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	<title>Orgulho &#8211; RONAUD.com</title>
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	<description>Textos e Mensagens para Reflexão</description>
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		<title>Sentimento de Culpa &#8211; Como lidar?</title>
		<link>https://www.ronaud.com/arte-de-viver/sobre-a-culpa/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Ronaud Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 12 Sep 2015 03:46:30 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Comportamento]]></category>
		<category><![CDATA[Aceitação]]></category>
		<category><![CDATA[Amor próprio]]></category>
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		<category><![CDATA[Culpa]]></category>
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		<category><![CDATA[Perdão]]></category>
		<category><![CDATA[Subconsciente]]></category>
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					<description><![CDATA[A culpa é um sentimento inútil, porque ela não muda o que passou, mas muda o que poderia vir. Precisamos aceitar que somos imperfeitos e manter a consciência mais tranquila por isso, porque também os outros, as instituições e o mundo são imperfeitos.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Já falei bastante de <a href="https://www.ronaud.com/tag/perdao/">perdão</a> neste site. Mas sempre sem me atentar muito para o fato de que não dá para falar de perdão, sem falar também daquilo que causa a sua necessidade: a CULPA</p>
<p>A <a href="https://www.aulete.com.br/culpa" target="_blank" rel="noopener noreferrer">definição</a> mais simples deste sentimento, é que a culpa é uma sensação de que há algo de errado, seja com os outros, seja com a realidade, seja, por fim, de que há algo errado conosco.</p>
<p>Podemos portanto afirmar que há dois tipos de culpa:</p>
<p>Aquela que atribuímos a algo externo a nós, como pessoas, instituições, acaso, azar, realidade, deus etc.</p>
<p>E aquela que atribuímos a nós mesmos.</p>
<p>Sobre <strong>a culpa que atribuímos a fatores alheios a nós</strong>, já falei bastante nesses textos: <a href="https://www.ronaud.com/autoestima/perdao-um-ato-grandioso/">1</a> &#8211; <a href="https://www.ronaud.com/vida/perdoar-e/">2</a> &#8211; <a href="https://www.ronaud.com/auto-conhecimento/o-que-e-perdoar/">3</a></p>
<p>Contudo, sobre esse tipo de culpa, uma visão mais profunda e espiritual da vida nos levará a concluir que em última instância, somos nós mesmos os responsáveis por tudo que nos acontece, mesmo aqueles acontecimentos indesejados provocados intencionalmente pelos outros. Segundo essa visão espiritual, são fatos que visam nos fazer evoluir e, <a href="https://www.ronaud.com/espiritualidade/o-carma-a-reencarnacao-e-o-dharma-na-biblia/">de algum modo que não podemos compreender</a>, foram necessários.</p>
<p>Por isso, quero tentar abordar aqui <strong>a culpa que colocamos sobre nós mesmos</strong>.</p>
<p>Essa culpa pode ser percebida pela sensação de que fizemos algo errado, ou de que deixamos de fazer algo que <em>deveria</em> ter sido feito, causando com isso prejuízos aos outros, ou a nós mesmos. Sensação esta que resulta num dos piores sentimentos que podemos experimentar, porque é também o mais difícil de se libertar: o de que há algo profundamente errado conosco.</p>
<p>Essa sensação deriva de mentes muito idealistas. Neste sentido,<strong> toda culpa é filha de uma regra mal-amada, insana, rígida</strong>, seja esta regra moral, ou seja, assimilada dos outros, ou pessoal no caso de pessoas que exigem demais de si mesmas. Sabe-se lá porque motivo, elas acreditam que tudo, e elas mesmas, deveriam sempre ser perfeitas, e agir com perfeição.</p>
<p>Condição que nunca alcançarão.</p>
<h3>Sobre os erros cometidos</h3>
<p>Todos passam, em maior ou menor grau, pela sensação de culpa por erros cometidos.</p>
<blockquote><p>Eu poderia ter feito mais do que eu fiz.</p></blockquote>
<p>&#8230;ou&#8230;</p>
<blockquote><p>Não devia ter feito o que fiz.</p></blockquote>
<p>Mas ninguém pode oferecer o que não tem. Não podemos querer ter oferecido a perfeição, se não a temos.</p>
<p>Precisamos aceitar que somos limitados e que não temos tanto poder assim. Fizemos o que podíamos, de acordo com nossas capacidades e visão da situação naquele momento.</p>
<p>Melhor manter a consciência mais tranquila com isso. Não podemos continuar alimentando a esperança de que o passado fosse diferente.</p>
<p>Não será.</p>
<p>Essa esperança, motivada pela culpa, não vai fazer o passado se tornar diferente do que foi.</p>
<p>Mas pode emperrar o futuro. A culpa nos prende ao passado, impede nosso foco no presente, e nos faz temer o futuro.</p>
<h4>Você foi reprovado(a)</h4>
<p>Aqui precisamos notar a íntima relação que a culpa tem com a noção de <em>erro</em>. O erro se caracteriza por um ato que vai em desacordo com a obtenção de um resultado, mas também se caracteriza por uma postura que vai em descordo com um padrão de comportamento pré-estabelecido, uma moral, um padrão adotado e mantido pelo grupo que considera tal postura um <em>erro</em>.</p>
<p>Como é fundamental para nossa saúde emocional nos sentirmos acolhidos por quem respeitamos, passamos a compreender porque a culpa nos causa tanta dor: É a dor da rejeição alheia, motivada por nossos atos que foram em desacordo com o que esperam;<strong> é a dor da desaprovação</strong>.</p>
<p>O que de certa forma é uma dor ridícula, porque externa <a href="https://www.ronaud.com/autoestima/como-lidar-com-os-outros/">nossa dependência em relação à opinião e aos valores dos outros</a>.</p>
<p><a href="https://www.ronaud.com/arte-de-viver/inseguranca-emocional-e-a-figura-do-outro/">Os quais muito provavelmente não pagam nossas contas</a>.</p>
<blockquote><p>A civilização é o avanço de uma sociedade em direção à privacidade. O selvagem tem uma vida pública, regida pelas leis de sua tribo. Civilização é o processo de libertar o homem dos outros homens.</p>
<p>Ayn Rand &#8211; Filosofa russo-americana</p></blockquote>
<h3>Sobre a sensação de que há algo de errado conosco</h3>
<p>Segundo Robert Holden, nossa vida é fundamentalmente uma história de dois <em>Eu&#8217;s</em>.</p>
<p>Um <em>Eu incondicional</em>, e um <em>Eu aprendido</em>, conhecido como <em><a href="https://www.ronaud.com/espiritualidade/o-ego-nossa-natureza-diabolica/">ego</a></em>.</p>
<p>(É uma divisão também adotada em outras linhas de pensamento, onde se denominam <em>consciente</em> x <em>subconsciente</em>, ou <em>consciente</em> x <em>inconsciente, </em>etc)</p>
<p>Nenhuma quantidade de aperfeiçoamento do <em>ego</em> (cursos, títulos, habilidades) pode compensar qualquer falta de auto-aceitação do <em>Eu incondicional</em>.</p>
<p>E o que é esse <em>eu incondicional</em>?</p>
<p>Segundo o mesmo autor, o <em>eu incondicional</em> é a <em>CRIANÇA</em> que ainda subsiste dentro de nós. É aquela porção do nosso ser que veio ao mundo: sem máscaras, sem armaduras. E como elas, as crianças, essa porção do nosso ser não tem uma imagem para o mundo ver, não tenta ser boazinha, nem agradável, nem tem muitas pretensões, nem ambições. Ela não se esforça para ser digna de amor, porque ela <em>sabe</em> que já é digna de amor, e agiria assim intuitivamente, se o seu <em>Eu aprendido</em> permitisse.</p>
<p>O problema da falta de auto-aceitação surge quando esse <em>eu aprendido</em>, ou seja, nosso ego, <a href="https://www.ronaud.com/auto-conhecimento/nao-ha-nada-de-errado-com-voce/">acredita que há algo  errado conosco</a> baseado numa auto-imagem anterior que ele adotou como parâmetro de perfeição. Como se vê de modo muito debilitado, ele não admite se expor aos outros desta maneira. Desta forma, não nos aceitamos e não aceitamos demonstrações de amor, porque cremos que não as merecemos.</p>
<blockquote><p>&#8220;Há alguma coisa errada comigo. Não sou atraente. Não tenho valor. Não mereço ser bem sucedido. Não mereço ser amado.&#8221;</p></blockquote>
<p>Não há mais inocência, não há mais permissão. Só culpa e negação.</p>
<p>É uma questão de dignidade. É quando <a href="https://www.ronaud.com/espiritualidade/o-ego-nossa-natureza-diabolica/">nosso ego</a> não permite que consideremos nem mesmo essa <em>criança</em> dentro de nós, que é plenamente digna de amor, que merece ser acolhida simplesmente por existir, e que tem o direito inalienável à dignidade.</p>
<p>Vamos fazer um exercício de imaginação: Presumindo que você não se aceita como é. Há um motivo para isso, certo? Vamos supor que abandonassem na sua casa um bebê com este mesmo problema pelo qual você não se aceita. O que faria? Acolheria com carinho e cuidado, ou jogaria o bebê no lixo? Assumindo que você tenha um mínimo de humanidade no coração, evidentemente acolheria e cuidaria dela até proporcionar a ela um destino melhor.</p>
<p>Agora imagine que você é essa criança.</p>
<p>E então? Você merece mesmo &#8211; e vai deixar &#8211; <em>ser jogada no lixo</em> por esse seu ego perturbado?</p>
<h4>Não <em>tô</em> valendo nada</h4>
<p>A culpa vem do medo de não ser digno de amor. É uma crença nos desvalor. E porque se acredita nesse desvalor? <a href="https://www.ronaud.com/auto-conhecimento/nao-ha-nada-de-errado-com-voce/">Pela imagem distorcida</a> que se tem de si mesmo(a) de que há algo de errado conosco, uma imagem doentia.</p>
<p>Assim, passamos a vida inteira lutando por amor, mas quando ele vem, não nos permitimos que sejamos amados. Nos sabotamos, porque nos sentimos sem valor.</p>
<p>A culpa vem do medo de um dia fomos dignos de amor, mas que agora, por algum motivo, não somos mais dignos de sermos amados. Ela sempre vem com uma história: Talvez sobre o que fizeram a você, ou sobre o que você fez a outro. Essa história já acabou, mas você sente como se fosse uma história sem fim, porque no fundo, você não aceita as coisas como são, nem se aceita como é.</p>
<blockquote><p>O (seu) mundo não é só um lugar físico. É uma escolha.</p></blockquote>
<p>Perdoar é escolher deixar pra trás. Escolher deixar ir, largar. É escolher deixar assim mesmo (pois é). Aceitar.</p>
<p><a href="https://www.ronaud.com/atitude/o-abandono-a-deus-e-a-oracao-da-serenidade/">Dá pra mudar? Então mude</a>. Não dá pra mudar? <a href="https://www.ronaud.com/auto-conhecimento/uma-regra-para-a-vida/">Então aceita e foca seu tempo e energia em novos objetivos</a>&#8230; de preferência mais realistas.</p>
<p>Perdoar é deixar as coisas que nos feriram e que nos causaram culpa, ressentimento, medo, raiva etc, irem embora, ou ficarem por lá mesmo, no passado.</p>
<p>Nós permanecemos com o passado, porque nós temos medo de que o passado tenha sido nossa melhor chance para sermos felizes. Mas o que o perdão nos mostra, é que o presente SEMPRE será o melhor momento para a felicidade.</p>
<p>Só o perdão transforma o passado em história. <a href="https://www.ronaud.com/mudancas/atitudes-para-abrir-caminhos/">E abre caminhos para um novo presente</a>.</p>
<p>Você pode estar tão identificado com sua história de culpa, que tem receio de deixá-la para trás.</p>
<p>Ora, quem você será sem essa história e sem esse sentimento de desvalor?</p>
<p>A resposta é: Você voltará a ser inocente de novo.</p>
<blockquote><p>Mas Jesus lhes ordenou: “Deixai vir a mim as crianças, não as impeçais, pois o Reino dos céus pertence aos que se tornam semelhantes a elas”. Mateus 19: 14</p>
<p>Em verdade vos digo que, se não vos converterdes e não vos tornardes como crianças, de modo algum entrareis no <a href="https://www.ronaud.com/espiritualidade/buscai-primeiro-o-reino-de-deus/">reino dos céus</a>. Mateus 18: 3</p></blockquote>
<p>E vai voltar a se sentir completamente digno(a) de amor.</p>
<h3>Abrindo caminhos</h3>
<p>A auto-aceitação ativa a lei da atração (e aqui você descobre porque ela não <em>funciona</em> com você).</p>
<p>Quando você aceita a si mesmo, não somente você atrai coisas melhores para a sua vida, como você as aceita bem.</p>
<p>Você não as repele, você não as testa, nem se <a href="https://www.ronaud.com/mudancas/mudanca-de-vida-e-a-auto-sabotagem/">sabota</a>, evitando-as.</p>
<p>Você dá boa vinda para as coisas boas.</p>
<p>Aceitar-se exatamente como você é, é seu passaporte para sua própria vida.</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>O efeito terapêutico da fala e da escrita</title>
		<link>https://www.ronaud.com/espiritualidade/o-efeito-terapeutico-da-fala-e-da-escrita/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Ronaud Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 16 Dec 2014 20:13:13 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Espiritualidade]]></category>
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					<description><![CDATA[Expressar nossas aflições podem resultar num grande e benéfico efeito terapêutico. Há duas formas efetivas de expressar (e pôr, literalmente pra fora) o que se está sentindo: A Escrita e a Fala]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Expressar nossas aflições resulta num grande efeito terapêutico.</p>
<p>Muito se fala em pensar e afirmar coisas positivas, mas a grande verdade é que falar sobre nossas dificuldades e sentimentos ruins pode resultar em um alívio mais imediato e efetivo.</p>
<p>Até porque muitas vezes, para conseguirmos pensar positivamente, e <a href="https://www.ronaud.com/espiritualidade/positividade-o-fundamento-de-toda-espiritualidade/">elevarmos nosso padrão de vibração espiritual</a>, o melhor começo é expressar de alguma forma, seja falando ou escrevendo, o que nos atormenta por dentro. Porque realmente nos livramos de boa parte desses tormentos ao falarmos sobre eles, ainda que momentaneamente.</p>
<blockquote><p><span style="color: #444444;">Segurar algo na mente é como segurar a respiração. Se você persistir, vai sufocar. Deepak Chopra</span></p></blockquote>
<p>Há duas formas efetivas de expressar (e pôr, literalmente pra fora) o que se está sentindo:</p>
<div id="attachment_16768" style="width: 160px" class="wp-caption alignright"><img decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-16768" class="size-thumbnail wp-image-16768" src="https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2014/12/escrita-150x150.jpg" alt="Chora!" width="150" height="150" /><p id="caption-attachment-16768" class="wp-caption-text">Chora!</p></div>
<h3>Escrita</h3>
<p>No texto &#8220;<a href="https://www.ronaud.com/pensamentos/a-escrita-como-catarse/">A escrita como catarse</a>&#8221; já comentei sobre este hábito que mantenho por muitos anos.</p>
<p>A escrita tem função fortemente terapêutica para quem resolve expressar suas emoções, fraquezas e e dificuldades nas páginas de um caderno ou na tela em branco do computador. A ancestralidade do ato de se escrever diários demonstra a efetividade da escrita como forma de libertação emocional.</p>
<p>Escrever nos ajuda a ordenar a teia confusa dos nossos pensamentos e dessa forma nos permite refletir com mais isenção sobre nossas sensações ruins, trazendo grande alívio. O próprio ato de parar, encontrar um lugar, papel, caneta e tempo para se concentrar em si mesmo já é por si mesmo um ato terapêutico profundamente eficaz contra o estresse diário.</p>
<p>Mas para além desta &#8220;pausa&#8221; que nos concedemos em meio à correria diária, o ato nos ajuda a catalisarmos nossos sentimentos ruins, na medida em que pensamos no que nos incomoda e articulamos uma forma de expressar aquilo, conscientizando-nos das nossas sensações.</p>
<p>Durante esse processo, ocorre uma verdadeira limpeza interna, e ao longo dos dias, tudo vai se amenizando dentro de nós.</p>
<p>Vale lembrar que o ato de escrever não precisa se restringir a relatos e descrições do que se vivenciou ultimamente, mas pode também se expandir para o registro criativo de histórias, em especial, para a reinvenção do que se vivenciou, através do registro da versão positiva das cenas vividas.</p>
<h3>Fala</h3>
<p>Escrever é um bom começo, e um hábito saudável para a alma no longo prazo, mas não substitui o ato de falar.</p>
<p>Verbalizar os próprios sofrimentos e aflições traz um enorme alívio para as pessoas.</p>
<p>A ligação entre nossa fala e nossas emoções é meio que indistinguível, já que, sob forte pressão emocional, basta discorrermos sobre o que estamos sentindo e logo caímos no choro.</p>
<p>Eu não sei de que maneira esse mecanismo funciona, mas expressar o que sentimos possui um poder de transformação interior inacreditável.</p>
<p>É como se devolvêssemos para o mundo aquilo que ele nos deu. <a title="Que pode nos manter em forma ;)" href="https://www.ronaud.com/saude/xingar-emagrece/">É uma vingança</a>.</p>
<h3>Coitado de mim que sofro <em>TANTO</em></h3>
<p>Por orgulho, seja na forma de brio ou de vergonha, muitas pessoas não conseguem admitir suas fraquezas, não conseguem compartilhar o que sentem, e vão guardando até que isso <a title="A arte de não adoecer" href="https://www.ronaud.com/saude/a-arte-de-nao-adoecer/">extravase por conta própria, quase sempre através de doenças ou acidentes</a>.</p>
<p>E essas pessoas não conseguem fazer isso porque falar sobre nossas aflições INEVITAVELMENTE nos colocará numa posição de vítima; e parecer um coitado diante dos outros é desconfortável. Mas a necessidade delas de manter a pose é maior.</p>
<p>Eu não tenho esse problema 🙂 Dependendo da pessoa, falo tudo que se passa comigo, até o que não devia. Quem acompanha este blog sabe bem disso. Acho que omitir nossas falhas, fraquezas ou imperfeições como se não as tivéssemos é meio que alimentar a hipocrisia.</p>
<p>Vale comentar que não é porque se está desabafando que é necessário acreditar-se vítima do mundo. Sei perfeitamente que todos somos totalmente responsáveis pelo que nos acontece. É importante compreender que <em>desabafar</em> é apenas um ato temporário para se livrar de um sentimento involuntário, que pode &#8211; e deve &#8211; ser extravasado.</p>
<h3>Fala que eu te escuto</h3>
<p>A questão que pode dificultar um pouco este hábito é &#8220;<em>com quem</em>&#8221; falar o que sentimos?</p>
<p>Precisa ser alguém de confiança e pouco reativo, ou seja, que aceite o que estamos sentindo sem ficar dizendo <em>ah mas eu no seu lugar faria isso e aquilo</em>; Alguém que já tenha maturidade suficiente para entender que no lugar do amigo teria as mesmas dificuldades; porque sabe que tem suas próprias dificuldades, que aos olhos dos outros também podem soar exageradas ou ridículas; porque já entendeu que somente cada um sabe a delícia e a dor de ser o que é.</p>
<p>Veja também: <a href="https://www.ronaud.com/arte-de-viver/eu-imploro-me-ouca/">Eu imploro, me ouça</a></p>
<p>Há algumas soluções bem fáceis para isso caso não se tenha aquele amigo confidente: A primeira é contratar um psicólogo, o que é o ideal já que são pessoas preparadas para direcionar suas conclusões para uma postura mais aberta e construtiva. Mas caso isso seja difícil, há uma solução incrivelmente simples:</p>
<p>Falar sozinho.</p>
<p>Para isso é necessário apenas estar sozinho, num lugar em que ninguém nos ouça.</p>
<p>Hoje em dia há aplicativos para celulares que gravam sua voz. Então você pode até gravar o que está sentindo e ouvir depois. Mas isso é só uma opção não tão necessária.</p>
<p>Este hábito só possui vantagens: Você pode falar até o que não diria para um psicólogo, você pode falar até o que não diria nem sob a ameaça de uma faca no pescoço. Porque a garantia de não haver julgamento é absoluta.</p>
<p>Falar sozinho, para quem tem uma certa sobriedade intelectual soará bem ridículo. Mas isso só demonstra uma das prováveis muitas barreiras emocionais que o indivíduo traz consigo. Afinal, se ninguém estará ouvindo, o sentir-se ridículo é julgamento dele próprio. O primeiro passo é permitir-se ser ridículo. Ao menos sozinho&#8230;</p>
<p>Uma dica para quem quer tentar e não sabe como começar. Feche os olhos, preste atenção no que está sentindo e tente dizer mais ou menos assim:</p>
<p><em>Eu me sinto __________ porque ___________. </em></p>
<p>Tipo:</p>
<p><em>Eu me sinto triste, porque o joãozinho roubou minhas balas.</em></p>
<p>Todas as nossas falas girarão em torno de algo semelhante à frase anterior 🙂</p>
<p>Será um sentimento negativo motivado por alguém, algum fato ou coisa que não se comportou / aconteceu como queríamos.</p>
<p>Tudo sempre será resultado de um ego muito orgulhoso ferido por fatos que ele não esperava ou queria.</p>
<h4>O fundamento da Oração</h4>
<div id="attachment_16762" style="width: 260px" class="wp-caption alignleft"><a href="https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2014/12/jesus-nosso-amigo.jpg"><img decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-16762" class="wp-image-16762" src="https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2014/12/jesus-nosso-amigo-300x203.jpg" alt="Fala que eu te escuto, filho" width="250" height="170" srcset="https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2014/12/jesus-nosso-amigo-300x203.jpg 300w, https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2014/12/jesus-nosso-amigo.jpg 500w" sizes="(max-width: 250px) 100vw, 250px" /></a><p id="caption-attachment-16762" class="wp-caption-text">Fala que eu te escuto, filho</p></div>
<p>Há orações para agradecer, há orações para pedir, há orações para mentalizar um desejo, e há orações que são verdadeiras súplicas por misericórdia. Estas últimas especialmente possuem um forte traço de desabafo. E sob este ponto de vista, entendemos melhor porque os ateus costumam se referir a Deus como o <em>amigo imaginário</em> dos religiosos.</p>
<p>Bem no fim, <em>Ele</em> é isso mesmo 😉</p>
<p>Porque o que importa já não é se Ele existe ou não existe, e sim que as pessoas acreditem que estão <em>falando com alguém</em>, e com isso, desabafando suas angústias.</p>
<p>Deus é o <em>amigo imaginário</em> que nos ouve quando não temos ninguém para nos ouvir.</p>
<blockquote><p><span style="color: #000000;">É a confissão, e não o padre que nos absolve. Oscar Wilde</span></p></blockquote>
<p>As palavras <em>orar</em> e <em>oral</em> têm a mesma origem latina e se referem à boca. Desta forma <em>Oração</em> significa o mesmo que <em>Verbalização</em>, ou seja, expressar o que se sente através da boca.</p>
<p>E a antiguidade do ato de <em>orar</em> demonstra que desde há milênios os antigos já perceberam a importância de se oralizar o que sentimos para escaparmos das nossas prisões emocionais.</p>
<p>E o alívio que as orações nos proporcionam confirmam a efetividade do ato.</p>
<h3>Por que funciona?</h3>
<p>Não saberia explicar por que o ato de falar ou escrever funciona tão bem para aliviar nossas dores. Mas arriscaria uma hipótese:</p>
<p>Tudo gira em torno do nosso orgulho.</p>
<p><a href="https://www.ronaud.com/pensamentos/sinonimos-para-gente-orgulhosa/">Seja nas suas várias formas</a>, <strong>o orgulho  forma um bloqueio emocional e espiritual que impede a recepção da Luz</strong>.</p>
<p>Porque o orgulhoso sempre tem medo de perder <em>o posto alcançado</em>. Ele criou uma imagem de si mesmo, com a qual se sente confortável e aceito, e <em>luta com unhas e dentes</em> para manter essa imagem. E essa luta esgota emocionalmente, porque os medos de que ela seja perdida destroem a pessoa por dentro ao longo do tempo.</p>
<p>A derrota dessa luta para se manter uma imagem ideal aos olhos dos outros chama-se <em>vergonha</em>. Sempre que sentimos vergonha, é porque estamos sendo vistos do jeito que somos realmente, o que não gostamos de admitir.</p>
<p>É preciso descer do palco. E deixar lá em cima a necessidade de aparentar ser o que não é; a necessidade de ser forte aos olhos dos outros. Porque se essa descida não for voluntária, acontecerá de formas mais drásticas: <a href="https://www.ronaud.com/saude/a-arte-de-nao-adoecer/">doenças, acidentes e grandes perdas</a>.</p>
<p>Essa descida voluntária se faz admitindo, verbalmente, todas as nossas limitações, fraquezas e fracassos, por mais ridículas que possam parecer (e sempre parecem).</p>
<p>Isso acontece ao assumirmos, verbalmente, tudo que somos, e o que não somos, que quase sempre não é muita coisa; que quase sempre não é o que gostaríamos. Porque é duro perceber que não estamos à altura de nossos sonhos e ideais.</p>
<p>Ao admitirmos nossas imperfeições e nossas fraquezas, nos humilhamos, no sentido de <em>humildar-nos</em>, e<strong> na humildade absoluta, encontramos a nós mesmos, o que somos realmente</strong>. E assim, nos despimos da casca de orgulho que impede que recebamos a luz, e que com ela enxerguemos novos caminhos e possamos atrair coisas boas.</p>
<p>***</p>
<p>Veja também outros <a href="https://www.ronaud.com/tag/conversas/">textos sobre conversas e diálogos</a>.</p>
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		<title>Guia Politicamente Incorreto dos Sentimentos Negativos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Ronaud Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 24 Aug 2014 15:55:42 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Autoconhecimento]]></category>
		<category><![CDATA[Angústia]]></category>
		<category><![CDATA[Ansiedade]]></category>
		<category><![CDATA[Culpa]]></category>
		<category><![CDATA[Decepção]]></category>
		<category><![CDATA[Desapego]]></category>
		<category><![CDATA[Desprendimento]]></category>
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		<category><![CDATA[Ódio]]></category>
		<category><![CDATA[Orgulho]]></category>
		<category><![CDATA[Politicamente Correto]]></category>
		<category><![CDATA[Preocupação]]></category>
		<category><![CDATA[Ressentimentos]]></category>
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					<description><![CDATA[Aqui comento sobre as consequências práticas e bastante negativas que ocorrem quando algumas manifestações de orgulho ocorrem com intensidade ou quando se estendem por muito tempo na vida, alimentando profundos sentimentos negativos.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Todos os problemas que enfrentamos de caráter espiritual advém do orgulho, sendo este mais uma condição psicológica do que um sentimento por si. Orgulho em boa medida significa uma sensação <span style="color: #000000;">de dignidade pessoal e de auto-preservação. Em excesso significa valorização excessiva de si mesmo</span><span style="color: #800000;">.</span><span style="color: #000000;"><br />
</span></p>
<p>Mas o orgulho, sendo algo tão essencial pois é a atenção para com o próprio ser, acaba por se manifestar em diferentes frentes de ação pessoal, as quais têm, cada uma, uma denominação própria e são, basicamente, as seguintes: Prepotência, Presunção, Pretensão, Arrogância, Vaidade, Soberba e Altivez.</p>
<p><a title="Clique para ver" href="https://www.ronaud.com/pensamentos/sinonimos-para-gente-orgulhosa/">Aqui nesse texto</a>, fiz um pequeno léxico sobre os significados dessas manifestações e quais são os nomes mais comuns para elas, e agora, neste texto, comento sobre as consequências práticas e bastante negativas que ocorrem quando tais manifestações de orgulho ocorrem com intensidade ou quando se estendem por muito tempo na vida.</p>
<h4>Culpa</h4>
<p>Consequência de uma personalidade prepotente. Quando você diz <em>eu me sinto tão culpado</em> você está comunicando:</p>
<p><em>Não aceito estar bem, enquanto outras pessoas estão mal. Logo eu, tão <a href="https://www.aulete.com.br/inerrância" target="_blank" rel="noopener">inerrante</a> e onipotente a ponto de ser responsável não só por todas as coisas ruins que me acontecem, como também por todas as coisas ruins que acontecem a todo o resto do mundo. </em></p>
<p>Ação extrema: O martírio.</p>
<p>Dica do Ronaud: Se você conseguir se responsabilizar só pela sua vida, e fazer dela uma vida bem sucedida, já estará dando uma grande contribuição à humanidade. Bônus: Não adianta se responsabilizar pela felicidade dos outros, porque basicamente, isso não é efetivo, muito menos, possível.</p>
<p>(Por outro lado, a pessoa que só se desculpa por tudo, é uma pessoa fraca que está fugindo da responsabilidade, mas vaidosa o suficiente para não admitir isso.)</p>
<h4>Mágoa, Decepção</h4>
<p>Consequência de uma personalidade presunçosa. Quando você diz <em>estou magoado, </em>você está comunicando:</p>
<p><em>Não admito que agiram de um jeito diferente do que eu esperava / queria.</em></p>
<p>Ação extrema: O afastamento sob a seguinte postura: <em>Só volto a falar com você (só te perdoo) quando você reconhecer que o meu jeito é o certo e que você errou miseravelmente.</em></p>
<p>Dica do Ronaud: Por mais que prometam a perfeição, as pessoas vão falhar, mais cedo ou mais tarde. Aliás, se prometeram a perfeição, já começaram falhando, porque, né? Acho que não preciso explicar&#8230;</p>
<p>Bônus: <a title="Vai lá, aprende logo, criança" href="https://www.ronaud.com/auto-conhecimento/o-que-e-perdoar/">O que é perdoar?</a></p>
<h4><strong>Ressentimento</strong></h4>
<p>Consequência de uma personalidade arrogante. Não dizemos que estamos ressentidos com alguém. Nesse caso, começamos a <em>diminuir</em> o alvo de nosso desagrado. Então quando você critica alguém, há certa chance de que você gostaria de ser quem está criticando e quando critica algo, possivelmente gostaria de estar fazendo o que está criticando, e está comunicando fundamentalmente o seguinte:</p>
<p><em>Só eu que sei fazer as coisas (apesar de possivelmente nunca ter feito nada de relevante na vida), e só o que eu gosto é que presta. O CERTO é o jeito que eu acho certo. Todo o resto do mundo está errado.</em></p>
<p>Ação extrema: A inveja. Fica feliz da vida quando as coisas dão errado para os outros, afinal, assim, as coisas se igualam pois nada nunca dá certo na sua vida mesmo.</p>
<p>Dica do Ronaud: Uma vez ouvi uma especulação qualquer que afirmava que há 256 formas diferentes de se lavar a louça. Então faça os cálculos para todas as infinitas possibilidades, de todas as outras infinitas tarefas bem mais complexas do mundo.</p>
<p>Bônus: <a title="Texto sobre Ressentimento" href="https://www.ronaud.com/arte-de-viver/ressentimento-ou-eu-e-que-sei-como-as-coisas-deviam-ser/">Ressentimento, ou eu é que sei como fazer as coisas</a>.</p>
<h4>Raiva, Irritação</h4>
<p>Consequência de uma personalidade pretensiosa. Quando você diz, trincando os dentes <em>Ai que rrrrrrraiva!</em>, está comunicando:</p>
<p><em>Não admito que o mundo não consiga adivinhar e corresponder ao que eu quero nesse exato momento. Só por isso vou mostrar como eu sou foda e vou quebrar tudo nessa por*a.</em></p>
<p>Ação extrema: Violência&#8230; e ser ridículo.</p>
<p>Sem dica do Ronaud, porque <em>ele</em> tem uma dificuldade particular quanto a esse tema.</p>
<p>Bônus: <a title="Não custa tentar" href="https://www.ronaud.com/tag/paciencia/">Alguns textos sobre paciência</a>.</p>
<h4><strong>Angústia</strong></h4>
<p>Consequência de uma personalidade vaidosa.</p>
<p><em>As coisas precisam mudar, mas não sou eu que vou ser o vilão que vai tocar o terror na vida das pessoas. Quero ser aceito por todos e a melhor forma de ser aceito é ser <a href="https://www.ronaud.com/vida/deus-me-livre-de-ser-bonzinho/">bonzinho</a>.</em></p>
<p>Ação extrema: Não existe ação extrema, aqui o sujeito vai definhando até morrer de desgosto ao perceber ao longo da vida que ninguém merece tanto sacrifício assim.</p>
<p>Dica do Ronaud: É preciso desenvolver sua sua segurança emocional, para depender menos da opinião de quem você <em>nem</em> gosta tanto, para balizar sua autoestima, e para <a title="A vida quer da gente é CORAGEM" href="https://www.ronaud.com/atitude/coragem/">enfrentar o que precisa ser enfrentado</a>.</p>
<p>Bônus: <a title="Aprendendo a lidar com a cacalhada" href="https://www.ronaud.com/autoestima/como-lidar-com-os-outros/">Como lidar com os outros</a> e <a title="Fortaleça-se" href="https://www.ronaud.com/arte-de-viver/inseguranca-emocional-e-a-figura-do-outro/">(In)segurança emocional</a></p>
<h3>Ansiedade, Preocupação</h3>
<p>Consequência de uma personalidade prepotente.</p>
<p><em>Nada nesse mundo vai funcionar se eu não estiver ali, cuidando para que tudo dê certo. Nem que seja em pensamento&#8230; de longe&#8230; e muito antes do acontecimento.</em></p>
<p>Ação extrema: Colapso nervoso.</p>
<p>Dica: Parar de querer bancar o super-homem ou a mulher-maravilha.</p>
<p>Bônus: <a title="Don t worry, be happy :)" href="https://www.ronaud.com/vida/nao-se-preocupe/">Não se preocupe</a></p>
<h4><strong>Ódio</strong></h4>
<p>Consequência de uma personalidade orgulhosa por excelência: ela é prepotente, presunçosa e pretensiosa.</p>
<p><em>Não admito que essa pessoa / circunstância exista.</em></p>
<p>Ação extrema: Qualquer ação efetiva que acabe com o que se odeia, nem que seja a morte.</p>
<p>Dica do Ronaud: #simata</p>
<p>Bônus: Você não merece.</p>
<p>***</p>
<p>Longe de mim querer fechar o assunto em poucas linhas, mas justamente em linhas gerais, e com algum humor, é o que percebo.</p>
<p>Ainda penso que todas esses sentimentos e manifestações de orgulho se relacionam entre si e vão de um a outro de modo graduado. Todo prepotente é meio presunçoso e pretensioso. Todo presunçoso é meio prepotente e arrogante, e assim por diante. Quando tratamos de características humanas, nenhuma definição resolve bem o assunto na base do 8 ou 80 e sim, de modo gradual e suave.</p>
<p>A única certeza a respeito do orgulho que eu tenho é que, em excesso, ele atrapalha e atrasa bastante a nossa vida. Ele nos ilude a respeito de valores que no fim, valem muito pouco.</p>
]]></content:encoded>
					
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		<title>Copa do Mundo e o &#8220;orgulho&#8221; de ser brasileiro</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Ronaud Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 05 Jul 2014 00:14:50 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Bom senso]]></category>
		<category><![CDATA[Alienação]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[Copa do Mundo]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica]]></category>
		<category><![CDATA[Futebol]]></category>
		<category><![CDATA[Globo]]></category>
		<category><![CDATA[Orgulho]]></category>
		<category><![CDATA[Pessimismo]]></category>
		<category><![CDATA[Pragmatismo]]></category>
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					<description><![CDATA[Fora as questões políticas e sociais que o governo deixou de investir para investir na Copa do Mundo, a cada manifestação sobre o mundial, percebo algumas coisas que me nego a acreditar.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>De modo geral, a Copa do Mundo parece estar indo bem. Parece que está dando tudo certo. Até os mais críticos em relação ao mundial <em>meio que</em> voltaram atrás e passaram a torcer não só pela seleção como pelo sucesso da Copa, que é definitivamente um evento muito bonito.</p>
<p>Alegria é algo que realmente contagia. E eu não tenho nada contra o evento em si, que é grandioso, bonito, empolgante e divertido. Um entretenimento perfeito.</p>
<p>Mas nada além de um entretenimento. E é aí que encontro algumas questões com as quais não sei lidar direito, pois como você sabe, eu tenho uma visão muito crítica das coisas. Eu não sei fingir que está tudo bem. E, fora as questões políticas e sociais que o governo deixou de investir para investir na Copa, a cada manifestação sobre o mundial, percebo algumas coisas que não quero acreditar.</p>
<div id="attachment_14927" style="width: 481px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2014/06/origem-logo-copa-do-mundo-2.jpg"><img fetchpriority="high" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-14927" class="size-full wp-image-14927" src="https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2014/06/origem-logo-copa-do-mundo-2.jpg" alt="Possível origem da logo da Copa" width="471" height="167" srcset="https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2014/06/origem-logo-copa-do-mundo-2.jpg 471w, https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2014/06/origem-logo-copa-do-mundo-2-300x106.jpg 300w" sizes="(max-width: 471px) 100vw, 471px" /></a><p id="caption-attachment-14927" class="wp-caption-text">Não creio</p></div>
<p>E de modo geral essas coisas todas apontam para uma mesma constatação: O modo como o brasileiro incorpora o campeonato como se fosse um assunto muitíssimo importante, assunto de vida ou morte.</p>
<p>A começar pelo Galvão Bueno. O drama que ele faz a respeito dos assuntos da seleção é hilário. Ele não é um locutor que eventualmente torce pela seleção. Ele é um torcedor fanático da seleção que, por acaso, sabe narrar jogos de futebol. É divertido&#8230; e por isso faz tanto sucesso. E eu arrisco dizer que ele é um dos maiores responsáveis, devido à sua forte influência, pelo modo como o brasileiro realmente acredita que ganhar um campeonato de futebol o torna uma pessoa melhor.</p>
<p>Mas lamento dizer: Não, um título esportivo não torna ninguém melhor, a não ser, evidentemente, os poucos atletas vencedores que veem suas contas bancárias tornarem-se, estas sim, BEM melhores.</p>
<p>Outra coisa que vejo com desconfiança é o brasileiro carregar bandeirinhas no carro, e vestir a camisa da seleção, e sair pelas ruas buzinando seus carros e suas cornetas, CRENDO-SE muito patriotas por isso. Faço a pergunta de sempre: E se o Brasil entrasse numa guerra amanhã, será que esse povo todo estaria pronto para entrar para as forças armadas para dar sua vida para defender sua tão digna nação brasileira?</p>
<p>Certeza que não.</p>
<p><strong>Quer ser se sentir patriota? Em primeiríssimo lugar, seja um cidadão ético. Faça a coisa certa apesar de tudo e de todos. Em segundo, hasteie sua bandeirinha <em>TAMBÉM</em> durante o 7 de Setembro e o 15 de novembro. Estes sim são momentos que relembram o dia em que nos tornamos livres do domínio português e depois, conquistamos a democracia republicana. Liberdades reais, ao contrário da ilusória e ficcional sensação de poder promovida por uma vitória esportiva.</strong></p>
<p>O que também tem me gerado um certo desconforto é o EXCESSO de atenção que a imprensa tem dado ao evento. <em>Quero dizer,</em> essa atenção toda é muito natural, o que não é natural é minha paciência para ficar ouvindo o tempo todo a palavra &#8220;copa&#8221; sendo repetida <em>ad-nauseam</em>  e todas as minúcias possíveis a respeito de todos os detalhes possíveis de todas as seleções e seus movimentos e jogos, justamente como&#8230; se fosse assunto de vida ou morte; como se fosse algo que vai mudar a vida do brasileiro pra sempre.</p>
<p>E o que dizer da publicidade relacionada à copa? A começar pela péssima campanha do <em>bradesco</em> dizendo que tudo é BRA. Que mensagem absolutamente <em>sem sal</em>. E aquela outra das crianças mimadas reclamando que nunca viram o Brasil ser campeão. Que direito você tem sobre isso, moleque!? Ora, é sabido que a publicidade nivela o povo por baixo e fala a todos como se o povo fosse imbecil. É até verdade que boa parte do povo é imbecil mesmo. Mas uma outra parte, não tão pequena assim, é tratada como se fossem crianças de 10 aninhos.</p>
<p>Eu, definitivamente, não tenho paciência para toda essa infantilidade.</p>
<h3>A saúde do Neymar</h3>
<p>5 de julho de 2014 &#8211; O modo como a Globo coloca as movimentações da Seleção como questão solene, importantíssima, de vida ou morte é algo que me gera um grande desconforto.</p>
<p>Eu até posso ir ali e desligar a televisão, mas o que incomoda é saber que é uma mensagem que influencia meia população e a desvia do foco do que realmente é importante na vida.</p>
<p>Sigo com a certeza de que essa copa vai aprofundar ainda mais o abismo da alienação do povo, que agora sabe mais da saúde do Neymar do que da própria saúde.</p>
<p>Por essas e outras chego a conclusão de que se há um legado que a copa vai nos deixar, sem dúvida é a certeza de que o &#8220;Brasil&#8221; vai continuar sendo cada vez mais <em>brasil</em>&#8230; na pior acepção do termo.</p>
<h3>Patriotismo ou Idiotismo?</h3>
<blockquote><p>Acontece que alguns amigos brasileiros ficaram chateados com alguns dos meus comentários &#8220;mundialeros&#8221;. Foi por acasso com aquele em que eu disse que o nacionalismo brasileiro tomou formas grotescas nesta copa? Porque se assim for eu só posso confirmar e repetir: nacionalismo brasuco (ou nacionalismo colombiano ou paraguaio, sei lá) às vezes dá medo. Porem, peço calma e bom senso. Tudo o que posso dizer sobre o Brasil, no entanto bastante crítico ou aparentemente vitriolico, eu falo a partir do conhecimento e do amor que eu tenho pelo lugar, sua história, seu povo, sua música e, especialmente, sua literatura (porra, eu sou tradutor de Noll e de Machado de Assis!). Há muitos laços que me ligam ao Brasil, como escritor, como colombiano. Talvez eu deveria adicionar algum contexto: a minha irmã e seu marido foram agredidos fisicamente por um grupo de brasileiros, enquanto olhavam o jogo na TV num bar de Nova Iorque, chamando eles de macacos e traficantes de droga. Foi nessa conversa com minha irmã que eu falei que o nacionalismo brasileiro ta virando mesmo uma coisa bem maluca&#8230; É triste, mas eu acho que esta copa não será boa nem para o futebol nem para alma da nação brasileira. <a href="https://www.facebook.com/juan.cardenas.98622" rel="nofollow">Juan Cárdenas</a></p></blockquote>
]]></content:encoded>
					
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		<title>O bonzinho</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Ronaud Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 02 Jan 2014 22:49:50 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Comportamento]]></category>
		<category><![CDATA[Conversas]]></category>
		<category><![CDATA[Convivência]]></category>
		<category><![CDATA[Enfrentamento]]></category>
		<category><![CDATA[Necessidade de Aprovação]]></category>
		<category><![CDATA[Orgulho]]></category>
		<category><![CDATA[Relacionamentos]]></category>
		<category><![CDATA[Timidez]]></category>
		<category><![CDATA[Vitimismo]]></category>
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					<description><![CDATA[Ao contrário do que muita gente pensa, deixar de ser bonzinho não significa ser mau, maltratar os outros, sair mandando todos se ferrarem. Basta se respeitar, da mesma fora que respeita os outros. ]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<blockquote>
<div id="attachment_13623" style="width: 310px" class="wp-caption alignright"><a href="https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2014/01/o-bonzinho.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-13623" class="size-medium wp-image-13623" src="https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2014/01/o-bonzinho-300x212.jpg" alt="Exemplo típico de um &quot;bonzinho&quot;" width="300" height="212" srcset="https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2014/01/o-bonzinho-300x212.jpg 300w, https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2014/01/o-bonzinho.jpg 960w" sizes="auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px" /></a><p id="caption-attachment-13623" class="wp-caption-text">Exemplo típico de um &#8220;bonzinho&#8221;</p></div>
<p>&#8220;Bonzinho só se f*de.&#8221;</p>
<p>&#8220;Bonzinho não <em>come</em> ninguém.&#8221;</p>
<p>Frases cunhadas pela sabedoria do povo.</p>
<p>E são muito verdadeiras, como eu mesmo pude comprovar por experiência.</p>
<p>Eu sempre fui o típico cara <em>bonzinho</em>.</p>
<p>Mas o que é um cara bonzinho?</p>
<p>As pessoas normalmente acham que o bonzinho é o cara que não faz mal para as outras pessoas, e só pratica o bem, é legal com todo mundo.</p>
<p><strong>Mas o bonzinho de que estamos falando é o sujeito que não se impõe</strong>. O cara que não abre a boca achando que o que for falar vai atrapalhar a conversa dos outros. Que tenta comprar a atenção e companhia das mulheres usando presentes e coisas românticas. Que não defende suas opiniões, nem se expõe com medo de contrariar os outros, com medo de incomodar os outros.</p>
<p><strong>Que pede desculpa por existir.</strong></p>
<p id="post-body-7107479027027599502">Tenha você se identificado ou não com o que eu descrevi, você pode ver que um sujeito desses não tem como se dar bem. Mas ao contrário do que muita gente pensa, deixar de ser bonzinho não significa ser mau, maltratar os outros, sair mandando todos se f*derem. Basta se respeitar, da mesma fora que respeita os outros. Não achar que vale menos que as outras pessoas, principalmente mulheres. Ser um homem. Isso é bom para você e é bom para elas.</p>
</blockquote>
<p>***</p>
<p>Esse texto poderia ter sido escrito por mim. Mas não foi 🙂</p>
<p>Foi retirado <a href="http://saitimidez.blogspot.com.br/2007/04/o-bonzinho.html" target="_blank" rel="noopener">deste link</a> de um blog sobre a luta de um sujeito anônimo para fugir da timidez.</p>
<p>Eu acrescentaria que o <em>bonzinho</em> é <em>bonzinho</em> porque é <em>orgulhoso</em>. Ele está longe, MUITO LONGE de ser uma vítima dos outros e da sociedade. Ele quer passar uma imagem de <em>gente boa</em>, por isso faz o possível para agradar e o IMPOSSÍVEL para não desagradar. Ele se molda o tempo todo aos outros. Ele é covarde também, porque tem medo do combate. Tem medo do enfrentamento. Por quê? Porque enfrentar os outros pode significar desagradá-los. Mas desagradar e ser mal visto pelos outros é a MORTE em vida para o <em>bonzinho</em>.</p>
<p>De fato, o bonzinho só se f*ode.</p>
<p>E merecidamente.</p>
<h3>Mais <em>ruindade</em>, por favor!</h3>
<p>A solução pra essa <em>bonzisse</em> toda se chama <em>ruindade</em>. Não, é claro, no sentido de se tornar maligno e praticar maldades com os outros, como dito no trecho citado acima, e sim, no sentido de referenciar seus juízos por seus próprios valores e, na medida em que alguém ou alguma situação ultrapassar os limites de seus princípios e do seu bem-estar, saber exigir dos outros que corrijam o que estiver errado e <strong><em>BRIGAR</em> </strong>por seus valores se necessário for.</p>
<h3>Veja também</h3>
<p><a href="https://www.ronaud.com/autoestima/livro-no-more-mr-nice-guy-bonzinho-nunca-mais/">Livro Bonzinho, nunca mais! (No More, Mr. Nice Guy)</a></p>
<p><a href="https://www.ronaud.com/autoestima/como-lidar-com-os-outros/">Como lidar com os outros</a></p>
<p><a href="https://www.ronaud.com/autoestima/como-sair-da-friendzone/">Como sair da friendzone</a></p>
<p><a href="https://www.ronaud.com/amor/como-conquistar-a-garota-certa-se-existissem-garotas-certas/">Como conquistar a garota certa (se existissem garotas certas)</a></p>
<p><a href="https://www.ronaud.com/sociedade/fica-quieto-menino/">Fica quieto menino</a></p>
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		<title>Sinônimos para gente orgulhosa</title>
		<link>https://www.ronaud.com/pensamentos/sinonimos-para-gente-orgulhosa/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Ronaud Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 14 May 2013 18:07:12 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Pensamentos]]></category>
		<category><![CDATA[Ego]]></category>
		<category><![CDATA[Egoísmo]]></category>
		<category><![CDATA[Orgulho]]></category>
		<category><![CDATA[Vaidade]]></category>
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					<description><![CDATA[O orgulho é daqueles sentimentos humanos cuja existência está profundamente ligada ao ego, e que convém ter em boa medida. Se for demais, espantamos as pessoas, se de menos, passam por cima de nós. Entretanto, ele é um sentimento misterioso, que se expressa de diversas maneiras. E maneiras muitas vezes enganadoras. Por exemplo: O sujeito [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O orgulho é daqueles sentimentos humanos cuja existência está <a title="Saiba mais" href="https://www.ronaud.com/espiritualidade/o-ego-nossa-natureza-diabolica/">profundamente ligada ao ego</a>, e que convém ter em boa medida. Se for demais, espantamos as pessoas, se de menos, passam por cima de nós.</p>
<p>Entretanto, ele é um sentimento misterioso, que se expressa de diversas maneiras. E maneiras muitas vezes enganadoras. Por exemplo: O sujeito que muito diz de si mesmo que é humilde, na verdade não passa de um grande convencido e muito provavelmente, é muito mais orgulhoso do que é capaz de perceber, ou de acreditar.</p>
<p>Abaixo, uma pequena brincadeira léxica, que demonstra algumas dessas maneiras pelas quais o orgulho se expressa:</p>
<h3>Presunçoso (o convencido)</h3>
<p>(pre.sun.ção)</p>
<p>1. Ação ou resultado de presumir(-se)</p>
<p>2. Suposição da verdade ou validade de algo com base em sua aparência, em experiência anterior etc.;</p>
<p>3. Convicção, ger. infundada ou exagerada, de suas próprias qualidades;</p>
<p>4. Demonstração clara dessa convicção;</p>
<p>5. Jur. O que se supõe verdadeiro até prova em contrário ou, em certos casos, mesmo que esta exista; conjectura tirada de indícios: julgar por presunção.</p>
<h3>Pretensioso (o metido)</h3>
<p>(pre.ten.são)</p>
<p>1. Ação ou resultado de pretender.</p>
<p>2. Falta de modéstia;</p>
<p>3. Intenção, desejo, ambição;</p>
<p>4. Aquilo que é solicitado ou exigido;</p>
<h3>Prepotente (o folgado)</h3>
<p>(pre.po.tên.ci:a)</p>
<p>1. Qualidade ou característica de prepotente</p>
<p>2. Poder supremo;</p>
<p>3. Atitude de pretensa superioridade;</p>
<p>4. Abuso de poder;</p>
<h3>Arrogante (tem o Rei na barriga)</h3>
<p>(ar.ro.gân.ci:a)</p>
<p>1. Ação ou resultado de atribuir a si mesmo prerrogativa(s), direito(s), qualidade(s) etc.</p>
<p>2. Qualidade de arrogante, de quem se pretende superior ou melhor e o manifesta em atitudes de desprezo aos outros, de empáfia, de insolência etc.;</p>
<p>3. Atitude, comportamento prepotente de quem se considera superior em relação aos outros;</p>
<p>4. Ação desrespeitosa, que revela empáfia, insolência, desrespeito;</p>
<h3>Soberbo (o nariz empinado)</h3>
<p>(so.<em>ber</em>.ba)</p>
<p>1. Orgulho desmedido; ARROGÂNCIA; PRESUNÇÃO;</p>
<p>2. Elevação, altura de uma coisa em relação a outra.</p>
<h3>Vaidoso (o fútil)</h3>
<p>(vai.<em>da</em>.de)</p>
<p>1. Valorização exagerada dos próprios atributos;</p>
<p>2. Preocupação com a própria aparência, por desejo de ser admirado;</p>
<p>3. Qualidade ou condição do que é vão, fútil, ilusório;</p>
<p>4. Vanglória, ostentação;</p>
<p>5. Presunção, fatuidade.</p>
<h3>Narcisista</h3>
<p><span class="silabas separacao-silaba">(nar.ci.<em>sis</em>.ta)</span></p>
<p><span class="numdef">1.</span> <span class="textodef">Diz-se de pessoa demasiado concentrada em si mesma, esp. na própria imagem (indivíduo <span class="underline">nascisista</span>);</span></p>
<p><span class="numdef">2.</span> <span class="rub">Psic.</span> <span class="textodef">Excesso de admiração e amor pela própria imagem e por si mesmo.</span></p>
<p>***</p>
<p>Todos as definições foram retiradas do <a href="https://www.aulete.com.br">dicionário Aulete</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
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		<title>A sutil fronteira entre a espiritualidade e a estupidez</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Ronaud Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 13 Aug 2012 00:57:15 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Espiritualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Aparências]]></category>
		<category><![CDATA[Auto-engano]]></category>
		<category><![CDATA[Consciência]]></category>
		<category><![CDATA[Discernimento]]></category>
		<category><![CDATA[Ego]]></category>
		<category><![CDATA[Egoísmo]]></category>
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		<category><![CDATA[Sem noção]]></category>
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					<description><![CDATA[As seguintes dez categorizações de Mariana Caplan, Ph.D. não se destinam a ser definitivas, mas são oferecidos como uma ferramenta para se tornar consciente de algumas das doenças mais comuns transmitidas espiritualmente: 1. A Espiritualidade Fast-Food: Misture a espiritualidade com uma cultura que celebra a velocidade, a multitarefa e gratificação instantânea e o resultado é provável [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>As seguintes dez categorizações de Mariana Caplan, Ph.D. não se destinam a ser definitivas, mas são oferecidos como uma ferramenta para se tornar consciente de algumas das <em>doenças</em> mais comuns transmitidas <em>espiritualmente</em>:</p>
<p><strong>1. A Espiritualidade Fast-Food:</strong> Misture a espiritualidade com uma cultura que celebra a velocidade, a multitarefa e gratificação instantânea e o resultado é provável que seja a espiritualidade <em>fast-food</em>. A espiritualidade <em>fast-food</em> é um produto da fantasia comum e compreensível que o alívio do sofrimento da nossa condição humana pode ser rápida e fácil. Uma coisa é certa, porém: a transformação espiritual não pode ser obtida em uma solução rápida.</p>
<p><strong>2. Falsa Espiritualidade:</strong> a espiritualidade do falso é a tendência de falar, vestir e agir como se imagina que uma pessoa espiritual seja. É uma espécie de imitação da espiritualidade que imita a realização espiritual da maneira que o tecido estampado de pele de onça imita a pele genuína de uma onça.</p>
<p><strong>3. Motivações Confusas:</strong> Embora o nosso desejo de crescer seja genuíno e puro, muitas vezes ele se confunde com motivações menores, incluindo o desejo de ser amado, o desejo de pertencer, a necessidade de preencher nosso vazio interno, a crença de que o caminho espiritual removerá o nosso sofrimento e ambição espiritual, o desejo de ser especial, de ser melhor do que, para ser &#8220;o único&#8221;.</p>
<p><strong>4. Identificando-se com Experiências Espirituais:</strong> Nesta doença, o ego se identifica com a nossa experiência espiritual e a toma como sua própria, e nós começamos a acreditar que estamos incorporando insights e idéias que surgiram dentro de nós em determinados momentos. Na maioria dos casos, isso não dura indefinidamente, embora tenda a perdurar por longos períodos de tempo para aqueles que se julgam iluminados e /ou que trabalham como professores espirituais.</p>
<p><strong>5. O Ego Espiritualizado:</strong> Essa doença ocorre quando a própria estrutura da personalidade egóica se torna profundamente integrada com conceitos espirituais e idéias. O resultado é uma estrutura egóica, que é &#8220;à prova de bala.&#8221; Quando o ego se torna espiritualizado, somos invulneráveis a ajudar, uma nova entrada, ou comentários construtivos. Nos tornamos seres humanos impenetráveis e estamos tolhidos em nosso crescimento espiritual, tudo em nome da espiritualidade.</p>
<p><strong>6. Produção em Massa de Professores Espirituais:</strong> Há uma série de atuais tradições espirituais da moda , que produzem pessoas que acreditam estar em um nível de iluminação espiritual, ou maestria, que está muito além de seu nível real. Esta doença funciona como uma correia transportadora espiritual: coloca este brilho, leva àquele insight, e &#8211; bam! &#8211; Você está iluminado e pronto para iluminar os outros de maneira similar. O problema não é aquilo que tais professores ensinam, mas que representam a si próprios como tendo realizado a mestria espiritual.</p>
<p><strong>7. Orgulho Espiritual:</strong> O orgulho espiritual surge quando o profissional, através de anos de esforço trabalhado efetivamente alcançou um certo nível de sabedoria e que usa esse conhecimento para se desligar a novas experiências. Um sentimento de &#8220;superioridade espiritual&#8221; é outro sintoma desta doença transmitida espiritualmente. Ela se manifesta como uma sensação sutil de que &#8220;Eu sou melhor, mais sábio e acima dos outros porque sou espiritualizado&#8221;.</p>
<p><strong>8. Mente de Grupo:</strong> Também conhecido como o pensamento grupal, mentalidade de culto ou doença ashram. A mente de grupo é um vírus insidioso que contém muitos elementos tradicionais da co-dependência. Um grupo espiritual faz acordos sutis e inconscientes sobre as formas &#8220;corretas&#8221; de pensar, falar, vestir e agir. Indivíduos e grupos infectados com o &#8220;espírito de grupo&#8221; rejeitam indivíduos, atitudes e circunstâncias que não estão em conformidade com as regras, muitas vezes não escritas do grupo (intolerância e preconceito).</p>
<p><strong>9. O Complexo de Povo Escolhido:</strong> O complexo de pessoas escolhidas não se limita aos judeus. É a crença de que &#8220;O nosso grupo é mais poderoso, iluminado e evoluído espiritualmente, e simplesmente colocado, melhor do que qualquer outro grupo.&#8221; Há uma distinção importante entre o reconhecimento de que alguém encontrou o caminho certo, o professor, ou comunidade para si, e tendo encontrado aquele, O Único.</p>
<p><strong>10. &#8220;Eu Cheguei&#8221; (o<strong> vírus mortal)</strong></strong>: Esta doença é tão potente que tem a capacidade de ser terminal e mortal para a nossa evolução espiritual. Esta é a crença de que &#8220;Eu cheguei&#8221; na meta final do caminho espiritual. Nosso progresso espiritual termina no ponto em que essa crença se cristalizou em nossa psique, no momento em que começamos a acreditar que chegamos ao fim do caminho, um maior crescimento cessa.</p>
<p>***</p>
<p>&#8220;A essência do amor é a percepção&#8221;, de acordo com os ensinamentos de Marc Gafni, &#8220;Portanto, a essência do amor próprio é a auto-percepção Você só pode se apaixonar por alguém que você pode ver claramente,  incluindo a si mesmo. Amar é ter olhos para ver. É só quando você se vê claramente que você pode começar a se amar &#8220;.</p>
<p>É no espírito dos ensinamentos de Marc que eu acredito que uma parte crítica do discernimento da aprendizagem no caminho espiritual é a descoberta da doença generalizada do ego e auto-engano que está em todos nós. Ou seja, é quando precisamos de um senso de humor e do apoio de amigos espirituais reais. À medida que enfrentamos nossos obstáculos para o crescimento espiritual, há momentos em que é fácil cair em um sentimento de desespero e auto diminuição e perder nossa confiança no caminho. Precisamos manter a fé em nós mesmos e nos outros, a fim de realmente fazer a diferença neste mundo.</p>
<p><a title="Fonte" href="http://www.huffingtonpost.com/mariana-caplan-phd/">Mariana Caplan, Ph.D.</a>,<br />
Adaptado de Eyes Wide Open (Olhos Bem Abertos): Cultivando o Discernimento no Caminho Espiritual (True Sounds)</p>
<p>Tradução de Silvia Tognato Magini</p>
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		<title>Orgulho hétero?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Ronaud Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 05 Aug 2011 16:26:48 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Bom senso]]></category>
		<category><![CDATA[Estupidez]]></category>
		<category><![CDATA[Humildade]]></category>
		<category><![CDATA[Ignorância]]></category>
		<category><![CDATA[Ignorância coletiva]]></category>
		<category><![CDATA[Inconsciência]]></category>
		<category><![CDATA[Orgulho]]></category>
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					<description><![CDATA[Dias atrás o twitter tinha em um de seus termos mais comentados o tal de &#8220;Orgulho hétero&#8221;, numa espécie de vingancinha besta de gente sem maiores problemas na vida para se ocupar, contra o &#8220;Orgulho Gay&#8221;. Daí você já conclui que a população em geral é de uma estupidez e ignorância imensas. Como se gays [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Dias atrás o twitter tinha em um de seus termos mais comentados o tal de &#8220;Orgulho hétero&#8221;, numa espécie de <strong>vingancinha besta</strong> de gente sem maiores problemas na vida para se ocupar, contra o &#8220;Orgulho Gay&#8221;.</p>
<p>Daí você já conclui que a população em geral é de uma estupidez e ignorância imensas. Como se gays se manifestassem publicamente numa afronta à moral e aos bons costumes e não numa luta digna por&#8230; simplesmente exercer deus direitos básicos de ir e vir conforme manda a constituição.</p>
<p>Então <em>me saí</em> com essa no twitter:</p>
<blockquote><p>Comemorar o Orgulho Hétero é como árvores comemorarem o Orgulho Verde. Não se pode se orgulhar de algo q não exigiu esforço p ser alcançado.</p>
<p>Todo orgulho é imbecil, ainda assim o único orgulho aceitável é aquele de algo que você conquistou, construiu, realizou.</p></blockquote>
<p>Então numa brincadeira sensivelmente mais inteligente, um grupo de pessoas jogou no ar a tag #inventeumorgulho, e, já sem muita inspiração, me saí com essa bobagem, que porém serve para ilustrar a grande bobagem que é um Orgulho Hétero:</p>
<blockquote><p>Dia do Orgulho Humano &#8211; Afinal eu poderia ter nascido como qualquer bicho nesse planeta <a title="#inventeumorgulho" href="https://twitter.com/#!/search?q=%23inventeumorgulho" rel="nofollow">#inventeumorgulho</a></p></blockquote>
<p>Repito o que já disse <a href="https://www.ronaud.com/bom-senso/sobre-gostos-pessoais/">aqui</a>. Acho que sentir orgulho é idiota em qualquer grau. O destino de qualquer orgulho é se ver despedaçado no chão. O orgulho é um sentimento perigoso e suspeito que seja a causa da maioria dos males humanos.</p>
<p>Sentir orgulho de sua ascendência, de sua origem, de seu país, de seu parente rico, de seu parente prestigiado, ou de qualquer condição a qual supostamente lhe eleve o valor mas que você não moveu um palito para conquistá-la, é de uma ilusão de dar dó.</p>
<p>Então, para fixar: &#8220;o único orgulho aceitável é aquele de algo que você conquistou, construiu, realizou&#8221;.</p>
<p>Ser humilde demais também cansa, pois todos gostamos de ser reconhecidos e apreciados. Então, ficamos mais uma vez com a receita do <em>meio-termo</em> para encontrarmos uma saída para essa constante tensão que é <em>ser humano</em>.</p>
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		<title>Superioridade tem pré-requisito</title>
		<link>https://www.ronaud.com/sociedade/superioridade/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Ronaud Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 07 Jun 2011 00:47:09 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[Compreensão]]></category>
		<category><![CDATA[Ego]]></category>
		<category><![CDATA[Empatia]]></category>
		<category><![CDATA[Feminismo]]></category>
		<category><![CDATA[Orgulho]]></category>
		<category><![CDATA[Preconceito]]></category>
		<category><![CDATA[Racismo]]></category>
		<category><![CDATA[Religião]]></category>
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					<description><![CDATA[Acho que por mais supostamente inferiores que você possa considerar os outros, ainda assim, são pessoas. Devemos compreender que são seres humanos, com suas realidades, visões, razões, sentimentos e emoções. Se não conseguimos, do alto de nossa SUPOSTA superioridade, manifestar a compreensão profunda do quanto são humanos e precisam ser olhados, aceitos e ajudados, então talvez com [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Acho que por mais supostamente <em>inferiores </em>que você possa considerar os outros, ainda assim, <strong>são pessoas</strong>.</p>
<p>Devemos compreender que são seres humanos, com suas realidades, visões, razões, sentimentos e emoções.</p>
<p>Se não conseguimos, do <em>alto</em> de nossa SUPOSTA <em>superioridade</em>, manifestar a compreensão profunda do quanto são humanos e precisam ser olhados, aceitos e ajudados, então <del>talvez</del> <ins>com certeza</ins> não sejamos tão <em>superiores</em> assim.</p>
<p>A <a title="Falta humanidade" href="https://www.ronaud.com/auto-conhecimento/empatia-voce-sabe-o-que-e-empatia/">empatia</a> que constituirá sua capacidade de compreensão deve constituir a base para esta <em>superioridade</em>, se é que ela existirá mesmo assim. Porque quem sabe, a noção de que <em>superioridade</em> é um conceito plenamente relativo, também seja parte da condição de <em>superior</em>.</p>
<p>Se você <a title="Só quem tem humanidade, percebe humanidade" href="https://www.ronaud.com/auto-conhecimento/se-voce-nao-tem-voce-nao-ve/">não consegue</a> olhar para <em>o outro</em> <small>(da outra cor, do outro gênero, da outra religião, da outra opção sexual, etc)</small> com um mínimo de respeito e humanidade, você não é <em>superior </em>a ninguém.</p>
]]></content:encoded>
					
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		<title>Sobre gostos pessoais</title>
		<link>https://www.ronaud.com/bom-senso/sobre-gostos-pessoais/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Ronaud Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 27 May 2011 15:00:26 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Bom senso]]></category>
		<category><![CDATA[Aceitação]]></category>
		<category><![CDATA[Bom gosto]]></category>
		<category><![CDATA[Mau gosto]]></category>
		<category><![CDATA[Músicas]]></category>
		<category><![CDATA[Orgulho]]></category>
		<category><![CDATA[Tolerância]]></category>
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					<description><![CDATA[É sempre meio feio quando alguém bate o pezinho gritando que o gosto alheio é ridículo e o seu gosto é que é correto. A única verdade é que tem gosto pra tudo nesse mundo, por mais que pareça que tem gente que gosta do que não presta.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Quando se discute gostos, no fim sempre aparece aquele sujeito com qualidades conciliadoras lembrando aquelas <a title="Ditados populares, clique e veja" href="https://www.ronaud.com/frases-pensamentos-citacoes-de/ditado-popular">máximas populares</a> como &#8220;gosto não se discute&#8221; ou &#8220;gosto é igual __, cada um tem o seu&#8221; 😉</p>
<p>Sim, gosto não se discute e cada um tem o seu. Porém você deve saber que quanto mais refinado for o seu gosto, mais você sofrerá nesse mundo muitas vezes intransigente. Quanto mais refinada uma pessoa, mais difícil será para ela se agradar num mundo onde o mau gosto predomina.</p>
<blockquote><p>Quanto mais refinado é alguém, mais infeliz ele é.<br />
<a href="https://www.ronaud.com/frases-pensamentos-citacoes-de/anton-pavlovitch-tchekhov">Anton Pavlovitch Tchékhov</a></p></blockquote>
<p><strong>Pior do que ter um gosto restrito, é se orgulhar disso</strong>. Aliás, se orgulhar de qualquer coisa lhe imprime um  inevitável tom meio besta. Se orgulhar é sempre desnecessário. Se for de seus gostos pessoais então&#8230;</p>
<p>Onde quero chegar? Numa observação que me é recorrente. Normalmente as pessoas mais bem sucedidas são aquelas que tem um amplo gosto sobre as coisas e vêem tudo como aceitável. São muito tolerantes à diversidade e às diferenças. Imagine se o Jô Soares não gostasse de pagode &#8211; e talvez não goste mesmo &#8211; e <em>batesse o pé</em> não querendo entrevistar nenhuma banda de pagode. Imagine se o Zeca Camargo não gostasse de rock de jeito nenhum e tivesse que entrevistar &#8211; como teve &#8211; o Dinho Ouro Preto do Capital Inicial? E citando um exemplo mais específico. Se o Interney &#8211; o Edney Souza &#8211; um dos blogueiros mais antigos e conhecidos da blogosfera brasileira <em>batesse o pé</em> e não quisesse saber de jeito nenhum do twitter? &#8220;Twitter? <em>Que por*a é essa</em>? Não quero saber disso não, meu negócio é BLOG&#8221;. Seria ridículo mesmo, porque se ele não adotasse um ponto de vista curioso e tolerante a respeito das coisas e novidades &#8211; e já vi suas opiniões sobre muitas outras coisas, todas muito ABERTAS &#8211; não teria escrito um ótimo texto como <del><em>este</em></del> (a página foi removida)<em> </em>sobre o twitter,  ainda no início de 2008, quando muitos <em>twiteiros </em>de hoje <em>nem sonhavam</em> com algo parecido com o twitter.</p>
<p>Entendo que o <a title="Frases sobre preconceito" href="https://www.ronaud.com/frases-pensamentos-citacoes-sobre/preconceito">preconceito</a> diante do que é diferente e diante de novidades é quase um recurso de sobrevivência e auto-preservação. Porém quando seus gostos são muito restritos e você rejeita tudo sem conhecer minimamente o que rejeita, com base no <a title="Textos sobre preconceito" href="https://www.ronaud.com/tag/preconceito/">preconceito</a>, só tem a perder. Perde em conhecimento, em experiência e o pior, perde chances de encontrar muitas coisas realmente boas, desde que vistas com tolerância e abertura.</p>
<blockquote><p>Muitas vezes descobre-se que aquilo que se despreza vale mais do que aquilo que se exalta.<br />
<a href="https://www.ronaud.com/frases-pensamentos-citacoes-de/fedro">Fedro</a></p></blockquote>
<h2>Música</h2>
<p>A música é um tema sob o qual o preconceito aflora. No Brasil especificamente, vejo uma divisão nítida: O público <em>cool</em>, supostamente sofisticado, manifestando preferência por músicas internacionais e por estilos próximos ao rock, pop, rhythm and blues, dance, lounge, etc. E o público mais popular, maioria, manifestando preferência por temais mais regionais, como samba e sertanejo.</p>
<p>Creio que a maioria não está nem aí para estilos diferentes. Entretanto há uma minoria <em>cool </em>que não só não gosta dos estilos populares, como estranha o fato de uma maioria gostar, e ainda fazem questão de alardar seus próprios gostos como superiores. Mas tanta inteligência não os ajuda a perceber o essencial. Há músicas para se apreciar e há músicas com as quais se divertir. <strong>O que o povo procura nos seus estilos cada vez mais animados não é apreciação culta, e sim diversão.</strong></p>
<p>Estilos populares de forma geral são para diversão. Para <em>se jogar na gandaia</em> e esquecer da vida. Por outro lado, até meus 19,20 anos, só gostava de rock, de forma bem restrita. Minha banda preferida era o <em>Guns N&#8217; Roses</em>, cujo som extraordinário expressava agressividade, revolta, displicência, atrevimento&#8230; o que não tem nada a ver com o que você sente com um copo de caipirinha na mão, seu amor do lado, amigos ou família animados em volta, todos ao som de <em>E daí</em>? de Guilherme e Santiago 🙂</p>
<p>Particularmente tenho a opinião de que <strong>o estilo que eu mais gosto é o que melhor se harmoniza com a ocasião</strong>. De modo que gosto de tudo. Não vejo problema de ouvir sertanejo nas reuniões de família, de ouvir samba (de verdade) num show, de ouvir pop e rock sozinho, ou ainda, de ouvir música clássica em momentos de maior enlevo.</p>
<p>Repito que acho que <a title="Um texto sobre orgulho" href="https://www.ronaud.com/bom-senso/orgulho-hetero/">sentir orgulho é idiota</a> em qualquer grau. O destino de qualquer orgulho é se ver despedaçado no chão. Contudo, se sinto orgulho de algo, é de conseguir manter uma postura aberta assim com as coisas da vida e saber me adaptar em qualquer lugar, sob qualquer ocasião, compreendendo que tudo é &#8211; de alguma forma &#8211; válido.</p>
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