<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Natureza &#8211; RONAUD.com</title>
	<atom:link href="https://www.ronaud.com/tag/natureza/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>https://www.ronaud.com</link>
	<description>Textos e Mensagens para Reflexão</description>
	<lastBuildDate>Fri, 29 Aug 2025 17:07:42 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-BR</language>
	<sy:updatePeriod>
	hourly	</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>
	1	</sy:updateFrequency>
	<generator>https://wordpress.org/?v=7.0.2</generator>
	<item>
		<title>E amansou-se o que era xucro</title>
		<link>https://www.ronaud.com/vida/e-amansou-se-o-que-era-xucro/</link>
					<comments>https://www.ronaud.com/vida/e-amansou-se-o-que-era-xucro/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Ronaud Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 15 Dec 2016 03:48:26 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Vida]]></category>
		<category><![CDATA[Ilusões]]></category>
		<category><![CDATA[Natureza]]></category>
		<category><![CDATA[Tempo]]></category>
		<category><![CDATA[Verdade]]></category>
		<category><![CDATA[Vídeos]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.ronaud.com/?p=21396</guid>

					<description><![CDATA[No canto nativo, o gaúcho conclui, contemplativo, ao fim de uma vida atribulada: &#8220;E amansou-se o que era xucro.&#8221; E na união destas poucas palavras campeiras, ele descobriu e resumiu, o propósito e o destino, de toda criatura viva: do bagual ao tordilho, do boi à ovelha, do gaudério e do tropeiro ao patrão. Porque com [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><iframe width="560" height="315" src="https://www.youtube.com/embed/bhZHpMaT3Gw?si=4IYwfmj1GPG6A2iN" title="YouTube video player" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" allowfullscreen></iframe></p>
<p>No canto nativo, o gaúcho conclui, contemplativo, ao fim de uma vida atribulada:</p>
<blockquote><p><strong><em>&#8220;E amansou-se o que era xucro.&#8221;</em></strong></p></blockquote>
<p>E na união destas poucas palavras campeiras, ele descobriu e resumiu, o propósito e o destino, de toda criatura viva: do bagual ao tordilho, do boi à ovelha, do gaudério e do tropeiro ao patrão.</p>
<p>Porque com a saúde de algumas décadas, peitamos <em>o mundo</em> e esbravejamos nossas ilusórias verdades.</p>
<p>Mas não demora muito, após nosso derradeiro suspiro, é ele quem nos vence:</p>
<p><strong><em>O mundo</em></strong>, enfim, nos amansou.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://www.ronaud.com/vida/e-amansou-se-o-que-era-xucro/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Opinião de Ferreira Gullar sobre o Capitalismo</title>
		<link>https://www.ronaud.com/sociedade/opiniao-de-ferreira-gullar-sobre-o-capitalismo/</link>
					<comments>https://www.ronaud.com/sociedade/opiniao-de-ferreira-gullar-sobre-o-capitalismo/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Ronaud Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 04 Dec 2016 19:10:21 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[Capitalismo]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Natureza]]></category>
		<category><![CDATA[Socialismo]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.ronaud.com/?p=21467</guid>

					<description><![CDATA[Veja aqui algumas opiniões muito lúcidas de Ferreira Gullar sobre o capitalismo e sua relação com a realidade da natureza humana.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O poeta, escritor e teatrólogo maranhense Ferreira Gullar morreu na manhã deste domingo (4) no Rio, aos 86 anos.</p>
<p>Gullar é um dos maiores autores brasileiros do século 20 e <a href="http://g1.globo.com/rio-de-janeiro/noticia/2014/10/ferreira-gullar-e-eleito-para-academia-brasileira-de-letras.html" rel="nofollow">foi eleito &#8220;imortal&#8221; da Academia Brasileira de Letras (ABL) em 2014</a>, tornando-se o sétimo ocupante da cadeira nº 37.</p>
<p>Era dos raros intelectuais brasileiros lúcidos o suficiente para compreender a realidade conforme ela se mostrava, e não conforme as ideologias afirmavam que deveria ser.</p>
<p>Abaixo, algumas de suas opiniões sobre o capitalismo:</p>
<blockquote><p>Eu, de direita? A questão é muito clara. Quando ser de esquerda dava cadeia, ninguém era. Agora que dá prêmio, todo mundo é. Pensar isso a meu respeito não é honesto. Porque o que estou dizendo é que o socialismo acabou, estabeleceu ditaduras, não criou democracia em lugar algum e matou gente em grande quantidade. Isso tudo é verdade. Não estou inventando.</p>
<p>Sobre Cuba, não posso defender um regime sob o qual eu não gostaria de viver. Não posso admirar um país do qual eu não possa sair na hora que quiser. Não dá para defender um regime em que não se possa publicar um livro sem pedir permissão ao governo. Apesar disso, há uma porção de intelectuais brasileiros que defendem Cuba, mas, obviamente, não querem viver lá de jeito nenhum. É difícil para as pessoas reconhecer que estavam erradas, que passaram a vida toda pregando uma coisa que nunca deu certo.</p>
<p>Não acho que o capitalismo seja justo. O capitalismo é uma fatalidade, não tem saída. Ele produz desigualdade e exploração. <strong>A própria natureza é injusta e desigual.</strong> A justiça é uma invenção humana. Quem quer corrigir essa injustiça somos nós. <strong>A capacidade criativa do capitalismo é fundamental para a sociedade se desenvolver, para a solução da desigualdade, porque é só a produção da riqueza que resolve isso.</strong> A função do estado é impedir que o capitalismo leve a exploração ao nível que ele quer levar.</p></blockquote>
<p>***</p>
<blockquote><p>O que está errado é achar, como Marx diz, que quem produz a riqueza é o trabalhador, e o capitalista só o explora. É bobagem.</p>
<p>Sem a empresa, não existe riqueza. Um depende do outro. O empresário é um intelectual que, em vez de escrever poesias, monta empresas. É um criador, um indivíduo que faz coisas novas. <strong>A visão de que só um lado produz riqueza e o outro só explora é radical, sectária, primária. A partir dessa miopia, tudo o mais deu errado para o campo socialista</strong> (&#8230;).</p>
<p><strong>O capitalismo não é uma teoria. Ele nasceu da necessidade real da sociedade e dos instintos do ser humano. Por isso ele é invencível. A força que torna o capitalismo invencível vem dessa origem natural indiscutível</strong>.</p>
<p>Agora mesmo, enquanto falamos, há milhões de pessoas inventando maneiras novas de ganhar dinheiro. É óbvio que um governo central com seis burocratas dirigindo um país não vai ter a capacidade de ditar rumos a esses milhões de pessoas. Não tem cabimento.</p></blockquote>
<p>Ferreira Gullar (1930-2016)</p>
<p>&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://www.ronaud.com/sociedade/opiniao-de-ferreira-gullar-sobre-o-capitalismo/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>O insustentável peso da existência</title>
		<link>https://www.ronaud.com/vida/o-insustentavel-peso-da-existencia/</link>
					<comments>https://www.ronaud.com/vida/o-insustentavel-peso-da-existencia/#comments</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Ronaud Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 25 Jun 2015 16:53:52 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Vida]]></category>
		<category><![CDATA[Carma]]></category>
		<category><![CDATA[Ceticismo]]></category>
		<category><![CDATA[Ciência e Filosofia]]></category>
		<category><![CDATA[Crenças]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica]]></category>
		<category><![CDATA[Esperança]]></category>
		<category><![CDATA[Filosofia]]></category>
		<category><![CDATA[Injustiça]]></category>
		<category><![CDATA[Justiça]]></category>
		<category><![CDATA[Livre-arbítrio]]></category>
		<category><![CDATA[Natureza]]></category>
		<category><![CDATA[Pessimismo]]></category>
		<category><![CDATA[Reencarnação]]></category>
		<category><![CDATA[Religião]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.ronaud.com/?p=18392</guid>

					<description><![CDATA[Uma visão descrente e pessimista da existência humana e seu peso, para muitos insustentável. Se acordou feliz, não leia ;)]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p dir="ltr">Esta morte inesperada e cruel do cantor Cristiano Araújo, como tantas outras que acontecem tragicamente, de tempos em tempos, por carros, aviões, catástrofes naturais (um tsunami recente na indonésia matou <a href="http://g1.globo.com/mundo/noticia/2014/12/tsunami-na-indonesia-completa-10-anos-fotografo-relembra-impacto.html" target="_blank">230 MIL pessoas</a>), de conhecidos e anônimos, é daqueles fatos que nos põe a pensar no quanto esta vida parece (ou é) um grande e desencantado improviso.</p>
<p dir="ltr">Uma falha qualquer na pista, somada a uma falha técnica qualquer no veículo e quem sabe a algum deslize do motorista, multiplicadas pelo hábito inexistente de usar cinto de segurança no banco de trás, elevadas à enésima potência da correria da vida artística e da ansiedade por se chegar ainda de madrugada a algum lugar qualquer para pegar alguns trecos quaisquer, para seguir para mais um show <em>urgente</em>, resultam na trágica morte de dois jovens que tinham tudo pela frente.</p>
<p dir="ltr">A pergunta que faço é: Por que esses dois jovens morreram?</p>
<p dir="ltr">&#8211; Por esta soma de fatores casualmente infelizes?</p>
<p dir="ltr">&#8211; Ou por algum tipo de necessidade de ordem espiritual?</p>
<p dir="ltr">Quem poderia responder estas questões?</p>
<p dir="ltr">***</p>
<div id="attachment_18397" style="width: 310px" class="wp-caption alignright"><img fetchpriority="high" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-18397" class="wp-image-18397 size-medium" src="https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2015/06/olho-onividente-300x200.jpg" alt="Tá olhando o quê?" width="300" height="200" srcset="https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2015/06/olho-onividente-300x200.jpg 300w, https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2015/06/olho-onividente.jpg 448w" sizes="(max-width: 300px) 100vw, 300px" /><p id="caption-attachment-18397" class="wp-caption-text">Tá olhando o quê?</p></div>
<p dir="ltr">Desde a adolescência, quando comecei a me interessar pela literatura espírita, e depois, desde que comecei a escrever aqui a partir de 2008, já com alguns conhecimentos ocultistas, procuro <a href="https://www.ronaud.com/ciencia/parabens-acaso/">comentar</a>, <a href="https://www.ronaud.com/ciencia/big-bang/">compartilhar</a> e <a href="https://www.ronaud.com/espiritualidade/deus-e-justo/">reforçar</a>, uma visão da existência que se baseia em certas <a href="https://www.ronaud.com/tag/carma/">correntes</a> <a href="https://www.ronaud.com/tag/reencarnacao/">espiritualistas</a>, que afirmam que <em>tudo está certo do jeito que está</em>, porque há uma <em>ordem superior</em>, de natureza espiritual, que a tudo controla e a tudo conduz, apesar de todo o aparente (e muito evidente) caos no qual se encontra a existência, tanto humana, como de qualquer tipo de vida (tipo a <em>zebrinha</em> africana cujo destino certo será morrer asfixiada pela mordida de um leão, para que ela sirva de comida para a prole felina).</p>
<p dir="ltr">Imagine-se tentando explicar a visão esperançosa da citação a seguir, à referida <em>zebrinha</em>, ou ao gato que morreu estraçalhado por três cachorros demoníacos, na rua aqui de casa, semanas atrás:</p>
<blockquote>
<p dir="ltr">Todos fazemos planos, mas a vida tem seus próprios caminhos. A sabedoria nos ensina que ela sempre faz o melhor. Aceitar isso é vencer a frustração. Zíbia Gasparetto</p>
</blockquote>
<p dir="ltr">Esta frase já me ajudou muito em janeiro de 2001, durante uma grande frustração vivida. E com base na visão de mundo proposta por palavras como as da autora espírita Zíbia, uma visão espiritualista, mas sobretudo, profundamente esperançosa — de que no <em>final das contas </em>tudo faça sentido para que a luta e as feridas do meio da batalha tenham valido a pena — sempre me vi tentando enxergar uma realidade na qual no fim a justiça se apresenta infalível e clareando nosso entendimento obtuso.</p>
<p dir="ltr">Mas sempre vim tentando enxergar esta realidade diante das mais diversas situações de grande injustiça e sofrimento, naturais deste mundo complicado, situações estas as quais vamos sabendo, ou ainda pior, vivenciando, ao longo da vida.</p>
<p dir="ltr">Entretanto, o tempo vai passando, estas situações trágicas e cruéis se repetem indefinidamente ao longo da nossa trajetória, muitas vezes nos atingindo em cheio, e hoje, me vejo a cada dia que passa me tornando mais e mais descrente sobre esta suposta ordem superior e imanente à existência, que tudo sabe e a tudo conduz sempre a caminho daquilo que me parece cada vez mais uma grande utopia: a justiça.</p>
<h3 dir="ltr"><a href="https://www.ronaud.com/vida/aprendendo-a-enxergar-a-realidade/">A angústia é o preço da lucidez</a></h3>
<p dir="ltr">Sempre que as pessoas se pegam refletindo sobre a natureza, concluem o quanto ela é <em>perfeita</em>. Tanto a natureza biológica dos seres vivos, que se auto-regulam e se auto-curam, como a natureza terrestre de modo geral, englobando os reinos animal e vegetal, como também a natureza universal, <a href="https://www.ronaud.com/tag/universo/">grandiosa a um extremo</a> que ultrapassa nossa capacidade de compreensão.</p>
<p dir="ltr">Mas elas só conseguem chegar a esta conclusão de perfeição de dentro de seus lares, confortáveis e seguros. Será que chegariam a esta mesma conclusão em meio a uma selva, à mercê de predadores e outros insetos, relembrando o quanto nossos ancestrais já sofreram com um ambiente extremamente inóspito, como de fato é, o meio natural?</p>
<p id="yui_3_16_0_1_1435243038955_3838" dir="ltr">Apesar de toda esta aparente perfeição da natureza, eu tenho percebido o mundo imperfeito demais para se crer que foi criado por um <em>deus perfeito</em>, este ser onipresente que sustentaria esta <em>ordem superior mantenedora da justiça divina, perfeita e infalível</em>.</p>
<p id="yui_3_16_0_1_1435243038955_3841" dir="ltr">O mesmo vale para as pessoas. <em>Principalmente para as pessoas</em>. Estes seres <em>tão especialmente gerados</em> pelo Criador, para que passem o tempo todo expostos aos mais diferentes ataques de um mundo incansavelmente hostil. Há sofrimento demais durante o decorrer da vida, porque estamos todos vulneráveis, o tempo todo, a todo tipo de acidentes, perdas, doenças e fracassos profissionais que podem nos pôr em meio à falta, à escassez&#8230;</p>
<p id="yui_3_16_0_1_1435243038955_3842" dir="ltr">Cada dia me vejo mais e mais descrente de que ha uma ordem maior e imanente a existência. Um <em>deus</em> que tudo sabe e tudo pode, mas que permite as maiores atrocidades diárias que sabemos que ocorrem no mundo. Cada vez mais me parece que tudo não passa de meras casualidades, como já há um bom tempo nos demonstra a ciência cartesiana.</p>
<p id="yui_3_16_0_1_1435243038955_3843" dir="ltr">Para além de algumas risadas e outros momentos leves, a vida é toda drama, angústia e sufoco. Um peso a ser carregado, pois para uma maioria de seres humanos, <a href="https://www.ronaud.com/livros/livro-a-insustentavel-leveza-do-ser-resenha-resumo/">existir constitui-se num fardo insustentavelmente pesado</a>. E esta conclusão, que me é recente, me leva a compreender porque as pessoas (sobre)vivem, basicamente, <a href="https://www.ronaud.com/inteligencia/mau-humor-inteligencia-ou-senso-de-inadequacao/">fugindo</a> o tempo todo de si mesmas, <a href="https://www.ronaud.com/mudancas/perdas/">se agarrando como dá</a> a qualquer tipo de <a href="https://www.ronaud.com/vida/sofrimento-voce-cara-a-cara-com-voce/">distração e entretenimento</a>, muitas vezes, <a href="https://www.ronaud.com/sociedade/discurso-de-ethan-nadelmann-sobre-as-drogas/">drásticos</a>. Eu entendo perfeitamente porque alguém recorre as drogas para fugir do enfrentamento diário que significa <em>ter</em> de existir, mesmo quando não se quer. E entendo perfeitamente quem não vê o porquê de continuar neste mundo extremamente insano e opta por tirar a própria vida.</p>
<h3 dir="ltr">Uma realidade mais dura</h3>
<p>A saída que tenho encontrado diante de toda esta descrença, e deste questionamento que ultrapassa os limites da heresia (estivesse eu há 200 anos, já teria virado cinzas), é o seguinte:</p>
<p>Talvez (<a href="https://www.ronaud.com/ciencia/parabens-acaso/">muito provavelmente</a>) esta ordem superior e imanente à existência, que a tudo ordena com precisa contabilidade, exista. Talvez (<a href="https://www.ronaud.com/ciencia/big-bang/">muito provavelmente</a>) o Criador exista. Talvez haja um porquê final que a todas as questões responda, cuja resposta transita em torno da questão da <em><a href="https://www.ronaud.com/tag/evolucao/">evolução da consciência</a></em>.</p>
<p>E talvez o criador tenha, <a href="https://www.ronaud.com/espiritualidade/deus-e-justo/">de fato</a>, nos dado em plenitude aquilo que teólogos, filósofos e místicos chamam de livre-arbítrio. E esta constatação teria algumas implicações um tanto terríveis e nada animadoras, como o fato de que NADA vá nos acontecer nesta vida sem que tenhamos construído este acontecimento integralmente, como também o fato de estarmos de fato inteiramente <em>largados</em> neste mundo, totalmente responsáveis por nós mesmos, e totalmente sujeitos às consequências de nossas ações, ou descuidos bobos&#8230;</p>
<p>&#8230;como a infelicidade de não usar cinto de segurança no banco de trás dos veículos.</p>
<p>***</p>
<p>Veja também: <a href="https://www.ronaud.com/espiritualidade/universo-moral/">O universo Moral</a> e <a href="https://www.ronaud.com/espiritualidade/por-que-deus-fica-em-silencio/">Por que Deus fica em Silêncio</a></p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://www.ronaud.com/vida/o-insustentavel-peso-da-existencia/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>4</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Deus segundo Spinoza</title>
		<link>https://www.ronaud.com/espiritualidade/deus-segundo-spinoza/</link>
					<comments>https://www.ronaud.com/espiritualidade/deus-segundo-spinoza/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Ronaud Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 25 Apr 2014 02:37:07 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Espiritualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Crenças]]></category>
		<category><![CDATA[Culpa]]></category>
		<category><![CDATA[Deus]]></category>
		<category><![CDATA[Liberdade]]></category>
		<category><![CDATA[Moralismo]]></category>
		<category><![CDATA[Natureza]]></category>
		<category><![CDATA[Religião]]></category>
		<category><![CDATA[Sensibilidade]]></category>
		<category><![CDATA[Sexualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Viver a Vida]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.ronaud.com/?p=14286</guid>

					<description><![CDATA[Este texto já é bem compartilhado na internet. É bem difícil que a autoria seja do filósofo Spinoza que viveu no século XVII, já que a linguagem do texto não condiz com a linguagem utilizada naquela época. De qualquer forma, a mensagem é bonita e faz muito sentido. Só não entende quem não quer. Para [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="line-height: 1.5em;">Este texto já é bem compartilhado na internet. É bem difícil que a autoria seja do filósofo Spinoza que viveu no século XVII, já que a linguagem do texto não condiz com a linguagem utilizada naquela época.</span></p>
<p>De qualquer forma, a mensagem é bonita e faz muito sentido. Só não entende quem não quer.</p>
<blockquote><p>Para de ficar rezando e batendo o peito! O que eu quero que faças é que saias pelo mundo e desfrutes de tua vida. Eu quero que gozes, cantes, te divirtas e desfrutes de tudo o que Eu fiz para ti. Para de ir a esses templos lúgubres, obscuros e frios que tu mesmo construíste e que acreditas ser a minha casa. Minha casa está nas montanhas, nos bosques, nos rios, nos lagos, nas praias. Aí é onde Eu vivo e aí expresso meu amor por ti.</p>
<p>Para de me culpar da tua vida miserável: Eu nunca te disse que há algo mau em ti ou que eras um pecador, ou que tua sexualidade fosse algo mau.O sexo é um presente que Eu te dei e com o qual podes expressar teu amor, teu êxtase, tua alegria. Assim, não me culpes por tudo o que te fizeram crer. Para de ficar lendo supostas escrituras sagradas que nada têm a ver comigo. Se não podes me ler num amanhecer, numa paisagem, no olhar de teus amigos, nos olhos de teu filhinho&#8230; não me encontrarás em nenhum livro.</p>
<p>Confia em mim e deixa de me pedir. Tu vais me dizer como fazer meu trabalho? Para de ter tanto medo de mim. Eu não te julgo, nem te critico, nem me irrito, nem te incomodo, nem te castigo. Eu sou puro amor. Para de me pedir perdão. Não há nada a perdoar. Se Eu te fiz&#8230; Eu te enchi de paixões, de limitações, de prazeres, de sentimentos, de necessidades, de incoerências, de livre-arbítrio. Como posso te culpar se respondes a algo que eu pus em ti? Como posso te castigar por seres como és, se fui Eu quem te fiz? Crês que eu poderia criar um lugar para queimar a todos meus filhos que não se comportem bem, pelo resto da eternidade? Que tipo de Deus pode fazer isso?</p>
<p>Esquece qualquer tipo de mandamento, qualquer tipo de lei; essas são artimanhas para te manipular, para te controlar, que só geram culpa em ti. Respeita teu próximo e não faças o que não queiras para ti. A única coisa que te peço é que prestes atenção à tua vida, que teu estado de alerta seja teu guia. Esta vida não é uma prova, nem um degrau, nem um passo no caminho, nem um ensaio, nem um prelúdio para o paraíso. Esta vida é o único que há aqui e agora, e o único que precisas. Eu te fiz absolutamente livre. Não há prêmios nem castigos. Não há pecados nem virtudes. Ninguém leva um placar. Ninguém leva um registro. Tu és absolutamente livre para fazer da tua vida um céu ou um inferno.</p>
<p>Não te poderia dizer se há algo depois desta vida, mas posso te dar um conselho. Vive como se não houvesse. Como se esta fosse tua única oportunidade de aproveitar, de amar, de existir. Assim, se não há nada, terás aproveitado da oportunidade que te dei. E se houver, tem certeza que Eu não vou te perguntar se foste comportado ou não. Eu vou te perguntar se tu gostaste, se te divertiste&#8230; Do que mais gostaste? O que aprendeste?</p>
<p>Para de crer em mim &#8211; crer é supor, adivinhar, imaginar. Eu não quero que acredites em mim. Quero que me sintas em ti. Quero que me sintas em ti quando beijas tua amada, quando agasalhas tua filhinha, quando acaricias teu cachorro, quando tomas banho no mar. Para de louvar-me! Que tipo de Deus ególatra tu acreditas que Eu seja? Me aborrece que me louvem. Me cansa que agradeçam. Tu te sentes grato? Demonstra-o cuidando de ti, de tua saúde, de tuas relações, do mundo. Te sentes olhado, surpreendido?&#8230; Expressa tua alegria! Esse é o jeito de me louvar.</p>
<p>Para de complicar as coisas e de repetir como papagaio o que te ensinaram sobre mim. A única certeza é que tu estás aqui, que estás vivo, e que este mundo está cheio de maravilhas. Para que precisas de mais milagres? Para que tantas explicações? Não me procures fora! Não me acharás. Procura-me dentro&#8230; aí é que estou, batendo em ti.</p></blockquote>
<p>***</p>
<p>Baruch Spinoza &#8211; nascido em 1632 em Amsterdã, falecido em Haia em 21 de fevereiro de 1677, foi um dos grandes racionalistas do século XVII dentro da chamada Filosofia Moderna, juntamente com René Descartes e Gottfried Leibniz. De família judaica portuguesa, é considerado o fundador do criticismo bíblico moderno.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://www.ronaud.com/espiritualidade/deus-segundo-spinoza/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Água</title>
		<link>https://www.ronaud.com/musica/agua/</link>
					<comments>https://www.ronaud.com/musica/agua/#comments</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Ronaud Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 04 Feb 2013 02:43:11 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Música]]></category>
		<category><![CDATA[Natureza]]></category>
		<category><![CDATA[Vídeos]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.ronaud.com/?p=10015</guid>

					<description><![CDATA[Ennio Morricone &#8211; Le vent, le cri As cenas dos golfinhos rodopiando no ar, no final, são lindas.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Ennio_Morricone" target="_blank">Ennio Morricone</a> &#8211; Le vent, le cri</p>
<div style="margin: 25px auto;"><iframe src="//www.youtube.com/embed/rRbyZ3eD-9M?rel=0" width="640" height="380" frameborder="0"></iframe></div>
<p>As cenas dos golfinhos rodopiando no ar, no final, são lindas.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://www.ronaud.com/musica/agua/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>1</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Traição: Desculpa aí, tá?</title>
		<link>https://www.ronaud.com/bom-senso/desculpa-ai-ta/</link>
					<comments>https://www.ronaud.com/bom-senso/desculpa-ai-ta/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Ronaud Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 26 Apr 2011 20:53:23 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Bom senso]]></category>
		<category><![CDATA[Civilidade]]></category>
		<category><![CDATA[Desculpismo]]></category>
		<category><![CDATA[Homens]]></category>
		<category><![CDATA[Infidelidade]]></category>
		<category><![CDATA[Machismo]]></category>
		<category><![CDATA[Mulheres]]></category>
		<category><![CDATA[Natureza]]></category>
		<category><![CDATA[Natureza humana]]></category>
		<category><![CDATA[Relacionamentos]]></category>
		<category><![CDATA[Traição]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.ronaud.com/?p=4679</guid>

					<description><![CDATA[Muito se lembra do nosso comportamento natural e instintivo para justificar certos comportamentos atuais que de uma forma ou de outra são indesejados pela sociedade. Mas isso não seria apenas uma justificativa para se permanecer no erro?]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Ultimamente uma dúvida tem me aparecido com frequência. Até que ponto a natureza deve servir de critério para nossas decisões? Explico:</p>
<p>Muito se usa, aqui e ali, do nosso comportamento natural para justificar certos comportamentos atuais que de uma forma ou de outra são indesejados pela sociedade. Vamos usar por exemplo a suposta promiscuidade masculina, tão alardada como consequência de fatores genéticos. Ou seja, costuma-se dizer que homens traem mais (o que é discutível) porque este impulso está nos genes, e que esse comportamento contemporâneo foi herdado dos nossos ancestrais que seguiam o instinto deixando o maior número possível de sucessores, para se perpetuar a espécie.</p>
<p>Mas cá entre nós, por mais que seja verdade, esse argumento / justificativa não tem um quê de canalhice? Imagine a situação: A mulher pega o cara no flagra com outra e ele poderia simplesmente chegar e dizer: &#8220;Olha, eu não fiz isso por mal, está nos meus genes, você precisa entender que é para o bem da espécie que eu espalhe os meus genes para o maior número possível de sucessores. Lamento muito por sua condição. Desculpa aí tá?&#8221;</p>
<p>Embora esse argumento genético seja usado como álibi machista, eu na verdade vejo que A NATUREZA de forma geral É MACHISTA. Mas ainda assim fica a questão: Mesmo que a natureza humana seja preponderantemente machista, até que ponto devemos seguí-la levando-se em conta que algumas tendências naturais do nosso comportamento fazem alguns de nós sofrer? Até que ponto o que nos é &#8220;natural&#8221; é correto?</p>
<p>Será que não fomos dotados de razão justamente para superarmos ou ao menos educarmos nossos instintos naturais?</p>
<p>Quer dizer, toda a sociedade se organiza de modo racional para otimizar os recursos disponíveis para a sobrevivência e para permitir um mínimo de paz a cada um. Mas na hora do <em>bem bom</em>, esquecemos toda a civilidade e dizemos que os genes foram mais fortes.</p>
<h3>A eterna tensão de <em>ser</em> humano</h3>
<p>Já comentei aqui que não adianta procurarmos por estabilidade, porque <em>ser</em> humano significa estar sempre sob tensão.</p>
<p>Ora alegre, ora triste. Ora preguiçoso, ora estimulado. Ora ambiciosos, ora frugais.</p>
<p>E por aí vai.</p>
<p>O caso acima é apenas um em meio a toda uma miríade de nuances tocantes aos relacionamentos e a convivência. Se seguimos nossos instintos, somos julgados e condenados. Se reprimimos nossos impulsos pela ética e pela educação, enlouquecemos.</p>
<p>E aí, como se faz?</p>
<p>***</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://www.ronaud.com/bom-senso/desculpa-ai-ta/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>E a culpa pelas chuvas vai para&#8230;</title>
		<link>https://www.ronaud.com/sociedade/e-a-culpa-pelas-chuvas-vai-para/</link>
					<comments>https://www.ronaud.com/sociedade/e-a-culpa-pelas-chuvas-vai-para/#comments</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Ronaud Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 13 Jan 2011 13:45:42 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[Culpa]]></category>
		<category><![CDATA[Natureza]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.ronaud.com/?p=3996</guid>

					<description><![CDATA[Leitorzinho indignado d´O Globo: &#8220;A fúria da natureza existe. Só não é maior do que a incompetência e descaso de nossos governantes e políticos&#8221; Ridículo o povinho balançando a cabeça crente que a culpa pela catástrofe no Rio de Janeiro cabe única e exclusivamente aos políticos. Será que na Indonésia os políticos são culpados pelas consequências [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><em>Leitorzinho</em> indignado d´O Globo:</p>
<blockquote><p>&#8220;A fúria da natureza existe. Só não é maior do que a incompetência e descaso de nossos governantes e políticos&#8221;</p></blockquote>
<p>Ridículo o <em>povinho</em> balançando a cabeça crente que a culpa pela catástrofe no Rio de Janeiro cabe única e exclusivamente aos políticos.</p>
<p>Será que na Indonésia os políticos são culpados pelas consequências dos tsunâmis também?</p>
<p>Nenhum governante na face da Terra conseguiria prever um volume de chuvas como o ocorrido e muito menos resolver o problema das ocupações irregulares naquela região. É muita gente, muita casa, muito barraco, muito morro, muito descaso sim, mas também, muito desrespeito às leis, muito jeitinho, muita improvisação.</p>
<p>Embora o alto número de vítimas das chuvas seja resultado da precária política de habitação do país e do total descaso quanto a ocupação desordenada do solo, ainda assim acho que é humanamente impossível monitorar cada canto da serra, quanto mais dar destinação adequada a toda aquela gente. Lamentável, mas catástrofe é catástrofe. Ninguém tem culpa. Azar de quem estava lá.</p>
<p>E a gente aqui fica se consolando acreditando que é algum tipo de <strong><a title="Um amplo texto refletindo e comentando as questões relacionadas ao carma" href="https://www.ronaud.com/espiritualidade/carma-trauma-e-querer/">carma</a></strong> terrível que esse povo está vivenciando. Se você não acredita em carma, vai ter que acreditar que é um <strong><a title="Texto comentando as limitações do deus cristão" href="https://www.ronaud.com/bom-senso/o-deus-cristao/">castigo de Deus</a></strong> mesmo. E se você não acredita nem em carma, nem em Deus, fica com o <strong><a title="Será que o acaso existe?" href="https://www.ronaud.com/bom-senso/voce-e-um-acaso/">azar</a></strong> mesmo. Ou ainda, se preferir, faça como o leitor indignado d´O Globo e <strong>bote a culpa nos outros</strong>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://www.ronaud.com/sociedade/e-a-culpa-pelas-chuvas-vai-para/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>1</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Sobre o Respeito</title>
		<link>https://www.ronaud.com/bom-senso/sobre-o-respeito/</link>
					<comments>https://www.ronaud.com/bom-senso/sobre-o-respeito/#comments</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Ronaud Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 20 Jul 2009 03:48:03 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Bom senso]]></category>
		<category><![CDATA[Espiritualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Condição humana]]></category>
		<category><![CDATA[Deus]]></category>
		<category><![CDATA[Etiqueta na internet]]></category>
		<category><![CDATA[Humanismo]]></category>
		<category><![CDATA[Individualismo]]></category>
		<category><![CDATA[Natureza]]></category>
		<category><![CDATA[Natureza humana]]></category>
		<category><![CDATA[Opinião]]></category>
		<category><![CDATA[Respeito]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.ronaud.com/?p=1113</guid>

					<description><![CDATA[O respeito implica reconhecer que cada ser vale por si mesmo, porque simplesmente existe e, ao existir, expressa algo do Ser e daquela Fonte originária de energia e de virtualidades da qual todos provém e para a qual todos retornam]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Muitas vezes, no dia-a-dia, vamos nos deparando com manifestações preconceituosas e críticas em relação a nós mesmos ou a fatos e idéias com as quais nos identificamos, ou a pessoas de quem gostamos.</p>
<p>Não é muito fácil conviver com idéias opostas, ou gostos contrários, mas com educação e cordialidade é até possível que os opostos convivam. Porém nessa época em que todos tem espaço e voz através dos meios digitais, quem antes ficava oculto no anonimato das limitações de comunicação, hoje <em>entra em nossa vida</em> com tudo, <em>sem bater na porta</em>, sem ao menos pedir licença, sem um mínimo de respeito às nossas posições.</p>
<p><strong>Respeitar uma pessoa significa considerar e contemplar o valor que ela tem como indivíduo; </strong>Quando criticamos e julgamos alguém, estamos desconsiderando esse valor e estaremos assim, desrespeitando essa pessoa. <strong>Respeitar significa presumir que essa pessoa tenha algum valor</strong>; que muitas vezes sabemos que não tem. Respeitar, muitas vezes, é ser hipócrita.</p>
<p>A questão que surge aqui é, o que é que merece respeito?</p>
<p>Em outra ocasião, encontrei neste link um belo ponto de vista de Leonardo Boff sobre <em>respeito</em>:</p>
<blockquote><p><strong>O <em>respeito</em> implica reconhecer que cada ser vale por si mesmo, porque simplesmente existe</strong> e, ao existir, expressa algo do Ser e daquela Fonte originária de energia e de virtualidades da qual todos provém e para a qual todos retornam. Numa perspectiva religiosa, cada ser expressa o próprio Criador.</p>
<p>Ao captarmos os seres como valor intrínseco, surge em nós o sentimento de cuidado e de responsabilidade para com eles a fim de que possam continuar a ser e a co-evoluir.</p>
<p>As culturas originárias atestam a veneração face à majestade do universo, o respeito pela natureza e para cada um de seus representantes.</p></blockquote>
<p>Sob este entendimento, eu até arriscaria a dizer que o famoso mandamento proferido por Jesus &#8211; amarás teu próximo como a ti mesmo &#8211; pode muito bem, e muito melhor, ser interpretado como &#8211; <strong>respeitará o teu próximo, como a ti mesmo</strong>.</p>
<p>A verdade é que é muito difícil <em>amar as pessoas</em> em geral. Amor é um sentimento muito forte e muito intenso para ser sentido por pessoas que não o inspiram. Mas respeito não. <strong>Temos obrigação moral e social de respeitar a todos.</strong> E vejo que é desse <em>respeito</em> profundo e verdadeiro que a sociedade carece.</p>
<p>Ando por aí e vejo indivíduos secos, sem graça, sem vida. Olhando uns aos outros como meros indivíduos, como agentes comerciais, como clientes, e não mais como humanos. Isso quando não se olham com preconceito, sectarismo, etc. É da natureza humana o individualismo e a insensibilidade quanto à situação alheia, certo? Não sei&#8230; Pode ser da natureza humana, mas convenhamos que <a title="Texto comentando até onde a natureza humana pode pautar nossas ações" href="https://www.ronaud.com/bom-senso/desculpa-ai-ta/">nem tudo que nos é natural, nos será digno</a>.</p>
<p>Quero acreditar que o verdadeiro e grandioso espírito humano é aquele que se importa, sim, com a situação alheia. Ele sabe que o grande mal da humanidade é a IGNORÂNCIA, a desatenção, e a partir deste discernimento, passa a olhar os outros como irmãos menores. Ou mais, quanto mais consciência temos de nossa humanidade, mais olhamos os outros como <em>o pai</em> que cuida zelosamente de seus filhos, sabendo de suas &#8220;inconsciências&#8221;, com a paciência digna e valorosa de um verdadeiro zelador.</p>
<p>O teólogo americano James Clarke disse:</p>
<blockquote><p>Um político pensa na próxima eleição. Um estadista, na próxima geração.</p></blockquote>
<p>Essa citação traduz bem o que estou querendo dizer. O verdadeiro ser humano, aquele que tem humanidade no coração, respeita os outros e pensa neles como pessoas, isto é, com a responsabilidade de ajudá-las a viver melhor, com atenção, carinho e zelo.</p>
<p>Já uma maioria que encontramos a cada passo, pensa em qual será sua próxima vantagem.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://www.ronaud.com/bom-senso/sobre-o-respeito/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>33</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Outono na Praia Brava em Itajaí</title>
		<link>https://www.ronaud.com/lugares/outono-na-praia-brava-em-itajai/</link>
					<comments>https://www.ronaud.com/lugares/outono-na-praia-brava-em-itajai/#comments</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Ronaud Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 21 May 2009 00:27:23 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Lugares]]></category>
		<category><![CDATA[Contemplação]]></category>
		<category><![CDATA[Lembranças]]></category>
		<category><![CDATA[Natureza]]></category>
		<category><![CDATA[Praia]]></category>
		<category><![CDATA[Sossego]]></category>
		<category><![CDATA[Turismo]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.ronaud.com/?p=916</guid>

					<description><![CDATA[O que distingue a Praia Brava de outras praias é preponderantemente o belo cenário natural - sendo uma praia de mar aberto, de águas límpidas - com localização em meio a dois centros urbanos já bem desenvolvidos. ]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Hoje vou fugir um pouco do tópico deste site.</p>
<div id="attachment_16703" style="width: 680px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-16703" class="wp-image-16703 size-full" src="https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2009/05/praia-brava-itajai.jpg" alt="Praia Brava - Itajaí" width="670" height="292" /><p id="caption-attachment-16703" class="wp-caption-text">Praia Brava &#8211; Itajaí</p></div>
<p>É que eu moro num <em>lugarzinho</em> singular e este clima ameno de outono me incita a falar um pouco sobre este lugar.</p>
<p>É a <a href="http://www.praiabravaitajai.com/fotos-da-praia-brava-itajai-camboriu.php">Praia Brava</a> e a <a href="http://www.praiabravaitajai.com/fotos-da-praia-dos-amores.php">Praia dos Amores</a>, situadas entre as cidades de Itajaí e Balneário Camboriú no litoral norte catarinense.</p>
<p>Tenho por este lugar grande estima. Se fosse para sair daqui, somente se fosse para Florianópolis, capital deste maravilhoso Estado de Santa Catarina, com destinos incríveis. Não sou viajado, mas meu instinto me diz que lugar como este, para as minhas necessidades de vida, está pra lá de bom. Até porque morando-se onde <em>meio Brasil </em>tira as férias de fim de ano, vejo menos motivo ainda para sair daqui. Se não fosse bom, tanta gente não viria para cá a cada verão.</p>
<p>A <a href="http://www.praiabravaitajai.com/praia-brava-itajai.php">Praia Brava</a> nunca recebeu muita atenção do poder público local. Pertence politicamente a Itajaí. Sendo esta uma cidade portuária, muito bem sucedida nesse quesito, tem como <em>última prioridade</em> o desenvolvimento turístico, se é que o turismo é prioridade para alguém da classe política itajaiense.</p>
<p>Pertencesse a Praia Brava a Balneário Camboriú, esta seria hoje praia muito melhor projetada no cenário turístico estadual. O poder público em Balneário Camboriú sempre foi muito criativo quando o assunto é explorar bem os recursos naturais. Os novos <em>decks</em> de madeira da Barra Norte e da <a href="http://www.praiabravaitajai.com/fotos-da-trilha-ecologica-do-morro-do-careca-balneario-camboriu.php" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Trilha Ecológica do Morro do Careca</a> comprovam isso. Transformaram áreas ignoradas em pontos turísticos de caráter ecológico admiráveis. No caso da primeira, é um deck de madeira que contorna o costão norte da Praia Central, permitindo o acesso da população à Mata Atlântica que recobre os morros dali. É muito agradável passear pelo deck e a presença de jovens e famílias onde antes só se encontravam adeptos da <em>cannabis</em> comprova o sucesso e a diferença que faz a criatividade e a vontade política. Outras idéias bem sucedidas em Balneário Camboriú são a Linha Interpraias, avenida interligando todas as praias do sul do município à BR 101; O Parque Unipraias, interligando através de bondinhos aéreos duas praias e uma estação ecológica repleta de atrativos no topo de um morro; E vários outros projetos turísticos muito bem sucedidos que fizeram de Balneário Camboriú uma cidade muito conhecida em todo o Mercosul.</p>
<p>Mas&#8230; A Praia Brava continua linda, mesmo ignorada. Hoje, paulatinamente a pavimentação das ruas está se fazendo. Está uma verdadeira <em>novela</em>, mas está saindo. O que distingue esta praia de outras é preponderantemente o belo cenário natural &#8211; sendo uma praia de mar aberto, logo de águas límpidas &#8211; com localização em meio a dois centros urbanos de razoável tamanho, dada a proporção populacional do Estado. Florianópolis também tem praias paradisíacas, assim como Bombinhas, mas o acesso a elas é bem mais complicado. Na Praia Brava não. Entrando no <a title="Mapa de Como Chegar na Praia Brava Itajaí" href="http://www.praiabravaitajai.com/como-chegar-na-praia-brava.php">primeiro acesso</a> a Balneário Camboriú, na BR 101 para quem vem do norte, ou o último para quem vem do sul, dentro de 10 ou 15 minutos já estará vislumbrando uma cena com fortes efeitos <em>anti-estresse</em>, como a abaixo:</p>
<div style="width: 670px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" title="Praia dos Amores - Balneário Camboriú" src="https://www.ronaud.com/imagens/praia-dos-amores-camboriu.jpg" alt="Praia dos Amores - Balneário Camboriú" width="660" /><p class="wp-caption-text">Praia dos Amores &#8211; Balneário Camboriú</p></div>
<p>Sempre comemoro aqui a chegada do Outono.</p>
<p>Depois do verão, dos turistas, do carnaval e da <em>algazarra</em>, a paz volta a tomar conta da nossa rotina. Entendo a importância dos turistas para qualquer região tipicamente turística, mas eles alteram completamente a rotina tranquila daqui. <em>Ossos do ofício</em>!</p>
<p>Enfim, o outono e o inverno aqui são calmos, gostosos, e não é tão frio quanto na <em>serra catarinense</em>. Como em todo o lugar, o ar fica mais seco, a luminosidade é diferente, os ventos normalmente não passam de brisas constantes, e passar uma tarde ensolarada na beira da praia é uma das coisas mais boas a se fazer.</p>
<p>Ao contrário do senso comum, gosto do <em>friozinho</em>, gosto da chuva, gosto de tempo nublado. E passar o outono e inverno aqui nesse cantinho do <em>hemisfério austral</em> é, para mim uma experiência ao mesmo tempo introspectiva e eu diria&#8230; idílica!</p>
<p>Quem mora ou já morou aqui sabe disso.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://www.ronaud.com/lugares/outono-na-praia-brava-em-itajai/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>2</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>O Vento</title>
		<link>https://www.ronaud.com/amor/o-vento/</link>
					<comments>https://www.ronaud.com/amor/o-vento/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Ronaud Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 22 Nov 1998 17:30:26 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Amor]]></category>
		<category><![CDATA[Natureza]]></category>
		<category><![CDATA[Poesias]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.ronaud.com/?p=16224</guid>

					<description><![CDATA[De 22 de novembro de 1998. *** Ele, frio, esfria, congela Ele, veloz, move bandeiras, move cortinas, através da janela Ele, move folhas, faz cair folhas velhas, arranca postes e árvores, algumas inteiras Ele moveu, no mar, barcos a vela, caravelas, no deserto, moveu dunas, montanhas de areia Ele, rebelde, apaga a chama das velas, [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>De 22 de novembro de 1998.</p>
<p>***</p>
<p>Ele, frio, esfria, congela<br />
Ele, veloz, move bandeiras,<br />
move cortinas, através da janela</p>
<p>Ele, move folhas, faz cair folhas velhas,<br />
arranca postes e árvores, algumas inteiras<br />
Ele moveu, no mar, barcos a vela, caravelas,<br />
no deserto, moveu dunas, montanhas de areia</p>
<p>Ele, rebelde, apaga a chama das velas,<br />
e no ato mais traiçoeiro, atiça fogueiras<br />
Como quem pensa ser a estrela mais bela,<br />
num céu onde há milhões, formando clareiras</p>
<p>Ele, molha, traz chuvas, trovões, seus segredos,<br />
depois, seca e esquenta, atormenta, nos abafa<br />
Ele, alegre, espalha tudo, contudo, meus cabelos,<br />
ou triste, pára, cria o mormaço, chato e sem graça</p>
<p>Ele, quente, já semeou, já queimou,<br />
criou, destruiu, flores e amores<br />
Em mim, fez sentir seu calor,<br />
Percebendo, ao meu redor, seu amor</p>
<p>Ele, enquanto brisa, faz perfeita minha vida<br />
Projeta imagens, na mente já invadida<br />
Imagens de uma vida bem provida</p>
<p>Imagens de uma mulher muito querida<br />
Imagens de amigos, numa mesa convidativa<br />
Como se um dia, acabássemos todos juntos,<br />
andando e conversando, numa calçada florida</p>
<p>Incrível seria se movesse o amor&#8230;</p>
<p>Espalharia por tudo, por todos<br />
Por nossos corações<br />
Como as ondas do mar,<br />
o amor que está no ar&#8230;</p>
<p>/ Ronaud Pereira /</p>
<p>***</p>
<p><a title="Confira outras poesias" href="https://www.ronaud.com/tag/poesias/"><span style="color: #444444;">Veja outros poemas</span></a></p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://www.ronaud.com/amor/o-vento/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
	</channel>
</rss>
