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	<title>Paz de espírito &#8211; RONAUD.com</title>
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	<description>Textos e Mensagens para Reflexão</description>
	<lastBuildDate>Tue, 10 Feb 2026 23:36:27 +0000</lastBuildDate>
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		<title>Alienação e Saúde Mental</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Ronaud Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 10 Feb 2026 23:35:37 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[Alienação]]></category>
		<category><![CDATA[Angústia]]></category>
		<category><![CDATA[Ansiedade]]></category>
		<category><![CDATA[Depressão]]></category>
		<category><![CDATA[Paz de espírito]]></category>
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					<description><![CDATA[Porque devemos adotar a alienação como fator de auto-preservação e saúde mental?]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Alienação até uns 20 anos atrás era sinal de desinteresse e irresponsabilidade para com as <em>coisas importantes</em>, hoje é questão de saúde mental.</p>
<p>As redes sociais trazem a todo instante fatos e realidades que não nos pertencem, tal sejam problemas sociais e tragédias que não são nossas e pelas quais nada podemos fazer, ou experiências e objetos de desejo que estão além do nosso poder aquisitivo.</p>
<p>Não ter conhecimento dessas coisas e viver só com a realidade do nosso <em>mundinho</em> é um ato de auto-amor.</p>
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		<title>Relacionamentos são um peso na nossa vida</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Ronaud Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 19 Jan 2020 20:52:53 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Amor]]></category>
		<category><![CDATA[Autoconhecimento]]></category>
		<category><![CDATA[Comportamento]]></category>
		<category><![CDATA[Assertividade]]></category>
		<category><![CDATA[Ilusões]]></category>
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		<category><![CDATA[Paz de espírito]]></category>
		<category><![CDATA[Pessimismo]]></category>
		<category><![CDATA[Relacionamentos]]></category>
		<category><![CDATA[Responsabilidade]]></category>
		<category><![CDATA[Vampirismo]]></category>
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					<description><![CDATA[Somos criados sob um impulso cultural e biológico voltado para os relacionamentos. Relacionamentos, principalmente os amorosos, são a base de toda literatura. Enquanto não &#8220;temos alguém&#8221;, não descansamos. A autoestima geral do povo é muito baixa, portanto vivem de relacionamento em relacionamento procurando um mínimo de valor, reconhecimento e validação. Seduzidos e corrompidos pelo prazer [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Somos criados sob um impulso cultural e biológico voltado para os relacionamentos.</p>
<p>Relacionamentos, principalmente os amorosos, são a base de toda literatura.</p>
<p>Enquanto não &#8220;temos alguém&#8221;, não descansamos.</p>
<p>A autoestima geral do povo é muito baixa, portanto vivem de relacionamento em relacionamento procurando um mínimo de valor, reconhecimento e validação.</p>
<p>Seduzidos e <a href="https://www.ronaud.com/auto-conhecimento/sexo-e-isca/">corrompidos pelo prazer sexual</a>, ou <a href="https://www.ronaud.com/atitude/o-poder-das-palavras-elogios-e-gestos-de-reconhecimento/">fragilizados por um ego carente de elogios</a>, pagam um preço muito caro por essa suposta valorização do olhar alheio, que quase nunca vem como gostariam.</p>
<p>As pessoas seguem atendendo esses impulsos, sem se darem conta de algo que é muito claro e perceptível:</p>
<p>(a maioria dos)<strong> Relacionamentos são cansativos, desgastantes e esgotantes</strong>.</p>
<p>A verdade é que relacionamentos, de forma geral &#8211; não só os amorosos &#8211; só trazem problemas, responsabilidades desgastantes e nos puxam pra trás.</p>
<blockquote><p>A solidão é perigosa e viciante. Quando você se dá conta da paz que existe nela, não quer mais lidar com as pessoas. (Frase atribuída a Carl Jung)</p></blockquote>
<p>São raros os relacionamentos que realmente vêm pra somar, ajudar e crescer juntos.</p>
<p>Nós só nos damos conta disso depois de algum tempo de vida. É quando notamos que o tempo passou e não se cresceu. Passou-se anos com <em>um freio de mão puxado</em> cuidando de problemas que não se resolvem nunca. É quando você se toca que se você não cair fora, será assim até o último dia da sua vida.</p>
<p>Porque as pessoas se acomodam em certos problemas, e nem elas querem resolver, e você fica meio que obrigado a conviver com esses problemas (que são delas) pro resto da vida.</p>
<p>DEUS. QUE. NOS. LIVRE.</p>
<p>Tudo isso que eu falo não vale somente para relacionamentos amorosos. Relacionamentos em geral são assim. <a href="https://www.ronaud.com/arte-de-viver/pessoas-egocentricas/">As pessoas são muito carentes de tudo</a>, de atenção, de autoestima, de recursos, de dinheiro, então estão sempre sugando esses recursos de quem tem mais que elas &#8211; no caso, <em><strong>você</strong></em>.</p>
<p>Pensamos que vampiros são seres mitológicos. Que nada, todos estamos cercados por um tanto deles.</p>
<p>Uns 8 anos atrás, eu vinha vencendo uma certa fobia social que sempre tive. E fazia questão de conhecer as pessoas, e adicioná-las nas minhas redes sociais.</p>
<p>Que grande ilusão.</p>
<p>Hoje, já não faço a menor questão de rever certas pessoas, de forma plenamente deliberada;  eu excluo dos meus contatos <em>quem tá lá só pra bonito</em>; e as sugestões de amizade que o Facebook ou Instagram vem me dando, vou apenas removendo. Já não tenho coragem de ficar adicionando ninguém, já não tenho o menor ânimo para ir a festas e encontros.</p>
<p>Porque a chance de conhecer alguém que venha somar é mínima, mas a chance de sair de um desses encontros com alguma tarefa ou responsabilidade a mais é enorme (te <em>mando</em> um email, te <em>chamo</em> no whats, te <em>envio</em> aquelas fotos, te <em>envio</em> aquele documento, vamos marcar sim).</p>
<p>Não quero <em>enviar</em> nada pra ninguém. Não quero marcar nada com ninguém. Não quero assumir tarefas que não me retornam nada.</p>
<p>Quero a minha volta pessoas que vêm para agregar.</p>
<p>Senão, quero ficar aqui sozinho com minha paz.</p>
<p>***</p>
<h4>Veja também</h4>
<p><a href="https://www.ronaud.com/arte-de-viver/pessoas-egocentricas/">Pessoas Egocêntricas</a></p>
<p><a href="https://www.ronaud.com/auto-conhecimento/sexo-e-isca/">Sexo é Isca</a></p>
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		<title>Por que é tão difícil perdoar?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Ronaud Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 04 Jan 2016 03:01:25 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Autoconhecimento]]></category>
		<category><![CDATA[Espiritualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Atitude positiva]]></category>
		<category><![CDATA[Desapego]]></category>
		<category><![CDATA[Desilusão]]></category>
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		<category><![CDATA[Expectativas]]></category>
		<category><![CDATA[Frequência espiritual]]></category>
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		<category><![CDATA[Pensamento positivo]]></category>
		<category><![CDATA[Perdão]]></category>
		<category><![CDATA[Perdas]]></category>
		<category><![CDATA[Vingança]]></category>
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					<description><![CDATA[Uma divagação sobre a importância do perdão e também sobre a dificuldade de se perdoar e ficarmos em paz com quem um dia nos feriu.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Motivado pela curiosidade por entender nossos processos psicológicos, e sobretudo por alguns fatos pessoais, já falei bastante aqui sobre mágoas, perdão, culpa, expectativas, decepções, perdas, desapego etc.</p>
<p>São assuntos que estão sempre presentes nas vidas mais conturbadas (oi?), por serem acontecimentos extremamente difíceis de lidar e, na mesma medida, difíceis de se abordar.</p>
<p>Já comentei aqui de forma bem aprofundada sobre <a href="https://www.ronaud.com/arte-de-viver/sobre-a-culpa/">culpa</a>, sobre <a href="https://www.ronaud.com/autoestima/perdao-um-ato-grandioso/">perdão</a> e, em relação a este último, como <a href="https://www.ronaud.com/vida/o-tempo-e-o-melhor-remedio/">o tempo é um grande auxiliador</a> nesse processo de perdão.</p>
<p>Mas alguns ferimentos emocionais são tão profundos, que nem o tempo é capaz de amenizar. Nestes casos, ele ajuda a esconder essas feridas, mas não as cura.</p>
<p>E então, como proceder?</p>
<p>Já veremos, mas antes quero comentar sobre&#8230;</p>
<h3>Por que perdoar é tão importante?</h3>
<p>Para explicar esta questão, vou recorrer à <a href="https://www.ronaud.com/espiritualidade/seicho-no-ie-sabedoria-para-a-vida/">filosofia da Seicho-no-ie</a>. A primeiríssima frase da <a href="https://www.ronaud.com/espiritualidade/sutra-sagrada-chuva-de-nectar-da-verdade-seicho-no-ie/">Sutra Sagrada</a>, o livrinho mais importante da Seicho-no-ie, é esta:</p>
<blockquote><p>Reconcilia-te com todas as coisas do céu e da terra.</p></blockquote>
<p>Uma ordem para nos reconciliarmos, isto é, ficarmos em paz com tudo e com todos.</p>
<p>Segundo a visão desta linha de pensamento oriental, nós, seres vivos, somos canais através dos quais flui a vida de Deus. Não é difícil compreender isso. Estamos vivos, certo? E a energia que nos mantém vivos é um dos maiores mistérios da existência. Na verdade a ciência ainda não compreendeu completamente<em> o que é a vida</em>, e como ela surgiu neste planeta, isto é, como foi que há milhões de anos, algumas moléculas <em>se juntaram</em> formando uma célula <em>VIVA</em> e esta, a partir de então começou a respirar, se alimentar e o mais incrível: se reproduzir.</p>
<p>Sendo assim, há uma energia chamada vida que flui o tempo todo através de nós. Essa energia vem com tudo que precisamos para sobrevivermos e termos uma vida de evolução e crescimento. Porém a condição para essa energia fluir em toda a sua plenitude, é que não haja obstáculos. E quais são esses obstáculos? <a href="https://www.ronaud.com/espiritualidade/positividade-o-fundamento-de-toda-espiritualidade/">Os sentimentos negativos, que surgem quando mantemos uma mentalidade enviesada</a>, debilitada devido a uma visão equivocada das coisas.</p>
<p>Quando mantemos uma mentalidade leve, alegre e positiva, nossos sentimentos também refletem essa <a href="https://www.ronaud.com/auto-conhecimento/padroes-emocionais-e-auto-percepcao/">paz e leveza</a>. Quando passamos a alimentar sentimentos negativos, como ódio, raiva, mágoa, rancor, ressentimento, angústia, criamos um bloqueio à energia da vida, que passa a fluir para nós com dificuldade, dando espaço para que surja em nós e em nosso entorno todo tipo de dificuldades de saúde e relacionamento.</p>
<p><img decoding="async" class="alignright wp-image-20260 size-medium" src="https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2016/01/perdoar-70x7-300x111.png" alt="perdoar-70x7" width="300" height="111" srcset="https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2016/01/perdoar-70x7-300x111.png 300w, https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2016/01/perdoar-70x7.png 480w" sizes="(max-width: 300px) 100vw, 300px" />O perdão, isto é, o entendimento de que nossa postura está equivocada, e de que não podemos esperar muito dos outros, e a consequente paz que surgirá entre nós e o mundo após termos perdoado de fato tudo que nos machucou no passado, enfim, <a href="https://www.ronaud.com/amor/amor-aceitacao-doacao-perdao/">o perdão é o ponto chave para desfazer todos esses sentimentos negativos</a>, e fazer com que a energia positiva de Deus passe a fluir através de nós, novamente.</p>
<blockquote><p>Perdoai as nossas ofensas, assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido.</p></blockquote>
<p>Este profundo trecho do <em>Pai Nosso</em> nos diz que Deus nos perdoa, isto é, <a href="https://www.ronaud.com/mudancas/atitudes-para-abrir-caminhos/">passa a nos querer bem</a>, na medida em que perdoamos <em>tudo</em> que nos feriu, isto é, em que passamos a querer bem a tudo e a todos.</p>
<p>Que entendamos que sentimentos ruins mantidos em nosso coração por muito tempo e com certa intensidade fazem com que, por atração, os fatos que os motivaram ressurjam de tempos em tempos, reforçando a visão distorcida que temos das coisas, num ciclo vicioso que pode durar anos e&#8230; quem poderá dizer, durar até mesmo vidas.</p>
<h3>Mas&#8230; e por que é tão difícil perdoar?</h3>
<p>Compreender o que é o perdão não é difícil. Já falei muito dele aqui: <a href="https://www.ronaud.com/autoestima/perdao-um-ato-grandioso/">1</a> &#8211; <a href="https://www.ronaud.com/auto-conhecimento/o-que-e-perdoar/">2</a> &#8211; <a href="https://www.ronaud.com/vida/perdoar-e/">3</a>.</p>
<p>Mas manifestá-lo é quase impossível. E tentarei demonstrar porque isso acontece.</p>
<p>Tudo parte da nossa autoestima, a qual normalmente é bastante baixa.</p>
<p>A <em>EXTREMA</em> dificuldade de fortalecermos essa autoestima nos motiva a procurar formas de compensá-la. Estas outras formas são o apego a coisas externas: Uma boa posição social, uma bela casa, um belo carro, um belo par. Se você perder sua posição social, ou perder sua bela casa num incêndio, ou o carro num acidente, ficará bastante arrasado, não vai? São perdas terríveis e destrutivas, que podem nos fazer ficar com rancor de Deus, santos e outras entidades que esperávamos que nos protegessem.</p>
<p>Mas por que esse arraso todo diante dessas perdas?</p>
<p>Porque baseamos nossa identidade nessas posses. Perdê-las significa perder parte de nós.</p>
<p>O mesmo vale para <em><a href="https://www.ronaud.com/autoestima/somos-quem-podemos-ter/">o belo par</a></em> que também citei acima. Normalmente <a href="https://www.ronaud.com/amor/psicologia-da-paixao-amor-romance-e-egoismo/">nos envolvemos com pessoas que tem características e qualidades que nós não temos</a>. Essas características do outro nos completam, colaborando para nos sentirmos melhores conosco mesmos, ou seja, para nossa autoestima se fortalecer.</p>
<p>Quando ocorre um abandono, ou uma traição, há o mesmo sentimento de perda que ocorre durante uma perda material. Nos sentimos arrasados porque parte da nossa identidade como pessoas mais completas (e portanto com uma autoestima <em>melhorzinha</em>) está com o outro. Se ele se vai, leva parte de nós.</p>
<p>Perdoar, num sentido psicológico, significa nos olharmos de novo diante do espelho, sozinhos, e aceitar e admitir que somos mesmo incompletos. E que o outro não tinha qualquer obrigação conosco, por mais que tenha eventualmente jurado fidelidade. Sim, eu sei, se ele(a) jurou, tinha essa obrigação.</p>
<p>Mas&#8230; sério mesmo que você acreditou que o outro(a) teria tamanha integridade moral? (sejamos adultos e reconheçamos que há uma infinidade de fatores que levam alguém a quebrar uma jura; fatores que misturam a fraqueza moral do indivíduo, as circunstâncias tentadoras do ambiente em volta e até mesmo uma certa negligência de nossa parte em nos esforçarmos para nos tornarmos sempre mais atraentes, e em continuarmos colocando <a href="https://www.ronaud.com/amor/toda-fogueira-precisa-de-lenha/">lenha na fogueira do amor</a>)</p>
<p>E é sempre dolorido conviver com a verdade de que somos incompletos, que talvez valhamos muito pouco, que não somos tão especiais quanto gostaríamos, e que possamos mesmo ter falhado em algum ponto. Perdoar, isto é, admitir que &#8220;está tudo bem&#8221; entre nós e quem nos ofendeu, diminui nossa importância pessoal, na medida em que nos desobrigamos a sermos imprescindivelmente respeitados.</p>
<p>Perdoar é, de certa forma, se diminuir. Sempre que perdoamos, uma parte de nós morre. Daí a extrema dificuldade que temos de perdoar. Morre a parte mais intransigente da nossa personalidade, restando a parte mais suave e amorosa.</p>
<p>É mais fácil continuarmos preservando nosso senso de importância pessoal e jogarmos a culpa no outro. Mas culpar os outros é a pior forma de resolver as coisas, porque jogamos a responsabilidade pelo nosso bem estar na mão deles. Na medida em que você se responsabiliza pelas coisas que lhe acontece, tem a chance de evitar decepções futuras: Se medindo numa medida mais realista, e esperando menos (de preferência, nada) dos outros.</p>
<h3>Mas, como perdoar, então?</h3>
<p>Hoje em dia, tenho percebido que cada pessoa tem seu próprio jeito de perdoar. Você deve se dedicar a isso, tentando até conseguir, e encontrando a melhor estratégia psicológica para si. Abaixo vou sugerir algumas.</p>
<p>Também tenho percebido que o perdão deve ser um exercício diário; muito dificilmente você conseguirá perdoar <em>num estalar de dedos</em>.</p>
<h4>Compreenda a ilusão que você criou e alimentou</h4>
<p>Mágoa, rancor, decepção, frustração sempre ocorrem sobre alguma ilusão. Sempre!</p>
<p>Um desejo grande de ser valorizado, para pouco mérito. Muita expectativa, sobre pessoas e circunstâncias, para pouca integridade ou consistência da parte delas.</p>
<p>Portanto, o primeiro passo para o perdão é admitir e enxergar a ilusão, e entender como ela se criou.</p>
<blockquote><p>A desilusão é a verdade lhe visitando.</p></blockquote>
<p>De forma contraditória, quanto menor a nossa autoestima, mais idealizamos nossa importância pessoal, numa tentativa artificial de compensar a situação. Sabe<em> aquele papo</em> de <a href="https://www.ronaud.com/arte-de-viver/como-levar-na-esportiva/"><em>se levar as coisas na esportiva</em></a>, e de <em>não se levar tão a sério</em>? É disso que falo e repito: quanto mais a pessoa se leva a sério (idealiza a si mesma), mais frágil é sua autoestima e mais ela se ofende com qualquer <em>coisinha</em>.</p>
<p>E mais ela vai se ferrar na vida.</p>
<p>A ilusão consiste mais ou menos nisso: Nossa autoestima é muito baixa e na intenção de compensar esse baixo senso de valor, atribuímos artificialmente certa importância a nossa personalidade, esperando desesperadamente (e forçando) que os outros respeitem e alimentem essa importância.</p>
<p>Quando ocorre uma traição, por exemplo, o outro não respeitou essa importância, mostrando que:</p>
<p>1 &#8211; Ele não é aquela pessoa especial e íntegra que imaginávamos que era. É, na verdade, um <em>caco</em>.</p>
<p>2 &#8211; Não somos aquilo tudo que gostaríamos de ser; não somos tão dignos assim de fidelidade e lealdade absoluta, fazendo com que nos deparemos novamente com a realidade fundamental: somos facilmente substituíveis.</p>
<p>O processo de perdão ocorre quando compreendemos que:</p>
<p>1 &#8211; Demos valor demais ao outro.</p>
<p>2 &#8211; Atribuímos um valor desmedido a nós mesmos.</p>
<p>Para que o perdão se manifeste, precisamos trabalhar e construir essa nova realidade, reduzindo nossas expectativas, diminuindo a importância do outro, e reconhecendo a realidade do que somos:</p>
<p>1 &#8211; O outro é só mais um, por mais especial que pareça. Ninguém merece que comprometamos nossa autoestima por causa dele(a).</p>
<p>2 &#8211; Traições ocorrem o tempo todo, até com uma mega modelo como a Gisele Bündchen. Por que haveria de jamais ocorrer com você? O que você tem de <em>TÃO</em> especial assim?</p>
<p><strong>A parte mais difícil de perdoar é admitir que a realidade é bem menos encantadora do que gostaríamos</strong>; a realidade tem muito menos graça do que fomos ensinados através das ficções românticas que povoam nosso imaginário contemporâneo.</p>
<h4>A origem da culpa</h4>
<p>A culpa é filha do casamento entre a regra insana e o julgamento implacável. Observe suas regras mentais. Se são morais, assimiladas do meio em que viver. Ou se são devaneios pessoais idealistas sobre como o mundo <strong><em>deveria ser</em></strong>.</p>
<p>O mundo não está nem aí para o que você acha que ele deveria ser.</p>
<p>O mundo, a realidade e as pessoas são o que são.</p>
<h4>Afastamento</h4>
<p>A realidade de uma perda ou traição é mais complexa que uma dúzia de palavras, eu sei.</p>
<blockquote><p>O ciúme é justamente aquela dor que sentimos quando percebemos que a pessoa amada pode ser feliz sem nós &#8211; Rubem Alves</p></blockquote>
<p>O ciúme, inveja e vingança são sentimentos bem parecidos. Tanto que podemos nos sentir inacreditavelmente felizes quando o outro, que nos abandonou, se dá mal. Não é feio, é humano. É nobre não sentir isso, mas aceitável que se sinta.</p>
<p>De repente, o outro lhe abandonou, encontrou outra pessoa e está muitíssimo bem; e não bastasse tudo isso, ainda fica ostentando o quanto está bem nas redes sociais. Como diminuir a importância de um(a) filho(a) da p*ta desses?</p>
<p>Dois ditados populares ajudam muito a superar a situação:</p>
<blockquote><p>O que os olhos não veem, o coração não sente.</p>
<p>Longe dos olhos, longe do coração.</p></blockquote>
<p>Exclua essa pessoa da sua vida, fisicamente e digitalmente, com determinação. É preciso força de vontade, é preciso se valorizar e se preservar. Procurar outra realidade, outras pessoas, outros lugares. Uma postura firme e determinada nesse sentido ajuda muito a superar.</p>
<p>Infelizmente rola uma competição. Você pode escolher ficar <em>stalkeando</em> a pessoa através das redes sociais ou de amigos em comum, e se afundar ainda mais; ou pode escolher partir pra luta e melhorar sua situação, ficando eventualmente até melhor do que o outro. A escolha é sua. Contudo, é fundamental focar as energias em si mesmo(a).</p>
<h4>Perdoar é fazer as pazes</h4>
<p><a href="https://www.ronaud.com/espiritualidade/sutra-sagrada-chuva-de-nectar-da-verdade-seicho-no-ie/">O preceito mais básico da Seicho-no-ie</a> é o seguinte: <strong>Reconcilia-te com todas as coisas do céu e da terra.</strong></p>
<p>Estar em paz e em harmonia com tudo e com todos é, para a Seicho-no-ie, o princípio fundamental de uma vida feliz e bem orientada por Deus. E o perdão é o instrumento mais importante de que dispomos para alcançar esta paz.</p>
<p>Você sabe que perdoou quando lembra da situação que uma vez o(a) machucou mas já não sofre com as lembranças. <a href="https://www.ronaud.com/amor/amar-e-ser-indiferente/">Perdoar é esquecer pelo que tinha de perdoar</a>; é não se importar mais com aquilo; é se conformar com o rumo que as coisas tomaram. Perdoar é fazer as pazes com quem nos ofendeu. É ser capaz de falar para a pessoa, pessoalmente ou mentalmente:</p>
<blockquote><p>Fulano, está tudo bem entre nós. Você não me deve mais nada. Muito obrigado por tudo. Que Deus o(a) abençoe e que você seja feliz.</p></blockquote>
<p>Você pode utilizar o mantra do Hooponopono, também:</p>
<blockquote><p>Fulano, sinto muito. Me perdoa. Eu te amo. Muito obrigado!</p></blockquote>
<p>Se você sentir um desconforto ao mentalizar<em> &#8230;fulano, está tudo bem entre nós&#8230;</em> é porque não perdoou e ainda guarda dentro de si alguma medida de mágoa ou ressentimento.</p>
<h3>Fique em paz</h3>
<p>Este texto fala sobre a importância do perdão usando como exemplo casos de traição, que são os casos mais doloridos. Mas o fato é que há inúmeros sentimentos ruins que nos perturbam de alguma forma, tiram nossa paz e obstruem nosso canal com a divindade: ódio, raiva, inveja, ansiedade, o ciúme aqui comentado, entre outros.</p>
<p>Livre-se deles como puder! Faça da sua paz pessoal sua prioridade, com a consciência de que o perdão será sua <em>arma</em> para encontrar sua paz interior.</p>
<p>Admita a imperfeição da vida, admita a imperfeição das pessoas, admita sua própria imperfeição. Não espere a perfeição se você mesmo(a) não consegue oferecê-la.</p>
<p>Lute pelo que quer, do modo que der, mas ACEITE se não der, sem se cobrar, sem se culpar, sem esperar demais, dos outros, da vida, de Deus.</p>
<p>Pega leve, e preserve-se.</p>
<h3>Veja também</h3>
<p><a href="https://www.ronaud.com/arte-de-viver/o-amor-como-cura-para-a-vida/">O amor como cura para a vida</a></p>
<p><a href="https://www.ronaud.com/arte-de-viver/12-atitudes-para-evitar-decepcoes-e-frustracoes/">Atitudes para evitar decepções</a></p>
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		<title>Perdão &#8211; Um ato grandioso</title>
		<link>https://www.ronaud.com/autoestima/perdao-um-ato-grandioso/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Ronaud Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 03 Sep 2015 00:54:44 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Autoestima]]></category>
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					<description><![CDATA[Algumas considerações pessoais sobre perdão, mágoa, ressentimento e a grandeza necessária para se libertar da culpa, que vem dos outros e de si mesmo.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Anos atrás, comentei aqui sobre <a href="https://www.ronaud.com/auto-conhecimento/o-que-e-perdoar/">o perdão</a> e seus <a href="https://www.ronaud.com/vida/perdoar-e/">significados</a>.</p>
<p>Era um entendimento então recente, onde comentava que perdoar é aceitar a realidade como ela é; que mágoa acontece quando a realidade &#8211; na forma de pessoas, fatos e circunstâncias &#8211; não corresponde ao que imaginávamos ou esperávamos (ou mais precisamente, ao que queríamos).</p>
<p>Então aconteceu, de um ano pra cá, que descobri que temos <em>NÍVEIS</em> de aceitação: Até certo ponto, conseguimos aceitar muitas coisas &#8211; e perdoá-las, de fato; situações que nos machucam muito, inclusive, já que, <em>pois bem</em>, acabamos por compreendê-las e aceitá-las, aprendendo a conviver com elas.</p>
<p>Mas eis que pode acontecer, E ACONTECE, da vida nos mostrar outras situações, muito piores, as quais nos é impossível aceitar.</p>
<p>Então me vi não conseguindo (não querendo, quem sabe&#8230;) perdoar certas coisas. Me dispus a não admitir certos absurdos. Me peguei pela primeira vez na vida atormentado (<a href="https://www.ronaud.com/auto-conhecimento/padroes-emocionais-e-auto-percepcao/">além do normal</a>) por circunstâncias <em>inaceitáveis</em>.</p>
<p>E já antes dessas situações explodirem (porque já se prenunciavam), vinha percebendo que a dificuldade de aceitá-las estava <em>minando</em> minha energia, tirando minha paz, <a href="https://www.ronaud.com/mudancas/atitudes-para-abrir-caminhos/">bloqueando meus caminhos</a>.</p>
<p>Essa dificuldade tem alguns nomes, como <a href="https://www.ronaud.com/tag/magoas/">mágoa</a>, rancor, <a href="https://www.ronaud.com/arte-de-viver/ressentimento-ou-eu-e-que-sei-como-as-coisas-deviam-ser/">ressentimento</a>&#8230; são realmente <a href="https://www.ronaud.com/espiritualidade/positividade-o-fundamento-de-toda-espiritualidade/">sentimentos negativos</a> e venenosos que contaminam <em>seu sangue</em> e <em>sua alma</em>. E a manutenção desses sentimentos por muito tempo cria uma <a href="https://www.ronaud.com/espiritualidade/positividade-o-fundamento-de-toda-espiritualidade/"><em><strong>resistência</strong> <strong>espiritual</strong></em></a> que emperra sua vida (a qual, sem eles, já não estaria <em>lá</em> <em>grande coisa</em> rs).</p>
<p>Conclusão: Não perdoar é um atraso &#8211; literal &#8211; de vida.</p>
<h3>Ilusão e desilusão</h3>
<p>Não conseguir perdoar, por não aceitar certas coisas, é fruto de uma grande desilusão, daquela que vai além dos nossos níveis normais de aceitação, como comentei acima.</p>
<p>A ilusão se caracteriza pela crença convicta num cenário que só existia na sua <del>cabeça de jerico</del> <ins>visão das coisas</ins>. Mais cedo ou mais tarde essa ilusão, que é mais ou menos como uma redoma de vidro a sua volta, se torna insustentável e quebra. E os estilhaços caindo no chão lhe assusta, lhe deixa em choque. E o que você vê para além da redoma é bem desagradável.</p>
<p>Mas sempre esteve lá. E se chama realidade.</p>
<p>A não aceitação da realidade como ela é, é que cria a mágoa. É uma negação. E como é essa realidade? Dura, crua, impiedosa&#8230; um lugar onde pessoas amadas frustram nossa confiança, onde fatos alheios a nossa vontade mudam tudo, onde aprendemos a não esperar muito de <em>Deus</em>. O ceticismo que surge após a amargura da desilusão vem como uma resposta às perdas (de coisas que só existiam na nossa imaginação), vem enfim, como uma lição para não repetirmos mais o mesmo fiasco.</p>
<p>Por um lado, é bom que surja mesmo, não? <em>Já tá na hora</em> de aprender!</p>
<div id="attachment_19251" style="width: 610px" class="wp-caption aligncenter"><img fetchpriority="high" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-19251" class="size-full wp-image-19251" src="https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2015/09/papel-de-trouxa-arvores.jpg" alt="Uma floresta... amazônica" width="600" height="500" srcset="https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2015/09/papel-de-trouxa-arvores.jpg 600w, https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2015/09/papel-de-trouxa-arvores-300x250.jpg 300w" sizes="(max-width: 600px) 100vw, 600px" /><p id="caption-attachment-19251" class="wp-caption-text">Uma floresta&#8230; amazônica</p></div>
<p>Mas por outro, a desilusão, que por si já é uma tragédia pessoal, só não é maior do que permanecer desiludido(a) e amargurado(a), não conseguindo catalisar essa amargura num ceticismo, mais aberto e razoável. Porque o fato é que os sentimentos que alimentam essa amargura, como o <em>ressentimento</em>, o <em>rancor</em>, e a <em>mágoa</em>, são nomes &#8220;adultos&#8221; para sentimentos que, para as crianças, chamamos por outro nome: <em><strong>birra</strong></em>.</p>
<p>E a birra, sabemos, é um sentimento narcisista fundamentado numa auto-importância exagerada, que nos dá <em>razão</em> para <em>batermos o pezinho</em> e nos sentirmos no direito de nos vingarmos, se possível for.</p>
<p>Mas alimentar essa birra não é inteligente, é na verdade, infantil, com a diferença de que nas crianças ela raramente passa de poucas horas. Já nos adultos, pode durar (e atrasar) o resto da vida.</p>
<p>Eu até entendo essa <em>amargura birrenta</em>: Enfrentar a realidade <em>pós desilusão</em> significa admitir que não somos tão especiais assim, que não merecemos as coisas como queríamos, que a vida não está <em>nem aí</em> para nós, que falhamos miseravelmente em algum ponto (bingo!) o que pode resultar num <a href="https://www.ronaud.com/arte-de-viver/sobre-a-culpa/">insuportável sentimento de culpa</a>.</p>
<p>Já manter a mágoa e o ressentimento significa sustentar a ideia de que somos <em>sim</em> especiais, e que merecemos <em>sim</em> tudo que desejamos, e que a falha (ou culpa) não foi nossa, e sim, veja só&#8230; <em>dele</em>, <em>dela</em>, do <em>pai</em>, da <em>mãe</em>, do <em>chefe</em>, do <em>governo</em>, de <em>deus</em>, do <em>azar</em>&#8230; <em>Ah esse mundo cruel que não nos compreende e não nos trata como merecemos</em>.</p>
<p><a href="https://www.ronaud.com/frases-pensamentos-citacoes-de/homer-simpson">Homer Simpson</a> sabe há tempos que se a <a href="https://www.ronaud.com/tag/culpa/">culpa</a> é dele, ele pode transferi-la para quem quiser. A culpa de fato é um fardo pesado e desconfortável e assumi-la é um ato dilacerante; porém coloca-la nos outros é aliviante e confortador.</p>
<h3>Uma visitinha desagradável</h3>
<p>Algumas palavras de Luiz Gasparetto sobre o assunto, retiradas de uma transcrição de uma palestra dele &#8211; os parênteses são meus:</p>
<blockquote><p>“Eu sonhei que&#8230;”<br />
<span style="line-height: 1.5;">“Eu lutei por&#8230;”<br />
“<strong>E, FINALMENTE, naquele dia, eu vi que&#8230;</strong>”</span></p>
<p><span style="line-height: 1.5;"><em>ESTE</em>  foi o dia em que <strong>a VERDADE lhe visitou</strong>. Foi a ilusão que causou o desgosto, o sofrimento, não a verdade.</span></p>
<p><span style="line-height: 1.5;">“Eu sofri porque perdi o &#8230;”</span></p>
<p><span style="line-height: 1.5;">Quantas perdas você vai ter que sofrer na vida para aprender que está (vivendo) na ilusão? Você acha a realidade cruel, mas (o problema) é a sua ilusão (estar mentindo para si mesmo). Todo seu ódio é orgulho ferido (não admitir que vivia sob ilusão).</span></p>
<p>[&#8230;]</p>
<p>Não vamos aqui falar de perdão para desatar nós, pois ele não existe, existe APENAS o seu orgulho e a sua má vontade para deixar a ilusão. Nós somos péssimos para lidar com a realidade.</p>
<p>[&#8230;]</p>
<p>Duas coisas importantes para você ficar bem:<br />
1 &#8211; ACABAR com as ilusões<br />
2 &#8211; NÃO CRIAR novas ilusões<br />
BENEFÍCIO: NÃO SOFRER MAIS</p>
<p>[&#8230;]</p>
<p>Quando vê que a situação não vai mesmo de jeito nenhum, jogue fora e ilusão, e pare com a teimosia!</p>
<p>Luiz Gasparetto</p></blockquote>
<h3>Generosidade</h3>
<p>Qualquer ato generoso é um ato que <a href="https://www.ronaud.com/vida/generosidade-viva-e-deixe-viver/">tira o foco de nós mesmos e o desloca para o bem alheio</a>. Perdoar, no sentido de anular a birra e aceitar que as coisas serão diferentes do que idealizáramos, é um ato deveras generoso, de cordial sujeição e racional resignação aos limites da vida, que ao libertar os outros, liberta-nos em medida até maior.</p>
<p>A <a href="http://origemdapalavra.com.br/site/pergunta/etimologia-da-palavra-perdao-2/">etimologia da palavra perdão</a> confirma:</p>
<p><em>Perdão</em> vem do Latim <strong><em>perdonare</em></strong>, onde <strong>per </strong>significa “total, completo”, e <strong>donare</strong> significa “dar, entregar, doar”.</p>
<p>Perdoar, segundo meu entendimento, é libertar(-se).</p>
<p>É a autêntica <a href="https://www.ronaud.com/amor/amar-e-ser-indiferente/">prova de amor que deseja o bem estar do outro</a>, mesmo que longe. É entregar tudo que foge do nosso controle para Deus. É evitar julgar, e tentar aceitar o outro <a href="https://www.ronaud.com/tag/amor-incondicional/">incondicionalmente</a>, e aceitar as circunstâncias com <a href="https://www.ronaud.com/auto-conhecimento/uma-regra-para-a-vida/">sobriedade</a>. É enxergar a divindade em todos. É presumir um propósito divino em tudo o que acontece. É admitir as próprias limitações e acolher a vontade divina do jeito que ela se manifesta.</p>
<h3>Como saber se perdoei?</h3>
<p>Essa resposta esta aí, bem dentro de você.</p>
<p>Perdoar não significa esquecer, e sim, lembrar sem sofrer.</p>
<p>Portanto, uma maneira de saber se você perdoou, é tentar lembrar da situação e prestar atenção ao que sente.</p>
<p>Se conseguir olhar para o ocorrido com leveza, identificando a lição aprendida, desejando que o outro seja feliz e siga seu caminho em paz, sentindo seu coração leve, tendo a sensação de que tudo ficou para trás, são fortes indícios de que você perdoou.</p>
<h3>Assunto complicado&#8230;</h3>
<div id="attachment_19260" style="width: 246px" class="wp-caption alignleft"><img decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-19260" class="size-full wp-image-19260" src="https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2015/09/me-obrigue.jpg" alt="!" width="236" height="236" srcset="https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2015/09/me-obrigue.jpg 236w, https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2015/09/me-obrigue-150x150.jpg 150w" sizes="(max-width: 236px) 100vw, 236px" /><p id="caption-attachment-19260" class="wp-caption-text">!</p></div>
<p>Porque normalmente a ilusão é fundamentada por uma forte esperança e crença numa situação melhor, dado que muitos de nós têm fortes dificuldades quanto a própria autoestima ou amor-próprio ou ainda, quanto à própria realidade, que muitas vezes é uma grande b*sta. Quando você se desilude, fica tão abalado porque muito além de uma ilusão, perdeu a esperança de uma condição melhor e sonhada; porque se verá de novo obrigado(a) a enfrentar a própria realidade de novo. A mágoa é uma negação desse enfrentamento com a verdade.</p>
<p>A verdade é dura, crua e dolorida, mesmo.</p>
<p>Chego a pensar: Se devemos cuidar para não andarmos por aí desiludidos e amargurados, ou seja, de mãos dadas com a realidade que é sempre sem graça e amarga, melhor será que encontremos outra ilusão para nos agarrarmos e continuarmos tocando a vida, fingindo que está tudo bem e que vai dar tudo certo?</p>
<p>Estarei eu realmente certo quando <a href="https://www.ronaud.com/vida/sofrimento-voce-cara-a-cara-com-voce/">grito</a> e <a href="https://www.ronaud.com/mudancas/perdas/">repito</a> aos <a href="https://www.ronaud.com/inteligencia/mau-humor-inteligencia-ou-senso-de-inadequacao/">quatro ventos</a> que <strong>a vida é uma grande ilusão e feliz daquele que pode se iludir</strong>?</p>
<p>Ser feliz é (ter a sorte de) poder se iludir?</p>
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		<title>Esperança, a última (e única) saída</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Ronaud Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 28 Aug 2015 19:38:56 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Vida]]></category>
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					<description><![CDATA[Me parece que a felicidade é expressamente proibida para algumas pessoas. Resta a elas se agarrarem à esperança e seguirem em frente, porque é o que lhes resta a fazer mesmo, e eventualmente, se iludirem com alguma frase de auto-ajuda do facebook ;)]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_19201" style="width: 680px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-19201" class="size-full wp-image-19201" src="https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2015/08/criando-o-futuro.jpg" alt="Será? " width="670" srcset="https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2015/08/criando-o-futuro.jpg 750w, https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2015/08/criando-o-futuro-150x150.jpg 150w, https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2015/08/criando-o-futuro-300x300.jpg 300w" sizes="(max-width: 750px) 100vw, 750px" /><p id="caption-attachment-19201" class="wp-caption-text">Será?</p></div>
<p>Às vezes, acontecem coisas tão ruins na nossa vida, que nenhuma forma de entendimento tradicional nos ajuda a aceitá-las naturalmente, permitindo-nos ao menos alguma paz no coração:</p>
<p>Segundo a ciência, esses acontecimentos são fruto do acaso, o que faz de você um grande azarado.</p>
<p>Segundo o cristianismo, esses fatos são castigos, o que faz de você culpado; ou são uma provação, o que faz você se sentir meio incapaz e meio azarado também (tanta gente pra ser <em>provada</em>, né&#8230;).</p>
<p>Segundo o espiritismo, essas coisas são carma, o que leva você acreditar que foi um grande canalha numa vida passada.</p>
<p>Na melhor das hipóteses, segundo o budismo, essas coisas são seu <em>dharma</em>, isto é, aquele caminho que lhe foi confiado, com base nos critérios caprichosos das divindades, pelo qual você precisa passar para evoluir, o que faz você entender que tem muito o que aprender ainda e que não <em>tá podendo</em> tanto quanto imaginava.</p>
<p>Todas essas alternativas de compreensão dos infortúnios pelos quais passamos colocam nossa autoestima no chão.</p>
<p>A <a href="https://www.facebook.com/shmuel.lemle" target="_blank" rel="nofollow">Cabala</a> costuma oferecer alguma esperança:</p>
<blockquote><p>Não importa a dificuldade que você esteja enfrentando, saiba que faz parte de um plano maior. <a href="https://www.facebook.com/photo.php?fbid=10206842533520471&amp;set=p.10206842533520471&amp;type=1" target="_blank" rel="nofollow">Fonte</a></p>
<p>Nem sempre chegamos aonde queremos chegar no tempo que pretendemos. Tenha paciência. Há um processo. <a href="https://www.facebook.com/photo.php?fbid=10206839331600425&amp;set=p.10206839331600425&amp;type=1" target="_blank" rel="nofollow">Fonte</a></p></blockquote>
<p>(Hum, sei&#8230;)</p>
<p>As conclusões cabalistas até tentam, mas não consigo vê-las mais do que consolos ilusórios de uma suposta bondade divina cujas linhas tortas nos mostrarão o texto certo ao fim da história.</p>
<p>Mas a cabala também provoca bastante:</p>
<blockquote><p>Ficamos chateados porque achamos que tinha que acontecer de um jeito e aquilo não acontece. Na verdade não sabemos nada. Quem disse que o seu jeito era o melhor? <a href="https://www.facebook.com/photo.php?fbid=10206826754926016&amp;set=p.10206826754926016&amp;type=1" target="_blank" rel="nofollow">Fonte</a></p></blockquote>
<p><em>Ora, é claro que o meu jeito é o melhor!!!</em> Tanto é que não está sendo para mim, mas está sendo para outros, que nem cogitam largarem suas atuais condições.</p>
<p>Ora!</p>
<p>😉</p>
<p>***</p>
<p>O fato é que me parece que a felicidade, na forma de certas condições, é expressamente proibida para algumas (muitas) pessoas. O motivo? Quem poderá dizer&#8230;</p>
<p>E que a essas pessoas só resta <em>baixar a cabeça</em> e se resignar. E compreender que a esperança não é a última que morre, ela é sim, sempre a última e única opção que nos resta.</p>
<p>Escolhemos a esperança porque já não há mais escolhas.</p>
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		<title>Padrões emocionais e auto-percepção</title>
		<link>https://www.ronaud.com/auto-conhecimento/padroes-emocionais-e-auto-percepcao/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Ronaud Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 21 Jul 2015 02:19:11 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Autoconhecimento]]></category>
		<category><![CDATA[Aceitação]]></category>
		<category><![CDATA[Angústia]]></category>
		<category><![CDATA[Ansiedade]]></category>
		<category><![CDATA[Crise existencial]]></category>
		<category><![CDATA[Desejos]]></category>
		<category><![CDATA[Expectativas]]></category>
		<category><![CDATA[Passividade]]></category>
		<category><![CDATA[Paz de espírito]]></category>
		<category><![CDATA[Perdas]]></category>
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					<description><![CDATA[O padrão emocional mantido por um grande desejo constante e não satisfeito é a mais comum das prisões, porque leva a um auto-aprisionamento suave, gradativo e espontâneo. É necessária uma sensível percepção de si mesmo para atentar para o próprio estado emocional e o devido reequilíbrio do mesmo.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Ontem a noite larguei um pouco desse <em>mundo online</em> que se apossa da nossa alma, e fiquei um bom tempo, em silêncio, refletindo e tentando passar a limpo, mentalmente, algumas questões pessoais que insistem em se fazer presentes por aqui.</p>
<p>E durante esse processo de reflexão, me dei conta (novamente, porque na verdade relembrei que já tive esta conclusão há um certo tempo), que eu tenho vivido a maior parte da vida sob um padrão emocional constante de ansiedade, porque vivo o tempo todo com uma sensação permanente de insatisfação e descontentamento geral com praticamente toda a minha realidade&#8230;</p>
<p>&#8230;porém, sem me dar conta deste estado emocional na maior parte do tempo.</p>
<p>Embora pareça exagerado, o fato é que eu vivo praticamente todos os meus dias com a esperança focada em algum ponto do futuro onde tudo dará certo e ficará bem, quando sentirei pela primeira vez o que eu poderia chamar de alívio existencial (percepção esta que faz lembrar muito <a href="https://www.ronaud.com/tag/viver-o-agora/">a mensagem de Eckhart Tolle</a> em seu livro <a href="https://www.ronaud.com/livros/resenha-critica-livro-o-poder-do-agora/">O Poder do Agora</a>).</p>
<p>Vivo uma espera interminável, dia após dia, de que aconteça algo que alivie meus tormentos. E esse &#8220;<em>algo&#8221;</em> já foi tantas coisas, tantos desejos, intenções e esperanças que vieram sucedendo-se ao longo dos últimos vinte anos; tantos amores, curas, santos graais, milagres e eldorados, que hoje já não sei exatamente o que espero, só sei que espero!</p>
<p>VINTE anos [&#8230;]</p>
<p>Voltando para trás em minhas lembranças, percebi que esta sensação de insuficiência e ansiedade começou lá pelos meus onze anos de idade, quando algo que eu queria muito não deu certo e a partir de então passei a esperar por esse acontecimento dia após dia, por anos a fio. Quando esta intenção não se mostrava mais possível, me apoiei logo em outra, sempre esperando passivamente que um dia acontecesse. E assim vim pulando de <em>galho em galho</em> até hoje, sempre esperando.</p>
<p>A esperança não é a última que morre, conforme diz o ditado. A esperança não morre nunca. E lá fica você por anos, décadas, como um moribundo à espera de um milagre&#8230;</p>
<p>&#8230;que nunca acontece.</p>
<p>Hoje, de modo já um tanto inconsciente, mantenho esse tipo de padrão, um padrão emocional ou psicológico entranhado de esperança de superação, ou libertação, para um dia qualquer do futuro, que nunca chega&#8230; &#8230;e <del>talvez</del> <ins>claro</ins>, nunca chegará.</p>
<p>Mas o que percebi ontem a noite, é que apesar desta condição ter origem psicológica, se expressa em toda minha fisiologia corporal de modo quase imperceptível. Ora, de onde vem esta ansiedade cada vez maior, esta <a href="https://www.ronaud.com/bom-senso/impaciencia-com-tudo-e-com-todos/">impaciência crônica</a>, esta incapacidade, de longa data já, de não conseguir focar no presente, no arredor, sempre com a mente distante, em alguma obrigação, em algum compromisso, em alguma busca, em alguma esperança, em algum sonho, em algum fim.</p>
<p>Eu resumiria esse padrão por um <em>muito querer algo que é praticamente impossível</em>. E essa sensação de impossibilidade gera um sentimento de impotência que ressurge de tempos em tempos e que transforma o meu dia a dia num verdadeiro tormento. Tormento que promove(u) uma busca incessante por alguma forma de eliminá-lo, quase sempre através de algum tipo de fé, praticamente sempre à espera de algum tipo de milagre.</p>
<p>O <em>desejo</em> é a mais comum das prisões, porque permite um auto-aprisionamento suave, gradativo e espontâneo. Entretanto, é ainda uma prisão, porque desejar as coisas é estar submisso à posse delas. Primeiro, aprisiona-se à <a href="https://www.ronaud.com/tag/expectativas/">expectativa</a> de conseguir o que se deseja. Depois, aprisiona-se ao medo de <a href="https://www.ronaud.com/tag/perdas/">perder</a> o que se obteve.</p>
<p>Estou falando aqui de uma percepção muito minha, e só assumo essas conclusões publicamente porque sei que praticamente todas as pessoas sentem o mesmo, em algum nível. Não me é difícil imaginar que isso aconteça em maior ou menor grau com você também, porque vivemos numa sociedade consumista que nos estimula a desejar o tempo todo: objetos, pessoas, condições e status pessoais, experiências&#8230;</p>
<p>Muito raramente nos encontramos <strong><em>em paz</em></strong> com o que somos e com o que temos.</p>
<p>E aqui chegamos a palavra que resume toda esta fala: <em><strong>PAZ</strong>. </em></p>
<p>Viver esta vida ansiosa, de espera interminável, é um tormento, uma guerra interior. E a conclusão da reflexão que inspirou este texto, é que apesar de viver momentos de <a href="https://www.ronaud.com/tag/alienacao/">alienação e anestesia mental</a>, envolvido por algum compromisso que me <a href="https://www.ronaud.com/vida/sofrimento-voce-cara-a-cara-com-voce/">distrai</a> de mim mesmo, de modo geral, posso dizer que a (minha) vida é um <a href="https://www.ronaud.com/vida/aprendendo-a-enxergar-a-realidade/">angustiante e infindável tormento</a>; Que muito raramente experimento esta paz de espírito, aquela paz de quem não quer mais nada porque se satisfaz com o que tem, tanto em termos de bens materiais, como principalmente, em termos de integridade pessoal (saúde, autoestima, talentos).</p>
<p>No fim de toda esta reflexão, lembrei de uma passagem budista que <a href="https://www.ronaud.com/mudancas/mudanca-de-vida-e-a-auto-sabotagem/">já citei aqui</a> algumas vezes:</p>
<blockquote><p>O discípulo suplicou ao mestre: “<strong>Mestre, eu quero paz</strong>“. E o Mestre respondeu: Tire o <strong>eu</strong>, depois tire o <strong>quero</strong>, e você ficará com a <strong>paz</strong>.</p></blockquote>
<p>O segredo, me parece, <a href="https://www.ronaud.com/vida/castigo-por-sonhar-demais/">é <em>não querer</em></a>.</p>
<blockquote><p>Se as portas parecem fechadas é porque seus desejos são muitos. Se não tivesse nenhum desejo, não notaria as portas fechadas.</p>
<p>***</p>
<p>O segredo para melhorar a autoestima é abaixar suas expectativas até o ponto onde você já está.</p></blockquote>
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		<title>O efeito terapêutico da fala e da escrita</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Ronaud Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 16 Dec 2014 20:13:13 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Espiritualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Alívio]]></category>
		<category><![CDATA[Aparências]]></category>
		<category><![CDATA[Comunicação]]></category>
		<category><![CDATA[Confiança]]></category>
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		<category><![CDATA[Orgulho]]></category>
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		<category><![CDATA[Vitimismo]]></category>
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					<description><![CDATA[Expressar nossas aflições podem resultar num grande e benéfico efeito terapêutico. Há duas formas efetivas de expressar (e pôr, literalmente pra fora) o que se está sentindo: A Escrita e a Fala]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Expressar nossas aflições resulta num grande efeito terapêutico.</p>
<p>Muito se fala em pensar e afirmar coisas positivas, mas a grande verdade é que falar sobre nossas dificuldades e sentimentos ruins pode resultar em um alívio mais imediato e efetivo.</p>
<p>Até porque muitas vezes, para conseguirmos pensar positivamente, e <a href="https://www.ronaud.com/espiritualidade/positividade-o-fundamento-de-toda-espiritualidade/">elevarmos nosso padrão de vibração espiritual</a>, o melhor começo é expressar de alguma forma, seja falando ou escrevendo, o que nos atormenta por dentro. Porque realmente nos livramos de boa parte desses tormentos ao falarmos sobre eles, ainda que momentaneamente.</p>
<blockquote><p><span style="color: #444444;">Segurar algo na mente é como segurar a respiração. Se você persistir, vai sufocar. Deepak Chopra</span></p></blockquote>
<p>Há duas formas efetivas de expressar (e pôr, literalmente pra fora) o que se está sentindo:</p>
<div id="attachment_16768" style="width: 160px" class="wp-caption alignright"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-16768" class="size-thumbnail wp-image-16768" src="https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2014/12/escrita-150x150.jpg" alt="Chora!" width="150" height="150" /><p id="caption-attachment-16768" class="wp-caption-text">Chora!</p></div>
<h3>Escrita</h3>
<p>No texto &#8220;<a href="https://www.ronaud.com/pensamentos/a-escrita-como-catarse/">A escrita como catarse</a>&#8221; já comentei sobre este hábito que mantenho por muitos anos.</p>
<p>A escrita tem função fortemente terapêutica para quem resolve expressar suas emoções, fraquezas e e dificuldades nas páginas de um caderno ou na tela em branco do computador. A ancestralidade do ato de se escrever diários demonstra a efetividade da escrita como forma de libertação emocional.</p>
<p>Escrever nos ajuda a ordenar a teia confusa dos nossos pensamentos e dessa forma nos permite refletir com mais isenção sobre nossas sensações ruins, trazendo grande alívio. O próprio ato de parar, encontrar um lugar, papel, caneta e tempo para se concentrar em si mesmo já é por si mesmo um ato terapêutico profundamente eficaz contra o estresse diário.</p>
<p>Mas para além desta &#8220;pausa&#8221; que nos concedemos em meio à correria diária, o ato nos ajuda a catalisarmos nossos sentimentos ruins, na medida em que pensamos no que nos incomoda e articulamos uma forma de expressar aquilo, conscientizando-nos das nossas sensações.</p>
<p>Durante esse processo, ocorre uma verdadeira limpeza interna, e ao longo dos dias, tudo vai se amenizando dentro de nós.</p>
<p>Vale lembrar que o ato de escrever não precisa se restringir a relatos e descrições do que se vivenciou ultimamente, mas pode também se expandir para o registro criativo de histórias, em especial, para a reinvenção do que se vivenciou, através do registro da versão positiva das cenas vividas.</p>
<h3>Fala</h3>
<p>Escrever é um bom começo, e um hábito saudável para a alma no longo prazo, mas não substitui o ato de falar.</p>
<p>Verbalizar os próprios sofrimentos e aflições traz um enorme alívio para as pessoas.</p>
<p>A ligação entre nossa fala e nossas emoções é meio que indistinguível, já que, sob forte pressão emocional, basta discorrermos sobre o que estamos sentindo e logo caímos no choro.</p>
<p>Eu não sei de que maneira esse mecanismo funciona, mas expressar o que sentimos possui um poder de transformação interior inacreditável.</p>
<p>É como se devolvêssemos para o mundo aquilo que ele nos deu. <a title="Que pode nos manter em forma ;)" href="https://www.ronaud.com/saude/xingar-emagrece/">É uma vingança</a>.</p>
<h3>Coitado de mim que sofro <em>TANTO</em></h3>
<p>Por orgulho, seja na forma de brio ou de vergonha, muitas pessoas não conseguem admitir suas fraquezas, não conseguem compartilhar o que sentem, e vão guardando até que isso <a title="A arte de não adoecer" href="https://www.ronaud.com/saude/a-arte-de-nao-adoecer/">extravase por conta própria, quase sempre através de doenças ou acidentes</a>.</p>
<p>E essas pessoas não conseguem fazer isso porque falar sobre nossas aflições INEVITAVELMENTE nos colocará numa posição de vítima; e parecer um coitado diante dos outros é desconfortável. Mas a necessidade delas de manter a pose é maior.</p>
<p>Eu não tenho esse problema 🙂 Dependendo da pessoa, falo tudo que se passa comigo, até o que não devia. Quem acompanha este blog sabe bem disso. Acho que omitir nossas falhas, fraquezas ou imperfeições como se não as tivéssemos é meio que alimentar a hipocrisia.</p>
<p>Vale comentar que não é porque se está desabafando que é necessário acreditar-se vítima do mundo. Sei perfeitamente que todos somos totalmente responsáveis pelo que nos acontece. É importante compreender que <em>desabafar</em> é apenas um ato temporário para se livrar de um sentimento involuntário, que pode &#8211; e deve &#8211; ser extravasado.</p>
<h3>Fala que eu te escuto</h3>
<p>A questão que pode dificultar um pouco este hábito é &#8220;<em>com quem</em>&#8221; falar o que sentimos?</p>
<p>Precisa ser alguém de confiança e pouco reativo, ou seja, que aceite o que estamos sentindo sem ficar dizendo <em>ah mas eu no seu lugar faria isso e aquilo</em>; Alguém que já tenha maturidade suficiente para entender que no lugar do amigo teria as mesmas dificuldades; porque sabe que tem suas próprias dificuldades, que aos olhos dos outros também podem soar exageradas ou ridículas; porque já entendeu que somente cada um sabe a delícia e a dor de ser o que é.</p>
<p>Veja também: <a href="https://www.ronaud.com/arte-de-viver/eu-imploro-me-ouca/">Eu imploro, me ouça</a></p>
<p>Há algumas soluções bem fáceis para isso caso não se tenha aquele amigo confidente: A primeira é contratar um psicólogo, o que é o ideal já que são pessoas preparadas para direcionar suas conclusões para uma postura mais aberta e construtiva. Mas caso isso seja difícil, há uma solução incrivelmente simples:</p>
<p>Falar sozinho.</p>
<p>Para isso é necessário apenas estar sozinho, num lugar em que ninguém nos ouça.</p>
<p>Hoje em dia há aplicativos para celulares que gravam sua voz. Então você pode até gravar o que está sentindo e ouvir depois. Mas isso é só uma opção não tão necessária.</p>
<p>Este hábito só possui vantagens: Você pode falar até o que não diria para um psicólogo, você pode falar até o que não diria nem sob a ameaça de uma faca no pescoço. Porque a garantia de não haver julgamento é absoluta.</p>
<p>Falar sozinho, para quem tem uma certa sobriedade intelectual soará bem ridículo. Mas isso só demonstra uma das prováveis muitas barreiras emocionais que o indivíduo traz consigo. Afinal, se ninguém estará ouvindo, o sentir-se ridículo é julgamento dele próprio. O primeiro passo é permitir-se ser ridículo. Ao menos sozinho&#8230;</p>
<p>Uma dica para quem quer tentar e não sabe como começar. Feche os olhos, preste atenção no que está sentindo e tente dizer mais ou menos assim:</p>
<p><em>Eu me sinto __________ porque ___________. </em></p>
<p>Tipo:</p>
<p><em>Eu me sinto triste, porque o joãozinho roubou minhas balas.</em></p>
<p>Todas as nossas falas girarão em torno de algo semelhante à frase anterior 🙂</p>
<p>Será um sentimento negativo motivado por alguém, algum fato ou coisa que não se comportou / aconteceu como queríamos.</p>
<p>Tudo sempre será resultado de um ego muito orgulhoso ferido por fatos que ele não esperava ou queria.</p>
<h4>O fundamento da Oração</h4>
<div id="attachment_16762" style="width: 260px" class="wp-caption alignleft"><a href="https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2014/12/jesus-nosso-amigo.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-16762" class="wp-image-16762" src="https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2014/12/jesus-nosso-amigo-300x203.jpg" alt="Fala que eu te escuto, filho" width="250" height="170" srcset="https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2014/12/jesus-nosso-amigo-300x203.jpg 300w, https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2014/12/jesus-nosso-amigo.jpg 500w" sizes="auto, (max-width: 250px) 100vw, 250px" /></a><p id="caption-attachment-16762" class="wp-caption-text">Fala que eu te escuto, filho</p></div>
<p>Há orações para agradecer, há orações para pedir, há orações para mentalizar um desejo, e há orações que são verdadeiras súplicas por misericórdia. Estas últimas especialmente possuem um forte traço de desabafo. E sob este ponto de vista, entendemos melhor porque os ateus costumam se referir a Deus como o <em>amigo imaginário</em> dos religiosos.</p>
<p>Bem no fim, <em>Ele</em> é isso mesmo 😉</p>
<p>Porque o que importa já não é se Ele existe ou não existe, e sim que as pessoas acreditem que estão <em>falando com alguém</em>, e com isso, desabafando suas angústias.</p>
<p>Deus é o <em>amigo imaginário</em> que nos ouve quando não temos ninguém para nos ouvir.</p>
<blockquote><p><span style="color: #000000;">É a confissão, e não o padre que nos absolve. Oscar Wilde</span></p></blockquote>
<p>As palavras <em>orar</em> e <em>oral</em> têm a mesma origem latina e se referem à boca. Desta forma <em>Oração</em> significa o mesmo que <em>Verbalização</em>, ou seja, expressar o que se sente através da boca.</p>
<p>E a antiguidade do ato de <em>orar</em> demonstra que desde há milênios os antigos já perceberam a importância de se oralizar o que sentimos para escaparmos das nossas prisões emocionais.</p>
<p>E o alívio que as orações nos proporcionam confirmam a efetividade do ato.</p>
<h3>Por que funciona?</h3>
<p>Não saberia explicar por que o ato de falar ou escrever funciona tão bem para aliviar nossas dores. Mas arriscaria uma hipótese:</p>
<p>Tudo gira em torno do nosso orgulho.</p>
<p><a href="https://www.ronaud.com/pensamentos/sinonimos-para-gente-orgulhosa/">Seja nas suas várias formas</a>, <strong>o orgulho  forma um bloqueio emocional e espiritual que impede a recepção da Luz</strong>.</p>
<p>Porque o orgulhoso sempre tem medo de perder <em>o posto alcançado</em>. Ele criou uma imagem de si mesmo, com a qual se sente confortável e aceito, e <em>luta com unhas e dentes</em> para manter essa imagem. E essa luta esgota emocionalmente, porque os medos de que ela seja perdida destroem a pessoa por dentro ao longo do tempo.</p>
<p>A derrota dessa luta para se manter uma imagem ideal aos olhos dos outros chama-se <em>vergonha</em>. Sempre que sentimos vergonha, é porque estamos sendo vistos do jeito que somos realmente, o que não gostamos de admitir.</p>
<p>É preciso descer do palco. E deixar lá em cima a necessidade de aparentar ser o que não é; a necessidade de ser forte aos olhos dos outros. Porque se essa descida não for voluntária, acontecerá de formas mais drásticas: <a href="https://www.ronaud.com/saude/a-arte-de-nao-adoecer/">doenças, acidentes e grandes perdas</a>.</p>
<p>Essa descida voluntária se faz admitindo, verbalmente, todas as nossas limitações, fraquezas e fracassos, por mais ridículas que possam parecer (e sempre parecem).</p>
<p>Isso acontece ao assumirmos, verbalmente, tudo que somos, e o que não somos, que quase sempre não é muita coisa; que quase sempre não é o que gostaríamos. Porque é duro perceber que não estamos à altura de nossos sonhos e ideais.</p>
<p>Ao admitirmos nossas imperfeições e nossas fraquezas, nos humilhamos, no sentido de <em>humildar-nos</em>, e<strong> na humildade absoluta, encontramos a nós mesmos, o que somos realmente</strong>. E assim, nos despimos da casca de orgulho que impede que recebamos a luz, e que com ela enxerguemos novos caminhos e possamos atrair coisas boas.</p>
<p>***</p>
<p>Veja também outros <a href="https://www.ronaud.com/tag/conversas/">textos sobre conversas e diálogos</a>.</p>
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		<title>A melhor vingança é ser feliz</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Ronaud Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 25 May 2014 02:22:48 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Comportamento]]></category>
		<category><![CDATA[Alegria]]></category>
		<category><![CDATA[Amor verdadeiro]]></category>
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		<category><![CDATA[Recalque]]></category>
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		<category><![CDATA[Vingança]]></category>
		<category><![CDATA[Viver a Vida]]></category>
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					<description><![CDATA[Ser feliz, vivendo para si e por si, não é apenas a melhor vingança, como é a melhor forma de viver a vida de forma autêntica e intensa.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<blockquote><p>Se engana quem acha que riqueza e status atraem inveja.</p>
<p>As pessoas invejam mesmo é o sorriso fácil, a luz própria, a felicidade sincera, a alegria exagerada.</p>
<p>O que incomoda as pessoas são as amizades que o outro atrai, a boa energia que transmite, o brilho ofuscante no olhar, a sinceridade espontânea, o amor verdadeiro, a positividade pela vida, a leveza no andar e a paz interior.</p>
<p><a href="http://mairacintra.blogspot.com.br/" target="_blank" rel="noopener">Maira Cintra</a></p></blockquote>
<p>Acho que esse <em>textinho</em> da Maira resume bem toda essa questão da inveja e de seu sinônimo mais recente, o recalque.</p>
<p>O fato é que quem <em>brilha</em>, isto é, quem vive uma vida de movimento, prazer e diversão, vivendo para si, e não para impressionar os outros, vai chamar a atenção das pessoas.</p>
<p>Uma parte vai admirar e se espelhar. A outra, vai invejar.</p>
<p>Contra esses, para o <em>invejado</em>. continua valendo aquele ditado:</p>
<p><strong><em>A melhor vingança é ser feliz</em>.</strong></p>
<p>Regina Navarro traz um exemplo interessante sobre este tema:</p>
<blockquote>
<h4>A inveja das vizinhas</h4>
<p>Virgínia, uma terapeuta corporal de 35 anos, mora com o filho de 8 anos num prédio de classe média da zona sul. É a única mulher divorciada do edifício, sendo todos os outros moradores casados. Apesar de não conviver com suas vizinhas, foi impossível deixar de conhecê-las, por conta das novas amizades do filho.</p>
<p>A maioria não trabalha e por isso se reúne diariamente na piscina do condomínio para conversar. Virgínia é independente, trabalha muito no consultório e tem uma vida social intensa. Organiza festas em casa, recebe amigos para jantar e sai com os eventuais namorados que vão buscá-la de carro na portaria ou sobem ao seu apartamento.</p>
<p>As vizinhas observam de longe. Certa vez, uma delas, ao encontrá-la no elevador, decidiu fazer-lhe uma confidência: “Sabe, depois que você veio morar aqui, a gente não fala em outra coisa. Ficamos comentando como a sua vida deve ser interessante e divertida, como é diferente da nossa. Eu acho que tem muita gente aqui morrendo de inveja de você.” <a href="http://www.twitlonger.com/show/7llbk9" target="_blank" rel="noopener">Fonte</a></p></blockquote>
<p>&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
					
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		<title>Eu Maior &#8211; Documentário</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Ronaud Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 06 Mar 2014 03:42:01 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Autoconhecimento]]></category>
		<category><![CDATA[Vida]]></category>
		<category><![CDATA[Espiritualismo]]></category>
		<category><![CDATA[Felicidade]]></category>
		<category><![CDATA[Inteligência espiritual]]></category>
		<category><![CDATA[Paz de espírito]]></category>
		<category><![CDATA[Simplicidade]]></category>
		<category><![CDATA[Vídeos]]></category>
		<category><![CDATA[Viver a Vida]]></category>
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					<description><![CDATA[Este vídeo reúne grandes personalidades do pensamento filosófico e espiritual brasileiro. E elas dissertam sobre as questões básicas humanas, como quem somos, qual o sentido de tudo, o que é felicidade etc. Nunca vi tanto espírito reunido em falas tão breves. Abaixo, algumas citações que retirei do vídeo: O sentido da vida varia de acordo com [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Este vídeo reúne grandes personalidades do pensamento filosófico e espiritual <span style="line-height: 1.5em;">brasileiro</span><span style="line-height: 1.5em;">. E elas dissertam sobre as questões básicas humanas, como quem somos, qual o sentido de tudo, o que é felicidade etc.</span></p>
<p>Nunca vi tanto <em>espírito</em> reunido em falas tão breves.</p>
<p><iframe loading="lazy" src="//www.youtube.com/embed/V0gquwUQ-b0" height="360" width="640" allowfullscreen="" frameborder="0"></iframe></p>
<p>Abaixo, algumas citações que retirei do vídeo:</p>
<blockquote><p>O sentido da vida varia de acordo com a época da vida. O sentido da vida pra mim já foi lutar por uma causa, depois foir amar um homem, depois foi cuidar das filhas. Às vezes tudo isso junto, às vezes algo em primeira instância.</p>
<p>Mas hoje em dia viver é o sentido.</p>
<p>Bárbara Abramo &#8211; Astróloga</p></blockquote>
<p>&nbsp;</p>
<blockquote><p><span style="line-height: 1.5em;">A vida não tem sentido nenhum, mas não é proibido dar-lhe algum. </span></p>
<p>Citação de algum autor francês por Flavio Gikovate</p></blockquote>
<p>&nbsp;</p>
<blockquote><p>Você descobre a qualidade de uma pessoa, não é quando ela fala de si, é quando ela fala dos outros.</p>
<p><span style="line-height: 1.5em;">Marina Silva</span></p></blockquote>
<p>&nbsp;</p>
<blockquote><p>A vida, através da natureza, manifesta o tempo todo, felicidade.</p>
<p>Você vai perceber que as pessoas sempre são mais felizes quando buscam o sol, a praia, as águas da cachoeira, quando buscam se reunir em volta de um fogo numa lua cheia; pulsa uma determinada energia e uma determinada alegria&#8230;</p>
<p>A felicidade não exige dinheiro, a felicidade não exige status para se manifestar, a felicidade não exige oferendas, a felicidade não exige um curso de MBA e ela não exige nenhuma formação&#8230; só a sintonia. Por isso que minha resposta é óbvia:</p>
<p>Felicidade é um estado de espírito.</p>
<p>Kaká Werá &#8211; Educador indígena</p></blockquote>
<p>&nbsp;</p>
<blockquote><p><span style="line-height: 1.5em;">As emoções são muito rápidas em nós. O resto é memória.</span></p>
<p>Monja Coen &#8211; Líder espiritual</p></blockquote>
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		<title>Relaxe</title>
		<link>https://www.ronaud.com/pensamentos/relaxe/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Ronaud Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 01 Feb 2014 13:11:04 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Pensamentos]]></category>
		<category><![CDATA[Angústia]]></category>
		<category><![CDATA[Ansiedade]]></category>
		<category><![CDATA[Paz de espírito]]></category>
		<category><![CDATA[Preocupação]]></category>
		<category><![CDATA[Problemas]]></category>
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					<description><![CDATA[Uma frase bem clara para você que vive preocupado.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<blockquote><p><span class="medio">Se o seu problema tem solução, relaxe&#8230; ele tem solução.<br />
E se o seu problema não tem solução, relaxe&#8230; ele não tem solução!</span></p></blockquote>
]]></content:encoded>
					
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