aqui na minha mão, nesse coração [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Essa tarde&#8230; essa demora&#8230;<br />
Chega logo do trabalho, meu amor!<br />
Me dá um abraço apertado<br />
Mil beijos salpicados<br />
Toma aquele banho bom<br />
Já fica de calcinha<br />
E blusa justinha</p>
<p>Opa! quanta ousadia<br />
desse <em>cara</em> que te ama<br />
que te chama, vem pra cama<br />
desce do pedestal, vem ser deusa<br />
aqui na minha mão, nesse coração<br />
que pega essa estrada, desse prazer raro<br />
abre essa janela, quero vento na cara<br />
quero você a mil, por hora<br />
quero você, a mil<br />
quero você&#8230;<br />
Agora!</p>
<p>Me diz que tá louca, por mim<br />
Fala a verdade, você quer é festa<br />
quer risadas, se quer desmedida<br />
e me quer indomado, eu sei<br />
porque te pego feito bicho<br />
reacendo teu instinto<br />
acendo esse fogo insano<br />
esse tesão que arde, e queima,<br />
que marca, e desmascara<br />
e bebedeira</p>
<p>No final, você explode, desaba<br />
e se recolhe, em pedaços,<br />
respira fundo. Você&#8230; &#8230; &#8230;<br />
&#8230;então abre os olhos!<br />
Perdida, me procura<br />
Me ouve, eu debocho:<br />
<em>E aí, beleza?</em><br />
<em> Como que tá a vida?</em><br />
Me diz que tá boa<br />
Me diz que tá linda<br />
que por toda a vida<br />
será assim, tão minha</p>
<p>/ Ronaud Pereira /</p>
<p>***</p>
<p><a title="Confira outras poesias" href="https://www.ronaud.com/tag/poesias/">Veja outros poemas</a></p>
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		<title>Ponto G e a excitação feminina</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Ronaud Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 19 Dec 2013 17:11:03 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Amor]]></category>
		<category><![CDATA[Admiração]]></category>
		<category><![CDATA[Atração]]></category>
		<category><![CDATA[Comunicação]]></category>
		<category><![CDATA[Elogios]]></category>
		<category><![CDATA[Expressão pessoal]]></category>
		<category><![CDATA[Palavras]]></category>
		<category><![CDATA[Prazer]]></category>
		<category><![CDATA[Reconhecimento]]></category>
		<category><![CDATA[Relacionamentos]]></category>
		<category><![CDATA[Seja homem]]></category>
		<category><![CDATA[Sexo]]></category>
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					<description><![CDATA[As palavras amorosas possuem um poder enorme de sedução e não por acaso, são consideradas o verdadeiro Ponto G feminino. ]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<blockquote><p>As zonas erógenas da mulher são muitas. Mas antes de procurar por elas, eu recomendo que você ligue-as. E o interruptor está localizado na cabeça. <span style="line-height: 1.5em;">@BonnieLaCozza</span></p></blockquote>
<p>O ponto alto da vida da maioria das mulheres é se sentir desejada, importante, especial, enfim, amada.</p>
<p>A maioria se contenta com as expressões físicas desse sentimento, até porque boa parte nunca experimentou muita coisa além disso. <a href="https://www.ronaud.com/livros/50-tons-de-cinza-ou-50-tons-de-verdade/">Ficamos sabendo há pouco tempo que as mulheres estão <em>mal de homens</em></a>.</p>
<p>Mas uma parte delas quase <em>goza</em> ao ouvir palavras que as enalteçam.</p>
<p>Mulher adora <em>homenagem</em>.</p>
<blockquote><p>O verdadeiro Ponto G são os ouvidos. Isabel Allende &#8211; Escritora Chilena</p></blockquote>
<p>Porém tem que ser autêntico. Se você não sente nada, não diga. Se sente, <a title="Porque inteligência é afrodisíaco" href="https://www.ronaud.com/inteligencia/inteligencia-e-afrodisiaco/">aprenda a se expressar</a>.</p>
<p>Preste atenção nos cabelos, unhas, roupas, perfume. <a href="https://www.facebook.com/segredosuniversitarios/posts/1704715769574328" target="_blank" rel="nofollow noopener">Elas dizem que não, mas, né&#8230;</a> é certo que se ela capricha nessas coisas, é basicamente para você.</p>
<p>Fora o básico: Olhar, pele, cheiro, se está bonita, se está gostosa, etc e <a href="https://www.ronaud.com/amor/elogios-e-outras-palavras-de-amor/">outros milhões de etc&#8217;s</a>. Exercite sua sensibilidade.</p>
<p>Mas sempre cuidando para se manter na fronteira entre a indiferença e a bajulação.</p>
<p>E não adianta dizer o que sente uma vez por mês. <a title="Carlos Drummond concorda" href="https://www.ronaud.com/amor/quero-carlos-drummond-de-andrade/">Repita, repita, sempre</a>. Enquanto amar essa mulher, repita.</p>
<p>Se ela o ama, nunca será demais. E nunca mais vai te largar.</p>
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		<title>Felicidade: Não quero vê-la</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Ronaud Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 19 Jul 2013 17:23:17 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Vida]]></category>
		<category><![CDATA[Alegria]]></category>
		<category><![CDATA[Ansiedade]]></category>
		<category><![CDATA[Bens materiais]]></category>
		<category><![CDATA[Capitalismo]]></category>
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		<category><![CDATA[Felicidade]]></category>
		<category><![CDATA[Inveja]]></category>
		<category><![CDATA[Prazer]]></category>
		<category><![CDATA[Simplicidade]]></category>
		<category><![CDATA[Viver intensamente]]></category>
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					<description><![CDATA[Às vezes  a responsabilidade que me pesa, de se manter o pouco que tenho, me gera uma vontade enorme de largar tudo e ir morar numa cabaninha no alto da montanha. E tenho certeza que você também sente vontade semelhante; mas talvez em vez da montanha, prefira uma ilha deserta 🙂 Minha vida não é [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Às vezes  a responsabilidade que me pesa, de se manter o pouco que tenho, me gera uma vontade enorme de largar tudo e ir morar numa <em>cabaninha</em> no alto da montanha. E tenho certeza que você também sente vontade semelhante; mas talvez em vez da montanha, prefira uma ilha deserta 🙂</p>
<p>Minha vida não é complexa, mas é complicada, se é que você me entende. Tenho uma presença online através deste blog, algumas centenas de textos e vários leitores que se identificam com minha mensagem, o que passa a ideia, para muitos, de que sou um sujeito importante (ha ha ha). Mas quem me conhece pessoalmente sabe que não passo de um <em>zé coitado</em>, isto é, <del>um sujeito estranho</del> <ins>uma pessoa absolutamente normal</ins> metido a escrever e filosofar.</p>
<p>Mas de uns anos pra cá venho sentindo um disparate. Sinto que tenho as responsabilidades de <em>uma pessoa importante</em>, mas <em>curto a vida</em> como um <em>zé coitado</em>, isto é, muito pouco. Por isso esta ânsia por uma vida mais simples. Para que estes pesos ao menos se equilibrem.</p>
<p>A Mirian Bottan chegou a conclusão semelhante em seu twitter há alguns anos, e nunca mais esqueci:</p>
<blockquote><p>Quando tem compromisso/planos/trabalho demais e sacanagem de menos na sua vida. <a title="Twitter da Mirian Bottan" href="https://mobile.twitter.com/mbottan" target="_blank" rel="noopener">Mirian Bottan</a></p></blockquote>
<p>Mas a responsabilidade por ter mais responsabilidades do que gostaria também é minha 🙁</p>
<p><a title="Saudade do simples" href="https://www.ronaud.com/internet/saudade-do-simples/">A simplicidade me atrai</a>. E talvez pudesse adotar essa vida mais simples daqui mesmo de onde estou, sem precisar me mudar para longe. Só que para adotar essa vida simples no modo <em>extreme</em>, teria de me afastar de muitas pessoas que amo. Pois não suportariam uma vida simplória, já que se atraem por uns luxinhos capitalistas. E a convivência de pessoas com impulsos opostos é bem complicada.</p>
<p>Mas não é só isso. Bom, a verdade é que também eu me atraio por esses luxinhos. E me desdobro todo trabalhando para poder mantê-los.</p>
<p>Só que cansa.</p>
<p>Nos atraímos por esses luxos da vida urbana porque estamos no meio urbano, e vemos os outros curtindo essas coisas a cada passo, e <em>criança grande</em> que somos, também queremos curtir essas coisas. E pagamos o preço, <em>bem salgado</em>, por sinal. <a title="Viver a vida ou guardar dinheiro?" href="https://www.ronaud.com/prosperidade/viver-a-vida-ou-guardar-dinheiro/">E a moeda de troca quase sempre é a saúde</a>.</p>
<blockquote><p>Os homens me surpreendem&#8230; os homens perdem a saúde para juntar dinheiro, depois perdem dinheiro para recuperar a saúde; e por pensarem ansiosamente no futuro, esquecem do presente de tal forma que acabam por não viver o presente nem o futuro; e vivem como se nunca fossem morrer e, morrem como se nunca tivessem vivido. Então busquemos o equilíbrio, a harmonia! <a href="https://www.ronaud.com/frases-pensamentos-citacoes-de/dalai-lama">Dalai Lama</a></p></blockquote>
<p>Por isso a ideia da <em>cabaninha</em> no alto do morro. É uma metáfora, claro. Poderia ser uma casinha no interior, dessas que vemos pelas estradas, que são a única residência em um raio de 10km. Ali não veem o exibicionismo dos outros, então também vivem sossegados, sem a cobrança familiar ou pessoal de também ter o que os exibidos têm e fazem questão de mostrar.</p>
<p>Tem coisas na vida que seria melhor não vermos, e não sabermos que existe.</p>
<p>São muitas e <a title="O que se leva dessa vida?" href="https://www.ronaud.com/arte-de-viver/o-que-se-leva-dessa-vida/">não são só materiais não</a>. Aquela festa bacana para a qual não lhe convidaram também é uma delas 🙂</p>
<p>(Aliás, as principais coisas na vida que seria melhor não vermos, <strong>não são materiais</strong>.)</p>
<p>Porque depois que sabemos de sua existência, ficamos mal com a impossibilidade de participar delas.</p>
<p>A felicidade dos outros incomoda.</p>
<p>***</p>
<p><strong>Atualização &#8211; </strong>Hoje um amigo compartilhou o texto abaixo no <em>facebook</em>, que vem exatamente de encontro ao que tentei dizer acima:</p>
<blockquote>
<h3>O caminho de volta</h3>
<p align="JUSTIFY">Já estou voltando. Só tenho 37 anos e já estou fazendo o caminho de volta. Até o ano passado eu ainda estava indo. Indo morar no apartamento mais alto do prédio mais alto do bairro mais nobre. Indo comprar o carro do ano, a bolsa de marca, a roupa da moda.</p>
<p align="JUSTIFY">Claro que para isso, durante o caminho de ida, eu fazia hora extra, fazia serão, fazia dos fins de semana eternas segundas-feiras. Até que um dia, meu filho quase chamou a babá de mãe!</p>
<p align="JUSTIFY">Mas, com quase quarenta, eu estava chegando lá. Onde mesmo? No que ninguém conseguiu responder, eu imaginei que quando chegasse lá ia ter uma placa com a palavra &#8220;fim&#8221;. Antes dela, avistei a placa de &#8220;retorno&#8221; e nela mesmo dei meia volta.</p>
<p align="JUSTIFY">Comprei uma casa no campo (maneira chique de falar, mas ela é no meio do mato mesmo). É longe que só a gota serena. Longe do prédio mais alto, do bairro mais chique, do carro mais novo, da hora extra, da babá quase mãe.</p>
<p align="JUSTIFY">Agora tenho menos dinheiro e mais filho. Menos marca e mais tempo. E não é que meus pais (que quando eu morava no bairro nobre me visitaram quatro vezes em quatro anos), agora vêm pra cá todo fim de semana? E meu filho anda de bicicleta, eu rego as plantas e meu marido descobriu que gosta de cozinhar (principalmente quando os ingredientes vêm da horta que ele mesmo plantou).</p>
<p align="JUSTIFY">Por aqui, quando chove, a Internet não chega. Fico torcendo que chova, porque é quando meu filho, espontaneamente (por falta do que fazer mesmo) abre um livro e, pasmem, lê. E no que alguém diz &#8220;a internet voltou!&#8221; já é tarde demais porque o livro já está melhor que o <i>Facebook</i>, o <i>Twitter</i> e o <i>Orkut</i> juntos.</p>
<p align="JUSTIFY">Aqui se chama &#8220;aldeia&#8221; e tal qual uma aldeia indígena, vira e mexe eu faço a dança da chuva, o chá com a planta, a rede de cama. No São João, assamos milho na fogueira. Aos domingos, converso com os vizinhos. Nas segundas, vou trabalhar, contando as horas para voltar.</p>
<p align="JUSTIFY">Aí eu me lembro da placa &#8220;retorno&#8221; e acho que nela deveria ter um subtítulo que diz assim: &#8220;retorno – última chance de você salvar sua vida!&#8221; Você provavelmente ainda está indo. Não é culpa sua. É culpa do comercial que disse: &#8220;Compre um e leve dois&#8221;. Nós, da banda de cá, esperamos sua visita. Porque sim, mais dia menos dia, você também vai querer fazer o caminho de volta.</p>
<p style="text-align: left;" align="RIGHT">Téta Barbosa &#8211; Jornalista e publicitária, mora(va) no Recife &#8211; (A publicação original foi removida).</p>
</blockquote>
<p>***<br />
Leia também: <a href="http://colunas.revistaepoca.globo.com/mulher7por7/2010/10/30/como-a-classe-media-alta-brasileira-e-escrava-do-alto-padrao-dos-superfluos/" target="_blank" rel="noopener">A Classe Média Brasileira e a escravidão ao &#8220;alto padrão&#8221;</a>.</p>
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		<title>Delta de Vênus</title>
		<link>https://www.ronaud.com/livros/delta-de-venus/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Ronaud Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 16 Nov 2012 16:41:03 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Livros]]></category>
		<category><![CDATA[Livros sobre Sexualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Prazer]]></category>
		<category><![CDATA[Sexo]]></category>
		<category><![CDATA[Sexualidade]]></category>
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					<description><![CDATA[Inspirado pelo auê gerado pelo livro 50 Tons de Cinza, decidi ler O Delta de Vênus, da Anaïs Nin, um renomado clássico da literatura erótica.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_8587" style="width: 243px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://www.amazon.com.br/gp/product/852541395X/ref=as_li_tl?ie=UTF8&amp;camp=1789&amp;creative=9325&amp;creativeASIN=852541395X&amp;linkCode=as2&amp;tag=ronaud-20&amp;linkId=65a80a1520206f901bc14e54f59db6e4" rel="nofollow"><img fetchpriority="high" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-8587" class="wp-image-8587" title="Delta de Vênus" src="https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2012/11/delta-de-venus.jpg" alt="Delta de Vênus" width="233" height="400" srcset="https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2012/11/delta-de-venus.jpg 200w, https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2012/11/delta-de-venus-174x300.jpg 174w" sizes="(max-width: 233px) 100vw, 233px" /></a><p id="caption-attachment-8587" class="wp-caption-text">Delta de Vênus</p></div>
<p>Inspirado pelas críticas ao <a title="Por que 50 Tons de Cinza faz sucesso? Clique e leia" href="https://www.ronaud.com/livros/50-tons-de-cinza-ou-50-tons-de-verdade/">50 Tons de Cinza</a>, decidi ler O Delta de Vênus, da <a title="Frases de Anaïs Nin" href="https://www.ronaud.com/frases-pensamentos-citacoes-de/anais-nin">Anaïs Nin</a>, um renomado clássico da literatura erótica, o qual já havia ouvido falar há anos e anos e só agora me empenhei em obter.</p>
<p>A escrita realmente é mais rica, e a maioria dos relatos são ambientados na Paris do início do século XX, o que lhes conferem todo um glamour peculiarmente francês.</p>
<p>Mas a verdade <em>bem verdadeira</em> é que o livro mais parece uma série de relatos demonstrando até onde a perversão humana chega. São histórias que mais impressionam do que excitam.</p>
<p><iframe style="width: 120px; height: 240px;" src="//ws-na.amazon-adsystem.com/widgets/q?ServiceVersion=20070822&amp;OneJS=1&amp;Operation=GetAdHtml&amp;MarketPlace=BR&amp;source=ac&amp;ref=tf_til&amp;ad_type=product_link&amp;tracking_id=ronaud-20&amp;marketplace=amazon&amp;region=BR&amp;placement=852541395X&amp;asins=852541395X&amp;linkId=cb010e09b75f28c5a2f90ac3aba737ea&amp;show_border=true&amp;link_opens_in_new_window=false&amp;price_color=333333&amp;title_color=002dbf&amp;bg_color=ffffff" frameborder="0" marginwidth="0" marginheight="0" scrolling="no"><br />
</iframe></p>
<p>Concluí que eu realmente não sei mais o que poderia ser uma fronteira entre o saudável e o patológico quando o assunto é formas de se alcançar a excitação sensorial e psicológica.</p>
<p>A impressão que dá é que tem gente que vai longe demais e fico me questionando o porquê de tanto empenho.</p>
<p>Traumas, doença, depravação?</p>
<p>E quem teria autoridade pra esclarecer isso?</p>
<h3>Comprar o livro Delta de Vênus</h3>
<div id="attachment_8587" style="width: 243px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://www.amazon.com.br/gp/product/852541395X/ref=as_li_tl?ie=UTF8&amp;camp=1789&amp;creative=9325&amp;creativeASIN=852541395X&amp;linkCode=as2&amp;tag=ronaud-20&amp;linkId=65a80a1520206f901bc14e54f59db6e4" rel="nofollow"><img fetchpriority="high" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-8587" class="wp-image-8587" title="Delta de Vênus" src="https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2012/11/delta-de-venus.jpg" alt="Delta de Vênus" width="233" height="400" srcset="https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2012/11/delta-de-venus.jpg 200w, https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2012/11/delta-de-venus-174x300.jpg 174w" sizes="(max-width: 233px) 100vw, 233px" /></a><p id="caption-attachment-8587" class="wp-caption-text">Delta de Vênus</p></div>
<p>&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
					
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			</item>
		<item>
		<title>Venha a nós os vossos bens materiais</title>
		<link>https://www.ronaud.com/espiritualidade/venha-a-nos-os-vossos-bens-materiais/</link>
					<comments>https://www.ronaud.com/espiritualidade/venha-a-nos-os-vossos-bens-materiais/#comments</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Ronaud Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 15 Oct 2012 22:32:41 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Espiritualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Afeto]]></category>
		<category><![CDATA[Apego]]></category>
		<category><![CDATA[Consumo consciente]]></category>
		<category><![CDATA[Desapego]]></category>
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		<category><![CDATA[Luiz Gasparetto]]></category>
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					<description><![CDATA[Encontrei um ebook do Luiz Gasparetto perdido pela web, que é uma transcrição de um de seus cursos. Este ebook tem material para comentar aqui por 10 anos 🙂 Abaixo, cito uma frase das muitas que me chamaram a atenção: Nós somos espíritos que têm que conquistar a vida material. São dois grandes campos de treinamento: [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_6411" style="width: 202px" class="wp-caption alignleft"><a href="https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2011/10/e-meu-so-meu.jpg"><img decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-6411" class="size-full wp-image-6411" title="É meu, só meu, sai pra lá" src="https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2011/10/e-meu-so-meu.jpg" alt="É meu, só meu, sai pra lá" width="192" height="168" /></a><p id="caption-attachment-6411" class="wp-caption-text">É meu, só meu, sai pra lá</p></div>
<p>Encontrei um ebook do <a title="Conheça melhor a mensagem do Gasparetto" href="https://www.ronaud.com/espiritualidade/luiz-gasparetto-e-sua-mensagem-iluminadora/">Luiz Gasparetto</a> <em>perdido</em> pela web, que é uma transcrição de um de seus cursos. Este ebook tem material para comentar aqui por 10 anos 🙂 Abaixo, cito uma frase das muitas que me chamaram a atenção:</p>
<blockquote><p>Nós somos espíritos que têm que conquistar a vida material. São dois grandes campos de treinamento: o afetivo e o financeiro. Luiz Gasparetto</p></blockquote>
<p>De modo geral, toda corrente espiritual tende a nos convencer de que só o que importa são as <em>coisas do espírito</em>, e que portanto devemos fazer o possível para nos desapegarmos das coisas materiais.</p>
<p><em>Daí vem</em> o Gasparetto e diz exatamente o inverso. Que não devemos viver num mundo material focados no mundo espiritual e sim que devemos adquirir e manter a consciência de nossa natureza espiritual, justamente através da lida com as coisas materiais.</p>
<p>É um ponto de vista bem diferente e digno de dar um nó na cabeça.</p>
<p>Não é errado querer as coisas. Não é errado querer TER o que você quer. Não é errado desejar aquele carro dos seus sonhos, a casa dos seus sonhos, a decoração dos seus sonhos, nem é errado querer ter muito dinheiro. Não é errado brigar pelo que queremos, nem baixar a cabeça quando vemos que o que queremos não é possível.</p>
<p>Tampouco é errado curtir o sexo, curtir o prazer que o corpo proporciona, que as companhias nos proporcionam. Não é errado insistirmos em encontrar uma companhia.</p>
<p>Talvez sim, seja errado querer manter-se sozinho por medo. Aprender e saber se relacionar, eis talvez o maior dos acertos.</p>
<p>Errado é ficar perambulando nesse mundo julgando como errado o que nos é natural.</p>
<p>Num ponto do ebook, o Gasparetto chega a provocar:</p>
<blockquote><p><strong>Quem tem poder são os materialistas</strong>, os espiritualistas são pobres. Como é a qualidade de sua vida? Esse papel de espiritual, <em>bonzinho</em>, leva você para onde? Veja lá para onde as idéias estão te levando. Com sua pretensão espiritual, você está vendo o outro que você acha materialista estar bem e fica falando mal dele, em vez de olhar para o que ele está fazendo.</p></blockquote>
<p>E aí, você concorda?</p>
]]></content:encoded>
					
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		<title>Como emagrecer sem sacrifícios</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Ronaud Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 22 Sep 2012 02:47:18 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[Como emagrecer]]></category>
		<category><![CDATA[Conhecimento]]></category>
		<category><![CDATA[Equilíbrio]]></category>
		<category><![CDATA[Harmonia]]></category>
		<category><![CDATA[Nutrição]]></category>
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					<description><![CDATA[Aviso importante: Não sou nutricionista e portanto, não posso me responsabilizar por eventuais danos que possam lhe ocorrer caso siga as ideias expostas a seguir. Sou apenas um interessado que gosta de estudar as coisas e encontrar formas melhores de se levar a vida. NA DÚVIDA, ABRA A MÃO E CONSULTE UM NUTRICIONISTA. Está avisado [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Aviso importante:</strong> Não sou nutricionista e portanto, não posso me responsabilizar por eventuais danos que possam lhe ocorrer caso siga as ideias expostas a seguir. Sou apenas um interessado que gosta de estudar as coisas e encontrar formas melhores de se levar a vida. NA DÚVIDA, ABRA A MÃO E CONSULTE UM NUTRICIONISTA. Está avisado 🙂</p>
<p>***</p>
<p>Desde uns 6 anos atrás, mais especificamente, depois que me casei 😉 comecei a engordar aproximadamente 1 quilo e meio por ano 🙁</p>
<p>Quando a balança bateu nos 75 quilos, realmente me assustei.</p>
<p>E resolvi tomar uma iniciativa.</p>
<p>E com base em um pouco de estudo, consegui emagrecer cerca de 2 quilos em menos de dois meses.</p>
<p>Vou tentar relatar aqui a estratégia que adotei e as ações que tomei para conseguir esse feito, e também breves comentários sobre como pequenos hábitos geram resultados indesejáveis.</p>
<p>Enfatizo por fim que o que se segue tem mais a ver com mudança de hábitos para uma vida mais saudável, que resultará num emagrecimento lento e gradual, do que com uma dieta para se emagrecer na base do <em>tratamento de choque</em>. Se você tem pressa, essa mensagem não é para você.</p>
<p>Veja também: <strong><a href="https://go.hotmart.com/K11844472A">Dieta dos 21 Dias</a></strong></p>
<h3>Pra começar</h3>
<p>Em primeiro lugar, se você não tem uma balança de banheiro, compre. Têm umas balanças analógicas a meros 30 reais.</p>
<p>Vale a pena, porque não dá pra ficar querendo controlar o peso tendo que ir se pesar na balança da farmácia a cada passo. Se você quer realizar qualquer intenção na vida, deverá levá-la a sério e investir nela.</p>
<p>E principalmente porque o ideal é se pesar sempre pela manhã, e sempre com o mesmo pijama, ou nu, se for o caso. Isso porque calçados e roupas variam e aumentam consideravelmente a indicação da balança.</p>
<h3>Um pouco de teoria</h3>
<p>Talvez você já saiba das informações abaixo, mas talvez não, por isso vou tentar explicar de modo resumido o <em>funcionamento</em> básico do nosso corpo.</p>
<p>Nosso corpo está a todo momento consumindo energia. Quando estamos exercendo algum tipo de atividade física, esse consumo aumenta. Quando estamos parados, o consumo se reduz, mas não cessa, ou seja, nosso corpo está o tempo todo gastando calorias. Lembre-se que nossa temperatura média é 36 graus e que é necessário bastante energia pra produzir e manter esse calor todo, que não é pouco em relação à temperatura média da maioria dos lugares.</p>
<p>Agora veja: uma churrasqueira normal gera calor através da queima de carvão. Mas&#8230; e o corpo humano? Qual é seu combustível?</p>
<p><em>AÇÚCAR</em>.</p>
<div id="attachment_8216" style="width: 281px" class="wp-caption alignleft"><img decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-8216" class="size-full wp-image-8216 " title="Diga OLÁ para a glicose" src="https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2012/09/molecula-de-glicose.jpg" alt="Diga OLÁ para a glicose" width="271" height="186" /><p id="caption-attachment-8216" class="wp-caption-text">Diga OLÁ para a glicose</p></div>
<p>Sim, açúcar, em uma de suas formas mais básicas, a glicose.</p>
<p>E também outros tipos de açúcares (veja glossário ao fim do texto), lembrando que nem todos os açúcares, ou carboidratos, são doces. Há quem afirme que açúcares são carboidratos, outros que carboidratos são açúcares, há ainda o termo <em>glicídios</em>, e bem no fim são nomes diferentes para o mesmo tipo de substância: moléculas formadas por átomos de <strong><em>Hidrogênio</em></strong> e <em><strong>Carbono</strong></em>, e eventualmente, por <em><strong>Oxigênio</strong>.</em></p>
<p>Fiquemos então com o termo <em>CARBOIDRATO</em>.</p>
<p>Agora você já sabe: sempre que olhar a tabela nutricional de QUALQUER alimento, <strong>quando encontrar o termo <em>carboidratos</em>, traduza instantaneamente para <em>açúcar</em></strong>, assim como você já traduz instantaneamente o termo <em>sódio</em> para <em>sal</em>. Dessa forma, você perceberá que praticamente todo alimento é constituído basicamente por carboidratos, gorduras, proteínas e sódio, além, evidentemente, da água.</p>
<p>Você pode estar pensando: &#8220;Mas e a gordura?&#8221;. Pois bem, a gordura no corpo é como uma <em>reserva</em> de combustível. Quando falta açúcar, o corpo começa a <em>queimar</em> gordura, e quando falta gordura, ele queima as proteínas dos nossos tecidos, até consumir a si mesmo e morrer, numa situação extrema. Devemos saber apenas que nosso corpo <em>prefere</em> trabalhar com o açúcar, por uma facilidade natural do organismo em lidar com essa substância. Já quando ingerimos mais açúcar do que consumimos, o corpo transforma-o em gordura, justamente para guardar para um caso de necessidade.</p>
<div id="attachment_28757" style="width: 715px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-28757" class="size-full wp-image-28757" src="https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2012/09/Screenshot.png" alt="Proporção de açúcar nas bebidas" width="705" height="279" srcset="https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2012/09/Screenshot.png 705w, https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2012/09/Screenshot-300x119.png 300w" sizes="auto, (max-width: 705px) 100vw, 705px" /><p id="caption-attachment-28757" class="wp-caption-text">Proporção de açúcar nas bebidas</p></div>
<h3>Açúcar é energia</h3>
<p>Não se costuma sugerir a pessoas que estão passando por momentos de <em>fraqueza física</em> que comam um <em>bombom</em>? Pois o açúcar que ele proverá ao corpo já ajudará a obter a energia que está precisando momentaneamente. E também se sugere que as pessoas que exercem atividades físicas regulares ingiram boas quantidades de arroz com feijão e massas, pois estes alimentos fornecem grandes quantias de carboidratos ao organismo, sendo ideais para quem <em>queima</em> grandes quantidades de energia.</p>
<p><strong>Se pessoas que se movimentam bastante precisam de muito carboidrato, como devem fazer as pessoas sedentárias, que não gostam de exercícios físicos, tipo o <em>Ronaud</em>?</strong></p>
<p>Pois bem, deixando de lado toda aquela <em>conversa</em> de que exercícios fazem bem pra saúde e <em>tal tal tal</em>, a lógica determinaria que, como pessoas sedentárias consomem pouca energia, devem também ingerir pouca quantidade de alimentos &#8220;energéticos&#8221;, ou seja, pouca quantia de carboidratos.</p>
<p>E é exatamente isso que tenho feito.</p>
<p>Porque, como dito acima, o corpo do sedentário <em>processa</em> esse excesso de energia e o transforma em&#8230; <em>gordura</em>. E começa a acumulá-la, deixando o mundo mais <em>redondo</em> 🙂 O que se tem a fazer então é reduzir a energia proporcionada pelo açúcar para que o corpo comece a queimar o excesso de gordura acumulada ao longos dos anos.</p>
<p>O conceito é simples, e depois que você passa a conhecer quais alimentos possuem carboidratos demais, fica mais fácil evitá-los ou dosá-los moderadamente em suas refeições diárias.</p>
<p>A seguir comento como tenho conduzido essa <em>moderação.</em></p>
<h3>Bebidas</h3>
<p>Minha primeira atitude foi eliminar o açúcar dos cafezinhos. Muita gente já faz isso, mas pra outros pode parecer estranho. Entretanto devemos perceber que estamos todos VICIADOS no açúcar. Veja bem, até há alguns séculos, açúcar era raridade. Não é natural para o ser humano ingerir nem açúcar (a não ser de frutas &#8211; a frutose) e nem sal. Açúcar branquinho, 100% industrializado como vemos hoje é algo bem recente. E praticamente um <em>veneno</em> pro corpo, principalmente em quantias grandes, como a que vem nos <a title="Saiba mais sobre a composição da Coca-cola" href="https://www.ronaud.com/saude/a-verdade-sobre-os-refrigerantes/">refrigerantes</a>. É seu fígado que <em>sofre</em> para processar toda essa doçura que você <em>bota pra dentro</em>. Enfim, como é tradição na minha família tomar café amargo com leite &#8211; meu avô bebia café preto, frio, amargo, no bico do bule &#8211; então pra mim foi uma questão de assumir minhas <em>raízes</em> 🙂</p>
<p>No começo é difícil. Depois&#8230; continua difícil&#8230; até você se perceber GOSTANDO daquela bebida amarga.</p>
<p>Aqui cabe uma observação sobre como o ser humano é <em>bobinho</em>. O mesmo indivíduo que bebe vinho SECO, por questões de sabor e paladar, e também whisky, conhaque e outras bebidas fortes (e amargas) é o mesmo que ENTOPE o cafezinho de açúcar, porque o amargor do café é <em>insuportável</em>. Por que não coloca açúcar no vinho também?</p>
<p>E mais: depois que você aprende a beber vinho seco, café amargo, etc, e vai eliminando o açúcar da sua alimentação, quando eventualmente come algo doce, como um bolo qualquer, ele lhe parece MUITO MAIS doce do que antes, tornando-se muitas vezes enjoativo.</p>
<p>Vale comentar que tanto os refrigerantes como os sucos naturais de caixinha possuem quantias <em>grotescas</em> de açúcar. Eu não parei de beber refrigerantes, apenas passei a beber menos, e de modo mais esporádico. Até porque a eliminação completa do açúcar no café acaba compensando um eventual gole do <em>refri</em>. E, principalmente, porque quero emagrecer com inteligência, e não com sacrifícios. Mas para quem tem tempo e disposição, o ideal MESMO são sucos naturais, feitos na hora, e adoçados moderadamente, ou, preferencialmente, saboreados sem açúcar, afinal as próprias frutas possuem seu açúcar natural &#8211; a <em>frutose</em>.</p>
<h3>Arroz</h3>
<p>Minha segunda atitude foi eliminar o arroz da minha dieta, substituindo-o por batatas.</p>
<p>É sabido que além do próprio açúcar, que é composto 100% de carboidratos, alimentos como o arroz, pães e massas (feitos com trigo) e feijão são fontes abundantes de carboidratos. E com base nesta <em>tabela da Unicamp </em> <small>( a página foi removida, vai ter que confiar em mim, juro que estava lá 😉 )</small>, é possível perceber que, constituído de praticamente 80% de carboidratos, um grãozinho de arroz seco é praticamente um floquinho de açúcar, sem ser doce. Quando cozido, essa porcentagem se reduz para 50%, já que o grão do arroz <em>incha</em> absorvendo água. O que ainda é bastante se comparado à batata, por exemplo, constituída por apenas 15% de carboidratos e inacreditáveis 80% de&#8230; água.</p>
<div id="attachment_8230" style="width: 226px" class="wp-caption alignleft"><a href="https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2012/09/bife-de-chorizo.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-8230" class=" wp-image-8230 " title="O bife de chorizo porteño. Nem lembrei que existia arroz..." src="https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2012/09/bife-de-chorizo.jpg" alt="O bife de chorizo porteño. Nem lembrei que existia arroz..." width="216" height="162" srcset="https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2012/09/bife-de-chorizo.jpg 600w, https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2012/09/bife-de-chorizo-300x225.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 216px) 100vw, 216px" /></a><p id="caption-attachment-8230" class="wp-caption-text">O bife de chorizo porteño. Nem lembrei que existia arroz&#8230;</p></div>
<p>Em viagem recente à Buenos Aires, alguns aspectos da dieta <em>porteña</em> me chamaram muita atenção. Lá eles comem basicamente carne acompanhada por batatas ou massas. E, de fato, são um povo bem magro. Durante os três dias que fiquei por lá, não lembro de ter visto DUAS pessoas <em>gordas</em>. E voltei com essa observação <em>na cabeça</em>.</p>
<p>Posteriormente, já em casa, após reflexão sobre o tema, me ocorreu o quanto a batata é um alimento bem mais versátil e SABOROSO do que o arroz. Este serve, na dieta brasileira, basicamente para forrar o prato, acompanhando outros preparos, fazendo-o comer mais do que deveria. Fãs do arroz me perdoem, mas você não come <em>arroz frito</em> como come <em>batatas fritas</em>, você não come <em>purê de arroz</em> como come <em>purê de batata</em>, você não come <em>arroz refogado com ervas finas</em> como come <em>batata refogada na manteiga com ervas</em>; Não come <em>nhoque  de arroz</em> como come <em>nhoque (naturalmente) de batata</em>&#8230;</p>
<p><em>Conversinha</em> pra dar fome, hein?</p>
<p>Enfim, eis que aboli o arroz do meu cardápio. E eis que tenho visto resultados.</p>
<h3>Pães, Massas</h3>
<p>Já fui de comer mais pães, principalmente na janta. Mas isso foi algo que veio mudando <em>por conta</em> ao longo dos últimos tempos. Hoje praticamente não <em>compro</em> mais pães pra comer em casa, pois além de acabar <em>estragando</em>, acabamos nos forçando a comer pão velho pra não ir fora, o que também contribui para o excesso de carboidratos &#8211; e pior, sem muita vontade de comer.</p>
<p>Macarrões também têm praticamente o mesmo nível de carboidratos do arroz e devem ser evitados. Mas percebi que massas pré-cozidas possuem quantia menor desse nutriente.</p>
<h3>Frutas</h3>
<p>As frutas são, de forma geral, doces. Portanto, têm algum carboidrato em sua composição. Vale chamar a atenção para a banana, que possui cerca de 30% de carboidratos, sendo por isso a preferida dos atletas. Então apesar de oferecer uma infinidade de nutrientes, deve ser evitada em favor de outras frutas, por quem pretende emagrecer. Ainda bem que opções não faltam ao brasileiro.</p>
<h3>Outras fontes de carboidratos</h3>
<p>Outros alimentos a base de aveia, chocolate, farinha láctea, trigo, mandioca e milho são fontes abundantes de carboidratos e devem ser ingeridos com cautela. Portanto&#8230;</p>
<p><strong>? IMPORTANTE</strong>: &#8230;jamais junte no mesmo prato carboidrato com carboidrato, ou seja, jamais misture macarrão e arroz, ou arroz e (muita) batata. E mesmo quando comer arroz com feijão, alma-gêmeas na culinária brasileira, pegue POUCO. Juntar carboidrato com carboidrato é como se ajoelhar e implorar: &#8220;Por favor, deuses do universo, me engordem.&#8221;</p>
<p>O motivo pelo qual optei por eliminar o arroz, além dos descritos acima, é que ele é uma enorme fonte de carboidrato e é ingerido praticamente todo dia por nós. Há outros alimentos também ricos em carboidrato, mas que são ingeridos esporadicamente. Então na medida em que, ao menos eu aqui, consegui eliminar o açúcar diário dos cafezinhos e o arroz das minhas refeições, tem-me sobrado &#8220;espaço&#8221; na cota de carboidratos diários para esses outros alimentos, tipo o chocolate ou um <em>bolinho</em> no café da tarde, por exemplo. E vale ainda comentar que para quem come em restaurantes com buffet, fica facílimo deixar o arroz de lado, com a sempre grande variedade de opções que esses lugares costumeiramente oferecem.</p>
<h3>Sobras</h3>
<div id="attachment_8223" style="width: 160px" class="wp-caption alignleft"><a href="https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2012/09/Mister-Gordo.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-8223" class="size-thumbnail wp-image-8223 " title="Lhes apresento o &quot;GORDO&quot;" src="https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2012/09/Mister-Gordo-150x150.jpg" alt="Lhes apresento o &quot;GORDO&quot;" width="150" height="150" /></a><p id="caption-attachment-8223" class="wp-caption-text">Lhes apresento o &#8220;GORDO&#8221;</p></div>
<p>As sobras eram um problema aqui em casa. Sempre tive uma obsessão por não jogar nada fora (<em>deusolivre</em>, é pecado, tu não sabes? tanta gente passando fome por aí zzzzzzzzzz )</p>
<p>Mas não tem jeito. Para não jogar nada fora, acabávamos comendo comida velha e sempre acrescentando aquele restinho a mais no prato, <em>pracabá de vez</em>. Comia-se comida velha, ruim, e além da conta. Depois não sabíamos por que engordávamos. São hábitos antiquados que incorporamos de forma inconsciente e que nos prejudicam sem percebermos.</p>
<p>Nos ajudou bastante o fato de termos um cachorrinho<em> viralatinha</em> que é um verdadeiro incinerador, que come de tudo. Então além de procurar comprar e fazer as coisas em quantidade menor, estamos dando o que resta para o bicho. E ele realmente não parece se importar.</p>
<p>Eu chegava ao absurdo de beber refrigerante sem gás, já passado, só para <em>não jogar fora</em>. Até eu perceber que eu deixava de jogar alimentos <em>passados</em> no lixo, para jogar dentro de mim.</p>
<p>Pois é&#8230; quem nunca? 😉</p>
<h3>Sem sacrifícios</h3>
<p>Mas vale observar que de maneira nenhuma tenho deixado de comer bem. Muito pelo contrário. Como dito acima, quero emagrecer com inteligência, e não com sacrifícios. As mudanças que relato aqui me ocorreram de forma natural. E substituir arroz branco por qualquer preparo com batatas <em>bem temperadinhas</em> não é nenhum sacrifício. O que acontece é que o arroz é tão <em>sagrado</em> na dieta brasileira, que mesmo tendo outros preparos, ainda o comemos quando pode ser dispensado. Na medida em que eu o eliminei por aqui, de fato meus pratos têm sido preenchidos com mais moderação.</p>
<p>E tenho saído das refeições absolutamente <em>bem</em>, ao contrário de tempos atrás, quando saía <em>estufado</em>. E realmente é sugestão comum de nutricionistas de <strong>comer menos e mais vezes</strong>, isso inclui preencher <em>MENOS</em> o prato das refeições principais, como almoço ou janta, mesmo que logo mais você já esteja beliscando qualquer coisa. É melhor assim do que sair estufado da mesa, hábito que ajuda a criar barriga.</p>
<p>Minha sugestão &#8211; hábito que venho adquirindo &#8211; é que prepare o seu prato com a carne, de preferência assada, ou frita com pouquíssimo óleo e temperada com temperos naturais como cebolinha verde, salsinha, cebola e alho, acompanhada com qualquer prato com batatas, ou pouca quantia de massas, e completada com algum tipo de salada. Aqui em casa, pra facilitar, costumamos comer muita cenoura, beterraba ou pepinos em conserva.</p>
<p>Enfim, estes são meus novos hábitos e minha nova rotina <em>gastronômica</em> 🙂 Certamente é muito diferente da sua, porém OS PRINCÍPIOS que adotei podem ser perfeitamente adotados por você, e adaptados para a sua realidade.</p>
<p>E boa sorte com seu desafio de emagrecer!</p>
<h2>Glossário de Carboidratos</h2>
<p>Siga adiante apenas se quiser se aprofundar no tema:</p>
<p><a title="Clique e confira" href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Carboidrato" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Carboidrato, Glicídios e Açucares se referem à mesma substância</a>. São as biomoléculas mais abundantes na natureza, constituídas principalmente por carbono, hidrogênio e oxigênio. Dentre as diversas funções atribuídas aos carboidratos, a principal é a <a title="Energia" href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Energia">energética</a>. O carboidrato é um dos três macronutrientes de que nosso corpo precisa, junto a gordura e a proteína.</p>
<p>Os carboidratos são divididos em três categorias: Monossacarídeos, Oligossacarídeos, Polissacarídeos. Dos monossacarídeos (há vários) os mais importantes para nós aqui são:</p>
<p><strong>Glicose</strong> &#8211; Molécula mais utilizada pelas células para a obtenção de energia. É o carboidrato mais importante da natureza. É resultado da fotossíntese das plantas.<br />
<strong>Frutose</strong> &#8211; O açúcar das frutas.<br />
<strong>Galactose</strong> &#8211; Constitui a lactose do leite.</p>
<p>Dos oligossacarídeos, os mais importantes são:</p>
<p><strong>Sacarose</strong> &#8211; (glicose + frutose) &#8211; Abundante na cana-de-açúcar e beterraba. É o açúcar comum comercial.<br />
<strong>Lactose</strong> &#8211; (glicose + galactose) &#8211; Encontrada no leite.<br />
<strong>Maltose</strong> &#8211; (glicose + glicose) &#8211; Encontrada em alguns vegetais.</p>
<p>Dos polissacarídeos:</p>
<p><strong>Amido</strong> &#8211; Armazenado no amiloplasto de raízes do tipo tuberosa (mandioca, batata doce, cará), caules do tipo tubérculo (batatinha), frutos e sementes. Principal reserva energética dos vegetais.<br />
<strong>Glicogênio</strong> &#8211; Armazenado no fígado e nos músculos. Principal reserva energética de animais e fungos.<br />
<strong>Celulose</strong> &#8211; Função estrutural na célula vegetal, como um componente da parede celular.<br />
<strong>Quitina</strong> &#8211; Constitui o exoesqueleto dos artrópodes e está presente na parede celular dos fungos.</p>
<h3>Presença do açúcar nos alimentos que ingerimos</h3>
<p>O gráfico abaixo demonstra de forma clara a overdose de açúcar que ingerimos diariamente através de alimentos aparentemente inofensivos.</p>
<div id="attachment_9364" style="width: 680px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2012/09/presenca-de-acucar-nos-alimentos.jpg"><img decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-9364" class="size-full wp-image-9364" title="Ingerimos uma overdose de açúcar todos os dias e não sabemos" src="https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2012/09/presenca-de-acucar-nos-alimentos.jpg" alt="Ingerimos uma overdose de açúcar todos os dias e não sabemos" width="670" srcset="https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2012/09/presenca-de-acucar-nos-alimentos.jpg 720w, https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2012/09/presenca-de-acucar-nos-alimentos-300x250.jpg 300w" sizes="(max-width: 720px) 100vw, 720px" /></a><p id="caption-attachment-9364" class="wp-caption-text">Ingerimos uma overdose de açúcar todos os dias e não sabemos</p></div>
<h3>Diferenças Nutricionais entre o arroz e a batata</h3>
<p><strong>100gr de Batata Inglesa cozida:</strong><br />
calorias 85 kcal<br />
Carboidratos 12,5g<br />
Proteínas 2,5g<br />
Gorduras totais 0g<br />
Fibra alimentar 2,5g</p>
<p><strong>100gr de arroz branco</strong><br />
calorias 300kcal<br />
Carboidratos 76g<br />
Proteínas 7g<br />
Gorduras totais 0g<br />
Fibra alimentar 2,2mg</p>
<p>***</p>
<p>Veja também: <strong><a href="https://go.hotmart.com/K11844472A">Dieta dos 21 Dias</a></strong>.</p>
]]></content:encoded>
					
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			</item>
		<item>
		<title>Autoestima, competência e auto-engano</title>
		<link>https://www.ronaud.com/autoestima/autoestima-competencia-e-auto-engano/</link>
					<comments>https://www.ronaud.com/autoestima/autoestima-competencia-e-auto-engano/#comments</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Ronaud Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 23 Jan 2012 03:38:42 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Autoestima]]></category>
		<category><![CDATA[Ação]]></category>
		<category><![CDATA[Acomodação]]></category>
		<category><![CDATA[Auto-engano]]></category>
		<category><![CDATA[Comodismo]]></category>
		<category><![CDATA[Competência]]></category>
		<category><![CDATA[Conforto]]></category>
		<category><![CDATA[Harmonia]]></category>
		<category><![CDATA[Ilusões]]></category>
		<category><![CDATA[Iniciativa]]></category>
		<category><![CDATA[Motivação]]></category>
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		<category><![CDATA[Renovando atitudes]]></category>
		<category><![CDATA[Trabalho]]></category>
		<category><![CDATA[Zona de conforto]]></category>
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					<description><![CDATA[Algumas pessoas insistem que não, mas de uma forma ou de outra a nossa autoestima é sim bastante vulnerável à condições externas de nossa vida.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Não tem jeito, de uma forma ou de outra todos nós somos vulneráveis às condições externas de nossa vida.</p>
<p>Sempre que você procurar algo sobre autoestima, vai encontrar autores afirmando com base na opinião de&#8230; especialistas&#8230; que &#8220;a verdadeira autoestima não depende de fatores externos&#8221;.</p>
<p>Hum, só se for a autoestima de monges budistas e outros eremitas que vivem (e conseguem viver) alheios à vida. <a href="https://www.ronaud.com/pensamentos/o-que-voce-mais-quer-da-vida/">Essa é uma autoestima impossível para eu e você que vivemos <em>imersos</em> na sociedade</a>.</p>
<p><strong>É claro que a autoestima depende de fatores externos.</strong> Um bom trabalho, um bom salário, uma boa companhia, um belo carro na garagem, um visual satisfatório, desafios superados, enfim, deixam qualquer um feliz da vida. Vejo que a harmonia interna depende diretamente da harmonia externa e que não há como ser diferente. Ao menos, não para a maioria de nós.</p>
<p>Acho meio utópica essa mensagem idealista de que devemos ser capazes de nos sentir em paz internamente mesmo que tudo em volta vá mal. Nem sempre dá! Acredito fortemente que a paz interior &#8211; e portanto, nossa autoestima &#8211; é resultado justamente da harmonia externa, aquela que observamos nas coisas, pessoas e fatos que representam nossos valores. Acho que nada supera a sensação de paz e plenitude que aquele sentimento de competência em dar conta da vida pode nos proporcionar.</p>
<p>Há coisas na vida que dependem diretamente da nossa iniciativa para irem bem. Então de pouco adianta ficar tentando se harmonizar por dentro se não se consegue dar conta da própria vida em seus aspectos mais práticos.</p>
<h3>Alguns exemplos</h3>
<p>Se você está descontente com seu corpo, em vez de tentar aceitá-lo como é, será que não será mais efetivo VENCER A PREGUIÇA e começar a se exercitar em alguma academia? Já reparou na energia boa das pessoas que se exercitam regularmente e no orgulho com o qual exibem o corpo e a saúde?</p>
<p>Se você gosta de se exibir (sem julgar se isso é certo ou errado) e tá com aquele carrinho velhinho. Em vez de ficar aí se conformando com sua situação, não valeria mais a pena se esforçar e comprar um carro novo? Vai ver se o pessoal que passeia orgulhoso com seus carrões está preocupado com os juros que estão pagando, ou com a poluição que estão gerando, ou com as criancinhas que morrem de fome na África. Eles querem mesmo é aplausos. E daí?</p>
<p>A questão aqui é o dilema <strong>conformação x luta</strong>.</p>
<p>Outro exemplo: Você está há anos nesse seu <em>empreguinho</em> entediante e sem sentido. E você fica aí tentando se conformar e se justificar encontrando argumentos (sempre furados) para continuar e deixar tudo como está. Esse é o fator externo que não vai bem. O que é melhor: Ficar fazendo orações pedindo paciência pra Deus, e indo em cartomantes vendo se elas aparecem com alguma esperança, e fazendo aulas de meditação tentando se harmonizar por dentro&#8230;</p>
<p>OU&#8230;</p>
<p>&#8230;batalhar por um emprego melhor?</p>
<p>Entenda: Dentro deste último exemplo, nem o melhor guia espiritual do mundo vai lhe proporcionar a autoestima e a sensação de paz interior que só um trabalho que você gosta pode lhe proporcionar.</p>
<p>É uma questão de objetividade. De parar de se enganar. De parar de negar o que mais queremos.</p>
<h3>Cuide com os especialistas</h3>
<p>É preciso tomar cuidado com a opinião de&#8230; especialistas. Suas teorias acadêmicas beiram muitas vezes o que o povo chama de &#8220;viagem&#8221;. Elas não tem praticidade nenhuma. Você lê um texto como o <em>linkado</em> aqui e simplesmente não consegue conclusão alguma sobre o que foi dito. Porque não é prático, não há sugestões de atitudes possíveis, apenas considerações filosóficas.</p>
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		<title>Viver a vida ou guardar dinheiro?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Ronaud Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 09 Nov 2011 23:38:47 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Prosperidade]]></category>
		<category><![CDATA[Bens materiais]]></category>
		<category><![CDATA[Dinheiro]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Ganhar dinheiro]]></category>
		<category><![CDATA[Pobreza]]></category>
		<category><![CDATA[Prazer]]></category>
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					<description><![CDATA[Recebi este texto por email e é mais um daqueles textos que se alastram pela web e não se tem mais como averiguar a autoria. A princípio ele é atribuído a Max Gehringer. De todo modo o que importa é a mensagem, muito significativa: Recebi uma mensagem muito interessante de um ouvinte da CBN e peço [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Recebi este texto por email e é mais um <a title="Igual praga" href="https://www.google.com.br/?gws_rd=ssl#q=jovens+executivos+davam+receitas+simples+e+pr%C3%A1ticas+para+qualquer+um+ficar+rico.+E+eu+aprendi+muita+coisa.&amp;hl=pt-BR&amp;prmd=imvns&amp;ei=Dwu7TurSAuf20gHsjOnfCQ&amp;start=0&amp;sa=N&amp;bav=on.2,or.r_gc.r_pw.r_cp.,cf.osb&amp;fp=7c7a52e762043d56&amp;biw=1280&amp;bih=939" target="_blank" rel="nofollow noopener">daqueles textos que se alastram pela web</a> e não se tem mais como averiguar a autoria. A princípio ele é atribuído a <a title="Frases de Max Gehringer" href="https://www.ronaud.com/frases-pensamentos-citacoes-de/max-gehringer" target="_blank" rel="noopener">Max Gehringer</a>. De todo modo o que importa é a mensagem, muito significativa:</p>
<blockquote><p>Recebi uma mensagem muito interessante de um ouvinte da CBN e peço licença para lê-la na íntegra, porque ela nem precisa dos meus comentários. Lá vai:</p>
<p>&#8220;Prezado Max meu nome é Sérgio, tenho 61 anos, e pertenço a uma geração azarada. Quando eu era jovem as pessoas diziam em escutar os mais velhos, que eram mais sábios. Agora me dizem que tenho de escutar os jovens porque são mais inteligentes.</p>
<p>Na semana passada eu li numa revista um artigo no qual jovens executivos davam receitas simples e práticas para qualquer um ficar rico. E eu aprendi muita coisa. Aprendi por exemplo, que se eu tivesse simplesmente deixado de tomar um <strong>cafezinho</strong> por dia, durante os últimos 40 anos, eu teria ec onomizado R$ 30.000,00. Se eu tivesse deixado de comer uma <strong>pizza</strong> por mês teria economizado R$ 12.000,00 e assim por diante. Impressionado peguei um papel e comecei a fazer contas, e descobri para minha surpresa que hoje eu poderia estar milionário.</p>
<p>Bastava eu não ter tomado as <strong>caipirinhas</strong> que eu tomei, não ter feito muitas das <strong>viagens</strong> que fiz, não ter comprado algumas das <strong>roupas</strong> caras que eu comprei, e principalmente não ter desperdiçado meu dinheiro, em itens supérfluos e descartáveis.</p>
<p>Ao concluir os cálculos percebi que hoje eu poderia ter quase R$ 500.000,00 na conta bancária. É claro que eu não tenho este dinheiro. Mas se tivesse, sabe o que este dinheiro me permitiria fazer?</p>
<p><strong>Viajar</strong>, comprar <strong>roupas</strong> caras, me esbaldar com itens supérfluos e descartáveis, comer todas as <strong>pizzas</strong> que eu quisesse e tomar <strong>cafezinhos</strong> à vontade. Por isso acho que me sinto feliz em ser pobre. <strong>Gastei meu dinheiro com prazer e por prazer</strong>, porque hoje com 61 anos não tenho mais o mesmo pique de jovem, nem a mesma saúde, portanto viajar, comer pizzas e cafés não fazem bem na minha idade e roupas hoje não vão melhorar muito o meu visual.</p>
<p>E recomendo aos jovens e brilhantes executivos, que façam a mesma coisa que eu fiz. Caso contrário eles chegarão aos 61 anos com um monte de dinheiro, mas sem ter vivido a vida&#8221;.</p></blockquote>
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		<title>Prazeres pela metade</title>
		<link>https://www.ronaud.com/arte-de-viver/prazeres-pela-metade/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Ronaud Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 29 Jun 2011 00:46:22 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Comportamento]]></category>
		<category><![CDATA[Vida]]></category>
		<category><![CDATA[Liberdade]]></category>
		<category><![CDATA[Medo]]></category>
		<category><![CDATA[Mulheres]]></category>
		<category><![CDATA[Politicamente Correto]]></category>
		<category><![CDATA[Prazer]]></category>
		<category><![CDATA[Responsabilidade]]></category>
		<category><![CDATA[Viver a Vida]]></category>
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					<description><![CDATA[Interessante texto atribuído à Leila Ferreira, também bastante replicado na internet, observando essa síndrome contemporânea do auto-controle. Estamos o tempo todo nos cuidando disso, daquilo, se preservando, tentando se encaixar no padrão, e interpretar o papel do certinho. Não há nada que me deixe mais p. da vida do que pedir sorvete de sobremesa, contar os minutos até [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Interessante texto atribuído à Leila Ferreira, também <a href="https://www.google.com.br/?gws_rd=ssl#hl=pt-BR&amp;xhr=t&amp;q=prazeres+pela+metade&amp;cp=12&amp;pf=p&amp;sclient=psy&amp;source=hp&amp;aq=0&amp;aqi=&amp;aql=&amp;oq=prazeres+pel&amp;pbx=1&amp;bav=on.2,or.r_gc.r_pw.&amp;fp=384b6948a43ba196&amp;biw=1280&amp;bih=939">bastante replicado na internet</a>, observando essa síndrome contemporânea do auto-controle. Estamos o tempo todo nos cuidando disso, daquilo, se preservando, tentando se encaixar no padrão, e interpretar o papel do <em>certinho</em>.</p>
<blockquote><p>Não há nada que me deixe mais p. da vida do que pedir sorvete de sobremesa, contar os minutos até ele chegar e aí ver o garçom colocar na minha frente uma bolinha minúscula do meu sorvete preferido. Uma só! Quanto mais sofisticado o restaurante, menor a porção da sobremesa.</p>
<p>Aí a vontade que dá é de passar numa loja de conveniência, comprar um litro de sorvete bem cremoso e saborear em casa com direito a repetir quantas vezes quiser, sem pensar em calorias, <a title="Um guia rápido sobre boas maneiras e etiqueta" href="https://www.boasmaneiras.com.br" target="_blank" rel="noopener">boas maneiras</a> ou moderação.</p>
<p>O sorvete é só um exemplo do que tem sido nosso cotidiano. A vida anda cheia de meias porções, de prazeres meia-boca, de aventuras pela metade.</p>
<p>A gente sai pra jantar, mas come pouco. Vai à festa de casamento, mas resiste aos bombons.</p>
<p>Conquista a chamada liberdade sexual, mas tem que fingir que é difícil (a imensa maioria das mulheres continua com pavor de ser rotulada de <em>fácil</em>).</p>
<p>Adora tomar um banho demorado, mas se contém pra não desperdiçar os recursos do planeta.</p>
<p>Quer beijar aquele cara 20 anos mais novo, mas tem medo de fazer papel ridículo.</p>
<p>Tem vontade de ficar em casa vendo um DVD, esparramada no sofá, mas se obriga a ir malhar.</p>
<p>E por aí vai&#8230;</p>
<p>Tantos deveres, tanta preocupação em <em>acertar</em>, tanto empenho em passar na vida sem pegar recuperação&#8230;</p>
<p>Aí a vida vai ficando sem tempero, politicamente correta e existencialmente sem-graça, enquanto a gente vai ficando melancolicamente sem tesão&#8230;</p>
<p>Às vezes, dá vontade de fazer tudo <em>errado</em>, deixar de lado a régua, o compasso, a bússola, a balança e os 10 mandamentos&#8230;</p>
<p>Ser ridícula, inadequada, incoerente e não estar nem aí pro que dizem e o que pensam a nosso respeito.</p>
<p>Recusar prazeres incompletos e meias porções, nem pensar!</p>
<p>Até <a title="Frases de Santo Agostinho" href="https://www.ronaud.com/frases-pensamentos-citacoes-de/santo-agostinho">Santo Agostinho</a>, que foi <em>santo</em>, uma vez se rebelou e disse uma frase mais ou menos assim: &#8220;Deus, dai-me continência e castidade, mas não agora.&#8221;</p>
<p>Nós, pobres mortais, que não aspiramos à santidade e estamos aqui de passagem, podemos desejar várias bolas de sorvete, bombons de muitos sabores, vários beijos bem dados, a água batendo sem pressa no corpo, o coração saciado.</p>
<p>Um dia a gente cria juízo. Um dia&#8230; Não tem que ser agora.</p>
<p>Por isso, garçom, por favor, me traga: cinco bolas de sorvete de chocolate, um sofá pra eu ver 10 episódios do <em>Law and Order</em>, uma caixa de trufas bem macias e o Clive Owen embrulhado pra presente. Não necessariamente nessa ordem. Depois a gente vê como é que faz pra consertar o estrago.</p></blockquote>
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		<title>Casamento sem sexo… e sem nexo</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Ronaud Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 27 May 2011 01:41:09 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Amor]]></category>
		<category><![CDATA[Atração]]></category>
		<category><![CDATA[Atração sexual]]></category>
		<category><![CDATA[Casamento]]></category>
		<category><![CDATA[Igreja Católica]]></category>
		<category><![CDATA[Mulheres]]></category>
		<category><![CDATA[Prazer]]></category>
		<category><![CDATA[Sexo]]></category>
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					<description><![CDATA[Mais um interessante trecho d&#8216; O Livro do Amor, de Regina Navarro Lins, aparentemente a ser lançado em 2012, retirado daqui: Início do cristianismo &#62; Para os padres da Igreja o sexo era abominável. Argumentavam que a mulher (como um todo) e o homem (da cintura para baixo) eram criações do demônio. O sexo era “uma [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: normal;">Mais um interessante trecho d</span>&#8216; <strong>O Livro do Amor</strong><span style="font-weight: normal;">, de Regina Navarro Lins, aparentemente a ser lançado em 2012, retirado <a href="http://www.twitlonger.com/show/ae8gcu" target="_blank">daqui</a>:</span></p>
<blockquote>
<div id="attachment_13215" style="width: 190px" class="wp-caption alignleft"><a href="https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2011/05/no-sex.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-13215" class=" wp-image-13215 " title="É proibido ser normal" src="https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2011/05/no-sex-300x284.jpg" alt="É proibido ser normal" width="180" height="170" srcset="https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2011/05/no-sex-300x284.jpg 300w, https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2011/05/no-sex.jpg 314w" sizes="auto, (max-width: 180px) 100vw, 180px" /></a><p id="caption-attachment-13215" class="wp-caption-text">É proibido ser normal</p></div>
<p>Início do cristianismo &gt; Para os padres da Igreja o sexo era abominável. Argumentavam que a mulher (como um todo) e o homem (da cintura para baixo) eram criações do demônio. O sexo era “uma experiência da serpente” e o casamento “um sistema de vida repugnante e poluído”.</p>
<p>(São) Paulo (século I) e vários outros pensadores cristãos deixaram as mais duradouras impressões em todas as ideias cristãs subsequentes sobre a repulsa ao sexo. A Igreja desenvolveu horror aos prazeres do corpo, e as pessoas que se abstinham e optavam pelo celibato eram consideradas superiores. Mateus disse: “homens se farão eunucos voluntários”. O casamento de José e Maria, que será durante muito tempo o ideal do casamento cristão, é um casamento sem relações carnais.</p></blockquote>
<p>Incrível como umas poucas mentes desequilibradas e paranóicas passam de repente a influenciar todo o mundo ocidental  por 2000 anos. De onde, de que jeito, fundamentados em quê, esse povo chegou a cogitar a ideia de que conseguiriam fazer as pessoas abolirem o sexo de suas vidas? E o &#8220;ide e multiplicai-vos&#8221;, como ficava?</p>
<p>Aliás, nessa tarefa de <em>ir e multiplicar-se,</em> os orientais &#8211; que tiveram pouquíssimo contato com o cristianismo &#8211; foram, de forma geral, muito mais bem sucedidos. Vide as superpopulações chinesas, indianas e japonesas&#8230;</p>
<p>Será que tem a ver?</p>
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