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	<title>Judaísmo &#8211; RONAUD.com</title>
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	<description>Textos e Mensagens para Reflexão</description>
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		<title>Resumo da História dos Hebreus</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Ronaud Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 25 Nov 2023 22:10:04 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[História]]></category>
		<category><![CDATA[Judaísmo]]></category>
		<category><![CDATA[Religião]]></category>
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					<description><![CDATA[A história dos judeus é longa, complexa e bela, tanto em suas particularidades míticas, quanto históricas. Aqui temos um resumo da história dos hebreus, grupo étnico que originou o atual povo judeu. ]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><img fetchpriority="high" decoding="async" class="wp-image-29285 size-large" src="https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2023/11/resumo-historia-hebreus-1024x683.jpg" alt="Resumo da História dos Hebreus" width="1024" height="683" srcset="https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2023/11/resumo-historia-hebreus-1024x683.jpg 1024w, https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2023/11/resumo-historia-hebreus-300x200.jpg 300w, https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2023/11/resumo-historia-hebreus-768x512.jpg 768w, https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2023/11/resumo-historia-hebreus-1536x1024.jpg 1536w, https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2023/11/resumo-historia-hebreus-2048x1365.jpg 2048w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></p>
<p><small>Imagem de <a href="https://unsplash.com/@diana_pole?utm_content=creditCopyText&amp;utm_medium=referral&amp;utm_source=unsplash">Diana Polekhina</a></small></p>
<p>A história dos judeus é longa, complexa e bela, tanto em suas particularidades míticas, quanto históricas. Todos nós já ouvimos a maioria dos termos abaixo, salpicados em missas, cultos, livros, revistas, programas televisivos e recentemente, até em <em>podcasts</em> sobre assuntos que envolvem a raiz das 3 principais religiões do mundo ocidental.</p>
<p>Estou lendo um livro sobre a origem do monoteísmo, e mais uma vez encontro durante a leitura vários dos nomes abaixo, e a falta de uma noção da linearidade histórica confunde muito e impede uma compreensão mais acentuada do assunto.</p>
<p>Por isso fui pesquisar, e trago aqui, um resumo da história dos hebreus, grupo étnico que originou o atual povo judeu.</p>
<p>Importante: A maioria dos fatos, datas e curiosidades aqui são informados com base no testemunho bíblico, com as datas presumidas, e com poucas evidências arqueológicas.</p>
<h3>Resumo da História dos Hebreus</h3>
<p>Patriarcas Pré-diluvianos:</p>
<p><strong>Adão</strong>, Set, Enosh, Cainã, Malaleel, Jared, Henoc, Matusalém, Lamec e <strong>Noé</strong>.</p>
<p>Patriarcas Pós-diluvianos:</p>
<p><strong>Sem</strong> (um dos três filhos de Noé &#8211; os outros eram Cam e Jafe), Arfaxad, Salé, Héber, Faleg, Reú, Sarug, Nacor, Taré e <strong>Abraão</strong>.</p>
<p>2000 a.C &#8211; <strong>A Terra Prometida</strong> &#8211; O patriarca Abraão era um pastor seminômade que vivia na região de Ur, localizada na Mesopotâmia (que no futuro viria a se tornar a Babilônia). Abraão teria recebido uma profecia para que abandonasse a região e se estabelecesse em outro lugar indicado por Deus.</p>
<p>Este lugar era conhecido como <em>Canaã</em>, e correspondia ao território hoje ocupado pelos Estados de Israel e Palestina.</p>
<p><strong>Isaque</strong>, filho de Abraão, o sucede na liderança dos hebreus, sucedido em seguida por <strong>Jacó</strong>.</p>
<blockquote><p>Curiosidade: Os <strong>árabes </strong>são descendentes de <strong>Ismael</strong>, também filho de Abraão.</p></blockquote>
<p>1700 a.C &#8211; <strong>Migração para o Egito</strong> &#8211; Motivados pela seca e escassez em Canaã, os hebreus migraram ao Egito, onde as terras eram férteis.</p>
<p>A fome obrigou Jacob a deslocar-se para o Egito com os seus doze filhos, um dos quais, José, tinha ali já alcançado uma elevada posição.</p>
<p>A chegada dos hebreus ao Egito teria coincidido com o período em que a região estava sob domínio dos <strong>hicsos</strong>, um povo de origem também semita, como os hebreus. Isso permitiu aos hebreus se estabelecerem no território egípcio sem problemas, chegando até a ocupar posições proeminentes na administração do Egito.</p>
<p>Depois da expulsão dos hicsos, os hebreus teriam sido punidos pela colaboração com os invasores.</p>
<p>1250 a.C. &#8211; <strong>Êxodo</strong> &#8211; Escravizados pelos egípcios, os hebreus conseguiram a libertação liderados por <strong>Moisés.</strong> Viveram como nômades na Península do Sinai e depois procuraram se fixar em Canaã, então ocupada por outros povos, como cananeus e filisteus. Vestígios da fundação de aldeias ao redor de Jerusalém são indícios da chegada hebraica em Canaã. A autoridade dos hebreus a esta altura eram os chefes militares, conhecidos como <strong>Juízes</strong>.</p>
<p><strong>As Doze Tribos</strong> &#8211; Os povos hebreus eram organizados em doze tribos em torno de um reino monárquico, que era o de Israel. As tribos referiam-se a cada filho de Jacó, filho de Isaac e neto de Abraão, e constituía-se com um clã familiar. Os seus nomes eram: R<strong>úben, Simeão, Judá, Zebulom, Issacar, Dã, Gade, Aser, Naftali, Benjamim, Manassés e Efraim</strong>.</p>
<p><img decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-29278" src="https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2023/11/As-Doze-Tribos-de-Israel.png" alt="" width="673" height="1024" srcset="https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2023/11/As-Doze-Tribos-de-Israel.png 673w, https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2023/11/As-Doze-Tribos-de-Israel-197x300.png 197w" sizes="(max-width: 673px) 100vw, 673px" /></p>
<p>1050 a.C &#8211; <strong>Monarquia e unificação das tribos</strong> &#8211; Uma vez estabelecidos em Canaã, os hebreus viveram uma fase de <strong>centralização do poder</strong> e expansão de suas fronteiras, o que resultou no surgimento da monarquia. Essa monarquia surgiu por meio de <strong>Samuel</strong>, o último Juiz hebreu, que, no final do século XI a.C., decidiu coroar Saul como rei, visando garantir a segurança das terras hebraicas.</p>
<p>A monarquia hebraica teve três grandes reis:</p>
<ul>
<li><strong>Saul</strong> (1030-1010 a.C.)</li>
<li><strong>Davi</strong> (1010-970 a.C.)</li>
<li><strong>Salomão</strong> (970-930 a.C.)</li>
</ul>
<p>O reinado de Saul foi marcado por conquistas, mas acabou morrendo em batalha contra os Filisteus. O sucessor foi Davi, que disputou o poder de Israel com Isboset, filho de Saul. Do reinado de Davi, o grande destaque é a <strong>conquista de Jebus</strong>, cidade dos jebuseus. Essa cidade tornou-se capital dos hebreus e é conhecida atualmente como <strong>Jerusalém</strong>.</p>
<blockquote><p>Curiosidade: Na Bíblia, os filisteus (philistines) são descritos como arqui-inimigos dos israelitas. Era um povo estrangeiro, que veio do oeste e se estabeleceu por volta de 1100 AC em cinco cidades: Asdode, Ascalão, Ecrom, Gaza e Gate, hoje cidades do sul de Israel, situadas na famosa Faixa de Gaza.</p>
<p>O território em que viviam chamava-se &#8220;Filisteia&#8221;, ou &#8220;Filístia&#8221;, que era grafado como &#8220;Philistia&#8221;, de onde deriva o termo &#8220;Palestina&#8221;, que tem (ou tinha) sua principal base na atual &#8220;Faixa de Gaza&#8221; (no mapa abaixo, em vermelho: Philistine States)</p>
<p>Em 3000 anos de história, houve derrotas e vitórias de ambos os lados. A mais conhecida delas foi de Davi contra Golias, um filisteu. Uma rivalidade macabra, que permanece até hoje, atravessando milênios.</p></blockquote>
<p>Por fim, o reinado de Salomão foi um período de prosperidade, destacando-se a grande obra envolvida na construção do <strong>Templo de Jerusalém</strong>, um lugar que se tornou sagrado para os hebreus.</p>
<p>1005 a.C. &#8211; <strong>O Primeiro Templo</strong> &#8211; O Templo de Jerusalém situava-se no cume do Monte Moriá (também chamado Monte do Templo), no leste de Jerusalém. De acordo com a Torá (a Bíblia hebraica), o Primeiro Templo foi construído no local onde Abraão havia oferecido Isaque como sacrifício. O templo foi construído durante o reinado de Salomão, utilizando o material que havia sido acumulado em grande abundância por seu pai e antecessor, o Rei Davi.</p>
<p>A ordem para a construção do Primeiro Templo foi dada pelo Rei Davi em 1015 a.C. As fundações do templo foram lançadas em 1012 a.C., no segundo dia do segundo mês (Zif), quatrocentos e oitenta anos depois da saída de Israel do Egito. A construção terminou em 1005 a.C., mas sua dedicação foi adiada até o ano seguinte, por este ser um ano de jubileu (o nono jubileu), e exatamente três mil anos desde a &#8220;criação do mundo&#8221;.</p>
<p>930 a.C. &#8211; <strong>Israel se divide</strong> &#8211; Reino de Israel ao Norte e Reino de Judá ao sul. Essa divisão ficou entre os dois filhos de Salomão &#8211; Roboão e Jeroboão.</p>
<p>Profetas hebreus que viveram no Reino de Judá, após Salomão: Obadias, Joel, Isaías, Miquéias, Naum, Sofonias, Jeremias, Habacuque, Daniel, Ezequiel, Ageu, Zacarias, Malaquias.</p>
<p>Profetas hebreus que viveram no Reino de Israel, após Salomão: Elias, Eliseu, Jonas, Amós, Oséias.</p>
<p><img decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-29276" src="https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2023/11/Philistine-Filistia-Filisteu.jpg" alt="" width="604" height="722" srcset="https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2023/11/Philistine-Filistia-Filisteu.jpg 604w, https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2023/11/Philistine-Filistia-Filisteu-251x300.jpg 251w" sizes="(max-width: 604px) 100vw, 604px" /></p>
<p>O Reino de Israel, ao norte, seguiu com a seguinte linha sucessória: Jeroboão I, Nadabe, Baasa, Ela, Zinri, Onri, Acabe, Acazias, Jorão, Jeú, Jeoacaz, Jeoás, Jeroboão II, Zacarias, Salum, Manaém, Pecaías, Peca, Oséias (A Samaria é conquistada pela Assíria em 722 a.C.)</p>
<p>722 a.C. &#8211; <strong>Assírios tomam Israel</strong>.</p>
<p>609 a. C. &#8211; Josias (640-609 a. C.) levou a cabo uma reforma religiosa, suprimindo todos os lugares de culto e práticas sincretistas e centralizando o culto em Jerusalém, exclusivamente ao deus Javé.</p>
<p>Desde Salomão, o Reino de Judá, ao sul, seguiu com a seguinte linha sucessória de reis: Roboão, Abião, Asa, Jeosafá, Jeorão, Acazias, Atalia, Joás, Amazias, Uzias, Jotão, Acaz, Ezequias, Manassés, Amom, Josias, Jeoacaz, Jeolaquim, Joaquim, Zedequias (Jerusalém é conquista pela Babilônia em 586 a.C.)</p>
<p>586 a.C. &#8211; <strong>Babilônicos conquistam Judá</strong> &#8211; Início do <strong>Exílio na Babilônia</strong>. O Templo foi saqueado várias vezes e acabou por ser totalmente incendiado e destruído por Nabucodonosor II, que levou todos seus tesouros para a Babilônia.</p>
<p>538 a.C. &#8211; <strong>Retorno do Exílio</strong></p>
<p>516 a.C. &#8211; <strong>O Segundo Templo</strong> &#8211; foi reconstruído após o retorno do cativeiro na Babilônia, sob orientação de Zorobabel. O templo começou com um altar, feito no local onde havia o antigo templo, e suas fundações foram lançadas em 535 a.C. Sua construção foi interrompida durante o reinado de Ciro, e retomada em 521 a.C., no segundo ano de Dario I. O templo foi consagrado em 516 a.C.</p>
<p>Nos 500 anos desde o retorno, o templo havia sofrido bastante com o desgaste natural e com os ataques de exércitos inimigos. Herodes, querendo ganhar o apoio dos judeus, propôs restaurá-lo. As obras iniciaram-se em 19 a.C., e terminaram em 27 d.C.</p>
<p>70 d.C. &#8211; <strong>Destruição do Templo de Jerusalém</strong> &#8211; O templo foi destruído em 70 pelas legiões romanas comandadas por Tito, a mando do imperador Vespasiano, que sitiou e destruiu Jerusalém para acabar com a revolta judaica contra o império romano.</p>
<p><strong>Diásporas</strong> &#8211; A primeira diáspora judaica começa com a invasão Assíria ao reino de Israel em 721 a.C. e se aprofundou com o domínio Babilônico em 587 a.C. A segunda diáspora ocorreu em 70 d.C, quando Jerusalém foi sitiada pelo exército romano e o reino hebreu, destituído. Esses ataques culminaram em uma dispersão judaica para países africanos, asiáticos e europeus, com duração de aproximadamente dois mil anos.</p>
<p>1948 d.C. &#8211; <strong>Criação do Estado de Israel</strong> &#8211; Essa dispersão se inverteu parcialmente através da criação do Estado de Israel em 14 de maio de 1948, em que parte da população judaica dispersa pelo mundo iniciou um movimento de retorno à sua terra. A criação do Estado de Israel foi o resultado do movimento surgido em fins do século XIX, chamado <strong>Sionismo</strong>, que defendia o retorno dos judeus para a Terra Santa.</p>
<h3>Fontes</h3>
<p><a href="https://andredanielreinke.com.br/tabela-cronologica-dos-reis-e-profetas-do-antigo-testamento/">Andre Daniel Reinke</a></p>
<p><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Templo_de_Jerusal%C3%A9m">Templo de Jerusalém</a></p>
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		<title>Lucidez espiritual e o complexo do povo escolhido</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Ronaud Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 25 May 2014 00:29:49 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Inteligência]]></category>
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					<description><![CDATA[Há alguns anos, publiquei aqui um texto de outra autora, que comentava sobre o complexo do povo escolhido. Falava sobre certos grupos espiritualistas ou religiosos que se acham os preferidos de Deus, o que revela completa falta de noção, por parte dessas pessoas, do quanto a espiritualidade é universal, amoral e acolhedora. O povo que mais [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Há alguns anos, publiquei aqui <a href="https://www.ronaud.com/espiritualidade/a-sutil-fronteira-entre-a-espiritualidade-e-a-estupidez/">um texto</a> de outra autora, que comentava sobre o <strong>complexo do povo escolhido</strong>. Falava sobre certos grupos espiritualistas ou religiosos que se acham os preferidos de Deus, o que revela completa falta de noção, por parte dessas pessoas, do quanto a espiritualidade é universal, amoral e acolhedora. O povo que mais disseminou esse conceito de <em>povo escolhido</em> foram os hebreus. Os cristãos, posteriormente, surfaram na mesma onda.</p>
<p>O primeiro passo para se desvencilhar dessa cegueira espiritual e alcançar um nível melhor de lucidez é entender que a Bíblia ( assim como outros livros religiosos ) trata de <em>um deus</em> cujos valores morais refletem os valores do povo que a escreveu, no caso, os hebreus. O deus bíblico, em especial do antigo testamento, é <em>um deus</em> que <em>pensa</em> como os hebreus pensavam.</p>
<p>Se nós nos identificamos com a Bíblia, nós na verdade nos identificamos com o modo como os hebreus pensavam, e com todo o sistema moral deles, ainda que pensemos que estamos identificados com Deus. A lucidez chega quando paramos de acreditar que Deus pensa como nós gostaríamos que ele pensasse. Ora, Deus está infinitamente além dos nossos <em>draminhas</em> morais. Pensa comigo: <span style="line-height: 1.5em;">O Ser que representa o princípio criador de um universo infinito com bilhões de galáxias não deixaria sua mensagem em livros antigos, mal escritos e contraditórios. Ele pode mais, e ele é infinitamente mais que um livro antigo.</span></p>
<p>A imagem abaixo, encontrada por coincidência enquanto este texto vinha sendo redigido, demonstra melhor que, se Deus existe, ele tem mais o que fazer:</p>
<div id="attachment_14817" style="width: 690px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2014/05/visao-universal-de-deus.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-14817" class="size-full wp-image-14817" alt="Deus tem mais do que cuidar" src="https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2014/05/visao-universal-de-deus.jpg" width="680" height="662" srcset="https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2014/05/visao-universal-de-deus.jpg 680w, https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2014/05/visao-universal-de-deus-300x292.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 680px) 100vw, 680px" /></a><p id="caption-attachment-14817" class="wp-caption-text">Deus tem mais do que cuidar</p></div>
<p>(A imagem não é de minha autoria e discordo do termo &#8220;idiota&#8221;)</p>
<p><span style="line-height: 1.5em;">O</span><span style="line-height: 1.5em;">ra, a Bíblia, em especial o antigo testamento, traz em si o modo como os hebreus gostariam que Deus fosse. Um povo pobre, desorganizado, mulherengo, corrupto, e que se deu mal muitas vezes (um suposto dilúvio, exílio no Egito, cativeiro na Babilônia, dominação por Roma, destruição de templos, holocausto nazista) entendia que tinha um Deus temperamental, difícil de agradar, e que castigava muito, por qualquer deslize.</span></p>
<p><span style="line-height: 1.5em;">A Bíblia traz grandes verdades espirituais <em>sim</em>, e eu mesmo gosto de <em>MUITAS</em> <a href="https://www.ronaud.com/pensamentos/ha-poder-em-suas-palavras-passagens-biblicas/">passagens bíblicas</a>, mas nunca perco de vista que estão longe de encerrar todo o mistério da existência em algumas centenas de páginas. É sinal de lucidez distinguir, na Bíblia, as verdades espirituais, do sistema moral hebreu do primeiro testamento, e cristão, do segundo. Aliás, lucidez é, antes de tudo, saber e conseguir distinguir uma verdade espiritual universal e imutável (que são poucas) de uma regra moral, local e temporária (que são muitas, e diferentes, local e temporalmente).</span></p>
<p>Por fim, é bom nunca perder de vista que ao levar toda a Bíblia ao pé da letra, você, que vive em pleno século XXI está retrocedendo sua visão de mundo para a mesma visão que tinham as pessoas que viviam por volta de 3000 anos atrás, perdidas no deserto, em completa miséria espiritual, moral e material.</p>
<h3>Humildade intelectual</h3>
<p>Eu realmente não saberia afirmar qual é a verdade verdadeira da vida. Trago comigo algumas vagas hipóteses e uma única certeza:</p>
<p>Essa que religiosos fanáticos dizem ser <em>a verdade</em>, e que brigam por ela, e se exaltam para defendê-la, também está longe de ser a verdade última da existência.</p>
<p>Acho prudente e sinal de humildade intelectual nunca perder de vista que a mente humana é pequena demais para compreender o imenso oceano de mistério que a circunda.</p>
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		<title>Estereótipos religiosos</title>
		<link>https://www.ronaud.com/espiritualidade/estereotipos-religiosos/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Ronaud Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 26 Dec 2010 18:48:12 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Espiritualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Ateísmo]]></category>
		<category><![CDATA[Budismo]]></category>
		<category><![CDATA[Crenças]]></category>
		<category><![CDATA[Cristianismo]]></category>
		<category><![CDATA[Islamismo]]></category>
		<category><![CDATA[Judaísmo]]></category>
		<category><![CDATA[Preconceito]]></category>
		<category><![CDATA[Religião]]></category>
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					<description><![CDATA[Uma interessante impressão das telas do Google, relacionando os adjetivos mais comuns aos religiosos: Se você não entende inglês, aqui vão algumas dicas: &#8220;why are &#8230;&#8230;&#8230;.. so&#8221; significa &#8220;por que os &#8230;&#8230;&#8230;&#8230;. são tão&#8221;. Já &#8220;muslims&#8221;, &#8220;jews&#8221;, &#8220;christians&#8221; e &#8220;buddhists&#8221; significam, respectivamente &#8220;muçulmanos&#8221;, &#8220;judeus&#8221;, &#8220;cristãos&#8221; e &#8220;budistas&#8221;. Quanto aos adjetivos, você se vire com o Tradutor [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Uma interessante impressão das telas do Google, relacionando os adjetivos mais comuns aos religiosos:</p>
<div id="attachment_3943" style="width: 510px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2010/12/estereotipos-religiosos.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-3943" class="size-full wp-image-3943" title="Estereótipos Religiosos" src="https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2010/12/estereotipos-religiosos.jpg" alt="Estereótipos Religiosos" width="500" height="1266" srcset="https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2010/12/estereotipos-religiosos.jpg 500w, https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2010/12/estereotipos-religiosos-118x300.jpg 118w, https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2010/12/estereotipos-religiosos-404x1024.jpg 404w" sizes="auto, (max-width: 500px) 100vw, 500px" /></a><p id="caption-attachment-3943" class="wp-caption-text">Estereótipos Religiosos</p></div>
<p>Se você não entende inglês, aqui vão algumas dicas: &#8220;why are &#8230;&#8230;&#8230;.. so&#8221; significa &#8220;por que os &#8230;&#8230;&#8230;&#8230;. são tão&#8221;. Já &#8220;muslims&#8221;, &#8220;jews&#8221;, &#8220;christians&#8221; e &#8220;buddhists&#8221; significam, respectivamente &#8220;muçulmanos&#8221;, &#8220;judeus&#8221;, &#8220;cristãos&#8221; e &#8220;budistas&#8221;. Quanto aos adjetivos, você se vire com o <a href="https://translate.google.com.br/" target="_blank" rel="noopener">Tradutor do Google</a>. Mas, se você não sabe, &#8220;Happy&#8221; quer dizer &#8220;Feliz&#8221;.</p>
<p>Agora tire suas próprias conclusões!</p>
<p>Via: <a href="http://atheism.soup.io/post/83186454/Religions-venn-diagram-of-the-day?sessid=fa152ea557dc097b2dd178d5d64b86dc" target="_blank" rel="noopener">Atheism Soup</a></p>
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		<title>Livro A Viagem de Théo &#8211; Resenha / Resumo</title>
		<link>https://www.ronaud.com/livros/resenha-e-critica-do-livro-a-viagem-de-theo/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Ronaud Pereira]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 16 Aug 2009 01:08:04 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Livros]]></category>
		<category><![CDATA[Cristianismo]]></category>
		<category><![CDATA[Islamismo]]></category>
		<category><![CDATA[Judaísmo]]></category>
		<category><![CDATA[Livros de Ficção]]></category>
		<category><![CDATA[Livros de Romance]]></category>
		<category><![CDATA[Livros sobre Religiões]]></category>
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					<description><![CDATA[O livro A viagem de Théo é um romance sobre as religiões mais praticadas no mundo: catolicismo, judaísmo, budismo, protestantismo e islamismo, entre outras.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_20667" style="width: 410px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://www.amazon.com.br/gp/product/8535910549/ref=as_li_tl?ie=UTF8&amp;camp=1789&amp;creative=9325&amp;creativeASIN=8535910549&amp;linkCode=as2&amp;tag=ronaud-20&amp;linkId=6c444e75d2d89bd5b08ddaf1efcdb608" rel="nofollow"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-20667" class="wp-image-20667" title="A Viagem De Théo" src="https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2009/08/a-viagem-de-theo-catherine-clement-668x1024.jpg" alt="A Viagem De Théo" width="400" height="613" srcset="https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2009/08/a-viagem-de-theo-catherine-clement-668x1024.jpg 668w, https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2009/08/a-viagem-de-theo-catherine-clement-196x300.jpg 196w, https://www.ronaud.com/wp-content/uploads/2009/08/a-viagem-de-theo-catherine-clement.jpg 783w" sizes="auto, (max-width: 400px) 100vw, 400px" /></a><p id="caption-attachment-20667" class="wp-caption-text">A Viagem De Théo</p></div>
<h3>Resenha divulgada</h3>
<p>Por que milhões de pessoas acreditam em Deus? Por que tanta gente sente vontade de ter uma vivência espiritual qualquer? Por que não somos todos ateus? De perguntas assim surgiu o <strong>livro A viagem de Théo</strong>, um romance sobre as religiões mais praticadas no mundo: catolicismo, judaísmo, budismo, protestantismo e islamismo, entre outras.</p>
<p>Os fundamentos históricos e espirituais de cada religião, suas transformações ao longo do tempo, as lutas contra a intolerância, a construção das figuras divinas, as regras da fé, o sentido dos ritos, as formas coletivas de exercício da espiritualidade &#8211; jovens e adultos encontram neste livro um patrimônio pessoal para a vida toda.</p>
<p><iframe style="width: 120px; height: 240px;" src="//ws-na.amazon-adsystem.com/widgets/q?ServiceVersion=20070822&amp;OneJS=1&amp;Operation=GetAdHtml&amp;MarketPlace=BR&amp;source=ac&amp;ref=tf_til&amp;ad_type=product_link&amp;tracking_id=ronaud-20&amp;marketplace=amazon&amp;region=BR&amp;placement=8535910549&amp;asins=8535910549&amp;linkId=e262272a0a771d77e6d7931b774df798&amp;show_border=true&amp;link_opens_in_new_window=false&amp;price_color=333333&amp;title_color=002dbf&amp;bg_color=ffffff" frameborder="0" marginwidth="0" marginheight="0" scrolling="no"><br />
</iframe></p>
<p>Com um conhecimento profundo do tema, um admirável equilíbrio intelectual e uma viva imaginação narrativa, Catherine Clément nos faz viajar na companhia de Théo e Marthe &#8211; ele, um adolescente que vive enfiado nos livros e sofre de uma doença grave; ela, uma mulher cosmopolita que esbanja vitalidade. Juntos eles vão aos principais centros sagrados do mundo (a Bahia é um deles) e, enquanto visitam os templos e participam das festas rituais, oferecem ao leitor a certeza de que as religiões são uma das maiores aventuras que a humanidade já pôde sonhar.</p>
<p>Título Altamente Recomendável pela Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil &#8211; FNLIJ 1998, categoria tradução/jovem</p>
<ul>
<li><strong>Editora: </strong>Companhia das Letras</li>
<li><strong>Autor: </strong>CATHERINE CLEMENT</li>
<li><strong>ISBN: </strong>8571648190</li>
<li><strong>Origem: </strong>Nacional</li>
<li><strong>Ano: </strong>1998</li>
<li><strong>Edição: </strong>1</li>
<li><strong>Número de páginas: </strong>632</li>
<li><strong>Acabamento: </strong>Brochura</li>
<li><strong>Formato: </strong>Médio</li>
</ul>
<h3>Minha opinião sobre o livro A Viagem de Théo</h3>
<p>O romance das religiões &#8211; esta é a temática deste livro. Théo, um adolescente, e sua tia Marthe viajam o mundo no intento de conhecer as peculiaridades das religiões mais praticadas em cada canto do mundo. É um romance repleto de descobertas interessantes. Nos faz viajar junto. Eu indicaria esta leitura para os iniciantes no assunto. Quem pouco conhece sobre religiões e quer dar os primeiros passos encontrará neste livro uma infinidade de informações muito bem entrelaçadas com a história dos dois personagens principais e vai gostar muito da leitura.</p>
<p>Se você já é um conhecedor do básico do que são as principais religiões do mundo, pouco será acrescentado, já que a história dos personagens do livro é até comovente, mas o livro em si é desprovido de maiores aprodundamentos. Mas para quem procura um livro interessante e rico, o <strong>livro A Viagem de Théo</strong> contribuirá e muito para quem queira iniciar seus conhecimentos sobre o assunto.</p>
<p>Eu li <strong>A Viagem de Théo</strong> logo após a leitura do <a href="https://www.ronaud.com/livros/resenha-e-critica-do-livro-o-mundo-de-sofia/">livro O Mundo de Sofia</a>, de Jostein Gaarder, o que constituiu uma ótima sequência. Recomendo!</p>
<h3>Comprar livro A Viagem De Théo</h3>
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