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	<title>Mulheres &#8211; RONAUD.com</title>
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	<description>Textos e Mensagens para Reflexão</description>
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		<title>A Cartinha de Amor</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Ronaud Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 02 Aug 2024 02:00:54 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Amor]]></category>
		<category><![CDATA[Amor romântico]]></category>
		<category><![CDATA[Desilusão]]></category>
		<category><![CDATA[Ilusões]]></category>
		<category><![CDATA[Mulheres]]></category>
		<category><![CDATA[Relacionamentos]]></category>
		<category><![CDATA[Romantismo]]></category>
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					<description><![CDATA[A história de uma malfadada cartinha de amor e suas consequências permanentes.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>No infeliz dia de 12 de maio de 1992, eu, ainda com 11 anos de idade, dei uma &#8220;cartinha de amor&#8221; para uma menina da escola.</p>
<p>De lá até aqui, dei <em>muita cabeçada</em> na vida, mas nenhuma se igualou ao episódio da <em>cartinha de amor</em>, em termos das consequências emocionais desastrosas.</p>
<p>Daquele maio para trás, uns 6 meses, na convivência diária na escola eu tive a impressão &#8211; uma óbvia ilusão &#8211; que a tal menina <em>gostava</em> de mim.</p>
<p>E passei a <em>gostar dela</em>, no que viria a ser minha primeira e mal fadada paixãozinha.</p>
<p>Eu não tinha a menor ideia de como chegar na menina. Veja bem, eu tinha ONZE anos de idade, ainda uma criança. Estava surgindo ali a curiosidade pelo espírito feminino, ainda sem qualquer viés sexual. Sentia apenas um apreço romântico por ela.</p>
<p><img fetchpriority="high" decoding="async" class="alignright size-medium wp-image-29939" src="https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2025/08/jovan-vasiljevic-w91JpY9pGZo-unsplash-240x300.jpg" alt="" width="240" height="300" srcset="https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2025/08/jovan-vasiljevic-w91JpY9pGZo-unsplash-240x300.jpg 240w, https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2025/08/jovan-vasiljevic-w91JpY9pGZo-unsplash-819x1024.jpg 819w, https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2025/08/jovan-vasiljevic-w91JpY9pGZo-unsplash-768x960.jpg 768w, https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2025/08/jovan-vasiljevic-w91JpY9pGZo-unsplash-1229x1536.jpg 1229w, https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2025/08/jovan-vasiljevic-w91JpY9pGZo-unsplash-1638x2048.jpg 1638w, https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2025/08/jovan-vasiljevic-w91JpY9pGZo-unsplash-scaled.jpg 2048w" sizes="(max-width: 240px) 100vw, 240px" /></p>
<h2>Ódio</h2>
<p>Eu não sei exatamente o porquê, uma vez que foi uma simples cartinha carinhosa com uma poesia inocente, mas essa menina odiou receber a carta, e passou a me odiar desde então.</p>
<p>E nunca perdeu qualquer oportunidade de me humilhar.</p>
<p>Numa ocasião passou abraçada a outro rapazinho &#8211; do tipo que hoje seria classificado como <em>zé droguinha</em> &#8211; com ele me provocando de longe. Não lembro exatamente as palavras dele, mas falava alto e gesticulava, do outro lado da avenida, algo que poderia ser: &#8220;aqui ó, tua amada, com quem ela tá!&#8221;.</p>
<p>Em várias ocasiões, escrevia o nome dela junto do nome de outro menino dentro de corações no quadro da sala, para eu e todos verem.</p>
<p>Uma vez passou por mim e um amigo, conversando com outra amiga, falando palavras desdenhosas. Até hoje não tenho certeza se foram pra mim, mas meu amigo jurou que foram.</p>
<p>Certamente foram.</p>
<p>E por fim, na viagem de formatura da turma, acabou ficando com um &#8220;amigo&#8221; com quem eu sempre andava. Ali já faziam quase quatro anos do episódio da carta, mas não foi legal ver isso acontecer.</p>
<p>Depois o tempo passou, as coisas mudaram, minha vida seguiu.</p>
<h3>Trauma</h3>
<p>Impressionantemente, vez e outra lembro com profundo arrependimento do episódio da carta.</p>
<p>A reação inversa e desproporcional dela destruiu a autoconfiança que eu já não tinha àquela ocasião.</p>
<p>Sempre que eu lembro deste episódio, é com muito pesar e culpa de ter feito algo tão idiota e não-funcional.</p>
<p>Entretanto, de um ano pra cá, tive uma intuição diferente sobre esse acontecimento.</p>
<p>Sim, por ignorância e ingenuidade infantis justificáveis, eu errei. Errei feio. Jamais deveria ter entregue essa cartinha infeliz.</p>
<p>Mas um fato é notório: Ela reagiu de uma forma inesperada e desequilibrada.</p>
<p>Porque depois da carta entregue, ao ver a reação de desprezo da parte dela, eu nunca nem cheguei perto, não me dirigia a ela, evitava ficar perto, evitava até olhar.</p>
<p>Mas ela pegou ódio de mim e agiu de uma forma baixa e vil. Uma pessoa que decide humilhar outra, com motivo, já não é uma pessoa confiável, não é sensata, tem um caráter vingativo que merece cuidados.</p>
<p>Uma pessoa que escolhe humilhar outra SEM motivos, é uma pessoa perigosa, porque não está em seu juízo perfeito.</p>
<p>Sim, eu errei, mas para além do erro, tive o azar de me apaixonar por uma maluca, que reagiu com crueldade.</p>
<p>Ela também era uma criança de 12 anos, mas uma criança com reações claramente insanas.</p>
<p>Se agiu por ignorância, foi uma ignorância que hoje ganharia facilmente o adjetivo que os jovens adoram: tóxica.</p>
<h3>Moral da História</h3>
<p>E aqui chego a um ponto que já me perguntei muito, sempre que lembro deste assunto:</p>
<p><em>De onde foi que eu tirei, onde eu vi, quem me falou, que a melhor forma de entrar em contato com uma menina que eu via todos os dias era uma&#8230; CARTA?</em></p>
<p>Rapazes, jamais enviem cartas, ou mensagens digitais, ou flores, ou presentes, ou seja lá o que for, para quem você não conhece direito. E mesmo se conhecer direito, também não faça isso se não tiver certeza que a pessoa vai curtir. Senão ela vai sentir PENA de você&#8230;</p>
<p>&#8230;ou ódio.</p>
<p>Formas românticas de abordagem de mulheres são as piores formas. Elas vão jurar que não, mas são as piores formas.</p>
<p>O homem se coloca numa posição de sujeição ao juízo alheio, que é o inverso do que uma mulher usualmente espera de um homem.</p>
<p>É óbvio que atualmente não se usa mais o recurso das &#8220;cartas de amor&#8221;, embora volta e meia nos aparecem vídeos nas redes sociais de românticos passando vergonha, enviando flores, fazendo serenatas, pedindo em casamento e sendo rejeitados e outras cenas deploráveis do gênero.</p>
<p>Cartas de amor só seriam válidas se fossem com alguém já conhecido, onde haja certo envolvimento, uma óbvia distância, e que você tenha certeza que a outra pessoa <em>entra no clima</em>.</p>
<p>Agora, mandar carta ou qualquer tipo de mensagem impessoal sem conhecer a pessoa direito, como foi o meu caso, é a certeza do fracasso e da aniquilação da sua autoestima.</p>
<p>E de um arrependimento permanente.</p>
<p>***</p>
<p>Photo by <a href="https://unsplash.com/@jovanvasiljevic?utm_content=creditCopyText&amp;utm_medium=referral&amp;utm_source=unsplash">Jovan Vasiljević</a> on <a href="https://unsplash.com/photos/a-piece-of-paper-that-is-laying-on-the-ground-w91JpY9pGZo?utm_content=creditCopyText&amp;utm_medium=referral&amp;utm_source=unsplash">Unsplash</a></p>
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		<title>Sobre o aborto</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Ronaud Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 01 Jul 2018 17:02:15 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[Família]]></category>
		<category><![CDATA[Filhos]]></category>
		<category><![CDATA[Mulheres]]></category>
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					<description><![CDATA[Sendo uma questão distante do meu cotidiano, sempre fui indiferente a essa questão do aborto, inclinado a ser mais a favor do que contra a descriminalização. Até o dia em que vi na timeline do Facebook, um vídeo em que um médico segurava um feto recém abortado, na palma de sua mão revestida de luva [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Sendo uma questão distante do meu cotidiano, sempre fui indiferente a essa questão do aborto, inclinado a ser mais a favor do que contra a descriminalização.</p>
<p>Até o dia em que vi na <em>timeline</em> do Facebook, um vídeo em que um médico segurava um feto recém abortado, na palma de sua mão revestida de luva branca.</p>
<p>O feto, literalmente um &#8220;serumaninho&#8221;, ainda se mexia enquanto morria lentamente.</p>
<p>Um horror. Fiquei ruim o dia inteiro.</p>
<p>Ainda acho que as mulheres não podem ser penalizadas se praticarem o ato, pois a gravidez é uma circunstância emocional e íntima muito complicada, que altera o senso de razoabilidade das pessoas.</p>
<p>Mas a partir daquela cena passei a entender que o aborto não deve ser estimulado sob hipótese alguma, a não ser sob a gravidade das exceções previstas em lei: comprometimento da saúde da mulher, estupro e anencefalia do feto.</p>
<p>E que nós temos que parar de opinar, e principalmente de brigar, por questões que ainda não conhecemos devidamente.</p>
<p>Este vídeo trata desta questão, com um humor um pouco cínico:</p>
<p><iframe style="border: none; overflow: hidden;" src="https://www.facebook.com/plugins/video.php?href=https%3A%2F%2Fwww.facebook.com%2Fisaorobertobelarmino%2Fvideos%2F1709732649110964%2F&amp;show_text=0&amp;width=560" width="560" height="315" frameborder="0" scrolling="no" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
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		<title>Curiosidades sobre a Monarquia Brasileira</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Ronaud Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 20 Feb 2016 15:52:19 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[História]]></category>
		<category><![CDATA[Monarquia]]></category>
		<category><![CDATA[Mulheres]]></category>
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					<description><![CDATA[Algumas curiosidades sobre a monarquia brasileira, demonstrando que nem tudo era tão retrógrado quanto o senso comum costuma afirmar.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_20817" style="width: 186px" class="wp-caption alignright"><img decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-20817" class="wp-image-20817 size-medium" src="https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2016/02/imperador-dom-pedro-ii-176x300.jpg" alt="Dom Pedro II - Imperador" width="176" height="300" srcset="https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2016/02/imperador-dom-pedro-ii-176x300.jpg 176w, https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2016/02/imperador-dom-pedro-ii.jpg 429w" sizes="(max-width: 176px) 100vw, 176px" /><p id="caption-attachment-20817" class="wp-caption-text">Dom Pedro II &#8211; Imperador</p></div>
<p>Algumas curiosidades sobre a monarquia brasileira:</p>
<blockquote><p>(1880) O Brasil era a 4º Economia do Mundo e o 9º Maior Império da História.</p>
<p>(1860-1889) A Média do Crescimento Econômico era de 8,81% ao Ano.</p>
<p>(1880) Eram 14 Impostos, atualmente são 92.</p>
<p>(1850-1889) A Média da Inflação era de 1,08% ao Ano.</p>
<p>(1880) A Moeda Brasileira tinha o mesmo valor do Dólar e da Libra Esterlina.</p>
<p>(1880) O Brasil tinha a Segunda Maior e Melhor Marinha do Mundo. Perdendo apenas para Inglaterra.</p>
<p>(1860-1889) O Brasil foi o primeiro país da América Latina e o segundo no Mundo a ter ensino especial para deficientes auditivos e deficientes visuais.</p>
<p>(1880) O Brasil foi o maior construtor de estradas de Ferro do Mundo, com mais de 26 mil Km.</p>
<p>A imprensa era livre tanto para pregar o ideal republicano quanto para falar mal do nosso Imperador. &#8220;Diplomatas europeus e outros observadores estranhavam a liberdade dos jornais brasileiros&#8221; conta o historiador José Murilo de Carvalho. &#8220;Schreiner, ministro da Áustria, afirmou que o Imperador era atacado pessoalmente na imprensa de modo que &#8216;causaria ao autor de tais artigos, em toda a Europa, até mesmo na Inglaterra, onde se tolera uma dose bastante forte de liberdade, um processo de alta traição&#8217;.&#8221; Mesmo diante desses ataques, D. Pedro II se colocava contra a censura. &#8220;Imprensa se combate com imprensa&#8221;, dizia.</p>
<p>&#8220;Quanto às minhas opiniões políticas, tenho duas, uma impossível, outra realizada. A impossível é a república de Platão. A realizada é o sistema representativo [a Monarquia]. É sobretudo como brasileiro que me agrada esta última opinião, e eu peço aos deuses (também creio nos deuses) que afastem do Brasil o sistema republicano, porque esse dia seria o do nascimento da mais insolente aristocracia que o sol jamais alumiou&#8221; Machado de Assis &#8211; Escritor e fundador da Academia Brasileira de Letras</p>
<h4>Mais Curiosidades</h4>
<p>1. A média nacional do salário dos professores estaduais de Ensino Fundamental em (1880) era de R$ 8.958,00 em valores atualizados.</p>
<p>2. Entre 1850 e 1890, o Rio de Janeiro era conhecido na Europa como “A Cidade Dos Pianos” devido ao enorme número de pianos em quase todos ambientes comerciais e domésticos.</p>
<p>3. O bairro mais caro do Rio de Janeiro, o Leblon, era um quilombo que cultivava camélias, flor símbolo da abolição, sendo sustentado pela Princesa Isabel.</p>
<p>4. O Maestro e Compositor Carlos Gomes, de “O Guarani” foi sustentado por Pedro II até atingir grande sucesso mundial.</p>
<p>5. Pedro II tinha o projeto da construção de um trem que ligasse diretamente a cidade do Rio de Janeiro a cidade de Niterói. O projeto em tramito até hoje nunca saiu do papel.</p>
<p>6. Pedro II mandou acabar com a guarda chamada Dragões da Independência por achar desperdício de dinheiro público. Com a república a guarda voltou a existir.</p>
<p>7. Em 1887, Pedro II recebeu os diplomas honorários de Botânica e Astronomia pela Universidade de Cambridge.</p>
<p>8. Descontruindo boatos, D. Pedro II e o Barão/Visconde de Mauá eram amigos e planejaram juntos o futuro dos escravos pós-abolição. Infelizmente com o golpe militar de 1889 os planos foram interrompidos.</p>
<p>9. Oficialmente, a primeira grande favela na cidade do Rio de Janeiro, data de 1893, 4 anos e meio após a Proclamação da República e cancelamento de ajuda aos ex-cativos.</p>
<p>10. D. Pedro II tinha 1,91m de altura, quando a média dos homens brasileiros era de 1,69m e mulheres 1,61m.</p>
<p>11. Na época do golpe militar de 1889, D. Pedro II tinha 90% de aprovação da população em geral. Por isso o golpe não teve participação popular.</p>
<p>12. José do Patrocínio organizou uma guarda especialmente para a proteção da Princesa Isabel, chamada “A Guarda Negra”. Devido a abolição e até mesmo antes na Lei do Ventre Livre , a princesa recebia diariamente ameaças contra sua vida e de seus filhos. As ameaças eram financiadas pelos grandes cafeicultores escravocratas.</p>
<h4>Mais</h4>
<p>1. O Paço Leopoldina localizava-se onde atualmente é o Jardim Zoológico</p>
<p>2. O Terreno onde fica o Estádio do Maracanã pertencia ao Duque de Saxe, esposo da Princesa Leopoldina.</p>
<p>3. Santos Dumont almoçava 3 vezes por semana na casa da Princesa Isabel em Paris.</p>
<p>4. A ideia do Cristo na montanha do corcovado partiu da Princesa Isabel.</p>
<p>5. A família imperial não tinha escravos. Todos os negros eram alforriados e assalariados, em todos imóveis da família.</p>
<p>6. D. Pedro II tentou ao parlamento a abolição da escravatura desde 1848. Uma luta contra os poderosos fazendeiros por 40 anos.</p>
<p>7. D. Pedro II falava 23 idiomas, sendo que 17 era fluente.</p>
<p>8. A primeira tradução do clássico árabe “Mil e uma noites” foi feita por D. Pedro II, do árabe arcaico para o português do Brasil.</p>
<p>9. D. Pedro II doava 50% de sua dotação anual para instituições de caridade e incentivos para educação com ênfase nas ciências e artes.</p>
<p>10. D. Pedro Augusto Saxe-Coburgo era fã assumido de Chiquinha Gonzaga.<br />
11. Princesa Isabel recebia com bastante frequência amigos negros em seu palácio em Laranjeiras para saraus e pequenas festas. Um verdadeiro escândalo para época.</p>
<p>12. Na casa de veraneio em Petrópolis, Princesa Isabel ajudava a esconder escravos fugidos e arrecadava numerários para alforriá-los.</p>
<p>13. Os pequenos filhos da Princesa Isabel possuíam um jornalzinho que circulava em Petrópolis, um jornal totalmente abolicionista.</p>
<p>14. D. Pedro II recebeu 14 mil votos na Filadélfia para a eleição Presidencial, devido sua popularidade, na época os eleitores podiam votar em qualquer pessoa nas eleições.</p>
<p>15. Uma senhora milionária do sul, inconformada com a derrota na guerra civil americana, propôs a Pedro II anexar o sul dos Estados Unidos ao Brasil, ele respondeu literalmente com dois “Never!” bem enfáticos.</p>
<p>16. Pedro II fez um empréstimo pessoal há um banco europeu para comprar a fazenda que abrange hoje o Parque Nacional da Tijuca. Em uma época que ninguém pensava em ecologia ou desmatamento, Pedro II mandou reflorestar toda a grande fazenda de café com mata atlântica nativa.</p>
<p>17. A mídia ridicularizava a figura de Pedro II por usar roupas extremamente simples, e o descaso no cuidado e manutenção dos palácios da Quinta da Boa Vista e Petrópolis. Pedro II não admitia tirar dinheiro do governo para tais futilidades. Alvo de charges quase diárias nos jornais, mantinha a total liberdade de expressão e nenhuma censura.</p>
<p>18. Thomas Edison, Pasteur e Graham Bell fizeram teses em homenagem a Pedro II.</p>
<p>19. Pedro II acreditava em Allan Kardec e Dr. Freud, confiando o tratamento de seu neto Pedro Augusto. Os resultados foram excelentes deixando Pedro Augusto sem nenhum surto por anos.</p>
<p>20. D. Pedro II andava pelas ruas de Paris em seu exilio sempre com um saco de veludo ao bolso com um pouco de areia da praia de Copacabana. Foi enterrado com ele.</p></blockquote>
<p>Fontes: <a href="https://www.facebook.com/DPedroIIdoBrasil/photos/a.227814037349724.56300.227793607351767/737235433074246/" target="_blank" rel="nofollow noopener">1</a> e <a href="https://www.facebook.com/DPedroIIdoBrasil/photos/a.227814037349724.56300.227793607351767/670344306430026/" target="_blank" rel="nofollow noopener">2</a></p>
<p>Biblioteca Nacional, IMS, Coleção Teresa Cristina, Diário de Pedro II, Correspondências do acervo do Museu Imperial de Petrópolis, Biografias como As Barbas Do Imperador, Imperador Cidadão, Filho de uma Habsburgo, Chico Xavier e D. Pedro II, Cartas da Imperatriz, Teatro de Sombras, Construção da Ordem, D. Pedro II Ser ou Não Ser, Acervo Museu Histórico Nacional entre outros.</p>
<h3>Mais essa</h3>
<div id="attachment_20820" style="width: 490px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-20820" class="size-full wp-image-20820" src="https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2016/02/pro-monarquia.png" alt="Lide com isso" width="480" height="480" srcset="https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2016/02/pro-monarquia.png 480w, https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2016/02/pro-monarquia-150x150.png 150w, https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2016/02/pro-monarquia-300x300.png 300w" sizes="auto, (max-width: 480px) 100vw, 480px" /><p id="caption-attachment-20820" class="wp-caption-text">Lide com isso</p></div>
<h3>Monarquia e Mulheres</h3>
<p>A monarquia é considerada uma forma de governo retrógrada. Mas me surpreendi nos últimos tempos com alguns pensadores de direita (muito lúcidos economicamente) que se dizem monarquistas e favoráveis a um eventual retorno da monarquia ao Brasil.</p>
<p>Não sou favorável a um retorno assim, mas estava aqui pensando: Foi essa forma &#8220;retrógrada&#8221; de governo que permitiu que tantas e tantas mulheres liderassem suas nações em tempos onde elas tinham pouquíssimos direitos (ou nenhum), tais como as rainhas Elizabeth, Vitória e Elizabeth II na inglaterra, além de Catarina, A Grande, na Rússia, entre outras tantas mulheres menos conhecidas que marcaram seu nome na história ocidental nos séculos passados, como a Rainha Isabel de Castela, que financiou Cristóvão Colombo em suas primeiras viagens às Américas, fazendo da Espanha um dos países mais ricos daquelas épocas.</p>
<p>Nada mal se considerarmos que a tão aclamada democracia americana até hoje não elegeu nenhuma mulher para conduzir a nação em 240 anos de &#8220;democracia&#8221;.</p>
<p>Só para confirmar que nem tudo é o que parece.</p>
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		<title>Machismo ≠ Masculinidade</title>
		<link>https://www.ronaud.com/sociedade/machismo-%e2%89%a0-masculinidade/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Ronaud Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 07 Feb 2016 05:17:31 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[Homens]]></category>
		<category><![CDATA[Machismo]]></category>
		<category><![CDATA[Mulheres]]></category>
		<category><![CDATA[Preguiça]]></category>
		<category><![CDATA[Respeito]]></category>
		<category><![CDATA[Seja homem]]></category>
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					<description><![CDATA[Um comentário sobre como os valores masculinos têm sido abandonados por homens ao terem algumas de suas atitudes confundidas com machismo.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O <a href="https://www.ronaud.com/tag/feminismo/">feminismo</a> tem sido um movimento muito forte desde já algumas décadas.</p>
<p>E como todo movimento, depois que consegue o que quer, acaba descambando para os exageros. <a href="https://www.ronaud.com/sociedade/a-delicadeza-feminazi/">É o que faz algumas feministas verdadeiras misândricas</a>, isto é, pessoas que em vez de atacar atitudes machistas, acabam atacando &#8211; e odiando &#8211; os homens em si.</p>
<p>O feminismo, assim como o comunismo, seriam perfeitos num mundo perfeito. Neste mundo perfeito, só existiriam pessoas generosas, altruístas, cordiais, gentis e respeitosas umas com as outras.</p>
<p>Mas este mundo não existe. Aceitemos, pois.</p>
<p>Então, o que acontece? Devido à influência feminista, existe hoje toda uma geração de homens frouxos, bundas-mole, preguiçosos e covardes.</p>
<p><iframe loading="lazy" src="//www.youtube.com/embed/yrgNBrCMx6Y" width="640" height="360" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
<p>Quem está dizendo isso não sou eu, embora <a href="https://www.ronaud.com/arte-de-viver/a-maior-falha-que-um-homem-pode-cometer/">já observasse isso há tempos</a>. Quem afirma isso é a jornalista dinamarquesa Iben Thranholm, que explica no vídeo acima que a sociedade europeia carece de poder masculino para defender a própria cultura, e que por isso as mulheres estão ameaçadas pelo perigo do <em>islã</em>.</p>
<p>Como se sabe, a Europa tem sido invadida por refugiados islâmicos, para quem as mulheres são vistas como um ser inferior. Como era de se esperar, tem havido alguns ataques desses imigrantes à mulheres europeias.</p>
<p>E como os europeus reagem? Com uma manifestação onde usam&#8230; saias.</p>
<p><em>Sério mesmo que os jihadistas vão se conscientizar, dessa forma.</em></p>
<p>Dica: Não vão.</p>
<p>Os russos sabem que usar saia nunca será um meio efetivo de convencer islâmicos a respeitarem mulheres:</p>
<div class="post-header">
<blockquote>
<h4>Dezenas de refugiados são espancados ao tentar estuprar mulheres na Rússia</h4>
</blockquote>
</div>
<div class="post-entry">
<div class="post-entry-text">
<blockquote><p>Um grupo de 51 refugiados <a href="http://dailycaller.com/2016/02/04/refugees-go-clubbing-in-russia-harass-girls-wake-up-in-hospital-the-next-morning/" target="_blank" rel="noopener">foi surrado por uma multidão de nativos</a> em Murmansk, na Rússia, após tentarem estuprar mulheres dentro de um clube, nesse sábado. O resultado foi exatamente o esperado: vários refugiados islâmicos terminaram no hospital e 33 foram presos.</p>
<p>O detalhe irônico (se não fosse trágico) é que os refugiados em questão haviam sido banidos da Noruega por questões de comportamento. Tentaram a sorte na Rússia. Só que na terra da vodka há menos tolerância com a violência sexual praticada por refugiados islâmicos contra mulheres.</p>
<p>Fonte (o site foi removido)</p></blockquote>
<h3>Machismo não, masculinidade sempre</h3>
<p>O vídeo abaixo é bastante hilário, e antigo.</p>
<p>Para feministas, o verdadeiro horror, algo sexista.</p>
<p>Mas dada a atual realidade mundial, na qual estamos suscetíveis a conviver com um grupo étnico cujos valores são bastante retrógrados e violentos, quem sabe este vídeo seja uma boa sugestão de como homens devem se portar:</p>
</div>
</div>
<p><iframe loading="lazy" src="//www.youtube.com/embed/xGItoKaX0BM" width="480" height="360" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
<p>Basicamente&#8230; como Homens.</p>
<p>&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
					
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			</item>
		<item>
		<title>Fabíola e nossas pedradas digitais</title>
		<link>https://www.ronaud.com/sociedade/fabiola-e-nossas-pedradas-digitais/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Ronaud Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 19 Dec 2015 21:59:14 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[Feminismo]]></category>
		<category><![CDATA[Machismo]]></category>
		<category><![CDATA[Moral]]></category>
		<category><![CDATA[Moralismo]]></category>
		<category><![CDATA[Mulheres]]></category>
		<category><![CDATA[Relacionamentos]]></category>
		<category><![CDATA[Respeito]]></category>
		<category><![CDATA[Traição]]></category>
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					<description><![CDATA[Algumas opiniões e comentários particulares sobre o caso envolvendo Fabíola Barros e o profundo moralismo do qual ela tem sido vítima.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Você já deve estar por dentro do escândalo da vida privada da semana, claro:</p>
<p>&#8211; O ridículo (em muitos níveis) vídeo de um marido pegando a mulher num motel com outro, no flagrante.</p>
<p>Me recuso a <em>linkar</em> o vídeo aqui para não dar mais força pra algo que já é deplorável.</p>
<p>Mas um caso desse me gera tantas reflexões, que resolvi vir aqui e expô-las.</p>
<p><strong>1 &#8211; </strong>Casos assim se resolve com discrição. Roupa suja se lava em casa, certo? Há familiares e filhos envolvidos. Se ela não pensou neles quando traiu, o marido também não pensou ao pedir para um amigo filmar tudo e jogar na internet. Esse marido traído agiu da pior forma possível e <a href="https://www.ronaud.com/amor/mulheres-e-traicao/">a reação muito emocional e violenta dele mostra exatamente porque foi traído</a>. <a href="https://www.ronaud.com/autoestima/como-sair-da-friendzone/">Mulheres gostam de homens <em>fortes</em> e centrados, não de <em>crianções</em> instáveis</a>.</p>
<p><strong>2 &#8211;</strong> Aliás, já devo dizer que o &#8220;amigo&#8221; que filmou tudo e jogou na internet é um canalha, desgraçado e moralista e que sinto repugnância por tudo que ele fez, disse e representa, e sinto desgosto por um ser assim existir.</p>
<p>Seguimos&#8230;</p>
<p><strong>3 &#8211;</strong> Um tal de Ribs fez uma tirinha perfeita para o momento, representando visualmente uma passagem do Evangelho sobre a mesmíssima situação, a qual muita gente lembrou diante do caso, e que eu, lembrei muito especialmente. É esta:</p>
<div id="attachment_20152" style="width: 680px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-20152" class="wp-image-20152" src="https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2015/12/jesus-e-fabiola.jpg" alt="Dias muito loucos os nossos" width="670" height="503" srcset="https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2015/12/jesus-e-fabiola.jpg 960w, https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2015/12/jesus-e-fabiola-300x225.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 670px) 100vw, 670px" /><p id="caption-attachment-20152" class="wp-caption-text">Dias muito loucos os nossos</p></div>
<p><a href="https://www.facebook.com/matheusribsoficial/photos/a.234425240049820.1073741827.234420740050270/544340515724956/?type=3&amp;fref=nf" rel="nofollow">Fonte</a></p>
<p>A ilustração se refere a esta conhecida passagem bíblica:</p>
<blockquote><p>3 &#8211; Os mestres da lei e os fariseus trouxeram-lhe uma mulher surpreendida em adultério. Fizeram-na ficar em pé diante de todos<br />
4 &#8211; e disseram a Jesus: &#8220;Mestre, esta mulher foi surpreendida em ato de adultério.<br />
5 &#8211; Na Lei, Moisés nos ordena apedrejar tais mulheres. E o senhor, que diz? &#8221;<br />
6 &#8211; Eles estavam usando essa pergunta como armadilha, a fim de terem uma base para acusá-lo. Mas Jesus inclinou-se e começou a escrever no chão com o dedo.<br />
7 &#8211; Visto que continuavam a interrogá-lo, ele se levantou e lhes disse: &#8220;Se algum de vocês estiver sem pecado, seja o primeiro a atirar pedra nela&#8221;.<br />
8 &#8211; Inclinou-se novamente e continuou escrevendo no chão.</p></blockquote>
<p><strong>4 &#8211;</strong> As pessoas estão tão dispostas a atirar pedras nos outros, condenando os erros alheios, que não refletem sobre a situação. Observe o comentário de uma tal Gabriela que deve aparecer para você em destaque <a href="https://www.facebook.com/quebrandootabu/posts/1010013795721674?comment_id=1010017605721293&amp;comment_tracking=%7B%22tn%22%3A%22R9%22%7D" target="_blank" rel="nofollow noopener noreferrer">neste post</a> da página <em>Quebrando o Tabu</em> (Atualização: Ela excluiu o próprio comentário). Na visão (curta) dela, quem fica condoído pela Fabíola, estaria <strong><em>defendendo</em> </strong>o ato dela. Ali mesmo eu respondi:</p>
<blockquote><p>Defender? Quem é que está defendendo? A fala de Jesus é sobre não julgar, não condenar, olhar para os próprios erros. Ele não defendeu os atos dela. Se me lembro bem ele até disse: Vá e não peque mais.</p></blockquote>
<p><strong>5 &#8211;</strong> A traição é um ato reprovável, eu sei. Mas assim como o aborto ou o uso de drogas, é reprovável mas acontece aos montes, por gente que <em>a gente</em> nem sonha. Então, né, que sejamos um pouquinho menos provincianos, menos escandalizados e mais pragmáticos.</p>
<p><strong>6 &#8211;</strong> <em>Eu devo ter sido queimado vivo ou condenado à morte numa vida passada</em> por questões de moral, porque se é algo que me deixa furioso nessa vida é esse tal de moralismo. O ser moralista é um ser desprezível, que mal dá conta da própria vida, mas sabe exatamente como a vida alheia deveria ser; que condena veementemente aquilo que ele mesmo faz escondido, o hipócrita; ou que condena aquilo que gostaria de fazer e não tem coragem, o <a href="https://www.ronaud.com/arte-de-viver/ressentimento-ou-eu-e-que-sei-como-as-coisas-deviam-ser/">recalcado</a>.</p>
<p>EU. ODEIO. MORALISMO.</p>
<p><strong>7 &#8211;</strong> Como se vê &#8211; e já se sabia &#8211; as mulheres são as que mais sofrem com o julgamento moral. Aqui entramos para a questão do machismo. Eu tenho muita reserva em relação ao <a href="https://www.ronaud.com/sociedade/a-delicadeza-feminazi/">movimento feminista</a>, mas nessas horas nós vemos o quanto ele é necessário.</p>
<p>As mulheres não são respeitadas devidamente, na sociedade. Vou compartilhar minha postura em relação a isso, que me é natural desde sempre, e que ilustra bem os primeiros passos para nos postarmos diante de uma mulher considerando sua dignidade, ainda que tenha cometido erros bastante condenáveis:</p>
<p>Como qualquer um, já tive minhas muitas indisposições com mulheres na vida, inclusive com mulheres que trabalham na noite (devido ao aluguel de uma sala comercial de minha propriedade), e indisposições bem sérias. Mesmo assim, eu NUNCA me referi, e sequer pensei nelas usando algum adjetivo o qual eu não pudesse usar caso fossem homens, no caso: <em>puta</em>, <em>vagabunda</em>, <em>vadia</em>. Eu simplesmente não consigo pensar em qualquer mulher nesses termos.</p>
<p>No caso da Fabíola, voltando à metáfora de Jesus, toda vez que você a chama de <em>puta</em>, <em>vagabunda</em> ou <em>vadia</em>, está atirando uma pedra nela.</p>
<p><strong>8 &#8211;</strong> Ainda sobre o item 7, vale <a href="https://www.ronaud.com/sociedade/o-origem-do-machismo/">relembrar</a>.</p>
<p>Hugh Hefner, um dos homens que mais <em>entende de mulher</em> nesse mundo, ensina como lidar com mulheres:</p>
<div id="attachment_12781" style="width: 410px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2012/12/conselho-de-hugh-hefner.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-12781" class="size-full wp-image-12781" src="https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2012/12/conselho-de-hugh-hefner.jpg" alt="O idiota pergunta ao fundador da Playboy: &quot;Como você tem tantas vadias?&quot;. E Hugh responde: &quot;Tenho muitas namoradas porque não as chamo de vadias. Um pouco de respeito pode te levar longe&quot;." width="400" height="342" srcset="https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2012/12/conselho-de-hugh-hefner.jpg 400w, https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2012/12/conselho-de-hugh-hefner-300x256.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 400px) 100vw, 400px" /></a><p id="caption-attachment-12781" class="wp-caption-text">Aprendam</p></div>
<p>O idiota pergunta a ninguém menos que o fundador da Playboy:</p>
<blockquote><p>&#8220;Como você consegue tantas vadias, Hugh?&#8221;</p></blockquote>
<p>E Hugh responde:</p>
<blockquote><p>&#8220;Tenho muitas namoradas porque não as chamo de vadias, Jroe. Um pouco de respeito pode te levar longe&#8221;.</p></blockquote>
<p>***</p>
<p>Certo?</p>
<p>Certo.</p>
<p>Então <em>tá</em> certo!</p>
<div id="attachment_20165" style="width: 310px" class="wp-caption alignright"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-20165" class="wp-image-20165" src="https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2015/12/juiz-de-facebook.jpg" alt="Culpado, culpado, culpado" width="300" height="300" srcset="https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2015/12/juiz-de-facebook.jpg 700w, https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2015/12/juiz-de-facebook-150x150.jpg 150w, https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2015/12/juiz-de-facebook-300x300.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px" /><p id="caption-attachment-20165" class="wp-caption-text">Culpado, culpado, culpado</p></div>
<p><strong>9 &#8211;</strong> Hoje as <em>pedradas moralistas</em> são digitais, e promovem um linchamento moral da mulher. É como uma meia morte. Eu não sei o que será da vida dela daqui pra frente, nem as das muitas mulheres cujos vídeos íntimos foram parar na rede, mas sei que há 100 anos, elas seriam expulsas de casa ou assassinadas. Há 600 anos, elas seriam queimadas vidas ou decapitadas (<a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Ana_Bolena">Ana Bolena</a> manda lembranças). E há 2000 anos, as mulheres eram de fato linchadas sob apedrejamento.</p>
<h3>Moral sim, moralismo não</h3>
<p>O moralismo é um assassino virtual, ele não existe, mas age através do comportamento de manada que domina as multidões. Já matou muito, hoje assassina a dignidade das pessoas que já estão caídas no chão, tropeçadas em suas próprias fraquezas. Não sejamos nós os acusadores de quem já terá a vergonha de ter errado como companheira pelo resto da vida.</p>
<p>Devido a esse ódio que sinto do moralismo social com o qual convivemos diariamente, já fui muito contra a própria moral, em si. Hoje compreendo diferente. <a href="https://www.ronaud.com/arte-de-viver/moral-e-bons-costumes/">A moral é necessária</a> num mundo onde a depravação e a bizarrice pode facilmente tomar conta do comportamento das massas. Mas <a href="https://www.ronaud.com/espiritualidade/universo-moral/">é necessária como balizadora</a>, não como uma condenadora.</p>
<p><a href="https://www.ronaud.com/espiritualidade/fazer-o-que-e-certo/">Quanto mais moral o sujeito</a>, mais ele vai compreender, tolerar, acolher, orientar e reconduzir o individuo imoral à convivência social. Quanto menos moral, mais ele vai apontar o dedo, acusar e condenar. E contra isso, mesmo sendo alguém de pouco poder, e de pouca oratória, eu jamais deixarei de me opor.</p>
<p>Que possamos viver, e deixar viver.</p>
<h3>Outros textos sobre o assunto</h3>
<p><a href="http://www.revistaforum.com.br/osentendidos/2015/12/18/carta-fabiola/" target="_blank" rel="nofollow noopener noreferrer">Carta à Fabíola &#8211; Revista Forum</a></p>
]]></content:encoded>
					
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			</item>
		<item>
		<title>Como tirar a minha roupa</title>
		<link>https://www.ronaud.com/amor/como-tirar-a-minha-roupa/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Ronaud Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 12 Oct 2015 21:01:53 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Amor]]></category>
		<category><![CDATA[Mulheres]]></category>
		<category><![CDATA[Seja homem]]></category>
		<category><![CDATA[Sensibilidade]]></category>
		<category><![CDATA[Sexo]]></category>
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					<description><![CDATA[Texto ótimo de Carolina Dini publicado no PdH e que trata da questão fundamental: Como tirar a sua roupa?]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O texto abaixo é de Carolina Dini, e foi publicado originalmente <a href="http://www.papodehomem.com.br/como-tirar-a-minha-roupa/">aqui</a>.</p>
<p>***</p>
<p>No caso, a parte prática. A teórica eu deixo – e acredito – na sua capacidade labial.</p>
<p>O velho dilema da roupa íntima. Para muitos, debatido em excesso. “Calcinha bege não pode, cueca furada é feio e tanguinha nem pensar”, é o que aponta o primeiro parágrafo da cartilha pelada. É isso. Porém, um pouco mais complexo. Ou completo. É preciso, além de escolher, saber tirar. E <em>como</em> tirar.</p>
<p>Escolher a lingerie, segundo a percepção feminina, é missão muito diferente. Chega a ser um ritual. Uma delícia de ritual, diga-se de passagem. Que aguardamos, esperamos, desejamos e planejamos dias para contemplar cada segundo de propósitos e combinações.</p>
<p>E é exatamente por isso que torna-se altamente broxante quando, na hora do sexo premeditado (somos dessas), vocês simplesmente arrancam a calcinha escolhida a dedo de uma só vez. Sem pestanejar. Como se fosse um morto de fome rumo ao prato de comida. Ok, às vezes você é. Mas é que, no mínimo, deve-se começar pelas beiradas.</p>
<p>Portanto: compreenda.</p>
<p>Ela não escolheu nada por acaso.</p>
<p>Se tudo for planejado, ela vai gastar meticulosos minutos procurando a lingerie certa. <em>A lingerie</em>. Já quando o encontro prometer mais (defina mais de acordo com: muita sacanagem), possivelmente vai fazer questão de sair para comprar uma nova. Uma que combine com o formato do corpo. Que valorize as curvas. Que empine a bunda. Que a deixe linda.</p>
<p>Ela vai eleger a peça a ser usada de acordo com a roupa escolhida, conforme a ocasião, se casual ou não, de acordo com o tempo, e, principalmente, segundo o estado de espírito. Ela vai se olhar no espelho duas vezes pra ver se caiu bem. Sim, mulheres são criaturas meticulosas &#8211; e fantásticas.</p>
<p>Portanto, quando sua intuição disser que vai rolar alguma coisa, diga à mulher onde pretende levá-la, fazendo com que a imaginação dela na hora de escolher a peça certa possa fluir.</p>
<p>Por que disse isso?</p>
<p>Pra você ver como é complicado.</p>
<p>Valorize.</p>
<p>Entenda o que a roupa dela quer dizer.</p>
<p>Isso é importante.</p>
<p>Isso é foda.</p>
<p>Pois, se o corpo fala, a roupa grita. O visual diz mais do que os próprios movimentos. Atente-se.</p>
<p>Vestido leve, por exemplo. A opção mais plausível é uma calcinha sem costura, que não deixa marcas sob a roupa. Oportunidade para um elogio pontual: o contorno dos quadris fica ainda mais evidente. A calcinha chega a ser quase uma extensão da pele tão macia e desejada.</p>
<p>Se porventura ela eleger um sutiã tomara-que-caia, que é erroneamente muito pouco valorizado como um item sensual, não vá arrancando por baixo ou por cima, espremendo desajeitadamente os seios dela. Afaste os cabelos da moça, puxe o sutiã primeiro para cima, segurando com firmeza os peitos dela, depois tire do mesmo modo que foi colocado, desabotoando as travas na parte das costas e descendo lentamente as alças, como quem desembrulha cuidadosamente um bombom derretido por conta do calor. (De nada.)</p>
<p>Ainda sobre o sutiã. Observe se não é daqueles que se abotoam na parte da frente antes de tentar tirá-lo numa tentativa atrapalhada, deixando assim de torcer os braços da moça.</p>
<blockquote><p>&#8220;Sejamos pornográficos. docemente pornográficos&#8221; Drummond</p></blockquote>
<p>Se já namorarem há algum tempo, pergunte por onde anda aquela calcinha preta com detalhes vermelhos. Ela vai se sentir a criatura mais desejada e gostosa do planeta, vai ter a certeza do seu carinho e atenção. E atine quem ganha com isso?</p>
<p>Dê atenção as curvas do corpo, demonstre total interesse na sua preocupação em se sentir gostosa.</p>
<p>Aprecie a renda desenhada da calcinha branca. Elogie, comente, sinta o tecido, fale sobre o lacinho rosa e a transparência que deixa a peça tão delicada.</p>
<p>Num dia qualquer – não antes de verificar o tamanho do manequim – dê um conjunto sugestivo de presente e peça para que ela desfile pela sala. E aja como o verdadeiro presenteado. Diga o quão gostosa é ela, diga que a visão dela naquele conjunto nunca mais vai sair da sua cabeça.</p>
<p>A cinta-liga e o espartilho geralmente andam acompanhados. Uma mulher jamais usará uma cinta-liga despretensiosamente. Ao invés de enxergar esse artefato como uma mera firula de mulherzinha, como muitos homens acreditam ser, pense nela como um prolongamento do prazer ou verdadeira preliminar.</p>
<p>Estime a escolha. Além de todo o trabalho que ela teve, um conjunto desses não é algo barato.</p>
<p>Por falar em barato, saiba que, acaso sua companheira esteja usando umas das peças citadas, não foi um xaveco barato, muita vodka ou carência que fez você levá-la pra cama. Ela já estava preparada. Por tudo isso, faça como quem degusta lentamente o último pedaço daquele doce que te dá tanto prazer e prolongue-o, aproveite-o ao máximo.</p>
<p>Não apresse as coisas. Mas não tenha pudores.</p>
<p>É claro que, na ocasião daquela rapidinha e no auge da excitação não dá pra prestar atenção em cada detalhe do que ela está vestindo. Inelutável também que a atitude dela conta muito mais que a lingerie em si.</p>
<p>Um homem que observa e comenta sobre a roupa íntima da companheira faz massagem no ego dela sem saber.</p>
<p>Excite-a da maneira mais sincera e fatal: provocando-a. São com esses elogios que você começará a tirar a roupa da sua mulher – ou melhor: fará com que a própria tenha vontade de tirar.</p>
<p>Bem melhor.</p>
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		<title>Folhetim &#8211; Chico Buarque</title>
		<link>https://www.ronaud.com/amor/folhetim-chico-buarque/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Ronaud Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 06 May 2015 03:29:29 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Amor]]></category>
		<category><![CDATA[Mulheres]]></category>
		<category><![CDATA[Poesias]]></category>
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					<description><![CDATA[Poesia Folhetim, de Chico Buarque, com um tema, enredo e jogo de rimas admirável.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Se acaso me quiseres<br />
Sou dessas mulheres<br />
Que só dizem sim.</p>
<p>Por uma coisa a toa<br />
Uma noitada boa<br />
Um cinema, um botequim.</p>
<p>E se tiveres renda<br />
Aceito uma prenda<br />
Qualquer coisa assim.</p>
<p>Como uma pedra falsa<br />
Um sonho de valsa<br />
Ou um corte de cetim.</p>
<p>E eu te farei as vontades<br />
Te direi meias verdades<br />
Sempre à meia-luz.</p>
<p>E te farei, vaidoso, supor<br />
Que és o maior<br />
E que me possuis.</p>
<p>Mas, na manhã seguinte<br />
não conte até vinte<br />
Te afasta de mim.</p>
<p>Pois já não vales nada<br />
És página virada, descartada<br />
Do meu folhetim.</p>
<p><strong>Chico Buarque </strong></p>
]]></content:encoded>
					
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			</item>
		<item>
		<title>Mulheres, aprendam</title>
		<link>https://www.ronaud.com/amor/mulheres-aprendam/</link>
					<comments>https://www.ronaud.com/amor/mulheres-aprendam/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Ronaud Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 06 Apr 2015 15:02:35 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Amor]]></category>
		<category><![CDATA[Humor]]></category>
		<category><![CDATA[Mulheres]]></category>
		<category><![CDATA[Sedução]]></category>
		<category><![CDATA[Sensualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Sexo]]></category>
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					<description><![CDATA[Orientação bem ilustrada a respeito da melhor postura feminina em algumas posições sexuais.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_17532" style="width: 680px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-17532" class="wp-image-17532 size-full" src="https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2015/04/posicao-correta.png" alt="Porque tudo é uma questão de postura" width="670" srcset="https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2015/04/posicao-correta.png 675w, https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2015/04/posicao-correta-300x172.png 300w" sizes="(max-width: 675px) 100vw, 675px" /><p id="caption-attachment-17532" class="wp-caption-text">Porque tudo é uma questão de postura</p></div>
<p>Essa imagem surgiu na <em>timeline</em> do meu perfil no <a href="http://ronaud.tumblr.com/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">tumblr</a>.</p>
<p>Achei fantástica e muito instrutiva.</p>
<p>Fiquei em dúvida se publicava aqui ou não.</p>
<p>[&#8230;]</p>
<p>Eis que está agora publicada.</p>
<p>Quanto ao conteúdo, a imagem fala por si mesma e dispensa explicações.</p>
<p>Né?</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&#8230;de nada!</p>
]]></content:encoded>
					
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		<title>Ser trocado por outra pessoa</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Ronaud Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 03 Jan 2015 13:09:21 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Autoestima]]></category>
		<category><![CDATA[Abertura]]></category>
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					<description><![CDATA[Geralmente, o maior medo de quem está vivendo uma relação amorosa é o de ser trocado por outra pessoa. Mas será que esse medo é infundado ou possui grande base na realidade inconstante dos relacionamentos?]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Abaixo, texto de Regina Navarro, sobre esse caso comum em relacionamentos:</p>
<blockquote>
<h3>Quando se é trocado por outro</h3>
<p>Geralmente, o maior medo de quem está vivendo uma relação amorosa é esse mesmo. Por isso é que há tanto controle do parceiro, e o ciúme passa a fazer parte do dia-a-dia do casal. Mas se a troca realmente acontece, o sofrimento é intenso e é difícil elaborar essa perda. A falta da pessoa amada provoca uma sensação de vazio e desamparo. Fomos ensinados a acreditar que apenas o parceiro amoroso é capaz de nos garantir não estar só, de ser amado e de ser uma pessoa importante, aumentando nossa autoestima.</p>
<p>Quando o parceiro prefere outra pessoa para viver ao seu lado, quem é excluído se sente profundamente desvalorizado, com a autoestima bastante comprometida. Acredita que falhou em alguma coisa e que sua falta de atrativos foi a grande responsável. Imagina que a pessoa escolhida é muito mais interessante, mais bonita, mais inteligente e melhor na cama.</p>
<p>É comum numa situação de rejeição serem reeditadas inconscientemente todas as rejeições sofridas desde a infância, exacerbando a dor do momento. Sem que se perceba, se chora naquela perda todas as outras anteriores. Entretanto, se a pessoa não depende tanto de apreciações externas para alimentar sua autoestima, pode ficar triste, sofrer pela perda, mas sabe que vai continuar vivendo e experimentar novas relações amorosas.</p>
<p>Os homens suportam menos do que as mulheres a dor de se saber trocado por outro. Além de tudo o que a mulher sofre, ele ainda tem que tolerar a censura social por não ter correspondido ao ideal masculino da nossa cultura de força, sucesso e poder. Não ter conseguido segurar a própria mulher, se reveste da dramática ideia de que não foi “macho” o suficiente, principalmente na cama. Muitos homens, desesperados, partem para agressões físicas ou entram em depressão.</p>
<p>Contudo, ser trocado por outro não significa que se é inferior. Em muitos casos, a troca ocorre porque a pessoa objeto da nova paixão possui algum aspecto que satisfaz inconscientemente uma exigência momentânea do outro, sem haver uma vinculação necessária com o parceiro rejeitado.</p>
<p><a href="http://reginanavarro.blogosfera.uol.com.br/2013/03/09/quando-se-e-trocado-por-outro/" target="_blank" rel="noopener">Fonte</a></p></blockquote>
<p>Aqui a autora discorre com precisão sobre como nos sentimos vivendo esta situação nefasta. Mas discordo dela em dois pontos:</p>
<h3>O motivo do sofrimento</h3>
<p>Primeiramente, ela afirma que &#8220;somos ensinados&#8221; a acreditar que apenas <em>certa pessoa</em> pode nos &#8220;completar&#8221;. Ora, ela fala como se qualquer outra pessoa pudesse nos satisfazer completamente: <em>não deu com esse(a), vai com aquele(a)</em>; como se fosse fácil ir ali na esquina e encontrar outra pessoa semelhante àquela que foi embora; como se não ficássemos cada vez mais exigentes com o passar do tempo; e como se até os defeitos do ser amado que partiu não nos fossem motivo de prazer e até diversão. <a title="Por que amamos quem amamos?" href="https://www.ronaud.com/amor/por-que-voce-ama-quem-voce-ama/">Acho que Martha Medeiros entende melhor dessas coisas.</a></p>
<p>As pessoas são únicas. <strong>Pessoas especiais são mais raras ainda, e perdê-las é realmente uma tragédia</strong>.</p>
<p>Por isso histórias de amor, que são basicamente histórias sobre o encontro, a conquista e a perda daquela pessoa única, nunca saem de moda.</p>
<p>Essa visão de que as pessoas são padronizadas, consumíveis, descartáveis e facilmente substituíveis é completamente insensível, equivocada e não funciona. Ou até tem seu fundo de realidade, pois é o que uma maioria vive, mas assim vivem sem conhecerem mais do que <em>um décimo</em> do que um sentimento intenso de amor e realização é capaz de nos proporcionar &#8211; quem sabe <a href="https://www.ronaud.com/amor/o-pior-que-me-aconteceu/">seja melhor não conhecê-lo</a>, mesmo.</p>
<p>A mensagem que a vida costuma nos passar é clara: Se você teve a graça de ser escolhido(a) e se manter como o preferido(a) de alguém que você considera muito especial, <a href="https://www.ronaud.com/amor/toda-fogueira-precisa-de-lenha/">faça de tudo ao seu alcance para manter acesa essa chama</a>.</p>
<p><a href="https://www.ronaud.com/mudancas/qual-e-o-seu-tesouro/">Não espere perder, para valorizar seu tesouro</a>.</p>
<p>Veja também: <a href="https://www.ronaud.com/tag/seja-homem/">Textos sobre boa vontade nos relacionamentos</a>.</p>
<h3>A reação à perda</h3>
<p>Segundo: Regina Navarro afirma que ser trocado não significa inferioridade. Este dizer nada mais é que um consolo para os rejeitados. Aqui ela faz seu papel de terapeuta e diz o que os egos feridos precisam (ou querem) ouvir. Ora, pode não significar inferioridade, mas significa certamente insuficiência ou inadequação para a expectativa de quem partiu. Se estivesse bom, a pessoa que partiu ficava. Se ela se agradou ao passar por outras paragens, é porque encontrou <em>algo mais</em>, quem sabe, muito provavelmente, melhor.</p>
<p>É a realidade. A vida é uma competição e estamos bastante sujeitos a perdermos, pelo mesmo motivo que atletas perdem: por insuficiência de talento ou de esforço e ainda, por descuido.</p>
<p>Talvez a única ponderação válida que amenize o aspecto da inferioridade, recaia no fato de talvez a pessoa que partiu, tenha até então <em>PARECIDO</em> alguém de valor, mas tenha só <em>parecido</em> mesmo, porque era <em>um caco</em> que não valia nada. Nesse caso errou a pessoa rejeitada que criou expectativas demais sobre quem não fazia jus a elas. Neste caso, quem partiu nunca foi, o que aquele que ficou pensava.</p>
<p>Isso não significa evidentemente que devemos nos anular caso tenhamos a desgraça de viver uma situação dessas, embora desanimar da vida seja a primeira reação .</p>
<blockquote><p>Se não for como eu quero, então não brinco mais. (Seu ego de criança)</p></blockquote>
<div id="attachment_16982" style="width: 235px" class="wp-caption alignright"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-16982" class="size-full wp-image-16982" src="https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2015/01/so-lamento.jpg" alt="Sorry" width="225" height="225" srcset="https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2015/01/so-lamento.jpg 225w, https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2015/01/so-lamento-150x150.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 225px) 100vw, 225px" /><p id="caption-attachment-16982" class="wp-caption-text">Sorry</p></div>
<p>A reação está na força para enfrentar os próprios dramas, e aceitá-los como o ponto <em>até onde</em> pudemos ir. Eram sonhos únicos que só seriam vividos naquele tempo, naquele lugar, com aquela pessoa (que talvez existisse mais em nossa imaginação do que na realidade), mas nunca passariam de sonhos.</p>
<p>Sonhos estes que <em>NUNCA</em> vão se realizar. Ponto final.</p>
<p>Só lamento.</p>
<p>Tocar a vida em frente não significa fingir que não se sonhou, ou desqualificar os sonhos, como alude a autora aqui citada. Significa aceitar que não vão se realizar, e admitir uma vida incompleta daqui pra frente, aceitando que não somos mesmo <em>aquilo tudo</em>. Que talvez não mereçamos o melhor, porque ainda não estamos preparados para ele.</p>
<p>É dolorido admitir-se menos do que se imaginava, mas é o primeiro passo para o crescimento. Ficar se enganando é que não vai ajudar em nada.</p>
<p>As perdas, sempre impiedosas, nos mostram nosso verdadeiro tamanho, e nos colocam em nosso devido lugar.</p>
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		<title>Uma crítica ao feminismo</title>
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		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 24 May 2014 22:52:59 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[Feminilidade]]></category>
		<category><![CDATA[Feminismo]]></category>
		<category><![CDATA[Mulheres]]></category>
		<category><![CDATA[Responsabilidade]]></category>
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					<description><![CDATA[O feminismo é um fenômeno social interessante. Todo homem pode aprender muito com feministas. Mas como em todo movimento, sempre há os mais flexíveis e ponderados, e os mais ortodoxos. E as feministas ortodoxas realmente exageram. Elas jamais vão admitir, mas exageram porque não estão defendendo as mulheres, estão sim, contra os homens. Há vitimismo, [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O feminismo é um fenômeno social interessante. Todo homem pode aprender muito com feministas. Mas como em todo movimento, sempre há os mais flexíveis e ponderados, e os mais ortodoxos. E as feministas ortodoxas realmente exageram. Elas jamais vão admitir, mas exageram porque não estão defendendo as mulheres, estão sim, contra os homens. Há vitimismo, ódio, rancor e ressentimento em seu discurso. E acho que é nisso que falham, e por isso o movimento feminista não avança, e perde força, inclusive entre as próprias mulheres, que seriam as mais interessadas na coisa toda: Por que elas, as mulheres, AMAM os homens, apesar de todos os seus problemas e defeitos.</p>
<p>Este <a href="https://www.facebook.com/rodrigo.simonsen/posts/10152048343386848" target="_blank" rel="nofollow">texto de Rodrigo Simonsen</a> expõe melhor a situação, os grifos são meus:</p>
<p>***</p>
<blockquote><p>Se há algo que enche meu peito de felicidade, é saber que o Dia Internacional das Mulheres não dura mais que um dia. É tanta saliva a escorrer pelos queixos, são tantos joelhos rotos, são tantas manifestações cínicas de admiração irrestrita, que eu, deste lado da peleja, abocanho um pedaço de pernil e custo a entender por que meus parceiros de cromossomo Y agem como agem. Incluam-me fora, rapazes. O verdadeiro homem sabe que nenhuma mulher merece veneração gratuita, de antemão, sem nada provar.</p>
<p>E quem surgiu com esta ideia de toda mulher é digna de reverência, independentemente de suas maneiras, atitudes, atos e omissões? Bingo! As feministas. Bom trabalho, meninas. Vocês estão vencendo o jogo. Infelizmente, o mesmo não se pode dizer das demais mulheres.</p>
<p>Antes de alisar o buço, digam cá: como conseguiram convencê-las de que eram suas aliadas e defensoras dos seus direitos? Tacada de mestre. Ser contrário ao movimento feminista virou ser contrário às mulheres em si e ao progresso da História. Mas após décadas de lingerie em brasa, não parece difícil perceber que, a bem da verdade, ninguém agiu em nome da liberdade ou da igualdade coisíssima alguma. As forças ocultas, às vezes bastante escancaradas, que motivaram cada um de seus passos continham <strong>um profundo ódio ao sexo masculino</strong> – lembram-se de Valerie Solanas e seu mimoso manifesto que pregava a destruição de todos os homens? –, um profundo ódio às religiões tradicionais e uma profunda defesa de um grupo muito, muito específico de mulheres, bastante distante das nossas mães, tias, avós ou primas.</p>
<p>Constantemente ofendidas. Constantemente ofensivas.</p>
<p>Mulheres são de Vênus; homens são do inferno.</p>
<p>Se os gêneros são essencialmente diferentes, é natural que gravitem em torno de interesses diferentes, não? Mas elas quiseram tudo. Era hora de fazer o que um homem faz, só que melhor. E o que restou <em>pour les femmes</em>? O pior dos dois mundos. O feminismo não aliviou nenhuma das obrigações tradicionais das mulheres – exceto qualquer uma que envolvesse decência, resguardo ou comedimento – e tratou de adicionar uma série de outras obrigações que costumavam repousar tranquilas no colo masculino. Agora todos podemos ter chefes insuportáveis. Baita avanço.</p>
<p>Não admira a popularidade inicial do movimento, contudo. Falar em liberdade soa como falar contra a repressão. Soa bonitinho. Ninguém gosta de repressão, em tese. No final das contas, vimos mesmo uma bela liberdade, sim, de regras, responsabilidades, compromissos, tradições, valores morais, convenções e de qualquer elemento que pudesse incomodar seus ânimos. <strong>E dos maridos, claro, estes malvados dominadores</strong>. E dos filhos, claro, que atrapalham meus planos e são um peso no orçamento.</p>
<p>Sem melindres, invadiram nossos bares, nossos jogos esportivos e até nossos guarda-roupas, eliminando qualquer tentativa de vínculo fraternal entre os membros do nosso sexo. Em nome de uma suposta independência (“Uma mulher sem um homem é como um peixe sem uma bicicleta”, não é?), fomos tachados de inúteis, preguiçosos, naturalmente violentos – e isto os melhores de nós! Os demais ainda eram molestadores, crápulas, e não faltaram acusações, a maioria absolutamente falsa, de assédio sexual ou estupro. Como se não bastasse, promoveram um sistema judicial e cultural que não dá incentivo algum para que o homem se case, tenha filhos e possa, enfim, amadurecer e crescer. É mais fácil pedir um divórcio do que comprar um apartamento. Pais contra filhos, filhos contra pais, maridos contra esposas, esposas contra maridos; temos nitroglicerina, sim, senhoritas.</p>
<p>E não podemos nos esquecer da cereja do bolo: aborto legal, “seguro” e nada raro, garantido por lei e estimulado por muitos Estados, salvo seja. Foi-se gradativamente <em>coisificando</em> o feto e paulatinamente transformando mulheres normais em assassinas seriais. Que agora se fale em “aborto pós-natal” não chega a surpreender os mais atentos, que sempre sentiram o cheiro da carnificina. Mas nunca deixa de ser chocante quando uma ideia genocida é apresentada com requintes de matéria científica. Aquele senhor do bigode quadrado não faria melhor.</p>
<p>“Mesmo depois disso tudo, as mulheres de hoje são muito mais felizes”, você me diz. (Mentira, eu que disse, mas você entendeu o efeito retórico.) Não, não são. Segundo o National Bureau of Economic Research, sediado em Cambridge, a felicidade das mulheres despenca ladeira abaixo, ano após ano, rolando com a força da desorientação generalizada.</p>
<p>Antes que as feministas se expressem com as quatro patas, digo que não aceito ser chamado de reacionário – o que sou, mas não vem ao caso. Ninguém aqui promove uma volta ao passado, muito menos qualquer tipo escravidão. Parem com esse tipo de bobagem de “dominação masculina”, de uma vez por todas. Queremos lutar nas guerras, para que haja paz em casa. Queremos pagar pelo seu <em>boeuf bourguignon</em> com batatas <em>sautée</em>. Queremos congelar ao lado do Leonardo DiCaprio quando o navio afunda. Queremos tirar nossa felicidade do sacrifício e da dedicação. Queremos, acima de tudo, amar as mulheres de verdade, até o limite do amor possível.</p>
<p>Não me falta consciência de que a vida sempre teve mais de inferno que de paraíso. Dificuldades foram criadas. Relações de poder foram estabelecidas. Excessos foram cometidos. Se o tempo não anda pra trás, precisamos ao menos ver quem perdeu e quem ganhou, quais são nossos aliados verdadeiros e aqueles (ou aquelas) que só fingem estar do nosso lado, e resgatar aquilo que caiu de nossas consciências no meio do caminho. É hora de submeter os sentimentos à razão. É hora de perceber <strong>os limites da igualdade</strong> e restabelecer um equilíbrio natural entre os sexos. É hora de deixar o homem ser homem e a mulher ser mulher. E, acima de tudo, é hora de decretar o fim do <em>pole dance</em> como esporte.</p></blockquote>
<div id="attachment_14835" style="width: 410px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2014/05/feminismo-pra-que-te-quero.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-14835" class="size-full wp-image-14835" src="https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2014/05/feminismo-pra-que-te-quero.jpg" alt="Para ponderar" width="400" height="600" srcset="https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2014/05/feminismo-pra-que-te-quero.jpg 400w, https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2014/05/feminismo-pra-que-te-quero-200x300.jpg 200w" sizes="auto, (max-width: 400px) 100vw, 400px" /></a><p id="caption-attachment-14835" class="wp-caption-text">Para ponderar</p></div>
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