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	<title>Perda de Tempo &#8211; RONAUD.com</title>
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	<description>Textos e Mensagens para Reflexão</description>
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		<title>Nossa irrelevância no Facebook</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Ronaud Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 17 Apr 2013 13:35:20 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Internet]]></category>
		<category><![CDATA[Alienação]]></category>
		<category><![CDATA[Facebook]]></category>
		<category><![CDATA[Perda de Tempo]]></category>
		<category><![CDATA[Procrastinação]]></category>
		<category><![CDATA[Redes sociais]]></category>
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					<description><![CDATA[Eu vejo alguns amigos discutindo política e ações governamentais pelo Facebook e fico me perguntando: Será que não percebem que o resultado prático dessas discussões facebookeanas não passa da impressionante e chocante marca de&#8230; &#8230;NENHUM? As pessoas discutem por caixas de comentários. Querem convencer os outros por caixas de comentários. Quando não, querem mudar o [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Eu vejo alguns amigos <a title="Como se discutir resolvesse..." href="https://www.ronaud.com/bom-senso/discutir-ou-nao-discutir/">discutindo</a> política e ações governamentais pelo <a title="Como se o Facebook fosse a tribuna de algum parlamento" href="https://www.ronaud.com/internet/facebook-mil-modos-de-errar/">Facebook</a> e fico me perguntando: Será que não percebem que o resultado prático dessas discussões <em>facebookeanas</em> não passa da impressionante e chocante marca de&#8230;</p>
<p>&#8230;NENHUM?</p>
<p>As pessoas discutem por caixas de comentários. Querem convencer os outros por caixas de comentários. Quando não, querem mudar o mundo através do Facebook.</p>
<p>A cada dia, me convenço mais que o Facebook não é sério. Quer dizer, nunca foi, nós é que nos deslumbramos com algumas novidades tecnológicas.</p>
<p>Na melhor das hipóteses, é um grande brinquedo social. Um entretenimento e um meio de contato com pessoas queridas e distantes, motivo pelo qual ainda permaneço lá com um perfil ativo, além de usá-lo para divulgar os textos que publico aqui. (Mas <a href="https://www.ronaud.com/internet/aposentei-minha-conta-no-twitter/">assim como fiz com o twitter</a>, também tenho tentado publicar menos comentários no Facebook e mais por aqui, que é de fato, o meu &#8220;lugar&#8221;)</p>
<p>Na pior das hipóteses, o <em>face</em> é mais um instrumento de alienação, através da ilusão de se ter alguma voz ativa quando ela é, na verdade, irrelevante. Sim, a verdade me parece que até os sujeitos mais engajadores do FB são, em relação à realidade prática, irrelevantes. <em>Sei lá&#8230;</em> me diz aí! qual a grande mudança social provocada pelo Facebook além de pequenas ações pontuais, das quais não lembramos de nenhuma?</p>
<p>Além de que a rede social é um grande motivo de procrastinação, onde <a title="Lembra?" href="https://www.ronaud.com/pensamentos/so-pra-lembrar/">o povo se distrai das coisas importantes</a> da vida.</p>
<p>Num texto lido dias atrás de uma <em>abstêmia</em> do twitter, ela comparava o mesmo a uma grande <em>oitava série</em>. Seguindo o raciocínio, <a title="O &quot;face&quot; e mil e um modos de errar" href="https://www.ronaud.com/internet/facebook-mil-modos-de-errar/">as publicações gerais do Facebook me demonstram</a> que ele não passa de uma grande <em>quarta série</em>.</p>
<p><em>Terceira</em>, talvez&#8230;</p>
<h3>Gente estranha</h3>
<p>Com as muito queridas exceções de sempre, de modo geral, quando você comenta algo por lá, sobre assuntos quaisquer, raramente entendem, e além de não entenderem, ainda vêm comentar algo completamente diverso.</p>
<p>Ironia então, desista!</p>
<p>O nível geral de publicações é mediano para baixo, infantil, às vezes me sinto mal em estar participando daquilo.</p>
<p>Quando você publica suas opiniões e comentários, gente que você conhece pessoalmente e lhe cumprimenta na rua, não se manifesta, não comenta, nem curte o que você comenta, mas não só estão online como curtem publicações de conhecidos em comum. Quer dizer, o Facebook é um ótimo meio de saber quem não gosta de você.</p>
<p>Você curte as publicações de um monte de gente, mas quem curte as suas são outras pessoas. Aquelas cujas publicações você curte, raramente sãos as mesmas que curtem seus status. Não é difícil perceber, no dia a dia, que cada um publica as coisas de seu interesse: O revoltado só publica material contra a política e teorias de conspiração, o político de oposição só publica material contra o governo (o político do governo não publica nada, pois está ocupado em <del>roubar</del> <ins>trabalhar</ins>), mamães só publicam material sobre filhos e maternidade, pessoas de humor raso só publicam material tosco, menininhas bonitinhas só publicam fotos de si mesmas, gente que não sabe articular um parágrafo com início, meio e fim só publica fotos de baladas (porque a única coisa que fazem de bom na vida mesmo é beber), pessoas problemáticas só publicam liçõezinhas de auto-ajuda (<a title=":-)" href="https://www.ronaud.com/bom-senso/reflexoes-sobre-a-auto-ajuda/">nada contra</a>), as quais, porém, não conseguem aplicar na prática (né, <em>ronaud</em>). Ufa!</p>
<p>Facebook, o reino encantado do umbiguismo.</p>
<h3>Incoerência</h3>
<p>O pior de tudo é a hipócrita incoerência. Gente que pessoalmente aparenta ser <em>gente boa</em>, na rede é metido a saber tudo e <a title="Falta de respeito" href="https://www.ronaud.com/arte-de-viver/para-o-mundo-que-eu-quero-descer/">XINGA algumas pessoas</a>, em especial políticos, de um modo que, pessoalmente, jamais faria.</p>
<p>E a questão final: qual a grande graça de publicar uma imagem diferente, ou as próprias fotos, e algumas pessoas distantes &#8220;curtirem&#8221;? Qual o propósito final?</p>
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		<title>José Mujica &#8211; Eu não sou pobre</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Ronaud Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 29 Jan 2013 02:42:40 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Comportamento]]></category>
		<category><![CDATA[Consumismo]]></category>
		<category><![CDATA[Equilíbrio]]></category>
		<category><![CDATA[Falta de tempo]]></category>
		<category><![CDATA[Liberdade]]></category>
		<category><![CDATA[Perda de Tempo]]></category>
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					<description><![CDATA[Eu não sou pobre, pobres são os que acreditam que eu sou pobre. Tenho poucas coisas, é certo, o mínimo, mas só para poder ser rico. Quero ter tempo para dedicá-lo as coisas que me motivam. Se tivesse muitas coias, teria que ocupar-me de cuidar delas e não poderia fazer o que realmente gosto. Essa [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<blockquote><p>Eu não sou pobre, pobres são os que acreditam que eu sou pobre. Tenho poucas coisas, é certo, o mínimo, mas só para poder ser rico.</p>
<p>Quero ter tempo para dedicá-lo as coisas que me motivam. Se tivesse muitas coias, teria que ocupar-me de cuidar delas e não poderia fazer o que realmente gosto. Essa é a verdadeira liberdade, a austeridade, o consumir pouco. A casa pequena, para poder dedicar tempo ao que verdadeiramente desfruto. Senão teria que ter uma empregada e já teria uma interventora dentro de casa. E se tenho muitas coisas, tenho que cuidar delas para que não me roubem. Não, com três peças (na casa) me basta. Passamos a vassoura entre <em>a velha</em> e eu e se acabou. Então temos tempo para dedicá-lo ao que realmente nos entusiasma.</p>
<p><a title="Saiba mais" href="https://www.ronaud.com/frases-pensamentos-citacoes-de/pepe-mujica">José Mujica</a> (clique e veja outras frases dele)</p></blockquote>
<p>Procuro sempre manter um ponto de vista conciliador entre ideias de <a href="https://www.ronaud.com/prosperidade/gratidao-nos-negocios/">prosperidade</a> e <a href="https://www.ronaud.com/prosperidade/dinheiro-crencas-e-auto-sabotagem/">abundância</a>, e uma <a href="https://www.ronaud.com/prosperidade/ter-ou-nao-ter-eis-a-questao/">vida frugal</a> e <a href="https://www.ronaud.com/arte-de-viver/simplicidade-por-que-nao-pensei-nisso-antes/">enxuta</a>.</p>
<p>É óbvio que ter <em>DEMAIS</em> em relação às nossas predisposições, não é legal. Porque exige que dediquemos nossa energia e tempo para cuidar do que adquirimos, pelo que deixamos de fazer coisas <a title="O que você leva dessa vida? Bens materiais ou experiências?" href="https://www.ronaud.com/arte-de-viver/o-que-se-leva-dessa-vida/">bem mais interessantes</a>.</p>
<p>E é óbvio que ter <em>de menos</em> também não é legal, porque a <a href="https://www.ronaud.com/prosperidade/as-dez-maiores-vantagens-de-ser-pobre/">escassez</a> impede <a title="Leia! Leia! Leia! Leia! ;)" href="https://www.ronaud.com/crescimento-pessoal/o-dinheiro-e-o-crescimento-pessoal/">o desenvolvimento de nossos talentos e aptidões</a>.</p>
<p>O mais correto me parece ter tão somente <em><a title="E não por status" href="https://www.ronaud.com/inteligencia/o-que-e-status/">o que precisamos</a>.</em></p>
<p>Nem menos, <em>NEM MAIS</em>.</p>
<h3>Quando o exemplo vem de cima</h3>
<p>O simpático senhor da imagem acima, o <em>Pepe Mujica</em>, presidente uruguaio, recebe 12.500 dólares mensais por seu trabalho à frente do país, mas doa 90% de seu salário para ONGs e pessoas carentes. Seu carro é um fusca. Mora em sua pequena fazenda nos arredores de Montevidéu e para ele o restante que sobra do seu salário (cerca de R$ 2.538,00 aproximadamente 970 €) é o suficiente para se manter.</p>
<p>“Este dinheiro me basta, e tem que bastar porque há outros uruguaios que vivem com bem menos”, diz o presidente.</p>
<p>Não tem como não gostar dele.</p>
<p>🙂</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>O que fazemos com nossa atenção?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Ronaud Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 27 Nov 2012 17:21:53 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Internet]]></category>
		<category><![CDATA[Atenção]]></category>
		<category><![CDATA[Facebook]]></category>
		<category><![CDATA[Perda de Tempo]]></category>
		<category><![CDATA[Produtividade]]></category>
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					<description><![CDATA[Comecei a comentar um post que falava da preferência recente de palestrantes para que seus ouvintes desliguem os celulares durante a apresentação e se concentrem na palestra. Como o comentário se estendeu bastante, decidi publicá-lo aqui: Não dou palestras mas entendo a situação. É angustiante falar a quem nos devolve desatenção. Como toda essa tecnologia [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Comecei a comentar um post que falava da preferência recente de palestrantes para que seus ouvintes desliguem os celulares durante a apresentação e se concentrem na palestra. Como o comentário se estendeu bastante, decidi publicá-lo aqui:</p>
<blockquote><p>Não dou palestras mas entendo a situação. É angustiante falar a quem nos devolve desatenção. Como toda essa tecnologia é muito recente, muitos ainda não aprenderam (e vão demorar pra aprender) como lidar com a própria atenção em relação a essas ferramentas online. Há alguns meses, durante uma peça de teatro, mesmo apesar de ter sido solicitado que os celulares fossem desligados, a mulher ao meu lado (tinha que ser ao meu lado) não só não desligou como o atendeu durante a peça, tentando falar baixinho. É claro que perdi a concentração na peça e é claro que ouvi toda a conversa e pude perceber que não era nada importante. Além da falta de educação, o que mais justificaria essa impossibilidade de se desconectar por uma breve hora?</p>
<p>Além disso, penso muito nesse assunto e me incomoda o quanto estamos todos viciados em conexão, sendo que nenhuma conexão nos acrescenta <em>TANTO</em> assim. Tenho admirado cada vez mais alguns conhecidos que nem têm perfil no Facebook. Suas vidas seguem tão ricas e até mais intensas do que quem está online, porque na verdade não lhes falta o que fazer da vida. Pois sabemos que muito da presença online das pessoas se resume a entretenimento, por tédio e falta do que fazer, e também por preferir a segurança do <em>online</em> do que a exposição que as atividades <em>offline</em> exigem.</p>
<p>Quando o twitter surgiu me pareceu uma grande imbecilidade. <a title="Não deu!" href="https://www.ronaud.com/internet/aposentei-minha-conta-no-twitter/">Até tentei usá-lo e não fui bem sucedido</a>. Um tanto por incompetência certamente, mas outro tanto porque é uma ferramenta tão <em>nosense</em> com tanta gente <em>nosense</em> por lá que me desagradava me nivelar a eles. A ideia de Saramago de que o twitter é um retorno do ser humano ao grunhido pré-histórico sempre me soou certeira. Não quero fazer parte daquilo.</p>
<p>Agora tenho sentido o mesmo pelo facebook. As pessoas ali expõe tantas coisas bizarras e medonhas, muitas sobre si mesmas, outras reclamam de forma vitimista, outras vêm com suas lições diárias de auto-ajuda (sem conseguir pô-las em prática), que me desagrada estar junto delas. E quando tentamos expor algo mais elaborado,<a href="https://www.ronaud.com/internet/gregos-e-troianos-e-a-comunicacao-nao-verbal/"> a maioria nem entende</a>&#8230;</p>
<p>E tudo isso a troco de quê? É um despropósito que gente como nós, que vivemos da produção de conteúdo, fiquemos publicando conteúdo demais no Facebook ou acompanhando as tretas do twitter, onde temos pouco ou nenhum retorno. Pois a quantia de visitantes que o Google traz para os meus sites é exorbitantemente maior do que o número ínfimo de pessoas que me acessam por essas redes.</p></blockquote>
<p>***</p>
<p>Há vários meses, fui até uma borracharia aqui perto, onde um <em>tiozinho</em> nos atende de roupa social batida e chapéu <em>indiana jones</em>. Sua especialidade é fazer o balanceamento das rodas fixadas no carro. É uma figura hilária. Sua oficina é uma típica oficina dos anos 80, bastante improvisada e simplória. Seus instrumentos são artesanais e provavelmente foi ele mesmo que fez. Lá não há televisão, nem computador. Apenas um <em>radinho</em> e um simpático gatinho com a cauda amputada que dorme preguiçoso dentro de um pneu velho.</p>
<p>Enquanto ele resolvia o problema do meu carro, e demorou bastante pra ele conseguir resolver, eu fiquei pensando junto ao vento que soprava leve e sem pressa por ali, que liberdade boa que o <em>tiozinho</em> tem ali. Sua vida profissional é a mesma que iniciou nos anos 80. Não há computadores pra lhe chamar e muito menos pra lhe prender a atenção&#8230; com temas irrelevantes.</p>
<p>Por instantes, invejei a liberdade que a circunstância de vida daquele homem permite à sua atenção.</p>
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		<title>Aposentei minha conta no twitter</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Ronaud Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 09 Sep 2012 03:52:58 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Internet]]></category>
		<category><![CDATA[Liberdade]]></category>
		<category><![CDATA[Perda de Tempo]]></category>
		<category><![CDATA[Tempo]]></category>
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					<description><![CDATA[Hoje tive uma alegria: Decidi parar de atualizar essa grande imbecilidade chamada twitter. Como várias funcionalidades da internet, o twitter é algo interessante, mas completamente inútil. É perfeito como distração e entretenimento para jovens antenados. Ou para gente famosa se manter em evidência &#8211; pagando alguém pra atualizar o perfil. Mas &#8211; até parece conversa [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Hoje tive uma alegria: Decidi parar de atualizar essa grande imbecilidade chamada twitter.</p>
<p>Como várias funcionalidades da internet, o twitter é algo interessante, mas completamente inútil. É perfeito como distração e entretenimento para jovens antenados. Ou para gente famosa se manter em evidência &#8211; pagando alguém pra atualizar o perfil. Mas &#8211; até parece conversa de <em>gente antiga</em> &#8211; <a href="https://www.ronaud.com/empreendedorismo/produtividade-no-computador/">quem tem o que fazer na vida, não tem tempo para essas coisas</a>.</p>
<p>Até que tentei utilizá-lo como <em>stream</em> de pensamentos rápidos aqui na lateral do site. Mas aquilo ali tava me <em>incomodando</em>.</p>
<p>***</p>
<p>Há pessoas que amam e são viciadas no twitter. Há todo um <em>ecossistema</em> em torno do site de microblog com centenas de outros sites que o complementam, que o leigo nem imagina que exista. Mas pra usar e &#8220;se comunicar&#8221; com as pessoas, você tem que estar conectado o tempo todo. Seja no <em>desktop</em> ou no celular. Você acaba se tornando escravo de algum dispositivo qualquer. Mas pra mim não é natural, nem normal, seres humanos passarem a <em>depender</em> exclusivamente de dispositivos para se comunicarem com os outros.</p>
<p>É até aceitável, mas quando esse tipo de postura domina a vida da pessoa, acredito que há algo de errado. Hoje mais cedo, navegando pelo <em>site</em>, encontrei dezenas de pessoas num <em>diálogo</em> frenético, quase sempre sobre inutilidades, quando não, tentando mudar o mundo de dentro de seus quartos através de <em>hashtags</em>, sob o que convencionou-se chamar de <em>#sofativismo</em>. E minha reação  diante disso foi o tempo todo de estranhamento. <a href="https://www.ronaud.com/internet/seletividade-na-internet/">Não quero ser igual a elas</a>. Não posso considerar o twitter algo sério; algo que produza valor para os outros. Suspeito que quem tem um mínimo de autocrítica, jamais criaria um perfil no twitter.</p>
<p>Tendo se tornado o ponto de encontro de gente metida a inteligente, <a href="https://www.ronaud.com/internet/saudade-do-simples/">o twitter é o <em>lugar</em> onde mais se lembra de assuntos como racismo, machismo e homofobia</a>. Não que esses assuntos não tenham importância, mas prefiro deixar essas bandeiras com gente mais comprometida. Já tenho os meus próprios problemas pra cuidar. Sempre soube que o mundo anda repleto de barbaridades; não preciso estar ciente de cada uma delas o tempo todo.</p>
<p>***</p>
<p>Nesta <em>espreitada</em> que dei mais cedo na <em>conversa</em> alheia, encontrei o seguinte comentário: &#8220;Como tem gente ignorante, e sem noçao na internet&#8221; (sic).</p>
<p>Não!</p>
<p>&#8230;tem muita gente ignorante e sem noção NO MUNDO, e a maioria está FORA da internet. Se você sair mais de casa, vai encontrá-la aos montes. <a href="https://www.ronaud.com/internet/redes-sociais-sao-para-losers/">Mas o barato da vida vai pelo sentido contrário: Encontrar gente legal, amigos, de verdade, carne e osso, lágrimas e sorrisos, essas coisas</a>.</p>
<p>Outra desvantagem do twitter é aquele <em>maldito</em> limite de 140 caracteres. Já perdi <em>algum tempo</em> lá tentando adaptar um pensamento qualquer pra caber naquele limite. É muita vontade de se auto-limitar para o meu gosto. Alguns defendem esse limite como um estimulo à nossa capacidade de síntese. Há justificativa pra tudo nesse mundo&#8230;</p>
<p>Para fechar, cito Saramago em <a href="http://oglobo.globo.com/blogs/prosa/posts/2009/07/26/jose-saramago-fala-sobre-twitter-lula-seu-novo-livro-208101.asp" target="_blank" rel="noopener">entrevista ao jornal O Globo</a>:</p>
<blockquote><p>&#8220;Jornalista: O senhor acompanha o fenômeno do Twitter? Acredita que a concisão de se expressar em 140 caracteres tem algum valor? Já pensou em abrir uma conta no site?</p>
<p>Saramago: Nem sequer é para mim uma tentação de neófito. Os tais 140 caracteres reflectem algo que já conhecíamos: a tendência para o monossílabo como forma de comunicação. De degrau em degrau, vamos descendo até o grunhido.&#8221;</p></blockquote>
<p>Não sei brincar&#8230; não desço mais no play.</p>
<p>Mas também não sou o único:</p>
<p>* <a href="https://br.answers.yahoo.com/question/index?qid=20100210150122AAubmUg">É só eu que acho o twitter uma idiotice?</a></p>
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		<title>Sobre o que importa na vida</title>
		<link>https://www.ronaud.com/espiritualidade/sobre-o-que-importa-na-vida/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Ronaud Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 29 Jul 2009 22:52:52 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Espiritualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Ateísmo]]></category>
		<category><![CDATA[Cegueira intelectual]]></category>
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					<description><![CDATA[Senso prático é fundamental. Tudo é possível ao que crê! Creio que o foco de nossas vidas é praticar essa mensagem, e não ficar questionando se quem a proferiu era Deus ou um personagem histórico.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O ateísmo já virou discussão recorrente na internet, assim como o feminismo, racismo, etc. É bom que se discuta, é claro, com liberdade de expressão e RESPEITO acima de tudo. É bom que essas informações estejam se propagando como nunca antes. Eu mesmo me descobri muito mais machista e mais racista do que já supunha ser. Mas vejo uma falta de senso prático em todas essas discussões. A começar por um termo amplamente usado nessas discussões intelectuais, que é o termo DESCONSTRUIR. <em>Bah</em>! me perdoem minha visão simplista, mas nunca vamos chegar a lugar nenhum &#8220;desconstruindo&#8221;. O que se precisa é de fato CONSTRUIR algo diferente e melhor. Oferecer novas opções. Tudo, absolutamente tudo pode ser refeito de forma melhor. E mesmo adotando o termo DESCONSTRUIR no sentido de dissecar um comportamento e o pensamento causador, sério, as pessoas, digo o grande público, não querem complicação. Esse grande público nem quer, nem faz muita questão de PENSAR. Quer tudo <em>mastigadinho</em>. Então suponho que a &#8220;didática&#8221; tenha que ser outra.</p>
<p>Sem contar o termo <em>pseudo</em>. Pseudo-argumentos, pseudo-feministas, pseudo-intelectuais. Esse prefixo é a salvação para discussões intelectuais. O sujeito vem e quer expor seu ponto de vista. Aí vem você e diz: Ah mas esse é um pseudo-argumento. Pronto a conversa acabou. O sujeito fica perdido com <em>cara de paisagem</em> e você se sentindo o máximo e nem sabe bem o que está dizendo. Realmente cansa e você já não sabe mais o que é melhor, se instruir ou permanecer na ignorância e passar longe dessas questões que não fazem falta nenhuma. Afinal mesmo as coisas mais concretas podem ser negadas. Minha irmã faz bem isso. Você diz algo e ela: NÃO!!! Depois de algum tempo ela vai pensar sobre o assunto&#8230;</p>
<p>Eu não sei. Acho sinceramente que essa discussãozinha <em>Deus existe</em>, <em>Deus não existe</em> algo tão primário e sem propósito. Eu pensava muito isso quando tinha 14 anos. Mas passou&#8230; Que diferença vai fazer agora, pra mim, optar por uma idéia ou outra? Vou ter que continuar aqui trabalhando o tempo todo com minhas &#8220;trocentas&#8221; atividades para me manter na vida. Eu costumo me referir a Deus mais por hábito que por reflexão. No meu entendimento, esse &#8220;deus&#8221; é a vida que me anima, sem a qual eu seria um amontoado de moléculas orgânicas estéreis. Mas isso é um conceito muito meu. Uso o termo &#8220;Deus&#8221; porque as pessoas a quem escrevo o entendem melhor assim. Ver o <a href="https://www.youtube.com/watch?v=nu3IQgnXx3g&amp;feature=channel_page" target="_blank" rel="noopener noreferrer">George Carlin</a> tirando onda das religiões não me faz rir, não porque eu discorde, mas porque os conceitos que ele passa são ÓBVIOS pra mim. É ÓBVIO que não existe INFERNO, é ÓBVIO que não existe PARAÍSO. Pra mim é natural que as religiões peçam dinheiro aos fiéis, afinal estão ali trazendo informações a eles com toda uma estrutura que custa dinheiro, enquanto eles próprios, os fiéis, poderiam comprar um bom livro e ficar em casa lendo e se instruindo por conta. Mas e quem quer ler? Aliás, <a href="https://www.ronaud.com/atitude/conformismo-vitimismo-desculpismo/">escrevi sobre isso em outro post</a>. A Universidade onde estudei também é um caça níquel que está deixando muita gente milionária. E o que ela faz? É um centro irradiador de informações! Mas eu aprendi infinitamente mais lendo livros do que nas aulas. Enfim, qualquer coisa que exista além do mundo físico conhecido fugirá inevitavelmente de qualquer possibilidade de compreensão racional. Por essas e outras simpatizo com o agnosticismo. Mas também não vou falar que sou agnóstico. Não sou p. nenhuma. Sou só um cara tentando fazer o melhor uso da vida de que disponho &#8211; e encontrando alguns comportamentos estranhos no caminho.</p>
<p>Também reluto em aceitar que meu modelo de mundo não passe de &#8220;superstições&#8221;. Vejo tanta coisa &#8220;acontecendo&#8221; em minha vida quanto mais creio em certos conceitos, mas é algo tão subjetivo, que expor isso seria cair no ridículo e continuo aqui sempre medindo palavras. Pois até mesmo nas questões de fé e cura, os estudos que afirmam terem encontrado resultados positivos são criticados em relação aos métodos empregados: <a title="O que é fé? Definição de fé!" href="https://www.ronaud.com/espiritualidade/o-que-e-fe/">Definição de fé</a>, de cura, de melhora do estado clínico, número de amostras, aleatorização do tratamento, além de questões interpretativas, entre outras. Ou seja, tudo que envolve o lado espiritual da vida será subjetivo demais e nesta sociedade contemporânea, esqueça, o poder da fé NUNCA SERÁ COMPROVADO. Sempre vai ter o &#8220;<em>Ah mas isso</em>&#8220;, &#8220;<em>Ah mas aquilo</em>&#8230;&#8221;</p>
<p>Cansa, não cansa?</p>
<p>Inevitavelmente, quem adota o espiritualismo como balizamento da vida acabará se retirando do debate e&#8230; VIVENDO SUA VIDA.</p>
<p>Mensagens espirituais como a de Jesus, cuja essência pode ser encontrada em outros ramos da espiritualidade, resumem, pra mim, a idéia de que somos todos nós deuses de nossa própria vida. Todos tem a liberdade de lutar pelo que se deseja. Um nordestino não chegou a presidência do Brasil? Um negro não chegou a presidência dos Estados Unidos? Uma mulher não chegou à liderança da Alemanha? Poxa, o caminho não é esse? Esses indivíduos de camadas sociais menos favorecidas teriam chegado a tais postos se não acreditassem na possibilidade? Outros preferem <em>desconstruir</em> e, sem maiores perspectivas, correm em círculos e como diz meu pai: &#8220;nunca fazem rosca em nada&#8221;.</p>
<p><strong>Tudo é possível ao que crê!</strong> Creio que o foco de nossas vidas é praticar essa mensagem, e não ficar questionando se quem a proferiu era Deus ou um personagem histórico. Senso prático é fundamental.</p>
<p>Agora, afora essa questão muito própria das nossas vivências diárias, se existe um deus ou não, ou o que virá ou não após nosso último dia de vida aqui, é de fato, algo que só fará alguma diferença prática exatamente lá, no último dia. Até lá vou viver cada dia de minha vida da melhor maneira que me for possível, CONSTRUINDO o meu próprio mundo.</p>
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