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	<title>Máfia &#8211; RONAUD.com</title>
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	<description>Textos e Mensagens para Reflexão</description>
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		<title>O Poderoso Chefão</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Ronaud Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 28 Oct 2022 18:14:41 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Filmes]]></category>
		<category><![CDATA[Máfia]]></category>
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					<description><![CDATA[Clássico é CLÁSSICO porque é eterno. Como aconteceu com muitas produções americanas, o filme The Godfather teve seu título traduzido para o português de forma inapropriada. Don Corleone não era &#8220;O Poderoso Chefão&#8221;. Don Vito Corleone era &#8220;O Padrinho&#8221;, aquele que retribuída com justeza quem lhe era leal, impiedoso com inimigos. Assistir a um clássico [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Clássico é CLÁSSICO porque é eterno.</p>
<p>Como aconteceu com muitas produções americanas, o filme The Godfather teve seu título traduzido para o português de forma inapropriada.</p>
<p>Don Corleone não era &#8220;O Poderoso Chefão&#8221;. Don Vito Corleone era &#8220;O Padrinho&#8221;, aquele que retribuída com justeza quem lhe era leal, impiedoso com inimigos.</p>
<p>Assistir a um clássico como este, com Marlon Brandon, Robert de Niro e Al Pacino ensina mais do que dezenas de livros ou anos de escola.</p>
<p>Uma história para povoar nossa imaginação com passagens sobre poder e honra, máfia e corrupção, lealdade e traição, coragem e vingança, ambientados em meio à imigração italiana na Nova York do início do século XX.</p>
<p>Se ainda não viu, deixo a sugestão: Assista aos três filmes. Se já assistiu a muito tempo, re-assista.</p>
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		<title>6 lições de negócios para aprender com Thomas Shelby</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Ronaud Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 05 Feb 2022 03:53:20 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Empreendedorismo]]></category>
		<category><![CDATA[Prosperidade]]></category>
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					<description><![CDATA[Eu não tenho o hábito de assistir filmes, muito menos séries. Estas, em especial, considero muito looongas, estendidas demais até o ponto da exaustão. Acho que a vida é muito curta pra ficar assistindo trocentas temporadas com trocentos episódios cada uma, com uma história sendo enrolada quando poderia muito bem ser enquadrada de forma muito [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Eu não tenho o hábito de assistir filmes, muito menos séries. Estas, em especial, considero muito <em>looongas</em>, estendidas demais até o ponto da exaustão. Acho que a vida é muito curta pra ficar assistindo <em>trocentas</em> temporadas com <em>trocentos</em> episódios cada uma, com uma história sendo enrolada quando poderia muito bem ser enquadrada de forma muito marcante num período de 2 horas de um filme típico de hollywood.</p>
<p>Pois bem, como sempre há exceções. Por um acaso qualquer, descobri meu <em>vilão favorito</em> nas redes sociais, e alguns vídeos realmente me convenceram que a série Peaky Blinders era digna de ser assistida. Assuntos que envolvem poder e negócios me interessam muito.</p>
<p>É notório que, como em toda série que se estende demais, há muitas surpresas, reviravoltas e invenções insanas e sem o menor sentido ou probabilidade real. Me senti meio trouxa em alguns pontos em que ficamos indignados com certos rumos da história que se resolvem através dos subterfúgios mais explicitamente ridículos. Mas faz parte do jogo da ficção.</p>
<p>Entretanto, notei, enquanto assistia os episódios, que é possível aprender muito com os personagens da série, especialmente com o Thomas Shelby, o líder da quadril&#8230; digo, da família Shelby e seus negócios.</p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/jMMUgnf2E9c" width="650" height="450" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"><span data-mce-type="bookmark" style="display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;" class="mce_SELRES_start">﻿</span></iframe></p>
<p>Abaixo, listo 6 lições de negócios que achei muito relevantes e que Tommy pode nos ensinar.</p>
<h3>1 &#8211; Não reaja!</h3>
<p>Thomas Shelby é um sujeito muito focado. Talvez um dos personagens mais focados que eu já tenha visto na ficção. Ele simplesmente não reage a nada que não possa ajudá-lo de alguma forma. Seus nervos de aço, forjados na Primeira Grande Guerra, fazem dele uma ilha de solidez inabalável diante de sua família composta por integrantes ora tensos, ora ansiosos, ora desesperados, ora precipitados.</p>
<p>Em muitas vezes, durante interações entre os personagens, ele mal responde a conversas ou perguntas que lhe fazem. Em certas cenas hilárias, sua tia Polly pergunta algo a Tommy, e ela mesmo responde, enquanto ele fica olhando pro nada. Zero reação.</p>
<p>Evitar reagir a toda e qualquer futilidade nos poupa energia emocional. Ser educado e atencioso é legal, é o que as pessoas esperam de nós, mas é importante saber que direcionar nossa atenção o tempo todo aos outros para agradá-los (e suprir a carência deles) nos esgota a energia mental e emocional.</p>
<h3>2 &#8211; Quando reagir, é pra ganhar!</h3>
<p>No entanto, quando ele age, ou reage, é para ganhar a briga, resolver a situação, expandir seus negócios.</p>
<p>Note que sempre que ele finalmente reage, está muito bem preparado, com armas, com informações, com estratégias, com parceiros.</p>
<p>Estas duas primeiras lições poderiam ser resumidas em: Concentre suas energias e esforços para se preparar &#8211; e estar muito bem preparado &#8211; para quando precisar agir. <strong>Porque em algum momento, você <em>VAI PRECISAR AGIR</em></strong>.</p>
<p>E perder <strong><em>NUNCA</em></strong> é uma opção.</p>
<h3>3 &#8211; Estude seu interlocutor!</h3>
<p>A todo momento durante a série, Tommy está sempre muito bem informado sobre todos os interlocutores com quem está interagindo. Seja inimigos, rivais, parceiros ou familiares, ele sempre sabe tudo que precisa para tomar decisões, influenciar ou lidar com seus oponentes ou parceiros. Evidentemente, dentro do contexto da série, ele era líder da gangue local e tinha seus informantes. Gente de confiança. Mas fica a lição, estude o cenário, estude a concorrência, estude o sujeito com quem está lidando.</p>
<h3>4 &#8211; Coordene sua equipe!</h3>
<p>Também notei que sempre, SEMPRE, antes da família empreender alguma tarefa, ou enfrentar um desafio, há uma reunião em que Thomas ou seus irmãos passam as tarefas de forma específica para os parceiros. &#8220;Senhores, hoje, explodiremos a fábrica do concorrente! Você aí distrai o vigia. Você, Arthur, vai pelo portão lateral e espalha a gasolina. John e Finn dão cobertura. <em>Você aí</em> encontra os três<i> </i>lá no final da rua com o carro ligado. Não matem mulheres ou crianças! Bom trabalho!&#8221;</p>
<p>Esses eventos da série me lembravam muito uma frase que ouvi tempos atrás: &#8220;<em><b>O Óbvio Também Precisa Ser Dito</b></em>&#8220;. Diga, fale, oriente, explique, porque as pessoas basicamente não enxergam o que você enxerga, mal sabem pensar; precisam de liderança e orientação.</p>
<p>As empresas há tempos possuem, nesse sentido, as famosas <em>reuniões</em>. No âmbito empresarial, o evento da reunião já virou folclore, como um momento entediante e infrutífero da rotina de trabalho. Esse desvirtuamento ocorreu pela sanha moderna por inovação, quando gestores passam a <em>inventar moda</em>. Reunião tem que ser rápida, objetiva, com liderança e ordens vindo de cima pra baixo, e deve ser realizada somente mediante necessidade diante de eventos importantes. Reuniões semanais sem propósito são perda de tempo.</p>
<h3>5- Cuide da sua família!</h3>
<p>Nos filmes sobre a máfia italiana, a questão da família e sua importância fundamental é sempre mais explícita. A propósito, se ainda não viu, FAÇA UM FAVOR A SI MESMO(A) e assista à trilogia O Poderoso Chefão (The Godfather). Entretanto, nesta série sobre a máfia inglesa também observamos que Tommy ajudou seus irmãos e sua tia em muitas ocasiões. Ajudou John a se casar com uma mulher de confiança. Ajudou Polly a reencontrar seu filho vivo. Deu um bar para Arthur. Deu uma casa para sua irmã viúva morar com seu sobrinho. Fora outros acontecimentos que agora me fogem da memória.</p>
<p>Mas isso vale <em>APENAS</em> para os familiares que nos são leais.</p>
<h3>6 &#8211; Mantenha o Foco!</h3>
<p>Fãs mais entusiasmados da série se espelham no jeito do Thomas de ser, impassível, <em>frio e calculista</em>. O fato é que, em se tratando de negócios, a visão, a estratégia, a frieza e a racionalidade são os melhores conselheiros. A emoção só atrapalha; aliás, a emoção só ajuda na hora da ação.</p>
<p>Todo o foco de Tommy se direciona aos negócios, sua legalização e expansão. Todas as decisões, movimentações, enfrentamentos e alianças são determinadas com base na manutenção e expansão de seu poder, que envolve a proteção da família, o controle local e as atividades dos negócios.</p>
<p>Essa postura é típica de todo negocista. Não é certo nem errado, é uma postura apenas. Mas se você quer crescer na vida, não há outro caminho fora dos negócios.</p>
<h3>7 &#8211; (Bônus) Vista-se Bem!</h3>
<p>A série Peaky Blinders se passa nos anos 1920, dos quais já falei <strong><a href="https://www.ronaud.com/arte/os-anos-20-o-espirito-da-decada-de-20/">aqui</a></strong>, e <strong><a href="https://www.ronaud.com/sociedade/decadencia-urbana-e-moral/">aqui</a></strong>. O estilo geral das pessoas entre os anos 20 e anos 50 eram de uma fineza e elegância únicas. Os personagens da série, no decorrer das temporadas, especialmente as mulheres, vão aderindo mais e mais ao estilo magnífico dos <a href="https://www.ronaud.com/arte/os-anos-20-o-espirito-da-decada-de-20/">anos 20</a>. É nesta década em que se encenam as temporadas, uma vez que o contexto geral do início da história é o retorno dos irmãos Shelby da luta na França durante a 1ª Grande Guerra, terminada em 1918.</p>
<p>Os rapazes não ficam por menos. A classe e a elegância do Thomas são irreparáveis, e servem de lição. Aristóteles Onassis, magnata da indústria naval, ironizava que &#8220;pintava os cabelos de preto para conversar com as mulheres, e de branco para conversar sobre negócios&#8221;. A mensagem é que cada situação exige uma postura e comunicação adequadas ao momento.</p>
<p>Moda não é uma brincadeira de se exibir, <strong>moda é comunicação</strong>.</p>
<p>Se você quer ser um homem de negócios respeitado, vista-se minimamente como um. Há vários perfis de homens que dão dicas de estilo para homens no Instagram. Siga-os. Observe homens bem vestidos ao seu redor, espelhe-se neles.</p>
<p>Evidentemente, no Brasil é inviável se vestir como um europeu, especialmente no verão. No entanto, a moda mundial contemporânea para homens já é um esculacho <em>per se</em>, e o brasileiro dobrou a aposta, sob a desculpa do calor. Calor não é desculpa para se andar igual um mendigo na rua, ou ficar exibindo seu barrigão feio de cerveja pela casa. O fato é que o brasileiro médio se veste muito mal. A cultura progressista desde os anos 60 despiu o homem, literalmente, e das noções de razoabilidade e bom gosto nas vestimentas. Sinal de oportunidade, ganha quem dá atenção a isso. Um homem bem vestido, sem afetação, mas com os devidos cuidados e capricho, já sai na frente.</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Livro Os Bórgias &#8211; Resenha</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Ronaud Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 09 Feb 2013 23:53:10 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Livros]]></category>
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		<category><![CDATA[Ficção]]></category>
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					<description><![CDATA[A resenha do livro Os Bórgias conta que é um romance histórico. Relata as origens do crime organizado na Itália e merece figurar entre os melhores livros da carreira de Mario Puzo, autor muito conhecido pelas suas obras que retratam a máfia.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_20559" style="width: 380px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://www.amazon.com.br/gp/product/8501062766/ref=as_li_tl?ie=UTF8&amp;camp=1789&amp;creative=9325&amp;creativeASIN=8501062766&amp;linkCode=as2&amp;tag=ronaud-20&amp;linkId=0d2a04e77e74c43395ba4bbb8ad71ba8" rel="nofollow"><img fetchpriority="high" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-20559" class="wp-image-20559 size-full" src="https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2013/02/os-borgias-mario-puzo-livro.png" alt="Os Bórgias" width="370" height="548" srcset="https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2013/02/os-borgias-mario-puzo-livro.png 370w, https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2013/02/os-borgias-mario-puzo-livro-203x300.png 203w" sizes="(max-width: 370px) 100vw, 370px" /></a><p id="caption-attachment-20559" class="wp-caption-text">Os Bórgias</p></div>
<h3>Resenha divulgada</h3>
<p>Os Bórgias é um romance histórico. Relata as origens do crime organizado na Itália e merece figurar entre os melhores livros da carreira de Mario Puzo, conhecido pelas suas obras que retratam a máfia.</p>
<p>Mario Puzo consagrou-se entre seus leitores e críticos de todo o mundo com seus romances sobre a Máfia. Apaixonado pelo tema, pesquisou as origens dessa organização criminosa e, nessa busca, viajou até a Itália do século XV. Lá descobriu a família Bórgia, liderada pelo cardeal Rodrigo Bórgia, um homem ambicioso e inescrupuloso, que usou todos os meios para alcançar seus objetivos. Ao ser eleito papa, com o nome de Alexandre VI, Rodrigo consolida seu poder em uma grande rede de alianças criminosas, que deu origem à grande família mafiosa imortalizada, séculos depois, pelo próprio Puzo.</p>
<h3>Opinião sobre o livro Os Bórgias</h3>
<p>Sempre considerei a realidade bem mais atraente do que a fantasia. Portanto, nunca fui muito fã de romances. Ficção para quê, se a realidade já oferece material abundante para conhecer e estudar?</p>
<p><iframe style="width: 120px; height: 240px;" src="//ws-na.amazon-adsystem.com/widgets/q?ServiceVersion=20070822&amp;OneJS=1&amp;Operation=GetAdHtml&amp;MarketPlace=BR&amp;source=ac&amp;ref=tf_til&amp;ad_type=product_link&amp;tracking_id=ronaud-20&amp;marketplace=amazon&amp;region=BR&amp;placement=8501062766&amp;asins=8501062766&amp;linkId=2d73af83863b18c62de40a8a5ee9ac29&amp;show_border=true&amp;link_opens_in_new_window=false&amp;price_color=333333&amp;title_color=002dbf&amp;bg_color=ffffff" frameborder="0" marginwidth="0" marginheight="0" scrolling="no"><br />
</iframe></p>
<p>Isso ocorre certamente porque poucos temas me atraem. E o <em>poder</em> é desses poucos temas. Em <em>Os Bórgias</em> vemos que toda a história da família se conduz pela busca e manutenção do poder. O livro foi publicado originalmente em 2001 com o título original de <em>The Family</em> (&#8220;A família&#8221;, na verdade, uma referência ao termo italiano <em>famiglia</em> cujo significado regional invoca o sentido de <em>gangue</em>).</p>
<div id="attachment_10151" style="width: 261px" class="wp-caption alignright"><a href="https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2013/02/giulia-farnese.jpg"><img decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-10151" class="size-full wp-image-10151 " title="Giulia Farnese, amante do Papa Alexandre VI" src="https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2013/02/giulia-farnese.jpg" alt="Giulia Farnese, amante do Papa Alexandre VI" width="251" height="320" srcset="https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2013/02/giulia-farnese.jpg 251w, https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2013/02/giulia-farnese-235x300.jpg 235w" sizes="(max-width: 251px) 100vw, 251px" /></a><p id="caption-attachment-10151" class="wp-caption-text">Giulia Farnese, amante do Papa Alexandre VI</p></div>
<p><em>Os Bórgias</em> trata da história do <a title="Papa Alexandre VI" href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Papa_Alexandre_VI">Papa Alexandre VI</a> e sua família. Mario Puzo trabalhou durante 20 anos neste livro, enquanto escrevia outros, e com a morte do autor em 1999, o romance foi acabado por sua namorada, Carol Gino. O livro tem muitos dados verídicos entremeados com histórias fictícias sobre o papa e sua família. Mas&#8230;</p>
<p>Fictícias?</p>
<p>Eis uma questão interessante. Numa época em que guerras, assassinatos, envenenamentos, permissividade sexual, estupros e traições eram acontecimentos corriqueiros, o que pode ser considerado ficção? A ficção, neste caso, se reduz a <em>QUEM</em> fazia, porque não há nada de ficção em afirmar que naquelas épocas obscuras, tais atos eram praticados o tempo todo, e por todos.</p>
<p>Por mais que a passagem de Rodrigo Bórgia pelo papado tenha sido marcada pela completa corrupção, hoje perfaz uma história bastante atrativa, rica em detalhes e em <em>humanidade</em>, ora virtuosa, ora viciosa em toda baixeza moral possível.</p>
<p>E de fato, assusta se deparar com tantos crimes perpetrados de dentro de uma instituição que, já havia quatorze séculos, se proclamava a guardiã da herança moral de Cristo. Também horroriza o relato dos costumes brutais da época, os quais envolviam reivindicações vaidosas e ambiciosas de terras e reinos que, se negados eram invadidos e pilhados,  assassinatos gratuitos (e outros nem tanto) marcados pela crueldade extrema, além, é claro, de estupros frequentes.</p>
<p>Sobretudo, chama a atenção a grande opulência com que viviam os nobres, em especial, os integrantes da <em>famiglia</em> Bórgia. A abundância era farta e a libertinagem era prática habitual. O papa mantinha suas amantes, seus filhos tinham à disposição as cortesãs que quisessem e tal fartura e promiscuidade era facilmente oferecida aos nobres de quem se precisasse de algum favor.</p>
<p>A história é salpicada com vários questionamentos, na voz dos próprios personagens, em relação a se o que fazem é pecado. E tudo acaba sendo justificado de uma maneira ou de outra, pelo bem da <em>Santa Madre Igreja</em> e pelo tanto de almas que serão <em>salvas</em> com a expansão da igreja católica pelo mundo. E por fim, quando não havia justificativas, o conforto recaía sobre a misericórdia de Deus.</p>
<p>Era o modo com o qual viam o mundo à época. E, cá comigo, cogito que, devido ao êxtase que o poder e seus privilégios conferem a seus donos, se os integrantes da <em>famiglia Bórgia</em> pudessem, repetiriam e reviveriam tudo, exatamente da mesma forma.</p>
<h3>Outros comentários sobre esta intrigante família</h3>
<p>Alexandre VI &#8211; O Papa da Promiscuidade</p>
<p><a href="http://veja.abril.com.br/idade/descobrimento/p_060.html" target="_blank" rel="noopener">Os Pecados do Papa</a></p>
<h3>Veja também</h3>
<p>Este livro me despertou amplo interesse sobre a máfia. Veja também <a title="Só entre nós!" href="https://www.ronaud.com/sociedade/cosanostra/">um texto recente sobre esta incrível organização</a> ora admirada, ora repugnada.</p>
<h3>Comprar o livro Os Bórgias</h3>
<div id="attachment_20559" style="width: 380px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://www.amazon.com.br/gp/product/8501062766/ref=as_li_tl?ie=UTF8&amp;camp=1789&amp;creative=9325&amp;creativeASIN=8501062766&amp;linkCode=as2&amp;tag=ronaud-20&amp;linkId=0d2a04e77e74c43395ba4bbb8ad71ba8" rel="nofollow"><img fetchpriority="high" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-20559" class="wp-image-20559 size-full" src="https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2013/02/os-borgias-mario-puzo-livro.png" alt="Os Bórgias" width="370" height="548" srcset="https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2013/02/os-borgias-mario-puzo-livro.png 370w, https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2013/02/os-borgias-mario-puzo-livro-203x300.png 203w" sizes="(max-width: 370px) 100vw, 370px" /></a><p id="caption-attachment-20559" class="wp-caption-text">Os Bórgias</p></div>
<p>&nbsp;</p>
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		<item>
		<title>Honra e Poder, Cosa Nostra</title>
		<link>https://www.ronaud.com/sociedade/cosanostra/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Ronaud Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 04 Feb 2013 13:36:03 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[Ambição]]></category>
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		<category><![CDATA[Injustiça]]></category>
		<category><![CDATA[Justiça]]></category>
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		<category><![CDATA[Negócios]]></category>
		<category><![CDATA[Poder]]></category>
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					<description><![CDATA[Embora o termo máfia possa simbolizar poder, de modo geral ela é ilegal e&#8230; não é legal. A maioria dos que hoje se conhece por mafiosos, não passam de bandidos (o que é diferente de criminosos). Apenas para esclarecer: Entendo bandido como o sujeito mau-caráter e perverso. Já criminoso é o que comete crimes, isto é, o sujeito que age contra, ou [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Embora o termo <em>máfia</em> possa simbolizar <em>poder</em>, de modo geral ela é ilegal e&#8230; <em>não é legal</em>. A maioria dos que hoje se conhece por <em>mafiosos</em>, não passam de <em>bandidos</em> (o que é diferente de <em>criminosos</em>).</p>
<p>Apenas para esclarecer: Entendo <em>bandido</em> como o sujeito mau-caráter e perverso. Já <em>criminoso</em> é o que comete crimes, isto é, o sujeito que age contra, ou fora da lei, e que apesar disso, <em>pode</em> trazer consigo algum senso do que é <em>justo</em>, algo que falta ao <em>bandido</em>. Sim, eu sei, a maioria dos <em>criminosos</em> são <em>bandidos</em>, mesmo. Mas uma minoria reduzida desse grupo apenas age sob aspectos falhos da lei que não espelha de modo preciso a realidade que tenta organizar. A lei, como uma criação humana, não está acima de qualquer suspeita.</p>
<p>Portanto, o que segue abaixo não é uma apologia à <em>máfia</em>, e sim <a title="Saiba mais" href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Cosa_nostra" target="_blank" rel="noopener noreferrer">a um princípio muito importante</a> dentro de alguns de seus grupos, essencialmente daqueles que conseguem se manter ativos, que é a&#8230;</p>
<h3>Honra</h3>
<p>A honra é um princípio de conduta fundamentado na coragem, na dignidade e na justiça, mesmo que uma justiça particular. São traços de comportamento considerados socialmente virtuosos. Ser honrado pressupõe também o reconhecimento e o respeito aos méritos alheios.  O homem honrado é aquele sabe qual é o seu lugar no meio a que pertence e luta por ele.</p>
<h3>Muito justo</h3>
<p>A <em>máfia</em> é conhecida por ser um grupo de pessoas inescrupulosas e impiedosas.</p>
<p>E é!</p>
<p>Porém só com quem não entende suas regras.</p>
<p>E a regra básica da <em>máfia</em> é, por mais inacreditável que possa parecer, a da JUSTIÇA.</p>
<p>Não evidentemente a justiça <em>legal</em>, esta que deveria fazer com que grupos <em>mafiosos</em> não precisassem existir.</p>
<p>A justiça de que a <em>máfia</em> trata é aquela do <em>olho por olho, dente por dente</em>.</p>
<p>Ou você é HOMEM, ou você não merece viver. Ou você é íntegro e respeitável e honra sua <em>palavra</em>, ou <em>leva bala</em>.</p>
<p>Evidentemente tirar a vida de outra pessoa, desde que <em>merecidamente</em>, não lhe faz menos respeitável dentro do grupo, muito pelo contrário.</p>
<blockquote><p>O significado de &#8220;Não matarás&#8221; é que matar sem uma causa boa e honrada se torna um pecado. Nós sabemos que não é pecado enforcar um assassino.<br />
<small>Mario Puzo, na fala de César Bórgia, em <a title="Resenha do livro Os Bórgias" href="https://www.ronaud.com/livros/livro-os-borgias-resenha/">Os Bórgias</a></small></p></blockquote>
<p>Mas não quero aqui estimular que você saia matando seus desafetos, até porque com a atual inversão de valores que vemos no comportamento geral hoje, é possível que quem mereça <em>levar bala</em> é você.</p>
<p><em>Se liga!</em> Será que você sobreviveria na Sicília com esse seu jeito insolente? 😉</p>
<p>Enfim, como falei no início, isso não se aplica a qualquer grupo, cuja maioria não passa de <em>gangues de bandidos</em>, mesmo.</p>
<h3>Poder</h3>
<p>Foi justamente a busca pela justiça que os Estados italianos não ofereciam, que fez com que alguns indivíduos se reunissem em grupos fechados para se fortalecer e melhor se defender, num período medieval bastante conturbado, onde os Estados eram os grandes inimigos das minorias.</p>
<p>Mesmo atualmente, qualquer grupo que se reúna com vista a se fortalecer diante do Estado, o qual nem sempre está lá para servir a população e mais parece estar lá para servir a si mesmo, está adotando um certo caráter <em>mafioso</em>.</p>
<p>A <em>máfia</em>, ou qualquer grupo organizado, legal ou ilegal, busca um único objetivo: <strong><em>PODER</em></strong>. A maior parte desse <em>poder</em> é usado para fins particulares e egoístas. Mas o fundamento de sua busca está num reequilíbrio da distribuição do <em>poder</em> na sociedade e no questionamento quanto a essa distribuição: Por que só o Estado pode ter esse <em>poder</em> absoluto? Por que devemos nos sujeitar ao <em>poder</em> de uma organização cujos interesses discordamos? Por que não nos juntamos de modo a termos mais condições, isto é, mais <em>poder</em> para defendermos também os nossos interesses?</p>
<p>Como se vê, tudo se resume à busca por justiça.</p>
<blockquote><p>O poder em si não prova nada. É um exercício vazio da vontade de um homem sobre a de outro. E não é uma coisa virtuosa. [&#8230;] Sem amor, o poder coloca os homens mais próximos dos animais do que dos anjos.<br />
<small>Mario Puzo, na fala de Alexandre VI, em <a title="Resenha do livro Os Bórgias" href="https://www.ronaud.com/livros/livro-os-borgias-resenha/">Os Bórgias</a></small></p></blockquote>
<h3>It&#8217;s business</h3>
<p>E o meio mais efetivo de se conseguir <em>poder</em> é com dinheiro. Portanto, as negociações são a base da <em>máfia</em>. Muitas delas são ilegais, porque na verdade as leis não espelham a realidade, e condenam negociações que são absolutamente naturais. Por exemplo, Al Capone foi fruto da Lei Seca da década de 20, nos EUA. Fossem as bebidas liberadas naquela época, não teríamos ouvido falar em seu nome hoje.</p>
<p>Negociações devem ser justas, certo? Se você tentar passar a perna em alguém, independente de quem for, <em>não vai prestar</em> pra você, cedo ou tarde. A diferença é que se você passar a perna num <em>mafioso</em>, <em>não vai prestar</em> pra você&#8230; cedo.</p>
<p>O aperto de mão que é realizado ao fim de uma negociação, representando a concórdia entre as partes, deve ser o ato mais importante da negociação, e não o que foi negociado.</p>
<p>É a sua reputação que está em jogo, e o quanto você merece ser respeitado pela sua capacidade de manter sua <em>palavra</em>.</p>
<h3>Política</h3>
<blockquote><p><strong>A política e o crime são a mesma coisa.</strong> Mario Puzo, na fala do personagem Michael Corleone</p></blockquote>
<p>Para além das negociações comerciais, o chefe da <em>máfia</em>, como todo bom líder, é um mediador. Seu senso de justiça o leva, através de sua atenção e gestos, a levantar os fracos, e chamar à moderação os fortes.</p>
<p>Respeita e é amigo de todos. Do mais alto ao mais baixo integrante da <em>famiglia</em>. É cordial e se relaciona bem com todas as outras <em>famiglias</em> justas. E aniquila as injustas.</p>
<h3>Reconhecimento</h3>
<p>Aqui está o ponto chave que caracteriza um <em>mafioso</em>, mesmo que trabalhe dentro da lei. Esta é a qualidade que leva qualquer um longe na vida. A qualidade do verdadeiro líder, que como tal, é um profundo conhecedor da natureza humana: <strong>Reconhecimento</strong>.</p>
<p>Qual é sua capacidade de reconhecer o que fizeram por você? Ou você é um ingrato canalha que esqueceu o que fizeram por você e ainda acha que merece mais?</p>
<p>O verdadeiro <em>mafioso</em> é aquele que JAMAIS esquece um favor recebido e está sempre pronto para retribuí-lo.</p>
<p>E, igualmente, é aquele que jamais esquece um favor solicitado e saberá a hora de cobrar.</p>
<p>Muitos não gostam de pedir favor, para não ficar devendo favores depois. Esse ato é um tanto inevitável para qualquer um, afinal, de modo geral, todos precisamos dos outros em algum nível e, nem sempre o dinheiro resolve tudo.</p>
<h3>Tira com uma mão, mas dá com a outra</h3>
<p>O <em>mafioso</em> também sabe que <strong>o sentimento de injustiça fere profundamente</strong> a qualquer um.</p>
<p>Portanto, como em muitos momentos ele pode precisar ser afrontoso na obtenção de seus intentos, jamais vai tirar algo de alguém sem retribuir de alguma forma.</p>
<p>Primeiramente, ele sabe que tudo tem um preço, e que há ofertas que são irrecusáveis. Porque nem toda <em>cessão</em> é <em>corrupção</em>.</p>
<blockquote><p>Para os que sofriam da pobreza, o ouro sempre fazia mais milagres do que as rezas.<br />
<small>Mario Puzo, na fala do Cardeal Giuliano Della Rovere, em <a title="Resenha do livro Os Bórgias" href="https://www.ronaud.com/livros/livro-os-borgias-resenha/">Os Bórgias</a></small></p></blockquote>
<p>Depois, ele sabe que <em>presentinhos gentis</em> despertam a estima até do homem mais rancoroso.</p>
<p>Sabe que todo homem não passa de uma <em>criança grande</em> que perdoa uma contrariedade facilmente em troca de <em>um doce</em>, ou do <em>abraço apertado </em>do pai&#8230; ou do <em>padrinho</em>. Sabe que o sujeito tem que ser muito forte para resistir a um elogio  sincero ou a uma lisonja pública.</p>
<p>Ele sabe sobretudo, que Maquiavel estava certo ao aconselhar <em>O Príncipe</em> que evite fazer inimigos.</p>
<p>E você evita muitos inimigos sendo <em>justo</em>.</p>
<h3>Se tem sucesso, é mafioso, se cai, é bandido</h3>
<p>Como dito no início, a maioria dos conhecidos por <em>mafiosos</em>, não passam de bandidos. Se foi morto, é porque não soube negociar a manutenção de sua posição, e porque em algum momento foi injusto e provocou o rancor de alguém. Se foi preso, fracassou.</p>
<p>Praticamente TODO homem muito poderoso, e que consegue <em>SE MANTER</em> no poder por toda a vida, é um &#8220;bom <em>mafioso&#8221;</em>, sem que seja sequer denominado como tal. Porque sabe lidar com autoridades, e sabe reconhecer quem o ajuda. Sabe compensar e sabe cobrar. Sabe negociar de modo a prosperar e leva prosperidade a quem influencia ou o rodeia.</p>
<p>É mestre no relacionamento humano e é, basicamente, um sujeito honrado.</p>
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		<title>Gratidão, Consciência e Reconhecimento</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Ronaud Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 16 Oct 2009 16:00:34 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Bom senso]]></category>
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					<description><![CDATA[Qual é a sua capacidade de, não só se colocar no lugar dos outros, como também avaliar o que sentem e quais são suas expectativas em relação a nós? ]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: normal;">Leia o terceiro post da série <a href="https://www.ronaud.com/empreendedorismo/visao-de-mundo-visao-de-negocio-ou-empreendedora/">visão</a>.</span></p>
<p>Esse tipo de visão é sutil, é menos visão e mais <strong>consciência</strong>. Está &#8211; ou deveria estar &#8211; em nossos atos diários, entretanto é fácil denominar o que acontece quando não a praticamos: INGRATIDÃO / MESQUINHEZ / EGOÍSMO. E também delicada é a fronteira que divide a região que nos torna &#8220;gratos&#8221;, da região sobre a qual somos &#8220;ingratos&#8221;.</p>
<p>Qual é a sua capacidade de, não só se colocar no lugar dos outros, como também avaliar o que sentem e quais são suas expectativas em relação a nós? Isso se chama TATO.</p>
<p>Essa atitude consciente, tanto manifesta-se em nossas relações pessoais como também em relação aos negócios. É quando aceitamos um capricho de um cliente <em>cientes</em> de que no próximo negócio vamos <em>faturar</em> mais. É quando preferimos nos desligar de uma empresa <em>na boa</em> em nome de nossa reputação e de <em>boas recomendações</em> futuras, enfim, é o jogo da troca. Fazemos pequenos sacrifícios agora em nome de melhores ganhos futuros.</p>
<p>Ingratidão e/ou mesquinhez tendem a nos cortar boas<strong> perspectivas futuras</strong>. Tanto pessoalmente como no âmbito do trabalho. As pessoas em nossas relações que detém &#8220;mais poder&#8221;, seja pai, mãe, patrão, etc, são os maiores observadores dessa nossa capacidade de &#8220;negociar&#8221;, de fazer &#8220;boas trocas&#8221; e de reconhecer o que nos foi dado e que passamos a &#8220;dever&#8221; de forma subentendida.</p>
<p>O clássico do cinema <em>O Poderoso Chefão</em>, em seu primeiro filme da trilogia, mostra de forma contundente como o &#8220;favor&#8221; era quase uma moeda de troca na <a href="https://www.ronaud.com/sociedade/cosanostra/">máfia</a> <em>nova-yorquina</em> do início do século XX. E continua sendo atualmente em nosso cotidiano, muito embora muitas vezes não &#8220;enxerguemos&#8221; os favores que nos foram concedidos.</p>
<p>Mas uma coisa é certa: Nunca esquecemos dos favores que nos devem!</p>
<p>Evidentemente essas situações tem um limite e vivemos rodeados de oportunidades para exercitarmos o dom de saber até onde podemos &#8220;ceder&#8221; e até onde devemos &#8220;bater o pé&#8221; em nome de nossa integridade pessoal.</p>
<h3>Enfim, sejamos grandes e enxerguemos longe!</h3>
<p><a href="http://www.panoramio.com/photo/35566434" target="_blank" rel="noopener">Foto</a></p>
<p>No fundo esse é o principal tema deste site &#8211; conseguir enxergar melhor as coisas e a vida, não com os olhos, cuja visão se limita ao material e ignora o âmago das coisas. E sim, com a mente, com o espírito. Evidentemente o intuito aqui é contribuir no que estiver ao meu alcance para fazer o leitor, a leitora, enxergar um pouquinho além do que lhe parece normal.</p>
<p>Mas muito mais do que os outros, é a mim mesmo que quero fazer enxergar mais longe, justamente através da observação e do exercício da escrita sobre esses temas.</p>
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