<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Língua Portuguesa &#8211; RONAUD.com</title>
	<atom:link href="https://www.ronaud.com/tag/lingua-portuguesa/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>https://www.ronaud.com</link>
	<description>Textos e Mensagens para Reflexão</description>
	<lastBuildDate>Wed, 04 Dec 2024 22:48:00 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-BR</language>
	<sy:updatePeriod>
	hourly	</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>
	1	</sy:updateFrequency>
	<generator>https://wordpress.org/?v=7.0.2</generator>
	<item>
		<title>A evolução do significado das palavras</title>
		<link>https://www.ronaud.com/inteligencia/a-evolucao-do-significado-das-palavras/</link>
					<comments>https://www.ronaud.com/inteligencia/a-evolucao-do-significado-das-palavras/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Ronaud Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 04 Dec 2024 17:33:53 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Inteligência]]></category>
		<category><![CDATA[Educação]]></category>
		<category><![CDATA[Língua Portuguesa]]></category>
		<category><![CDATA[Palavras]]></category>
		<category><![CDATA[Semântica]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.ronaud.com/?p=24407</guid>

					<description><![CDATA[Comentário crítico sobre a infeliz evolução do significado das palavras na língua portuguesa.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Texto de 26 de Junho de 2019.</p>
<p>***</p>
<p>É facilmente observável a evolução do significado das palavras da língua portuguesa no Brasil.</p>
<p>Três palavras que estão tendo seu significado alterado pelo povo do autodesenvolvimento:</p>
<p><strong>Latente</strong> &#8211; Usam o termo como se significasse algo latejante ou pulsante, quando na verdade algo latente significa algo oculto, escondido, não usado.</p>
<p><strong>Luxúria</strong> &#8211; Usam como se significasse gosto pelo luxo, quando na verdade significa apetite sexual incontrolável, lascívia, beirando a depravação. É o nome de um dos 7 pecados capitais.</p>
<p><strong>Assertivo</strong> &#8211; Usam como se significasse alguém que acerta muito, quando significa na verdade autoafirmação.</p>
<p>São três palavras de sonoridade fluente e agradável, que o povo começa a usar pra valorizar as próprias falas, para parecerem mais cultos e inteligentes, desconhecendo o significado delas.</p>
<p>Essa evolução (ou involução) semântica das palavras é algo perfeitamente normal, mas ler mais literatura e menos autoajuda, além de usar o dicionário de vez em quando, não custa nada.</p>
<p><strong><em>Copy</em> </strong>ou <strong><em>Copywriting</em></strong> &#8211; Aqui é uma desgraça, porque a língua portuguesa JÁ TEM a expressão &#8220;<strong>Redação Publicitária</strong>&#8221; para designar o significado de <em>copywrite</em>. Redação Publicitária é uma expressão bonita e charmosa, com um significado claro do assunto de que trata. Mas não, o brasileirinho prefere usar o terrível termo <em>copywrite</em> que nem mesmo em inglês traduz corretamente a atividade&#8230; tipo, &#8220;escrever cópias&#8221;? Sério mesmo, brasileiro?</p>
<p><em><strong>Skill, Deadline, Headline, Job, Budget, Doguinho</strong> </em>&#8211; Da desgraça para a tragédia. O jovem moderninho, especialmente dos segmentos publicitários e financeiros trocou as palavras &#8220;habilidade&#8221; por &#8220;skill&#8221;, &#8220;prazo&#8221; por &#8220;deadline&#8221;, &#8220;título&#8221; por &#8220;headline&#8221;, &#8220;trabalho&#8221;, ou até mesmo a periférica &#8220;trampo&#8221; por &#8220;job&#8221;, &#8220;orçamento&#8221; por &#8220;budget&#8221;&#8230; E nem a palavra &#8220;cão&#8221; ou &#8220;cachorro&#8221; escaparam da sanha anglicista da alma colonizada do brasileiro, que passaram a chamar nossos melhores amigos de&#8230; &#8220;dog&#8221;. Não basta que as palavras portuguesas são tão perfeitamente &#8220;afofadas&#8221; em &#8220;cãozinho&#8221; ou &#8220;cachorrinho&#8221;, lá foi o brasileiro e inventou a inacreditável &#8220;doguinho&#8221;.</p>
<p>É de se desistir deste país.</p>
<h3>Outras palavras</h3>
<p>Tenho feito alguns cursos de marketing recentemente e nesses cursos o que não faltam são usos indevidos de certas palavras. Mais duas que ouvi, usadas de forma inadequada:</p>
<p><strong>Contingência</strong> &#8211; O rapaz a utilizava no sentido de estar precavido contra imprevistos, quando na verdade a palavra contingência significa justamente o próprio imprevisto. A reação prévia a eles &#8211; que era o que ele realmente queria passar &#8211; bem poderia ser algo como <em>estar estruturado</em>, <em>precaver-se</em>, <em>utilizar recursos redundantes</em>, etc. A propósito, <em>redundância técnica</em> é algo muito utilizado em aviação, onde as coisas realmente não podem falhar e, se falham, tem que ser prontamente resolvidas.</p>
<p><strong>Consistência</strong> &#8211; Pessoal do marketing digital utiliza muito esta palavra no sentido de manter &#8220;a consistência&#8221; nas vendas, ou de se manter &#8220;a consistência&#8221; nas publicações de conteúdo. Mas me soa estranho este uso. Talvez a palavra <em>constância nas vendas</em> seria mais adequada, uma vez que o ritmo de vendas para iniciantes seja mesmo&#8230; ora&#8230; inconstante. <em>Previsibilidade</em> também seria uma boa opção, uma vez que para iniciantes o ritmo de vendas é absolutamente imprevisível. No caso do conteúdo, talvez a palavra <em>regularidade</em> fizesse mais sentido. Consistência me soa uma palavra voltada mais para questões materiais e químicas. Por exemplo, podemos dizer sem medo que a margarina é mais consistente que o óleo, que é mais consistente que a água, e que a massa do pão é bem mais consistente que a margarina, enfim, divago&#8230;</p>
<p><strong>Figurinha Carimbada ou Figurinha Tarimbada?</strong> &#8211; Vejo muita gente usando o termo &#8220;<em>figura carimbada</em>&#8220;. Só que não faz sentido algum. Por que uma <em>figura</em> ser <em>carimbada</em> tem tanta importância? Isso acontece porque o uso do termo está errado. O correto é &#8220;<em>figura tarimbada</em>&#8220;, ou seja, uma <em>figura</em> <em>experiente</em> no assunto em questão. <em>Tarimba</em> quer dizer <em>experiência</em>, <em>prática</em> e este termo tem origem no fato de que <em>tarimba</em> é o nome de um estrado de madeira onde dormem os soldados nos quartéis. Um sujeito <em>tarimbado</em> é um sujeito já acostumado a dormir nesses estrados desconfortáveis.</p>
<p>***</p>
<p>O povo do auto-desenvolvimento também tem essa:</p>
<p><strong>Co-criação</strong> &#8211; co-criação praticamente já se tornou um novo verbete da língua portuguesa. Ao menos para o pessoal do auto-desenvolvimento cosmo-eletro-quântico. Com o sentido baseado na lei da atração universal em que uma pessoa consegue criar sua própria realidade em <strong>CO</strong>njunto com o universo, já nem utilizam mais o termo no sentido de que <strong>você é o criador da sua realidade</strong>, o que é bem verdade a propósito, e sim que <strong>você é o <em>cocriador</em> da sua realidade</strong>, assim mesmo, junto e sem hífen. Fazer o quê, né?</p>
<h3>Pré-ignorante</h3>
<p>Já faz muitos anos que uma palavrinha básica e simples se viu violada para nunca mais ser utilizada na sua forma correta:</p>
<p><strong>Preconceito</strong> &#8211; a palavrinha é simples e auto-explicativa. Mas aqui um povo mais intelectual e militante faz questão de dividi-la para tornar seu significado óbvio ainda mais explícito para as suas ovelh&#8230; digo, seguidores. Explicam calmamente, e já o escrevem normalmente, na forma de <em><strong>pré-conceito</strong></em>, isto é, vejam só, um conceito prévio de algo que não se conhece. Merecia um Oscar, certo? Errado!</p>
<h3>&#8230;and the Oscar goes to&#8230;</h3>
<p><strong>Quântico</strong> &#8211; Já falei disto <a href="https://www.ronaud.com/bom-senso/marketing-quantico/">aqui</a>. Esta palavra é de longe a super campeã de usos indevidos, principalmente pelo povo mais espiritualista, que acredita veementemente em certas realidades espirituais e procura justificar essa crença &#8211; que nada mais é do que crença &#8211; através de argumentos de <em>cientificidade</em>, isto é, atribuir fundamento científico a afirmações intuitivas. Algo &#8220;quântico&#8221; nada mais é do que uma realidade ultra-microscópica, conhecida e alcançada mediante complexas equações matemáticas, realidade esta em que a matéria e a energia apresentam certos comportamentos estranhos à nossa realidade cotidiana, e que dariam margem a uma eventual fundamentação a certos conhecimentos espiritualistas. Porém até hoje nada dessa suposta relação foi comprovada. Não quer dizer que esta relação não exista, particularmente acredito que a relação é plena, porém há que se admitir que ainda não foi comprovada e qualquer relação já estabelecida entre certos conhecimentos espirituais e os estranhos comportamentos da energia nos níveis sub-atômicos não passa de <strong>especulação filosófica</strong>.</p>
<div id="attachment_24506" style="width: 1034px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2019/06/quantico.jpg"><img fetchpriority="high" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-24506" class="size-large wp-image-24506" src="https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2019/06/quantico-1024x800.jpg" alt="" width="1024" height="800" srcset="https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2019/06/quantico.jpg 1024w, https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2019/06/quantico-300x234.jpg 300w, https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2019/06/quantico-768x600.jpg 768w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></a><p id="caption-attachment-24506" class="wp-caption-text">Palavra Poderosa que Não quer dizer nada</p></div>
<p>***</p>
<p>Virei acrescentando outras palavras mal utilizadas conforme for encontrando-as.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://www.ronaud.com/inteligencia/a-evolucao-do-significado-das-palavras/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Como é essa coisa de escrever?</title>
		<link>https://www.ronaud.com/inteligencia/como-e-essa-coisa-de-escrever/</link>
					<comments>https://www.ronaud.com/inteligencia/como-e-essa-coisa-de-escrever/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Ronaud Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 20 Aug 2020 18:45:41 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Inteligência]]></category>
		<category><![CDATA[Escrever bem]]></category>
		<category><![CDATA[Língua Portuguesa]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.ronaud.com/?p=25530</guid>

					<description><![CDATA[Texto de Joaquim Ferreira dos Santos, publicado por Augusto Nunes em seu blog &#8211; fonte. A estudante perguntou como era essa coisa de escrever. Eu fiz o gênero fofo. Moleza, disse. Primeiro, evite estes coloquialismos de “fofo” e “moleza”, passe longe das gírias ainda não dicionarizadas e de tudo mais que soe mais falado do [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Texto de Joaquim Ferreira dos Santos, publicado por Augusto Nunes em seu blog &#8211; <a href="http://veja.abril.com.br/blog/augusto-nunes/feira-livre/escrever-um-texto-de-joaquim-ferreira-dos-santos/">fonte</a>.</p>
<blockquote><p>A estudante perguntou como era essa coisa de escrever. Eu fiz o gênero fofo. Moleza, disse.</p>
<p>Primeiro, evite estes coloquialismos de “fofo” e “moleza”, passe longe das gírias ainda não dicionarizadas e de tudo mais que soe mais falado do que escrito. Isto aqui não é rádio FM. De vez em quando, para não acharem que você mora trancado com o Domingos Paschoal Cegalla ou outro gramático de chicote, aplique uma gíria como se fosse um piparote de leve no cangote do texto, mas, em geral, evite. Fuja dessas rimas bobinhas, desses motes sonoros. O leitor pode se achar diante de um rapper frustrado e dar cambalhotas. Mas, atenção, se soar muito escrito, reescreva.</p>
<p>Quando quiser aplicar um “mas”, tome fôlego, ligue para o 0800 do Instituto Fernando Pessoa, peça autorização ao bispo de plantão e, por favor, volte atrás. É um cacoete facilitador.</p>
<p>Dele deve ter vindo a expressão “cheio de mas-mas”, ou seja, uma pessoa cheia de “não é bem assim”, uma chata que usa o truque de afirmar e depois, como se fosse estilo, obtemperar.</p>
<p>Não tergiverse, não diga palavras complicadas, não escreva nas entrelinhas. Seja acima de tudo afirmativo, reto no assunto. Nada de passar páginas descrevendo o clima da estação, esse aborrecimento suportável apenas quando vemos as curvas da Garota do Tempo recortadas contra o chroma-key do “Jornal Nacional”.</p>
<p>Abaixo o prólogo com a lente aberta, nada daquelas observações sensíveis sobre a paisagem e, a não ser que você seja o Dashiell Hammett ou o Raymond Chandler, esqueça o queixo quadrado do bandido ou a descrição pormenorizada dos personagens. Corte o que for possível. Depois dê uma de Raymond Carver e, nem aí para os pruridos da vaidade, mande o resto para o editor acabar de cortar.</p>
<p>Sempre cabe uma linha a menos no texto, é o efeito Rexona aplicado na axila gramatical. Evite essas metáforas complicadas, passe por cima de expressões como “em geral”, como está no primeiro parágrafo, pois elas têm a mesma função-paralelepípedo dos parênteses, dos travessões. Chute para fora da página tudo mais que faça as pessoas tropeçarem na leitura ou darem aquela ré em busca do verdadeiro sentido da frase que passou.</p>
<p>Deixe tudo em pratos limpos, sem tamanho lugar-comum. Ouça a voz do flanelinha semântico gritando a chave para o bom texto. “Deixa solto, doutor.”</p>
<p>É mais ou menos por aí, eu disse para a menina que me perguntou como é essa coisa de escrever.</p>
<p>Para sinalizar o trânsito das ideias, use apenas o ponto e a vírgula, nunca juntos. Faça com que o primeiro chegue logo, e a outra apareça o mínimo possível. Vista Hemingway, só frases curtas. Ouça João Cabral, nada de perfumar a rosa com adjetivos.</p>
<p>Mergulhe Rubem Braga, palavras, de preferência com até três sílabas. “Pormenorizada”, vista acima, é palavrão absoluto. Dispense, sem pormenores.</p>
<p>O texto deve correr sem obstáculos, interjeições, dois pontos, reticências e sinais que só confundem o passageiro que quer chegar logo ao ponto final. Cuidado com o “que quer” da frase anterior, pois da plateia um gaiato pode ecoar um “quequerequé” e estará coberto de razão. A propósito, eu disse para a menina, perca a razão quando lhe aparecer um clichê desses pela frente.</p>
<p>Você já se livrou do “mas”, agora vai cuidar do “que” e em breve ficará livre da tentação de sofisticar o texto com uma expressão estrangeira. É out. Escreva em português. Aproveite e diga ao diagramador para colocar o título da matéria na horizontal e não de cabeça para baixo, como está na moda, como se estivesse num jornal japonês.</p>
<p>Pode-se escrever baixinho, como faz o Veríssimo, que ouviu muito Mario Reis para chegar àquela perfeição de texto de câmara. Outra opção é desabafar pelos cinco mil alto-falantes o que lhe vai na pena da alma, como faz o Xico Sá, que aprendeu a escrever com o Waldick Soriano. Escreva com a sonoridade que lhe aprouver, nunca com cacófatos assim ou verbos que façam o leitor perguntar para o vizinho do lado que maluquice é essa de “aprouver”. Fuja da voz passiva, da forma negativa, do gerundismo e principalmente da voz dos outros. Se falo fino, se falo grosso, ninguém tem nada com isso. O orgulho do próprio “falo”, e fazê-lo firme e com charme, é uma das chaves do ofício.</p>
<p>De vez em quando, abra um parágrafo para o leitor respirar. Alguns deles têm a mania de pegar o bonde no meio do caminho e, com mais parágrafos abertos, mais possibilidades de ele embarcar na viagem que o texto oferece. Escrever é dar carona. Eu disse isso e outro tanto do mesmo para a menina. Jamais afirmei, jamais expliquei, jamais contei ou usei qualquer outro verbo de carregação da frase que não fosse o dizer. Evitei também qualquer advérbio em seguida, como “enfaticamente”, “seriamente” ou “bemhumoradamente”. Antes do ponto final, eu disse para a menina que tantas regras, e outras a serem ditas num próximo encontro, serviam apenas de lençol. Elas forram o texto, deixam tudo limpo e dão conforto. Escrever é desarrumar a cama.</p></blockquote>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://www.ronaud.com/inteligencia/como-e-essa-coisa-de-escrever/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>ESTADUNIDENSE: Adjetivo Pátrio ou Adjetivo Parvo?</title>
		<link>https://www.ronaud.com/bom-senso/sobre-o-adjetivo-patrio-estadunidense/</link>
					<comments>https://www.ronaud.com/bom-senso/sobre-o-adjetivo-patrio-estadunidense/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Ronaud Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 06 Feb 2016 17:44:23 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Bom senso]]></category>
		<category><![CDATA[Inteligência]]></category>
		<category><![CDATA[Compreensão]]></category>
		<category><![CDATA[Crônicas]]></category>
		<category><![CDATA[Língua Portuguesa]]></category>
		<category><![CDATA[Palavras]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.ronaud.com/?p=19677</guid>

					<description><![CDATA[Uma crítica ao excessivo criticismo em relação ao modo como algumas palavras, denominações e significantes simplesmente evoluem ao longo do tempo, como tudo nesse mundo.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Ele fica explicando porque não deveríamos dizer &#8220;<em>americano</em>&#8221; e sim &#8220;<em>estadunidense</em>&#8221; já que canadenses também são norte-americanos e <em>todos</em> nós somos americanos; e também fica explicando porque não deveríamos dizer &#8220;<em>logomarca</em>&#8221; e sim &#8220;<em>logotipo e marca</em>&#8221; já que, como diria Lula, com aquela sua sabedoria peculiar: &#8220;<em>uma côisa é uma côisa, ôtra côisa é ôtra côisa</em>.&#8221;</p>
<p>Ele só não fica explicando porque não deveríamos dizer &#8220;prateleira&#8221; para o suporte que não sustenta exclusivamente &#8220;pratos&#8221;, nem fica explicando porque não deveríamos dizer &#8220;cristaleira&#8221; para o armário que só guarda peças de vidro e porcelana, e aceita bem adjetivos pátrios como &#8220;gaúcho&#8221; ou &#8220;capixaba&#8221; e não fica explicando porque deveríamos usar os termos &#8220;riograndense-do-sul&#8221; ou &#8220;espirito-santense&#8221;.</p>
<p>A mesma pessoa que acha um absurdo chamar de doutor quem não tem doutorado, não se incomoda nem um pouco de chamar de <em>sombrinha</em> aquele artefato que nos protege da chuva, mas que foi criado para, ora veja, proporcionar uma <em>sombrinha</em>, isto é, uma pequena sombra, sobre a própria pessoa, debaixo, evidentemente, do sol.</p>
<p>Que mundo é este em que a <em>sombrinha</em> agora deu para proteger da chuva?</p>
<p>Absurdo. Indignação!</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://www.ronaud.com/bom-senso/sobre-o-adjetivo-patrio-estadunidense/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Árvores genealógica das linguagens indo-europeias</title>
		<link>https://www.ronaud.com/inteligencia/arvores-genealogica-das-linguagens-indo-europeias/</link>
					<comments>https://www.ronaud.com/inteligencia/arvores-genealogica-das-linguagens-indo-europeias/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Ronaud Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 04 Nov 2015 03:40:35 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Inteligência]]></category>
		<category><![CDATA[Língua Portuguesa]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.ronaud.com/?p=19835</guid>

					<description><![CDATA[Esta é uma &#8220;árvore&#8221; das ramificações dos atuais idiomas ocidentais (com exceção dos indígenas). Eu não sou entendido do assunto, e a compreensão dela não é simples para leigos, mas fica mais fácil se começarmos das ramificações menores, de fora para dentro. Assim veremos por exemplo que o idioma inglês (a ramificação mais alta, à [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_19836" style="width: 680px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2015/11/arvore-da-familia-da-linguagem-indoeuropeia.jpg"><img decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-19836" class="wp-image-19836" src="https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2015/11/arvore-da-familia-da-linguagem-indoeuropeia.jpg" alt="Árvores genealógica das linguagens indo-europeias" width="670" height="834" srcset="https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2015/11/arvore-da-familia-da-linguagem-indoeuropeia.jpg 750w, https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2015/11/arvore-da-familia-da-linguagem-indoeuropeia-241x300.jpg 241w" sizes="(max-width: 670px) 100vw, 670px" /></a><p id="caption-attachment-19836" class="wp-caption-text">Árvores genealógica das linguagens indo-europeias</p></div>
<p>Esta é uma &#8220;árvore&#8221; das ramificações dos atuais idiomas ocidentais (com exceção dos indígenas). Eu não sou entendido do assunto, e a compreensão dela não é simples para leigos, mas fica mais fácil se começarmos das ramificações menores, de <em>fora para dentro</em>.</p>
<p>Assim veremos por exemplo que o idioma inglês (a ramificação mais alta, à esquerda), que é uma linguagem germânica, portanto, surgida no seio do continente europeu, nada tem a ver em suas origens com os idiomas naturais da ilha britânica, portanto, de origem celta, como o bretão, escocês e irlandês.</p>
<p>E compreendemos que o português, que nem está representado na árvore acima, mas que descende do espanhol, é uma língua latina, portanto, com origem na península itálica.</p>
<p>&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://www.ronaud.com/inteligencia/arvores-genealogica-das-linguagens-indo-europeias/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Frases de efeito (nulo)</title>
		<link>https://www.ronaud.com/pensamentos/frases-de-efeito-nulo/</link>
					<comments>https://www.ronaud.com/pensamentos/frases-de-efeito-nulo/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Ronaud Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 17 Jan 2013 14:42:21 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Pensamentos]]></category>
		<category><![CDATA[Interpretação de textos]]></category>
		<category><![CDATA[Língua Portuguesa]]></category>
		<category><![CDATA[Significados]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.ronaud.com/?p=9560</guid>

					<description><![CDATA[Achei essa frase por acaso: &#8220;A coragem vem de se querer fazer. A segurança vem de saber que se pode fazer. A confiança vem de se ter feito.&#8221; Bonitinha, não? Mas pare e perceba que ela não diz nada. Basta embaralhar os substantivos e ela continua sendo uma frase bonitinha que não diz nada. Veja: [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Achei essa frase por acaso:</p>
<blockquote><p>&#8220;A coragem vem de se querer fazer. A segurança vem de saber que se pode fazer. A confiança vem de se ter feito.&#8221;</p></blockquote>
<p>Bonitinha, não? Mas pare e perceba que ela não diz nada. Basta embaralhar os substantivos e ela continua sendo uma frase bonitinha que não diz nada. Veja:</p>
<blockquote><p>&#8220;A confiança vem de se querer fazer. A coragem vem de saber que se pode fazer. A segurança vem de se ter feito.&#8221;</p></blockquote>
<p>ou</p>
<blockquote><p>&#8220;A segurança vem de se querer fazer. A confiança vem de saber que se pode fazer. A coragem vem de se ter feito.&#8221;</p></blockquote>
<p>ou ainda</p>
<blockquote><p>&#8220;A coragem vem de se querer fazer. A confiança vem de saber que se pode fazer. A segurança vem de se ter feito.&#8221;</p></blockquote>
<p>Veja que todas fazem sentido, porque na verdade, coragem, segurança e confiança são posturas muito semelhantes entre si e querem dizer praticamente a mesma coisa: uma postura firme e determinada.</p>
<p>O autor gosta de falar bonito, só resta ter noção do que está falando 😉</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://www.ronaud.com/pensamentos/frases-de-efeito-nulo/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Ismália &#8211; Alphonsus de Guimaraens</title>
		<link>https://www.ronaud.com/vida/ismalia-alphonsus-de-guimaraens/</link>
					<comments>https://www.ronaud.com/vida/ismalia-alphonsus-de-guimaraens/#comments</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Ronaud Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 14 Jun 2012 18:58:28 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Vida]]></category>
		<category><![CDATA[Língua Portuguesa]]></category>
		<category><![CDATA[Morte]]></category>
		<category><![CDATA[Poesias]]></category>
		<category><![CDATA[Sonhos]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.ronaud.com/?p=7466</guid>

					<description><![CDATA[Quando Ismália enlouqueceu, Pôs-se na torre a sonhar&#8230; Viu uma lua no céu, Viu outra lua no mar. No sonho em que se perdeu, Banhou-se toda em luar&#8230; Queria subir ao céu, Queria descer ao mar&#8230; E, no desvario seu, Na torre pôs-se a cantar&#8230; Estava perto do céu, Estava longe do mar&#8230; E como [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_7468" style="width: 592px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2012/06/torre-e-mar-ao-luar.jpg"><img decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-7468" class="size-full wp-image-7468 " title="Ismália" src="https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2012/06/torre-e-mar-ao-luar.jpg" alt="Ismália" width="582" height="640" srcset="https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2012/06/torre-e-mar-ao-luar.jpg 582w, https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2012/06/torre-e-mar-ao-luar-272x300.jpg 272w" sizes="(max-width: 582px) 100vw, 582px" /></a><p id="caption-attachment-7468" class="wp-caption-text">Ismália</p></div>
<p>Quando Ismália enlouqueceu,<br />
Pôs-se na torre a sonhar&#8230;<br />
Viu uma lua no céu,<br />
Viu outra lua no mar.</p>
<p>No sonho em que se perdeu,<br />
Banhou-se toda em luar&#8230;<br />
Queria subir ao céu,<br />
Queria descer ao mar&#8230;</p>
<p>E, no desvario seu,<br />
Na torre pôs-se a cantar&#8230;<br />
Estava perto do céu,<br />
Estava longe do mar&#8230;</p>
<p>E como um anjo pendeu<br />
As asas para voar&#8230;<br />
Queria a lua do céu,<br />
Queria a lua do mar&#8230;</p>
<p>As asas que Deus lhe deu<br />
Ruflaram de par em par&#8230;<br />
Sua alma subiu ao céu,<br />
Seu corpo desceu ao mar&#8230;</p>
<p>Alphonsus de Guimaraens</p>
<p>Imagem: <a href="http://www.flickr.com/photos/chenepan/4457499008/">Flickr</a></p>
<p>***</p>
<p><a title="Confira outras poesias" href="https://www.ronaud.com/tag/poesias/">Veja outros poemas</a></p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://www.ronaud.com/vida/ismalia-alphonsus-de-guimaraens/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>2</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>A arte da Análise Sintática</title>
		<link>https://www.ronaud.com/bom-senso/a-arte-da-analise-sintatica/</link>
					<comments>https://www.ronaud.com/bom-senso/a-arte-da-analise-sintatica/#comments</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Ronaud Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 22 Nov 2010 03:13:46 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Bom senso]]></category>
		<category><![CDATA[Educação]]></category>
		<category><![CDATA[Língua Portuguesa]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.ronaud.com/?p=3810</guid>

					<description><![CDATA[Recentemente comecei a ler, sem a menor pressa, o livro Comunicação em Prosa Moderna, do Othon Garcia. Encaro tal leitura como uma &#8220;reciclagem&#8221; profissional. É desnecessário dizer (mas digo mesmo assim) que o livro é sensacional e, atendendo perfeitamente meu interesse atual pelo tema, tem me deixado fascinado, mais uma vez, pela nossa língua portuguesa. A leitura [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Recentemente comecei a ler, sem a menor pressa, o livro Comunicação em Prosa Moderna, do Othon Garcia. Encaro tal leitura como uma &#8220;reciclagem&#8221; profissional. É desnecessário dizer (mas digo mesmo assim) que o livro é sensacional e, atendendo perfeitamente meu interesse atual pelo tema, tem me deixado fascinado, mais uma vez, pela nossa língua portuguesa.</p>
<p>A leitura do livro citado só reforçou &#8211; depois de anos &#8211; o que eu já considerava desde meus tempos de colégio: Que a tal <strong>análise sintática</strong> tem um quê de &#8220;coisa do além&#8221;, ou seja, é daquelas coisas que existem mas não podem ser rigorosamente comprovadas. A análise sintática é imprecisa, ilógica, confusa, enfim, praticamente uma atividade artística.</p>
<p>Predicados nominais, predicativos do objeto, verbos de ligação, verbos transitivos diretos ou indiretos e os irreconhecíveis intransitivos; E mais: complementos nominais e verbais, objetos diretos e indiretos, os misteriosos agentes da passiva (Já pensou que &#8220;Os Agentes da Ativa&#8221; daria um excelente nome de grupo de pagode? 😉 ). E ainda tinha os gêmeos adjuntos adnominais e adverbiais. Enfim, apontar num parágrafo termos como esses sempre me soou tão aterrorizante quanto impossível.</p>
<p>Sempre desconfiei que nem os professores tinham certeza do que ensinavam, afinal, muitas daquelas classificações sintáticas dependem dos significados de certos termos na frase e sabemos que as pessoas podem entender um mesmo enunciado de formas diferentes e no fim, cada um está com razão 😉</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://www.ronaud.com/bom-senso/a-arte-da-analise-sintatica/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>8</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Um dos piores erros de português</title>
		<link>https://www.ronaud.com/inteligencia/um-dos-piores-erros-de-portugues/</link>
					<comments>https://www.ronaud.com/inteligencia/um-dos-piores-erros-de-portugues/#comments</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Ronaud Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 14 Jul 2010 15:31:33 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Inteligência]]></category>
		<category><![CDATA[Língua Portuguesa]]></category>
		<category><![CDATA[Vídeos]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.ronaud.com/?p=2647</guid>

					<description><![CDATA[Estou muito longe de ser um exemplo de escrita correta. Mas procuro estar atento a algumas regrinhas, principalmente as mais básicas. Há vários erros de português atemorizantes, contudo, algumas regras quase sobrenaturais, até que os justificam, já que uma maioria de leitores as ignora, o que denota a inutilidade da regra. Entretanto, nenhum é tão [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Estou muito longe de ser um exemplo de escrita correta. Mas procuro estar atento a algumas regrinhas, principalmente as mais básicas. Há vários erros de português atemorizantes, contudo, algumas regras quase sobrenaturais, até que os justificam, já que uma maioria de leitores as ignora, o que denota a inutilidade da regra.</p>
<p>Entretanto, nenhum é tão onipresente e revela tanto sobre quem o cometeu como a incapacidade das pessoas de distinguirem a diferença entre MAIS / MAS.</p>
<p>Explicando de forma simplificada:</p>
<p>MAIS &#8211; advérbio. Indica quantidade, intensidade. Ex.: Essa casa é MAIS bonita do que aquela. Ou: Eu, MAIS você, somos dois.</p>
<p>MAS &#8211; conjunção. Contrapõe uma idéia anterior. Ex.: Essa casa é agradável, MAS só tem um quarto. Ou: Eu queria ir no show, MAS estou sem grana.</p>
<p>Aprendeu?</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://www.ronaud.com/inteligencia/um-dos-piores-erros-de-portugues/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>3</slash:comments>
		
		
			</item>
	</channel>
</rss>
